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Episódios

A perda gera descobertas

A PERDA GERA DESCOBERTAS A rotina, as discussões, a mágoa, a vaidade, o orgulho, o egoísmo, a insensatez – essas coisas, às vezes, nos cegam à verdadeira importância que determinada pessoa tem para nós. Quem está sempre perto – por vezes cobrando, chamando a atenção, discordando e, de certa forma, colocando-se à mercê de nosso julgamento – perde seu valor justamente por isso: por estar sempre ali, ao alcance da mão. Porém, a importância de alguém para ti, não a podes avaliar na presença. Porque, na presença, bem provavelmente te iludas de que esse alguém é dispensável e até tua vida sem essa pessoa talvez fosse melhor. O verdadeiro valor de alguém em tua vida, só o podes avaliar na ausência: é normalmente quando aperta a saudade que aquele monte de defeitos, antes intolerável, assume sua real dimensão. E, estranho... Começas a te lembrar de qualidades que já tinhas até esquecido! Talvez quando a distância for uma realidade, percebas que aquele que te parecia dispensável passou a te fazer falta como se uma parte de teu corpo tivesse sido amputada. Se tens alguém que te quer bem, não embarques na tolice de esperar o leite derramar para, então, verter lágrimas inúteis. Afasta o cisco do olho que te faz enxergar só os defeitos e te cega às qualidades do outro. Em vez de valorizar encantos transitórios e superficiais, aprende a reconhecer a importância do companheirismo e do afeto: na hora do sufoco e da solidão, é disso que a gente sente falta. Por que provocares o castigo da distância, quando é tão mais fácil reconheceres o valor de quem te ama? Acorda, sufocando o egoísmo e oferecendo ao outro o que tens de bom, em vez de ficares só criticando, só exigindo, só esperando para ti. Pois haverá um momento de tua vida em que nada, nada exceto o amor – mesmo cego e coxo – só o verdadeiro amor poderá saciar tua fome e preencher o vazio de teu coração... Redação do Pense Nisso.

17/07/2021 09:29 | DURAÇÃO 3:11

O que você fala é mais alto

O QUE VOCÊ FALA É MAIS ALTO Era uma tarde de domingo ensolarada, na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar minigolf. Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou: Quanto custa a entrada? O bilheteiro respondeu prontamente: São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos. A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm? Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete. O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza: O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado três dólares. O pai, sem se perturbar, disse: Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade. * * * Sem a consciência que Bobby tinha da importância de sermos verdadeiros em todas as situações do cotidiano, muitos de nós apresentamos uma realidade distorcida aos nossos filhos. Tantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdiçamos o tesouro do ensinamento nobre e justo. Desconsiderando a grandeza da integridade e da dignidade humanas, permitimos que esses valores morais sejam arremessados fora, por muito pouco. Nesses dias de tanta corrupção e desconsideração para com o ser humano, vale a pena refletir sobre os exemplos que temos dado aos nossos filhos. Às vezes, não só mentimos ou falamos meias-verdades, como também pedimos a eles que confirmem diante de terceiros as nossas inverdades. Agindo assim, estaremos contribuindo para a construção de uma sociedade moralmente enferma desde hoje. Ademais, o fato de mentirmos nos tira a autoridade moral para exigir que os filhos nos digam a verdade, e isso nos incomoda. Pensamos que pequenas mentiras não farão diferença, na formação do caráter dos pequenos, mas isso é mera ilusão, pois cada gesto, cada palavra, cada atitude que tomamos estão sendo cuidadosamente observadas e imitadas pelas crianças que nos rodeiam. Daí a importância da autoridade moral, tão esquecida e ao mesmo tempo tão necessária, na construção de uma sociedade mais justa e digna. E autoridade moral não quer dizer autoritarismo. Enquanto o autoritarismo dita ordens e exige que se cumpra, a autoridade moral arrasta pelo próprio exemplo, sem perturbação. A verdadeira autoridade pertence a quem já conquistou a si mesmo, domando as más inclinações e vivendo segundo as regras de bem proceder. Dessa forma, o exemplo ainda continua sendo o melhor e mais eficaz método de educação. Sejamos, assim, cartas vivas de lições nobres para serem lidas e copiadas pelos que convivem conosco. * * * Diz o poeta americano Ralph Waldo Emerson: Quem você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você está dizendo. Em tempos de desafios e lutas, quando a ética e a moral são mais importantes que nunca, assegure-se de ter deixado um bom exemplo para aqueles com quem você trabalha ou convive. Redação do Pense Nisso Em 05.8.2014.

16/07/2021 10:37 | DURAÇÃO 4:13

Determinação e fé

Determinação e Fé A força de vontade e a determinação de algumas pessoas nos deixam muitas vezes surpresos, com o sucesso que alcançam. Uma garota filipina, de apenas onze anos, deu uma grande demonstração a respeito disso. Ela tinha uma competição de atletismo para participar. Com o seu empenho diário, ela se preparou para competir. Havia, no entanto, um problema maior a ser vencido. Para participar ela precisava estar calçando tênis. Houve quem desistisse da competição por causa desse detalhe, mas a pequena Rhea Bullos estava determinada. Sem condições de comprar o calçado, se serviu de toda a sua criatividade. Conseguiu fita adesiva e enrolou dedos e pés. Com um marcador verde, desenhou o logotipo de uma marca conhecida. Ela estava equipada para a disputa. Não eram tênis de verdade, mas lhe permitiram competir nas corridas de quatrocentos, oitocentos e mil e quinhentos metros. Venceu em todas as modalidades e conquistou três Medalhas de Ouro. Esse dia, com certeza, ficará marcado em sua memória. * * * Gratificante é partirmos na busca de nossos objetivos, dispostos a alcançá-los. Dificuldades sempre surgem, mas a alma corajosa e determinada tem fatores de sucesso a seu favor. Com persistência podemos transformar em conquistas as adversidades da vida, bem como ir solucionando, pouco a pouco, os problemas. Os momentos que parecem difíceis são oportunidades para mudarmos a direção do que não está bem em nossa rotina. Surgem curvas pelo caminho que nos exigem providências. Fazer das curvas e contracurvas momentos de meditação e introspecção, de humildade e fé para superar as dificuldades é buscar nossa própria superação. Por mais difíceis que possam parecer os desafios, a disposição em arriscar e a determinação em não desistir do objetivo nos caracterizarão como vencedores. A vontade é a grande mola impulsionadora de tudo o que desejamos realizar. Tudo que nos exija determinação, esforço, persistência e suor; tudo que idealizamos e conseguimos tornar realidade, passa a ser ponto marcante em nossa evolução. A confiança na nossa própria força e a fé nos permite executar grandes feitos. Ganhamos também quando reconhecemos a importância da paciência. Por meio dela, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, temos a certeza de alcançar, em algum momento, o nosso alvo... Sim, os nossos desafios podem ser grandes, mas a conquista ainda é possível. Pense nisso... mas, pense agora! Redação do Pense Nisso, com base no Momento Espírita - Trechos do cap. XIX, itens 2 e 3 de O Evangelho segundo o Espiritismo, ed. FEB.

15/07/2021 10:36 | DURAÇÃO 4:05

A caridade do respeito

A caridade do respeito Você já parou para se perguntar o que é a verdadeira caridade? A palavra caridade, tão conhecida das pessoas e instituições que a ela se propõem, nem sempre é bem entendida. Raras vezes é bem praticada. De um modo geral, aquelas pessoas que se dispõem a exercê-la, não se atentam para um detalhe muito importante: Estamos tratando com pessoas. Homens, mulheres, crianças. Todos têm, como nós, seus gostos, suas vontades. Como nós, eles gostam de algum alimento e não de outros. Apreciam uma fruta e não outra. Como nós, eles gostariam, por vezes, mais de um pedaço de chocolate, do que um pão com manteiga ou margarina. Podem estar com fome, mas, como nós, sonham em saborear esse ou aquele prato. Então, seria válido nos perguntarmos o porquê que nas nossas ações de voluntariado, se é que acontecem, devemos servir o mesmo alimento todos os dias? Não seria interessante variar o cardápio, oferecer algo mais aos nossos irmãos que precisam? Alguns talvez possam entender tal prática como luxo. Não é isso. Esta é apenas uma chamada para que voltemos a nossa atenção ao respeito. Seria importante nos colocarmos no lugar de quem está recebendo o prato de comida. Não gostaríamos que, vez ou outra, ele fosse diferente? Tivesse outro sabor? E se falarmos de roupas e calçados? Alguns de nós simplesmente damos, sem permitir que a pessoa escolha por esse ou aquele tipo de doação. Muitos gostariam de receber um calçado que realmente pudesse usar, que servisse no seu pé... Temos a ideia equivocada de que quem está precisando de ajuda deve aceitar o que lhe seja ofertado. Muitos limpam o guarda-roupa, mas sem propósito. Sim, o necessitado engole sua vontade, e veste o que lhe damos porque ele precisa. Quanto melhor se sentiria se lhe permitíssemos a escolha. Ainda que tenhamos as melhores das intenções, falta-nos muitas vezes o gesto gentil de dizer: Amigo, não sei se lhe pode servir, mas é o que tenho. E se você tem condições de fazer melhor, faça.. Isso é tratamento de um ser humano a outro ser humano, um irmão a outro irmão. Se você tem a disposição e condições de doar uma cesta básica a uma família, que tal escolher os melhores alimentos, como se fosse para abastecer a sua casa? Seja generoso. A recomendação de Cristo é de fazermos aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. Então, temos que nos questionar se gostaríamos de vestir uma roupa de número cinquenta, quando nosso manequim é quarenta e dois, se calçaríamos um sapato quarenta quando nosso número é trinta e seis. Temos ainda que nos perguntar se comeríamos algo sem qualidade. Tudo pelo simples fato de que a necessidade nos visita. Olhemos aquele que nos busca, com respeito, com compaixão. Se nada tivermos que lhe possa servir, que possamos dizer. Mas olhemos nos olhos dele, falemos como quem se importa, verdadeiramente. Muitos que buscam a caridade alheia são pessoas que mais do que o pão, o leite, o abrigo, precisam de um coração que os abrace, de um olhar que os descubra visíveis, gente como toda gente. São mães que buscam corações sensíveis que as ajudem a manter vivos os filhos queridos. Há filhos órfãos que precisam encontrar uma mão estendida para os livrar das garras da morte. Há pais de família que, mesmo trabalhando de sol a sol, não ganham o suficiente para manter a família. Pensemos nisso e atendamos com respeito e amor as pessoas e famílias a nossa volta! Pense nisso... mas pense agora. (*)Pense Nisso baseado em trechos do Momento Espírita.

14/07/2021 06:30 | DURAÇÃO 5:19

Não envergonha sua mãe

NÃO ENVERGONHE SUA MÃE A história que vamos contar, aparentemente, não tem nada a ver com o título do Pense Nisso de hoje. Eu disse “aparentemente”. Antes de contar a história, quero fazer uma pergunta... E você, eu, todos nós, vamos responder de maneira intima e honesta: - Você já envergonhou a sua mãe? Em 2012, durante uma maratona na Espanha, Ian Fernandez Anaya surpreendeu o mundo. Ele era o segundo colocado da prova, quando viu o queniano, Abel Mutai, que liderava com folga, diminuir o ritmo a poucos metros da vitória, por achar que já havia cruzado a linha de chegada. Abel Mutai, não entendeu a sinalização e achou que havia vencido a maratona. O que fez o Espanhol Fernandez? Invés de aproveitar a oportunidade e vencer a corrida, ele alertou o queniano e o empurrou até a vitória. O público presente não acreditava no que estava vendo. Talvez, muitos de nós, estaria chamando o espanhol de tolo...Como pode perder uma oportunidade dessa? Poderia se consagrar campeão e embolsar uma quantia bem maior do prêmio. Em entrevista coletiva o jornalista perguntou: - por que você fez o que fez? E o maratonista espanhol disse: -“ fiz o que?”,,, Ele não compreendeu a pergunta. Ele tem valores e conduta que essa pergunta não faz sentido; O jornalista insistiu na pergunta -“Mas por que você fez isso? -Isso o que? – devolveu a pergunta. O corredor espanhol, não achou que tinha outra coisa a fazer do que aquilo que ele houvera feito. O jornalista retruca –“Você deixou o queniano ganhar! Fernandez disse – Eu não deixei ele ganhar. Ele ia ganhar. Sim, mas ele estava distraído. -Então, se eu ganhasse desta forma, qual seria o mérito da minha vitória? –e continuo – O que eu iria pensar de mim mesmo? E o atleta disse algo mais interessante ainda: - Se eu subisse no lugar mais alto do pódio, qual seria a honra da minha vitória? Qual seria a dignidade do meu feito? E agora vem, o que talvez seja a frase de maior impacto do atleta. Disse ele: - Se eu fizesse isso, o que eu iria falar pra minha mãe? A figura da mãe é o último reduto que não queremos envergonhar. Seja a nossa mãe quem for, se essa pessoa que nos trouxe ao mundo se envergonhar de nós, é por que há algo de muito errado em nosso caráter. Se a nossa se envergonha das nossas atitudes, tenha certeza, não prestamos para ser um gestor público ou privado, Não prestamos pra sermos um professor, bom marido ou esposa, Não prestamos para sermos um bom amigo ou amiga. A mãe é o último reduto da nossa redenção. Pode parecer romântico, mas a vergonha tem uma fonte matricial, que é o mais profundo do seu “eu”, que é aquilo que te gerou. Não estamos falando ou fazendo um elogio barato para a questão da maternidade em sí. Estamos falando de outra coisa; estamos falando daquilo que você não quer envergonhar. O filosofo alemão Immanuel Kant, que viveu no século 18 disse: ”Tudo que não puder contar como fez, não faça”. Não estamos falando aqui sobre sigilos e privacidades, mas sim daquelas coisas que fazemos e que podemos nos envergonhar, e pior, envergonhar a nossa mãe. No livro sagrado dos cristãos, a bíblia, existe umas das expressões mais fortes com respeito à ética. Está em uma das cartas do apostolo Paulo aos Coríntios – capitulo seis, versículo 12, que diz: “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”. Sim, somos livres para fazer qualquer coisa, mas também não devemos fazer tudo que nos dá vontade. O que não devemos fazer? Não devemos fazer aquilo que manche a nossa história, aquilo que agrida a nossa comunidade, que envergonhe a nós mesmos...que entristeçam e envergonhem as nossas mães. E você, (pequena pausa) já envergonhou a sua mãe? Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso Com base em Reportagem televisiva em 2012. Em 16.8.2016.

13/07/2021 15:47 | DURAÇÃO 5:10

Feito revoada

FEITO REVOADA Você já observou uma daquelas árvores comuns, altas, quando estão repletas de pássaros em seus galhos? As aves pousadas preenchem os espaços, e mesmo os ramos mais secos parecem ganhar vida com a visita animada dos pequenos seres; A árvore ganha movimentos que não possuía. Ganha sons que não era capaz de emitir. A vida se soma à vida. A árvore nunca foi tão exuberante. Mas, sem avisar, sem aparente razão, subitamente todos eles resolvem bater em revoada ao mesmo tempo. Outro belíssimo espetáculo de se ver. Coordenados, sem medo, obedecendo a um comando interno que lhes faz desafiar os ares a todo instante, eles voam... Eles voam, buscando seus destinos, continuando a desempenhar seu importante papel na Criação. Mas e a árvore? Normalmente nem mais a notamos. A árvore permanece, agora, aparentando estar vazia, incompleta. Faltam os passarinhos, os ruídos, a festa, falta aquela alegria toda em torno da árvore. * * * Há épocas da vida que parece que as pessoas começam a partir assim, feito revoada, todas quase ao mesmo tempo. As redes sociais possibilitam que saibamos desse tipo de notícia instantaneamente. Lá se foi aquele amigo distante. Agora aquele outro, pai de fulano, mãe de beltrana... E quando chega a vez dos nossos próximos nos damos conta de que todos teremos que partir um dia. Sentimo-nos, então, como a árvore que perdeu todos os pássaros que cantavam e brincavam em seus braços. Sentimo-nos minguados, desfolhados, silenciosos... É de se compreender a tristeza da árvore. Necessário lembrar, vez ou outra, que os pássaros não pertencem às árvores, que não fazem parte dela, como o tronco, a galhada ou as folhas. São visitantes passageiros, que fizeram breve morada ali, em seu aconchego verdejante, antes de seguir suas jornadas pelo espaço sem fim. Assim, poderíamos perguntar: deve a árvore sofrer com as revoadas frequentes da existência, ou se alegrar com os belos voos de seus novos amigos passarinhos? A resposta é admirável: ela precisa das duas coisas. Não há mal algum em sofrer. As almas mais sensíveis sofrem a ausência e a despedida. Choram as lágrimas da gratidão, das boas lembranças e da falta das energias do outro ... Mas, também porque amam, choram de alegria pela libertação, pela beleza de um voo que é certo para todos, pois é voo de final de uma etapa e início de uma nova. É um voo de renovação. Curioso é que somos, ao mesmo tempo, árvore e passarinho. E conhecemos a história a partir dos dois pontos de vista. Bate em nós, vez ou outra, essa melancolia das revoadas, quando o olhar se detém apenas nas árvores esvaziadas que ficaram. Que os momentos difíceis que temos enfrentado possam nos ensinar algo importante: A nossa vida e tudo o que nela há, é um privilégio. Somos agraciados a todo o instante... Que possamos valorizar cada momento, cada indivíduo que passa em nossa vida… cada oportunidade... Façamos isso, todos os dias... Pense nisso, mas… pense agora! (*) Pense Nisso baseado na Redação do Momento Espírita - Em 25.6.2021.

12/07/2021 14:33 | DURAÇÃO 5:08

Indagações

INDAGAÇÕES Você acredita na vitória do bem, sem que nos disponhamos a trabalhar para isso? Admite você a sua capacidade de errar a fim de aprender ou, acaso, se julga infalível? Se estamos positivamente ao lado do bem, que estamos aguardando para cooperar em benefício dos outros? Nas horas de crise você se coloca no lugar da pessoa em dificuldade? E se a criatura enganada pela sombra fosse um de nós? Se você diz que não perdoa a quem lhe ofende, porventura crê que amanhã não precisará do perdão de alguém? Você está ajudando a extinguir os males do caminho ou está agravando esses males com atitudes ou palavras inoportunas? Irritação ou amargura, algum dia, terão rendido paz ou felicidade para você? Que mais lhe atrai na convivência com o próximo: a carranca negativa ou o sorriso de animação? Que importa o julgamento menos feliz dos outros a seu respeito, se você traz a consciência tranquila? É possível que determinados companheiros nos incomodem presentemente, no entanto, será que temos vivido, até agora, sem incomodar a ninguém? Você acredita que alguém pode achar a felicidade admitindo-se infeliz? * * * É necessário refletir diariamente sobre o que queremos para nossa vida realmente. É necessário pensar diariamente sobre o Universo e suas leis perfeitas, colocando-nos no lugar certo, na hora certa, ao lado das pessoas que precisam de nós. Olhemos ao nosso redor: tudo está onde deveria estar. E nós? Como estamos? Conseguimos perceber isso? Conseguimos extrair disso forças para enfrentar os desafios? Conseguimos entender que tudo é um grande processo de aprendizado? Não somos um acidente de percurso, como pode até nos ter sido dito, mencionando uma possível gravidez inesperada. Assim, não gastemos nosso tempo com futilidades. Não nos afastemos dos caminhos que nos levam adiante. Não abdiquemos das oportunidades que a vida nos dá para entender melhor as questões importantes para nosso desenvolvimento. Pensemos antes de agir. Repensemos antes de reagir. Peçamos ajuda antes de tomar decisões importantes. Indaguemo-nos. Autoconheçamo-nos. Não aceitemos verdades sem antes uma análise minuciosa. As respostas sempre virão para os que realmente estamos interessados em nos melhorarmos; para os que não pensamos apenas em nós mesmos, egoisticamente; para aqueles que vivemos o amor e queremos aprender mais sobre ele. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 35, drancisco Cândido Xavier, ed. Comunhão Espírita Cristã. Em 01.o livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de F4.

10/07/2021 14:29 | DURAÇÃO 4:06

O poço

O Poço Narra uma lenda chinesa que no fundo de um poço pequeno, mas muito fundo, vivia um sapo. O que ele sabia do mundo era o poço e o pedaço de céu que conseguia ver pela abertura, bem no alto. Certo dia, um outro sapo se abeirou da boca do poço. Por que não desce e vem brincar comigo? É divertido aqui. - Convidou o sapo lá embaixo. O que tem aí? – Perguntou o de cima. Tudo: água, correntes subterrâneas, estrelas, a luz e até objetos voadores que vêm do céu. O sapo da terra suspirou. Amigo, você não sabe nada. Você não tem ideia do que é o mundo. O sapo do poço não gostou daquela observação. Quer dizer que existe um mundo maior do que o meu? Aqui vemos, sentimos e temos tudo o que existe no mundo. Aí é que você se engana, falou o outro. Você só está vendo o mundo a partir da abertura do poço. O mundo aqui fora é enorme. O sapo do poço ficou muito chateado e foi perguntar a seu pai se aquilo tudo era verdade. Haveria um mundo maior lá em cima? O pai confirmou: Sim, havia um outro mundo, com muito mais estrelas do que se podia ver dali debaixo. Por que nunca me disse? – Perguntou o sapinho, desapontado. Para quê? O seu destino é aqui embaixo, neste poço. Não há como sair. Eu posso! Eu consigo sair! – Falou o sapinho. E pulou, saltou, se esforçou. O poço era muito fundo, a terra longe demais e ele foi se cansando. Não adianta, filho. – Tornou o pai a dizer. Eu tentei a vida toda. Seus avós fizeram o mesmo. Esqueça o mundo lá em cima. Contente-se com o que tem ou vai viver sempre infeliz. Quero sair! Quero ver o mundo lá fora! – Chorava o filhote. E passou o resto da vida tentando escapar do poço escuro e frio. O grande mundo lá em cima era o seu sonho. * * * Um pobre camponês de apenas oito anos de idade não se cansava de ouvir esta lenda dos lábios de seu pai. Vivendo a época da revolução cultural na China de Mao Tsé Tung, o menino passava fome, frio e toda sorte de privações. Pai, estamos em um poço? – Perguntava. Depende do ponto de vista. – Respondia o pai. Mais de uma vez o garoto se sentia como o sapo no poço, sem saída. Mas ele enviava mensagens aos Espíritos. Pedia vida longa e felicidade para sua mãe. Pedia pela saúde de seu pai mas, mais que tudo, ele pedia para sair do poço escuro e profundo. Ele sonhava com coisas lindas que não possuía. Pedia comida para sua família. Pedia que o tirassem do poço para que ele pudesse ajudar seus pais e irmãos. Ele pedia, e sonhava, e deixava sua imaginação o levar para bem longe. Um dia, a possibilidade mais remota mudou de modo total o curso da sua vida. Ele foi escolhido entre centenas de camponeses e foi fazer parte de algumas das maiores companhias de balé do mundo. Um dia, ele se tornaria amigo do presidente e da primeira-dama, de astros do cinema e das pessoas mais influentes dos Estados Unidos. Seria uma estrela: o último bailarino de Mao Tsé Tung. Li Cunxin saiu do poço. * * * Nunca deixe de sonhar! Nunca abandone seus ideais. Mantenha aquecido o seu coração e viva as suas esperanças. O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso! Redação do Pense Nisso com base no cap. 3, do livro Adeus, China – O último bailarino de Mao, de Li Cunxin, ed. Fundamento. Em 05.7.1997

09/07/2021 14:28 | DURAÇÃO 5:09

Ser transparente

SER TRANSPARENTE Às vezes, nos perguntamos por que é tão difícil ser transparente. Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero e não enganar os outros. No entanto, é muito mais do que isso. É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sentimos. É desnudar a alma, deixar cair as máscaras e baixar as armas. É destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche e transborde. Infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana. Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da profundeza do nosso ser. Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que não sabemos todas as respostas, que somos frágeis, que temos medo. Por mais doloroso que seja construir uma máscara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção. E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que não condizem com o nosso verdadeiro eu. Não porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso. Com o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que já não sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a doçura, a compaixão e a compreensão. Muitas vezes sofremos e nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos sozinhos, num silêncio que nos remete à saudade de nós mesmos. Saudade daquilo que pulsa e grita dentro de nós e que não temos coragem de mostrar àqueles que nos querem bem e que nos amam. Aprendemos que nos mostrar com transparência é sinal de fraqueza, é ser menos do que o outro. Na verdade, se agíssemos deixando que a nossa razão ouvisse o nosso coração, poderíamos evitar muita dor. Ao partilhar as dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas serão abrandadas, pois dividir as angústias, medos e aflições, as torna menores. Quando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes também aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos é nossa também. Expor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais será sinal de fraqueza. Procuremos, pois, de forma equilibrada, não prender tanto o choro, não conter a demonstração da alegria, não esconder tanto o nosso medo e nossas aflições. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer tão invencíveis. Pense Nisso, mas pense agora.

08/07/2021 11:18 | DURAÇÃO 4:35

Se eu fosse Deus

Se eu fosse Deus… Certo dia, li uma poesia, cujos versos se referiam à hipótese de um ser humano ser Deus por uma semana. Se eu fosse Deus, escreveu o poeta, um minuto seria suficiente para tomar uma única decisão. Na qualidade de Deus, chamaria o meu anjo-secretário e ditaria um artigo da minha lei: Artigo primeiro - A partir deste instante, ficam abolidos, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância, a guerra e a morte. * * * Certamente muitos de nós, como o poeta, faríamos a mesma determinação, eliminando, para sempre, a miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância, a guerra e a morte. Mas, se observarmos bem, veremos que Deus, que é a Inteligência Suprema do Universo, já decretou isso nas Suas soberanas leis. É só uma questão de tempo e obediência para que essa situação se torne realidade. Isso porque o Criador, que é a Sabedoria Suprema, não pode violentar o livre-arbítrio de Seus filhos, impondo uma perfeição que ainda estamos longe de alcançar. Se Deus nos tivesse criado perfeitos, nenhum mérito teríamos para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta? Além disso, a desigualdade existente entre as criaturas é necessária às suas personalidades. Tudo isso colaborando com a harmonia do Universo. Cada um dos seres humanos é único, tem suas próprias qualidades. Por isso mesmo, cada um de nós tem missões diferentes sobre a Terra, conforme os graus de evolução em que nos encontramos. Somente nos cabe fazermos a nossa parte para que, um dia, a Terra seja um planeta ideal, onde reinem a paz e a felicidade. Todos fomos criados simples e sem nenhum conhecimento, mas todos, temos como destino final a perfeição. Só depende da nossa vontade e os nossos posicionamentos. E essa vontade também inclui a busca das verdades que regem a vida, ou seja, as leis divinas. * * * A miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância e a guerra, são problemas criados por nós mesmos. Portanto, não precisamos ser Deus para abolir todas as misérias que nos causam dor e sofrimento. Basta que queiramos, que nos empenhemos para isso, que estabeleçamos uma corrente firme, dando-nos as mãos, todos nós, com esse único propósito. Nós podemos, juntos, construir um mundo melhor. Pense nisso… mas, pense agora! (*) Pense nisso baseado em frases iniciais de artigo de João Manuel Simões, publicado no Jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, com trechos do Momento

07/07/2021 08:56 | DURAÇÃO 4:04

Ter e ser

TER E SER. Na maioria de nós a preocupação mais latente é o de ganhar, é o de ter lucro. E esse espírito de amontoar ganhos alcança os mais singelos setores. Meninos e meninas, mal saídos da primeira infância, mostram-se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa. Pais deixam de dar atenção a sua família, enquanto multiplicam ao extremo as horas de trabalho. Mas, cedo ou tarde, vamos nos perguntar: valeu de fato, tanto esforço para conquistar posições e bens? Bem, para se saber A resposta, teríamos que fazer uma outra pergunta.O que deixamos para trás, enquanto ávidos em somente ter, sem nos preocuparmos em SER? O que ocorre é que, sem reservas morais suficientes, muitos se tornam verdadeiros escravos da posse material e, muitas vezes, escravizam outros para atingir seus objetivos. É importante meditar sobre essa lição enquanto se está a caminho. Os bens do mundo são preciosos enquanto instrumentos de realização da paz e na fomentação do progresso de um todo. O trabalho é um meio de vida e não de morte. A título de enriquecer ou ter mais conforto não compensa esquecer o essencial. É inútil brindar os filhos com coisas e não se fazer presente em suas vidas, com palavras e exemplos dignos. A conquista do ter é dever de todos. A família depende dos recursos materiais para seu desenvolvimento, bem como a sociedade. A conquista do ter, contudo, jamais deve ser mais importante que a do ser, que é a conquista dos valores éticos e leva o indivíduo a elevar-se como ser humano. PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA.

06/07/2021 15:04 | DURAÇÃO 2:22

Certezas da vida

Certezas da vida Possivelmente, em algum momento da sua vida, suas experiências te levaram a pensar sobre a morte. Talvez o medo de se encontrar com ela, ou a tristeza por perder alguém que você muito amava. Alguém que fez história, deixou de existir nesta terra, e hoje faz muita falta. Nos enganamos quando algo acontece e passamos a acreditar que a única certeza que temos é que um dia morreremos... Esse é um pensamento um tanto quanto pessimista... Não, essa não é a nossa única certeza. Nós temos outras confianças na vida. Por isso, decidi rever os meus conceitos. Essa mentalidade me gerava insegurança, medo, transtornos psicológicos... Hoje consigo ver que, até que a morte nos alcance, temos muitas histórias positivas para viver. Muitas surpresas, conquistas, experiências inimagináveis para compartilhar. Quando passamos a enxergar a existência e a nós mesmos, sob o ponto de vista espiritual, pessoal, além da casca material, ganhamos muitas outras certezas. A certeza de que o amor que cultivamos será colhido em algum momento, seja no hoje ou no amanhã. A certeza de que os laços de amor que criamos ou fortificamos permanecem conosco para sempre. Nada se perde. Passamos a entender que o legado que deixamos nesta terra é muito mais importante que a herança; a herança é deixada por quem já morreu, e ao longo do tempo se perde. O legado é deixado por alguém que fez a diferença em vida, ainda que não esteja mais presente, alcança gerações com um brilho diferente. O pai que deixa ao filho legado, ao invés de herança, transmite valores inegociáveis... princípios... E isso muda tudo. Quando nos permitimos desfrutar da vida na sua essência, cuidamos da nossa saúde... Saúde do corpo, da alma e também do espírito. Adquirimos a certeza de que há uma inteligência maior no leme, no comando de tudo e que não precisamos nos desesperar quando as coisas saem do nosso controle. A certeza da vida, antes da certeza da morte. A certeza de que cada minuto importa, de que cada dia é um tesouro inestimável. * * * Ante a fragilidade do nosso corpo, percebamos a resistência e a exuberância da vida. Um vírus imperceptível pode nos fazer adoecer e pode nos levar a passar pela morte a qualquer instante. Mas, que isso não revele nossa fraqueza e sim nossa grandiosidade. Estamos aqui de passagem. A Terra é escola, é hospital, é campo de semeadura. Que possamos usar o tempo que temos para nos educar, para nos curar e para trabalhar sempre pelo bem. Não nos deixemos desanimar perante as crises, perante os momentos de sofrimento. Esta é mais uma certeza que temos: de que a dor não dura para sempre e de que podemos ser hoje melhores do que fomos ontem. Pense nisso... Mas, pense agora! Redação do Pense Nisso baseado no texto do Momento Espírita, de 17/08/20;

05/07/2021 16:51 | DURAÇÃO 4:28

Fugindo da Verdade

Fugindo da Verdade A pintura “A Verdade Saindo do Poço” de Jean-Léon Gérôme, escultor e pintor francês, está ligada a uma parábola do século 19. Segundo essa parábola, a Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira diz à Verdade: "Hoje é um dia maravilhoso!" A Verdade olha para os céus e suspira, pois, o dia era realmente lindo. Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: “A água está muito boa, vamos tomar um banho juntas! ” A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e descobre que realmente, a água está muito gostosa. Elas se despiram e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge. A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta. O mundo, vendo a Verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva. A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo nele sua vergonha. Desde então, a Mentira viaja ao redor do mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o Mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua." Bertrand Russel, um dos mais preeminentes pensadores do século 20, escreveu em seu decálogo: “ Seja escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.” Em nossos dias, o que menos se quer é a, entre aspas, “inconveniência” da verdade. Vivemos, através dos eufemismos, para que, quem sabe, possamos suavizar, ou até mesmo, evitar a verdade. Mentimos pra nós mesmos. Procuramos nas futilidades algo que nos distraia e que nos mantenha em nossa confortável e consoladora “matrix”. A fuga da realidade é um mecanismo de defesa a que muitas pessoas recorrem como uma forma de evitar determinados sofrimentos. Entretanto, na verdade este comportamento é uma espécie de paliativo, pois por mais que num primeiro momento pareça que a dor irá diminuir; fugir da verdade não é o melhor caminho, já que os problemas serão apenas abafados por um tempo e continuarão ali, sem uma solução definitiva. O ideal é buscar forças para enfrentar este desconforto, conseguir se libertar e encontrar sua felicidade. E você, como está a sua relação com a verdade? Acredita que já recorreu ao mecanismo de fuga como forma de se proteger? Reflita! Por fim, busque seu autoconhecimento de modo a entender como os acontecimentos e experiências passadas influenciam os seus sentimentos e comportamentos atuais. Isto é indispensável para você viver sua realidade sem atalhos e para conquistar uma vida mais plena, madura e verdadeira. Lembremos: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Libertará da dor maior, do sofrimento insano, da incerteza, da desesperação, acendendo luzes de esperança em sua vida. Pense nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso. Em 03.12.2018.

03/07/2021 16:53 | DURAÇÃO 4:48

Veja de um ponto mais alto

VEJA DE UM PONTO MAIS ALTO Quando somos pequenos, tem muita coisa que não entendemos direito. Mas, na medida em que vamos crescendo e vemos as coisas de um ponto de vista mais abrangente, muitas coisas que antes não entendíamos, ficam claras. É o caso do menino que conta a sua história singela, da qual podemos tirar profundos ensinamentos. Diz o garoto: Quando era pequeno, minha mãe bordava muito. Eu me sentava no chão, perto dela, e lhe perguntava o que ela estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando. Eu observava seu trabalho de uma posição mais baixa de onde ela estava sentada e lhe dizia que o que ela estava fazendo me parecia muito confuso. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente dizia: Filho, saia um pouco para brincar. Quando eu terminar meu bordado chamarei você e o colocarei sentado em meu colo e o deixarei ver o bordado da minha posição. Perguntava-me porque ela usava alguns fios de cores escuras e porque me pareciam tão desordenados de onde eu estava. Minutos mais tarde, eu a escutava a chamar-me: Filho, venha e sente-se em meu colo. Eu o fazia de imediato e me surpreendia... E me emocionava ao ver a formosa flor e o belo entardecer no bordado. Não podia crer: de baixo parecia tão confuso! Então minha mãe me dizia: Filho, de baixo para cima o bordado parecia confuso e desordenado porque você não podia ver que acima havia um desenho. Agora, olhando-o da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo. Os anos se passaram, mas a lição ficou para sempre naquele coração de menino. Hoje ele é um homem e, muitas vezes, ao longo dos anos, ele olha para o céu e diz: Pai, o que o Senhor está fazendo? E, na acústica da alma ele ouve a resposta do Criador do Universo: Estou bordando sua vida, filho. E o homem replica: Mas me parece tudo tão confuso... tudo em desordem. Os fios parecem tão escuros... Por que não são mais brilhantes? O Pai parece dizer-lhe: Meu filho, ocupe-se do seu trabalho... Eu farei o Meu. Um dia, Eu o colocarei em Meu colo e você verá o plano de um ponto mais alto. E perceberá que tudo faz sentido, que tudo está sob controle. * * * Por vezes, olhamos o mundo em redor e tudo nos parece confuso, desordenado, sem rumo nem direção. Isso acontece porque vemos as situações de um ponto de vista muito acanhado, por causa da nossa pequenez. No entanto, o Criador sabe que tudo está correto, muito embora não consigamos compreender Seus objetivos. Mas, se é certo que ainda não compreendemos totalmente os planos de Deus, também é certo que nos cabe uma parcela de contribuição para a realização desses objetivos. Por isso, ainda que tudo nos pareça confuso, façamos a parte que nos cabe e tenhamos certeza de que um dia veremos as coisas de um ponto mais alto e as compreenderemos. * * * Deus, que é a Inteligência Suprema do Universo, deseja que Seus filhos cresçam e aprendam as lições por si mesmos. É por essa razão que Ele nos confia missões de acordo com as nossas possibilidades. Os insetos, as plantas, os fenômenos naturais e tudo o que existe sobre a face da Terra exercem importante função na obra da Criação. Os seres humanos, por serem dotados da capacidade de raciocínio, são, sem dúvida alguma, os que têm as missões mais importantes. Redação do Pense Nisso, com base em história de autoria desconhecida. Em 16.10.2013.

02/07/2021 15:43 | DURAÇÃO 4:55

A verdadeira amizade

A verdadeira amizade Ei, Você tem amigos? Se a resposta for “Sim”, certamente significa que você reconhece a importância dos amigos verdadeiros durante a jornada nesta terra. Muito se fala desses tesouros chamados amigos, mas nem todas as pessoas lhes dão o devido valor. Quando não se é rico, nem ocupa uma posição de destaque numa empresa, nem famoso, é fácil saber quem são os amigos, pois, em tese, não têm outro motivo para uma aproximação que não seja a amizade pura e simples. O mesmo não acontece com pessoas ricas ou famosas, que lidam com aproximações por interesse e conveniências, e encontram mais dificuldade na hora de filtrar e reconhecer o que, de fato, é verdadeiro. É muito comum que pessoas assim se sintam solitárias, fiquem depressivas e apáticas, por falta de alguém em quem possam confiar incondicionalmente. Talvez seja por essa razão que uma poetisa escreveu: Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo; que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência. E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos. Preciso de alguém que venha brigar ao meu lado, sem precisar ser convocado. Alguém amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso. Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: a amizade. Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa. Preciso de um amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades. Preciso de um amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias e que, no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo." E ria muito. E nessa busca, empenho a minha própria alma, pois com uma amizade verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela... A verdadeira amizade está acima de quaisquer valores financeiros. Todo o dinheiro do mundo não seria suficiente para adquirir uma amizade leal, já que é um sentimento que não está à venda. E por mais rico que seja um ser humano, ele não será completamente feliz se não contar com, pelo menos, um amigo fiel. De nada valeria ser a pessoa mais famosa do mundo, se não puder contar suas alegrias a um amigo. De nada adiantaria ter todas as riquezas materiais que o mundo pode oferecer, se não houver uma amizade para compartilhar. Por outro lado, ainda que a pessoa seja a mais simples da face da Terra, se tiver um amigo verdadeiro, nunca passará necessidade. * * * Você tem amigos, tem em quem confiar? Você é verdadeiramente amigo de alguém? Pessoas buscam em você refúgio quando algo não vai bem? Quando as emoções se enfraquecem, a amizade permanece. Ser amigo é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida. Seja alguém capaz de ouvir, estender a mão, chorar e sorrir junto; Aquele que apoia, encoraja, e mesmo que por um momento cause dor, fale sempre a verdade. A amizade pura é uma flor que nunca morre. Vale a pena cultivá-la. Pense nisso, mas... Pense agora. Redação do Momento Espírita, com base em poesia de Cris Passinato, constante no site: www.forumpoeticomundial.hpg.ig.com.br/ Disponível no livro Momento Espírita, v. 3 e no CD Momento Espírita, v. 7, ed. Fep.

01/07/2021 15:41 | DURAÇÃO 5:10

Fixação

FIXAÇÃO MENTAL Você já teve a sensação de que não fechou a porta, não desligou o ferro elétrico, não travou o carro, não apagou a luz? Essas situações surgem, pondo em dúvida o que, há poucos minutos, tínhamos como uma certeza. Se nós nos deixamos atormentar por tais idéias, elas passam a fazer parte do nosso cotidiano, transformando-se em neuroses que, em escala maior, causam-nos prejuízos. É a chamada idéia fixa, fixação mental ou monoidéia. Nessa mesma linha de raciocínio, os sentimentos de ciúme, de inveja, o fanatismo político, religioso e esportivo, considerados os graus de intensidade, podem causar danos à nossa economia espiritual. Causados por essas idéias fixas, surgem as ansiedades, os medos, as inseguranças, as mágoas guardadas, entre outros males. Quando agasalhamos esses sentimentos em nossa intimidade, de maneira a nos deixar atormentar por eles, a tal ponto que se constituam em idéia fixa ou monoidéia, poderemos gerar desequilíbrios e perturbações de difícil remoção. Se percebermos as insinuações dessas idéias negativas tentando instalação em nossas mentes, envidemos esforços para expulsá-las imediatamente. Empreguemos a vontade firme, a iniciativa, a perseverança nos bons propósitos, a fé e a paciência, como verdadeiros antídotos para expulsar essas idéias perniciosas. A transformação moral, a ação no bem, os nobres ideais do sentimento, da arte, da cultura, são medidas eficientes na prevenção de idéias indesejáveis. Se, por vezes, nos encontramos enredados nas teias de circunstâncias perturbadoras, façamos uma análise dos pensamentos que alimentamos, pois neles estão a causa desses desequilíbrios. Portanto, manter a mente e as mãos ocupadas no trabalho nobre são medidas profiláticas, que nos fortalecem espiritualmente, predispondo-nos à libertação definitiva dessas verdadeiras prisões mentais. Busquemos arejar a nossa mente com o otimismo, com leituras edificantes, permitindo-nos ser felizes tanto quanto se pode ser feliz sobre a Terra. Que a esperança seja o nosso grande tesouro e que nosso coração possa estar sempre balsamizado por suas luzes, iluminando-nos a alma e ajudando-nos a libertar-nos, em definitivo, das prisões mentais que tanto nos infelicitam. * * * Nos momentos em que nos permitimos fixações mentais desajustadas, Espíritos infelizes podem sugerir-nos idéias maléficas, aumentando nosso desequilíbrio. Nessas situações, podem incitar-nos o orgulho, a sede de vingança, o ciúme, as fobias, entre outros males. Portanto, vigiais! A vigilância sobre os pensamentos que emitimos, a fim de que possamos controlá-los, não nos permitindo cair em sugestões infelizes. Redação do Pense Nisso, com base no artigo Fixação mental, de Orson Peter Carrara, da Revista Reformador, de setembro de 1996, ed. Feb.

30/06/2021 06:54 | DURAÇÃO 3:56

Colaboração

Colaboração Uma virtude pouco lembrada é a colaboração. A vida, generosa de sabedoria em toda parte, demonstra o princípio da cooperação em todos os seus planos. O solo ampara a semente e a semente valoriza o solo. As águas formam as nuvens e as nuvens alimentam as águas. A abelha ajuda na fecundação das flores e as flores contribuem com as abelhas na fabricação do mel... Podemos perceber nesses exemplos de colaboração um convite para que também sejamos colaboradores. Sem nos darmos conta, muitos colaboram conosco no decorrer dos dias. É alguém gentil que nos cede a passagem no trânsito. Um motorista anônimo que avisa do perigo na estrada. Um pedestre que ajuda um idoso ou cego a atravessar a rua. São os médicos que nos atendem com presteza e afeto, doando-se além da sua obrigação. São os professores que se empenham um tanto mais para que os alunos aprendam as lições. São enfermeiros atenciosos que se esforçam por atender bem a um paciente, porque seu coração assim o determina. É mais que uma demanda, é um propósito de vida... Se é certo que pagamos por alguns serviços, também é certo que a dedicação e o carinho de cada profissional, ninguém... e nenhum dinheiro... pode pagar. Se não nos damos conta disso, é porque talvez estejamos indiferentes para as coisas boas, ou porque estamos acostumados a perceber somente as coisas ruins. É importante que tenhamos disposição para ver os fatos positivos que nos cercam. Dessa forma, poderemos dar a nossa colaboração, por mais singela que seja, onde quer que estejamos, para que a nossa vida e a vida dos que caminham conosco nessa estrada evolutiva possa ser mais suave. Agindo assim, em tudo o que fizermos, estaremos colaborando de forma efetiva para o nosso próprio progresso espiritual. Quando vamos além das nossas obrigações, exercemos a função que nos cabe no progresso moral da Humanidade. * * * A vida na Terra é uma abençoada oportunidade de aprendizado para cada um de nós. Na colaboração de uns para com os outros, encontramos a chave que abrirá novos caminhos, quebrando as barreiras do individualismo e nos permitindo viver a verdadeira fraternidade. Que possamos colaborar em algo hoje, agora. Aproveitemos o momento que passa. Pense Nisso, Mas... pense agora! (*) Pense Nisso com base no Momento Espírita – com trechos do cap. 32, do livro Roteiro, ed. FEB. Em 25.11.2020.

29/06/2021 13:49 | DURAÇÃO 3:34

Amar a vida

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28/06/2021 09:01 | DURAÇÃO 4:54

Retribuição

RETRIBUIÇÃO As relações entre patrões e empregados nem sempre são amistosas. De um lado, os empregados reclamam que os patrões exigem muito e não pagam salários compensadores. De outro, os patrões falam de empregados que se mostram desonestos, que depois de trabalharem muitos anos, alimentando-se dos salários pagos por eles, de forma correta, fazem reclamações trabalhistas injustas. Uns e outros reclamam de comportamentos indevidos, de horas extras não pagas, de trabalhos mal feitos, de irresponsabilidades, etc. Por isso mesmo, o caso de Bob Thompson é muito interessante de ser conhecido. Durante quarenta anos, Bob Thompson trabalhou de abril a dezembro, antes da geada, fazendo estradas junto com sua equipe. Tudo iniciou com a quantia de três mil e quinhentos dólares que a esposa de Thompson havia conseguido economizar trabalhando como professora substituta e que lhe permitiram abrir a empresa. Durante os primeiros cinco anos, tudo foi muito difícil. Ele não retirava nem seu salário. Depois, os negócios prosperaram e ele ficou muito rico. Graças, naturalmente, ao seu grande esforço e de sua equipe. Um dia, o Sr. Thompson retribuiu o favor. Ele vendeu sua empresa de pavimentação e deu a seus quinhentos e cinquenta empregados, entre atuais e aposentados, nada menos do que a quantia de cento e vinte e oito milhões de dólares. Até mesmo as viúvas de seus ex-empregados receberam cheques. Noventa deles se tornaram ricos num instante. Quando os cheques foram entregues, Thompson fez questão de não estar por perto. Eu não queria estar lá, disse, as coisas se tornam muito emocionais. Perguntado a respeito do porquê de tal atitude, respondeu: Você se dá conta de que as pessoas ao seu redor sofreram junto com você. E eu queria retribuir. Tenho certeza que era a coisa correta a ser feita. Um de seus empregados, por trinta e três anos, disse: Ele não pedia a ninguém para fazer alguma coisa que ele mesmo pudesse fazer. Mesmo que estivesse de terno e precisasse ajudar, ele estava sempre pronto. Patrões e empregados dessa qualidade dão exemplo de que se nos comportarmos como cristãos, respeitando-nos, e cada qual reconhecendo o valor do outro, o relacionamento entre ambos, com certeza, será bem melhor. Sempre oportuno lembrar que, como seres humanos, dependemos uns dos outros. E que Deus, em Sua misericórdia, nos permite ora ocuparmos uma posição, ora outra. Como superiores somos responsáveis pelos nossos subalternos. Na condição de subalternos, temos a obrigação de cumprir bem o nosso dever, fazendo jus ao salário que recebemos. * * * O gerente é aquela pessoa que se responsabiliza pelo trabalho da equipe. Quem administra precisa da colaboração de quem obedece. Aquele que obedece necessita prestar atenção e respeito a quem administra. Esse, por sua vez, precisa usar de bondade e compreensão para quem obedece, a fim de que as engrenagens do serviço funcionem com segurança. Quem não respeita a tarefa que lhe honra a vida, desrespeita a si mesmo. Servir além do próprio dever não é bajular e sim conquistar apoio e experiência, simpatia e cooperação. Redação do Pense Nisso com base em artigo de Seleções Reader's Digest, traduzido do original inglês por Shou Wen Allegretti e nos caps. 16 e 17 do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec. Em 01.03.2013.

26/06/2021 10:52 | DURAÇÃO 4:29

A arte de envelhecer

A ARTE DE ENVELHECER Graças às conquistas médicas, a condições melhores, a possibilidade de longevidade foi aumentada. Isso nos diz que temos a possibilidade de viver para além dos setenta anos. Por isso, um alerta se faz de importância. Precisamos aprender a envelhecer. Aprender a olhar para o espelho e perceber que a face não apresenta o mesmo viço. Contudo, é imperioso que descubramos que nosso olhar continua brilhante, inquieto, desejando ver todas as cores de todos os dias. Cora Coralina, a poetisa e contista brasileira, que morreu aos noventa e cinco anos de idade, tinha sua fórmula especial para bem envelhecer. Em entrevista, declarou: Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo para você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso. Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos. Isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que se lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia. Também não diga para você mesmo que está ficando esquecido, porque assim você fica mais. Nunca digo que estou doente. Digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansado e esquecido, mais esquecido fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então, silêncio! Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha. Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo. Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir. * * * Essa mulher extraordinária não deixou somente palavras bonitas, mas exemplos. Manteve a jovialidade da alma no avançar dos anos. Criou filhos, enviuvou, produziu e vendeu linguiça caseira e banha de porco para se manter. Enquanto escrevia versos e contos, derramando a fonte de sua juventude pelas letras, começou a fazer doces para vender em sua cidade de Goiás. Ela viveu a religiosidade, a simplicidade, trabalhando, auxiliando quanto pôde. Sobre o despedir-se da vida, escreveu: Morrerei tranquilamente dentro de um campo de trigo ou milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros. Que belas lições! Pensemos a respeito. Redação do Pense Nisso, com base em dados biográficos de Cora Coralina. Em 16.6.2019.

25/06/2021 10:50 | DURAÇÃO 5:00

Para aqueles que não podem ver

PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER Aquela parecia ser apenas mais uma cerimônia de formatura de grau superior. Muitas pessoas reunidas para celebrar a conquista de seus amores. Nomes gritados com empolgação. Convenções ritualísticas antigas, enfim, tudo que sempre se encontra nessas celebrações. Excelentíssimos, ilustríssimos, discentes, docentes, todos estavam lá. Os formandos, um a um, desciam de suas cadeiras organizadas em fileiras atrás da mesa principal. A cada nome, ouvia-se uma pequena algazarra de dez, quinze, vinte pessoas, homenageando aquele jovem, em meio ao grande público, que só prestava atenção quando ouvia o nome do formando que estavam prestigiando. Seguia o cerimonial. Mais um nome chamado e um silêncio profundo. A formanda demorou um pouco mais para chegar à mesa de autoridades. E o fez com o apoio de um auxiliar da empresa organizadora do evento. Ela recebeu o diploma simbólico e o público, que até agora apenas esperava o momento de felicitar seus parentes, iniciou uma demorada salva de palmas. As pessoas estavam surpresas: uma jovem com deficiência visual recebendo o grau de pedagoga das mãos do representante da universidade. Pensamentos ganharam os ares do anfiteatro. Os mais objetivos e práticos pensavam: Como ela conseguiu? Como conseguiu estudar? Como fazia as provas? Outros, cépticos e insensíveis, com a ideia de que ninguém consegue sucesso por merecimento próprio, pensavam: Ela deve ter recebido ajuda dos professores, que se apiedaram de sua condição.Ou devem ter facilitado sua vida para que ela pudesse conseguir. Muitos estavam simplesmente com uma expressão de admiração em suas faces. Sensibilizados, compreendiam que aquilo era possível: uma deficiente visual se formar na universidade. Sua comemoração, com o diploma nas mãos, foi vibrante, digna de uma autêntica vencedora. Prosseguiu a cerimônia, iniciando-se as homenagens. Na homenagem a Deus, lá estava ela novamente, levantando-se e sendo guiada até o púlpito. Havia um brilho especial em sua face. Uma alegria radiante vinda de um Espírito que enxergava melhor do que todos aqueles que estavam ali, que viam apenas com o sentido da visão. Sua homenagem a Deus foi emocionante e singela. Seus dedos passavam suavemente sobre os pequenos pontos em relevo da folha de discurso, pontos criados por um outro jovem, o francês Luís Braille, no século dezenove, e que se tornaram uma das janelas de acesso ao mundo para os deficientes visuais. Suas palavras eram claras, sua dicção perfeita e sua mensagem divina. Ela agradecia a Deus por estar ao seu lado naquela conquista. Seu coração mostrava ao mundo o verdadeiro amor ao Criador, através de sua resignação e perseverança na existência. Ela dizia, para aqueles que não podem ver, que tudo é possível se persistirem, se lutarem e não desanimarem. E, sem palavras, apenas com sua presença, dizia que há muito mais beleza neste mundo do que podemos imaginar, e que sonhar sempre será preciso. Ela dizia isso para aqueles que ali estavam e que ainda não haviam aprendido realmente a ver. Redação do Pense Nisso.

24/06/2021 10:55 | DURAÇÃO 4:41

Haverá sempre um amanhã

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ Por mais que os abismos sejam fundos, sobre eles sempre haverá um firmamento; não te desorientes se muitos são os gritos: um dia far-se-á de novo silêncio e conseguirás refletir melhor; também não te afoites se o silêncio perdura; quando chegar sua vez, a palavras surgirão de novo e entenderás a mensagem que te trarão... Não temas a escuridão que se faz quando passam nuvens de corvos, eles terão de sair do céu ou terão de descer à terra e o sol voltará radioso a brilhar... Não penses que a mentira dominará de todo: ela mentirá até mesmo sobre si própria, e seu descrédito tornará indispensável que a verdade volte a ser reconhecida... Nenhuma escuridão, por mais densa que seja, conseguirá apagar a luz do vaga-lume; não te entristeças se sentes frio: sempre encontrarás a mão amiga na qual aquecerás as tuas que, assim, não se enregelarão... Não receies o tropel dos animais: um dia, e não está longe este dia, ouvirás de novo a maciez de pés descalços pisando sobre a relva... A chuva voltará a cair e o verde voltará ser verde, por isto tua sede será aplacada um dia, podes esperá-lo confiante... Não temas sequer a morte: ainda não se descobriu um cemitério de almas, já que estas vivem para sempre... Não penses que o infinito não te fale: talvez ele esteja atento a ouvir-te e não queira perder uma só de tuas palavras... Não penses que estás irremediavelmente condenado: o perdão existe exatamente para quem erra, mas que deseja voltar ao caminho, Se teus pés fraquejam, busca quem te auxilie: reconfortado, um dia chegará a tua vez de auxiliar... Não chores de amargura se o dia de hoje é tenso, incerto, amargo: Haverá sempre, sempre um amanhã...o convém, fazendo delas uma almofada para o os nossos corações. Nelas, você e eu descansamos. Redação do Pense Nisso. Em 02.8.2015.

23/06/2021 14:36 | DURAÇÃO 3:15

Corações gelados de amor

CORAÇÕES CONGELADOS DE AMOR Era uma vez Cilia e George. Eles estavam apaixonados. Seu amor foi abençoado com duas meninas, Rayann e Sheela. Com esforço e dedicação, a imobiliária a que deram início, prosperou e cresceu. Tudo ia bem com a ajuda e o amor um do outro. Em certo ponto do caminho, no entanto, algo deu errado. Eles começaram a discutir sobre questões profissionais. Depois, passaram a ter desentendimentos na condução do lar. Finalmente, sobre como educar as meninas. Cilia dizia que George não a deixava crescer. Ele parecia seu pai, desejando ter sempre a última palavra, o poder de decisão. George não sabia mais o que pensar ou como agir na presença da esposa. Pelo que se lembrava, ela casara com ele porque era sempre ele que tomava as decisões. Por fim, depois de 15 anos de casamento, se divorciaram. Mas as discussões continuaram. No trabalho e sobre a educação das filhas. Quando George foi chamado, em plena madrugada, pela polícia local, porque suas filhas haviam sido presas em uma boate, alarmou-se. Elas eram menores, estavam embriagadas e a mais velha portava pequena quantidade de heroína. Nesse dia, o casal entendeu que o ônus emocional do seu desentendimento era demasiado para as meninas. Pelo bem delas, resolveram participar de um seminário de fim de semana, sobre paternidade positiva. Partiram juntos, de carro, rumo às montanhas. O trânsito estava ruim e ele decidiu ir por uma via secundária. Foram surpreendidos por uma tempestade de neve. Procurando um lugar seguro para encostar o carro, George não viu a queda fatal de 300 metros. O veículo teve o parabrisa e a janela do motorista estilhaçados. Eles estavam a 65 km da estrada principal e o carro estava enchendo de neve. Colocaram as bagagens na janela dianteira, para desviar a neve e o vento. O motor, que lhes poderia gerar calor, recusou-se a funcionar. No banco de trás, se aconchegaram. Não podiam dormir, pois estavam sem cobertores e, com o frio, poderiam congelar e morrer. Precisavam sobreviver até o amanhecer, para andar até a estrada principal, em busca de ajuda. O aconchego, o revezamento de esfregar um ao outro para aumentar a circulação e permanecerem alertas, foi lhes avivando a memória de tempos já vividos. Para não cair no sono, cantaram todas as canções que lembraram. Quando se esgotou o repertório, Cilia lembrou de recitar os votos formulados no dia do casamento. A este nobre homem prometo tudo o que sou e sempre serei para você. Eu o amarei para sempre. Cuidarei de você, mesmo quando todos lhe virarem as costas. George sentiu a torrente de amor e calor do dia em que se casara com ela. Então, recitou os seus votos: Eu a amo e prometo amá-la com toda a minha força. Eu lhe darei tudo o que é meu e tudo será nosso. Lutarei para ser seu homem e seu defensor, seu amigo durante o tempo que o sangue fluir em minhas veias. Sem você eu fico sem finalidade neste mundo. As palavras acenderam fogueiras em suas almas. Agora percebiam como precisavam um do outro. Quando amanheceu, a neve cessou, eles se deram um longo e apaixonado beijo. De mãos dadas foram em busca de ajuda, com a certeza de que estavam nesta vida, juntos... * * * Se algo não vai bem em sua relação matrimonial, dê-se um tempo para pensar. Recorde porque você se uniu ao outro. Mesmo sem tempestade de neve, ou perigo de congelamento, convide-o a rememorar os votos do dia do casamento. E redescubram, juntos, o valor da união matrimonial. Deem uma nova chance um ao outro, reacendendo a chama do amor que um dia os fez desejarem estar, para sempre, juntos.

22/06/2021 15:19 | DURAÇÃO 5:06

Sorrir todos os dias

SORRIR TODOS OS DIAS Depois que minha filha nasceu, não passo mais nem um dia sequer sem sorrir. Esta foi a declaração desse pai apaixonado pela nova vida que segurava nos braços e que modificaria sua forma de ver o mundo e de viver, para sempre. Uma nova vida é sempre um novo sorrir. Sorrir de Deus, que concede nova chance a um de nós. Sorrir da natureza, que se renova, que vibra com seus ciclos belíssimos na Terra. Sorrir de quem chega pois, por mais que a existência seja ainda campo de provação e expiação, é também campo de redenção, de novos caminhos. Um passo a mais para a felicidade. E ainda, sorrir de quem recebe no lar um novo ser, que não é propriamente novo, mas que aterrissa no planeta de uma forma muito especial, através das vestes da infância. Uma nova vida é sempre um novo sorrir. Identificamos na criança a confiança que o Criador deposita nas mãos da Humanidade. A criança é a canção com que o tempo embala os ouvidos do futuro quanto é a semente, que lançada na terra fértil da nobre orientação, produzirá floração e frutos de esperanças para o amanhã. Aprendamos com a simplicidade da infância, com as primeiras conquistas e com esse olhar de admiração e encanto que somente os pequeninos têm. Aprendamos com eles a importância do aconchego, de estar sempre perto, abraçado a quem se ama. Aprendamos com as crianças a perceber as minúcias do espaço à nossa volta, os detalhes, as delicadezas da existência. Aprendamos, enfim, a dar a nós mesmos novas chances, novas oportunidades de acertar, pois o Criador assim O faz sempre e com muita competência. Não deixemos que o tempo, na companhia delas, passe voando. Não. Lembremos de cada progresso, de cada nova vitória, registrando tudo nas fotos, gravações e, claro, no coração. Porque uma nova vida é sempre um novo sorrir. E quem de nós não precisa sorrir mais? Sorrir de alegria, sorrir de gratidão, sorrir por amar; sorrir por sorrir, por estar vivo... O Criador Maior e Suas Leis perfeitas desejam que sempre estejamos sorrindo. Dessa forma, promovem nosso crescimento através das eras, pelas sendas do amor infinito. Quem sabe um dia todos possamos dizer: Não passo mais nem um dia sequer sem sorrir... Redação do Pense Nisso, com trecho do cap. 10 do livro Vereda familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter. Em 12.10.2012.

21/06/2021 14:08 | DURAÇÃO 3:36

Ser um homem

SER UM HOMEM Qual será a melhor definição de ser um homem? Para alguns, ser um homem significa muitas conquistas e é o que a mídia passa como verdade, nos dramas das novelas, nos programas de variedades e nas revistas semanais, que as bancas exibem às dezenas. Importante também ter um bom carro, porque as mulheres apreciam andar no último tipo, na cor da moda, no mais elegante. Quem sabe ter um iate, a possibilidade de férias regulares no Exterior, em lugares que mais parecem irrealidade de tão maravilhosos. Ser um homem é gozar do prestígio dos seus pares, sendo considerado um profissional de destaque, mesmo que não se queira saber a que preço galgou os degraus de tal sucesso. Ser um homem é ter dinheiro para ser independente e mandar no seu próprio nariz, indo e vindo para onde bem deseje, sem dar satisfações a quem quer que seja. Ser um homem... Bom, existem muitos outros conceitos que variam, de acordo com a época, as circunstâncias, os valores locais. Contudo, um conceito que transcende o tempo, a sociedade, que é válido em qualquer país, em qualquer época, é o que o poeta Rudyard Kipling sintetizou nos seguintes versos do seu poema Se: Se você é capaz de manter a calma quando todos ao seu redor já a perderam e o culpam por isso; Se você é capaz de confiar em si mesmo quando todos estão duvidando, mas levar em consideração essa desconfiança; Se você é capaz de esperar e não se cansar da espera; Ou, ao ser vítima de mentiras, não mentir para se defender; Ou, sendo odiado, não deixar se levar pelo ódio; E ainda assim não parecer bom demais, nem muito sábio; Se você pode sonhar sem deixar que os sonhos o dominem; Se pode pensar sem deixar que o pensamento seja o seu único objetivo; Se pode lidar com o triunfo e a desgraça, esses dois impostores, da mesma maneira; Se pode aguentar a dor de ouvir a sua verdade ser transformada em mentira para enganar os tolos; Ou ver destruídas todas as coisas que você dedicou a vida para construir, e empenhar-se em refazê-las com os poucos recursos que lhe restam; Se é capaz de forçar seu coração, nervos e músculos exaustos a servirem seus objetivos, e a persistir quando nada mais há em você senão sua vontade que lhe diz: “Prossiga”; Se você pode falar às multidões sem perder sua virtude, ou estar entre reis sem perder a sua naturalidade; Se nem seus inimigos nem seus melhores amigos podem lhe fazer mal. E se todos podem contar com você, mas ninguém depende de você; Se você é capaz de se dedicar os sessenta segundos de cada minuto ao trabalho então, a Terra será sua, com tudo o que existe no mundo; E você, o que é mais importante, será um homem, meu filho! * * * Jesus, superando todos os limites do conhecimento, fez-se o biótipo do homem integral, por haver desenvolvido todas as aptidões herdadas de Deus, na condição de Ser mais perfeito de que se tem notícia. Toda a Sua vida é modelar, tornando-se o exemplo a ser seguido, para o logro da plenitude, de quem deseja libertação real. Pense nisso. Redação do Pense Nisso, com transcrição do poema Se, de Rudyard Kipling e pensamentos da introdução do livro O homem integral, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. Em 6.6.2013.

19/06/2021 14:06 | DURAÇÃO 4:33