Pense Nisso | Centro América FM Cuiabá - Easy | Cadena

Episódios

21 gramas

21 gramas

24/09/2020 13:25 | DURAÇÃO 4:55

Talentos todos temos

Talentos todos temos Quais são os nossos talentos? Esta pergunta é algo que vale a pena fazermos para nós mesmos. Há quem diga que não os tem, que não consiga fazer nada direito, que não tem nada para oferecer de bom. Há outros que imaginam que talento é algo para pessoas especiais, predestinadas. Que são poucos aqueles que efetivamente têm algum. Se analisarmos mais detidamente, conseguiremos perceber que todos nós, de alguma forma, temos talentos. Alguns têm inteligência privilegiada e, logo mostram seu talento na capacidade pensante, nos raciocínios lógicos, nas deduções brilhantes. Outros são talentosos no trato com as pessoas. Conseguem travar conversa agradável com quem quer que seja, apresentam sempre uma palavra amiga, um comentário feliz. Há outros que têm talento inegável na profissão que escolhem. Realizam-na com prazer e dedicação, produzem com esmero e qualidade, oferecendo sempre o melhor, o inusitado, o surpreendente. Mesmo em situações que muitos não dão a importância devida, há muito talento se expressando. A dona de casa, embora muitas vezes sem reconhecimento, é quem, com muito talento, administra o orçamento, planeja o cardápio, gerencia o asseio do lar. Isso, sem talento, seria sempre tarefa incompleta ou mal feita... Dispomos de potencialidades, capacidades que podemos utilizar como instrumentos de contribuição para a sociedade em que vivemos. Quantas histórias não escutamos sobre maestros, músicos, artistas que multiplicam seu talento em atividades sociais, comunitárias, ensinando a crianças e jovens as belezas de sua arte. Quantos não são os professores que, talentosos, sabem honrar seu ofício, indo além do dever profissional que lhes cabe, sendo mestres a conduzir mentes, a construir cidadãos, a forjar positivamente caracteres. Há, e não são poucos, executivos talentosos que, amealhando grandes somas graças à sua inegável capacidade de negócios, utilizam seu dinheiro para fazer o bem, produzir o bom e o belo, conscientes de que de nada valeria guardar em frios cofres o resultado monetário dessa sua potencialidade. Não importa em que ou quanto somos bons, quais os nossos talentos. Sempre haverá a possibilidade de multiplicá-los, de fazê-los crescer e produzir frutos em benefício de tantos. * * * Assim, ao percebermos os talentos de que dispomos, aproveitemo-los para que possam beneficiar o meio em que estivermos. Madre Tereza de Calcutá usou do seu talento de amar ao próximo para modificar as paisagens do planeta. Albert Einstein não poupou seu talento para que a Ciência ganhasse novos horizontes. Porém, se ainda não conseguimos acessar capacidades dessa magnitude, façamos aquilo que já nos cabe. Talvez não modifiquemos a história do mundo, nem consigamos deixar nosso nome marcado nos compêndios da ciência ou da arte. Mas valerá a pena se, com nosso talento, pudermos contribuir para que uma vida se faça melhor, que o dia de alguém se torne mais suave, ou que a estrada de algum outro possa ter, ao menos, uma flor a mais plantada, adornando o seu caminhar. Pense Nisso.

23/09/2020 14:10 | DURAÇÃO 2:59

Um pedido de socorro

Um pedido de socorro Lembro-me quando eu ainda era um menino, passeava de barco com minha família, contemplando, pelo menos uma vez ao ano, as belezas do Pantanal. Meu pai gostava muito de pescar, mas a minha satisfação mesmo era olhar para o rio, cercado de muitas árvores. As folhas verdes, o cheiro de natureza e as surpresas que ela nos entregava durante o trajeto, me faziam tão bem… Era um cenário encantador… Aquele ambiente nos permitia sentir paz. Os pássaros cantavam alegres, como se desejassem boas vindas.. Observávamos onças e jacarés à beira do rio… De vez em quando, um macaquinho traiçoeiro aparecia em meio aos troncos chamando nossa atenção. Ah, como nos divertíamos! O que eu via e ouvia era um refrigério para minha alma, ainda que eu fosse só uma criança e naquela época não tivesse tantos compromissos a ponto de desejar me esconder do mundo e seus problemas. Mas, nos últimos meses, a minha doce lembrança da infância tem sido golpeada por um cenário devastador, um terrível desastre ambiental. O que eu mais admirava tem se transformado em cinzas. O canto dos pássaros… em gritos de desespero, num céu tomado de fumaça; Aliás, fumaça que invade também as cidades, sem pedir licença, tamanha a sua força e descontrole. Animais tentam, mas nem sempre conseguem abrigo. O Pantanal está morrendo aos poucos... E nós, dia a dia, perdemos um pouco da nossa maior riqueza; a nossa história, animais silvestres, plantas nativas… O mesmo Pantanal que me trazia paz nos meus passeios em família, hoje me faz enxergar a ganância e a ignorância humana. Outras regiões do estado enfrentam o mesmo problema. Biomas ameaçados por incêndios, dor e destruição; São tantas vidas ceifadas, prejuízos, sonhos perdidos… E o que podemos fazer? Talvez você não seja alguém qualificado para ajudar efetivamente no combate aos incêndios, e por segurança, não deve se aproximar do fogo; mas você pode ser aquele que observa o comportamento do outro e denuncia práticas criminosas… também pode ser quem incentiva a consciência ambiental, em casa, no trabalho, em qualquer lugar, semeando novos comportamentos; talvez, aquele que apoia quem, de alguma forma, foi afetado com tudo isso; Que possamos reconhecer o trabalho daqueles que se arriscam para proteger outras vidas, trabalhando horas e horas diárias contra um fogo astuto, rápido, que tem causado perdas irreparáveis… Bombeiros, brigadistas, voluntários, autoridades públicas e políticas, eu e você. Esta é uma responsabilidade nossa. Hoje, o nosso olhar para o Pantanal é com compaixão. O nosso paraíso está ameaçado e é hora de exercer a empatia, num nível ainda maior… Inúmeras espécies precisam de socorro. Precisam de cada um de nós… Estou certo de que os acontecimentos dos últimos meses têm nos mostrado a nossa fragilidade humana e o quanto precisamos evoluir como pessoas. O meu desejo é que possamos fazer mais, Que as nossas lembranças não se percam, Que admiração que temos por nossa natureza não morra.. O verdadeiro impacto de todas as nossas ações, boas ou ruins, veremos no futuro… Que possamos dar a volta por cima, juntos, cuidando bem do que é nosso, pensando ainda mais nos outros; Pense nisso... mas, pense agora!

22/09/2020 10:13 | DURAÇÃO 4:39

Um facilitador de caminhos

UM FACILITADOR DE CAMINHOS Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. O que começou com um pequeno mal entendido, explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por meses de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho recebeu em sua casa um carpinteiro, que procurava por emprego. “Você tem algum serviço para mim?”, perguntou o homem. “Sim”, disse o fazendeiro. “Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Use aquela pilha de madeira para construir uma cerca bem alta”. O carpinteiro então respondeu: “Acho que entendo a situação. Mostre-me onde estão a pá e os pregos”. O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem trabalhou o dia todo. Quando o fazendeiro chegou, ficou surpreso com o que viu: em vez de uma cerca, uma ponte havia sido construída, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido. Ele disse: “Você foi atrevido ao construir essa ponte depois de tudo que lhe contei”. Minutos depois, ao olhar novamente para a ponte, viu que o seu irmão mais novo se aproximava de braços abertos, e com um belo sorriso, falou: “Você realmente foi muito amigo e humilde construindo esta ponte mesmo depois de tudo que eu lhe disse”. De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. Satisfeito com o que viu, o carpinteiro saía com sua caixa de ferramentas, quando o irmão mais velho falou: “Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você”. E o Carpinteiro respondeu: “Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir…”. ***** Todos nós temos a capacidade de construir pontes. Talvez não seja uma estrutura de madeira como aquela que liga, realmente, um lado do riacho ao outro, mas temos todos os dias a oportunidade de agir como facilitadores de caminhos. Onde há conflitos e divisões, podemos levar mensagens de paz, esperança e unidade. Porém, ao longo da nossa vida, assumimos diferentes posições. Muitas vezes nos comportamos como o irmão mais velho, aprendemos a nos esconder diante de um problema; optamos por construir paredes, alimentamos ressentimentos e mal entendidos... Em outras ocasiões, agimos como o irmão mais novo da história: independente, apegado também às próprias razões e argumentos, e que decide ceder só depois que o outro, aparentemente, dá o primeiro passo. Até que isso aconteça, cada um pro seu lado, e assim a vida passa... Neste mesmo cenário, podemos agir também como o carpinteiro. Aquele trabalhador, ao ouvir sobre o conflito entre os irmãos, não quis tomar partido. Nem se preocupou em identificar quem estaria certo ou errado, mas decidiu construir uma ponte. Agiu com sabedoria, deixou um legado. Muitos de nós, por diversas vezes, deixamos nos levar pela emoção, e ao invés de ajudar, inflamamos mais... Tornamos insustentável o que já não estava bem... Comentamos, julgamos, e até condenamos, sem nenhuma contribuição eficaz para a resolução do problema. O que era um desentendimento simples, pequeno, pode evoluir para feridas mais profundas... Mas a atitude daquele carpinteiro, depois de ouvir o irmão mais velho, foi construir uma ponte... Ele foi um pacificador. Independentemente se somos, participantes ou observadores de um conflito, a verdade é que a vida sempre nos dá oportunidades de agirmos como aquele homem. Podemos facilitar caminhos... Agora eu te pergunto: Você constrói pontes? PENSE NISSO, MAS... PENSE AGORA

21/09/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:55

Chantagem emocional

Chantagem emocional O uso da chantagem emocional com os filhos é muito comum por parte de alguns pais. Em vez de fazer uso da razão e do bom senso para persuadir o filho a agir de forma correta, esses pais apelam para a chantagem. Alguns dizem: "se você não for bonzinho, eu não gosto mais de você!" Geralmente o filho cede, pois não quer perder o afeto dos pais. Numa idade em que a criança ainda não tem condições de perceber que os pais estão blefando, fará de tudo para ser aceita. Outras vezes, quando o filho tem algum sentimento negativo, os pais falam: "sentir inveja é feio", "sentir ciúmes é vergonhoso", "ninguém gosta de quem guarda mágoa". É certo que o filho irá dissimular os sentimentos, mas não aprenderá a lidar com esses vícios que o infelicitam tanto. Para merecer o amor de seus pais, o filho esconderá o que sente e agirá de forma traiçoeira, sempre que tiver ensejo. Pais que usam a chantagem emocional torturam o filho em vez de ajudá-lo a se libertar das imperfeições. A criança deve ser orientada, educada, mas também envolvida em afeto, carinho, proteção, aconchego. O amor não deve ser barganhado. O bem-querer deve ser espontâneo e independente do comportamento da criança. Devemos passar a ele a certeza de que nossa relação amorosa jamais estará em jogo. Como pais podemos não concordar com o comportamento de nosso filho, mas jamais deveremos jogar com nosso carinho e atenção. Devemos deixar bem claro que não aprovamos suas ações inadequadas, mas que o amamos mesmo assim. Com essa atitude estaremos preservando nosso filho da necessidade de esconder seus sentimentos. Daremos a ele a lição da honestidade, da sinceridade, da humildade, pois ele saberá que suas fragilidades devem ser enfrentadas, e não escondidas para agradar esta ou aquela pessoa. Com isto ele também aprenderá a respeitar as limitações dos outros. Não evitará pessoas que pensam, sentem e agem de forma E o que é mais importante: nosso filho sentirá que pode educar suas más tendências sob a proteção do nosso amor e da nossa ternura. E isso o ajudará muito na sua auto-educação. Por todas essas razões, vale a pena rever os meios que estamos usando para educar nossos filhos. Ninguém duvida da boa intenção e do amor dos pais pelos filhos, mas o que se pretende pensar é na melhor maneira de ajudá-los a se ajudarem. Pense nisso! Quando seu filho manifestar algum sentimento nocivo, aproxime-se dele e o ajude a refletir sobre o que está sentindo. Ajude-o a analisar seus maus pendores, mas também enalteça suas virtudes, seus acertos, suas conquistas, pois estas são mais importantes para sua felicidade. Faça-o sentir que seu amor por ele é incondicional, e verá que tudo será mais fácil, tanto para seu filho como para você.

19/09/2020 10:16 | DURAÇÃO 3:27

O Tempo

O TEMPO Um autor desconhecido escreveu certa vez que a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros sentimentos habitavam uma pequena ilha. Certo dia, foram avisados que essa ilha seria inundada. Preocupado, o amor cuidou para que todos os outros se salvassem, falando: Fujam todos, a ilha vai ser inundada. Todos se apressaram a pegar seu barquinho para se abrigar em um morro bem alto, no continente. Só o amor não teve pressa. Quando percebeu que ia se afogar, correu a pedir ajuda. Para a riqueza apavorada, ele pediu: Riqueza, leve-me com você. Ao que ela respondeu: Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e não tem lugar para você. Passou então a vaidade e ele disse: Dona Vaidade, leve-me com você... Sinto muito, mas você vai sujar meu barco. Em seguida, veio a tristeza e o amor suplicou: Senhora Tristeza, posso ir com você? Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha. Passou a alegria, mas se encontrava tão alegre que nem ouviu o amor chamar por ela. Então passou um barquinho, onde remava um senhor idoso, e ele disse: Sobe, amor, que eu te levo. O amor ficou tão feliz, que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando ao morro alto, onde já estavam os outros sentimentos, ele perguntou à sabedoria: Dona Sabedoria, quem era o senhor que me amparou? Ela respondeu: O tempo. O tempo? Mas por que ele me trouxe aqui? Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor. * * * Dentre todos os dons que é concedido ao homem, o tempo tem lugar especial. É ele que acalma as paixões indevidas, ensinando que tudo tem sua hora e local certos. É ele que cicatriza as feridas das profundas dores, colocando o algodão anestesiante nas chagas abertas. É o tempo que nos permite amadurecer, através do exercício sadio da reflexão, adquirindo ponderação e bom senso. É o tempo que desenha marcas nas faces, espalha neve nos cabelos, leciona calma e paciência, quando o passo já se faz mais lento. É o tempo que confirma as grandes verdades e destrói as falsidades, os valores ilusórios. O tempo é, enfim, um grande mestre, que ensina sem pressa, aguarda um tanto mais e espera que cada um a sua vez, se disponha a crescer, servir e ser feliz. E é o tempo, em verdade, que nos demonstra, no correr dos anos, que o verdadeiro amor supera a idade, a doença, a dificuldade, e permanece conosco para sempre. * * * Neste mundo, tudo tem a sua hora. Cada coisa tem o seu tempo. Há o tempo de nascer e o tempo de morrer. Tempo de plantar e de colher. Tempo de derrubar e de construir. Há o tempo de se tornar triste e de se alegrar. Tempo de chorar e de sorrir. Tempo de espalhar pedras e de juntá-las. Tempo de abraçar e de se afastar. Há tempo de calar e de falar. Há o tempo de guerra e o tempo de paz. Mas sempre é tempo de amar.

18/09/2020 12:00 | DURAÇÃO 3:04

O Valor das Coisas

O valor das coisas Era uma vez um homem que tinha muitos pés de romãs em seu pomar. Por muitos outonos ele colocava suas romãs em bandejas de prata, do lado de fora de sua casa, e em cima punha cartazes com os seguintes dizeres: Apanhe uma, de graça. Seja bem-vindo. As pessoas passavam, olhavam, mas nenhuma delas apanhava uma fruta. Então, depois de muitos outonos, o homem refletiu e tomou uma decisão. No próximo outono ele não pôs as romãs em bandeja de prata fora de sua residência. Pôs apenas um cartaz bem alto que dizia: Temos aqui as melhores romãs da terra, mas as vendemos por um valor maior que quaisquer outras romãs. Qual não foi sua surpresa quando todos os homens e mulheres da vizinhança vieram correndo comprar. * * * Essa pequena parábola de Khalil Gibran, embora pareça simples, nos traz lições valiosas. Nos dias atuais há pessoas que, a exemplo daquele povo, desprezam as coisas simples ou que são de graça e passam a valorizá-las quando têm que pagar alto preço por elas. É um conceito equivocado de que o que é de graça ou muito barato, não presta. Se ouvimos o anúncio de um espetáculo qualquer, um concerto, uma peça teatral, cuja entrada seja franca, logo pensamos que não vale a pena assistir. Se é o convite para uma palestra em que não se cobrará ingresso, logo imaginamos que não pode ser coisa boa. Mas, se ao contrário, ouvimos a chamada para uma palestra de um profissional qualquer, cujo ingresso custará um alto valor, ficamos logo entusiasmados e pensamos que vai ser muito boa. O que costumamos fazer, nesses casos, é julgar o valor das coisas pelo seu preço, o que nem sempre é uma realidade. O verdadeiro afeto de um amigo, por exemplo, não é cobrado. E muitas vezes nós não o valorizamos tanto quanto valorizamos um cliente, que significa para nós um investimento financeiro. O carinho de uma mãe não nos custa nada, mas é mais valioso que qualquer bem da Terra. Há muitas coisas que nos chegam de graça, mas são de valor inestimável. Talvez seja por isso que não tenham preço em moeda. O ar que respiramos nos chega gratuitamente, e sem ele não viveríamos. A água que nos sustenta a vida, Deus nos dá de graça. O perfume que as flores espalham, não nos custa nenhum centavo. * * * É importante que passemos a ver as coisas pelo seu real valor e pela importância que pode representar em nossas vidas. Há coisas que custam muito e nada acrescentam na nossa economia moral. E há outras que não custam nenhuma moeda, mas que são de alta valia para nosso bem-estar físico e mental. Pense nisso, mas pense agora!

17/09/2020 12:25 | DURAÇÃO 2:29

O que o novo Coronavírus nos ensina

O QUE O NOVO CORONAVÍRUS NOS ENSINA? Há alguns meses o mundo enfrenta a maior crise da história; um vírus, até então desconhecido, agora estabelece regras; Impõe desafios na área da saúde, fere a economia e atinge também as emoções... Restringiu o direito de ir e vir das pessoas, forçou mudanças de comportamento, provocou perdas irreparáveis; Também trouxe novos hábitos, uma nova realidade... Meses atrás, um indivíduo entrando mascarado num estabelecimento comercial significaria uma ameaça... hoje, o infrator é aquele que não usa máscara. Antes, uma pessoa fechada muito tempo em casa era vista como alguém com dificuldade de socialização; hoje, a orientação é justamente essa... “saia menos possível”... “se puder, fique em casa”... viagens canceladas, festas suspensas; e muita gente trabalhando em casa. A Covid 19 nos fez lembrar que somos todos iguais, independente da classe social, gênero, cor ou religião, se é famoso ou anônimo... Todos estão angustiados, clamando por uma solução; Em 2019, quando o novo Coronavírus surgiu em outras partes do planeta, muita gente sequer imaginava que a onda de infecção estava a caminho. Bastou um vírus chegar para aprendermos a valorizar os momentos em família e a importância de um abraço; bastou uma ameaça a nossa existência, para que cuidados básicos com a saúde fossem tomados; foi só a doença chegar que as pessoas passaram a se preocupar mais umas com as outras. As demonstrações de amor foram reconfiguradas. A distância entre as pessoas passou a significar amor, proteção e cuidado. Não, não é uma decisão confortável, mas é necessária. Qual ensinamento essa situação nos traz? Hoje enxergamos o quanto nós dependemos uns dos outros e o tanto que podemos ser melhores na vida de alguém, ainda que à distância... Podemos ser mais generosos, mais solidários e mais humanos. A Covid 19 nos ensina que a boa ação pode ser mais contagiosa que o próprio vírus, e que isso só depende de nós. Ela trouxe também o vírus da empatia... O novo Coronavirus nos mostra que precisamos valorizar o que é essencial; a reconhecer na nossa família o nosso bem mais precioso; nos motiva a viver o hoje de maneira intensa, porque o amanhã é incerto; Nos instrui a dizer mais “eu te amo; “obrigado”, e “calma, logo tudo isso vai passar, e estaremos todos juntos de novo”. Passamos a administrar o nó na garganta, as aflições, o medo; a buscar forças, exercer a fé e renovar a nossa esperança. A verdade é que estamos aprendendo a nos reinventar e sabemos que jamais seremos os mesmos. Esse acontecimento expôs também o egoísmo, a ignorância... Evidenciou a necessidade de olharmos para o coletivo, o bem comum, independente das nossas crenças ou ideologias. Precisamos aprender a valorizar bandeiras, como a do bom senso e do respeito... É hora de oferecer apoio, ser sensível à perda do outro, deixar de lado o ódio e as diferenças, e somar esforços para que essa crise termine o quanto antes... Não é momento de divisão... Que neste período de tantos desafios e mudanças, possamos perceber mais as nossas ações e ajustar o nosso comportamento... O novo Coronavírus veio para nos preparar para o futuro. Acredite, podemos sair melhores de tudo isso... Pense nisso, mas pense agora.

16/09/2020 13:34 | DURAÇÃO 4:35

Você é insubstituível

Você é insubstituível Tempos atrás, aqui no Pense Nisso, falamos a respeito de sermos ou não insubstituíveis. Foi um dos textos mais acessados no site da rádio Centro América FM. Passado algum tempo, testemunhamos quando um amigo, foi substituído em seu cargo de liderança. A maioria dos seus colegas usaram a expressão: “Viram só? O fulano foi substituído!” Mas, se analisarmos, de um ponto de vista de que somos únicos. Que ninguém no universo conhecido, é igual a ninguém. Pensamos que não, ele não foi substituído. Pois, todo o seu trabalho, o seu empenho, o seu modo de liderar, o seu senso de justiça, e mesmo as suas falhas, jamais poderão ser substituídos. O seu legado se perpetuará nas memórias daqueles que herdaram o seu conhecimento, e por conseguinte, passarão adiante aos mais jovens as experiências vividas e aprendidas com essa pessoa, que supostamente, foi substituída. Pensando bem, ninguém é insubstituível, no sentido de que todos os seres humanos somos transitórios. Hoje estamos aqui e amanhã poderemos não mais estar. E, a qualquer momento, poderemos ser substituídos no cargo que ocupamos, na realização da tarefa que nos devotamos. E essa é uma realidade de muitas instituições, onde as pessoas são descartadas, por qualquer motivo ou motivo algum. Contudo, ao se repensar bem a frase, percebemos que ela é inverídica sob variados aspectos. Basta se faça um passeio pela História da Humanidade e logo descobriremos pessoas que fizeram a grande diferença no mundo. No campo da arte, recordemos de Beethoven. Ele morreu em 1827. Quem o substituiu? Embora tantos músicos depois dele, ninguém compôs sinfonias como ele o fez. Nunca mais houve outra Sonata ao luar. Ele foi único. E ouvindo as suas sonatas, seus concertos quem recorda que ele era surdo? Único e insubstituível também foi Gandhi, o líder pacifista e principal personalidade da Independência da Índia. Quem ensinou a não violência como ele o fez? Quem, depois dele liderou uma marcha para o mar, por mais de trezentos e vinte quilômetros para protestar contra um imposto? Quem conseguiu a independência de um país da forma que ele o fez? E que se falar de Martin Luther King Junior? Depois dele, alguém teve um sonho que custasse a própria vida? Um sonho em que os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos se sentassem à mesa da fraternidade. Um sonho de que os homens não fossem julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caráter. Ele morreu em 1968. Quem o substituiu? Quem substituirá o colo de mãe ao filho pequeno? Quem poderá substituir o abraço da amada que partiu, do filho, do esposo que realizou a grande viagem? Tudo isso nos leva a pensar que cada pessoa tem um talento especial, uma forma de ser particular e, com isso, marca sua passagem por onde passa. Outros virão e tomarão seu lugar, realizarão suas tarefas, dispensarão amor, farão discursos importantes, mas ninguém como ela mesma. Um órfão encontrará amparo e ternura em amorosos braços, o esposo poderá tornar a se casar mas nunca será uma substituição. A outra pessoa tem outros valores, outros talentos, outra forma de ser. Pensemos, pois, que, de verdade, cada um de nós onde está, com quem está, é insubstituível. O que cada um de nós realiza, a ternura que oferece, a amizade que dispensa, o carinho que exprime é único. Isso porque somos criação do universo inigualável. Somos seres com nuances especiais, conquistadas ao longo de milhões de anos de evolução e que se expressam no sentir, no agir, no falar. Pensemos nisso e, em nossa vida, valorizemos mais as qualidades dos amigos, familiares, colegas, conhecidos, tendo em mente que cada um deles é insubstituível. E valorizemo-nos porque também somos insubstituíveis no coração das pessoas e no mundo. Redação do Pense Nisso.

15/09/2020 14:19 | DURAÇÃO 5:25

Brinquedo quebrado: criança feliz

Brinquedo quebrado: criança feliz Na qualidade de pais, nos preocupamos em ensinar aos filhos a cuidar dos seus pertences. Contudo, por vezes, vamos a extremos. Principalmente, quando se trata de brinquedos. Esquecemos que tudo se desgasta com o uso e brinquedos são feitos para brincar. Nunca para ficarem guardados em prateleiras e armários, intocáveis, aguardando o passar dos anos. Não são troféus, são brinquedos. A prudência e o zelo têm seu lugar. Também a experiência e a curiosidade e, grande sabedoria é saber a diferença entre uns e outras. Um jovem pai aprendeu isso quando, certo dia, após passar a tarde de verão brincando no parque e nadando na piscina do clube, seu filho de cinco anos apareceu com o corpo coberto de pintas vermelhas. A esposa pensou ser sarampo e como tinham agendado consulta com o pediatra, para o dia seguinte, não se preocuparam. Durante a consulta, os pais notaram vários hematomas nas pernas do menino. A médica os encaminhou ao hospital para exames mais detalhados. O medo invadiu o coração de pai e mãe. O diagnóstico foi púrpura trombocitopênica idiopática, uma doença que faz com que o baço destrua as plaquetas responsáveis pela coagulação do sangue. Se piorasse, o garoto poderia sangrar internamente até a morte. Só o tempo diria se ele conseguiria superar a crise. Três dias depois da internação hospitalar, o pai decidiu ir comprar um brinquedo para o filho. Sabendo do seu gosto por carros, escolheu um conversível amarelo. Ao se encaminhar para o caixa, a fim de pagá-lo, pensou que nas mãos de um garoto de cinco anos, não duraria muito. Logo, concluiu: E daí, se as portas se quebrarem e as rodas caírem? Se isso acontecer, é porque ele está vivo e saudável. O carrinho amenizou os longos dias de internação do menino. A crise foi superada. O conversível amarelo está na prateleira do quarto dele. As rodas caíram, as portas estão quebradas e o cromado todo descascado. O pai olha para o brinquedo e sorri. Nos últimos anos seu filho tem passado bem. Sua doença misteriosa se foi. E ele aprendeu que há objetos que podem ser substituídos, se necessário. Hoje, se um dos seus três filhos quebra alguma coisa ou gasta de tanto brincar, não o repreende. Prefere comemorar a sua infância. O esqueleto do que foi um lindo carrinho, o pneu careca da bicicleta, as peças perdidas do jogo, tudo isso demonstra que naquela casa vivem meninos sadios e felizes. Aquele pai aprendeu que o seu relacionamento com seus filhos e sua mulher é o que deve durar para sempre. Com pequenas perdas, por excesso de uso, ele pode muito bem conviver. * * * Aprendamos, nas lides cotidianas, a prezar mais o convívio com os seres amados, o diálogo, a sadia troca de ideias. Utilizemo-nos dos tempinhos que sobram em um e outro momento para estar um pouco mais com nossos amores. Nada há tão gratificante quanto observar uma criança crescer, dia a dia. Nada tão compensador quanto lhe observar as conquistas diárias. E, de todos os prêmios da Terra, o maior de todos será chegar ao final do dia, em casa, e ouvir uma voz gritar: Papai chegou! Mamãe chegou!, enquanto dois braços se enrolam em seu pescoço, apertando forte. Isso se chama viver em abundância. Redação do Pense Nisso, com base no artigo Infância e equilíbrio, de Elliott Van Egmond, da revista Seleções Reader’s Digest, de agosto de 2003.

14/09/2020 13:00 | DURAÇÃO 4:10

Ante os Deficientes

ANTE OS DEFICIENTES Há algum tempo, em Roma, os jornais noticiaram que um jovem pai lançou seu filho Ivano, um bebê deformado, de uma ponte do rio Tibre. Meu filho nunca me teria perdoado se eu o tivesse deixado viver somente para sofrer, disse o pai, justificando a sua atitude. Numa pesquisa de opinião, realizada por jornalistas europeus, na capital italiana, na ocasião, foi verificado que setenta e seis pessoas entre cem tendem à eliminação dos atípicos, porque pensam que a vida na Terra não é feita para sofrer. Em 10 de maio de 1912, em Nova York nasceu o menino Henry Viscardi Jr. Filho de um barbeiro, imigrante italiano, ele não tinha as duas pernas. No seu lugar, apenas dois cotos, exatamente como o pequeno Ivano. Seus pais o amaram e o criaram com duplicado carinho. Até os vinte e cinco anos de idade, ele não tinha mais do que um metro de altura e andava, graças a umas botas enormes, que pareciam luvas de boxe. Frequentava a universidade, custeando os seus estudos, trabalhando como juiz de basquetebol, garçom e repórter. Aos vinte e seis anos passou a utilizar pernas artificiais. A operação foi gratuita. O médico lhe disse: Um dia, faça alguma coisa por outros deficientes. Então, a dívida estará quitada. Casado e com filhos, Henry se tornou presidente de uma indústria de peças de automóveis, competindo no grande mercado industrial de Nova York. O importante a salientar, em sua indústria, é que todos que ali trabalhavam, desde o presidente ao faxineiro, eram deficientes físicos ou mentais. Tetraplégicos, em macas, usavam alguns dedos das mãos. Senhoras com deficiência mental confeccionavam trabalhos, num perfeito desafio à dignidade humana. Ele escreveu um livro, que se tornou um verdadeiro best-seller, em todo o mundo: Nós poderemos vencer. A primeira página é dedicada à sua mãe. A apresentação da obra é feita pela senhora Eleanor Roosevelt, esposa do ex-presidente americano Theodore Roosevelt. E aí, nos perguntamos: Será que o pequeno Ivano, lançado ao Tibre, não teria nascido para fazer na Europa o que o seu colega Henry realizou nos Estados Unidos? Será que, se deixado viver, não teria mostrado ao mundo que o Espírito suplanta a matéria e a domina? * * * Os deficientes enviam recados à sociedade humana. Recados que transmitem com dignidade, sem reclamações, acreditando no crescimento do hoje. Recados como este: estão se preparando para assumir papéis na vida familiar e na vida social, bastando que recebam uma chance. Bastando que as portas não se fechem para eles. Estão nas escolas e nas oficinas de treinamento. Andam ou são conduzidos pelas ruas, transportando suas pastas com material de estudo ou com instrumentos de trabalho. Conseguiram confiar em si mesmos, e estão dispostos a fazer duplo esforço para contribuir no desenvolvimento do seu potencial existente ou restante. Observemos quantos exemplos de extraordinária superação física e mental. Pensemos nisso e nos disponhamos, sempre, a investir na vida. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 5, pt. 1 e no cap. 3, pt. 2, do livro As aves feridas na Terra voam, de Nancy Puhlmann Di Girolamo, ed. Terra Azul.

12/09/2020 13:27 | DURAÇÃO 4:24

Quero ser um smartphone

Quero ser um smartphone Na sala de aula, a professora pediu aos alunos que fizessem uma redação, e que nela expressassem, de alguma forma, o que gostariam que Deus fizesse por eles. Já em casa, quando corrigia os textos dos alunos, deparou-se com uma que a deixou deveras emocionada. Um choro sentido irrompeu sem que ela pudesse controlar. Deixou tudo o que estava fazendo, sentou-se numa poltrona, ainda com a redação nas mãos, e ficou ali, pensativa, entre lágrimas. O marido percebeu que alguma coisa estava errada, e entrou no escritório onde ela estava: O que aconteceu, querida? Ela, sem conseguir falar direito, passou a ele a redação e disse: Lê... A redação é de um aluno meu. O marido segurou a folha de papel e começou a ler: Senhor, nesta noite, peço-te algo especial: transforma-me num smartphone. Quero ser levado a sério quando falar, ou quando tenho algo pra mostrar. Ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções e perguntas. Senhor, quero receber a mesma atenção que ele quando não funciona, quando está com algum problema. Ter a companhia de meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado. Que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, ao invés de me ignorar. E ainda, que meus irmãos briguem para poderem estar comigo. Quero sentir que minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para estar comigo. Por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito. Só te peço que me deixes viver intensamente como qualquer smartphone vive! Quando o marido terminou a leitura, estava incomodado. Meu Deus, coitado desse menino! Que pais ele tem! – Disse ele, virando-se para a esposa. A professora olhou bem nos olhos do marido e depois baixou-os, dizendo num sussurro: Esta redação é do nosso filho... * * * Há tantas coisas que o mundo moderno nos oferece! Tantas opções para tudo, que ainda parecemos deslumbrados com esta realidade, como crianças ao adentrar numa imensa loja de brinquedos. São tantas informações disponíveis, tantas distrações, tanto entretenimento ao nosso dispor... Mas será que não estamos deixando de lado o mais importante? Será que sabemos o que é mais importante, o que procurar na vida? Mediante esta constatação, será que a família não está sendo deixada em segundo plano? Será que os relacionamentos não estão sendo vividos numa certa superficialidade confortável? É tempo de pensar em tudo isso. Não troquemos a brincadeira com um filho por uma mensagem no what’s app ou em outra mídia social. Não troquemos momentos de conversa amiga com os familiares para compartilhar algo com pessoas distantes. Aquele “like” não é mais importante do que o telefonema ao amigo, perguntando se está bem. A vida em família é o grande alicerce da felicidade de todos nós. O resto é acessório. O resto... é resto...é “fake”. Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso, com base em texto de autoria ignorada.

11/09/2020 19:32 | DURAÇÃO 4:09

Para Que Eu Nasci

Para que eu nasci? Quanto mais nos aprofundamos em conhecer a vida de grandes homens, mais nos indagamos a respeito da nossa própria jornada na Terra. Por exemplo, o pastor e ativista político Martin Luther King Jr, líder do Movimento dos Direitos Civis dos negros nos Estados Unidos e no mundo... com sua campanha contra a violência e de amor ao próximo. A religiosa indiana, de origem albanesa, Prêmio Nobel da Paz de 1979, Madre Tereza... com sua proposta de atender aos mais pobres do mundo. Mohandas Karamchand Gandhi, o advogado que empregou resistência não violenta para liderar a campanha bem sucedida da independência da Índia. Suas ações inspiraram movimentos pelos direitos civis e liberdade em todo o mundo. E o que dizer de tantos jornalistas que, no intuito de denunciar a crueldade, o terrorismo, a corrupção, pagam com a própria vida.. Tantos grandes homens, tantas vidas excepcionais... Músicos que levam plateias ao quase êxtase com suas execuções instrumentais; bailarinos que traduzem as mais doces e as mais duras emoções em seus passos, nas suas expressões corporais; Médicos, enfermeiros, que salvam vidas em hospitais, em campos de refugiados, em zonas de miséria, onde abundam as enfermidades; professores que ilustram as mentes, poetas que escrevem textos de extraordinária beleza e filosofia... Tantos modelos preciosos. Doações ao semelhante, contribuições para a Humanidade. É então que olhamos para nós, sem nenhum desses grandes potenciais e nos perguntamos: Para que eu nasci? Toda vida tem um propósito. E todo propósito obedece a um plano divino. Podemos não ser o escritor famoso, que distribui pelo mundo as suas obras. Nem o orador extraordinário que arrebata multidões com as suas frases de efeito e alta capacidade de influenciar. Analisemos a nossa vida. Onde vivemos, qual o panorama que nos rodeia? Que profissão exercemos? E nos daremos conta de que o Criador espera que cumpramos o nosso planejamento. Dentre tantos, consideramos também a paternidade e a maternidade. E se não somos pais de sangue, talvez tenhamos vindo para apoiar e abraçar a adoção. Talvez nos encontramos aqui para servir de amparo a alguém, a ser um simples voluntário numa obra de paz, de assistência à fome ou à deficiência. Podemos não ser um líder, mas aquele que engrossa as fileiras pelas causas do bem. Aquele que contribui, que adere, que coopera, anônimo, no tempo preciso. Talvez estejamos aqui para demonstrar pelo trabalho como se cumpre de forma honrada o dever. Ou tenhamos nascido para sermos o amparo dos nossos pais, quando alcançarem a velhice. O braço forte para lhes ajudar nos passos. Talvez tenhamos nascido simplesmente para plantar um jardim, construir uma casa, adornar um ambiente, providenciar a limpeza da rua por onde passarão outras pessoas. Diante de tantas incertezas, ao menos uma certeza existe: Cada um de nós nasceu para um propósito... *** O que não podemos permitir é que nossa vida simplesmente passe, sem que cumpramos uma missão nesta terra. Nossa existência tem um porquê; nossos dias não podem terminar sem que tenhamos deixado um legado na vida de alguém, principalmente para os nossos, nossa família, e pessoas próximas a nós, a quem estimamos. Mas também podemos ser um importante instrumento para auxiliar pessoas que nem mesmo conhecemos. Nós possuímos valores, capacidades, habilidades, emoções, recursos. Nós podemos fazer a diferença na vida de alguém, e podemos tornar a nossa vida melhor, fazendo aquilo que realmente importa. Cada um de nós nasceu para um propósito... Você já descobriu o seu? Pense nisso... mas, pense agora! Redação do Pense Nisso, com texto inicial baseado no Momento Espírita.

10/09/2020 20:09 | DURAÇÃO 5:06

Amar a Vida

AMAR A VIDA

09/09/2020 20:54 | DURAÇÃO 4:30

Nova Visão

NOVA VISÃO Era uma manhã de um dia de semana, desses de céu aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho. Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos últimos lugares, bem ao fundo. Ali se pôs a fazer sua oração cheia de vida. Ouviu, então, em meio ao silêncio, uma voz de alguém, cuja presença não tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa. Ele olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez: Venha ver a rosa. Embora sem entender, ele se dirigiu até a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa. Parou e começou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa. Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita. Mas o homem não se conformou e tornou a dizer: Não, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa. Diante da insistência, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite? Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as próprias resistências, e se sentou ao lado do homem. Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho. De fato, era um espetáculo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele ângulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-íris. Dali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-íris. E o trabalhador, extasiado, exclamou: É a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-íris. Mas, se eu não tivesse me sentado onde estou, se não tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espetáculo tão maravilhoso. * * * É preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso. O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com os rotulos, para ver o diferente e o novo. Há uma rosa escondida em toda pessoa, que não estamos sendo capazes de enxergar. Há necessidade de sairmos de nós mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar incômodo, de deixar de lado as prevenções, para poder ver as rosas do outro, de um ângulo diverso. Realizemos essa experiência, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para nós, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores. Pense nisso e rompa com os preconceitos e rótulos.

08/09/2020 13:00 | DURAÇÃO 3:10

Salário Ideal

SALÁRIO IDEAL Você está satisfeito com o seu salário? Provavelmente não, pois são contínuas as reclamações a respeito da baixa remuneração que, como dizem, não dá para nada. Ouve-se dizer que o dinheiro que se ganha ao final do mês mal dá para quitar débitos anteriormente assumidos. O estranho em tudo isso é que, se as reclamações pela melhoria dos salários provêm de todas as classes trabalhistas, o que se verifica em questão de qualidade de trabalho é quase o caos. Não se percebe, falando de forma generalizada, que as pessoas se preocupem em realizar bem a sua tarefa. Contrata-se um jardineiro para colocar em ordem o jardim. E o que se obtém é uma poda mal feita, grama mal aparada e a terra mal espalhada pelos canteiros. Um pedreiro que recebe um adiantamento e deixa a obra incompleta ou mal feita. Entrega-se uma criança aos cuidados de uma babá e se percebe a má vontade com que segue os passos vacilantes do pequeno, inquieto e vivaz. Balconistas apressados, servidores desatenciosos, vendedores impacientes, trabalhadores domésticos relapsos. Em todos os lugares nos deparamos com criaturas que somente pensam em olhar para o relógio, no aguardo do final do expediente, atendendo suas tarefas com descuido e até desleixo. À conta disto, decai a qualidade e trabalhos contratados são concluídos e entregues de forma afoita. Não importa qual seja nossa profissão, qual seja a nossa tarefa. O que importa, e muito, é que a realizemos com amor, aprimorando-nos na sua execução. Quer se trate de lavar uma simples peça de roupa ou lidar com sofisticados aparelhos computadorizados, é necessário que nos conscientizemos de que, tanto quanto desejamos receber dos demais o melhor, compete-nos doar o melhor. Portanto, antes de prosseguirmos a reclamar da nossa remuneração, revisemos a qualidade dos nossos serviços. Preocupemo-nos muito mais em nos tornarmos excelentes profissionais, o que significa criaturas responsáveis, ativas, competentes. * * * Sejam quais forem as tuas possibilidades sociais ou econômicas, trabalha! O trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porquanto conquista valores incalculáveis com que o Espírito corrige as imperfeições e disciplina a vontade. Pense Nisso, mas pense agora!

07/09/2020 13:00 | DURAÇÃO 3:01

A Dor do Erro

A Dor do Erro Quem de nós pode avaliar a própria vida como uma estrada feita somente de acertos? Quem tem condições de afirmar que seus dias foram construídos de forma irrepreensível, de maneira correta? Se bem analisarmos, perceberemos que os erros, tropeços e enganos são naturais em nosso processo de aprendizado, finalidade maior da nossa existência. Erramos, muitas vezes, por imaturidade. Portadores de valores ou sentimentos pouco nobres, acreditamos, ao elegê-los, que esses seriam os mais adequados para nos conduzir. Assim, nos deixamos guiar ora pelo orgulho, ora pela vaidade. Ou, ainda, a soberba e a arrogância nos acompanham nas decisões e comportamentos ao longo da vida. Até que nos apercebemos que eles nos trazem dissabores e não são os melhores conselheiros e condutores da existência. Mais maduros, calejados pela experiência, ao nos darmos conta de que aqueles não são os melhores valores para nos acompanhar, nem os melhores parâmetros para nos aconselhar, os abandonamos para buscar rumos mais felizes e saudáveis. Ao avaliarmos esses dias de equívocos, ao olharmos para trás, percebemos que não agimos por maldade. Apenas éramos imaturos e, talvez, um tanto levianos. Foi necessário que as dores decorrentes do erro e o peso das dificuldades nos forjassem na alma, uma conduta mais positiva.. * * * Assim ocorre com muitos pela estrada da vida. São vários aqueles que nos acompanham que agem dessa forma. Servem-se de valores equivocados nos relacionamentos. Estabelecem padrões ilusórios para pautar seu comportamento. Buscam condutas reprováveis na sua vivência. Agem como agíamos há pouco tempo para, logo mais, as dores da vida os convidar para as lições do aprendizado. Como sabemos disso, porque era exatamente assim que nos portávamos, até recentemente, não julguemos. Aqueles que hoje agem de maneira equivocada, sem dúvida terão sobre os próprios ombros o peso dos seus erros, no justo reflexo que a vida oferece de tudo que fazemos. Se a vida já nos permitiu esse aprendizado, mais do que ninguém sabemos desnecessárias a nossa crítica acida para com aqueles que hoje erram. Dessa forma, se os nossos caminhos se cruzam com os caminhos de criaturas ainda iludidas a respeito do verdadeiro significado da vida, aproveitemos a chance para cultivarmos compreensão.E deixemos que a vida, a seu tempo, ofereça as melhores lições, para todos nós, que ainda temos tanto a aprender a respeito das coisas. Pense nisso. Redação do Pense Nisso.

05/09/2020 08:18 | DURAÇÃO 3:35

Antes de Condenar

Antes de Condenar Conta o escritor Stephen Covey, em um de seus livros, um fato ocorrido com ele, numa manhã de domingo, no metrô de Nova York. As pessoas estavam calmamente lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranqüila. Subitamente, um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou instantaneamente. O homem sentou-se ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação. As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam objetos e chegavam a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos. Mesmo assim o pai não fazia nada. Para Stephen era quase impossível evitar a irritação. Ele não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude. Dava para perceber facilmente que as demais pessoas também estavam irritadas. A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, Stephen virou-se para o homem e disse: Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles? O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente: Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer algo. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora... Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não sabem como lidar com isso. Nós podemos imaginar como Stephen se sentiu naquele momento... Diante da resposta inesperada, ele passou a ver a situação de um modo diferente. E como via diferente, pensava, sentia e agia de um jeito diferente. * * * Quantas vezes nós vemos, sentimos e agimos de maneira oposta à que deveríamos, por não perceber a realidade que está por trás da cena. No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em nós próprios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a mão. Por isso, é importante que cultivemos em nós a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor. Geralmente o que fazemos é condenar, sem a mínima análise da realidade de quem está passando por árduas dificuldades. No entanto, é tão bom quando alguém percebe nossas dores e sofrimentos que não ousamos expressar... É tão agradável quando alguém nota que estamos atravessando momentos difíceis e nos oferece apoio... É tão confortador encontrar alguém que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperança... As pessoas têm maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam apáticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem... Por tudo isso, não devemos julgar a situação pelas aparências, porque podemos nos enganar. No caso do metrô, após saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o coração de Stephen tomou-se de compaixão. Sinto muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar? - Essa foi a atitude daquele que estava prestes a ter um ataque de nervos. Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que se escondia por trás da aparente indiferença de um pai que não sabia como lidar com o próprio sofrimento... Pensemos nisso, antes de julgarmos alguém ou uma situação. Redação do Pense Nisso, com base no item De dentro para fora, do livro Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey, ed. Best Seller e Franklin Covey.

04/09/2020 20:24 | DURAÇÃO 4:29

Dois Mundos Num Mesmo Mundo

O canal televisivo mostra bombas explodindo, mísseis sendo lançados e centenas de corpos pelo chão. Não se trata de um filme. São cenas reais e atuais. A tristeza nos envolve, num misto de compaixão e de horror. Como pode o homem ser lobo do seu semelhante? Como pode usar de tanta maldade? A um toque no controle remoto, alteramos a sintonia e outras imagens aparecem. Em rodovia movimentada, carros transitam em velocidade, ocupando as três largas pistas. No meio disso tudo, um gatinho apavorado se desvia de um carro e de outro. Alguns motoristas, ao vê-lo, desaceleram e desviam, a fim de não matá-lo. Mas, o animalzinho corre risco de morte a qualquer instante. Então, na pista da direita, um caminhão estaciona, o motorista salta rápido e, num único e ousado lance, resgata o pequeno animal, levando-o para o seu veículo. Logo mais, aparece uma localidade africana seca, poeirenta. Uma elefanta anda de um a outro lado, emitindo barridos fortes, como num pedido de socorro. Seu filhote caiu em um buraco e ela não o consegue retirar. Ele chora e se move, sem conseguir sair. De repente, chegam dois homens, trazendo cordas. Com extremo cuidado resgatam o filhote que, tão logo se vê liberto, corre para a mãe que o acaricia com sua tromba. E, numa cena comovente, o bebê elefante, faminto, busca o leite materno para saciar a fome. Em outro local, gélido, diferente resgate ocorre. Vários homens se esmeram para retirar de águas geladas um grande animal. Com as pernas congeladas, ele recebe massagem nas ancas, nas patas, até que demonstre possibilidade de se movimentar. E, antes que se erga nas próprias patas, recebe um caloroso abraço de um dos seus salvadores, como a lhe dizer: Irmão, você está salvo! E, quando as notícias começam a tecer o panorama nacional, uma tragédia é anunciada. Quatro pessoas de uma mesma família estão soterradas sob um edifício de quatro andares que ruiu. Os bombeiros trabalham com afinco, as horas avançam, o cansaço os abraça, as forças parecem lhes faltar. Entre lágrimas, exclama um deles: Daqui não me afastarei até o resgate final. Trinta e quatro horas passadas, é resgatada a menina de oito anos, depois o pai. Em seguida, o bebê de poucos meses. Esse apresenta problemas respiratórios e recebe massagem específica, no próprio local. Finalmente, a mãe é retirada dos escombros. Enquanto a ambulância abre caminho pelas ruas, com sua sirene estridente, levando as quatro vidas preciosas, os bombeiros se unem numa grande corrente. Braços entrelaçados, cabeças baixas, eles oram, em gratidão , pelo êxito alcançado. Que religião professam? Ou mesmo, que não professem nenhuma.Que importa! Todos oram, irmanados, filhos do mesmo Pai, ao Pai se dirigindo. * * * Ante quadros tão diversos, concluímos que, no abençoado planeta Terra, muitas criaturas ainda vivem o estado de guerra, de selvageria, de maldade. Entretanto, um número bem mais expressivo já elegeu o amor como seu roteiro de vida. São esses que se esmeram em conservar, resguardar, recuperar outras vidas, indo, muitas vezes, além do dever, convocando energias sobrehumanas. E nós? A que categoria pertencemos? Estamos destruindo ou preservando vidas? Somos do bem? Pensemos nisso.

03/09/2020 16:19 | DURAÇÃO 4:43

A Nova Geração dos Sessenta e Setenta

A Nova Geração dos Sessenta e Setenta Um amigo me enviou um texto, que a princípio não dei muita importância. Mas, ao lê-lo com mais atenção e meditar a respeito do conteúdo, me dei conta, que de fato é uma mensagem que vale a pena compartilhar com você ouvinte do Pense Nisso. A mensagem, fala sobre a nova geração de homens e mulheres que chegaram aos sessenta ou setenta anos. Diz o texto: “"Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer. Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica. Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta anos, teve uma vida razoavelmente satisfatória. São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho. Procuraram e encontraram, há muito, a atividade de que mais gostavam e com ela ganharam a vida. Talvez seja por isso que se sentem realizados! Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia, sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5º andar... Algumas coisas podem dar-se por adquiridas. Por exemplo: não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta/setenta", homens e mulheres, manejam o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone fixo para contatar os amigos - mandam WhatsApp ou e-mails com as suas notícias, ideias e vivências. De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil, e, quando não estão, procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais. Ao contrário dos jovens, conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota e parte pra outra... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um traje de grife famosa, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de uma modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, uma frase inteligente ou um sorriso iluminado pela experiência. Hoje, as pessoas na idade dos sessenta/setenta, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão com boa saúde física e mental; recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas. Celebram o sol a cada manhã e sorriem para si próprios. Talvez por alguma razão secreta, que só sabem e saberão os que chegarem aos 60/70 no século XXI" A vida, com suas fases de infância, juventude, madureza, é uma experiência constante. Cada fase tem seu encanto, sua doçura, suas descobertas. Sábio é aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor. Velho é quem vive uma vida pautada em coisas liquidas que destrói a criatividade e nos distancia do ser real. Os jovens de sessenta/ setenta anos, suscitam uma condição humana na qual predominam a versatilidade em meio à incerteza e a vanguarda constante do eterno recomeço. E curtem um bom e vigorante Rock & Roll. Texto elaborado com base no artigo de Miriam Goldenberg e no livro “Vidas Liquidas” de Zygmunt Bauman. Editora Zahar.

02/09/2020 09:00 | DURAÇÃO 4:43

Impaciência e Irritação

IMPACIÊNCIA E IRRITAÇÃO Você costuma se irritar com facilidade? Em caso afirmativo, já pensou por que isso acontece? Sem uma reflexão mais detida, costumamos dizer que as pessoas são as responsáveis pela nossa irritação, afinal, elas sempre estão onde não deveriam, e na hora errada. E quando não são as pessoas é a situação em si que nos tira do sério. Por exemplo: se estamos indo para casa ou para o trabalho, sempre tem muita gente na nossa frente, o que ocasiona um terrível congestionamento capaz de nos fazer perder a calma. Se vamos ao shopping para umas compras rápidas, lá estão também aquelas pessoas inconvenientes. Vamos encontrá-las outra vez nas filas dos bancos, supermercados e até no cinema. Logo, são elas as grandes culpadas pela nossa impaciência. Se, por acaso, você está nessa lista dos que se irritam por causa dos outros ou das situações, pare e pense um pouco sobre o assunto. Será que são as pessoas que irritam você, ou é você que se permite irritar com as pessoas? Será que as situações são irritantes ou você está se deixando levar pelas circunstâncias sem se preservar da irritação? É importante, até mesmo para a nossa saúde física e mental, que aprendamos a relevar situações inesperadas. Quando saímos de casa ou do escritório, preparemo-nos para enfrentar um trânsito congestionado, se for necessário, sem que isso nos deixe irritados. Essas e outras tantas situações somente nos farão perder a paciência se nós permitirmos. E se você já perdeu muitas vezes a paciência com situações e pessoas, poderá responder com conhecimento de causa: Sua irritação já resolveu algum problema? Ou só serviu para lhe causar dor de cabeça ou outra indisposição qualquer? Por tudo isso, vale a pena cultivar a arte de ser paciente, mesmo nas situações mais difíceis e aparentemente impossíveis. * * * Um dia o homem perguntou ao trabalho: Qual o elemento mais resistente que você já encontrou? E o trabalho respondeu: A pedra. A água, que corria calmamente em derredor, escutou a conversa e, em silêncio, descobriu um meio de pingar sobre a pedra. Em algum tempo, abriu-lhe grande brecha, através da qual podia passar de um lado para outro. O homem anotou o acontecimento e perguntou para a água qual fora o instrumento que ela utilizara para realizar aquele prodígio. A água humilde respondeu simplesmente: Foi a paciência. Texto elaborado com base em pensamento extraído do Boletim Ser em foco, nº 02/00.

01/09/2020 17:52 | DURAÇÃO 3:14

Chaplin e o Sorriso

Charles Chaplin foi o artista do sorriso, da docilidade, dos gestos pequenos e da grandeza de coração. Há um texto, de sua autoria, traduzido para o português que diz mais ou menos assim: Ei, você, sorria! Mas não se esconda atrás desse sorriso. Mostre aquilo que você é, sem medo. Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu. Viva! Tente! Ame acima de tudo. Ame a tudo e a todos. Não faça dos defeitos uma distância, e sim uma aproximação. Aceite a vida, as pessoas. Faça delas a sua razão de viver. Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você. Não as reprove. Ei! Olhe! Olhe à sua volta quantos amigos! Você já tornou alguém feliz hoje, ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo? Ei! Não corra! Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você. Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga. Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela. Chore! Lute! Faça aquilo que gosta. Sinta o que há dentro de você. Ei! Ouça! Escute o que as outras pessoas têm a dizer. É importante! Suba! Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo, mas não esqueça daqueles que nunca conseguem subir a escada da vida. Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você. Procure acima de tudo ser gente. Eu também vou tentar. Ei, você. Não vá embora. Eu preciso lhe dizer que... gosto de você, simplesmente porque você existe! * * * O poeta dos sorrisos, o criador de Carlitos, das cenas inesquecíveis de Luzes da ribalta, de O garoto, de O grande ditador, acreditava que a Humanidade precisava sentir mais do que pensar. Dizia ele: Pensamos em demasia, e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. O homem enigmático, talvez um tanto triste, por trás do personagem cômico, brilhou no mundo do cinema, mas também irradiou muita luz para o mundo dos homens. Coragem! Não se entregue! Sempre há uma esperança. – Disse ele, levando aos solitários, aos sofredores, um pouco de alento, de confiança, de graça na vida, quem sabe. Chaplin foi o menino pobre que, passando de orfanato em orfanato, não esquecia o seu dom – o de representar, vindo da herança da mãe, a arte da pantomima. Foi a criança que cedo viu a mãe acolhida pela insanidade mental, certamente fruto das privações em que ela, Hanna Chaplin, e os filhos, viviam. Foi o homem que fez o cinema de uma época, o cinema de um século rir das trapalhadas de um certo Carlitos, e com isso trouxe alegria ao mundo. Ouçamos seus conselhos e jamais deixemos de sorrir, de ter esperança nas pessoas, e em nós mesmos. Ei, você, sorria! Mas não se esconda atrás desse sorriso. Mostre aquilo que você é, sem medo. Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu. Viva! Tente! Ame acima de tudo. Ame a tudo e a todos. Texto Elaborado com base em texto atribuído a Charles Chaplin.

31/08/2020 09:30 | DURAÇÃO 4:12

Religiões

Religiões “para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo jardim. Ou são ramos da mesma árvore majestosa. Portanto, são todas verdadeiras”. A frase que você acabou de ouvir foi dita por uma das mais importantes personalidades do século vinte: o Mahatma Gandhi. Quanta sabedoria nas palavras do homem que liderou a independência da Índia sem jamais recorrer à violência! Nos tempos atuais, são raros os que realmente têm uma posição como a de Gandhi, que manifestava um profundo respeito pela opção religiosa dos outros. Muitas pessoas acreditam que sua religião é superior às demais. Acreditam firmemente que somente elas estão salvas, enquanto todos os demais estão condenados. Pouquíssimas pensam na essência da mensagem que abraçam, já que estão muito preocupadas em converter almas que consideram perdidas. E, no entanto, todos nós temos a felicidade de trazer, em nossa consciência, o sol da lei divina. Ninguém está desamparado. De onde vem, então, essa atitude preconceituosa, exclusivista, que nos afasta de nossos irmãos? Vem de nosso pensamento limitado e ainda egoísta. Quase sempre o homem acredita que tem razão. Imagina que suas opiniões, crenças e opções são as melhores. Você já notou que a maior parte das pessoas acha que tem muito a ensinar aos outros? É que, em geral, as pessoas quase não se dispõem a ouvir o outro: falam sem parar, dão opiniões sobre tudo, impõem sua opinião. Mas são raras as vezes em que param para escutar o que o outro tem a dizer. São como crianças um tanto egoístas, para quem o mundo está centrado em si ou na satisfação de seus interesses. É uma atitude muito semelhante a que temos quando acreditamos que o outro está errado, simplesmente por ser de uma religião diferente. É que não conseguimos parar de pensar em nossas próprias escolhas. Não estudamos a religião alheia, não nos informamos sobre o que aquela religião ensina, que benefícios traz, quanta consolação espalha. Se estivéssemos envolvidos pelo sentimento de amor incondicional pelo próximo, seríamos mais complacentes e mais atentos às necessidades do outro. E então veríamos que, na maioria dos casos, as pessoas estão muito felizes com sua opção religiosa. A nossa religião é a melhor? Sim, é a melhor. Mas é a melhor para nós. É óbvio que gostamos de compartilhar o que nos faz bem. Ofertar aos outros a nossa experiência positiva é uma atitude louvável e natural. Mas esse gesto de generosidade pode se tornar inconveniente quando exageramos. Uma coisa é ofertar algo com espírito fraternal, visando o bem. Mas diferente quando desejamos impor aos demais a nossa convicção particular. Se o outro pensa diferente, respeite-o! Ele tem todo o direito de fazer escolhas. Quem de nós lhe conhece a alma? Ou a bagagem espiritual, moral e intelectual que carrega? Enquanto não soubermos amar profundamente o próximo, respeitando-lhe as escolhas, não teremos a atitude de amor ensinada por todas as religiões e pelos grandes mestres da humanidade. Pensemos nisso.

29/08/2020 13:19 | DURAÇÃO 4:36

Bruno Giordano - Um Vôo À Liberdade

Bruno Giordano – um vôo a liberdade A cidade de Roma estava abarrotada de gente. Eram peregrinos vindos de toda a Europa para as celebrações do jubileu do ano de 1600, que aconteceriam durante o ano todo. Especialmente naquele dia a população se aglomerava para contemplar um espetáculo singular. As tochas acesas ao longo do caminho iluminavam a pálida manhã de fevereiro. O filósofo e monge de cinquenta e dois anos caminhava lentamente sobre as pedras frias... Descalço e acorrentado pelo pescoço, vestia um lençol branco estampado com cruzes, demônios e chamas vermelhas. Aquele homem magro vencia, a passos lentos, os oitocentos metros desde a Torre Nona, onde estivera encarcerado, e o campo das flores, ampla praça onde seria executado. Alguns monges seguiam ao seu lado convidando-o ao arrependimento. De tempos a tempos aproximavam o crucifixo dos seus lábios, dando-lhe oportunidade de salvar-se. A população se acotovelava para ver um herege famoso morrer na fogueira... Chegando à praça, onde a morte o aguardava, o filósofo se negou mais uma vez a beijar a cruz. Então foi amordaçado, despido, atado a uma estaca de ferro e coberto com lenhas e palhas até o queixo. O fogo foi ateado. E, enquanto as labaredas chamuscavam lhe a barba e seus pulmões se enchiam de fumaça, Giordano Bruno tinha o olhar fixo no Infinito... Enquanto a pele estalava sob o calor das chamas e o sangue fervia nas veias, o notável filósofo ainda guardava uma convicção: não iria para o inferno. A certeza de que veria outros sóis, inúmeros mundos celestiais e viajaria através do Infinito, lhe davam uma paz indescritível. Em seu julgamento, no ano de 1592, em Veneza, Giordano Bruno disse aos seus julgadores: que a terra não era único planeta criado por Deus, e cada estrela possuía vários planetas. Bruno foi morto na fogueira por defender a ideia de que a terra não era o único planeta que existia no universo. E que muitos orbitam outras estrelas. Ironicamente ele acreditava que suas ideias apenas engrandeciam a gloria do criador. O Monge Giordano Bruno escreveu: “Deus é reverenciado não apenas em um, mas em muitos incontáveis sois. Não em uma única terra, num único mundo, mas em milhares, milhões...numa infinidade de planetas. Isso é um convite para que todos nós, celebremos um criador muito maior; o criador do universo infinito.” Foi graças a suas convicções que Bruno não titubeou ante a fogueira que o aguardava... Bastaria apenas beijar a cruz... Mas ele preferiu a liberdade da verdade... Sabia que as chamas nada mais fariam do que enviar sua alma na direção de outros sóis, onde poderia viajar através do Infinito... Há muitas moradas na casa de meu Pai. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.” Essas palavras foram colhidas e registradas pelo Evangelista João. Trata-se de um discurso de esperança. Jesus nos diz que a casa do Pai, o Universo, é um local de muitos lares, de muitas humanidades. Não estamos sós neste imenso Universo. Nossa Terra não é o único planeta habitado. A vida é farta e infinita no cosmos, que é a casa do nosso Pai do qual, somos herdeiros. Pense Nisso. Texto elaborado com base no documentário do Discovery Channel – “Giordano Bruno – Herege do infinito”

28/08/2020 13:17 | DURAÇÃO 4:14

A Quimera das Mídias Sociais

apaixonados queimando-se naquele recíproco sentimento, pensamos vitoriosos que nada de mau nos alcança. Exceto os nossos próprios enganos. O autoengano é peça-chave para a nossa sobrevivência. Mentimos não só para os outros, mas, principalmente, para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da interatividade, continuamos sós, ali, onde apenas a solidão nos alcança. Enquanto teclamos a torto e a direito, sugerindo que estamos sempre ON, a vida verdadeira continua OFF. E nunca nos damos conta de que, no fim, toda a solidão que nos rodeia, essa sim, é real. Porque bytes, bits e pixels não transmitem calor. E o verbo sem o hálito quente é apenas palavra morta. E no final, só informamos as nossas quimeras, as nossas fantasias...e nós comunicamos cada vez menos como pessoas reais. E é a isso, que chamamos de “solidão interativa”. Assim, não será a tecnologia que nos afastará da solidão. Ela ainda se faz presente, em nosso existir, porque não vivenciamos os valores da solidariedade, da compaixão, da fraternidade. E, por mais que a tecnologia se desenvolva, por mais recursos nos ofereça, jamais eliminará a solidão de dentro de nós. Poderá, sim, agregar milhares de nomes em nossas redes de relacionamento. Porém, para preencher as necessidades de nosso coração, para que nele não haja mais espaço para a solidão, necessitamos cultivar a fraternidade, que pode até se iniciar no mundo virtual, mas terá que inevitavelmente, migrar para a realidade das ações de nosso coração. Texto elaborado com base no livro "Informar não é Comunicar", de Dominique Wolton. Editora Sulina 2010.

27/08/2020 09:00 | DURAÇÃO 6:42