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Episódios

Vá ao oeste

Durante o século XV, os desbravadores dos mares passaram por muitas empreitadas difíceis. Eles estavam em busca de novas terras. Colombo descobriu a América do Norte, em 1492 e Cabral, o Brasil, em 1500. Descobriram essas terras ao Oeste de onde residiam, a milhas e milhas de distância. Tempos depois, houve outras empreitadas. Os americanos buscaram novas terras, mais ao Oeste de onde estavam. Afinal, Colombo ficou apenas no descobrimento da parte leste do continente americano, e assim também foi com Cabral. No Brasil, a incumbência de ir em busca do Oeste do território coube aos bandeirantes. Em nenhum momento essas empreitadas foram fáceis. Muitas pessoas sucumbiram diante desse desafio. A conquista das novas terras ao Oeste foi um marco de superação da História humana. Procuremos nos imaginar como os esportistas. Todos eles buscam a sua superação. No início, sofrem muitas derrotas, são quedas inúmeras e muitas frustrações, mas, em seguida, conseguem alcançar o seu Oeste. É o alpinista chegando ao cume de uma montanha, o surfista pegando uma onda perfeita, o paraquedista executando com maestria suas manobras. Esses são apenas alguns exemplos de superação desses atletas. Para chegar a isso, com certeza, muito trabalho, dedicação, persistência e outros adjetivos foram necessários para que a meta traçada por eles fosse alcançada. Eles conseguiram conquistar o seu Oeste. Um Oeste que não é fácil de ser alcançado, mas também não é impossível. E para nós, onde está o nosso Oeste? Temos um a buscar? Seria a busca de um melhor salário? De uma família perfeita? De amigos e familiares compreensivos e cooperativos ao máximo? Nosso Oeste está tão distante como estava para Colombo e Cabral? É algo mais fácil ou mais difícil de ser alcançado? Muitas são as perguntas, e várias são as respostas. Cada um de nós tem a sua, cada um tem o seu Oeste a buscar. Resta saber agora se essa busca é uma busca nobre, uma busca que nos fará permanecer no caminho do bem. * * * Reflitamos bem qual Oeste estamos buscando. Se estamos no rumo onde, no futuro, veremos um caminho de luz, ótimo, sigamos em frente. No entanto, se no atual caminho percebemos que logo mais à frente enxergaremos um céu cinza e carregado, paremos e busquemos uma nova rota. Os desbravadores dos mares, por certo, enfrentaram várias tempestades e souberam contorná-las, tiveram que mudar a sua rota, mas não o seu destino. Vários Oestes existem e podem ser alcançados, mas apenas você é o dono do seu destino. Redação do Pense Nisso. Em 26.4.2014.

22/03/2021 11:58 | DURAÇÃO 4:08

A verdade

Você já pensou algum dia no poder da verdade? Ou você pensa que a verdade chega sempre tarde, quando a injustiça já se consumou? Quando foi coroado rei da Pérsia, Dario mandou dar uma grande festa para todos os seus súditos, espalhados em cento e vinte e sete províncias. Terminada a festa, adormeceu, mas foi despertado pelas vozes alteradas de três rapazes que discutiam acerca do que seria a coisa mais forte do Mundo. Em vez de admoestá-los, ficou a escutá-los. Decidiram que cada um escreveria uma frase dizendo o que era a coisa mais forte e colocariam os papéis debaixo do travesseiro do rei. Pela manhã, o rei e os príncipes da Pérsia julgariam qual a opção mais sábia. No dia seguinte, na sala dos julgamentos, leu-se a primeira frase: "O vinho é o mais forte." Aquele que escrevera a frase, considerou que o vinho tem muita força. Tanta que pode transformar em tolos os homens mais grandiosos. O rei poderoso e a criança ignorante se igualam sob sua força. Coloca nuvens na memória e torna discussões sem valor porque tudo cai mesmo no esquecimento. A segunda frase dizia: "O rei é o mais forte." A justificativa do autor foi de que o rei tudo manda e é obedecido. Envia soldados à guerra, condena pessoas à morte ou lhes concede o perdão. Todos os súditos o obedecem e ele faz o que lhe agrada. É apenas um homem, mas por ele os soldados cruzam montanhas, derrubam muralhas, atacam torres e depois de conquistado o país, trazem os frutos para ele. A terceira frase afirmava: "Acima de tudo, a verdade prevalecerá." O jovem que a escreveu falou: "A verdade é mais forte que todas as coisas. O rei pode ser perverso, o vinho é perverso. Os homens podem ser maus. Todos eles perecerão. Mas a verdade é eterna. É sempre forte. Nunca morre. Tampouco é derrotada. Faz o que é justo. Não pode ser corrompida. Não necessita do respeito das pessoas para existir. É grandiosa e soberana sobre todas as coisas." E Dario julgou que o terceiro jovem era o mais sábio, dizendo-lhe que pedisse o que quisesse. O jovem era um judeu e lembrou ao rei que ele deveria cumprir a promessa de reconstruir Jerusalém. Que ele deveria reconstruir o Templo, conforme compromisso assumido no dia em que subiu ao trono. E o rei da Pérsia cumpriu a promessa. * * * Esta história se baseia em eventos descritos no Primeiro Livro de Esdras, na Bíblia. O jovem sábio judeu se chamava Zorobabel. Ele foi um líder do povo judeu na época de seu retorno do exílio na Babilônia, cerca de 520 antes de Cristo Equipe de Redação do Pense Nisso com base no cap. A verdade vencerá, de Ella Lyman Cabot, de O livro das virtudes, v. I, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira. 12.02.2015. Você já pensou algum dia no poder da verdade? Ou você pensa que a verdade chega sempre tarde, quando a injustiça já se consumou? Quando foi coroado rei da Pérsia, Dario mandou dar uma grande festa para todos os seus súditos, espalhados em cento e vinte e sete províncias. Terminada a festa, adormeceu, mas foi despertado pelas vozes alteradas de três rapazes que discutiam acerca do que seria a coisa mais forte do Mundo. Em vez de admoestá-los, ficou a escutá-los. Decidiram que cada um escreveria uma frase dizendo o que era a coisa mais forte e colocariam os papéis debaixo do travesseiro do rei. Pela manhã, o rei e os príncipes da Pérsia julgariam qual a opção mais sábia. No dia seguinte, na sala dos julgamentos, leu-se a primeira frase: "O vinho é o mais forte." Aquele que escrevera a frase, considerou que o vinho tem muita força. Tanta que pode transformar em tolos os homens mais grandiosos. O rei poderoso e a criança ignorante se igualam sob sua força. Coloca nuvens na memória e torna discussões sem valor porque tudo cai mesmo no esquecimento. A segunda frase dizia: "O rei é o mais forte." A justificativa do autor foi de que o rei tudo manda e é obedecido. Envia soldados à guerra, condena pessoas à morte ou lhes concede o perdão. Todos os súditos o obedecem e ele faz o que lhe agrada. É apenas um homem, mas por ele os soldados cruzam montanhas, derrubam muralhas, atacam torres e depois de conquistado o país, trazem os frutos para ele. A terceira frase afirmava: "Acima de tudo, a verdade prevalecerá." O jovem que a escreveu falou: "A verdade é mais forte que todas as coisas. O rei pode ser perverso, o vinho é perverso. Os homens podem ser maus. Todos eles perecerão. Mas a verdade é eterna. É sempre forte. Nunca morre. Tampouco é derrotada. Faz o que é justo. Não pode ser corrompida. Não necessita do respeito das pessoas para existir. É grandiosa e soberana sobre todas as coisas." E Dario julgou que o terceiro jovem era o mais sábio, dizendo-lhe que pedisse o que quisesse. O jovem era um judeu e lembrou ao rei que ele deveria cumprir a promessa de reconstruir Jerusalém. Que ele deveria reconstruir o Templo, conforme compromisso assumido no dia em que subiu ao trono. E o rei da Pérsia cumpriu a promessa. * * * Esta história se baseia em eventos descritos no Primeiro Livro de Esdras, na Bíblia. O jovem sábio judeu se chamava Zorobabel. Ele foi um líder do povo judeu na época de seu retorno do exílio na Babilônia, cerca de 520 antes de Cristo Equipe de Redação do Pense Nisso com base no cap. A verdade vencerá, de Ella Lyman Cabot, de O livro das virtudes, v. I, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira. 12.02.2015.

20/03/2021 07:00 | DURAÇÃO 4:07

Um homem de decisão

No dia 5 de dezembro de 1901, na cidade de Chicago, nascia o maior gênio do desenho animado de todos os tempos, Walter Elias Disney, quarto filho de uma família pobre. Walt Disney, como é conhecido no mundo inteiro, foi um homem que sempre acreditou em seus sonhos e fez de tudo para realizá-los. Decisão, vontade, persistência e muita criatividade eram as virtudes mais marcantes daquele homem que construiu um império, tendo como capital inicial apenas o seu talento artístico. Seu lema era: Se nós podemos sonhar, nós podemos fazer. E quem não conhece muitos de seus sonhos que viraram realidade e até hoje encantam adultos e crianças, como, por exemplo, os personagens Mickey, Pato Donald, Tio Patinhas... e Disneylândia, o primeiro parque temático do mundo? Walt Disney não pretendia sensibilizar somente os corações infantis, conforme ele mesmo afirmou, certa feita: Não faço filmes especialmente dedicados às crianças. Chamemos a criança de inocência. Mesmo o pior de nós não é desprovido de inocência, ainda que ela esteja profundamente enterrada. Em minha obra, tento alcançar e falar a essa inocência. Walt Disney não se deixou levar pelas circunstâncias desfavoráveis que o rondavam. Um dia resolveu segurar o leme de sua própria embarcação. Eis o que ele escreveu: E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar... Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de "amigo". Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida." Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente. Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas... Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para se tornarem realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar. * * * Certamente, um homem de decisão. Um exemplo de perseverança e força de vontade. E você, já resolveu tomar o leme da sua embarcação? Se ainda não, hoje é um bom dia. Afinal, se nós podemos sonhar, nós podemos fazer. Pense nisso! Redação do Pense Nisso, com base em texto atribuído a Walt Disney.

19/03/2021 09:48 | DURAÇÃO 4:32

Veja De Um Ponto Mais Alto

Quando somos pequenos, tem muita coisa que não entendemos direito. Mas, na medida em que vamos crescendo e vemos as coisas de um ponto de vista mais abrangente, muitas coisas que antes não entendíamos, ficam claras. É o caso do menino que conta a sua história singela, da qual podemos tirar profundos ensinamentos. Diz o garoto: Quando era pequeno, minha mãe bordava muito. Eu me sentava no chão, perto dela, e lhe perguntava o que ela estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando. Eu observava seu trabalho de uma posição mais baixa de onde ela estava sentada e lhe dizia que o que ela estava fazendo me parecia muito confuso. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente dizia: Filho, saia um pouco para brincar. Quando eu terminar meu bordado chamarei você e o colocarei sentado em meu colo e o deixarei ver o bordado da minha posição. Perguntava-me porque ela usava alguns fios de cores escuras e porque me pareciam tão desordenados de onde eu estava. Minutos mais tarde, eu a escutava a chamar-me: Filho, venha e sente-se em meu colo. Eu o fazia de imediato e me surpreendia... E me emocionava ao ver a formosa flor e o belo entardecer no bordado. Não podia crer: de baixo parecia tão confuso! Então minha mãe me dizia: Filho, de baixo para cima o bordado parecia confuso e desordenado porque você não podia ver que acima havia um desenho. Agora, olhando-o da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo. Os anos se passaram, mas a lição ficou para sempre naquele coração de menino. Hoje ele é um homem e, muitas vezes, ao longo dos anos, ele olha para o céu e diz: Pai, o que o Senhor está fazendo? E, na acústica da alma ele ouve a resposta do Criador do Universo: Estou bordando sua vida, filho. E o homem replica: Mas me parece tudo tão confuso... tudo em desordem. Os fios parecem tão escuros... Por que não são mais brilhantes? O Pai parece dizer-lhe: Meu filho, ocupe-se do seu trabalho... Eu farei o Meu. Um dia, Eu o colocarei em Meu colo e você verá o plano de um ponto mais alto. E perceberá que tudo faz sentido, que tudo está sob controle. * * * Por vezes, olhamos o mundo em redor e tudo nos parece confuso, desordenado, sem rumo nem direção. Isso acontece porque vemos as situações de um ponto de vista muito acanhado, por causa da nossa pequenez. No entanto, o Criador sabe que tudo está correto, muito embora não consigamos compreender Seus objetivos. Mas, se é certo que ainda não compreendemos totalmente os planos de Deus, também é certo que nos cabe uma parcela de contribuição para a realização desses objetivos. Por isso, ainda que tudo nos pareça confuso, façamos a parte que nos cabe e tenhamos certeza de que um dia veremos as coisas de um ponto mais alto e as compreenderemos. * * * Deus, que é a Inteligência Suprema do Universo, deseja que Seus filhos cresçam e aprendam as lições por si mesmos. É por essa razão que Ele nos confia missões de acordo com as nossas possibilidades. Os insetos, as plantas, os fenômenos naturais e tudo o que existe sobre a face da Terra exercem importante função na obra da Criação. Os seres humanos, por serem dotados da capacidade de raciocínio, são, sem dúvida alguma, os que têm as missões mais importantes. Redação do Pense Nisso, com base em história de autoria desconhecida. Em 16.10.2013.

18/03/2021 15:11 | DURAÇÃO 5:14

Fórmula especial

Fórmula especial Maurice Druon, que foi Ministro da Cultura da França e pertenceu à Academia Francesa, em sua obra O menino do dedo verde apresenta o jardineiro Bigode como uma personalidade muito especial. Ele descobre que o filho do patrão, Tistu possui o polegar verde. É uma qualidade maravilhosa. Um verdadeiro dom do céu, explica ele para a criança. Você sabe: há semente por toda parte não só no chão, mas nos telhados das casas, no parapeito das janelas, nas calçadas das ruas, nas cercas e nos muros. Milhares e milhares de sementes estão ali esperando que um vento as carregue para um jardim ou para um campo. Muitas vezes elas morrem entre duas pedras, sem ter podido transformar-se em flor. Mas, se um polegar verde encosta numa delas, esteja onde estiver, ela brota no mesmo instante. Então, um dia, Tistu, em seus oito anos, foi conhecer a cadeia da cidade. Viu uma enorme parede cinzenta sem uma única janela. Depois, outras paredes com janelas cheias de grades pretas. Alguém lhe explicou que os pedreiros haviam colocado horríveis pontas de ferro por toda parte para que os prisioneiros não fugissem. Explicaram também que os prisioneiros eram homens maus e que os colocavam naquele lugar para curar a sua maldade. Quer dizer, tentavam ensinar-lhes a viver sem matar e roubar. Tistu viu, atrás das grades, prisioneiros caminhando em roda, de cabeça baixa e sem dizer uma palavra. Pareciam infelizes, com a cabeça raspada, as roupas listradas e os sapatos grosseiros. O que estão fazendo? Perguntou. E lhe responderam que eles estavam em recreio. Imagine, pensou o menino, se o recreio deles é assim, o que não serão as horas de aula. Esta prisão é muito triste, por isso é que eles querem fugir. Naquela noite, às escondidas, Tistu foi até a cadeia e colocou o seu polegar verde por toda a parede da prisão. Colocou no chão, no ponto em que a parede se encontrava com a calçada, nos buracos entre as pedras, ao pé de cada haste das grades. No dia seguinte, quando os habitantes da cidade se levantaram, descobriram que a cadeia da cidade se transformara em um castelo de flores. O muro estava coberto de rosas. As trepadeiras subiam pelas grades e caíam de novo. As pontas de ferro foram substituídas por cactos. Os prisioneiros, como já não viam grades em suas celas, nem pontas de ferro nos muros, se esqueceram de fugir. Os resmungões pararam de reclamar, entusiasmados com a beleza do lugar. Os maus perderam o costume de brigar e todos tomaram gosto pela jardinagem. Logo, logo, a cadeia da cidade era apontada como modelo no mundo todo. Nenhuma fuga. Trabalho e disciplina, ordem e educação era o que nela se via. Os habitantes da cidade descobriram, enfim, que as flores não deixam o mal ir adiante. * * * Os malfeitores, aqueles que nos roubam a paz, são credores do perdão e da misericórdia de Deus, tanto quanto nós mesmos. São, também, nossos irmãos, como o melhor dos homens. Suas almas, transviadas e revoltadas, foram criadas, como nós, para se aperfeiçoar. A caridade prescreve que os devemos auxiliar a sair do lameiro e, se não podemos transformar as grades em trepadeiras e as pontas de ferro em roseirais, podemos lhes dirigir as nossas preces, a fim de que o arrependimento lhes chegue e eles desejem se melhorar. Filhos de Deus, como nós, são credores da nossa compaixão e merecem tratamento humanitário e condições para que possam se reabilitar. Afinal, poderiam ser nosso pai, nossos irmãos, nossos amigos, se esses tivessem, em algum momento, transgredido as leis. Redação do Pense Nisso, com base nos caps. 6, 7 e 9 do livro O menino do dedo verde, de Maurice Druon, ed. José Olympio e no item 14, do cap. XI do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 14.01.2013.

17/03/2021 14:04 | DURAÇÃO 5:18

Coisas feitas pelo coração

já dizia mestre renato russo: "quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?". Faço desta breve estrófe de uma linda canção a minha deixa para começar este texto. Sei que o amor representado por esta música é entre um casal chamado Eduardo e Mônica, mas eu gostaria de compor este texto não somente com esta forma de amor, mas com as várias outras que conheço e que fizeram com que o final de semana que vivi se tornasse mágico. Digo, e talvez eu repita umas tantas vezes, que o amor é um entrave eloquente no meio de todas as situações que nos envolvem. E sei ele é sim um fator que enlouquece quando estamos falando de amor conjugal, aquele entre um casal. Mas posso dizer que quando tratamos de amor em relação as pessoas que compõem nossa família, o amor em relação ao nossos amigos e o amor por aqueles que nós nem mesmo conhecemos, o amor se torna apenas o aditivo essencial. Sempre aconteceram para mim situações inusitadas em todos os sentidos da minha vida (ás vezes acho até que tenho um imã pra atrair isso, sério). E em todas elas alguma forma de amor se fez presente. E por conta desta também me faço lembrar da frase do começo deste texto, pois tanto amor nos envolve e tantas situações inesperadas e recheadas de amor também nos envolvem que é incrível as artimanhas que este - o amor - pode possuir ou criar. De repente você está lá, sentado, lendo o horóscopo do dia, constatando que nada muito interessante iria acontecer em seu céu astral semanal e, opa, a surpresa surge na porta de casa. Ou talvez não na porta, mas no celular. Consequência do amor - aquele que sempre acaba vencendo qualquer batalha e aquele que sempre acaba te pregando peças. E na situação você realmente pensa: Será que existe razão por trás destas artimanhas feitas pelo coração? Você encontra seus amigos à noite e percebe o quanto é fácil se divertir e gravar o dia na memória, sente como o momento vivido com eles foi digno de ser marcado no calendário dos melhores momentos. E talvez para ser um final de semana completo, o sono também chegou tarde. Tarde do jeito que você foi dormir no horário em que os primeiros raios solares de um novo dia estavam adentrando pela janela. A verdade é que a mistura de acontecimentos de um sábado não poderiam ter sido absorvidas por completo com tão pouco tempo. E ainda em um final de domingo, é claro que o seu estado físico é consequência de um final de semana agitado, e sua família acaba sendo seu alicerce de sempre, ouvindo as histórias que você viveu fora de casa. Mas como nada pode ser perfeito, você acaba ouvindo algo que não gosta, pois mais uma vez compreende que nem todas as pessoas que te cercam compartilham dos sonhos que você tem e nem todas as pessoas são sonhadoras como você consegue ser. O amor, ali, fez falta. Mas você sabe que o mesmo amor que Renato Russo já predicava será capaz de, um dia, arrumar qualquer coração machucado. Apesar de nada poder ser perfeito, sempre conseguirei saber o brilho em meus olhos e o amor existente quando um bebê com pouco mais de 3 meses de idade em meu colo é colocado. E com um final de noite de domingo, também em um bebê tão lindo e no olhar de uma mãe tremendamente amorosa com seu filho, eu encontro a pergunta: E Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? Redação do Pense Nisso, Em 03.01.2013.

16/03/2021 11:04 | DURAÇÃO 4:34

A culpa é minha e eu coloco em quem eu quiser.

O título do Pense Nisso pode parecer irônico, mas tem sido o principal lema do nosso comportamento. Mesmo que inconscientemente, nós usamos desse jargão: ” A culpa é minha e eu coloco em quem eu quiser. ” Pare e pense: estamos dando muitas desculpas sobre os nossos erros e dos resultados que não conseguimos atingir? Se a resposta for afirmativa possivelmente estamos sofrendo de “desculpabilidade”. Isto é, sempre colocamos a responsabilidade dos nossos atos negativos em fatores externos, como trânsito, a crise, a falta de sorte, o governo, e é claro, nas pessoas. Como se esses fatores fossem os donos do nosso destino e não temos responsabilidade. Sempre damos desculpas pelos nossos “descaminhos”. Ouvindo histórias por aí, temos a impressão de que em muitas das nossas fantasias, não precisaríamos pedir desculpas. Muitos de nós cultivam secretamente delírios nos quais somos infalíveis, honrados, dignos, fortes. Ai, quando não encontramos uma desculpa pelos nossos erros, nós usamos de um expediente muito em moda nos dias atuais: a vitimização. Pensando nisso, seguem seis regras para que possamos conviver melhor com os nossos limites, buscar ampliar os nossos horizontes e fugir do “vitimísmo”. 1. Abaixe a guarda Em situações de trabalho, na família, ou em relacionamentos, pode ser importante se aproximar com as guardas baixas. Reconhecer o ponto de vista do outro, respirar e falar de coração. 2. Ouça A hora de falar virá. Mas, antes de qualquer coisa, é essencial ouvir. É desse processo que surgem as bases para o diálogo, para a conexão que pode permitir o surgimento de uma relação ainda mais madura do que a anterior ao erro. 3. Assuma responsabilidade, não se vitimize Todos nós já cometemos erros. Sem exceção. Isso não é motivo para sair agindo de maneira irresponsável e não ligar para as consequências dos próprios atos. Mas também não significa que devemos nos culpar e nos posicionar como vítimas. Seja claro e honesto. E lembre-se: o foco não é você. É o erro. 4. Não tente escapar do erro se explicando Não se explicar não é deixar a pessoa no escuro, sem informação alguma a respeito do que ocorreu. Errou, conte o que aconteceu. Explique a situação, mas não use isso como justificativa. Cuidado em usar o “mas”...quando usamos o “mas” é sinal que estamos nos justificando. 5. Peça desculpas Você pode até achar que passar por todo o processo de assumir o erro, não se justificar e reparar os danos é suficiente. Mas não é. Portanto, peça desculpas. 6. Peça ajuda Melhor do que fazer promessas é pedir ajuda. Estamos todos no mesmo barco. Desta forma, podemos caminhar lado a lado, fortalecer os laços e crescer juntos. Reconhecer o erro; pedir perdão e ressarcir - eis um dos caminhos da felicidade. Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso Em 22.12.2017.

15/03/2021 11:30 | DURAÇÃO 4:46

A Raiva

o que há por trás de "explosões" de raiva? Sabe aquele ódio escaldante que bate quando a internet está lenta? Ou aquele impulso violento de buzinar no trânsito quando alguém fecha sua passagem? Pois esse fenômeno muito comum – a "explosão" de raiva – está sendo estudado. E pode até ser contornado. Em uma entrevista recente para o Science of Us, o pesquisador R. Douglas Fields explicou os motivos que nos levam a sentir essa raiva tão intensa. Fields esmiuçou todas as causas que nos levam a "explodir" e agrupou-as em nove seções: integridade física, insulto, família, ambiente, sexo, ordem social, dinheiro, tribo e impedimento, esta última relacionada a tudo que nos tolhe, fisica ou psicologicamente, e causa a sensação de encarceramento. Sempre que nos sentimos ameaçados em qualquer um desses setores, é como se algo essencial para nossas vidas estivesse em risco – e nosso cérebro se prepara para a briga como meio de defesa. "Todos temos esses 'circuitos' em nossos cérebros, porque os seres humanos se desenvolveram em uma natureza selvagem, em um ambiente em que sobrevive quem é o melhor. Nossos cérebros são os mesmos que tínhamos há cem mil anos. Mas nosso ambiente é totalmente diferente agora". É preciso entender que a "explosão" não é consciente e acontece muito rápido. Isso ocorre porque a parte do cérebro responsável por essas respostas é aquela que detecta ameaças e cria uma forma de responder a elas. Pense em alguém jogando uma bola para você: mesmo que esteja distraído, seu cérebro vai perceber a esfera em sua direção e preparar sua defesa em segundos, antes mesmo que você se dê conta disso. Vale lembrar que existe uma parte gigante do seu cérebro que se ocupa em perceber ameaças, externas e internas, e essas informações estão sempre alimentando seu cérebro – de forma totalmente subconsciente. A resposta física também é automática. O mais curioso disso tudo é que o instinto responsável pela explosão de raiva que sentimos quando a internet não colabora é exatamente o mesmo que nos move a agir de maneira positiva e instantânea – como muitos atos de "heroismo" de pessoas que salvam alguém em risco e mal se lembram do que fizeram depois. "Esse instinto funciona maravilhosamente na maior parte do tempo. Às vezes, dá errado. E é isso que que precisamos controlar". E como controlar a raiva? O próprio Fields admite: tentar acalmar alguém nervoso, muitas vezes, só deixa a situação pior. "Mas identificando o que gera essa raiva, é possível virar o jogo", explicou. Quando a pessoa se torna consciente de que este gatilho vem de um instinto ancestral, é mais fácil perceber que reagir raivosamente pode ser um exagero. "De repente, você percebe que isso não é motivo para briga – e o sentimento ruim vai embora". Entender como alguma coisa funciona sempre é o primeiro passo para usá-la melhor e ter controle sobre ela. Quantas vezes sentimos raiva de alguém ou de alguma situação, por muito tempo? Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou, ou que simplesmente não atendeu nossas expectativas? As causas que disparam a emoção da raiva podem ser muitas, mas o tempo de permanência desse sentimento em nós é uma escolha. Quando o Mestre Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete vezes, ele nos deu a chave para não sentirmos raiva, para não desejarmos vingança. Porém, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induz a atos dos quais nos arrependeremos num futuro próximo. Alimentar a raiva é contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibrações carregadas de negatividade. Também comprometer nosso organismo, envenenar órgãos nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades. Mas, como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em nós? Primeiramente, observando a nós mesmos. Por que nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam? Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irmão ferido, doente, que sofre e ainda não tem condição de agir de outra forma. Não temos controle sobre a forma do nosso próximo agir, mas podemos controlar a forma como nós reagiremos ao que ele nos apresenta. Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso, com base no livro “Por que explodimos: entendendo os circuitos da raiva em seu cérebro" Em 20.12.2016.

13/03/2021 11:29 | DURAÇÃO 6:08

O porquê da dor

Por que sofremos é uma indagação que fazemos muitas vezes. Para que serve a dor, afinal? Em alguns momentos, ela é o alerta, dando-nos ciência dos excessos que estamos nos permitindo, prejudicando a maquinaria orgânica, solicitando-nos ponderação. Constitui-se em sinal da natureza que nos informa que algum órgão não anda bem, o que, para os prudentes, significa buscar o médico, a correta medicação, seguir a prescrição devida, repouso ou exercícios. Em outros momentos, ela funciona como elemento que convida à reflexão, a passar em revista atos e lembranças de nossa vida. Assim é, por exemplo, nos dias da velhice que, para muitos, significa horas de imobilidade, inação e sofrimento. É uma prova necessária para a alma que, por esse meio, adquire madureza, critério e o correto juízo a respeito das coisas da Terra e do Mundo Invisível. Avalia, pondera, conclui. A dor tem, portanto, não somente a propriedade do resgate das culpas do passado. Executa igualmente o papel do hábil artista frente a um bloco de mármore. A estátua, nas suas formas perfeitas, ideais, está escondida no imenso bloco. É a dor que toma do martelo, do cinzel e, a golpes violentos, ou então sob o cuidadoso trabalho do buril, desenha a estátua viva em contornos maravilhosos. Para que a forma seja extraída em linhas delicadas, para que o Espírito triunfe da matéria, precisamos do sofrimento, desde que não vivemos somente pelo amor e pelo bem. E que frutos tem dado o sofrimento! Reiteradas vezes, é sob o aguilhão do luto e das lágrimas, da ingratidão, da traição das amizades e do amor, das angústias multiplicadas que o poeta verseja de forma mais terna e o músico encontra os mais sublimes acordes. Cumpre-nos analisar a incidência da dor, em nossas vidas, atribuindo-lhe o efetivo valor. Sob a ação das marteladas sucessivas, a moleza, a apatia e a indiferença desaparecem. Também a cólera, a dureza e a arrogância. Em todos nós, provoca ou desenvolve a sensibilidade, a delicadeza, a bondade e a ternura. Entendamos, pois, a dor como um dos meios de que usa o Poder Infinito para nos chamar a Si e, ao mesmo tempo, para nos tornar mais rapidamente acessíveis à felicidade espiritual. O sofrimento que nos fere objetiva sempre a nossa correção, exatamente como a mãe corrige o filho para educá-lo e melhorá-lo. Faz-nos sentir também que o mundo em que vivemos é um lugar de passagem e não o ponto de chegada, que deveremos alcançar após exaustiva jornada. * * * Os animais estão sujeitos ao trabalho de evolução para o princípio inteligente que neles existe. Através de certos padecimentos naturais os animais adquirem os primeiros rudimentos de consciência. A dor, num sentido amplo de entendimento, será necessária enquanto o homem não tiver colocado o seu pensamento e os seus atos de acordo com as Leis Divinas. Depois disso, ela deixará de se fazer sentir pois logo se fará a harmonia. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 26 do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. Feb. Em 29.05.2013.

12/03/2021 16:42 | DURAÇÃO 4:40

Planeta Terra, nossa breve passagem

A expressão estou só de passagem, ao se referir à vida física, atesta que a pessoa tem convicção imortalista. Ela sabe que é breve sua passagem pelo planeta. Mesmo que chegue aos cem anos, se considerar a eternidade, é um lapso temporal breve. A pessoa, que assim se expressa, manifesta a convicção de quem tem os olhos postos no futuro. Vive no mundo, mas com a inabalável certeza de que sua preocupação deve ser com o Espírito imortal, esse que sobreviverá à morte corporal. Se isso é louvável, um detalhe, no entanto, não pode ser esquecido. É que a vida corporal é etapa imprescindível ao progresso do Espírito. É na carne que se experimentam as provas. É nas vicissitudes da vida que o Espírito cresce, utilizando sua inteligência e criatividade, para superar transtornos e desafios. Isso nos diz que os mundos materiais são importantes. São moradas, estâncias, onde o Espírito se reveste de carne e habita. E progride. Dessa forma, há que se considerar o que estamos fazendo com o planeta, enquanto nos encontramos somente de passagem. O que estamos fazendo com nossa morada, lar, escola e algumas vezes, hospital? Estamos auxiliando na sua conservação ou somos dos que não nos preocupamos com coisa alguma porque logo estaremos partindo? Seria importante nos perguntarmos se estamos colaborando com as medidas de sustentabilidade do planeta. Coisas simples, como diminuir o impacto ambiental, substituindo plástico por outros materiais menos agressivos ao meio ambiente. É de nos indagarmos se somos dos que, a cada vez que nos servimos de água, nos bebedouros do escritório, da empresa, apanhamos um novo copo plástico. Já nos preocupamos com o meio ambiente e temos nosso próprio copo de vidro, para uso particular, no local de trabalho? Ou, ao menos, nos servimos de um único copo plástico, durante todo o dia? Lembramos de utilizar a impressão de documentos, artigos e tudo o mais, somente quando imprescindível, poupando árvores? Recordamos de utilizar a folha de papel de ambos os lados? De reutilizar papel escrito em uma só face, transformando-o em bloco de anotações ou lembretes? Preocupamo-nos com a separação do lixo orgânico do lixo reciclável? São coisas pequenas, mas que têm muita importância. Não podemos nos esquecer que estamos de passagem, mas nossos filhos, netos, quanto tempo mais terão sobre a Terra? E, além disso, um detalhe importante: para aqueles que acreditamos na reencarnação, deveremos retornar em algum momento. Já pensamos em como desejamos encontrar o planeta, nesse retorno? O que fazemos reflete no todo. E não nos preocupemos com os que não colaboram. Poderão aprender com nosso exemplo. Enquanto isso, sejamos como a ave que, levando gotas de água em suas asas, tenta apagar o incêndio na floresta. Em resumo: façamos nossa parte. A propósito, já plantamos uma árvore, em nossa vida? Semeamos um jardim? Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso. Em 10.10.2012.

10/03/2021 14:36 | DURAÇÃO 4:26

Ludwing Van Beethoven

A Terra já recebeu em seu seio almas generosas, Espíritos superiores, que trazem valiosas contribuições para o seu progresso. Alguns desses Espíritos vêm com o objetivo de alavancar o progresso e fazer evoluir a Humanidade. Suas vidas deixam marcas luminosas, que desafiam os tempos. Ludwig Van Beethovenfoi uma dessas criaturas. Nasceu em Bonn, na Alemanha, no ano de 1770 e morreu em Viena, na Áustria, em 1827. Seu viver foi uma vertente constante da música que sublima e enleva os sentimentos. Foi o autêntico médium da arte refinada de compor. Para ele, a música era uma revelação divina, uma revelação mais sublime que toda a ciência e toda a filosofia. Seu viver foi um calvário pontilhado por muitos sofrimentos físicos, destacando-se a surdez que o isolou do mundo. Ele nos deixou nove sinfonias, doze sonatas, concertos, quartetos e uma única ópera, Fidelio. Tudo de imensa beleza. Seu psiquismo refinado lhe permitia constante permuta com os Espíritos superiores. Diante dos muitos padecimentos que o acometiam, afirmava, sereno e confiante: Deus nunca me abandonou. Perguntado, certa vez, se desejava receber determinado título honorífico, apontou para o Alto e respondeu: Meu reino não é deste mundo. Meu império está no ar. A seguir, concluiu: Não conheço outro título de superioridade, senão o da bondade. Bondade da qual ele deu mostras, mais de uma vez. Em certa oportunidade, um amigo estava em grandes dificuldades. Beethoven o presenteou com uma das suas criações, para que fosse vendida e o dinheiro usado na solução do problema que o afligia. Era nos bosques que ele mantinha contato com as nobres entidades ligadas à música e à harmonia. Ali ele fazia suas orações e refazia suas energias. Quando voltava desses encontros, com a fisionomia alterada, respondia a quem lhe perguntava: O meu anjo bom me visitou. Em um desses momentos, transformou uma de suas orações, em uma peça musical de grande elevação e apurada sensibilidade: Hino à alegria. É, ao mesmo tempo, uma exaltação à fé em Deus. Seus versos podem ser traduzidos da seguinte maneira: Escuta irmão a canção da alegria, o canto alegre do que espera um novo dia. Vem, canta, sonha cantando. Vive sonhando um novo sol Em que os homens voltarão a ser irmãos. Se em teu caminho só existe a tristeza, o pranto amargo da solidão completa, Se é que não encontras alegria nesta Terra, Busca-a, irmão, mais-além das estrelas. O lema que norteou os passos de Beethoven, entre nós, foi: Fazer o bem que possa. Amar, sobretudo, a liberdade. E, mesmo que seja por um trono, jamais renegar a verdade. Redação do Pense Nisso, com base em texto de Giovani Scognamillo, intitulado Beethoven: Deus, acima de tudo, publicado no jornal Tribuna Espírita de jan/fev. 2005 e versos do Hino à alegria, gentilmente traduzidos por Enrique Baldovino. Em 05.10.2012.

09/03/2021 11:35 | DURAÇÃO 4:46

O mundo das mulheres

Toda mulher possui um brilho especial. Não falo apenas sobre beleza, embora essa seja uma qualidade que talvez nos chame mais a atenção em um primeiro momento. Mas é também a força, a disposição, a sensibilidade e inúmeras habilidades que ela possui... Todos os dias, as mulheres enfrentam desafios como todo mundo, e por muitas vezes vão além. São os compromissos no trabalho, os filhos, o cuidado com a casa e outras tantas missões nas quais elas abraçam com muito afinco. Aprendem a lidar com a exaustão, administram a saúde física e emocional num período tão delicado, e permanecem ativas, dispostas, nesse mundo corrido e cheio de circunstâncias. Por muitas vezes, chegam ao final do dia com a sensação de fracasso, de que deveriam ter mais braços, ou simplesmente… ser de aço… pra fazer mais ainda. E tem também o sentimento de que não fizeram tudo o que poderiam, que estão em dívida, especialmente com elas mesmas. Cabelo nem sempre arrumado, unhas por fazer... As mães, por exemplo, sempre se deixarão por último. Pra elas, o importante é que, antes, a família esteja bem. Existem mulheres que se destacam como empreendedoras, são líderes em determinadas instituições ou organizações, participam de iniciativas importantes no desenvolvimento de uma comunidade e por isso tem seus nomes lembrados em diferentes meios… outras, embora não tenham nomes conhecidos, nem uma conta bancária que as permitem viajar e desenvolver projetos grandes aos olhos do mundo... vivem no anonimato, fazendo a diferença em outros campos... na vida de muita gente. Possuem na sua essência valores incalculáveis... Mas como todo mundo, a mulher possui também suas fraquezas.. às vezes chora, se estressa, perde a paciência, por causa da sobrecarga… Absolutamente normal. Um dia estamos bem, outros não. Isso faz parte da vida. Mas, neste dia internacional da mulher, o convite é para que você, que está nos ouvindo, dedique alguns minutos ou horas para observar a mulher que está ao seu lado. Seja ela sua esposa, mãe, irmã, filha ou colegas de trabalho. Cada uma delas carrega uma série de qualidades que merecem ser identificadas e valorizadas. Não é só uma companhia, ou vínculo familiar. Não são apenas sorrisos e almoços de domingos. Podemos ser aqueles que estendem a mão, que reconhecem essas mulheres como realmente são: Que se desdobram pra dar conta de muita coisa, todos os dias. Que faz a diferença na nossa vida. Podemos ser quem auxilia, acalma, alivia os fardos dessas mulheres tão valiosas... A mulher é uma fonte de inspiração, emoção, aprendizado e competências… É um grande presente. Alguém que tem muito a nos ensinar... Pense nisso... mas, pense agora.

08/03/2021 10:15 | DURAÇÃO 3:55

Quando não vale a pena insistir

Há coisas difíceis de serem conquistadas nesta vida, em função das quais empenhamos nosso esforço, nossa esperança, e mesmo assim permanecem inatingíveis. Às vezes, isso apenas significa que devemos insistir um pouco mais e até redobrar o esforço, pois o que queremos, por ser uma coisa especial, deve exigir mesmo o máximo de nossa disposição, o máximo de nossa energia – e aí qualquer esforço se justifica, toda dedicação vale a pena. No entanto, uma dificuldade exagerada, absurda, pode significar que talvez devamos mudar de rumo, deslocar o canal de nossa atenção. E então, mais do que sinal de fraqueza ou desistência, uma mudança de interesse pode ser, ao contrário manifestação de inteligência e bom senso. Porque há coisas no mundo que são boas e bonitas, e qualquer sacrifício vale a pena. Mas, às vezes, perdemos nosso tempo com coisas e pessoas durante anos, despendendo em seu favor o melhor que temos e podemos oferecer, e não recebemos resposta nem retribuição. Então, o mais sensato é pararmos de perder tempo, de gastar energias em vão; é voltarmos nossos olhos e nossa atenção para um outro lado, onde haja atenção para nosso esforço, retribuição ao nosso interesse. Onde, enfim, haja pessoas que também nos queiram e precisem de nós... Se a vida o impede de entrar por uma porta, abra outra. Contorne os obstáculos, vença os desafios. Você é capaz. Pense nisso! Redação do Pense Nisso. Em 12.08.2013.

06/03/2021 10:03 | DURAÇÃO 2:27

O sol da esperança

Por vezes, a vida nos oferece maus momentos. Sofrimento, lágrimas e infelicidade nos visitam e nos sentimos desesperançados e infelizes. Nesses momentos amargos, em que a alma dolorida se volta para Deus e indaga Por que passo por essas provações?, é a hora em que devemos lembrar de uma palavra luminosa: a esperança. Narra a tradição grega que uma jovem chamada Pandora recebeu uma bela caixa com a recomendação de jamais abri-la. Mas Pandora era curiosa e desobediente. Ao abrir a caixa, ela liberou todos os males, misérias e sofrimentos no Mundo. Desesperada, Pandora chorou. Mais tarde, viu que, após saírem todas as mazelas, havia ficado, no fundo da caixa, a esperança. Brilhava sozinha a esperança - um fiozinho de luz que pulsava. Mas que poder possuía! * * * O mito de Pandora deve ser refletido profundamente, em especial quando estamos atravessando momentos difíceis. Observe que, na lenda grega, é um ato da própria Pandora que liberta os males do Mundo. Na nossa vida não é muito diferente: em geral, somos nós mesmos que, de alguma forma, provocamos muitos males que nos atingem. Por isso, cada momento difícil é uma oportunidade de meditarmos e analisarmos qual foi a nossa contribuição para aquela situação. No entanto, a lenda de Pandora vai além: ela mostra que – apesar da gravidade dos sofrimentos – não estamos completamente sós: há uma luz posta por Deus para nos consolar e devolver o brilho em nossos olhos. Essa luz é a esperança. Esperança que restaura as forças, reequilibra o coração, acalma as emoções. A esperança é a mão generosa que acende a luz quando estamos mergulhados na treva profunda. É medicamento quando nos contorcemos em dores. Esperança é canção suave, que nos acalenta quando nos sentimos desamparados. É um olhar de compaixão no instante em que o Mundo nos rejeita. A esperança nasce de gestos de generosidade, de atitudes espontâneas, de palavras corretas. Mas não se habitue apenas a aguardar que a esperança venha gratuitamente se aninhar no seu coração. Abra as portas da alma para ela! Para isso, é necessário educar o coração. A esperança é como um visitante importante. Devemos nos preparar adequadamente para recebê-la. A primeira atitude é retirar a poeira do pessimismo. Depois, varrer as sujeiras acumuladas pela mágoa. Essas sujeirinhas têm vários nomes: rancor, maledicência, desejo de vingança. Em seguida, com a casa mental bem limpa, é hora de perfumá-la com bons pensamentos, sorrisos, serenidade e otimismo. Então, quando menos se espera, eis que chega a esperança. Viaja em uma carruagem dourada, espalha flores pelo caminho e se instala no Espírito fazendo festa. É uma presença tão forte, tão bela, que transforma de imediato o ambiente em que se hospeda: impregna a alma de coragem e de alegria. Esperança é um sol que nasce após uma longa noite escura. Chega trazendo calor e a luz dourada de um dia cheio de boas realizações. Ela aponta, firme, para um futuro radioso. Basta recebê-la.Pense Nisso, mas pense agora! Redação do Pense Nisso. Em 23.7.2013.

05/03/2021 14:36 | DURAÇÃO 4:49

Correr riscos

Sêneca foi um filósofo e poeta romano que viveu sob o império de Calígula, depois Cláudio e, finalmente, Nero. Seu talento como advogado lhe valeu a inimizade do imperador Calígula. Sob o império de Cláudio foi exilado durante oito anos. Chamado de volta a Roma, foi tutor de Nero e, durante algum tempo, conseguiu exercer uma influência benéfica sobre o jovem imperador. Mais tarde, adotou uma posição de complacência com as tantas loucuras cometidas pelo imperador, o que não impediu que viesse a receber ordem para se suicidar. Vivendo em climas tão adversos, manteve sua preocupação com as conquistas morais individuais. E teve oportunidade de escrever: Chorar é correr o risco de parecer sentimental demais. Rir é correr o risco de parecer tolo. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de ser mal interpretado e perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre. * * * A decisão de correr riscos ou não, é nossa. Agora, podemos continuar a deter o choro porque nos foi dito na infância que homem não chora. Ou, no caso da mulher, para não demonstrar eventual fraqueza. Ou nos permitirmos as lágrimas demonstrando que somos seres humanos, com sentimentos. Podemos ser daqueles que defendem as suas ideias nobres, lutando pela vida, expondo-nos ou nos calarmos diante da injustiça. Podemos nos engajar no movimento pela vida, expondo a nossa opinião contra o preconceito, contra a exploração religiosa; que usa a boa fé das pessoas humildes para se ganhar dinheiro. Ou simplesmente continuarmos calados e permitir que tudo vá acontecendo, sem nos preocuparmos. Podemos nos envolver em movimentos pela paz, pelos direitos dos desfavorecidos, ou permanecermos apáticos, deixando que tudo corra a bel prazer. Podemos, enfim, lutar por melhorar a nossa condição de humanidade, burilando as nossas paixões e vencendo a nossa acomodação. Ou optarmos por continuar onde estamos, como estamos, não encetando nenhum esforço por granjear outras virtudes ou valores de nobreza humana. A decisão é sempre individual e intransferível. * * * A caminhada é longa e tortuosa. A escolha do caminho ou a velocidade com que se deseja andar, é de cada um. Optar pelo crescimento ou aguardar ser arrastado pela lei inexorável do progresso é de cada criatura. Mas, quem deseje alcançar antes a felicidade, idealize mudanças desde hoje, enquanto as oportunidades sorriem e as chances se fazem abundantes. Redação do Pense Nisso, com base em texto atribuído a Sêneca e no verbete Sêneca, da Enciclopédia Mirador, v. 18, Encyclopaedia Britannica do Brasil. Em 06.01.2014

04/03/2021 14:19 | DURAÇÃO 4:42

Acolhimento que arrebata

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA Francisco de Assis, em seu tempo, revolucionou ideias e inaugurou parâmetros de comportamento. Tinha uma forma toda especial de tratar com os deserdados da sorte, os pobres, os equivocados. Conta-se que, certa feita, três ladrões que viviam atormentando a cidade de Monte Casale, foram pedir comida a Frei Ângelo. Ciente de quem eram e os danos que poderiam provocar, ele os afugentou. Tão logo se fez a oportunidade, tudo narrou a Francisco, confiante de que receberia agradecimentos pelo que fizera. No entanto, Francisco, de imediato, não concordou com essa atitude, pois não condizia com a proposta de amor dos Evangelhos e com os exemplos do Mestre Jesus. Chamando os frades, a todos determinou outro padrão de tratamento para com os irmãos ladrões.Disse-lhes que, caso tornassem a encontrá-los, deveriam ter para com eles um procedimento diferente do comum das pessoas. Propôs, então, que os frades adentrassem a floresta, onde costumavam se esconder os malfeitores, levando alimento e uma toalha, oferecendo a refeição, mais ou menos nos seguintes termos: Irmãos ladrões, venham comer. Não precisam assaltar as pessoas. E quando assaltarem, por favor, não batam nelas. O ritual deveria ser repetido dia após dia e, finalmente, quando conseguissem as presenças dos ladrões para a refeição, deveriam aproveitar para lhes falar de outra forma: Irmãos ladrões, não seria melhor que vocês trabalhassem em vez de roubar? Podemos ajudá-los a arrumar alguma ocupação. Que tal? A proposta de acolhimento e regeneração, nessa aproximação gradativa e singela, feita de forma sincera e interessada, acabou por convencer alguns dos ladrões a modificarem a sua vida, aderindo à proposta de amor e fraternidade pregada e vivenciada por Francisco. * * * É possível que, nos dias atuais, com tanta violência vigorando, a criminalidade alcançando patamares inimagináveis, nenhum cidadão se sinta seguro, a qualquer hora do dia ou da noite, nas ruas, nem em sua casa ou em seu local de trabalho. Por isso mesmo, dificilmente buscaria um diálogo com malfeitores de qualquer ordem, até mesmo por temor à sua própria vida, pela sua integridade física. Mas o exemplo vivenciado pelos frades, sob a batuta de amor de Francisco, pode nos servir para meditarmos a respeito de novas fórmulas de tratarmos com os que qualificamos de malfeitores ou criminosos. Uma proposta de regeneração, de reeducação, iniciando pela conquista através da pedagogia do acolhimento. Também uma maneira de nos conduzir a reflexões sobre nossa própria forma de tratar osmalfeitores da nossa paz, os que nos causam problemas, levantam calúnias, estabelecem obstáculos na harmonia das nossas vidas. Como poderíamos interagir de forma positiva com eles? Talvez iniciando por não estabelecer sintonia com sua maldade. Depois, vibrando de forma diversa, endereçando-lhes, como resposta a suas agressões, o desejo de que se reabilitassem, que se dessem conta do desastre que estão causando para si mesmos. Isso porque quem semeia ventos, colhe tempestades, já sentencia o provérbio popular. Com certeza, essa nossa mudança de comportamento nos conduziria a melhores dias, a horas mais harmônicas e produtivas. Pensemos nisso. Tentemos a proposta franciscana. Redação do Pense Nisso, com base em biografia de Francisco de Assis. Em 31.10.2014

03/03/2021 17:44 | DURAÇÃO 4:46

O sal da vida

O SAL DA VIDA Conta-se que, há muitos anos, viveu um sábio que era seguido por inúmeros discípulos. Certa vez, porque enfrentava dificuldades incontáveis, um desses discípulos o procurou, a fim de com ele se aconselhar. Mestre, muito estou sofrendo, disse o jovem. Já não vejo solução para os problemas que me atormentam. Preciso de sua ajuda. Pois bem, respondeu o mestre, gentil como sempre. Caminhe comigo até a cozinha. Foram os dois, conversando, e o discípulo colocou o sábio a par de suas dificuldades. Em seguida, o mestre pediu: Meu jovem, traga-me o recipiente no qual guardamos o sal. O rapaz prontamente obedeceu e entregou ao sábio o que fora solicitado. Tendo em suas mãos um copo cheio d’água, o mestre disse ao discípulo: Agora, pegue um generoso punhado de sal e o misture neste copo com água. Depois, quero que tome um grande gole. O aprendiz, ainda que contrariado, obedeceu às instruções. Qual o gosto? Questionou o sábio. Ruim, muito ruim! Respondeu o discípulo, franzindo o rosto. Pois bem, continue a caminhar comigo. Vamos ao lago. E mais uma vez foram ambos andando, lado a lado, até chegarem ao lago. O mestre trouxera consigo o recipiente com sal e, próximo à margem, disse ao discípulo: Quero que você pegue um generoso punhado de sal e o jogue no lago. O jovem obedeceu e, assim que o fez, recebeu nova ordem: Agora se abaixe e tome um gole d’água do lago. O rapaz, abaixando-se, tomou não somente um, mas muitos goles, pois aquela era uma água muito refrescante. E agora? Qual o gosto? Sentiu o gosto do sal? Arguiu o mestre. Não, de forma alguma! Pelo contrário, essa água foi capaz de matar minha sede! Contrapôs o discípulo. As dificuldades que enfrentamos na vida são como um punhado de sal diluído. Se você tem suas dificuldades em mãos e as dilui em seu egoísmo, faz o mesmo que diluir o sal no copo d’água e, assim, elas se tornam difíceis de serem superadas. Por outro lado, prosseguiu, se você as dilui em sua capacidade de aprendizado, é como diluir o sal no lago e os problemas deixam de existir. Restarão apenas, concluiu o mestre, as lições que cada dificuldade carrega consigo e que são as responsáveis por nos fazer avançar na senda do progresso. * * * Muitos são os que extraem dos problemas e das dificuldades somente o sofrimento. Se vislumbrarmos o panorama de nossas amarguras com os olhos do pessimismo, egoísmo ou orgulho, teremos sempre motivos para nos queixarmos de nossa sorte. Por outro lado, se contemplarmos tal cenário com consciência de que nenhuma dor é eterna e de que cada dificuldade é oportunidade redentora, tal qual o tombo que por vezes machuca, mas que ensina a melhor caminhar, jamais nos queixaremos novamente. Antes, agradeceremos ao Senhor da Vida por mais uma lição... Pensemos nisso... E pensemos agora! Redação do Pense Nisso, com base em conto de autoria desconhecida. Em 17.3.2014.

02/03/2021 08:00 | DURAÇÃO 4:08

Amemos nossas crianças

Amemos nossas crianças

01/03/2021 06:45 | DURAÇÃO 3:44

Desejo

Desejo Victor Hugo, francês, nascido em 1802, foi um dos maiores poeta, novelista e ativista pelos direitos humanos de todos os tempos. É autor, entre tantas obras, de “Os Miseráveis” e “o Corcunda de Notre-Dame. Nesta edição do Pense Nisso, vamos apresentar um dos mais belos poemas de Victor Hugo. O título do poema é: DESEJO. Desejo primeiro que você ame, E que amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer. E que esquecendo, não guarde mágoa. Desejo, pois, que não seja assim, Mas se for, saiba ser sem desesperar. Desejo também que tenha amigos, Que mesmo maus e inconsequentes, Sejam corajosos e fiéis, E que pelo menos num deles Você possa confiar sem duvidar. E porque a vida é assim, Desejo ainda que você tenha inimigos. Nem muitos, nem poucos, Mas na medida exata para que, algumas vezes, Você se interpele a respeito De suas próprias certezas. E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, Para que você não se sinta demasiado seguro. Desejo depois que você seja útil, Mas não insubstituível. E que nos maus momentos, Quando não restar mais nada, Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé. Desejo ainda que você seja tolerante, Não com os que erram pouco, porque isso é fácil, Mas com os que erram muito e irremediavelmente, E que fazendo bom uso dessa tolerância, Você sirva de exemplo aos outros. Desejo que você, sendo jovem, Não amadureça depressa demais, E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer E que sendo velho, não se dedique ao desespero. Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e É preciso deixar que eles escorram por entre nós. Desejo por sinal que você seja triste, Não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra Que o riso diário é bom, O riso habitual é insosso e o riso constante é insano. Desejo que você descubra, Com o máximo de urgência, Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos, Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta. Desejo ainda que você afague um gato, Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro Erguer triunfante o seu canto matinal Porque, assim, você se sentirá bem por nada. Desejo também que você plante uma semente, Por mais minúscula que seja, E acompanhe o seu crescimento, Para que você saiba de quantas Muitas vidas é feita uma árvore. Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, Porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano Coloque um pouco dele Na sua frente e diga "Isso é meu", Só para que fique bem claro quem é o dono de quem. Desejo também que nenhum de seus afetos morra, Por ele e por você, Mas que se morrer, você possa chorar Sem se lamentar e sofrer sem se culpar. Desejo por fim que você sendo homem, Tenha uma boa mulher, E que sendo mulher, Tenha um bom homem E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, E quando estiverem exaustos e sorridentes, Ainda haja amor para recomeçar. E se tudo isso acontecer, Não tenho mais nada a te desejar ". Esse de fato é um dos mais belos poemas de Victor Hugo. Obrigado pela sua audiência e tenha um abençoado dia. Redação do Pense Nisso. Com base do poema Desejo” de Victor Hugo. Em 07.02.2016.

27/02/2021 08:00 | DURAÇÃO 4:22

O essencial

O ESSENCIAL A mulher entrou no consultório do psicoterapeuta e se sentou. Antes de começar a falar, já chorava. Quando finalmente conseguiu parar de soluçar, disse: Estou sozinha. Meu marido me largou há dois meses. Viajei, pensando que esqueceria, mas não consigo esquecer. Ele é um ingrato. Afinal, eu lhe dei os melhores anos de minha vida. Eu lhe dei filhos lindos. Eles sempre estavam prontos, bem vestidos e penteados, com as mochilas às costas, na hora de ir para a escola. Sempre tive a refeição pronta quando ele chegava, não importando a hora. Sempre recebi os amigos dele. Sempre fui a todos os lugares com ele, mesmo que não gostasse. Sempre sorri, para que todos soubessem que ele tinha uma esposa feliz. Dei-lhe uma casa maravilhosa. Nunca permiti que existisse pó sobre os móveis. Sempre tive o máximo de cuidado com os lençóis para que estivessem brancos, bem passados, perfumados. E agora, isso! Ele conheceu uma mocinha no escritório, se apaixonou por ela e me deixou. O psicoterapeuta olhou para ela e lhe perguntou: E o que é que você deu de você para ele? Ela não entendeu. Sim, durante anos ela o servira como cozinheira, arrumadeira, babá dos filhos dele. Mas nunca se lembrara de que era a esposa, a companheira, a amiga. * * * Naturalmente, ter a casa arrumada, lençóis limpos, crianças alinhadas e prontas é importante. Mas não é tudo. Mesmo porque, algumas dessas tarefas podem ser delegadas a terceiros. Uma refeição pode ser conseguida em um restaurante, roupas limpas na lavanderia, a casa pode ser limpa pela faxineira. Mas o carinho de uma esposa não se compra. Espera-se, simplesmente, como a esposa aguarda o do marido. Mais importante do que a casa sem pó, é um sorriso e um abraço de ternura quando os dois se encontram. Mais importante do que o tapete exatamente no lugar e todos os enfeites bem dispostos sobre os móveis, é uma mão que aperta a outra com força. É a companhia agradável de quem se senta ao lado, olha nos olhos e descobre que o outro teve um dia terrível. Um confia ao outro as suas dificuldades e suas ansiedades, encontrando aconchego mútuo. Amar é dar-se, é confiar. Olhar juntos para os filhos que crescem e vão se tornando independentes. * * * Lembre-se: o mais importante são as pessoas. De que adianta a casa, o carro, as joias, se não houver pessoas para partilhar com você? Entre as pessoas existem aquelas que dependem do nosso afeto. Por isso, não se canse de amar. Olhe para as pessoas. Preste atenção nas suas palavras, gestos, olhares, sentimentos. Em especial aquelas que compartilham com você do mesmo teto, pois são as que mais necessitam do seu amor. Pense Nisso! Redação do Pense Nisso, com base no cap. É aí que está a luz (a busca do ser), do livro Vivendo, amando e aprendendo, de Leo Buscaglia, ed. Nova era. Em 16.07.2012.

26/02/2021 08:00 | DURAÇÃO 3:38

O silêncio que orienta

O silêncio que orienta

25/02/2021 06:45 | DURAÇÃO 4:28

Quando me amo

QUANDO ME AMO Quando me amo... Acendo uma luz que clareia meus porões esquecidos, deixando para trás os erros e derrotas de tempos idos, e volto a respirar. Quando me amo... Aprendo a olhar para dentro, descobrindo-me em parte “potência”, em parte “possibilidade” – aquilo que já sou, aquilo que serei; onde já estou, onde quero estar. Quando me amo... Acolho-me feito mãe acolhe um filho ferido: dando colo, amparando o choro, aconselhando a refazer os caminhos. Não me engole a culpa; não me desestimula a derrota. Quando me amo... Cuido do corpo, como o lavrador cuida de sua enxada – instrumento preciso de trabalho e de vida adorada. Cuido também da nutrição da alma: o que escolho assistir, o que escolho ler, pensar e dizer. Quando me amo... Vejo minh´alma como a escultura debaixo do mármore de Michelangelo, e entendo que a dor é cinzel que vai retirando um pouco aqui, um pouco lá, até que tudo se transforme em belo Davi. Quando me amo... Clareio também a tua face, pois toda luz não fica guardada, não há quem disfarce, um farol a reluzir sobre um monte erguido no ar. Quando me amo... Inspiro o teu autoamor, para que possas te amar e crescer, assim como nova flor, que um dia foi broto, que um dia foi semente, que um dia foi sonho de florescer. Quando me amo... Amo-te com mais profundidade, pois conhecendo-me, conheço-te melhor também. * * * A proposta de vida em torno do amor é das mais belas psicoterapias que existe: Amar a vida e ao próximo como a si mesmo, numa trilogia harmônica. Como ainda temos dificuldade em conceber o absoluto, para nos adequarmos à proposição crítica, invertemos a ordem do mandamento, amando-nos de início, a fim de desenvolver as aptidões que dormem em latência e acumularmos valores iluminativos, ao longo dos dias. Assim, nosso grande caminho de amor precisa começar com o autoamor, pois sem autoamar-se, o homem não consegue amar ao seu próximo e tão pouco amar toda a criação. Começamos a jornada dentro de nós, pois autoamor pede autoconhecimento, pede mergulho profundo para dentro de nós. O autoconhecimento é o meio prático mais eficaz que temos para melhorar nesta vida e resistir à atração do mal. E quem trabalha por sua melhora está se autoamando. Cada movimento que fazemos no sentido de desenvolver nossas aptidões, e de acumular valores que nos façam pessoas melhores, é autoamor. Naturalmente, esse amor a nós mesmos nos conduzirá ao nosso próximo. Primeiro, porque o autoamor só se constrói e se vitaliza no encontro. Segundo, porque quando temos uma cota de amor mais madura, mais consciente, conseguimos amar o outro melhor. Nossas relações se harmonizam, nosso coração fica em paz, nossas angústias desaparecem. * * * Que possamos nos proporcionar mais momentos de autoencontro, com o objetivo de aprimorar nosso autoamor, que é a chave de todo nosso desenvolvimento no Universo. Redação do Pense Nisso, com base no poema Quando me amo, de Andrey Cechelero e no cap. 13, item Amor de plenitude, do livro Amor, Imbatível Amor, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. Em 24.4.2014.

24/02/2021 08:30 | DURAÇÃO 3:58

A Teoria Pratica do compartilhar

A Teoria Pratica do compartilhar Você já sentiu dificuldade em compartilhar o seu conhecimento com as pessoas? Talvez umas coisas mais frustrantes que podemos experimentar é ter o conhecimento, a vontade de passar para alguém, e não ter ninguém que se interesse. Pensando a respeito, lembramos de um velho amigo que nos contou algo insólito...impressionante. Desde muito jovem e antes mesmo de se graduar em Física, ele desenvolvia pesquisas em iniciação científica e se interessava por questões ligadas aos fundamentos da Física e à Lógica Matemática. Fez pós-graduação no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, entrando no campo da teoria da prova. Seu projeto era provar uma proposição da Escola Escandinava de Teoria da Prova, denominado Teorema de normalização simples para a lógica clássica de primeira ordem completa. Em sua tese de doutorado, defendida na mesma instituição, assumiu o problema proposto por Per Martin Löf, que consiste em definir um conceito de pior sequência de redução para as derivações. Esse trabalho lhe valeu o Prêmio Santista Juventude. * * * Você deve estar se questionando: O que vem a ser tudo isso? Não entendi absolutamente nada! Foi justamente isso que nos impressionou na história desse amigo. Profundo estudioso e conhecedor da teoria da prova, resolveu deixar tudo isso de lado. E sabe por quê? Bem, porque ele sentia muita dificuldade em dividir seus conhecimentos com alguém, pois poucas pessoas conheciam essa área. Deixei de lado essa matéria porque conhecia somente umas cinco pessoas com quem podia falar sobre o assunto, e algumas delas viviam fora do Brasil. Sinto necessidade de compartilhar minhas ideias, concluiu o matemático. * * * O ser humano tem necessidade de dividir seus sentimentos com alguém. Por mais feliz que seja, se não houver ninguém para compartilhar, a felicidade não faz sentido. De que vale uma grande conquista, sem alguém que nos abrace e nos diga: Parabéns, você venceu!? De que adianta sentir uma grande alegria se não tiver alguém para compartilhar? Não faz sentido sorrir, se não houver alguém para rir conosco. Quando vemos um filme e algo nos chama a atenção, logo queremos falar sobre isso, contar para alguém, mesmo que esse alguém seja um desconhecido. Enfim, a felicidade e a infelicidade são estados d’alma para serem compartilhados. Foi por essa razão que o jovem matemático resolveu deixar de lado aquela área da Lógica e tratar de assuntos que pudesse compartilhar, trocar ideias, discutir. É verdade que existem áreas do conhecimento humano com as quais raros missionários assumem o compromisso de estudar e descobrir meios de torná-las úteis à Humanidade. Mas mesmo esses ilustres missionários não deixam de sentir, vez ou outra, a necessidade de compartilhar suas descobertas. Na falta de quem os ouça, é bem possível que a depressão lhes faça companhia. Ainda assim, decidem-se pelo isolamento, por amor à causa que assumiram perante suas próprias consciências e pelo bem de seus semelhantes. * * * Sem alguém para compartilhar, não haveria abraços, nem apertos de mãos, nem troca de ideias... Não haveria como dividir os medos, os anseios, os sonhos, as alegrias... Pensemos nisso. E agradeçamos, se tivermos quem compartilhe nossas experiências. Descubramos a arte de compartilhar e perceberemos que a vida nos mostrará um colorido todo especial.

23/02/2021 08:30 | DURAÇÃO 4:33

A vida

A vida Durante muito tempo tentei entender o que as pessoas pensavam ao meu respeito... o que esperavam de mim... Parecia difícil separar meus diferentes papéis numa mesma sociedade. Ora filho (um menino, sonhador, cheio de expectativas), ora irmão (o mais velho, já assumindo responsabilidades e um pouco mais realista nesse mundo de tantas desigualdades), mais tarde o amigo (capaz de guardar confidências e ser um abrigo num dia mau); e, de repente, pai e homem de negócios... Tantos compromissos... e muito medo de errar... Sempre tive muitas perguntas, mas eram poucas as respostas... Dias atrás, aprendi, com a sabedoria de Mario Quintana, que a vida pode ser mais leve. Carregar o mundo nas costas, pensar além do amanhã e em tudo de ruim que pode ou não acontecer, não parece uma escolha produtiva... Eu precisava de leveza nos meus dias. Ah, e como isso é bom! Quando parei de me cobrar tanto, aprendi a me amar mais. E quando me amei de verdade pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Percebi que o sofrimento emocional nada me agrega; é um sinal de que estou construindo uma história contra a minha verdade. Foi então que parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Desisti de querer ter sempre razão e com isso errei menos. Desisti também de reviver o passado. Hoje já não me preocupo nem com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece. Descobri que na vida, quando alimentamos um sonho, a gente tem mais é que se jogar, porque os tropeços e tombos são inevitáveis. O que vai acontecer depois disso, a gente só vai saber se, realmente, tentar. Hoje eu sei que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar, mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Sem amor, sem carinho e sem verdadeiros amigos a vida é vazia, solitária e se torna amarga. Mas a minha felicidade não pode depender dos meus dias bons ou maus. Por isso eu decidi ser feliz. Ser feliz é construir todos os dias a nossa história. Reconhecer que vale a pena viver, apesar dos desafios, incompreensões e períodos de crise. A grande sacada é ser grato por esse presente, nós somos privilegiados por esse milagre... o milagre da vida; Pense Nisso, mas... Pense agora! Redação do Pense Nisso baseado no texto A vida de Mário Quintana

22/02/2021 06:45 | DURAÇÃO 3:46

Você é Deus?

VOCÊ É DEUS? Narra Charles Swindoll que, logo depois do término da Segunda Guerra Mundial, a Europa começou a ajuntar os cacos que restaram. Grande parte da Inglaterra estava destruída. As ruínas estavam por todo lugar. E, possivelmente, o lado mais triste da guerra tenha sido assistir as criancinhas órfãs morrendo de fome, nas ruas das cidades devastadas. Certa manhã de muito frio, na capital londrina, um soldado americano estava retornando ao acampamento. Numa esquina, ele viu um menino com o nariz pressionado contra o vidro de uma confeitaria. Parou o veículo, desceu e se aproximou do garoto. Lá dentro, o confeiteiro sovava a massa para uma fornada de rosquinhas. Os olhos arregalados do menino diziam da fome que lhe devorava as entranhas. Ele observava todos os movimentos do confeiteiro, sem perder nenhum. Através do vidro embaçado pela fumaça, o soldado viu as rosquinhas quentes e de dar água na boca sendo retiradas do forno. Logo mais, o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo o cuidado. Ele ouviu o gemido do menino e percebeu como ele salivava. Comoveu-se diante daquele órfão desconhecido. Filho, você gostaria de comer algumas rosquinhas? O menino se assustou. Nem percebera a presença do homem a observá-lo, tão absorto estava na sua contemplação. Sim, respondeu. Eu gostaria. O soldado entrou na confeitaria e comprou uma dúzia de rosquinhas. Colocou-as dentro de um saco de papel e se dirigiu ao local onde o menino se encontrava, na gélida e nevoenta manhã de Londres. Sorriu e lhe entregou as rosquinhas. Virou-se para se afastar. Entretanto, sentiu um puxão em sua farda. Olhou para trás e ouviu o menino perguntar, baixinho: Moço... Você é Deus? * * * Existem gestos pequenos, mas que significam muito para algumas vidas. Para uma criança faminta, um pedaço de pão é a glória. Para uma criança com fome e desejosa de doces, conseguir ter alguns para saciar sua vontade, é a suprema delícia. Aprendamos a observar o de que necessitam as pessoas, ao nosso redor. Quase sempre, são coisas pequenas que podemos realizar, ocasionando pequenas ou grandes alegrias. E sempre, em todas as ocasiões, a nossa atitude estará obedecendo, com certeza, ao desejo da nossa natureza, que para muitos, nós somos deus na atenção aos filhos do universo que são menos favorecidos. Pensemos nisso e não permitamos que as chances se percam, nas vielas do mundo. Sejamos, neste planeta azul, as mãos que atende os filhos da mãe terra. E, para isso, não se fazem necessários extraordinários feitos, nem saciar a fome de todos. Por vezes, basta alimentar uma criança ou satisfazer a enorme necessidade de alguém de comer um prato bem feito, um pãozinho bem quente ou tomar um copo de leite.Ou mesmo, adotar um cãozinho abandonado, ou ao menos, dar-lhe algo para comer. * * * Não és um observador distante da vida. Estás na condição de membro do organismo universal, investido de tarefas e responsabilidades, de cujo desempenho, por ti, resultarão a ordem e o sucesso de muitas coisas. Considera-te pessoa valiosa no conjunto da criação, tornando-te cada dia, mais atuante na obra universal. Não te permitas andar pela vida como quem observa de fora, mas, ao contrário, participa de forma consciente e ativa das ações que iluminam e enriquecem outras vidas. Isso faz com que a nossa vida tenha um sentido. Pense Nisso...faça isso. Redação do Pense Nisso, com base no cap. Você é Deus?, de Charles Swindoll, do livro Histórias para o coração 2, de Alice Gray, ed. United Press. Em 25.1.2015.

20/02/2021 06:45 | DURAÇÃO 4:28