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Episódios

Tia Doce

Tia Doce Ela era uma senhora muito compenetrada de suas obrigações familiares. Seu marido trabalhava em uma fábrica e ela cuidava com esmero dos tesouros que Deus lhes dera: duas filhas. Nos finais de semana, costumavam passear juntos, pelos campos, jardins, observando os pequenos animais e as flores coloridas, que chamavam a atenção das pequenas. Porém, o rumo daquela família foi alterado pela partida do marido e pai, em um acidente. Adaptações, acertos, mudanças foram sendo vencidas, com paciência e coragem. Mãe e filhas mudaram sua residência para um bairro mais simples, numa casa menor, onde o aluguel era mais condizente com a situação delas. A pensão deixada pelo marido mal dava para os gastos mais urgentes. Era preciso ser criativa, ter disposição para inovar. Então, a viúva decidiu fazer bolos e doces para vender. No início, foi um grande desafio a conquista dos clientes. Mas, a propaganda boca a boca foi de muita ajuda. Com o tempo ela ficou conhecida, no bairro, pela delícia de seus quitutes. Não vencia as numerosas encomendas. Certo dia, ficou sabendo de um abrigo de crianças, que esperavam por adoção, situado próximo de onde moravam e decidiu ir visitá-lo, com as filhas. Apaixonou-se por aqueles pequenos e, fez uma autopromessa: levaria bolos e doces todos os domingos. E assim passou a fazer. Eram momentos felizes para o trio familiar. Quando chegavam ao portão do abrigo, as crianças corriam a gritar: Olha a Tia Doce... Passados alguns meses, Tia Doce resolveu adotar um dos meninos, que lhe tocara, profundamente, o coração. Rolaram os anos. As meninas se transformaram em adultas responsáveis e assumiram o trabalho iniciado pela mãe. O garoto resolveu estudar administração de empresas em uma faculdade pública. Formado, ele propôs à mãe e irmãs abrirem uma confeitaria, com o especial nome de Confeitaria “Tia Doce”. O tempo continuou a somar meses e anos. Tia Doce, um dia, partiu serena, certa de ter muito bem orientado os filhos. * * * Algumas pessoas, ainda hoje, comentam a generosidade dessa mulher, que levava bolos e doces para as crianças, no abrigo... O exemplo dela contagiou a muitos que, não somente a buscaram imitar, quanto também se interessaram pela adoção de crianças. Não são necessárias grandes posses materiais para se deixar marcas de vida exemplar na Terra. A simplicidade também deixa grandes exemplos. A felicidade que, muitas vezes, buscamos além, nasce das pequenas atitudes generosas que tomamos frente às realidades que aqui vivemos. Nas oportunidades que a vida nos apresenta, podemos optar por deixar sinais de amor e sabedoria, como benditas sementes que, um dia, germinarão. Não são poucos os que, vencendo com galhardia seus problemas, fazem de suas vidas exemplos a serem seguidos. Vivamos com alegria e disposição, e as situações que se nos apresentarem serão vencidas, mostrando a todos quanto é bom ser bom. O bem que se faz com o coração é perene na alma dos que o recebem. Igualmente, excelente contágio para espíritos sensíveis. Redação do Pense Nisso

21/11/2020 08:30 | DURAÇÃO 4:45

Preconceito

PRECONCEITO Aconteceu num voo da British Airways entre Johanesburgo, na África, e Londres, na Inglaterra. Uma senhora branca, de uns cinquenta anos, senta-se ao lado de um negro. Visivelmente perturbada, ela chama a comissária de bordo. Qual é o problema? - Pergunta a moça. Mas, você não está vendo? - Responde a senhora. Você me colocou ao lado de um negro. Eu não consigo ficar ao lado de gente desta classe. Quero que você me dê outro assento. Por favor, acalme-se. Quase todos os lugares deste voo estão tomados. Vou ver se há algum lugar disponível. A comissária se afasta e volta alguns minutos depois. Minha senhora, como eu suspeitava, não há nenhum lugar vago na classe econômica. Conversei com o comandante e ele me confirmou que não há mais lugar na classe executiva. Entretanto, ainda temos um assento na primeira classe. Antes que a senhora pudesse fazer qualquer comentário ou esboçar um gesto, a comissária continuou: É totalmente inédito o fato de a companhia conceder um assento de primeira classe a alguém da classe econômica. Contudo, dadas as circunstâncias, o comandante considerou que seria verdadeiramente vergonhoso alguém ser obrigado a se sentar ao lado de uma pessoa intratável. E, dirigindo-se ao senhor negro que, até aquele momento ficara sempre calado, ouvindo as agressões da senhora, que parecia tão distinta, a comissária complementou: Senhor, se for de sua vontade, faça o favor de apanhar os seus pertences e me acompanhar. Eu o encaminharei para um assento na primeira classe, que está à sua espera. E todos os passageiros ao redor, que acompanhavam a cena, muito chocados, levantaram-se e bateram palmas. * * * O preconceito é próprio dos orgulhosos. Expressa, em verdade, a estreiteza de visão da criatura. Todos os seres humanos são formados dos mesmos elementos. Têm as mesmas necessidades, como seja de comer, beber, dormir, amar e sonhar. Não há, pois, motivo algum para que alguém se julgue mais importante ou superior a quem quer que seja. Qual a importância da cor da pele? Se apagarmos as luzes de uma sala cheia de pessoas e nos tocarmos no escuro, saberemos distinguir os brancos dos negros e esses dos amarelos? Se chegássemos em uma aldeia indígena, onde os seus componentes jamais tivessem visto um homem branco, eles nos estranhariam. Reclamariam da palidez da nossa pele e seríamos ali um elemento muito diferente. Que se diria se, em um canteiro de rosas viçosas, abertas, perfumadas, as de cor vermelha, aveludadas, desprezassem as amarelas? Não acharíamos grande tolice? Pois o mesmo se aplica aos seres humanos. * * * A única superioridade que devemos perseguir, com ardor, é a superioridade moral. Ela nos conferirá fraternidade, amor e justiça, afastando de nós todo preconceito, egoísmo e orgulho, porque nos elevará à condição de verdadeiros filhos de Deus. Redação do Pense Nisso, com base no artigo Racismo, de autoria desconhecida.

20/11/2020 08:30 | DURAÇÃO 4:15

A família

A família Sabemos que é na família que está a base da construção do caráter e também a educação dos sentimentos da criança e do jovem. O lar é, por excelência, uma grande e abençoada escola, uma instituição humana educativa na qual aprendemos a amar pais, filhos e irmãos para, um dia, ampliarmos esse amor a toda a Humanidade. O processo de educação é relativo pois, ao mesmo tempo em que pais e mães estão educando seus filhos, estão também crescendo individualmente. A ingenuidade infantil facilita a tarefa de modelagem do caráter e o direcionamento adequado das más tendências. É então na adolescência que costumam surgir as grandes dificuldades. É nessa fase que o jovem está buscando construir a sua própria identidade, estabelecendo-se facilmente um conflito entre as gerações. As diferentes visões de mundo podem ser uma das causas desse conflito. Salutar entender que a diversidade de opiniões é necessária para o avanço e procurarmos não fazer dessas diferenças motivo de discórdia. Elas passam a se tornar motivo de choque quando as partes envolvidas, pais e jovens, sobretudo os mais velhos, tentam impor a sua visão de mundo. Para que não ocorra essa imposição, por nenhuma das partes, deve haver muito diálogo, nos relacionamentos, objetivando a construção de uma nova visão e o aprendizado de que o ponto de vista do outro deve ser respeitado. Outra questão que leva a essas divergências é a diferença de valores e interesses entre as gerações. É certo que há valores que são perenes e devem fazer parte da construção do caráter de pessoas de bem. Honestidade, respeito, aprendizado de uma ocupação útil, ética e esforço pessoal são aquisições inquestionáveis. Porém, se nos mantivermos cristalizados em nossas próprias experiências, tendemos a transferi-las para nossos filhos, não abrindo espaço para que eles desenvolvam seus próprios interesses. O tipo de educação recebida pelos pais pode colaborar nesse processo. Opressão demais e processos de intolerância geralmente não causam resultados positivos. A flexibilidade é necessária em certos momentos. Deve-se cuidar também com a permissividade em excesso. Na busca de uma nova definição para si mesmo, o jovem passa a apresentar características que antes desconhecíamos, muitas das quais preferíamos que eles não as tivessem, mas temos que aprender a respeitá-las. É fundamental diferenciar o que é específico da personalidade do indivíduo, como os gostos e preferências, e o que precisa ser moldado e orientado. * * * Para que no lugar de um conflito entre as gerações, possamos estabelecer um encontro entre elas, é importante o cultivo de profundo respeito entre pais e filhos. É indispensável também que o diálogo esteja sempre presente e que as concessões ocorram quando necessário. Mas sobretudo, o que deve prevalecer é o amor, traduzido na expressão de cuidado e afeto. Pensemos nisso.

19/11/2020 08:30 | DURAÇÃO 3:21

A caridade do respeito

A caridade do respeito Você já parou para se perguntar o que é a verdadeira caridade? A palavra caridade, tão conhecida das pessoas e instituições que a ela se propõem, nem sempre é bem entendida. Raras vezes é bem praticada. De um modo geral, aquelas pessoas que se dispõem a exercê-la, não se atentam para um detalhe muito importante: Estamos tratando com pessoas. Homens, mulheres, crianças. Todos têm, como nós, seus gostos, suas vontades. Como nós, eles gostam de algum alimento e não de outros. Apreciam uma fruta e não outra. Como nós, eles gostariam, por vezes, mais de um pedaço de chocolate, do que um pão com manteiga ou margarina. Podem estar com fome, mas, como nós, sonham em saborear esse ou aquele prato. Então, seria válido nos perguntarmos o porquê que nas nossas ações de voluntariado, se é que acontecem, devemos servir o mesmo alimento todos os dias? Não seria interessante variar o cardápio, oferecer algo mais aos nossos irmãos que precisam? Alguns talvez possam entender tal prática como luxo. Não é isso. Esta é apenas uma chamada para que voltemos a nossa atenção ao respeito. Seria importante nos colocarmos no lugar de quem está recebendo o prato de comida. Não gostaríamos que, vez ou outra, ele fosse diferente? Tivesse outro sabor? E se falarmos de roupas e calçados? Alguns de nós simplesmente damos, sem permitir que a pessoa escolha por esse ou aquele tipo de doação. Muitos gostariam de receber um calçado que realmente pudesse usar, que servisse no seu pé... Temos a ideia equivocada de que quem está precisando de ajuda deve aceitar o que lhe seja ofertado. Muitos limpam o guarda-roupa, mas sem propósito. Sim, o necessitado engole sua vontade, e veste o que lhe damos porque ele precisa. Quanto melhor se sentiria se lhe permitíssemos a escolha. Ainda que tenhamos as melhores das intenções, falta-nos muitas vezes o gesto gentil de dizer: Amigo, não sei se lhe pode servir, mas é o que tenho. E se você tem condições de fazer melhor, faça.. Isso é tratamento de um ser humano a outro ser humano, um irmão a outro irmão. Se você tem a disposição e condições de doar uma cesta básica a uma família, que tal escolher os melhores alimentos, como se fosse para abastecer a sua casa? Seja generoso. A recomendação de Cristo é de fazermos aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. Então, temos que nos questionar se gostaríamos de vestir uma roupa de número cinquenta, quando nosso manequim é quarenta e dois, se calçaríamos um sapato quarenta quando nosso número é trinta e seis. Temos ainda que nos perguntar se comeríamos algo sem qualidade. Tudo pelo simples fato de que a necessidade nos visita. Olhemos aquele que nos busca, com respeito, com compaixão. Se nada tivermos que lhe possa servir, que possamos dizer. Mas olhemos nos olhos dele, falemos como quem se importa, verdadeiramente. Muitos que buscam a caridade alheia são pessoas que mais do que o pão, o leite, o abrigo, precisam de um coração que os abrace, de um olhar que os descubra visíveis, gente como toda gente. São mães que buscam corações sensíveis que as ajudem a manter vivos os filhos queridos. Há filhos órfãos que precisam encontrar uma mão estendida para os livrar das garras da morte. Há pais de família que, mesmo trabalhando de sol a sol, não ganham o suficiente para manter a família. Pensemos nisso e atendamos com respeito e amor as pessoas e famílias a nossa volta! Pense nisso... mas pense agora. (*)Pense Nisso baseado em trechos do Momento Espírita.

18/11/2020 08:00 | DURAÇÃO 4:56

A Soberba

A Soberba Carl Segan escreveu que a astronomia é uma experiência que forma o caráter e ensina a humildade. Certamente, não há melhor demonstração da tolice das vaidades humanas do que se observar um mapa astronômico em que o nosso planeta aparece como um minúsculo ponto. E basta se estudar um pouco a História da Humanidade para se ter ainda mais a dimensão da tolice das nossas ambições. Lemos a respeito dos grandes conquistadores e nos perguntamos: De que lhes valeu tantos crimes, em nome de conquistas de territórios e submissão de povos? Lembramos de Temujin, que comandou a Mongólia, sucedendo ao pai. Bastou uma vitória militar e o povo o declarou Gêngis Khan, que quer dizer imperador universal. Para fazer jus à homenagem, ele saiu em uma campanha militar, que durou vinte e cinco anos. Conquistou os tártaros e a China. Depois, as hordas mongóis varreram a Rússia, detonaram o Império Persa, engoliram a Polônia, a Hungria e ameaçaram a Europa como um todo. Temujin morreu aos sessenta e cinco anos. Foi sucedido por seu filho Ogedei e, por algum tempo, as conquistas continuaram. Mas, depois, o Império começou a se esfacelar e as hordas mongóis tomaram o rumo de casa. Recordamos de Alexandre, o grande, o mais célebre conquistador do mundo antigo. Tornou-se rei aos vinte anos, após o assassinato de seu pai. Sua carreira é muito conhecida. Conquistou um império que ia dos Balcãs à Índia, incluindo o Egito e o atual Afeganistão. Foi o maior e mais rico império que já existiu. Morreu antes de completar trinta e três anos, não se sabe se por envenenamento, malária, febre tifoide ou alcoolismo. Não se discutem os benefícios das campanhas, pois Gêngis Khan uniu as tribos mongóis e tornou conhecidos do Ocidente os povos do Oriente, enquanto Alexandre, admirador das ciências e das artes, transformou Alexandria em centro cultural, científico e econômico, por trezentos anos. No entanto, de que lhes valeu tanto sangue derramado, tantas terras conquistadas? A morte lhes encerrou as carreiras e seus impérios bem cedo se esfacelaram. Isso nos remete a reflexionarmos a respeito de nós mesmos. O que estamos fazendo para alcançar nossa realização pessoal? Estamos agindo de forma ética, correta, ou buscamos destruir quem esteja à frente, exatamente como faziam os grandes conquistadores? Certo, não nos servimos do assassinato físico, mas quantos sonhos alheios teremos destruído, em nosso propósito de ascensão? Os verdadeiros valores são morais. Esses não são destruídos pelo tempo e nem são amaldiçoados pela memória dos que foram derrotados, no decorrer da nossa jornada de conquistas. Pensemos nisso: os verdadeiros objetivos da vida são transcendentais. Afinal, a vida neste planeta é transitória. Rapidamente se esvai. O importante é o que levaremos em nossa bagagem individual, dentro d’alma. Pensemos nisso e, aproveitando os dias que se nos oferecem à frente, estabeleçamos um planejamento estribado no amor. Assim, por curta ou longa que seja nossa existência, sempre seremos lembrados como quem semeou a boa semente, em algum canteiro do mundo. Sermos benevolentes e justos, eis a meta a ser batida. Pense Nisso Redação do Pense Nisso.

17/11/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:49

Três pedidos atendidos

TRÊS PEDIDOS ATENDIDOS Naquele ano, um grande baque atingiu o coração do jovem casal. Seu filho, de apenas sete anos, partiu para a Espiritualidade. Haviam sido meses exaustivos de cuidados até que a enfermidade o abraçou, minando-lhe a vida física. Um ano depois, em férias, optaram por visitar a Turquia. Entre tantas paisagens maravilhosas, uma visita especial a Éfeso, à casa de Maria, a mãe de Jesus. A edificação de pedra, no monte Rouxinol, recebe, anualmente, cerca de dois milhões de visitantes. A grande maioria relata intensas emoções ao adentrar o local. Não foi diferente com eles. De mãos dadas, andaram por entre aquelas paredes, lembrando a grandeza do Espírito de Maria de Nazaré. Recordaram o que haviam lido em obras que relatavam a respeito de João ter ido a Betânia buscar a mãe de Jesus para que viesse morar com ele. Recordaram... recordaram, enquanto os corações pareciam unidos em prece. Na saída, sentaram em uma pequena mureta, contemplando o que faziam quase todos os peregrinos: escreviam em um papel três pedidos e colocavam o bilhete entre as pedras de um extenso muro lateral. Ambos ficaram ali, olhando, e disseram um ao outro: Por que escrever em um papel o que desejamos, se Deus conhece o que vai na nossa intimidade? Ademais, pensaram, como podemos pedir algo mais à Divindade? Nosso filho se foi, mas guardamos a certeza de que vive na Espiritualidade. Nossa filha está bem. Nós temos saúde, emprego. Que mais poderíamos pedir? Numa prece silenciosa, rogaram ao Pai Supremo que, se algo pudessem receber a mais, por Sua vontade, então que Ele lhes enviasse. Retornaram ao Brasil e, mal passados dez dias, Oswaldo recebeu um telefonema. Era de uma cidade do Estado vizinho. A questão era simples: três meninas estavam à disposição para adoção. Ele gostaria de adotá-las? O número três lhe veio à mente, de imediato. Três pedidos poderiam ter sido feitos lá em Éfeso. Eles haviam deixado que Deus decidisse se mereceriam algo mais. Agora, Deus estava lhes enviando três joias para sua casa. O Divino Pai ouvira sua rogativa e a atendera. Entre a emoção e a gratidão, telefonou para a esposa e juntos foram buscar as três pérolas que Deus lhes encaminhara aos generosos corações. Dez anos se passaram. As joias cresceram, se desenvolveram e, repetidas vezes, entre abraços de amor, dizem ao jovem casal como sua presença é importante em suas vidas. * * * Deus ouve sempre as rogativas que lhe dirigimos e as atende. Cabe-nos estarmos atentos para a correta tradução do que nos chega. De um modo geral, não sabemos interpretar a resposta recebida. Isso porque a nossa vontade é de que o pedido fosse atendido exatamente como o havíamos concebido, em todos os detalhes. Contudo, a Sabedoria Divina sabe o que nos seja melhor. Hoje, pode ser a negativa, o adiamento do que ardentemente desejamos. Ou, então, algo em que não pensáramos, mas que vem para abençoar nossas vidas. Pensemos nisso.

16/11/2020 06:45 | DURAÇÃO 5:08

Brasil de todos nós

Brasil de todos nós Há de chegar um tempo em que o Brasil de todos nós será um país de paz. Um país onde não haja a miséria de recursos amoedados, nem a ignorância das letras. Onde todos trabalhem e haja trabalho para todos. Os que não necessitem dos valores salariais, trabalhem pelo bem geral, em voluntariado de amor. Há de chegar um tempo em que derrubaremos os muros dos quintais, não mais cultivando o medo. E abraçaremos o vizinho como um irmão. Um tempo onde as crianças voltem a correr pelos parques, nos dias de sol. Crianças que possam ir e vir das escolas, sozinhas ou em grupos, enchendo as ruas de risos, corridas, alegria. Ah, Brasil, como te desejo grande! Maior do que teu território. Um Brasil sem fronteiras internas, onde os filhos do Norte e os do Sul falem a mesma linguagem, a do bem. Onde os sotaques, os regionalismos sejam preservados, como essa diversidade sadia, característica do grande mundo de Deus. Mas onde o idioma único seja o da fraternidade. Irmãos do leste e do oeste trabalhando pela mesma grandeza da nação. Haverá de chegar um tempo, que pode ser já, se você e eu começarmos hoje a estender a mão ao vizinho e o saudar com um bom dia, amigo! Um tempo em que os estádios ficarão lotados com pessoas cujo objetivo é assistir um bom jogo de futebol. Um jogo onde o importante não será quem leve a taça, mas aquele que demonstre a mais apurada técnica, a melhor habilidade e a mais fina ética. Um tempo em que as salas de teatro se abram para todos, crianças, jovens, adultos, idosos para assistir o drama e a tragédia em elaboradas peças. Assistir o cômico, rindo com prazer. Também para ouvir a música dos imortais, o cancioneiro popular, as baladas do coração. Haverá de chegar um tempo em que música também se ouvirá nas praças, nos parques, nas estações de trem, nos terminais de ônibus. Então, em vez de ansiedade e preocupação, a alma se extasiará com a harmonia das notas, em escalas crescentes e decrescentes, com as melodias compostas com a mais delicada sensibilidade. Quisera que esse dia chegasse logo para não mais ver lágrimas de mães pranteando filhos prisioneiros, mas sim deixando escorrer o pranto da emoção pelas conquistas dos seus rebentos. Quisera que esse dia chegasse logo para ver mais sorrisos e menos dores; mais justiça e menos demagogia. Quisera que esse dia chegasse logo para, no dia da pátria, contemplar com emoção o pavilhão nacional tremular ao vento, mostrando suas cores, com especial destaque para o branco da paz. E, então, cantar o hino pátrio com todo vigor: Terra adorada, entre outras mil, És tu, Brasil, ó pátria amada! Dos filhos deste solo, és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! Redação do Pense Nisso.

14/11/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:17

Para aqueles que não podem ver

PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER Aquela parecia ser apenas mais uma cerimônia de formatura de grau superior. Muitas pessoas reunidas para celebrar a conquista de seus amores. Nomes gritados com empolgação. Convenções ritualísticas antigas, enfim, tudo que sempre se encontra nessas celebrações. Excelentíssimos, ilustríssimos, discentes, docentes, todos estavam lá. Os formandos, um a um, desciam de suas cadeiras organizadas em fileiras atrás da mesa principal. A cada nome, ouvia-se uma pequena algazarra de dez, quinze, vinte pessoas, homenageando aquele jovem, em meio ao grande público, que só prestava atenção quando ouvia o nome do formando que estavam prestigiando. Seguia o cerimonial. Mais um nome chamado e um silêncio profundo. A formanda demorou um pouco mais para chegar à mesa de autoridades. E o fez com o apoio de um auxiliar da empresa organizadora do evento. Ela recebeu o diploma simbólico e o público, que até agora apenas esperava o momento de felicitar seus parentes, iniciou uma demorada salva de palmas. As pessoas estavam surpresas: uma jovem com deficiência visual recebendo o grau de pedagoga das mãos do representante da universidade. Pensamentos ganharam os ares do anfiteatro. Os mais objetivos e práticos pensavam: Como ela conseguiu? Como conseguiu estudar? Como fazia as provas? Outros, cépticos e insensíveis, com a ideia de que ninguém consegue sucesso por merecimento próprio, pensavam: Ela deve ter recebido ajuda dos professores, que se apiedaram de sua condição. Ou devem ter facilitado sua vida para que ela pudesse conseguir. Muitos estavam simplesmente com uma expressão de admiração em suas faces. Sensibilizados, compreendiam que aquilo era possível: uma deficiente visual se formar na universidade. Sua comemoração, com o diploma nas mãos, foi vibrante, digna de uma autêntica vencedora. Prosseguiu a cerimônia, iniciando-se as homenagens. Na homenagem a Deus, lá estava ela novamente, levantando-se e sendo guiada até o púlpito. Havia um brilho especial em sua face. Uma alegria radiante vinda de um Espírito que enxergava melhor do que todos aqueles que estavam ali, que viam apenas com o sentido da visão. Sua homenagem a Deus foi emocionante e singela. Seus dedos passavam suavemente sobre os pequenos pontos em relevo da folha de discurso, pontos criados por um outro jovem, o francês Luís Braille, no século dezenove, e que se tornaram uma das janelas de acesso ao mundo para os deficientes visuais. Suas palavras eram claras, sua dicção perfeita e sua mensagem divina. Ela agradecia a Deus por estar ao seu lado naquela conquista. Seu coração mostrava ao mundo o verdadeiro amor ao Criador, através de sua resignação e perseverança na existência. Ela dizia, para aqueles que não podem ver, que tudo é possível se persistirem, se lutarem e não desanimarem. E, sem palavras, apenas com sua presença, dizia que há muito mais beleza neste mundo do que podemos imaginar, e que sonhar sempre será preciso. Ela dizia isso para aqueles que ali estavam e que ainda não haviam aprendido realmente a ver. Redação do Pense Nisso.

13/11/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:37

Corações congelados de amor

CORAÇÕES CONGELADOS DE AMOR Era uma vez Cilia e George. Eles estavam apaixonados. Seu amor foi abençoado com duas meninas, Rayann e Sheela. Com esforço e dedicação, a imobiliária a que deram início, prosperou e cresceu. Tudo ia bem com a ajuda e o amor um do outro. Em certo ponto do caminho, no entanto, algo deu errado. Eles começaram a discutir sobre questões profissionais. Depois, passaram a ter desentendimentos na condução do lar. Finalmente, sobre como educar as meninas. Cilia dizia que George não a deixava crescer. Ele parecia seu pai, desejando ter sempre a última palavra, o poder de decisão. George não sabia mais o que pensar ou como agir na presença da esposa. Pelo que se lembrava, ela casara com ele porque era sempre ele que tomava as decisões. Por fim, depois de 15 anos de casamento, se divorciaram. Mas as discussões continuaram. No trabalho e sobre a educação das filhas. Quando George foi chamado, em plena madrugada, pela polícia local, porque suas filhas haviam sido presas em uma boate, alarmou-se. Elas eram menores, estavam embriagadas e a mais velha portava pequena quantidade de heroína. Nesse dia, o casal entendeu que o ônus emocional do seu desentendimento era demasiado para as meninas. Pelo bem delas, resolveram participar de um seminário de fim de semana, sobre paternidade positiva. Partiram juntos, de carro, rumo às montanhas. O trânsito estava ruim e ele decidiu ir por uma via secundária. Foram surpreendidos por uma tempestade de neve. Procurando um lugar seguro para encostar o carro, George não viu a queda fatal de 300 metros. O veículo teve o parabrisa e a janela do motorista estilhaçados. Eles estavam a 65 km da estrada principal e o carro estava enchendo de neve. Colocaram as bagagens na janela dianteira, para desviar a neve e o vento. O motor, que lhes poderia gerar calor, recusou-se a funcionar. No banco de trás, se aconchegaram. Não podiam dormir, pois estavam sem cobertores e, com o frio, poderiam congelar e morrer. Precisavam sobreviver até o amanhecer, para andar até a estrada principal, em busca de ajuda. O aconchego, o revezamento de esfregar um ao outro para aumentar a circulação e permanecerem alertas, foi lhes avivando a memória de tempos já vividos. Para não cair no sono, cantaram todas as canções que lembraram. Quando se esgotou o repertório, Cilia lembrou de recitar os votos formulados no dia do casamento. A este nobre homem prometo tudo o que sou e sempre serei para você. Eu o amarei para sempre. Cuidarei de você, mesmo quando todos lhe virarem as costas. George sentiu a torrente de amor e calor do dia em que se casara com ela. Então, recitou os seus votos: Eu a amo e prometo amá-la com toda a minha força. Eu lhe darei tudo o que é meu e tudo será nosso. Lutarei para ser seu homem e seu defensor, seu amigo durante o tempo que o sangue fluir em minhas veias. Sem você eu fico sem finalidade neste mundo. As palavras acenderam fogueiras em suas almas. Agora percebiam como precisavam um do outro. Quando amanheceu, a neve cessou, eles se deram um longo e apaixonado beijo. De mãos dadas foram em busca de ajuda, com a certeza de que estavam nesta vida, juntos... * * * Se algo não vai bem em sua relação matrimonial, dê-se um tempo para pensar. Recorde porque você se uniu ao outro. Mesmo sem tempestade de neve, ou perigo de congelamento, convide-o a rememorar os votos do dia do casamento. E redescubram, juntos, o valor da união matrimonial. Deem uma nova chance um ao outro, reacendendo a chama do amor que um dia os fez desejarem estar, para sempre, juntos.

12/11/2020 09:26 | DURAÇÃO 5:02

Criando um sentido para a vida

CRIANDO UM SENTIDO PARA A VIDA Tempos atrás, este redator, escreveu, ou tentou escrever, uma mensagem com o título –“Qual o Sentido da Vida?. Naquela Ocasião, muitos dos nossos fãs não entenderam muito bem a proposta da mensagem do Pense Nisso. Sendo Assim, resolvemos abordar o mesmo assunto, mas de uma maneira mais simples. No bem da verdade, vamos usar um fato que ocorreu durante uma das palestras do astrofísico americano, Neil Degrasse Tyson. Na ocasião, o famoso cientista estava fazendo uma palestra, quando um garotinho de 7 anos, de surpresa fez a pergunta: -“Qual o sentido da vida? E a Resposta do cientista foi maravilhosa. Ele começou dizendo que as pessoas fazem esta pergunta acreditando que sentido é algo que se possa procurar. Não consideram a possibilidade de que sentido da vida é algo que se cria. Exatamente isso: sentido da vida é algo que a pessoa produz para si e para os outros. Ele, como homem da ciência, quando pensa nisso, questiona-se: Será que aprendi algo hoje que não sabia ontem? Será que estou pelo menos um pouquinho mais perto de tudo o que há para se saber no Universo? O astrofísico acredita que se vive um dia sequer em que nada aprendeu, desperdiçou aquele dia. São pensamentos poderosos. Vale a pena refletir um pouco a respeito deles. Em vários momentos da vida buscamos esse tal sentido. Em cada fase do viver ele tem características distintas, dependendo de nossa maturidade. Alguns chegam a pensar que esse sentido está longe de onde nasceram e partem em jornadas pelo mundo. Jornadas, muitas vezes intermináveis, buscando algo que não sabem bem o que é. Há quem busque nas religiões da Terra. Migram dessa para aquela, dependendo da que lhes satisfaça, nesse ou naquele momento de vida ou estado de espírito. Porém, voltemos à proposta do astrofísico: criar um sentido para a vida e não encontrar um. Encontrar dá a impressão de algo que está lá fora, é externo. Criar diz respeito a um movimento que parte de nós, apenas de nós. São forças que mobilizamos para alcançar algo valioso. Assim, se acionamos nossas energias e as direcionamos para o estudo sério de uma determinada área do conhecimento, que poderá trazer bons frutos para a comunidade à nossa volta, estamos criando um sentido. Se abraçamos a paternidade, a maternidade com consciência, entendendo nosso papel de orientadores, de educadores, de promotores de paz para a nova era, estamos criando um sentido para nossa vida. Se conseguimos dedicar parte do nosso tempo a alguma causa social nobre, como trabalhador voluntário, sabendo que estamos mudando o mundo, eis-nos dando sentido à nossa vida. Se somos uma pessoa de bem; se recebemos de braços abertos quem nos chega; se estamos sempre prontos para ajudar e não medimos esforços para isso; se somos amigos verdadeiros e construímos nossa vida sobre estas bases, aí está o sentido para nossa vida. São muitas as formas de criar esse sentido. Cada um encontrará a sua na intimidade de seu próprio ser. * * * Pensemos. Questionemo-nos diariamente: Será que aprendi algo hoje que não sabia ontem? Não apenas na esfera do conhecer do intelecto, mas também na área moral. Será que estou melhor? O que fiz para estar melhor? Que esforços empreendi? e congratulemo-nos quando percebermos as vitórias e encontrarmos o sentido, a motivação, a felicidade. A lei do progresso é uma das leis Divinas que nos coloca sempre no caminho da ascensão. Redação do Pense Nisso, com base na palestra do astrofísico Neil Degrasse Tyson – criando um sentido para a Vida

11/11/2020 12:59 | DURAÇÃO 4:59

A Felicidade e a Riqueza

A Felicidade e a Riqueza

10/11/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:50

Servir Sempre

Servir sempre Saber-se útil é essencial para um viver equilibrado. Por isso, convém desenvolver o hábito de servir. Não apenas em dias de arrependimento ou reparação. Em todas as circunstâncias, o serviço é o antídoto do mal. Talvez você tenha caído na trama de terríveis enganos e sonhe em se reabilitar. Sendo assim, não desperdice a riqueza das horas, em inúteis lamentações. Levante-se e sirva nos próprios lugares onde espalhou a sombra do erro. Com essa atitude humilde, granjeará apoio infalível ao reajuste. Quem sabe você enfrente duros problemas em sua vida particular. Nessa hipótese, livre-se do fardo inútil da aflição sem proveito. Reanime-se e sirva, no quadro de provações e dificuldades em que se situa. A diligência e o labor funcionarão como preciosas tutoras, abrindo a senda ao concurso fraterno. Quiçá você padeça obscura posição no edifício social. Nessa situação, convém se prevenir do micróbio da inveja. Movimente-se e sirva no anonimato. A conduta digna e o devotamento funcionarão como luminosa escada rumo ao Alto. É provável que você sofra o assalto de ferozes calúnias. Esqueça a vingança, que seria aviltamento e baixeza. Silencie e sirva, olvidando ofensas. Ao eleger o perdão e a atividade no bem como estandartes, você forjará um invencível escudo contra os dardos da injúria. Quem o vir trabalhador e nobre não conseguirá acreditar na maledicência. Pode ser que você suporte o assédio de Espíritos inferiores. Antigos desafetos de outras vidas podem estar a persegui-lo, no desejo de vê-lo recair em velhos vícios. Abstenha-se da queixa sem utilidade. Resista e sirva, dedicando-se ao socorro dos que choram em dificuldades maiores. A dedicação à beneficência terminará por conquistar a simpatia de seus próprios adversários. Ao vê-lo incansável no serviço ao próximo, eles se envergonharão de desejar seu mal. A preguiça é ópio das trevas. Os que não trabalham transformam-se facilmente em focos de tédio e ociosidade, revolta e desespero. Tornam-se desequilibrados, pessimistas e ressentidos. Como prestam muita atenção nos próprios problemas, acham-se os mais desafortunados do mundo. Também estão sempre dispostos a fiscalizar o comportamento alheio e a apontar falhas. Ao contrário, quem se dispõe a amparar raramente encontra tempo para criticar. Assim, servir é um imperativo de saúde física e espiritual. Para ser feliz e equilibrado, impõe-se adquirir esse saudável hábito. Quem busca sinceramente servir nunca encontra motivos para se arrepender. Pense nisso. Redação do Pense Nisso, com base no cap. LXXI, do livro Justiça Divina, de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

09/11/2020 06:45 | DURAÇÃO 3:55

O Incerto Também Tem Seu Encanto

O INCERTO TAMBÉM TEM SEU ENCANTO Caro ouvinte, o que eu vou falar não deve ser confundido com descompromisso para com a vida...para com as nossas responsabilidades do dia a dia. Mas, se você, ao final desta mensagem, me achar um irresponsável...bem, não vou me preocupar com isso. Convenhamos ouvinte...são tantas as regras, tantas convenções que devemos seguir , tantos conhecimentos que devemos ter, que chega um momento que é preciso se desligar. Então, hoje eu pensei o seguinte: Se está ventando muito, não vou me agarrar ao primeiro cobertor que for ver na frente, aproveitarei o impulso e jogar alguns sentimentos antigos para serem levados pela direção do vento, junto com o teto se for preciso. Darei um tchauzinho e um grande aceno, pois já me serve mais. Aquele teto já estava aí há tanto tempo mesmo. Vou ter a experiência de morar debaixo das estrelas, acampando em meio ao nada e tendo apenas o balançar das folhas como paredes. Eu sou tarja preta...sim, confesso que sou. Mas, vou aprender a me acalmar e a respirar ao invés de suspirar. Confesso também que sou um caos sentimental. Mas, estou aprendendo a chover menos em copos d’água. Eu que vivi sempre estufado, sem espaço pra nada de tanto estar cheio de tudo, aprendi a abrir a válvula de escape e esvaziar um pouco. Que mal tem? Mal tem passar a vida com o coração acelerado pelos motivos errados. isso é um desperdício de hormônios. Acelera quando algo sai errado, acelera quando não te falam o que queria ouvir, acelera quando alguém vai embora, acelera quando não entendem o que você sente. Ah, pra quê se esforçar tanto, afinal? Se virou rotina se esforçar ao máximo para acalmar os batimentos, está mais que na hora de tomar uma dose do calmante mais forte já inventado. O santo soberano de qualquer medicamento à venda em farmácia, que não vem com bula, mas é tão fácil de usar que nem é preciso instruções: o nome desse remédio é “tempo”. Dê um tempo, tome um tempo, não culpe o tempo, sinta o tempo e recupere seu tempo O que não pode acontecer é ter tanto medo da vida, e se esconder atrás de tantas chaves. Pois, tudo passa. Eu já me enchi com tantos cadeados, mas pouco segundo depois já não lembrava mais o que estava guardando. Já corri tanto da solidão que quando percebi estava de mãos dadas com ela. Então, parei de correr. Joguei as fechaduras. Abri as janelas. E sorri com o vento. Se funciona? Dia sim, dia não. Mas passa, o dia bom passa, e o ruim também. A chuva é fase, por que eu não seria? O incerto também tem seu encanto. É verdade!! Juro que é. Pare... e pense nisso. Equipe de Redação do Pense Nisso, com base nos devaneios do autor deste texto.

07/11/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:33

Por que os cães vivem menos?

Por que os cães vivem menos? Você já se perguntou por que os cães vivem menos que as pessoas? O veterinário Jorge encontrou esta resposta num dia de trabalho, quando conheceu Pedro, um garotinho de seis anos de idade. Jorge foi chamado para examinar um cão de 13 anos de vida chamado Batuta. A família esperava por um milagre. O veterinário examinou Batuta e descobriu que o animalzinho já estava muito mal e que nada poderia ser feito… O cão foi cercado pela família. O menino, Pedro, parecia tão calmo, acariciando o cãozinho pela última vez. Jorge se perguntava se a criança entendia o que estava acontecendo. Em poucos minutos, Batuta caiu pacificamente dormindo para nunca mais acordar. O garotinho parecia aceitar sem dificuldade. A mãe perguntava: “Por que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos?” Pedro disse: “Eu sei por quê” A explicação do menino mudou a maneira de ver a vida de todos a sua volta. Ele disse: “A gente vem ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como amar aos outros o tempo todo e ser boa pessoa, né?! Como os cães já nascem sabendo fazer tudo isso, eles não têm que viver por tanto tempo como nós. Entendeu?” Aquela resposta trouxe um nó na garganta. E é verdade. Faz todo sentido. Se observássemos melhor os cães, nós, seres humanos, aprenderíamos muito com eles: Talvez, quando nossa família chegasse em casa, passaríamos a correr até a porta para cumprimentá-la. Não seríamos indiferentes com sua chegada. Também não perderíamos uma oportunidade de passear com quem amamos. Assim como os cães, permita que a experiência do ar fresco e do vento no seu rosto seja de puro êxtase! Tire cochilos. E alongue-se antes de se levantar. Separe um tempo para correr e brincar. Seus filhos e netos vão gostar muito disso. Aprenda com os cães. Evite “morder” quando apenas um “rosnado” seria suficiente. Uma atitude precipitada pode provocar feridas, dores, e deixar marcas. Quando o clima estiver muito quente, faça como os cães. Beba muita água e deite-se na sombra de uma árvore. Quando você estiver feliz, dance movendo todo o seu corpo. Não desista dos seus sonhos. Se o que você quer está “enterrado”… cave até encontrar. Ah, e Seja fiel, independente da situação. Quando alguém estiver num mal dia, fique em silêncio, sente-se próximo e suavemente faça-o sentir que você está ali. Pode ter certeza, sua companhia fará toda a diferença. Pense Nisso, mas... pense agora (*) Pense Nisso adaptado do texto “Por que os cães vivem menos que as pessoas?” (Autoria desconhecida).

06/11/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:37

Contemplação do Excelente

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE Atravessamos na Terra, fase de dificuldades sem conta, nas áreas de cultura geral. Desconhece-se a estrutura da própria linguagem que se fala. Usam-se gírias ou expressões chulas que denunciam a pobreza dos falantes relativamente à formação cultural. Ignoram-se os fatos históricos que envolvem a sociedade em que se vive. Espalham-se infames zombarias, inventam-se lendas sem beleza e sem sentido, refletindo a pouca madureza social. Não se cogita de penetrar as razões desse ou daquele monumento, sentindo-se, tantos, impulsionados pelo instinto destruidor e vândalo, que, incapazes de compreender, por descaso, preferem pichar, destroçar ou poluir de modo drástico, o que encontram pela frente. O gosto pelas Bibliotecas, pelas salas de arte, por Museus, por Teatros e pela literatura excelente de todos os tempos, tudo tem ficado na retaguarda das preferências. Os desportos nobres e educativos ainda contam com poucos adeptos. Temos, ao revés, um quadro enorme dos que procuram os exercícios desportivos excitantes e violentos, que pouco ou nada acrescentam no âmbito das conquistas do Espírito. Encontram-se, com maior frequência, muitos que se ajustam a espetáculos pornográficos, do palco ou da tela, em franco deboche à sensibilizante arte. * * * Diante de tudo isso, precisamos com urgência de educação e de boas referências. O bom gosto se forma pela contemplação do excelente e não do sofrível, dizia Goethe, compreendendo com perfeição a construção do aprendizado na alma humana. Cabe aos pais e aos educadores mostrarem o excelente, preencher os educandos de boas referências desde cedo, se desejarem desenvolver neles uma cultura rica e útil. As crianças, os jovens, precisam estar mergulhados num caldo cultural que favoreça o desenvolvimento de uma massa crítica, que proporcione a contemplação do belo, que os ensine a pensar e a sentir. As grandes mídias estão repletas de um verdadeiro lixo cultural, se podemos chamar assim, porque nós, a grande maioria, consumimos isso. Aliás, a palavra consumo é uma das preferidas nos tempos atuais, inclusive invadindo áreas em que não há como se conjugar o verbo consumir, na essência, pois o que não é material, o que não é tangível, não se consome. Na verdadeira arte nada se consome. A arte se contempla, se admira. Ela alimenta a todos quando é instrumento do belo e do bem e nunca se acaba, pois o que se consome, se finda. Podemos consumir um CD, um arquivo de MP3, mas nunca uma bela música. É tempo de retirar as cascas e máscaras que criamos através de nossos vícios morais, e nos permitir enxergar tudo como realmente é. O que verdadeiramente importa para mim? Não sou um consumidor, sou um ser, e estou aqui para crescer moral e intelectualmente. Quero aprender com quem já esteve aqui, com a História do meu povo, com os grandes, com os missionários, com aqueles que deram a vida para que hoje tivesse o conforto de que desfruto. Estou aqui para me tornar mais sábio, não o sábio de Biblioteca apenas, mas o que tem condições de aplicar em sua vida tudo aquilo que aprende, que faz de seu conhecimento uma mola propulsora para que possa amar mais e melhor. Cultura e amor. Eis o que precisamos com urgência. Redação do Pense Nisso, com base no cap. Juventude e cultura, do livro Cântico da juventude, pelo Espírito Ivan de Albuquerque, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter.

05/11/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:30

Fugindo da Verdade

Fugindo da Verdade A pintura “A Verdade Saindo do Poço” de Jean-Léon Gérôme, escultor e pintor francês, está ligada a uma parábola do século 19. Segundo essa parábola, a Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira diz à Verdade: "Hoje é um dia maravilhoso!" A Verdade olha para os céus e suspira, pois, o dia era realmente lindo. Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: “A água está muito boa, vamos tomar um banho juntas! ” A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e descobre que realmente, a água está muito gostosa. Elas se despiram e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge. A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta. O mundo, vendo a Verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva. A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo nele sua vergonha. Desde então, a Mentira viaja ao redor do mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o Mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua." Bertrand Russel, um dos mais preeminentes pensadores do século 20, escreveu em seu decálogo: “ Seja escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.” Em nossos dias, o que menos se quer é a, entre aspas, “inconveniência” da verdade. Vivemos, através dos eufemismos, para que, quem sabe, possamos suavizar, ou até mesmo, evitar a verdade. Mentimos pra nós mesmos. Procuramos nas futilidades algo que nos distraia e que nos mantenha em nossa confortável e consoladora “matrix”. A fuga da realidade é um mecanismo de defesa a que muitas pessoas recorrem como uma forma de evitar determinados sofrimentos. Entretanto, na verdade este comportamento é uma espécie de paliativo, pois por mais que num primeiro momento pareça que a dor irá diminuir; fugir da verdade não é o melhor caminho, já que os problemas serão apenas abafados por um tempo e continuarão ali, sem uma solução definitiva. O ideal é buscar forças para enfrentar este desconforto, conseguir se libertar e encontrar sua felicidade. E você, como está a sua relação com a verdade? Acredita que já recorreu ao mecanismo de fuga como forma de se proteger? Reflita! Por fim, busque seu autoconhecimento de modo a entender como os acontecimentos e experiências passadas influenciam os seus sentimentos e comportamentos atuais. Isto é indispensável para você viver sua realidade sem atalhos e para conquistar uma vida mais plena, madura e verdadeira. Lembremos: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Libertará da dor maior, do sofrimento insano, da incerteza, da desesperação, acendendo luzes de esperança em sua vida. Pense nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso.

04/11/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:24

Um mundo melhor

Um mundo melhor Quantas vezes ouvimos, ou nós mesmos repetimos que o mundo está cada dia pior? Somos nós, seres humanos, em várias ocasiões, os porta-vozes do pessimismo. Basta um acontecimento ruim, para justificar nossa tese de que tudo vai de mal a pior. Dizemos que perdemos a crença na Humanidade, que o mundo não tem jeito. E outras tantas afirmações de desânimo. Mas, será isso mesmo verdade? Será que a Humanidade vai de mal a pior, como muitas vezes afirmamos? O historiador holandês Rutger Bergman reuniu em seu livro “Utopia para realistas”, alguns dados interessantes. Segundo ele, em 1820, 84% da população mundial vivia em extrema pobreza. Cem anos depois o número baixou pela metade. No início do Século XXI, menos de 10% da população mundial vive em extrema pobreza. Assuntos que eram ficção científica, há pouco tempo, tornam-se realidade: implantes cerebrais que restituem a visão, pernas robóticas que permitem paraplégicos se locomoverem com autonomia, cirurgias de alta precisão feitas por robôs. A energia solar ficou 99% mais barata nos últimos quarenta anos. Desde 1994, o número de pessoas com acesso a Internet saltou assustadoramente. A expectativa de vida global hoje é mais do que o dobro do que era em 1900. Desde 1990, a taxa de mortalidade por tuberculose caiu para quase a metade. A partir do ano 2000, o número de mortes por malária e AIDS sofreu uma grande queda; Se pararmos pra olhar o que tem dado certo, talvez percebamos que existem muitos pontos positivos também no mundo. Há milhões de pessoas colaborando para o mundo ser um lugar melhor do que imaginamos ou percebemos. São incontáveis os que se sacrificam pelos seus filhos, que fazem o melhor que podem na sua profissão, que atuam voluntariamente em causas nobres. Cabe, no entanto, lembrarmos sempre que cada um de nós pode dar sua cota de colaboração, oferecendo ao mundo o que temos de melhor, na mente e no coração; Talvez você não tenha percebido, mas tudo aquilo que focamos, expande. Se você foca no problema, ainda que seja pequeno, aos seus olhos pode tornar-se maior. Que possamos usar toda nossa energia, sabedoria e criatividade para pensar no lado bom da vida. Nas pessoas que temos por perto, nas conquistas que colecionamos e desafios que já vencemos. Que a nossa história de vida sirva para inspirar outros; e que possamos levar mais luz, independente das circunstâncias. Que sejamos aqueles que anunciam um mundo melhor, através de boas atitudes; Você pode pensar: Mas tenho tantos gigantes ainda para vencer! Todos nós temos. Mas não nos esqueçamos dos muitos motivos que também temos para celebrar. Pense nisso... mas, pense agora. (*)Pense Nisso, baseado no texto do Momento Espírita, com dados extraídos do livro Utopia para realistas, de Rutger Bergman, ed. Sextante.

03/11/2020 06:45 | DURAÇÃO 4:08

Aprendendo Com a Morte

APRENDENDO COM A MORTE Toda vez que se pensa na morte, imagina-se que é o outro quem vai morrer, não nós. Mas, todos vamos morrer. É o que existe de mais preciso. Não importa se somos ilustres ou desconhecidos, que tenhamos muitos diplomas ou sequer tenhamos cursado o ensino fundamental. Não importa se tenhamos estragado nossa vida, tornando-a quase insuportável, ou se a tornamos bela, harmoniosa. Todos vamos morrer. Mas, se isso é o que há de mais certo na nossa vida, por que tememos tanto a morte? Segundo Léo Buscaglia, só tememos a morte quando não estamos vivendo. Se estamos envolvidos no processo de vida, não vamos gritar, nem gemer. Se tratamos bem as pessoas enquanto estavam ao nosso lado, na carne, nós as deixaremos morrer com dignidade, sem que tenham que se sentir culpadas porque morreram antes de nós. A morte é um processo contínuo e belo da vida. É uma boa amiga, pois nos diz que não temos para sempre e temos que viver agora. Por isso, cada minuto é precioso. E temos que viver conforme esta verdade. Quando alguém está falando conosco, escutemos e não olhemos por cima do ombro para ver o que mais está acontecendo. Usufruamos o momento. Olhemos a pessoa nos olhos. Ouçamos o que ela tem a dizer. Pode ser que seja o seu último contato conosco. E nos empenhemos em ouvir sua voz, gravando-a em nossa memória. Assim, quando tivermos saudades do timbre daquela voz, poderemos amenizá-la, acionando os preciosos mecanismos cerebrais, escutando-a outra vez, na intimidade da alma. A morte nos ensina que o momento é sempre agora. É este o momento para pegar o telefone e ligar para a pessoa que amamos e dizer que a amamos. É este o momento de atender o chamado do filho e observá-lo enquanto ele se balança no galho mais alto da árvore e, feliz, nos pergunta: Viu o que eu faço? É o momento de pararmos de ler o jornal e almoçarmos com a família, de corpo e alma presentes. Dar-se conta de que o filho está com o joelho machucado e perguntar onde foi que se esfolou. Olhar para a esposa e fazer um carinho, dizer-lhe como, apesar dos anos, ela continua a namorada encantadora e porque, um dia, nos apaixonamos por ela. A morte nos ensina que não temos a eternidade na Terra. Ensina que nada aqui é permanente. Ensina-nos a deixar as coisas terrenas, que não há nada a que nos possamos agarrar, senão aos sentimentos que nos acompanharão aonde formos. A morte nos diz para olharmos hoje para o mar, com olhos de quem quer mesmo olhar o mar. Encantar-se com o pôr do sol, reconhecendo que este pôr do sol, com estas tonalidades, jamais se repetirá. Finalmente, a morte nos diz para vivermos agora, sem querer de forma ansiosa viver o momento seguinte, porque afinal, ninguém pode ter a certeza de que ele existirá para nós. Este é um grande desafio. Viver o instante presente, com toda intensidade, usufruindo todo o encanto, amor e ternura que ele nos pode oferecer. * * * A vida é como um delicioso picolé de groselha, sabemos que uma hora vai acabar. É é por isso, que devemos saborear cada pedacinho, cada momento dela. Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso, com base no cap. As crianças de amanhã, do livro Vivendo, amando e aprendendo, de Léo Buscaglia, ed. Nova Era.

02/11/2020 06:45 | DURAÇÃO 4:01

O Que Você Fala É Mais Alto

Era uma tarde de domingo ensolarada, na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar minigolf. Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou: Quanto custa a entrada? O bilheteiro respondeu prontamente: São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos. A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm? Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete. O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza: O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado três dólares. O pai, sem se perturbar, disse: Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade. * * * Sem a consciência que Bobby tinha da importância de sermos verdadeiros em todas as situações do cotidiano, muitos de nós apresentamos uma realidade distorcida aos nossos filhos. Tantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdiçamos o tesouro do ensinamento nobre e justo. Desconsiderando a grandeza da integridade e da dignidade humanas, permitimos que esses valores morais sejam arremessados fora, por muito pouco. Nesses dias de tanta corrupção e desconsideração para com o ser humano, vale a pena refletir sobre os exemplos que temos dado aos nossos filhos. Às vezes, não só mentimos ou falamos meias-verdades, como também pedimos a eles que confirmem diante de terceiros as nossas inverdades. Agindo assim, estaremos contribuindo para a construção de uma sociedade moralmente enferma desde hoje. Ademais, o fato de mentirmos nos tira a autoridade moral para exigir que os filhos nos digam a verdade, e isso nos incomoda. Pensamos que pequenas mentiras não farão diferença, na formação do caráter dos pequenos, mas isso é mera ilusão, pois cada gesto, cada palavra, cada atitude que tomamos estão sendo cuidadosamente observadas e imitadas pelas crianças que nos rodeiam. Daí a importância da autoridade moral, tão esquecida e ao mesmo tempo tão necessária, na construção de uma sociedade mais justa e digna. E autoridade moral não quer dizer autoritarismo. Enquanto o autoritarismo dita ordens e exige que se cumpra, a autoridade moral arrasta pelo próprio exemplo, sem perturbação. A verdadeira autoridade pertence a quem já conquistou a si mesmo, domando as más inclinações e vivendo segundo as regras de bem proceder. Dessa forma, o exemplo ainda continua sendo o melhor e mais eficaz método de educação. Sejamos, assim, cartas vivas de lições nobres para serem lidas e copiadas pelos que convivem conosco. * * * Diz o poeta americano Ralph Waldo Emerson: Quem você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você está dizendo. Em tempos de desafios e lutas, quando a ética e a moral são mais importantes que nunca, assegure-se de ter deixado um bom exemplo para aqueles com quem você trabalha ou convive. Redação do Pense Nisso

31/10/2020 06:45 | DURAÇÃO 3:49

Não Te Entregues

Os amigos a quem devotaste tuas horas te abandonaram? Aqueles que elegeste para o convívio mais estreito debandaram, quando a brisa de suspeitas infundadas se levantaram contra ti? Pessoas a quem confidenciaste questões particulares jogaram ao vento as informações, permitindo que os que não vibram contigo as usassem para agressões pessoais? Ouvidos aos quais segredaste tuas mais íntimas dificuldades transportaram a lábios inconseqüentes as minúcias das tuas dores? Recebeste dos comensais da tua vida as mais duras críticas, esquecidos do quanto juntos já investiram na afeição? Acreditas que estás só, difamado, em abandono? Não te permitas a hora da invigilância e não te aconchegues nos braços da tristeza. Não concedas forças ao mal que te deseja fraco e dominado. Pensa que a borrasca que te alcança tem por escopo maior testar as tuas resistências morais. Lembra que é nos combates mais difíceis que se forjam os líderes e se formam os heróis. Foi na solidão dos meses de prisão que a adolescente Joanna D´Arc teceu os fios da coragem, que lhe permitiram enfrentar o julgamento arbitrário e a condenação injusta. Tem em mente que todas as más circunstâncias que te envolvem, te permitem avaliar, com absoluta precisão, os verdadeiros amigos. Aqueles que, mesmo cometas erros, prosseguirão contigo. Não para os aplausos da sandice, mas para colaborar no soerguimento moral de que necessitas. Permanecerão contigo, mesmo que a fortuna te abandone os cofres e os louros do mundo se transportem a outras cabeças. Lembra, ao demais, que, embora o mundo não te faça justiça, o Celeste Amigo sabe das tuas intenções, dos teus acertos e das tentativas de ajustes. E olha por ti, todos os dias. Mesmo naqueles que se apresentem com as nuvens carregadas ou os ares anunciem tormentas e furacões. O Celeste Amigo confia na tua força e investe na tua vitória. Recorda-O e evoca-O nas tuas horas mais amargas. Tudo é passageiro no mundo e os panoramas se modificam, em minutos e até mesmo segundos. O que agora é, poderá deixar de ser logo mais. Quem agora comanda, poderá ser substituído de imediato. Quem pensa estar de pé, pode se descobrir tombado ao solo. Não esqueças que o Celeste Amigo está vigilante e providencia, atento, o de que careces. Pode ser uma lição a mais, um apoio, uma trégua. Pensa nisso, e não permitas que os raios das estrelas que brilham em teus olhos sejam empanados pelas chuvas torrenciais da tua amargura incontida. Não apagues do teu semblante a serenidade que informa aos que passam por ti, que a confiança é o teu escudo e o Divino Amigo segue contigo. Não concedas vitória aos maus, àqueles que te desejam subjugado e vencido. Nasceste para crescer, renasceste neste mundo para vencer. Sempre. Serve-te da prece. Revigora-te na leitura dos ditos do Senhor e segue em frente, hoje, amanhã e depois. Sempre. Redação do Pense Nisso Com base em um texto de autoria desconhecida

30/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:06

Perdendo a noção do tempo

Perdendo a noção do tempo A frase estampada numa arte divulgada em uma rede social me chamou a atenção: “Compromisso não é chegar sempre no horário. Por vezes, quer dizer perder a noção do tempo”. Tempo é algo tão precioso, que, hoje em dia, muitos têm dificuldade em administrar... Já não temos paciência para uma longa conversa no telefone, optamos por mensagens em grupo, respostas rápidas, e assim a vida segue. Utilizamos de ferramentas para otimizar o nosso tempo, mas deixamos de lado o essencial, o contato, o afeto, a presença. Quando pensamos em programar algo diferente com as pessoas que amamos, precisamos encontrar uma brecha, fazer alguns ajustes, porque, geralmente, as agendas não batem... No dia a dia, temos que concluir um trabalho até determinado horário, porque, logo na sequência, temos outros compromissos. As reuniões presenciais e as aulas foram substituídas por encontros virtuais. E aos poucos a gente começa a perceber que nossa agenda está cheia novamente. O ano passa numa velocidade assustadora. E o que temos feito com o nosso tempo? Muitos aproveitaram o período de quarentena pra estudar mais, outros pra ajustar a vida espiritual e até mesmo familiar. Por causa da pandemia, para muitos de nós, a noção de tempo mudou. O valor dele também. Aprendemos que momentos em família são necessários. Mas também aprendemos da maneira mais difícil, que o tempo não para, e que não podemos voltar atrás quando perdemos uma pessoa importante pra nós. Precisou que tudo parasse lá fora por um período, para enxergarmos onde estávamos falhando e o quanto é gostoso ficar perto de quem amamos. E passamos a entender que o tempo pode ser o nosso maior aliado ou o nosso pior inimigo. Depende da forma como lidamos com ele. De todos os compromissos, os que têm a ver com afeição, são os mais preciosos. Precisamos sim, aprender a administrar cada minuto para tornar o nosso trabalho mais produtivo, mas não podemos nos esquecer das nossas prioridades. Que possamos nos permitir perder a noção do tempo com quem amamos... andando de bicicleta com os filhos, tomando um sorvete com a família, sem pressa nenhuma. A vida está passando. Será que é tempo que nos falta pra perceber? Hoje temos o privilégio de estarmos juntos. Parafraseando Lenine, Será que temos esse tempo pra perder? A vida é tão rara Pense nisso... mas, pense agora! (Sugestão programar a música Paciência, do Lenine, na sequência) Redação do Pense Nisso baseada em trecho da música Paciência, do Lenine

29/10/2020 08:30 | DURAÇÃO 3:17

Nossa Herança

NOSSA HERANÇA Qual a mãe que não gosta de ver seus filhos bem-vestidos? Qual o pai que não deseja dar aos filhos os melhores presentes, vê-los estudando nos melhores colégios, quem sabe na faculdade...? Mas, num mundo em que apenas sobreviver já é um desafio, pode parecer pretensão demais sonhar com coisas assim. Tudo custa dinheiro: bons brinquedos, boas roupas, boas escolas. Temos então de nos contentar em dar a eles apenas aquilo que está a nosso alcance: brinquedos baratos, roupinhas modestas, escolas da rede pública. Então pensamos: ah, o dinheiro... sempre o dinheiro! Pela falta do bendito dinheiro é que muitos jovens descambam para a droga, o crime, a delinquência. Como esperar que nossos filhos se tornem bem-sucedidos, pessoas de bem, se já começam a vida assim, em desvantagem? Certos adolescentes, inclusive, chegam a justificar sua rebeldia pela situação financeira precária da família. Afinal, é duro ver os outros tendo tudo o que querem, e a gente sem nada. Os pais, então, sentindo-se culpados, acabam convencidos de que tudo o que as crianças fazem de errado se deve à revolta gerada pela pobreza. Mas aí abrimos o jornal, e as manchetes nos deixam confusos: “Estudante de Medicina invade cinema e mata 5! Esposa de advogado famoso arquiteta morte do marido! Gangue formada por filhos de empresários ataca e mata menino de 15 anos! Jovem engenheiro planeja e executa sequestro do próprio pai!” Como explicar essas aberrações? Seus protagonistas são, todos, pessoas cultas, bem situadas na vida. Nenhum deles estava desesperado por dívidas impagáveis, com o aluguel atrasado, ou mesmo passando fome. Como, então, entender o comportamento dessa gente? Afinal, não se apregoa tanto que é o desespero, a necessidade extrema, o que induz as pessoas ao crime? O fato é que às vezes valorizamos demais as condições materiais de uma pessoa, na tentativa de justificar suas atitudes. Acreditamos que o dinheiro seja a resposta para tudo, a solução de todos os problemas, e a sua falta, origem de todos os desvios da conduta humana. Mas a verdade é que, embora o dinheiro possa proporcionar conforto e facilitar a vida, jamais deu caráter a ninguém. O mundo está cheio de pessoas sofridas, que passaram a vida toda lutando para sobreviver, mas que nem por isso se tornaram más, revoltadas ou desonestas. E também está cheio de criaturas insensíveis, que, embora tendo nascido em berço de ouro, não hesitam em cometer as maiores perversidades contra o semelhante. Uma coisa é certa: se algo faltou a essa gente, por certo não foi dinheiro ou escola. Acontece que caráter não se compra, nem se aprende no colégio. A maior herança que podemos legar a um filho talvez não seja o dinheiro, nem carros ou apartamentos, nem mesmo o estudo — mas o amor e o exemplo. O ambiente em que nasce e cresce é tudo na formação do caráter de uma criança. Se ela se sente amada, jamais vai ter medo do mundo, nem se esconder da vida. Se aprende desde cedo a respeitar o semelhante, se lhe é ensinado que seus direitos terminam no ponto em que os direitos do outro começam, jamais pensará em enganar, roubar ou ferir ninguém, por mais pobre que seja, por maiores que sejam as dificuldades que enfrenta. Aliás, há uma certa Maria na história da humanidade que nunca teve dinheiro para proporcionar conforto material a seu único filho — mas nem isso impediu que Ele se tornasse o maior homem de todos os tempos... Redação do Pense Nisso.

28/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:53

Determinação e Fé

Determinação e Fé A força de vontade e a determinação de algumas pessoas nos deixam muitas vezes surpresos, com o sucesso que alcançam. Uma garota filipina, de apenas onze anos, deu uma grande demonstração a respeito disso. Ela tinha uma competição de atletismo para participar. Com o seu empenho diário, ela se preparou para competir. Havia, no entanto, um problema maior a ser vencido. Para participar ela precisava estar calçando tênis. Houve quem desistisse da competição por causa desse detalhe, mas a pequena Rhea Bullos estava determinada. Sem condições de comprar o calçado, se serviu de toda a sua criatividade. Conseguiu fita adesiva e enrolou dedos e pés. Com um marcador verde, desenhou o logotipo de uma marca conhecida. Ela estava equipada para a disputa. Não eram tênis de verdade, mas lhe permitiram competir nas corridas de quatrocentos, oitocentos e mil e quinhentos metros. Venceu em todas as modalidades e conquistou três Medalhas de Ouro. Esse dia, com certeza, ficará marcado em sua memória. * * * Gratificante é partirmos na busca de nossos objetivos, dispostos a alcançá-los. Dificuldades sempre surgem, mas a alma corajosa e determinada tem fatores de sucesso a seu favor. Com persistência podemos transformar em conquistas as adversidades da vida, bem como ir solucionando, pouco a pouco, os problemas. Os momentos que parecem difíceis são oportunidades para mudarmos a direção do que não está bem em nossa rotina. Surgem curvas pelo caminho que nos exigem providências. Fazer das curvas e contracurvas momentos de meditação e introspecção, de humildade e fé para superar as dificuldades é buscar nossa própria superação. Por mais difíceis que possam parecer os desafios, a disposição em arriscar e a determinação em não desistir do objetivo nos caracterizarão como vencedores. A vontade é a grande mola impulsionadora de tudo o que desejamos realizar. Tudo que nos exija determinação, esforço, persistência e suor; tudo que idealizamos e conseguimos tornar realidade, passa a ser ponto marcante em nossa evolução. A confiança na nossa própria força e a fé nos permite executar grandes feitos. Ganhamos também quando reconhecemos a importância da paciência. Por meio dela, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, temos a certeza de alcançar, em algum momento, o nosso alvo... Sim, os nossos desafios podem ser grandes, mas a conquista ainda é possível. Pense nisso... mas, pense agora! Redação do Pense Nisso, com base no Momento Espírita - Trechos do cap. XIX, itens 2 e 3 de O Evangelho segundo o Espiritismo, ed. FEB.

27/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:42

Escolas ou presídios?

Escolas ou presídios? A história daquele jovem de 18 anos, não é diferente das histórias de muitos jovens pobres dessa idade, em nosso país e nos demais países subdesenvolvidos. Ele estava ali, contra o muro, ao lado do carro roubado, em frente às câmeras e ao repórter que fazia a matéria para levar ao ar num desses programas de TV que exploram as misérias humanas. O jovem estava vestido com visível pobreza. Camiseta, bermuda e “chinelo de dedo”. Em pé, com as costas no muro, ele apertava as pálpebras para evitar que as lágrimas caíssem, mas elas brotavam, teimosas, e rolavam pelo seu rosto amedrontado, apavorado, indefeso. Ele não havia roubado o carro, era apenas o entregador. Perseguido pela polícia, na curva de um viaduto ele perdeu a direção do veículo e se chocou contra a murada. Agora estava ali, com as mãos algemadas e rodeado por policiais e pelos repórteres. O outro garoto que estava com ele no carro no momento do acidente não era focalizado, já que era menor de idade. O repórter, que sabia parte da história, perguntou ao jovem, desejando saber mais sobre o assunto: “Sabemos que você não roubou esse veículo, mas poderia dizer para onde iria levá-lo?” E a resposta do jovem: “Nóis não sabe. Nóis tava levando o carro e alguém ia informá pra nóis o que era pra fazê.” Não havia dúvida... Estava ali a prova da nossa falência, como sociedade, dita civilizada. Todos nós, brasileiros, somos responsáveis pelo que aconteceu com aquele jovem e com os demais jovens e crianças do nosso país. Sim, ele, como os demais, é um dos filhos da nossa pátria, e, portanto, responsabilidade nossa. Quando não se constroem escolas, é preciso construir presídios para segregar os delinqüentes, que não tiveram acesso às letras. Sem dúvida que o acesso à escola não é garantia de honestidade, e disso temos provas diariamente. No entanto, a falta de escola tem sido a grande responsável pela delinqüência de nossas crianças, adolescentes e jovens. E esse era o caso daquele garoto, que ainda trazia no rosto o semblante da inocência, da fragilidade, da insegurança, do abandono social. Não havia dúvida de que era fruto da miséria, filho de pais que também não tiveram acesso à escola, ou talvez nem tivesse pais. Pelas necessidades que portava, foi usado por alguma quadrilha de ladrões de carros. Para ganhar alguns trocados e sobreviver, arriscava a própria vida. Talvez você esteja se perguntando: “E o que eu tenho a ver com isso? Isso é problema dos governantes.” Mas a própria consciência lhe pergunta: “E se fosse seu filho, seu irmão, seu neto, seu sobrinho?” É preciso, não há dúvida, socorrer a infância, construir escolas, criar condições de acesso das crianças ao estudo, à alimentação, à moradia, à segurança. Ou, então, não restará outra opção a não ser construir presídios e mais presídios... E vale considerar que os custos de manutenção de um detento, em nosso país, é muito, mas muito maior do que os custos de um aluno na escola. Além disso, o cárcere tem outros tantos prejuízos para o indivíduo e para a sociedade, que não deixa dúvida que a escola é a melhor e mais barata das alternativas. E a decisão, como sempre, é nossa. Pensemos nisso! Texto da Equipe de Redação do Pense Nisso com base em fatos reais.

26/10/2020 06:30 | DURAÇÃO 4:20

Aborrecimentos

ABORRECIMENTOS Nada mais comum, nas atividades terrenas, do que o hábito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chateações. Como um campo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada menção se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, também na sociedade dos adultos o mesmo fenômeno ocorre. Mais do que compreensível é que você, semelhante a um menino de pavio curto, libere adrenalina nos episódios cotidianos que desafiem a sua estabilidade emocional. Compreensível que se agite, que se irrite, que altere a voz, que afivele ao rosto expressões feias de diversos matizes. Em virtude do nível do seu mundo íntimo, tudo isso é possível de acontecer. Contudo, você não veio à Terra para fixar deficiências, mas para tratá-las, cultivando a saúde. Você não se acha no mundo para submeter-se aos impulsos irracionais, mas para fazê-los amadurecer para os campos da razão lúcida. Você não nasceu para se deixar levar pelo destempero, pela irritação que desarticula o equilíbrio, mas tem o dever de educar-se, porque tem na pauta da sua vida o compromisso de cooperar com o Universo, à medida que cresça, que amadureça, que se enobreça. Desse modo, os seus aborrecimentos diários, embora sejam admissíveis em almas infantis e destemperadas, já começam a provocar ruídos infelizes, desconcertantes e indesejáveis, nas almas que se encontram no mundo para dar conta de compromissos mais elevados. Assim, observe-se. Conheça-se no aprendizado do bem, um pouco mais. Esforce-se por melhorar-se. Resista um pouco mais aos impulsos da fera que ainda ronda as suas experiências íntimas. Perante as perturbações alheias, aprenda a analisar e não repetir. Diante da rebeldia de alguém, analise e retire a lição para que não faça o mesmo. Notando a explosão violenta de alguém, reflita nas consequências danosas, a fim de não fazer o mesmo. Cada esforço que você fizer por melhorar-se, para que, pouco a pouco, mas sempre, você cresça e se ilumine, e tendo superado a si mesmo, transformando suas noites morais em radiosas manhãs de sol. * * * Quando você for visitado por uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponha-se a ela. E, quando houver conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, diga, de si para consigo, cheio de justa satisfação: Fui o mais forte. Pense nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso com base no cap. 13 do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

24/10/2020 09:00 | DURAÇÃO 3:23