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Episódios

A Problemática da Corrupção

A problemática da corrupção Nos dias em que vivemos, muito se tem falado a respeito da corrupção. E, quase sempre, direcionando as setas para os poderes públicos. Pensamos que corrupção esteja intimamente ligada aos que exercem o poder público. Ledo engano. Está de tal forma disseminada entre nós, que, com certeza, muito poucos nela não estejamos enquadrados. Vejamos alguns exemplos. Quando produzimos algo com qualificação inferior, para auferir maiores lucros, e vendemos como de qualidade superior, estamos sendo corruptos. Ao burlarmos o fisco, não pedindo ou não emitindo nota fiscal, estamos nos permitindo a corrupção. Isso tem sido comum, não é mesmo? É como se houvesse, entre todos, um contrato secretamente assinado no sentido de eu faço, todos fazem e ninguém conta para ninguém. Com a desculpa de protegermos pessoas que poderão vir a perder seus empregos, não denunciamos atos lesivos a organizações que desejam ser sérias. Atos como o do funcionário que se oferece para fazer, em seus dias de folga, o mesmo serviço, a preço menor, do que aquele que a empresa a que está vinculado estabelece. Esquece que tem seu salário pago pelos donos da empresa para quem deveria estar trabalhando, de verdade. Corrupção é sermos pagos para trabalhar oito horas e chegarmos atrasados, ou sairmos antes, usando de inverdades para ser abonado. É conseguir atestados falsos, de profissionais igualmente corruptos, para justificar nossa ausência do local de trabalho, em dias que antecedem feriados. Desvio de finalidade: deveríamos estar trabalhando, mas vamos viajar ou passear. É promovermos a quebra ou avaria de algum equipamento na empresa, a fim de termos algumas horas de folga. É mentirmos perante as autoridades, desejando favorecer a uns e outros em processos litigiosos. Naturalmente, para ser agradáveis a ditos amigos que, dizem, quando precisarmos, farão o mesmo por nós. Corrupção é aplaudir nosso filho que nos apresenta notas altas nas matérias, mesmo sabendo que ele as adquiriu à custa de desavergonhada cola. E que dizer dos que nos oferecemos para fazer prova no lugar do outro? Ou realizar toda a pesquisa que a ele caberia fazer? Sério, não? Assim, a partir de agora, passemos a examinar com mais vagar tudo que fazemos. Mesmo porque, nossos filhos têm os olhos postos sobre nós e nossos exemplos sempre falarão mais alto do que nossas palavras. Desejamos, acaso, que a situação que vivemos em nosso país tenha prosseguimento? Ou almejamos uma nação forte, unida pelo bem, disposta a trabalhar para progredir, crescer em intelecto e moralidade? Em nossas mãos, repousa a decisão. Se desejarmos, podemos iniciar a poda da corrupção hoje mesmo, agora. E se acreditamos que somente um de nós fazendo, tudo continuará igual, não é verdade. Os exemplos arrastam. Se começarmos a campanha da honestidade, da integridade, logo mais os corruptos sentirão vergonha. Receberão admoestações e punições, em vez de aplausos. E, convenhamos, se não houver quem aceite a corrupção, ela morrerá por si mesma. Pensemos nisso. E não percamos tempo.

23/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:11

Certezas Da Vida

Certezas da vida Possivelmente, em algum momento da sua vida, suas experiências te levaram a pensar sobre a morte. Talvez o medo de se encontrar com ela, ou a tristeza por perder alguém que você muito amava. Alguém que fez história, deixou de existir nesta terra, e hoje faz muita falta. Nos enganamos quando algo acontece e passamos a acreditar que a única certeza que temos é que um dia morreremos... Esse é um pensamento um tanto quanto pessimista... Não, essa não é a nossa única certeza. Nós temos outras confianças na vida. Por isso, decidi rever os meus conceitos. Essa mentalidade me gerava insegurança, medo, transtornos psicológicos... Hoje consigo ver que, até que a morte nos alcance, temos muitas histórias positivas para viver. Muitas surpresas, conquistas, experiências inimagináveis para compartilhar. Quando passamos a enxergar a existência e a nós mesmos, sob o ponto de vista espiritual, pessoal, além da casca material, ganhamos muitas outras certezas. A certeza de que o amor que cultivamos será colhido em algum momento, seja no hoje ou no amanhã. A certeza de que os laços de amor que criamos ou fortificamos permanecem conosco para sempre. Nada se perde. Passamos a entender que o legado que deixamos nesta terra é muito mais importante que a herança; a herança é deixada por quem já morreu, e ao longo do tempo se perde. O legado é deixado por alguém que fez a diferença em vida, ainda que não esteja mais presente, alcança gerações com um brilho diferente. O pai que deixa ao filho legado, ao invés de herança, transmite valores inegociáveis... princípios... E isso muda tudo. Quando nos permitimos desfrutar da vida na sua essência, cuidamos da nossa saúde... Saúde do corpo, da alma e também do espírito. Adquirimos a certeza de que há uma inteligência maior no leme, no comando de tudo e que não precisamos nos desesperar quando as coisas saem do nosso controle. A certeza da vida, antes da certeza da morte. A certeza de que cada minuto importa, de que cada dia é um tesouro inestimável. * * * Ante a fragilidade do nosso corpo, percebamos a resistência e a exuberância da vida. Um vírus imperceptível pode nos fazer adoecer e pode nos levar a passar pela morte a qualquer instante. Mas, que isso não revele nossa fraqueza e sim nossa grandiosidade. Estamos aqui de passagem. A Terra é escola, é hospital, é campo de semeadura. Que possamos usar o tempo que temos para nos educar, para nos curar e para trabalhar sempre pelo bem. Não nos deixemos desanimar perante as crises, perante os momentos de sofrimento. Esta é mais uma certeza que temos: de que a dor não dura para sempre e de que podemos ser hoje melhores do que fomos ontem. Pense nisso... Mas, pense agora! Redação do Pense Nisso baseado no texto do Momento Espírita, de 17/08/20;

22/10/2020 08:30 | DURAÇÃO 4:04

Aprendendo com as crianças

Aprendendo com as crianças

21/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:37

A verdadeira amizade

A verdadeira amizade Ei, Você tem amigos? Se a resposta for “Sim”, certamente significa que você reconhece a importância dos amigos verdadeiros durante a jornada nesta terra. Muito se fala desses tesouros chamados amigos, mas nem todas as pessoas lhes dão o devido valor. Quando não se é rico, nem ocupa uma posição de destaque numa empresa, nem famoso, é fácil saber quem são os amigos, pois, em tese, não têm outro motivo para uma aproximação que não seja a amizade pura e simples. O mesmo não acontece com pessoas ricas ou famosas, que lidam com aproximações por interesse e conveniências, e encontram mais dificuldade na hora de filtrar e reconhecer o que, de fato, é verdadeiro. É muito comum que pessoas assim se sintam solitárias, fiquem depressivas e apáticas, por falta de alguém em quem possam confiar incondicionalmente. Talvez seja por essa razão que uma poetisa escreveu: Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo; que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência. E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos. Preciso de alguém que venha brigar ao meu lado, sem precisar ser convocado. Alguém amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso. Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: a amizade. Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa. Preciso de um amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades. Preciso de um amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias e que, no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo." E ria muito. E nessa busca, empenho a minha própria alma, pois com uma amizade verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela... A verdadeira amizade está acima de quaisquer valores financeiros. Todo o dinheiro do mundo não seria suficiente para adquirir uma amizade leal, já que é um sentimento que não está à venda. E por mais rico que seja um ser humano, ele não será completamente feliz se não contar com, pelo menos, um amigo fiel. De nada valeria ser a pessoa mais famosa do mundo, se não puder contar suas alegrias a um amigo. De nada adiantaria ter todas as riquezas materiais que o mundo pode oferecer, se não houver uma amizade para compartilhar. Por outro lado, ainda que a pessoa seja a mais simples da face da Terra, se tiver um amigo verdadeiro, nunca passará necessidade. * * * Você tem amigos, tem em quem confiar? Você é verdadeiramente amigo de alguém? Pessoas buscam em você refúgio quando algo não vai bem? Quando as emoções se enfraquecem, a amizade permanece. Ser amigo é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida. Seja alguém capaz de ouvir, estender a mão, chorar e sorrir junto; Aquele que apoia, encoraja, e mesmo que por um momento cause dor, fale sempre a verdade. A amizade pura é uma flor que nunca morre. Vale a pena cultivá-la. Pense nisso, mas... Pense agora. Redação do Momento Espírita, com base em poesia de Cris Passinato, constante no site: www.forumpoeticomundial.hpg.ig.com.br/ Disponível no livro Momento Espírita, v. 3 e no CD Momento Espírita, v. 7, ed. Fep.

20/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:47

Os Bons São Maioria

OS BONS SÃO MAIORIA Uma campanha de marketing nacional trouxe uma verdade bela e esperançosa. Espalhados pelas cidades, vários outdoors revelavam alguns dados estatísticos muito interessantes. Eis alguns deles: Para cada pessoa dizendo que tudo vai piorar, existem cem casais planejando ter filhos. Para cada corrupto existem oito mil doadores de sangue. Enquanto alguns destroem o meio ambiente, 98% das latinhas de alumínio já são recicladas no Brasil. Para cada tanque fabricado no mundo, são feitos cento e trinta e um mil bichos de pelúcia. Na Internet, a palavra amor tem mais resultados do que a palavra medo. Para cada muro que existe no mundo, se colocam duzentos mil tapetes escritos “bem-vindo”. Enquanto um cientista desenha uma nova arma, há um milhão de mães fazendo pastéis de chocolate. Existem razões para acreditar. Os bons são maioria. Estamos precisando de visão otimista e positiva como esta em nosso mundo. Aqueles que desejam ver o mundo em pânico e se alimentam de notícias ruins – pois dizem que são essas que vendem – não podem mais controlar nossos sentimentos. Nós, como consumidores de notícias, de informações, devemos mostrar que desejamos também ver o lado bom do mundo, da vida, das pessoas. Se analisarmos qualquer noticiário, seja local ou nacional, iremos ainda perceber a grande dominação das notícias ruins, como se o mundo estivesse vivendo o caos absoluto. Não é bem assim. Muito de bom está sendo feito no mesmo instante em que ocorrem assassinatos, acidentes, crises políticas, etc. O bem está sendo construído no mundo, sim, mesmo os pessimistas e terroristas de plantão dizendo que não ou mesmo se negando a ver. O que acontece é que, muitas vezes, os bons ainda são tímidos e receosos. Isso os impede de se sobrepor aos maus bulhentos e arrojados. Por que, no mundo, os maus têm geralmente maior influência sobre os bons? Eis a resposta : É pela fraqueza dos bons. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes últimos quiserem, dominarão. Permaneçamos refletindo sobre esta última afirmação: Quando os bons quiserem, dominarão. Reflitamos qual nosso papel nesta mudança. O que posso fazer para ter parte nesta dominação pacífica e definitiva do bem na face da Terra. Permitamos que nossos gestos de amor ganhem o mundo e mostrem à sombra que seus dias de dominação estão contados. Raia o sol de uma Nova Era. O tempo do amor finalmente chegou. Façamos parte desta transformação de alegria que tomará conta do orbe. Amemos mais. Participemos mais. Sorriamos mais. FAÇA ISSO, MAS FAÇA AGORA.

19/10/2020 06:30 | DURAÇÃO 2:28

Rótulos e Potes de Geleia

Rótulos e Potes de Geleia

17/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 2:26

O bom exemplo nasce no lar

O bom exemplo nasce no lar Você já se deu conta de que as guerras, tanto quanto a violência, nas suas múltiplas faces, nascem dentro dos lares? Em tese, é no lar que aprendemos a ser violentos ou pacíficos, viciosos ou virtuosos. Sim, porque quando o filho chega da rua contando que um colega lhe bateu, qual é a reação? Existem pais que logo perguntam: “e o que você fez?”, na expectativa de ouvir que o filho se saiu melhor. Muitos ainda dizem: “Filho meu não traz desaforo para casa. Se apanhar na rua, apanha em casa outra vez!” Quando o amiguinho pega o brinquedo do filho, os pais intercedem dizendo: “Tire dele, você é mais forte, não seja bobo!”, ao invés de ensinar a importância de compartilhar, de ser generoso... Essas atitudes são muito comuns e os filhos que crescem ouvindo essas máximas, aprendem facilmente cada uma dessas orientações, boas ou não. Isso acontece porque os pais, de fato, são referências pra eles. O que dizem, tem um valor. Mas, o que geralmente acontece é que aprendem a lição e se tornam cidadãos agressivos, orgulhosos, vingativos e violentos. Ingredientes perfeitos para fomentar guerras e outros tipos de violências. Se, ao contrário, os pais orientassem o filho com conselhos sábios, como: perdoe, tolere, compartilhe, ajude, colabore, esqueça a ofensa, os filhos certamente cresceriam alimentando outra disposição íntima. Seriam cidadãos capazes de lidar com as próprias emoções e dariam outro colorido à sociedade da qual fazem parte. Formariam uma sociedade pacífica, pois quando uma pessoa age diante de uma agressão, ao invés de reagir, a violência não se espalha. A paz só será uma realidade, quando os homens forem pacíficos e isso só acontecerá investindo-se na educação da infância. Os pais talvez não tenham se dado conta disso, mas a maioria dos vícios também é adquirida dentro dos lares, quando os filhos são incentivados a beber, a fumar, a se prostituir, das mais variadas formas. Isso tudo fará diferença mais tarde, quando esses meninos e meninas estiverem ocupando suas posições de cidadãos na sociedade. Então, veremos pessoas caminhando sem propósito, se agredindo, medindo forças e perdendo a compostura. Adultos desvalorizados. Lamentavelmente muitos pais ainda não acordaram para essa realidade e continuam plantando sementes de violência e vícios no reduto do lar, que deveria ser um santuário de bênçãos. Já é hora de pensar com mais seriedade a esse respeito, tomar atitudes. É hora de compreender que se quisermos construir um mundo melhor, os alicerces dessa construção devem ter suas bases firmes no lar. * * * Uma boa instrução e um tempo de qualidade com sua família, dia a dia, podem fazer toda a diferença. A família, a fé, o amor, a compaixão, o real desejo de querer bem, são fundamentais nesse processo, na busca por uma geração mais feliz. São Pequenos passos capazes de transportar realidades: Da ignorância à sabedoria. Do instinto à razão. Da força ao direito. Do egoísmo à fraternidade. Da tirania à compaixão. Da violência ao entendimento. Do ódio ao amor. Da extorsão à justiça. Do desequilíbrio à harmonia. Do caos à glória. Pense nisso, mas... pense agora. Reflexão baseada em seminário proferido por Raul Teixeira, no VI Simpósio Paranaense de Espiritismo, no dia 27 de maio de 2003, e no cap. 61 do livro Pão nosso, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Candido Xavier, ed. Feb. Disponível no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.

16/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:20

Dia Amargo

DIA AMARGO Você já experimentou, alguma vez, aquele amanhecer sombrio, em que tudo lhe parece amargo? Esses dias aparentemente têm os mesmos aspectos para todos nós, mas são vividos de maneira diferente por Alguns ficam tristes e quase calados. Buscam isolar-se para evitar qualquer contato com alguém que lhes faça perguntas sobre o que está acontecendo. Outros deixam o mau humor dirigir seus passos e, em poucos minutos, azedam todo o ambiente em que se encontram. E a resposta para comportamentos desse tipo logo se faz sentir no organismo, em forma de azia, enxaqueca, dores musculares, entre outros males. E o pior de tudo é que nem sabemos o porquê de tanta irritação. De maneira irrefletida, estragamos o nosso dia movidos por um estado d´alma que nos toma de assalto e no qual nos deixamos mergulhar, sem refletir. Assim, se você sentir que está diante de uma manhã sombria, de um momento amargo, vale a pena tomar medidas urgentes para não se deixar cair nas armadilhas. Se ainda está em casa, faça uma prece antes de sair. Se estiver no trabalho, busque um local que lhe permita ficar só por um instante, respire fundo e eleve o pensamento, abra uma janela com paisagens e circunstâncias mais agradáveis. Lembre-se, sempre, que todos temos momentos difíceis, e que só depende de nós complicá-los ainda mais, ou sair deles com sabedoria e bom senso. Lembre-se, ainda que, por mais difícil que esteja a situação, ela será tragada pelas horas e substituída por momentos mais leves e mais felizes. * * * Não estrague o seu dia. A sua irritação não solucionará problema algum. As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas. Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar. O seu mau humor não modifica a vida. A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus. A sua tristeza não iluminará os caminhos. O seu desânimo não edificará a ninguém. As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade. As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você. Não estrague o seu dia. PENSE NISSO.MAS, PENSE AGORA!

15/10/2020 14:27 | DURAÇÃO 2:20

Dinheiro e Valores

DINHEIRO E VALORES O dinheiro é, sem contestação, um fator importante em nossas vidas. Resolve muitas situações, porém, nem sempre permite comprar aquilo que, em determinadas situações, constitui nosso mais profundo desejo. Podemos comprar uma casa confortável, por exemplo, mas não um lar ditoso. Podemos comprar livros excelentes, mas não o conhecimento. Adquirir os medicamentos mais eficientes, mas não podemos comprar a saúde. Compramos um lugar de destaque entre os homens, mas não o verdadeiro afeto. Com o dinheiro podemos pagar diversões sofisticadas, mas não compramos a felicidade real. Podemos contratar advogados de renome, mas se somos culpados, não compraremos a isenção de culpa. Com o dinheiro podemos subjugar pessoas, mas não compramos o respeito e a admiração. O dinheiro pode pagar os melhores colégios, mas não nos isenta da educação informal. Podemos comprar cama confortável e lençóis de luxo, mas não logramos comprar o sono. Enfim, podemos adquirir um lugar de destaque em cemitério luxuoso, mas não a imortalidade física. Como podemos perceber, o dinheiro é necessário, mas tem valor relativo e transitório. Qual é o valor real do dinheiro? Não se sabe, porque em cada país ele tem um valor diferente. Pensando assim, o bom senso nos diz que não devemos investir o tempo somente para fazer dinheiro, sob risco de ficarmos de mãos vazias nas horas mais difíceis. Vale a pena investirmos um pouco do nosso tempo na conquista de valores imperecíveis que, nem a traça come, nem a ferrugem corrói. Esses valores são a nossa cota de participação efetiva na construção de um lar harmonioso. A leitura nobre e instrutiva que nos garanta a liberdade intelectual. A aquisição de honestidade e fidelidade que nos propiciem a conquista de afetos verdadeiros. A conquista de uma moral adequada que nos garanta, ao mesmo tempo, saúde física e paz de consciência. Uma vivência digna que nos façam homens e mulheres de bem, e não mendigos morais.

14/10/2020 15:29 | DURAÇÃO 2:29

Acomodação

ACOMODAÇÃO O animal satisfeito dorme! Esta reflexão é de Guimarães Rosa, e nós traz , um profundo alerta existencial. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital, toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão. Rende-se assim à sedução do repouso e imobiliza-se na perigosa acomodação. A advertência é preciosa, posto que, a satisfação conclui, encerra, termina. A satisfação não deixa margem para a continuidade, para prosseguimento, para a persistência, para desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Quando alguém nos fala: Fiquei muito satisfeito com você ou Estou muito satisfeito com seu trabalho, é algo assustador. Tal expressão pode ser entendida como uma barreira ao crescimento, dizendo que nada mais de nós desejam, ou que aquele é nosso limite, nossa possibilidade. O está bom como está pode nos acomodar à situação atual. Seria muito melhor a seguinte expressão: Meu trabalho é bom mas fiquei insatisfeito, e portanto, quero conhecer outras coisas. Percebamos que quando se utiliza da expressão insatisfeito, não é para criticar ou depreciar o trabalho, mas para incentivar a continuidade. Um bom filme, por exemplo, não é aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando quietos para a tela, enquanto passam os créditos, desejando que não acabe? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos no colo, absortos e distantes, pensando que poderia não terminar? É desta forma que a vida de cada um também deve ser, afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar plenamente satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado, e assim, sem necessidades de avanços em novos conhecimentos. O animal satisfeito dorme, pois não tem objetivos de vida, não tem razão para sair do lugar. O ser insatisfeito, sedento por melhorar-se, pára por pouco tempo, avalia-se, celebra e valoriza o que já conseguiu. Depois, segue em frente, rumo ao inexplorado. * * * Como se acomodar perante um horizonte sem limites? Como parar de caminhar sabendo que muito nos aguarda à frente? Como deixar de buscar o aprimoramento constante, se percebemos que quanto mais conseguimos, mais temos por conquistar? Despertemos, aqueles de nós que ainda dormimos o sono da acomodação! Pense nisso, e liberte-se do sono pernicioso do comodismo.

13/10/2020 15:26 | DURAÇÃO 3:06

Aqui Existe Uma Criança

Aqui existe uma criança

12/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:44

Aborrecimentos

ABORRECIMENTOS Nada mais comum, nas atividades terrenas, do que o hábito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chateações. Como um campo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada menção se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, também na sociedade dos adultos o mesmo fenômeno ocorre. Mais do que compreensível é que você, semelhante a um menino de pavio curto, libere adrenalina nos episódios cotidianos que desafiem a sua estabilidade emocional. Compreensível que se agite, que se irrite, que altere a voz, que afivele ao rosto expressões feias de diversos matizes. Em virtude do nível do seu mundo íntimo, tudo isso é possível de acontecer. Contudo, você não veio à Terra para fixar deficiências, mas para tratá-las, cultivando a saúde. Você não se acha no mundo para submeter-se aos impulsos irracionais, mas para fazê-los amadurecer para os campos da razão lúcida. Você não nasceu para se deixar levar pelo destempero, pela irritação que desarticula o equilíbrio, mas tem o dever de educar-se, porque tem na pauta da sua vida o compromisso de cooperar com o Universo, à medida que cresça, que amadureça, que se enobreça. Desse modo, os seus aborrecimentos diários, embora sejam admissíveis em almas infantis e destemperadas, já começam a provocar ruídos infelizes, desconcertantes e indesejáveis, nas almas que se encontram no mundo para dar conta de compromissos mais elevados. Assim, observe-se. Conheça-se no aprendizado do bem, um pouco mais. Esforce-se por melhorar-se. Resista um pouco mais aos impulsos da fera que ainda ronda as suas experiências íntimas. Perante as perturbações alheias, aprenda a analisar e não repetir. Diante da rebeldia de alguém, analise e retire a lição para que não faça o mesmo. Notando a explosão violenta de alguém, reflita nas consequências danosas, a fim de não fazer o mesmo. Cada esforço que você fizer por melhorar-se, para que, pouco a pouco, mas sempre, você cresça e se ilumine, e tendo superado a si mesmo, transformando suas noites morais em radiosas manhãs de sol. * * * Quando você for visitado por uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponha-se a ela. E, quando houver conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, diga, de si para consigo, cheio de justa satisfação: Fui o mais forte. Pense nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso com base no cap. 13 do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

10/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:21

Como Se Fosse a Primeira Vez

COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ Ao retornarem para casa, depois de um dia normal de aula escolar, mãe e filho falavam sobre os acontecimentos daquela tarde. Durante o trajeto, era costume conversarem sobre amenidades. Como o fim do ano se aproximava, a mãe resolveu perguntar ao menino qual a impressão que ficara para ele, a respeito dos professores. O garotinho contou detalhes sobre alguns deles, buscando com cuidado, encontrar palavras que exprimissem suas verdadeiras impressões. Mas acabou surpreendendo a mãe ao fazer a seguinte observação: Eu gosto mesmo é da professora de História, sabe por quê? E, sem dar tempo da mãe pensar em algo que justificasse o seu encantamento, ele seguiu com a resposta: É porque ela trabalha com a nossa turma desde o começo do ano e em todos os dias ela fica tão empolgada e feliz como se fosse o primeiro dia de aula! * * * Essa percepção infantil nos leva à reflexão de que, com o passar do tempo, é comum que a maioria de nós diminua o interesse que mostramos, no momento inicial das nossas atividades. É como se o comodismo fosse um comportamento esperado. E, quando a empolgação inicial por nossos compromissos permanece, trata-se de uma exceção, quando deveria ser o contrário. Que tal experimentarmos olhar as coisas ao nosso redor como se nunca as tivéssemos visto antes? Para nos sentirmos motivados a agir assim, basta que recordemos as emoções que sentimos quando vivemos boas experiências pela primeira vez. Quem não se recorda do turbilhão de sentimentos que tomou conta de nossa alma quando nos deparamos, pela primeira vez, com a imensidão do mar? E o indescritível amor que nos invadiu quando carregamos, pela primeira vez, um filho nos braços? E a emoção de ter fitado os olhos da pessoa amada, pela primeira vez? A satisfação pelo primeiro caderno, a felicidade ao concluir as várias etapas escolares, a conquista do primeiro trabalho. Procuremos nos lembrar dessas boas sensações e mantê-las vivas em nosso íntimo, permitindo que elas nos impulsionem a uma atuação enérgica e dedicada. Não deixemos que o entusiasmo pela tarefa que abraçamos diminua a cada dia, pois, se assim permitirmos, quando nos dermos conta, estaremos agindo apenas com automatismo e nos sentindo sobrecarregados. Sigamos o exemplo dessa professora, que consegue transmitir continuamente às crianças, o amor à tarefa e a viva satisfação de ter a oportunidade do trabalho. Qualquer que seja nossa atividade, busquemos desempenhá-la com dedicação. Assim agindo, nosso dia se tornará mais agradável e, com certeza, também levaremos leveza e alegria àqueles que nos cercam. Procuremos fazer com que o prazer em nossas tarefas seja a nossa marca registrada, contagiando, inclusive, aos que nos cercam. Busquemos olhar as coisas à nossa volta como se fosse a primeira vez. E verificaremos que isso nos trará certo encantamento. Redação do Pense Nisso

09/10/2020 08:44 | DURAÇÃO 3:55

Nem Nem

NEM-NEM Segundo as últimas pesquisas os “Nem-Nem”(nem estuda nem trabalha), está crescendo a taxas assustadoras no Brasil. Mais de 25% dos jovens em idade ativa não estudam nem trabalham. Isto terá um grande impacto negativo no desenvolvimento socioeconômico do pais. Além disso, muitos desses jovens ociosos, são presas fáceis dos carteis do tráfico de drogas. Estamos vivendo uma grave crise geracional. A cada dia é “roubado” o futuro de uma grande parcela das gerações mais jovens. Quando as esperanças desaparecem, o risco é de eclosão de uma grande explosão de violência. É preciso que ensinemos aos jovens a necessidade de sermos uteis à sociedade. É preciso mostrar aos jovens o valor do trabalho, da participação e colaboração nas tarefas domésticas, por exemplo. Usando como analogia, isso nos lembra uma singela história: Era sempre assim. O menino chegava na casa da avó e corria a pedir-lhe a bênção. E, logo, vinha a pergunta: E, então, meu filho, o que anda fazendo? Dando de ombros, o pequeno respondia depressa, como quem não quer ficar a dar explicações ou pensar no que deveria dizer: Nada! Naquele momento, repetia sempre a boa senhora: É preciso ocupar bem o tempo. Deus nos deu as mãos e a mente para que as ocupássemos em coisas boas, o tempo todo. Pouco ou nada entendia o garoto, na época. Porém, anos passados, aquela advertência passou a soar como sabedoria. E, certo dia, encontrou em um livro uma pequena mensagem que veio ao encontro daqueles ensinamentos: Cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade. Cabeça ociosa é perigo à vista. Mãos desocupadas facultam o desequilíbrio que se instala. Grandes males são maquinados quando se dispõe de espaço mental em aberto. Só então percebeu ele que quando nada se faz, o pensamento trabalha intensamente e quase sempre, o resultado são coisas tolas, inúteis... * * * Muitos de nós estamos envolvidos com tantas atividades que registramos o tempo a passar de forma muito rápida, como se estivesse a escapar por entre os dedos. Mas, enorme ainda é o número dos que não empregam bem o tempo que têm, e até dizem que ele demora para passar. E outros afirmam que há que se descansar também porque ninguém é de ferro. Perfeitamente aceitável que o corpo necessite de repouso. Não foi por outro motivo que a Divindade instituiu que o corpo repouse, após certo período de trabalho, a fim de se recompor. Descanso, no entanto, pode se dar de várias formas. Podemos descansar, alternando atividades. Cansados fisicamente, podemos atender ao descanso dedicando-nos às artes, à escrita, algo que nos refaça. Cansados mentalmente, podemos descansar realizando um trabalho físico: passear com as crianças, cultivar uma planta, brincar com o animalzinho de estimação, praticar esportes, varrer o quintal, lavar o carro. Se surge uma hora vazia, no decorrer do dia, é saudável que a preenchamos com uma conversação ou atividade positiva. Importante, no entanto, que seja algo que nos dê prazer, que nos enriqueça: o curso de um idioma diferente, o aprendizado de algo novo, o ensaio para uma habilidade manual... E o que dizer de empregarmos esse tempo vazio ofertando-o em atividade voluntária, em benefício de algo ou de alguém? Há tantos que aguardam uma mão amiga, um consolo, uma companhia, um esclarecimento. Importante organizarmos uma lista de atividades do que desejamos realizar, para pormos em prática nas horas vazias. Dessa forma essas horas passarão a nos enriquecer de tesouros de alegria e de paz. Muitos males enfrentados nos dias atuais são reflexos da má distribuição do tempo que dispomos. Valorizemos nossas horas. Enriqueçamos nossas vidas. Ensinemos as nossas crianças o valor do trabalho. Redação do Pense Nisso

08/10/2020 08:37 | DURAÇÃO 5:22

A Vida

A vida Durante muito tempo tentei entender o que as pessoas pensavam ao meu respeito... o que esperavam de mim... Parecia difícil separar meus diferentes papéis numa mesma sociedade. Ora filho (um menino, sonhador, cheio de expectativas), ora irmão (o mais velho, já assumindo responsabilidades e um pouco mais realista nesse mundo de tantas desigualdades), mais tarde o amigo (capaz de guardar confidências e ser um abrigo num dia mau); e, de repente, pai e homem de negócios... Tantos compromissos... e muito medo de errar... Sempre tive muitas perguntas, mas eram poucas as respostas... Dias atrás, aprendi, com a sabedoria de Mario Quintana, que a vida pode ser mais leve. Carregar o mundo nas costas, pensar além do amanhã e em tudo de ruim que pode ou não acontecer, não parece uma escolha produtiva... Eu precisava de leveza nos meus dias. Ah, e como isso é bom! Quando parei de me cobrar tanto, aprendi a me amar mais. E quando me amei de verdade pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Percebi que o sofrimento emocional nada me agrega; é um sinal de que estou construindo uma história contra a minha verdade. Foi então que parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Desisti de querer ter sempre razão e com isso errei menos. Desisti também de reviver o passado. Hoje já não me preocupo nem com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece. Descobri que na vida, quando alimentamos um sonho, a gente tem mais é que se jogar, porque os tropeços e tombos são inevitáveis. O que vai acontecer depois disso, a gente só vai saber se, realmente, tentar. Hoje eu sei que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar, mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Sem amor, sem carinho e sem verdadeiros amigos a vida é vazia, solitária e se torna amarga. Mas a minha felicidade não pode depender dos meus dias bons ou maus. Por isso eu decidi ser feliz. Ser feliz é construir todos os dias a nossa história. Reconhecer que vale a pena viver, apesar dos desafios, incompreensões e períodos de crise. A grande sacada é ser grato por esse presente, nós somos privilegiados por esse milagre... o milagre da vida; Pense Nisso, mas... Pense agora! Redação do Pense Nisso baseado no texto A vida de Mário Quintana

07/10/2020 10:30 | DURAÇÃO 3:46

Ser Feliz

SER FELIZ Você conhece alguém que não queira ser feliz? Já se deparou com quem quer que seja, que não tenha a clara convicção de que deseja ser feliz? Salvo alguém com algum tipo de distonia emocional, todos temos esse profundo desejo. Porém, o que nos faz felizes? O que efetivamente constrói a nossa felicidade e nos realiza? Por incrível que pareça, muitos não sabemos definir o que nos proporciona felicidade. Assim, como não refletimos sobre nossa felicidade, compramos a receita da felicidade alheia. Por falta de um conceito próprio, compramos uma ideia de felicidade que não é nossa, na crença de que, com isso, seremos felizes. Quantos escolhemos a profissão, simplesmente, pelo status que confere, pelo reconhecimento social ou pela possibilidade de enriquecer? Esquecemos de que, antes de qualquer coisa, deve ser fonte de prazer, de realização pessoal, de um sonho de vida. Como resultado, nos tornamos profissionais infelizes, insatisfeitos, contando os dias para a aposentadoria. Quantos abrimos mão do convívio com a família, das horas de descanso com os filhos e cônjuge para trabalhar mais, enriquecer mais rápido, adquirir mais bens e aumentar nosso patrimônio? Isso quando não resolvemos, seguir uma determinada doutrina religiosa, na esperança de conseguir algum bem material. Acreditando que, com isso a felicidade acontecerá como em um passe de mágica. Esquecemos, no entanto, que algumas alegrias e prazeres, embora não sejam contabilizados no patrimônio ou discriminados na declaração de bens, não possuem preço nem moeda que os compre. Não percebemos que, assim agindo, nos tornamos pessoas abarrotadas de bens e vazias do essencial. Alguns consumimos anos de nossa vida alimentando rancores e ódios, desejos de vingança e malquerença contra alguém por algum constrangimento, um desaforo, um deslize. Fixamo-nos em um momento de nossa vivência emocional, e nos acorrentamos em uma história que ficamos a remoer, perdendo o ensejo de continuar a vida, de refazer valores e conceitos, melhorando e aprendendo com as situações infelizes. Nem notamos como nos permitimos transformar em pessoas amargas, pessimistas, de difícil trato e convivência. Construir a própria felicidade não é um processo simples. Não é suficiente desejar ser feliz. É necessário agir para tanto, construindo a felicidade com ações, fazendo as opções corretas e adequadas. E, muitas das vezes, a felicidade nasce apenas no simplificar das coisas da vida. Criamos a necessidade de possuir muitas joias, bens, objetos de arte, quando o importante é apenas ter a posse do necessário. Abrimos mão de valores que são importantes, permitindo-nos corromper para atingir algum objetivo, quando o mais importante é ter a consciência tranquila. Esquecemos de que somos seres imortais, em uma jornada passageira, iludindo-nos como se o mundo fosse a razão para tudo, perdendo até a esperança no amanhã. E se fôssemos resumir qual a receita de felicidade possível nesse mundo aí estaria: a posse do necessário, a consciência tranquila e a fé no futuro. Tudo o mais são as ilusões que construímos achando que serão elas que irão alimentar e manter a nossa felicidade. Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso.

06/10/2020 13:35 | DURAÇÃO 4:11

Fazer o bem

Fazer o bem Estamos vivendo um momento decisivo, uma oportunidade para fazer o bem. Basta olhar para o lado e perceber que existe alguém que precisa de ajuda. Talvez financeira, ou simplesmente um tempo de qualidade, uma conversa, um bom conselho... E isso precisa ser feito agora. Amanhã, provavelmente... o amigo estará distante; a dificuldade estará maior; a doença terá ficado mais grave; o problema talvez surja mais complicado. Uma segunda chance para ajudar... pode não existir mais. A boa semente plantada agora é uma garantia da produção valiosa no futuro. A palavra útil, pronunciada sem adiamento, será sempre uma luz, uma mão estendida no tempo certo. Se deseja ser desculpado de alguma falta, aproxime-se agora daqueles a quem feriu e revele o seu propósito de reajustamento. Se você se propõe a auxiliar o companheiro, ajude­o sem demora para que a sua ação fraterna responda às necessidades dele, com a desejável eficiência. Não se mantenha na expectativa improdutiva, quando pode contribuir em favor da alegria e da paz. A doação adiada tem gosto amargo. Então, não deixe pra amanhã... Deixar para mais tarde o bem que podemos realizar é desperdiçar o tempo que temos na Terra. Não existe nada mais triste do que chegar num ponto da vida e sermos invadidos por pensamentos de que devíamos ter feito algo mais; que devíamos ter corrigido algo; que podíamos ter aproveitado melhor determinada oportunidade ou desfrutado mais da companhia de alguém. É uma culpa que não precisamos carregar se, hoje, aprendermos a ser mais presentes, e decidirmos a caminhar mais atentos ao que nos rodeia. Se assim agirmos, perceberemos que o bem grita em nossa intimidade, muitas vezes. Ele nos convida, nos chama. O problema é que, por diversas vezes, alegamos não dispor de tempo ou acreditamos não ser o momento; Não temos coragem ou o orgulho não permite que ultrapassemos determinadas barreiras. Abraçamos nossas próprias razões, apresentamos nossas justificativas. Ferimos mais aos outros e a nós mesmos. Precisamos aprender a ouvir melhor esses convites íntimos, esses clamores que vêm do coração nos conclamando a enxergar a chance. A perdoar. A compreender! A falar com essa ou aquela pessoa. A ajudar. Não podemos perder oportunidades como essas... são chances valiosas. Por isso, é importante que estejamos abertos ao bem. Necessitamos avaliar os nossos pensamentos. Eles precisam estar em equilíbrio. Rejeitemos o ódio, a revolta, o estresse. Quando estamos bem, sintonizamos com o bem. Alimentemos nossa mente com conteúdos positivos. Leia todos os dias, invista seu tempo numa boa conversa com pessoas que te façam sorrir, amigos capazes de deixar seus dias mais leves; assista a palestras, estude bastante, compartilhe o conhecimento adquirido. Uma mente preenchida com bons pensamentos não tem espaço para ideias maldosas ou tolas... Não nos deixemos intoxicar pela negatividade de alguns, pelo pessimismo daqueles que afundaram e querem levar outros com eles. Sejamos nós os agentes da mudança, construindo boas ações; pessoas que auxiliam, que mudam para melhor o panorama do mundo, fazendo o bem. Sejamos nós o sorriso que acolhe, o gesto gentil que inspira, a palavra sensata que não julga, que elogia e traz sempre uma demonstração de amor. Nós podemos fazer a diferença na vida de alguém, Pense nisso... Mas, pense agora. Redação do Pense Nisso, baseado no Momento Espírita, com trechos do cap. 119, do livro Fonte Viva, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

05/10/2020 08:00 | DURAÇÃO 4:45

Quando eu Morrer

Quando eu Morrer Vez ou outra acontece. Lembramos que um dia abandonaremos o corpo de carne e partiremos para outra realidade. É nesses momentos que recordamos de elaborar testamento, repartindo o que vamos deixar, entre aqueles que ficarão. As vontades assim expressas, quase sempre criam disputas familiares, que chegam a se prolongar por anos. Quanto maiores forem as posses daquele que se foi, a tendência é aumentar a disputa se, entre os contemplados, não existe entendimento, afeto. Houve um homem, no entanto, que pensando em sua morte, elaborou vontades muito precisas. Ele era um líder e dizia que não desejava ser idolatrado, mas sim ouvido. A sua era a luta por direitos humanos e em nome dela, foi preso 10 vezes, nada o demovendo do seu ideal de igualdade entre os homens. Foi na igreja onde ele era pastor, que falou a respeito da sua morte: “Freqüentemente eu penso naquilo que é denominador comum e derradeiro da vida: nessa alguma coisa que costumamos chamar de ‘morte’. Freqüentemente penso em minha própria morte e em meu funeral, mas não em sentido angustiante. Frequentemente pergunto a mim mesmo o que gostaria que fosse dito então. Eu deixo aqui com vocês, esta manhã, a resposta... Se vocês estiverem ao meu lado, quando eu encontrar meu dia, lembrem-se de que não quero um longo funeral. E se conseguirem alguém para fazer o ‘discurso fúnebre’, digam-lhe para não falar muito. Digam-lhe para não mencionar que eu tenho um Prêmio Nobel da Paz: isto não é importante! Digam-lhe para não mencionar que eu tenho trezentos ou quatrocentos prêmios: isto não é importante! Eu gostaria que alguém mencionasse aquele dia em que Martin Luther King tentou dar a vida a serviço dos outros. Eu gostaria que alguém mencionasse o dia em que Martin Luther King tentou amar alguém. Quero que digam que eu tentei ser direito e caminhar ao lado do próximo. Quero que vocês possam mencionar o dia em que... tentei vestir o mendigo, tentei visitar os que estavam na prisão, tentei amar e servir a Humanidade. Sim, se quiserem dizer algo, digam que eu fui um arauto: um arauto da justiça, um arauto da paz, um arauto do direito. Todas as outras coisas triviais não têm importância. Não quero deixar atrás nenhum dinheiro. Eu só quero deixar atrás uma vida de dedicação! E isto é tudo o que eu tenho a dizer: Se eu puder ajudar alguém a seguir adiante Se eu puder animar alguém com uma canção Se eu puder mostrar a alguém o caminho certo Se eu puder levar a salvação para alguém Então, minha vida não terá sido em vão." O Reverendo Martin Luther King Junior lutou pelos direitos dos negros nos Estados Unidos. Foi Prêmio Nobel da Paz em 1964. Todas as vezes que foi preso, que sofreu atentados à bomba, que sua casa, esposa e filhos foram ameaçados, respondeu com amor. Dizia que a resposta ao ódio devia ser o amor e continha os seus seguidores para que não reagissem. Morreu assassinado, conforme previra. Em seu túmulo, está a prova de que tinha convicção da vida além desta vida. E que partiu, embora de forma tão brusca, com a alma em paz pela certeza do dever cumprido. O epitáfio diz: “Enfim livre, enfim livre! Graças a Deus Todo-poderoso sou finalmente livre!” Foram estas palavras que usou para concluir o seu mais famoso discurso, intitulado Eu tenho um sonho, em que traduziu o ideal da liberdade e da igualdade entre todos os homens. Oxalá todos os que abraçamos uma religião, possamos ter essas idéias lúcidas a respeito da vida e da morte. Nesse dia, o mundo será muito melhor. Texto da Redação do Pense Nisso, com base no discurso de Martin Luther King Junior: Quando eu morrer.

03/10/2020 10:02 | DURAÇÃO 4:13

Empreendedor da sua felicidade

EMPREENDEDOR DA SUA FELICIDADE O conselho que diz: “nada importa, só faça o que você gosta” é muito ingrato e tem pessoas ficando muito frustradas por aí por causa disso. Porque falamos isso? A resposta não é direta, pela sua complexidade. Então, façamos aqui uma dissertação à respeito do assunto. É insensível e talvez até ignorante (no sentido de ignorar) afirmar que essa geração é mimada, perdida e vive no mundo da ilusão. A verdade é que tem muita gente fazendo e criando muita coisa fantásticas por aí. E mais, aqui no Brasil mesmo. Hoje, temos a Internet, essa maravilhosa rede que nos conecta com qualquer pessoa do mundo. E hoje tudo que a gente precisa pra começar qualquer coisa é de uma rede wifi e uma ideia. Não estou falando de empreendedorismo. Não precisa ser uma empresa, não precisa ter um milhão de lucro a cada ano, não precisa sair na capa Forbes, não precisa ser seu ganha pão, mas são negócios criados por jovens com uma vontade enorme de não deixar a vida passar em branco. A gente vê os casos de pessoas que deixam tudo pra abrir uma empresa e hoje são milionários como casos de exemplo, mas eles não são exemplos, eles são apenas outras pessoas que ralaram pra caramba pra chegar lá. Isso não quer dizer que você precisa seguir o caminho delas pra abrir o seu negócio. Esse negócio de empreender não é pra todo mundo, mas fazer o que você ama e acredita não precisa ter a ver com empreender, tem simplesmente a ver com fazer. Não é todo mundo que pode desistir de tudo e viajar o mundo. Por isso eu acho que esse conselho que diz "nada importa, só faça o que você gosta" é muito ingrato e tem pessoas ficando muito frustradas por aí por causa disso. Tenha um emprego que te dê um mínimo de estabilidade, que não te dê vontade de morrer e não ocupe todo seu tempo. Faça alguma coisa que você goste minimamente, que te faça aprender, crescer e ao mesmo tempo te dê gás pra focar naquilo que você realmente quer. Trabalhar sempre te dá um know how importante, vai te conectar com pessoas, vai fazer você aprender a trabalhar em parceria. E isso você vai precisar em qualquer negócio. Mais do que coragem pra começar a fazer o que gosta, é preciso ter disposição e você vai encontrar motivação em outras coisas que não sejam dinheiro. Esse texto, por exemplo, não traz retorno financeiro nenhum. E mesmo assim, escrever, ou fazer adaptações de textos para o Pense Nisso, é o que eu tenho de mais valioso na minha vida profissional. Minha motivação é a troca que eu tenho com os ouvintes, o frio na barriga que eu tenho toda vez que clico no botão enviar. É aquela ansiedade de ouvir o texto interpretado pelo locutor, em seguida, acompanhar as edições...será que a trilha (a música) usada combinou com o tema? Com o tom de voz que o locutor usou? Será que a mensagem vai acrescentar algo positivo pra pessoa que ouvi-lo? Toda vez que eu aperto esse botão eu não tenho mais controle nenhum das minhas palavras. Elas são sua, e o que a sua imaginação, ou entendimento, fizer delas. Por isso eu falo que a mensagem que escrevemos é um mapa pra sua imaginação. E sinceramente, dinheiro nenhum compra isso. Criar alguma coisa do zero sempre requer coragem e requer confiança em você mesmo. Não importa se você não quer fazer isso pro resto da vida. Faz o que você tiver vontade de fazer agora. Vai tocar numa banda, entra numa aula de teatro, vai fazer natação, gastronomia.... Qualquer coisa que faça seus olhos brilharem. Não precisa esperar o momento certo de fazer, não precisa ser popular, não precisa ter uma grana guardada. Felizmente é gratuito colocar sua ideia na internet e se conectar com pessoas. Afinal, sucesso pra mim sempre foi sinônimo de felicidade e felicidade é melhor quando compartilhada. Tenho mais de 50 anos, e por mais que a lógica diz que tenho mais passado do que futuro, continuo fazendo projetos...continuo plantando árvore, mesmo que não disfrute de sua sombra e frutos. Porque eu sei que novas gerações disfrutarão dela...e é a maneira mais concreta e real de dar um sentido para a minha existência. A vida é constituída de desafios constantes. Sempre há que se começar a viver de novo. A cada momento você pode recomeçar uma tarefa edificante que ficou interrompida. Nunca é tarde para fazê-lo. Nunca desista de lutar. Albert Einstein disse uma vez: “A lógica pode levar de um ponto A para um ponto B. A imaginação pode levar a qualquer lugar”. Use sempre a imaginação, a fim de ganhar força e continuar a jornada, tenha o tempo que for. Lembre-se: o seu futuro são as boas obras, não só para você, mas também para toda a sociedade. Pense nisso, mas faça agora. Redação do Pense Nisso, com base nas reflexões de seu autor.

02/10/2020 13:00 | DURAÇÃO 6:00

O melhor amigo de todo o mundo

O melhor amigo de todo o mundo Pai, sabia que você é o meu melhor amigo de todo o mundo? Foi o que Bernardo, de cinco anos, disse ao seu pai algumas vezes. A noção de amizade para uma criança nessa idade é muito especial, e talvez nossa compreensão de adultos não consiga explicá-la racionalmente. O que ele entende como amigo? Quem está sempre junto; quem brinca com ele; quem está ali, por perto, quando ele precisa; alguém em quem ele confia, falando sempre a verdade; alguém com quem tem assuntos em comum. Os pais, que são também amigos de seus filhos, têm a oportunidade de conquistar seu amor de uma forma única e preciosa. Frisamos o também, pois os pais, na posição em que estão, não podem ser apenas amigos, pois têm outras responsabilidades, e há momentos em que a autoridade de pai, de mãe, precisa sobressair. Porém, o ingrediente amizade, na relação pais e filhos é fundamental. Quantos pais de filhos adolescentes estão por aí, hoje, desesperados, pois não conseguem se comunicar com seus filhos. Resolveram, tardiamente, serem amigos deles, bater um papo, serem confidentes, quem sabe... Mas sem nunca antes terem se aproximado, de forma adequada, para que hoje pudessem desfrutar dessa posição. Sim. Quem quer poder ter um bom diálogo com seus filhos adolescentes, precisa merecer essa confiança, necessita ter conquistado esse lugar na vida deles desde cedo. E é isso que vemos pouco nas famílias. Vemos dois mundos afastados: o mundo das crianças e o mundo dos adultos. Crianças não podem falar sobre questões de adultos, e adultos não valorizam os assuntos das crianças. E assim vamos criando um vale entre nós e eles. Um em cada mundo. Os diálogos são poucos. Gradativamente eles vão perdendo o interesse em conversar, em perguntar, pois desmerecemos a compreensão que eles têm de mundo. Grande erro nosso, como pais e educadores. As crianças precisam participar de nosso mundo, de nossos assuntos, de nossos problemas e soluções. Obviamente, com critério e cuidado, adequando a linguagem, as explicações e a profundidade do tema, veremos que podemos falar de tudo com elas hoje em dia. E elas precisam opinar, precisam ter a possibilidade de debater sobre os mais variados temas do dia a dia. Assim, não as ignoremos quando dão suas opiniões, por mais absurdas que possam parecer. Amigos falam de tudo. São confidentes. Não têm vergonha de expor suas fragilidades, suas dúvidas e incertezas. Amigos penetram um no mundo do outro. Assim, que tal, sempre que possível, fazer uma breve viagem pelo mundo das crianças, com seus heróis, brinquedos, com sua imaginação fantástica? Elas gostam tanto quando nos veem mergulhados em suas histórias, em suas brincadeiras! Vamos perceber que nos será agradável também. Basta se deixar levar. Há tanto que eles podem nos ensinar sobre a vida... Criando esse diálogo, essa abertura com eles, desde cedo, desde a barriga da mãe, certamente seremos amigos de nossos filhos também e, com isso ganharemos confiança e uma via segura para alcançar seu coração. Para ser o melhor amigo de todo o mundo, precisamos estar lá, no mundo deles, e sempre que possível, deixá-los conhecer o nosso. Redação do Pense Nisso.

01/10/2020 14:03 | DURAÇÃO 4:24

O poder da palavra

O poder da palavra Educar exige esforço. Que o digam pais e mães, avós, que possuem tal responsabilidade. Nesse período de pandemia então... Aulas presenciais suspensas, atividades virtuais todos os dias, filhos o tempo todo em casa... essa convivência tem sido ainda mais desafiadora. São horas e horas de aprendizado mútuo. Sabemos que há dias em que a inquietação atinge o auge. São aqueles em que as crianças parecem ter acordado com a energia multiplicada... Muitos pais têm dificuldade de lidar com a nova rotina e por isso murmuram: Ai, meu Deus, o que eu faço? outros até, por falta de sabedoria ou mesmo imaturidade, expressam palavras pesadas... marcando negativamente o coração dos filhos. Palavras fortes que caem como uma bomba. Talvez você não tenha se dado conta, mas a forma como os pais se relacionam com os filhos, reflete na vida adulta deles. As crianças podem crescer com problemas de relacionamento, tristonhas. Se não forem acolhidas, poderão se tornar indivíduos retraídos, com medo de se achegar às pessoas, por se considerarem não amadas. Por isso, nesse momento tão desafiador, o importante é tentar manter a calma e entender que a situação está desconfortável pra todo mundo. Os seus filhos não são responsáveis pelos problemas que hoje enfrentamos. Esse cenário é na verdade o resultado de um conjunto de circunstâncias.. É a preocupação com os afazeres domésticos, os compromissos profissionais em que somos cobrados pela produtividade e desempenho, ou, em situações mais difíceis, a busca por emprego. É o dinheiro que falta para cobrir todas as despesas, o calor que incomoda... Crianças gritando, tirando tudo do lugar, correndo pelos quatro cantos da casa, sem parar... De todo modo, para os filhos que ouvem os nossos desabafos, ainda que sejam involuntários, o sentimento que chega até eles é o de que eles não são bem-vindos. Pensam que são um estorvo na vida dos pais. Um peso. E você sabe que, na verdade, eles são o bem mais precioso que existe. **** A palavra tem força. Com ela podemos produzir a alegria ou a infelicidade. Podemos construir o bom e o belo, ou a maldade. Pensemos nisso no contato com os nossos filhos. Que possamos refletir, antes de nos expressar, e que não permitamos inconsequências em nossas palavras. As crianças devem ser educadas, receber disciplina, mas com expressões da coerência, explicação do bom senso, e a paciência das horas. A palavra conduz a estados d'alma. Pela palavra podemos iluminar caminhos, oferecer segurança, acalentar quem busca carinho e educação. Pela palavra podemos criar estados de otimismo, lições de amor. A palavra certa muda destinos. Com ela, podemos marcar corações... Pense nisso... mas, pense agora. Redação do Pense Nisso, baseado em texto do Momento Espírita, com trechos do livro Sol de esperança, por diversos Espíritos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

30/09/2020 13:53 | DURAÇÃO 3:49

O velho problema das drogas

O VELHO PROBLEMA DAS DROGAS Há algum tempo, certa emissora de rádio levou ao ar uma série de reportagens sobre o velho problema das drogas. Vários profissionais da área foram ouvidos e, infelizmente, pelas considerações feitas, ficou entendido que grande parte da responsabilidade pelo uso de drogas, na adolescência, recai sobre os ombros dos pais. O que geralmente acontece é que os pais não observam algumas noções básicas para se formar um indivíduo consciente das suas responsabilidades e resistente ao apelo das drogas. Pensando em fazer o melhor, os pais começam por isentar os filhos de qualquer obrigação. Para poupá-los, executam as tarefas que lhes dizem respeito. Quando os filhos são pequenos os pais se desdobram para fazer tudo, providenciar para que nada lhes falte e para que não tenham que enfrentar frustrações nem quaisquer dificuldades. Quando a criança começa sua jornada na escola, os pais as acompanham, carregam a sua mochila e, alguns até fazem as lições de casa para poupar possíveis reprimendas de seus mestres. Assim a criança vai crescendo num mundo de ilusões, pois essa não é a realidade que terão que enfrentar logo mais, quando tiverem que caminhar com as próprias pernas. É evidente que essa criança, quando chegar na adolescência, não terá estrutura nenhuma. Diante da primeira dificuldade ficará vulnerável como uma flor de estufa aos primeiros golpes do vento. Ela não aprendeu a suportar frustrações, pois os pais as evitaram o quanto puderam. Ela nunca teve nenhuma responsabilidade a lhe pesar sobre os ombros. Essas crianças não estão preparadas para pensar, nem para sair de dificuldades, nem para resolver problemas. Sempre esperam que alguém resolva tudo por elas, pois essa foi a lição que receberam dos pais ou responsáveis. Afinal de contas, quem é que pode passar pelo mundo isento de dificuldades? Isso é impossível, em se tratando do nosso mundo. E o problema está justamente quando a criança, agora adolescente, sofre seu primeiro solavanco, que pode até não ser tão grave, mas é suficiente para abalar sua estrutura frágil, agora longe do olhar vigilante dos pais. É preciso que os pais repensem essa forma de amor sem raciocínio, esse amor permissivo, bajulador e sem consistência. É preciso permitir que os filhos andem com as próprias pernas, amparando-os sempre, mas deixando-os fortalecer os próprios músculos. É preciso deixá-los enfrentar pequenas frustrações, como não ganhar o brinquedo igual ao do filho do vizinho, por exemplo. Assim, se você é pai ou mãe e tem interesse em manter seu filho longe das drogas, pense com carinho a respeito das recomendações que lhe chegam. E, acima de tudo, doe muito amor e atenção aos seus pequenos pois quem ama, verdadeiramente, ensina a viver e não faz sombra para impedir o crescimento dos seus amores. * * * Se você quer que seu filho tenha os pés no chão, coloque responsabilidades sobre seus ombros. Se você quer que seu filho resista aos vendavais da existência e ao convite mortal das drogas, permita que ele firme suas raízes bem fundo, mesmo que para isso tenha que se dobrar de vez em quando, como faz a pequena árvore enquanto seu tronco está em formação. Pense nisso, mas, pense agora! Redação do Pense Nisso com base no artigo publicado no site da Federação Espírita do Paraná.

29/09/2020 13:00 | DURAÇÃO 4:22

A Dureza da Vida

A Dureza da Vida Sim, a vida é dura. Em tempos de supervalorização da literatura de autoajuda, em que se acredita que pensamento positivo resolve tudo e temos que agradecer simplesmente por estarmos vivos, é complicado admitir para si mesmo e para os outros que a vida é dura. Esta mensagem se destina a quem tem senso de realidade e não teme olhar para as próprias feridas. Esta mensagem se destina a quem não teme reconhecer que a vida poderia ser trocentas vezes melhor e que mesmo quando estamos bem e felizes, a vida é dura , incerta , cheia de perigos e possibilidades assustadoras. Como diz Cazuza, em uma das suas musicas, “a vida é bem mais perigosa que a morte”. Sim, existem as possibilidades agradáveis também. Viver é estar super feliz de manhã porque tivemos uma noite incrível e logo à tarde nos deparar com uma notícia péssima. Viver é estar se debulhando em lágrimas para logo em seguida ser invadido por um pensamento redentor que na salva da tristeza e desespero. Viver é estar feliz com o seu trabalho, e saber que você está desempenhando de forma eficaz e com paixão as suas tarefas, e logo em seguida, o seu chefe lhe entregar uma carta de advertência por um pequeno deslize seu. Viver é alternar estados de espírito. É passar pelo pior e pelo melhor, às vezes, numa única semana, num único dia. É ganhar e ficar com medo de perder. É perder e se sentir apaticamente tranquilo por saber que não há mais nada a perder. Viver é saber que depois dos cinquenta anos, você tem mais passado que futuro, e mesmo assim, fazer projetos para o futuro e manter o seu bom animo e otimismo. Viver é lutar diariamente. Pela sobrevivência material. Pelo amor próprio. Pelo amor da pessoa amada. E quando estamos bem de dinheiro, estamos mal no amor. E quando estamos bem no amor, estamos mal de dinheiro. E quando temos dinheiro suficiente para viver e temos a alegria do amor, nos falta saúde ou nos falta qualquer coisa que nem sabíamos que era importante para a gente quando a tínhamos. Sim, sempre uma das teclas do piano está quebrada. Sempre estamos em conflito em relação a algum tema ou à alguma pessoa ou a nós mesmos. Ou é o presente que não está bom. Ou é o futuro que nos amedronta. Ou é o passado que vem tomar com a gente um café adoçado com fel. Sofremos pelo o que aconteceu e por aquilo que também poderia ter acontecido e não aconteceu e nós queríamos que acontecesse. Sofremos até mesmo por aquilo que não aconteceu e não queríamos realmente que acontecesse. Os ufanistas acharão esta mensagem profundamente pessimista. Mas o objetivo não é fazer ninguém se deitar em posição fetal. Pelo contrário. É mostrar que a vida é isso mesmo e que se você está se sentindo confuso, triste ou sem saber o que pensar ou como agir diante de uma situação complicada, não há nada de errado com você. É isso mesmo. Esta é a vida: caótica, linda e implacável. Não se sinta culpado se fosse não consegue ser essa pessoa que os “bam bam bans” de palestras de auto ajuda pedem pra você ser. São os :“12 passos para ser um vencedor”, os “vencendo desafios e conquistando a felicidade”, os “high performance” ...que você acaba se achando um zero a esquerda. Depois de anos nos maltratando, exigindo façanhas impossíveis, melhorar a autoestima parece ser mais uma daquelas metas absurdas e no final das contas, acabar nos causando mais sofrimento. O caso é que a auto estima virou o novo produto da moda. Estão aparecendo cursos voltados pro esse assunto, reportagens na TV, matérias em revistas, Facebook...cujo intuito é vender mais um produto. A vida não tem uma formula concreta. A vida não é um manual de instrução. A vida é, apesar de tudo, um hino de louvor á você mesmo. Viva A vida. Pense nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso Com base na mensagem “é preciso sobreviver à dureza da vida “de Silvia Marques .

28/09/2020 12:26 | DURAÇÃO 5:01

O Óbvio

O ÓBVIO Certa vez, um amigo abordou o médium Chico Xavier e lhe perguntou: Chico, na sua opinião, qual é o homem mais rico? Para mim, respondeu ele, o homem mais rico é o que tenha menos necessidades. Arriscando nova pergunta, o companheiro quis saber: E o homem mais justo e sábio? Com o fraterno sorriso de sempre, ele voltou a responder: O homem mais justo e sábio é o que cumpre com o dever. Mas - voltou a insistir o homem, certamente querendo uma resposta ou revelação diferente - o que você está me dizendo é o óbvio! Sem parar o que estava fazendo e, com a espontaneidade de sempre, Chico terminou dizendo: Meu filho, tudo que está no Evangelho é o óbvio! Não existem segredos nem mistérios para o bem proceder. Nada mais óbvio que a verdade! O nosso problema é justamente este: queremos alcançar o céu, vivendo fora do óbvio na Terra! A palavra óbvio vem do latim obvius e significa tudo aquilo que é evidente, à vista, lugar-comum. Ela é formada de ob, que representa à frente; e de via, que significa caminho. Assim, ela indica aquilo que está à nossa frente, sem ser segredo ou estar escondido, o que salta à vista. Chico Xavier, na sua humildade de sempre, mostrou excelsa sabedoria ao apontar uma característica humana dos dias atuais: a de complicar o que é extremamente simples. Assim criamos fórmulas, palavras mágicas, receitas e esquemas mil, para entender o que sempre esteve tão claro nas lições que há mais de dois mil anos são ensinadas. Por vezes, parece que a fuga do óbvio é fuga da responsabilidade. Responsabilidade de quem já sabe o que deve fazer, de quem já tem o conhecimento, mas deixa a ação, a mudança, a renovação sempre para amanhã. Por que relutamos tanto em entender o óbvio? Será entendimento o que falta? Acreditamos que não. Nossa geração já tem entendimento e inteligência suficientes. O que falta é o movimento interior da mudança, de deixar as paixões negativas para trás. As lições dos sacerdotes, pastores e palestrantes espíritas, embasadas no Evangelho, é o óbvio. O óbvio tão necessário para acalmar nossas almas angustiadas com as incertezas do mundo. É via segura à nossa frente, conduzindo à tão sonhada felicidade. Pense Nisso! Redação do Pense Nisso com base no texto do Momento Espírita

26/09/2020 08:30 | DURAÇÃO 3:27

A Educação e a Música

A EDUCAÇÃO E A MÚSICA A música faz parte da História da Humanidade desde os mais remotos tempos. As pinturas rupestres, achadas em sítios arqueológicos, e que descrevem a rotina de grupamentos humanos primitivos sugerem danças e uso de instrumentos musicais. A História das civilizações antigas é repleta de manifestações musicais, algumas delas ligadas a rituais religiosos ou a festas tradicionais de cada povo. Desde a vida intrauterina a música parece influir no bebê. Mulheres grávidas relatam menor agitação da criança quando escutam música suave. Durante os primeiros meses de vida a criança já mostra percepção musical. Estudos demonstram que os recém-natos parecem se acalmar ao ouvir uma melodia suave. As crianças comumente se alegram quando ouvem música e, nessa fase da vida, podemos influenciar seu gosto musical através do hábito. Entre os séculos XIII e XIX a Humanidade foi presenteada com compositores que criaram um estilo de música elevado, conhecido hoje como música clássica e erudita, que significa música de qualidade. Entre os compositores desse período estão Johann Sebastian Bach, Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Frederic Chopin. Esse tipo de música, originalmente composta na Europa, ganhou adeptos no mundo todo. Hoje, grandes orquestras em todos os países se dedicam a apresentar obras desses gênios da Humanidade. Beethoven costumava dizer que Deus se comunicava com ele através da música. Mozart dizia que a música não era sua, mas sim fruto de uma inspiração superior. Muitas composições de Bach foram influenciadas por sua religiosidade e até hoje emocionam o mundo, como o famoso Oratório de Natal. Os espectadores de um concerto de música clássica sentem-se comumente enlevados, desfrutando de uma emoção muitas vezes indescritível. Comumente tal gosto musical se associa a outros hábitos culturais. Por este motivo esse estilo musical é também chamado erudito, palavra que significa vasta cultura. A platéia dos concertos clássicos costuma manter-se em silêncio, comportamento bastante diverso das apresentações de estilos musicais populares que convidam à agitação. No entanto, ainda hoje, em muitas sociedades, o gosto pela música clássica não é o que predomina, talvez porque tal estilo não seja apresentado às crianças. Assim como a educação formal é necessária para que a criança aprenda a ler e a escrever, e desenvolva um conhecimento básico que a habilite para sua vida, a educação musical pode formar o hábito do indivíduo. Ao ouvir música de elevada qualidade desde a infância, o indivíduo poderá incorporá-la a seus hábitos com maior facilidade. Educar é desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e afetiva de um indivíduo. Educar uma criança é uma tarefa da mais alta responsabilidade. É dever de quem educa mostrar caminhos de qualidade a uma criança e dar a ela bases morais para escolher o caminho que, mais tarde, usando seu livre-arbítrio, ela escolherá. Redação do Pense Nisso.

25/09/2020 12:17 | DURAÇÃO 4:07