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Episódios

As frustrações

As Frustrações Grande parte das pessoas, na sociedade atual, é infeliz, é frustrada. Você já se perguntou por que isso acontece? Muitos são os estudos feitos para se descobrir as possíveis causas da infelicidade do homem moderno e todos apontam para um único e grande causador de tudo isso: o próprio homem. O ser humano traz em sua bagagem, ao nascer, um plano de felicidade. Ele traz consigo basicamente três motivações que o levarão a uma satisfação pessoal, se as conseguir manter ao longo da existência. Uma delas é ter um relacionamento pessoal satisfatório. Outra, é poder ser útil na comunidade em que vive e, por fim, crescer como indivíduo, alcançando sua auto-realização. Se todas as pessoas conseguissem atender a esses apelos do seu interior jamais se sentiriam frustradas ou infelizes. No entanto, há outros apelos muito fortes que vêm do exterior, que a sociedade impõe como sendo indispensáveis: ter muito dinheiro, ter fama e ser fisicamente atraente. E é quando o ser humano entra na luta pela conquista de posses materiais, de fama e de uma aparência física atraente, que muitas vezes se infelicita e se frustra. E por que isso ocorre? Porque, em sua maioria, as criaturas se esquecem das suas aspirações íntimas e passam a lutar com todas as suas forças para conquistar o que a sociedade convencionou chamar de homem bem sucedido. E, para "subir na vida", tantas vezes não se importa em passar por cima de seus semelhantes, e mata uma de suas motivações íntimas: a de ter um bom relacionamento pessoal. Deixa de ouvir a voz da consciência que o chama à utilidade, junto à comunidade, e passa a lutar por uma profissão que lhe dê status e fama. Se aspirar, por exemplo, a ser um médico útil à sociedade, passa a ver na profissão um meio de ganhar dinheiro e fazer fama, tornando-se um comerciante da medicina, que só atende se for bem pago. E para poder se manter fisicamente atraente, muitos indivíduos vivem à custa de drogas e regimes cruéis, e passam a depender disso para manter as aparências. E quando o corpo físico cobra seus tributos, em função da idade, passam a esticar a pele por todos os lados, como se fosse possível enganar as leis que regem a matéria. O que o indivíduo não se dá conta, é que quanto mais luta para ter, mais se esquece de ser e mais se infelicita. Os que conseguem conquistar posses materiais, fama, e uma boa aparência, passam a empregar seu tempo e sua saúde para mantê-los. E os que não logram realizar esses sonhos estabelecidos pela sociedade, se tornam infelizes e frustrados por se julgarem incapazes para tal. Assim, quando o ser humano entender que o dinheiro é meio e não fim para ser conquistado a qualquer custo, colocará esse bendito recurso a serviço do progresso próprio e dos seus semelhantes em todos os sentidos. Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou pela sua aparência física. As virtudes são os tesouros mais preciosos que você pode conquistar. Lembre-se sempre de que nada vale a pena se tivermos que abrir mão da nossa dignidade, da nossa honradez, ou dos nossos valores nobres. Texto da Redação do Pense Nisso, com base em texto do livro Porque fazemos o que fazemos, de Edward Deci, ed. Negócio.

20/04/2021 08:30 | DURAÇÃO 3:44

Nossos Personagens

Nossos Personagens Na Grécia e na Roma antiga, era comum os atores se utilizarem de máscaras para interpretar seus personagens. A essas máscaras era dado o nome de persona. Daí a origem da palavra personagem. A palavra persona vem do latim, per sonare, ou soar através de, pois essas máscaras faziam com que a voz dos atores bem chegasse aos espectadores. Muito mais tarde, no Século XX, um célebre estudioso da mente e do comportamento humano, o suíço Carl Jung(yungue), se utilizou da mesma palavra para descrever um tipo de comportamento dos seres humanos. O de utilizarmos máscaras para nos relacionarmos. Não somos poucos os que nos utilizamos de pesadas máscaras para esconder dores, dificuldades e dramas que marcam nossa alma. Não somos poucos os violentos e agressivos, que fazemos desse comportamento nossa rota de fuga para esconder fragilidades, medos e inseguranças. E, em grande número, somos os críticos inveterados, os justiceiros de plantão, a postos para apontar o dedo, acusar, mas que agimos assim para esconder agudos sentimentos de inveja. Outros de nós, prepotentes, tiranos, sempre a humilhar e espezinhar todos, escondemos atrás dessa máscara complexos de inferioridade e as próprias limitações. Não faltam os que nos posicionamos como paladinos da moral, da ordem, intolerantes com os deslizes alheios, buscando, dessa maneira, disfarçar em nós profundos distúrbios comportamentais e morais. Quase sempre refletimos o oposto do que somos em realidade. É por essa razão que, ao encontrarmos um companheiro de jornada que se mostra difícil, pesado, bom será avaliemos se tratar de uma alma frágil, em rota de fuga através de máscaras, que escolheu para representar um personagem que efetivamente não é. Verificaremos que, ao perfurarmos a casca, ao analisarmos com mais cuidado, encontraremos a alma dizendo das suas dificuldades, buscando fugir de si mesma. Para esses companheiros, utilizemo-nos do olhar de amor, da indulgência, da compreensão, em exercício de tolerância. Se hoje já conseguimos perceber as limitações na alma daqueles que seguem conosco, utilizemos o olhar do entendimento para com eles. E toda vez que eles nos oferecerem as pedras e espinhos da personalidade que apresentam, ofertemos a compreensão. Todo progresso individual, toda descoberta de si mesmo é processo solitário e doloroso. Não é por outro motivo que muitos adiamos o encontro conosco mesmos, estagiando em processos difíceis, que levam a lugar algum. Assim, se conseguirmos perceber em nós algum desses mecanismos de fuga, esforcemo-nos por deles nos desvencilhar, buscando o encontro inadiável conosco mesmos, no processo de sublimação pessoal. * * * A revisão de conceitos e atitudes nos convida a nos dispormos ao abandono do que nos for inconveniente e nos esteja a reter a marcha do progresso. Proponhamo-nos à renovação de opiniões, de posições enrijecidas sempre que necessário, abraçando diretrizes morais enriquecedoras. Fará bem a nós. Fará bem ao mundo. Redação do Pense Nisso, com base no livro “Evangelho Segundo o Espiritismo” . Autor:Allan Kardec Editora: Ide - Inst. de Difusão Espírita Em 30.09.2012

19/04/2021 08:51 | DURAÇÃO 4:44

O Homem que não se irritava

O Homem que não se irritava Conta-se uma parábola que, numa cidade do interior, havia um homem que não se irritava e não discutia. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava numa modesta pensão, onde era admirado e querido. Para testá-lo, um dia, seus companheiros combinaram de levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o convidariam a um jantar. Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender à mesa. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito. A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir. Mas ela serviu todos os demais, e quando chegou a vez dele, foi para outra mesa. Ele esperou calmamente, e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o. Após servir todos os demais, passou rente a ele, com a sopeira exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa ,e retornou à cozinha. Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação. Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse: - O que o senhor deseja? Ao que ele respondeu, naturalmente: - A senhora não me serviu a sopa. Ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o: - Servi, sim senhor! Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos… Todos pensaram que ele iria brigar… Suspense e silêncio total. Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente: - A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais! Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura. O protagonista desta história nos deixa uma lição: a maneira como reagimos às situações é que determinará os seus efeitos nas nossas vidas. Um único deslize daquele homem poderia manchar algo que ele já tinha construído há muito tempo; Ele era um homem reconhecido e admirado por sua postura. Tinha uma reputação invejável. Talvez você pense: “Mas é injusto o que fizeram com ele”... Sim! Até seria direito dele cobrar um melhor atendimento... ou ele poderia simplesmente ter levantado do seu lugar, decidido sair sem experimentar a sopa; Uma outra pessoa talvez pensasse numa maneira de punir aquela garçonete; mas aquele homem, embora injustiçado, decidiu abrir mão da razão. Na vida, muitas vezes, esta é a melhor escolha. Numa discussão com o cônjuge, os insultos desenfreados não trarão nenhum tipo de benefício, pelo contrário, poderão provocar feridas, desgastes nas emoções e distanciamento. No trânsito, qualquer comportamento errado pode resultar numa grande confusão; discutir não é uma regra. Sempre foi opcional. E como diz um ditado antigo: quando um não quer, dois não brigam. A verdade é que reagir com irritação, em qualquer momento da vida, poderá atrair consequências graves. No trabalho, ou entre amigos, faça também o possível para evitar discussão; se ainda assim o clima pesar por qualquer motivo, experimente um exercício: respire fundo, beba um pouco d’água, peça a Deus sabedoria, releve, perdoe, peça perdão, recomece. Não deixe a ira invadir o seu coração. Não perca a razão, mas seja o primeiro a abrir mão dela. Seja um pacificador. O que as pessoas costumam observar em você? Você é lembrado por aquilo que você faz de bom ou pelas consequências dos seus atos impensados? Pense nisso, mas... pense agora!

17/04/2021 08:46 | DURAÇÃO 4:03

Respeito pela vida

O respeito pela vida abrange o sentimento de alta consideração por tudo quanto existe. Não apenas se detém na pessoa, mas em todas as expressões da natureza. Quando não existe essa manifestação, os valores éticos se enfraquecem e todos os anseios superiores perdem o significado. A criatura humana, impulsionada por ilusões, tem se esquecido disso, sem se dar conta da gravidade de tal atitude. O egoísmo tem controlado os sentimentos, impondo o seu interesse, em detrimento de todos os valores mais dignos. Os membros da sociedade têm sido separados lamentavelmente, dividindo-se em classes. Considerando os recursos sociais, econômicos, porém, nunca os morais. Surge, então, um abismo entre os seres. As emoções e anseios individuais se convertem em ódios tolos, abrindo campo para as batalhas da violência doméstica e urbana. Alguns acreditam que, possuindo dinheiro e desfrutando de projeção política ou social, serão capazes de conseguir afeição e companheirismo. Amargo engano. Afeto e amizade não se compram, nem tampouco se impõem. Alguns se deixam seduzir por esses recursos transitórios. E lá na frente, se frustram. Iludem-se pensando que a criatura pode ser identificada pelo que possui e não pelo que realmente é. Todas essas fantasias, no entanto, são passageiras, porque as riquezas trocam de mãos rapidamente. A beleza e o poder não enfeitam as mesmas faces por longos anos. Tocadas pela brisa do tempo, elas desaparecem, e cedem lugar à verdadeira essência, que pode ser boa ou ruim. Ninguém consegue ser feliz individualmente no deserto que cria para si mesmo ou numa ilha isolada da convivência social. Tentando ignorar essa verdade, muitos se valem de práticas infelizes. Se tornam pessoas agressivas, insensatas. Esse é outro equívoco que conduz a tragédias ainda mais dolorosas. A vida só se faz digna e próspera, quando se estrutura na pedra fundamental do respeito. O respeito pela vida eleva o padrão de conduta, dignificando aqueles a quem é direcionado e elevando moralmente quem assim se comporta. A honestidade, por sua vez, indispensável no sucesso dos relacionamentos humanos, proporciona confiança e bem-estar aos seres. * * * Neste dia, temos a oportunidade de refletir: Quais são os desafios íntimos que nos levam a situações embaraçosas? Trabalhemos item a item, cada dia, experimentando as alegrias que decorrem do respeito pela vida. Assim, vamos redescobrir o amor e a satisfação de compartilhar os júbilos com o próximo. Respeitando a vida, passaremos a ser respeitados e estimados. Notaremos em nós mesmos a satisfação de estar em paz com a própria consciência. A vida é a sublime concessão de Deus, que não pode ser desconsiderada, por quem quer que seja. Pense nisso, mas… pense agora! (*) Pense Nisso baseado no texto do Momento Espírita, com base no cap. 19, do livro Libertação pelo amor, ed. LEAL. Em 12.4.2021.

16/04/2021 17:41 | DURAÇÃO 4:29

Destacando o positivo

Quando a pandemia chegou, com certeza, não imaginávamos que se alongaria por tantos meses e trouxesse consequências tão desastrosas. No início, muitos pensaram que a necessidade de isolamento não duraria mais que um mês, no máximo três... A verdade é que não imaginamos a dimensão que tomaria o vírus, ceifando vidas, enchendo hospitais; Mas, nesse mesmo cenário de dor e medo, surgiram nesses meses, atitudes importantes, boas, de empatia e amor. Campanhas de doação, expressão de solidariedade. E das mais diversas formas. Numa cidade brasileira, por exemplo, em meio a pandemia, surgiu um interessante projeto, oferecendo aulas gratuitas sobre gastronomia. E todo alimento preparado pelos alunos e professores é servido aos que não têm meios de prover a própria alimentação. Eis uma fórmula para transformar vidas, preparando mão de obra especializada, ao mesmo tempo, oferecendo o pão a quem tem fome. * * * Muitas vezes só saímos da nossa comodidade diante dos desafios. Vemos que, mesmo quando tudo parece estar perdido, surgem opções positivas. Muitos perderam seus empregos nesses meses e aprenderam a sobreviver, com criatividade, descobrindo seus próprios talentos. Muitas famílias, graças ao convívio mais próximo dos seus, descobriram pontos de conexão que jamais haviam notado. Graças às aulas virtuais, para melhor orientar seus pequenos, pais puderam participar mais ativamente da vida do filho. Multiplicam-se momentos de diálogos e de troca de confissões entre os familiares que antes não tinham tempo para isso. E há tempo para relatos de artes e brincadeiras que os pais faziam em sua infância. Também para ver fotografias antigas de família, recheadas de histórias ricas dos antepassados, próximos ou um pouco mais distantes. Em muitos lares foi instituído o momento de oração em conjunto; Livros foram retirados da estante… Crianças vão dormir mais felizes por terem alguém para lhes contar uma história. Sim, a pandemia nos trouxe dor, assinalou dias de incerteza, dúvidas e dificuldades. Mas, também nos trouxe algumas lições de retorno ao lar, à valorização das coisas simples, a saudade de um abraço que não pode ser dado, o desejo de estarmos próximos. Deus é de tal forma sábio que, mesmo no caos, oferece oportunidades de crescimento, de progresso. Olhemos ao nosso derredor e não percamos as chances que nos são oferecidas para sermos melhores: mais fraternos, mais irmãos, mais solidários. Pense nisso, mas… pense agora. (*) Pense Nisso baseado em texto do Momento Espírita e site razoesparaacreditar.com. Em 10.4.2021.

15/04/2021 15:39 | DURAÇÃO 4:06

Ter coragem

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14/04/2021 17:35 | DURAÇÃO 4:06

Aprender a florescer

Ela era uma jovem das famílias mais ricas de Los Angeles. Prestes a se casar, seu noivo foi convocado para o Vietnã. Antes, deveria passar por um treinamento de um mês. Enamorada, ela optou por antecipar o casamento e partir com ele. Ao menos poderia passar o mês do treinamento próximo dele, antes de sua partida para terras tão longínquas e perigosas. Próximo à base do deserto da Califórnia onde se daria o treinamento, havia uma aldeia abandonada de índios Navajos e uma das cabanas foi especialmente preparada para receber o casal. O primeiro dia foi de felicidade. Ele chegou cansado, queimado pelo sol de até 45 graus. Ela o ajudou a tirar a farda e deitar-se. Foi romântico e maravilhoso. Ao final da semana, ela estava infeliz e ao fim de dez dias estava entrando em desespero. O marido chegava exausto do treinamento, que começava às cinco horas da manhã e terminava às dez horas da noite. Ela era viúva de um homem vivo, sempre exaurido. Escreveu para a mãe, dizendo que não aguentava mais e perguntando se deveria abandoná-lo. Alguns dias depois, recebeu a resposta. A velha senhora, de muito bom senso, lhe enviou uma quadrinha em versos livres que dizia mais ou menos assim: Dois homens viviam em uma cela de imunda prisão. Um deles olhava para o alto e enxergava estrelas. O outro, olhava para baixo e somente via lama. Abraços. Mamãe. A jovem entendeu. Ela e o marido estavam em uma cela, cada um a seu modo. Ver as estrelas ou contemplar a lama era sua opção. Pela primeira vez, em vinte dias de vida no deserto, ela saiu para conhecer os arredores. Logo adiante, surpreendeu-se com a beleza de uma concha de caracol. Ela conhecia conchas da praia, mas aquelas eram diferentes, belíssimas. Quando seu marido chegou naquela noite, quase que ela nem o percebeu, tão aplicada estava em separar e classificar as conchas que recolhera durante todo o dia. Quando terminou o treinamento e ele foi para a guerra, ela decidiu permanecer ali mesmo. Descobrira que o deserto era um mar de belezas. De seus estudos e pesquisas resultou um livro que é considerado a obra mais completa acerca de conchas marinhas, porque o deserto da Califórnia um dia foi fundo de mar e é um imenso depósito de fósseis e riquezas minerais. Mais tarde, com o retorno do esposo do Vietnã, ela voltou a Los Angeles, com a vida enriquecida por experiências salutares. Tudo porque ela aprendera a florescer onde Deus a colocara. * * * Existem flores nos jardins bem cuidados. Existem flores agrestes em pleno coração árduo do deserto. Existem flores perdidas pelas orlas dos caminhos, enfeitando veredas anônimas. Muitas sementes manifestam sua vida florescendo a partir de um pequeno grão de terra, perdido entre pedras brutas, demonstrando que a sabedoria está em florescer onde se é plantado. Florescer, mesmo que o jardineiro sejam os ventos graves ou as águas abundantes. Florescer, ainda que as condições de calor e umidade nem sempre sejam as favoráveis... Redação do Pense Nisso, com base na palestra Floresça onde for plantado, proferida por Divaldo Pereira Franco. Em 25.01.2013.

13/04/2021 15:02 | DURAÇÃO 4:47

Pedras e pães

Um dia, cinco alunos foram submetidos a uma experiência curiosa. Todos, de olhos vendados, foram conduzidos para perto de um animal a fim de identificarem suas características. O primeiro passou vagarosamente as mãos nas orelhas do bicho e falou convicto: É algo espalhado, como um tapete. O segundo aproximou-se, esticou o braço, pegou na tromba e exclamou: É uma coisa comprida e redonda, deve ser uma jiboia. Tocando demoradamente uma das pernas do animal, o terceiro falou convicto: Isto não é um animal, é um tronco de árvore. O quarto aluno apalpou por várias vezes uma das presas e disse: Ah, isto não é um tronco, mas sim uma lança, muito pontiaguda. O quinto e último, por sua vez, exclamou com segurança, tocando o rabo do animal:Definitivamente isto é apenas uma corda muito fina! E porque não entrassem num acordo, os alunos começaram uma discussão acalorada. Afinal, todos eles haviam tocado o animal com as próprias mãos, e por esse motivo, cada um tinha seu próprio ponto de vista. Para acalmar os ânimos, o professor falou com firmeza: Cada um de vocês está certo, mas cada um está errado também. Todos querem defender o seu ponto de vista mas não querem admitir que o outro possa estar com uma parcela da verdade. Ato contínuo, tirou as vendas dos jovens e todos puderam contemplar o enorme elefante e perceber que todas as opiniões tinham seus fundamentos. * * * Grande parte dos desentendimentos entre as pessoas, na vivência diária, é resultado de cada um defender o seu ponto de vista sem se permitir ver as coisas sob o ponto de vista do outro. Todos querem ter razão, sem abrir mão da sua verdade. No entanto, tudo seria mais fácil se admitíssemos a possibilidade de o outro estar certo. As pessoas são individualidades que trazem consigo possibilidades muito próprias no entendimento das coisas e situações. Por essa razão, não podemos exigir que os outros vejam com os nossos olhos, nem que pensem com a nossa mente. Se todos compreendêssemos esses detalhes importantes na vida de relação, certamente evitaríamos grande parcela de dissabores e discussões inúteis. * * * Todas as flores são flores, mas o gerânio não tem as características do cravo e nem a rosa as da violeta. Todos os frutos são frutos, mas a laranja não guarda semelhança com a pera. Além disso, cada flor tem o seu perfume original, tanto quanto cada fruto não amadurece fora da época prevista. Assim também é com as criaturas. Cada pessoa respira em faixa diversa de evolução. É justo que nos detenhamos na companhia daqueles que sentem e pensam como nós, entretanto, é caridade não violentar a cabeça daqueles que não comungam das nossas ideias. Pensemos nisso! Redação do Pense Nisso, com base no cap. Os cegos e o elefante, de O livro das virtudes, v. II, de Willian J. Bennett, ed.Nova Fronteira e no cap. 3 do livro Ceifa de luz , pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb. Em 28.05.2013.

12/04/2021 15:08 | DURAÇÃO 5:08

Pontos de vista

PONTOS DE VISTA Um dia, cinco alunos foram submetidos a uma experiência curiosa. Todos, de olhos vendados, foram conduzidos para perto de um animal a fim de identificarem suas características. O primeiro passou vagarosamente as mãos nas orelhas do bicho e falou convicto: É algo espalhado, como um tapete. O segundo aproximou-se, esticou o braço, pegou na tromba e exclamou: É uma coisa comprida e redonda, deve ser uma jiboia. Tocando demoradamente uma das pernas do animal, o terceiro falou convicto: Isto não é um animal, é um tronco de árvore. O quarto aluno apalpou por várias vezes uma das presas e disse: Ah, isto não é um tronco, mas sim uma lança, muito pontiaguda. O quinto e último, por sua vez, exclamou com segurança, tocando o rabo do animal:Definitivamente isto é apenas uma corda muito fina! E porque não entrassem num acordo, os alunos começaram uma discussão acalorada. Afinal, todos eles haviam tocado o animal com as próprias mãos, e por esse motivo, cada um tinha seu próprio ponto de vista. Para acalmar os ânimos, o professor falou com firmeza: Cada um de vocês está certo, mas cada um está errado também. Todos querem defender o seu ponto de vista mas não querem admitir que o outro possa estar com uma parcela da verdade. Ato contínuo, tirou as vendas dos jovens e todos puderam contemplar o enorme elefante e perceber que todas as opiniões tinham seus fundamentos. * * * Grande parte dos desentendimentos entre as pessoas, na vivência diária, é resultado de cada um defender o seu ponto de vista sem se permitir ver as coisas sob o ponto de vista do outro. Todos querem ter razão, sem abrir mão da sua verdade. No entanto, tudo seria mais fácil se admitíssemos a possibilidade de o outro estar certo. As pessoas são individualidades que trazem consigo possibilidades muito próprias no entendimento das coisas e situações. Por essa razão, não podemos exigir que os outros vejam com os nossos olhos, nem que pensem com a nossa mente. Se todos compreendêssemos esses detalhes importantes na vida de relação, certamente evitaríamos grande parcela de dissabores e discussões inúteis. * * * Todas as flores são flores, mas o gerânio não tem as características do cravo e nem a rosa as da violeta. Todos os frutos são frutos, mas a laranja não guarda semelhança com a pera. Além disso, cada flor tem o seu perfume original, tanto quanto cada fruto não amadurece fora da época prevista. Assim também é com as criaturas. Cada pessoa respira em faixa diversa de evolução. É justo que nos detenhamos na companhia daqueles que sentem e pensam como nós, entretanto, é caridade não violentar a cabeça daqueles que não comungam das nossas ideias. Pensemos nisso! Redação do Pense Nisso, com base no cap. Os cegos e o elefante, de O livro das virtudes, v. II, de Willian J. Bennett, ed.Nova Fronteira e no cap. 3 do livro Ceifa de luz , pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb. Em 28.05.2013.

10/04/2021 16:09 | DURAÇÃO 4:14

As cinco bolas

Senhoras, senhores...moças e rapazes; imagine a vida como um jogo em que você esteja fazendo malabarismos com cinco bolas no ar. Estas são: seu trabalho – sua familia-sua saúde – seus amigos e sua vida espiritual, e você terá que mantê-las todas no ar. Logo você vai perceber que o trabalho é como uma bola de borracha.se soltá-la, ela rebate e volta. Mas as outras quatro bolas:familia, saúde, amigos e espirito, são frageis como vidros.se você soltar qualquer uma desta, ela ficará irremediavelmente lascada, marcada, com arranhões, ou mesmo quebrada, vale dizer, nunca mais será a mesma. Devemos entender que: tem que apreciar e se esforçar para conseguir cuidar do mais valioso. Trabalhe eficientemente no horario regular do seu emprego e deixe o trabalho no horario. Gaste o tempo requerido para a sua familia e aos amigos. faça exercicios, coma e descanse adequadamente. E sobretudo...cresça na sua vida interior, no espiritual, que é mais transcendental, porque é eterno. Shakespeare dizia:”sempre me sinto feliz, sabes por que? Porque não espero nada de ninguém. Esperar sempre dói.os problemas não são eternos, sempre têm solução.a vida é curta, por isso, ame-a! Viva intensamente e recorde: antes de falar...Escute! antes de escrever...pense! antes de criticar...Examine! antes de ferir...sente! antes de orar...perdoe! antes de gastar...ganhe! antes de se render... tente de novo! antes de morer...viva! pense nisso, mas pense agora! Redação do Pense Nisso, com base no discurso de despedida do ex-presidente da Coca Cola Bryan Dyson. Em 09.11.2012

09/04/2021 16:04 | DURAÇÃO 3:02

Eu achava que o choro era ruim

A experiência de uma mãe e seu bebê nos traz reflexões muito profundas e importantes. Diz-nos ela: É que eu achava que o choro era ruim. Eu achava que o choro tinha que parar. E acho que é isso que aprendi: não precisa. Existem, sim, motivos para o choro: desconforto de temperatura, fome, fralda, refluxo, doença, sono. Mas existe o choro que não cessa após checar tudo o que pode estar errado. E esse choro, que pode durar horas até, esse choro não é errado. E se hoje eu pudesse rever esses dias de maternagem, talvez me preocupasse menos em silenciar o choro de minha filha e mais em acolher suas lágrimas. Talvez eu me focasse menos em ficar dizendo “shhhh”, balançando Clarinha de um lado pro outro do quarto, tentando todas as táticas possíveis, me sentindo incapaz de consolá-la, e decidisse aceitar o seu choro, sua voz, como eu procuro aceitar a de qualquer amigo que me procura em prantos. Entender que não se pode resolver a dor do outro, mas sempre se pode acolhê-la. Entender que o choro às vezes não é dor, mas adaptação a esse mundo de sons, cheiros, luzes e pessoas, a que o bebê não está acostumado. Entender que, quando não se fala, não se balbucia e não se gesticula, só existe o choro como comunicação. E quantas vezes as minhas tentativas de cessar o choro me impediram a verdadeira conexão com a minha filha? O quanto o simples ato de abraçá-la e permitir que ela chorasse o que precisava, sabendo que eu estava ali com ela, presente, integralmente presente, sem procurar distraí-la, teria sido tão ou mais eficiente do que tentar táticas e truques para ela parar de chorar? O quanto aquele choro não era um pedido por mais presença com intenção e coração, uma necessidade de dar um basta nas incômodas visitas pós-parto, um desejo de proximidade e o luto pela separação de não estar mais dentro de mim, segura e protegida? Choro é emoção. Não quero ensinar a ela que o choro é errado. Que as emoções são erradas, que sentir é inadequado. O choro é normal. * * * Se percebermos bem, adquirimos este hábito de fazer tudo para que o choro cesse o quanto antes. Tanto o nosso chorar como o de alguém que nos é caro. O choro é incômodo, é constrangedor, em nossa cultura, e ele precisa ser represado com uma urgência e um desespero injustificáveis – se pensarmos bem. Não paramos para pensar que o choro tem seu momento. É algo que precisa sair e precisa de tempo para isso. Melhor para fora do que para dentro, disse alguém, um dia, consolando uma pessoa que se desculpava por não ter conseguido segurar as lágrimas. Sim, nós pedimos desculpas por nos emocionarmos... Muito estranho. Como se fosse sinal de fraqueza. Chorar é bom. Chorar é importante. Chorar é terapêutico. Aqueles que guardam anos e anos de lágrimas constroem doenças para si. É isso mesmo: ficamos doentes porque represamos emoções. E no que diz respeito à dor do outro, que muitas vezes não conseguimos resolver, que às vezes teríamos vontade de tirar com as mãos se pudéssemos – quando é de um filho, de um pai, de uma mãe – essas dores podemos acolher. Podemos compartilhar lágrimas e dizer: Estou com você. Acolher o choro de alguém sempre será gesto profundo de amor. Redação do Pense Nisso, com base em texto de autoria de Gabriela Ruggiero Nor do site www.vilamamifera.com/cafemae, de 20 de julho de 2014. Em 16.9.2014.

08/04/2021 06:00 | DURAÇÃO 4:38

O Urso e a panela quente

Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina... Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo. Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos. Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir. Tenha a coragem e a visão que o urso não teve. Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder. Pense Nisso e solte a panela! Redação do Pense Nisso, com base de um texto anônimo Em 16.4.2014.

07/04/2021 18:12 | DURAÇÃO 3:12

Cidadania e respeito ao próximo

Existem situações nas quais passamos no dia-a-dia capazes de nos fazer refletir. O que demonstramos com nossas atitudes? O que as pessoas observam em nós e o que percebemos nelas? Clara mora em uma grande cidade do Brasil, na qual milhões de pessoas dividem o espaço em movimentadas ruas. Todos os dias, na hora do almoço, ela anda seis quadras até o restaurante que costuma frequentar. Nesse trajeto, até há poucos meses, havia semáforo para pedestres em apenas uma das esquinas que cruzava. Há poucos meses, viu, com alegria, a instalação de novos semáforos para pedestres em todas as esquinas daquele trajeto. Mas, os sinais de trânsito não eram percebidos pela maior parte das pessoas que por ali circulava. Ela pensava: é só uma questão de tempo... logo todos vão prestar atenção. Várias semanas depois, Clara percebeu que as pessoas, em sua maioria, desrespeitavam os sinais luminosos, e continuavam a cruzar a rua sem segurança. Chegou a observar uma jovem, com um bebê no colo, cruzar a rua quando o sinal estava vermelho para os pedestres, e quase foi atropelada. Dia desses Clara resolveu contar o tempo que levaria, a mais, para chegar ao restaurante, se tivesse que esperar todos os sinais fecharem e abrirem. A conclusão foi surpreendente: apenas um minuto e vinte segundos! E, por tão pouco, as pessoas arriscavam tanto... Ela pensou em escrever para o departamento responsável pelo trânsito e solicitar uma campanha de educação aos pedestres. Mas, logo pensou: o cidadão também deve fazer a sua parte! Ela continuou a esperar, pacientemente, a vez de cruzar a rua, mesmo sendo, muitas vezes, a única pessoa a respeitar o sinal. * * * Muito se fala em cidadania. É quando o cidadão possui e exerce os direitos civis e políticos de um Estado. Falar em direitos é sempre agradável a qualquer indivíduo, e, sem dúvida alguma, todos devemos lutar por eles para viver dignamente. Mas, morando em comunidades, devemos sempre estar atentos aos nossos deveres, pois, se cada um buscar apenas os direitos, a vida em sociedade será um caos. Em um país todos estão sujeitos à Constituição que é a Carta que dita deveres e direitos a todos os cidadãos. Temos sim, portanto, deveres para com o próximo. E o próximo é nosso familiar, nosso amigo, nosso colega de trabalho, nosso vizinho. * * * E você? Como você age no dia a dia? Como aqueles que só pensam em seus direitos, ou como quem mostra a evolução moral de conhecer e cumprir seus deveres? Como você se comporta diariamente? Reflita com carinho e você concluirá que devemos melhorar a cada dia, aprendendo a respeitar as leis, a respeitar o próximo e a fazer a nossa parte, mesmo que aqueles com quem convivemos ainda não o façam. Pense Nisso… Mas… pense agora. Pense Nisso com base no texto do Momento Espírita, em 23/03/21

06/04/2021 14:59 | DURAÇÃO 4:11

O rico vigilante

O RICO VIGILANTE O desejo de ser rico é bastante comum. Em geral, ele se origina do egoísmo e da vontade de gozar dos bens do mundo em regime de ócio e saciedade. Mas há quem o justifique com a ideia de dar conforto e segurança para os seus. A respeito desse sonho tão comum, há uma narrativa bem esclarecedora. Conta-se que um homem honrado animou-se com o propósito de enriquecer para beneficiar sua família. Aflito por alcançar seus fins, envolveu-se em várias empresas. Por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio de alguns milhões. Quando se deu por satisfeito, reconheceu que todos os quadros da própria vida se haviam alterado. O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria. A esposa fizera-se escrava de mil obrigações destinadas a matar o tempo. Os filhos cochichavam entre si a respeito da herança que a morte do pai lhes reservaria. Os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia. Os negociantes visitavam-no a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas. Servidores o bajulavam, com declarado fingimento, quando ao lado de seus ouvidos. Em razão de tantos distúrbios, era compelido a transformar a residência em uma fortaleza. Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo, cada vez mais presentes. Em poucas semanas de observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de crises sem fim. A partir daí, passou a libertar suas enormes reservas. Junto dele, amigos e vizinhos passaram a ter as bênçãos do serviço e do bom ânimo. Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta. Os filhos odiaram-no e os próprios beneficiados o julgaram louco. Todavia, o milionário vigilante passou a possuir no domicílio um santuário aberto e alegre. * * * Essa história pitoresca simboliza a necessidade do equilíbrio na vida humana, em especial no que tange aos bens materiais. Toda riqueza que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva. Já a riqueza em inútil repouso converte-se em poço venenoso de água estagnada. Não há lógica em querer um rio inteiro, quando um simples copo de água pode saciar a sede. Os bens do mundo são instrumentos e não a finalidade do existir. Qualquer que seja a posição do homem, ele enfrenta problemas e desafios. Na busca de bens cada vez mais vastos, não compensa esquecer a essência do existir. Família, amigos e a própria dignidade constituem o tesouro mais importante que se pode ter. Pense nisso.Mas Pense Agora Redação do Pense Nisso, com base no cap. 21, do livro Jesus no lar, pelo Espírito Neio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb. Em 01.03.2013.

05/04/2021 06:00 | DURAÇÃO 4:12

Páscoa

Você já deve ter percebido, pelas prateleiras abarrotadas de ovos e coelhos de chocolate, que se aproximam os dias da Páscoa. Os meios de comunicação, em geral, não lhe deixariam esquecer tal data. Se, no entanto, alguém lhe perguntasse o que é a Páscoa, você saberia responder? Qual a relação com ovos, coelhos e chocolates? Tem-se notícias de que os israelitas, bem antes de Moisés, celebravam a Páscoa, sempre na primeira lua cheia da primavera, quando ofereciam à Divindade os primogênitos do seu rebanho. A palavra em aramaico pashã, em hebraico pesah (pessach), significa a passagem. Segundos uns, do sol pela constelação do carneiro ou da lua pelo seu ponto mais alto. Nas línguas saxônicas o nome indica uma associação com o mês de abril, quando se comemorava a morte do inverno e a recuperação da vida, a chegada da primavera. O sentido de passagem é relacionado no livro bíblico Êxodo. Foi na época da Páscoa que se deu a libertação do povo hebreu. Cerca de quinze séculos antes de Cristo, depois de ter vivido cerca de quatro séculos no Egito, duramente tratado pelos faraós, conseguiu o povo de Israel abandonar para sempre a terra da escravidão. Naquela noite, os hebreus se serviram da carne assada de um cordeiro, pães ázimos, isto é, sem sal e fermento e alfaces amargas. Em memória daquela noite, todo ano, pelo catorze de Nisan (o mês de abril), os chefes de família celebravam a Páscoa comemorando agora a libertação do cativeiro egípcio. Os Evangelhos nos dão notícias da última ceia de Jesus com os Apóstolos justamente à época da Páscoa. A paixão, morte e ressurreição de Jesus coincidiram com essa festa. Para os cristãos, a data deve lembrar a ressurreição do Cristo. Após a Sua morte na cruz, Ele se mostra vivo para os Apóstolos, discípulos e amigos. O costume de oferecer ovos como presente, nessa época, remonta aos antigos egípcios. Entre nós, o costume foi trazido por missionários que visitaram a China. Só que antigamente, eram ovos mesmo, de pata ou de galinha, coloridos e enfeitados, depois transformados em ovos de chocolates. Para alguns historiadores, o coelho, por ser o animal que mais se reproduz, traduz antigos ritos do paganismo da fertilidade. Para os cristão, a Páscoa representa a Imortalidade da alma, segundo as escrituras do novo testamento ,atestado pelo próprio Cristo. Você sabia : Que os ovos de chocolate foram introduzidos no Brasil entre os anos de 1913 e 1920, por imigrantes alemães? E que foi a partir do século XVIII que se passou a incorporar o ovo de chocolate na comemoração da Páscoa? Redação do Pense Nisso Em 16.03.2013.

03/04/2021 06:00 | DURAÇÃO 3:59

Você sabe que vou ser igual a você

VOCÊ SABE QUE VOU SER IGUAL A VOCÊ O cantor e compositor americano Harry Champin, escreveu e compôs uma linda canção que fez muito sucesso nos anos 70.Ela fala sobre a ausência dos pais. A letra diz assim: Meu filho chegou outro dia Veio para o mundo da maneira comum Mas havia planos para realizar E contas a pagar Ele aprendeu a andar enquanto eu estava fora E ele estava falando antes de eu conhecê - lo E enquanto ele crescia Ele falava: "Vou ser igual a você pai, Você sabe que vou ser igual a você" "Quando você vem pra casa, pai?" "Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos, Você sabe que vamos nos divertir juntos" Meu filho fez 10 anos outro dia Ele disse: "Obrigado pela bola pai, Vamos lá, vamos jogar Você pode me ensinar a chuta-la?" Eu disse "não hoje, tenho muito pra fazer" Ele disse "tudo bem" E ele foi embora, mas seu sorriso nunca desapareceu Disse "eu vou ser igual a ele, sim Sabe, vou ser igual a ele" "Quando você vem pra casa, pai?" "Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos, Você sabe que vamos nos divertir juntos" Bem, ele chegou do colégio outro dia Como um homem, eu tive que dizer "filho, estou orgulhoso de você. Pode sentar um pouco?" Ele balançou a cabeça, E disse com um sorriso: "O que eu realmente queria pai, é pegar emprestada a chave do carro, Te vejo mais tarde" Quando você vem pra casa, FILHO?" "Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos, Você sabe que vamos nos divertir juntos" Por muito tempo estive aposentado E meu filho se mudou Liguei pra ele outro dia E disse: "Eu gostaria de te ver se não se importasse" Ele disse: "Eu adoraria, pai, se pudesse achar tempo" “Mas foi muito bom falar com você, pai” E quando desliguei o telefone, Isso me ocorreu, Ele cresceu igualzinho a mim Meu filho era igualzinho a mim *** Como ouvimos, a letra da canção nos faz pensar a respeito das nossas ausências de cada dia, com os nossos filhos. A nossa ausência de hoje, pode se refletir na saudade que sentiremos no inverno da nossa existência.Quando eles, da mesma forma que nós fizemos, também serão ausentes. Por isso pais e mães, paramos um instante e reflitamos e nos façamos mais presentes aos nosso pequeninos. Tudo que apresentarmos como normal na vida no lar, tende a se normalizar na vida da criança. Os filhos estão nos observando sempre e construindo, em cada momento ao nosso lado, seu sucesso ou infelicidade futuros. A oportunidade da convivência familiar é única. Aproveitemos com sabedoria. Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Momento Espírita com base em texto extraído de vídeo encontrado na Internet, sem menção a autor. Em 24.06.2012.

02/04/2021 06:00 | DURAÇÃO 3:43

Amor sentimental

Amor sentimental Quantas vezes você mulher, olhou para o seu companheiro e não se indagou: - bem que ele poderia ser como o personagem da novela tal; romântico, seguro, observador... E você marido?Muitas vezes devem ter fantasiado o mesmo com relação a sua esposa.Ah se ela fosse mais magra, ou se reclamasse menos das coisas, se fosse mais compreensiva, mais envolvente.Tal como a personagem do filme. Fantasias.Devaneios.Utopias. A atriz Rita Hayworth tornou-se famosa vivendo nas telas o mito da mulher sensual. Em 1946, tornou-se deusa do amor interpretando o papel que lhe daria maior glória: Gilda. Dali em diante foi sempre difícil para ela conseguir que as pessoas separassem Rita de Gilda. As pessoas a olhavam e a viam como Gilda, a personagem do filme. Por isso mesmo, Rita chegou a se casar por sete vezes. Em suas entrevistas, ela dizia que jamais conseguira ser verdadeiramente amada. Os homens procuram Gilda, namoram Gilda, casam-se com Gilda e depois descobrem que sou Rita, simplesmente Rita. O que a famosa atriz queria dizer é que os homens não conseguiam vê-la como o ser humano, com defeitos, com desejos e anseios muito diferentes daqueles da personagem que interpretava no filme. Por isso, acabavam se desiludindo e abandonando-a. Isso acontece muito. Trata-se do que Erich Fromm chama de amor sentimental. É o amor que só é experimentado em fantasia e não nas relações concretas com a pessoa, que é real. Assim, homens e mulheres, que não se sentem felizes em seus casamentos, encontram satisfação no consumo de filmes, novelas, contos amorosos e canções de amor. Comovem-se até às lágrimas quando participam da feliz ou infeliz história de amor do casal, na tela, como se fosse a sua própria história. As mulheres que ficam aguardando um gesto de gentileza do marido, alguma atitude romântica e nada recebem, escolhem como seu ideal o galã da telenovela da atualidade. Sim, aquele é um homem verdadeiramente gentil. Ele sabe elogiar o cabelo, a roupa nova da sua amada. Tem a capacidade de renunciar à companhia dos amigos para estar com ela. Manda flores, escreve e fala frases bonitas. Assim também o homem que vê no papel da atriz o seu ideal de mulher e se torna espectador do amor alheio. Vibra com tudo o que a cena lhe mostra, mas quando retorna à sua vida real, se torna frio. No entanto, amar, antes de tudo, consiste em dar, não em receber. E o que uma pessoa pode dar para outra? A mais importante maneira de dar não está nas coisas materiais, está em dar de si mesmo, do que tem de mais precioso, dar de sua vida. Dar da sua alegria, da sua compreensão, da sua atenção, da sua tristeza, enfim, de todas as expressões e manifestações daquilo que vive em si. * * * Diferentemente do amor –paixão, o amor sublime é de essência divina. Todos os homens, do primeiro ao último, têm, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. O amor é o mais elevado dos sentimentos. É esse sol interior que reúne em seu ardente foco todas as aspirações sobre-humanas. Quem ama encontra, todos os dias, razões para a própria felicidade que é, em síntese, a felicidade daqueles que ama. Pense Nisso, e viva o amor real, o amor sublime. Redação do Pense Nisso, com base nos caps. II e III, do livro A arte de amar, de Erich Fromm, ed. Itatiaia e nos itens 8 e 9 do cap. XI de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 06.7.2012

01/04/2021 15:51 | DURAÇÃO 5:01

A procura da felicidade

Quem de nós não deseja ser feliz? Salvo os casos patológicos, as pessoas estão sempre em busca da felicidade, ainda que não se deem conta disso. Mas, afinal, o que é a felicidade? A felicidade varia de pessoa para pessoa, e em cada momento da nossa vida, ela pode assumir aspectos diferentes. Quando estamos enfermos, a recuperação da saúde seria a nossa felicidade. E envidamos todos os esforços para conquistá-la. Se estamos desempregados, um emprego se constituiria em felicidade, por algum tempo. Se somos solteiros e desejamos unir-nos a alguém, nossa felicidade seria encontrar a pessoa certa. No entanto, os que padecem fome e frio, encontrariam a felicidade num agasalho e na alimentação que refaz. Já para o torcedor, a explosão de felicidade se dá quando a bola atinge o fundo da rede do time adversário. Enfim, a felicidade tem tantas faces quanto os anseios de cada criatura, variando de acordo com as circunstâncias. Certa vez, lemos uma história que nos levou a refletir em que consiste a verdadeira felicidade. Foi narrada por uma moça que se sentia momentaneamente infeliz e, andando pela rua viu um homem puxando uma carroça. Ao observar a cena, pensou: Pobre homem! Fazendo o trabalho de um animal irracional.. Isso é que deve ser infelicidade! Pensando em ouvir de seus lábios lamentações e queixas, aproximou-se e lhe perguntou: O senhor é muito infeliz, não é? Afinal, fazendo um trabalho desses... Confessa ela que o homem fê-la mudar a paisagem íntima, ao responder entusiasmado: Não, senhora! Sou uma pessoa muito feliz. Tenho saúde que nem mesmo preciso de um animal para puxar minha carroça. Tenho força, consigo o meu sustento passeando pela cidade e ainda ganho saudações de pessoas bonitas como a senhora. * * * Como podemos perceber, a felicidade consiste em cada um contentar-se com o que tem e fazer da sua felicidade a alegria dos outros. A verdadeira felicidade é aquela sem mescla, à felicidade plena. Todavia, podemos viver com alegria, valorizando as coisas que temos e as conquistas morais que já logramos, sem infelicitar-nos com o que não possuímos e não está ao nosso alcance. * * * Muitos de nós buscamos a felicidade distante de onde ela se encontra. A cada momento o Universo nos oferece mil motivos para nos alegrar. A oportunidade de viver, de ter uma família, amigos, trabalho... A natureza, o sol, a chuva, a noite para o repouso, as chances de aprendizado em cada minuto que passa por nós. Até mesmo os obstáculos do caminho são motivos de alegria, por nos ensinarem a superá-los, preparando-nos para a conquista da felicidade perene, que a todos nos aguarda.Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso, com base em história publicada no Jornal Caridade, de maio/junho de 1997... Em 19.06.2012.

31/03/2021 16:17 | DURAÇÃO 4:31

CONCLUSÕES EQUIVOCADAS

Conclusões equivocadas Eram dois vizinhos que mantinham um bom relacionamento de amizade. Um deles comprou um coelho para os filhos. Logo, os filhos do outro vizinho também desejaram um animal de estimação. O pai lhes comprou um filhote de pastor alemão. A preocupação teve início. O dono do coelho achou que o cão poderia comer o seu animalzinho. O outro acreditava na boa índole e afirmou que o pastor era filhote. Bastaria que os animais fossem colocados juntos, aprendessem a conviver desde cedo e tudo daria certo. Eles seriam amigos. E por um tempo foi assim. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era comum ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes, com os dois animais. Certa sexta-feira, o dono do coelho resolveu viajar com a família. O animal ficou sozinho. No domingo à tarde, o dono do cachorro com sua família tomava um lanche quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes. O pobre animal estava imundo, sujo de terra, morto. Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo. Deram-lhe uma grande surra. Depois, veio o dilema: “o que fazer, agora? Afinal, o vizinho estava certo. O cão mataria o coelho.” Os donos do animal morto logo chegariam. O que fazer? Como consertar o estrago? Enquanto isso, lá fora, o cachorro chorava, lambendo os seus ferimentos. A grande dificuldade era como explicar para os filhos do vizinho o que acontecera com seu amado animalzinho. Então surgiu a de lavar o coelho, deixá-lo limpinho, secá-lo com o secador, arrumar bem o pelo e o colocar em sua casinha. Assim pensaram. Assim fizeram. Até perfume colocaram nele. Ao final, as próprias crianças disseram: “Parece vivo! Ficou lindo.” Pouco depois, ouvem a algazarra da família ao lado chegando. As crianças gritam. O coração dos donos do cão batia forte e eles pensaram: pronto! Descobriram! Passados alguns minutos, o dono do coelho bate na porta, assustado. Parecia ter visto um fantasma. “O que foi?” Perguntam. “O coelho, o coelho... morreu!” Diz aquele. “Morreu?” – inocentemente fala o pai da família dona do cão. “parecia tão bem hoje à tarde.” “Morreu na sexta-feira!” – exclama o outro. “Na sexta?” “Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal. Imagine que agora está lá na casinha, limpo, branquinho, reapareceu!” A história termina aqui. Não importa o que aconteceu depois. O que merece ser examinada é a situação do pobre cachorro. O pobrezinho, desde a sexta-feira, quando sentiu falta do amigo, começou a farejar. Finalmente, descobriu o corpo morto e enterrado. Com o coração partido, ele desenterrou o amigo de infância e foi mostrar aos seus donos. Talvez esperasse que eles o pudessem ressuscitar. E o que acontece? Pancadas e mais pancadas. Simplesmente porque expressava a sua preocupação com um amigo. Quase sempre procedemos assim em nossos relacionamentos. Julgamos os outros, sem antes verificar o que aconteceu de fato. É suficiente que suspeitas sejam levantadas contra alguém, e estamos prontos a nos afastar da pessoa. E até a comentar, continuar divulgando os fatos ouvidos. Tudo sem antes verificar se os fatos são verdadeiros, sem ir indagar daquele de quem se fala, o que, de verdade, está acontecendo. E assim velhas amizades são destruídas. Reputações são manchadas. Pessoas nobres recebem ingratidão. Tudo porque, quase sempre, tiramos conclusões precipitadas das situações e nos achamos donos da verdade. Pensemos nisso! Equipe de Redação do Pense Nisso com base em história de autoria ignorada. Em 01.02.2013

30/03/2021 16:15 | DURAÇÃO 5:11

Generosidade

Quando tinha treze anos, severino saiu de olho d’água seco, no sertão de pernambuco, para morar com um tio na capital, recife. Certo dia perdeu-se na cidade grande. Sem saber ler, não conseguia encontrar o caminho de volta olhando as placas e o nome das ruas. Era como se fosse cego, diz. Quando, afinal, achou o endereço, pediu ao tio para lhe comprar uma cartilha de alfabetização. Sozinho, aprendeu a ler e a escrever. Um ano depois, voltou ao sertão e tratou de ensinar o que sabia à irmã. Não era muito, mas era o bastante. Depois, improvisou uma escolinha para alfabetizar outros moradores. Já tinha ensinado duzentas e trinta e uma pessoas a ler quando deixou Pernambuco por uma vida melhor em São Paulo. Gosto de passar adiante tudo o que aprendo. Não vou levar nada para o caixão. Então tenho de compartilhar o que sei com quem precisa, senão esse conhecimento morre comigo, conta ele. * * * Estamos acostumados a reconhecer a generosidade em gestos grandiosos como o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta, que doou vinte e nove bilhões de dólares à instituição de combate à pobreza que fundou com a mulher, Melinda. Mas a história de Severino não deixa dúvida de que a generosidade pode ser praticada mesmo por quem tem pouco ou quase nada – e de várias formas, muito além de dar bens que sobram. Alguns exemplos são:Antônio, um desembargador de justiça, que conta histórias para crianças num hospital. Élcio, que incentiva a solidariedade na empresa que lidera, e ajudou a fazer dela um dos melhores lugares do mundo para trabalhar. Danielle, que aos sessenta e três anos, ajuda milhares de deficientes visuais a ter acesso a livros. Todos podemos ser generosos, e se desejamos realmente um mundo melhor, começar pela benevolência nas pequenas coisas, nos gestos singelos, é fundamental. * * * Proponha a você mesmo este desafio. Pratique um ato de generosidade, no dia de hoje e veja os resultados. Não o resultado do reconhecimento – pois ele quase sempre não vem, e não deve ser nosso foco – mas o resultado em sua alma, em sua alegria interior. Doe-se ao outro. Doe-se ao mundo. Doe sua vida ao amor e ganhe a felicidade tão sonhada! Redação do Momento Espírita com base em artigo da revista Sorria, v.1, de março/abril de 2008, e no item 886, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed .Feb. Em 30.05.2012.

29/03/2021 17:29 | DURAÇÃO 3:26

As mãos do meu avô

As mãos do meu avô

27/03/2021 17:07 | DURAÇÃO 4:25

O exemplo de João Carlos

A capacidade do ser humano de superar adversidades é inacreditável. E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser humano ainda não descobriu tudo de que é capaz. Também nos servem de exemplos para nossas próprias vidas. Um desses é o pianista João Carlos Martins. Começou a estudar piano aos oito anos de idade. Após nove meses de aula vencia, com louvor, o concurso da Sociedade Bach, de São Paulo. Um prodígio. Rapidamente ele desenvolveu uma carreira de pianista internacional. Tocou nas principais salas de concerto do mundo. Dedicou-se à obra de Bach. No auge da fama, sofreu um grande revés. Jogando futebol, sua outra paixão além da música, caiu sobre o próprio braço. O acidente o privou dos movimentos da mão. Para qualquer pessoa, uma tragédia. Para ele, um desastre total. Mas não se deu por vencido. Submeteu-se a cirurgias, dolorosas sessões de fisioterapia, injeções na palma da mão. E voltou ao piano e às melhores salas de concerto. Com dor e com paixão. Mas a persistência de Martins voltaria a ser testada. Anos depois, vítima de um assalto na Bulgária, foi violentamente agredido. Como consequência, teve afetado o movimento de ambas as mãos. Para recuperar as suas ferramentas de trabalho, voltou às salas de cirurgias e à fisioterapia. Conseguiu voltar ao amado piano mais uma vez. Finalmente, em 2002, a sequela das lesões venceu. A paralisia definitivamente dominou suas duas mãos. Era o fim de um pianista. Afastou-se do piano, não da sua grande paixão, a música. Aos sessenta e três anos de idade, ele foi estudar regência. Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de Câmara, em Londres. Em um concerto, em São Paulo, surpreendeu outra vez. Regeu a Nona Sinfonia de Beethoven, totalmente de cor. Ele precisou decorar todas as notas da obra por ser incapaz de virar a página da partitura. A plateia rompeu em aplausos. Mas João Carlos Martins ainda tinha mais uma surpresa para o público, naquela noite. Pediu que subissem um piano pelo elevador do palco. E, com apenas três dedos que lhe restaram, ele tocou uma peça de Bach. A ária da quarta corda foi originalmente escrita para violino. É uma peça musical em que o violinista usa apenas a corda sol para executar a bela melodia. Bom, Martins a executou ao piano com três dedos. E, embora não fosse a sua intenção, a impressão que ficou no ar é que todos os presentes se sentiram muito pequenos ante a grandeza de João Carlos Martins. * * * Como Martins, existem muitos exemplos. Criaturas que têm danificado seu instrumento de trabalho e dão a volta por cima, não se entregando à adversidade. Recordamos de Beethoven, compositor, perdendo a audição e, nem por isso deixando de compor. De Helen Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla deficiência a conseguir um título universitário. Tornou-se oradora, porta-voz dos deficientes, escritora. Pense nisso e não se deixe jamais abater porque a adversidade o abraça. Pense: você a pode vencer. Vença-a. Redação do Pense Nisso, com base na biografia de João Carlos Martins, colhida em pt.wikipedia.org.wiki/João_Carlos_Martins. Em 18. 11.2017.

26/03/2021 17:21 | DURAÇÃO 4:50

A vaidade

A vaidade é o primeiro pecado capital...usamos a palavra “pecado” de forma metafórica, é claro. Mas a vaidade, a soberba, o orgulho é aquilo que faz com que alguém se ache melhor do que os outros, ou acima do outro. e faz com que o vaidoso deixe de perceber a igualdade...deixe de perceber e de se abrir aos outros. A vaidade é um defeito. Porque a vaidade acaba indicando para as pessoas, que eu quero, ou pretendo, ser diferente e acima delas. A pessoa vaidosa toma decisões erradas, porque se têm numa conta excessiva e sempre se superestima. A pessoa vaidosa é difícil, porque ela só vê a sí. A pessoa vaidosa é pouca estratégica, porque ela leva em conta que o mundo inteiro vai pensar sobre ela, aquilo mesmo que ela pensa sobre sí mesma A pessoa vaidosa é frágil; porque alguns elogios, na sua grande maioria falsos, podem quebrar toda resistência de uma pessoa vaidosa. A pessoa vaidosa se torna pouco produtiva, porque acha suficiente aquilo que faz. A pessoa que é tomada pela vaidade, é uma pessoa que não consegue desenvolver o seu potencial, porque acha que é perfeita. Quando nós olharmos o mundo como um lugar de diferenças, onde todos são iguais na dignidade diante da lei. Mas, todos são absolutamente diferentes na percepção do mundo e nas capacidades; Quando percebermos que temos características boas e ruins, em comparação aos outros; Quando tivermos uma dimensão das nossas próprias personalidades, vamos conseguir dar os primeiros passos para superar o problema da vaidade. As vaidades não nos tornam apenas chatos, a vaidade nos tornam infelizes e incapazes de amarmos. Como todo vício moral, a vaidade impede uma apreciação precisa da realidade. Quem porta esse defeito não percebe que apenas se complica, ao cultivá-lo. Que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade. Que ninguém se preocupa muito com sua pessoa e com sua pretensa importância. Que, ao tentar brilhar cada vez mais, frequentemente cai no ridículo e se torna alvo de chacota. Analise seu caráter e reflita se você não possui excesso de vaidade. Você reconhece facilmente seus erros? Elogia as virtudes e os sucessos alheios? Quando se filia a uma causa, o faz por ideal ou para aparecer? Admite quando a razão está com os outros? Caso se reconheça vaidoso, tome cuidado com seus atos. Esforce-se por perceber o seu real papel do mundo. Reflita que a vaidade é um peso a ser carregado ao longo do tempo. Simplifique sua vida, valorize os outros, admita os próprios equívocos. Ao abrir mão da vaidade, seu viver se tornará muito mais leve e prazeroso Redação do Pense Nisso, com base na palestra do historiador Leandro Karnal. Em 19.05.2017

25/03/2021 15:16 | DURAÇÃO 4:06

Um herói 669 vidas

Quando alguém nos pergunta, o que imaginamos ao ouvir a palavra “herói”, é praticamente unanime que nos venha à cabeça a figura masculina com um uniforme colado ao corpo, musculoso, uma capa esvoaçante, com o peito estufado e de mãos na cintura. Aposto que foi exatamente isso que você imaginou. Quando na verdade, esse é apenas um arquétipo que habita o nosso inconsciente coletivo. Poucos imaginaram, um bombeiro, médico, policial...enfim, uma pessoa comum. O jovem britânico Nicolas Winton, não se encaixaria nesse padrão de herói que a maioria de nós temos no inconsciente. Mas, ele foi um grande herói. Um herói de verdade; de carne e osso. Tudo começou no ano de 1938, quando ele tinha somente 29 anos e viu cancelado seu plano de férias de final de ano. Atendendo ao convite de um amigo, ele foi para a Tchecoslováquia. O que Winton viu o deixou estarrecido. Eram milhares de refugiados desesperados que tinham que deixar o país rapidamente. De imediato ele percebeu que deveria fazer algo por eles. E fez. Teve a ideia de retirá-los daquela terra, já sob o poder da Alemanha nazista. Por conta própria, escreveu a vários países pedindo ajuda. Organizou uma primeira lista de nomes e recebeu resposta positiva da Suécia e da Grã-Bretanha. De volta ao seu país, conseguiu o apoio de organizações beneficentes e encontrou pessoas dispostas a adotar os refugiados. Também obteve os recursos necessários para o transporte e quando o primeiro trem chegou à Grã-Bretanha, lá estava ele, na plataforma, para a recepção. Foram salvas 669 crianças por esse jovem. Crianças que se transformaram em escritores, engenheiros, biólogos, cineastas, construtores, jornalistas, guias turísticos. Todos adultos generosos, que adotaram crianças, trabalham como voluntários, fazem o bem, como gratidão pelas suas próprias vidas. Infelizmente, lamentou Nicolas, um novo grupo com quase 200 passageiros não pôde partir para a liberdade, porque no dia 1º de setembro de 1939 eclodiu a guerra. Todos os meios de transporte foram bloqueados e os que não conseguiram sair, foram enviados aos campos de concentração. Dizem que quem salva uma vida, salva a Humanidade. Que se pode dizer de alguém que salvou 669? Mas, um herói não para depois de um ato heroico. E, por isso, Nicolas tornou-se voluntário da Cruz Vermelha, na França, durante a guerra. Trabalhou posteriormente nas Nações Unidas e, ao se aposentar, dedicou-se exclusivamente ao trabalho voluntário. Vivendo no interior da Inglaterra, ele cuidava do seu jardim e ainda ocupava o seu tempo para ajudar um asilo. Não se considera um herói porque diz que fez o que todos consideravam impossível, simplesmente porque o seu lema é: Se não é obviamente impossível, deve haver uma maneira de fazer. Discreto, nem à esposa com quem se casou em 1948, ele narrou o que fizera. Foi somente 1988 que o fato se tornou conhecido, quando sua esposa Grete, encontrou os documentos no sótão da velha casa do casal. E desde então, passou a receber homenagens do Governo tcheco, da Rainha da Inglaterra, dos Estados Unidos e dos que foram salvos por sua atitude heroica e anônima. Sua vida, seus méritos e a operação de resgate estão contidas na biografia escrita por nada menos do que uma das crianças que ele salvou: Vera Gissing, que o conheceu nos seus 80 anos de idade. Nicholas Wendi, teve uma vida longa, tranquila e produtiva. Faleceu de forma serena, aos 106 anos, no dia primeiro de julho de 2015 * * * Nicolas Wendi, sempre será um símbolo da coragem, de profunda humanidade e incrível humildade Um herói se faz com umas gotas de amor, idealismo e uma grande vontade de promover o bem. Redação do Pense Nisso, com base em fatos da vida de Nicolas Winton. Em 30.10.2016

24/03/2021 11:17 | DURAÇÃO 6:01

O poder do amor silencioso

roberta estava a caminho de nova york, onde faria uma palestra em um congresso médico. A caminho do aeroporto, passou pela casa da Sra. Hillary Withers, que morrera há pouco e onde se realizava uma grande venda de utensílios, roupas, calçada. Roberta entrou e foi verificando o que havia por ali. Chamou-lhe a atenção, no sótão, a grande quantidade de sacos de embalagem amarelados, de todos os tamanhos, contendo produtos ainda intactos. Reconheceu um deles. Lembrou-se de quando se tornara representante de uma empresa de perfumaria e cosméticos. Naquele remoto dia de junho, ela havia percorrido toda a avenida, batido a todas as portas e não vendera nada. Desanimada, chegara à última casa. A casa da Sra. Withers. Foi convidada a entrar, vendeu cremes e perfumes, num total de mais de cem dólares. Uma enorme compra! Roberta disse que pretendia, com o dinheiro da comissão, comprar uma malha de lã para sua mãe e economizar para pagar o curso de enfermagem. A Sra. Withers lhe ofereceu chá e, enquanto o preparava, devagar, deixando-o em infusão em um bule especial, foi lhe dizendo que ela poderia conseguir qualquer coisa que tivesse em mente. Após aquela visita, Roberta recebera prêmios como vendedora distrital e nacional. E realizara o seu sonho de ser enfermeira. De volta ao presente, ela perguntou à senhora que cuidava das embalagens por que a Sra. Withers comprava produtos se não os usava. Em tom confidencial, ela segredou: Hillary tinha um carinho especial pelos vendedores. Nunca os dispensava. Comprava seus produtos. Também emprestava um ouvido amigo e compartilhava o seu amor e as suas orações. Acreditava que alguém, com um pouco de estímulo, poderia alcançar metas inimagináveis. Depois, repassava a outros os produtos. Nem todos, como se vê. Eram tantos, que alguns acabavam esquecidos. Quando Roberta chegou ao congresso e caminhou até a tribuna, olhou todos aqueles especialistas da área da saúde e sentiu tremerem as pernas. Recordou-se então, das palavras da Sra. Withers. E começou dizendo: Costuma-se afirmar que o trabalho de enfermagem significa tornar visível o amor. Nesta manhã, aprendi o extraordinário poder do amor silencioso, manifestado em segredo. Um tipo de amor que não é para ser exibido, mas que realiza o bem na vida das outras pessoas. Alguns de nossos mais importantes gestos de amor podem passar despercebidos. Contudo, um dia, eles irão florescer, quando seu aroma se desprender. E contou aos colegas a história emocionante da sua benfeitora. * * * Leve em sua bagagem pessoal, para onde quer que você vá, algumas frases especiais, como: Seu trabalho foi excelente. Suas palavras me ajudaram. Obrigado por me servir. Senti sua falta. Estou muito feliz por você. Orei por você hoje. Se existem palavras que você gostaria de ouvir, tenha certeza de que elas também servem para encorajar os outros. Redação do Pense Nisso, com base no cap. Um bule de chá muito especial, de Roberta Messner e no cap. Palavras de incentivo, de Susan Maycinik, do livro Histórias para o coração 2, de Alice Gray, ed. United Press. Em 24.2.2015.

23/03/2021 14:28 | DURAÇÃO 4:31