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Episódios

Tres pedidos atendidos

Três pedidos atendidos Naquele ano, um grande baque atingiu o coração do jovem casal. Seu filho, de apenas sete anos, partiu para a Espiritualidade. Haviam sido meses exaustivos de cuidados até que a enfermidade o abraçou, minando-lhe a vida física. Um ano depois, em férias, optaram por visitar a Turquia. Entre tantas paisagens maravilhosas, uma visita especial a Éfeso, à casa de Maria, a mãe de Jesus. A edificação de pedra, no monte Rouxinol, recebe, anualmente, cerca de dois milhões de visitantes. A grande maioria relata intensas emoções ao adentrar o local. Não foi diferente com eles. De mãos dadas, andaram por entre aquelas paredes, lembrando a grandeza do Espírito de Maria de Nazaré. Recordaram o que haviam lido em obras que relatavam a respeito de João ter ido a Betânia buscar a mãe de Jesus para que viesse morar com ele. Recordaram... recordaram, enquanto os corações pareciam unidos em prece. Na saída, sentaram em uma pequena mureta, contemplando o que faziam quase todos os peregrinos: escreviam em um papel três pedidos e colocavam o bilhete entre as pedras de um extenso muro lateral. Ambos ficaram ali, olhando, e disseram um ao outro: Por que escrever em um papel o que desejamos, se Deus conhece o que vai na nossa intimidade? Ademais, pensaram, como podemos pedir algo mais à Divindade? Nosso filho se foi, mas guardamos a certeza de que vive na Espiritualidade. Nossa filha está bem. Nós temos saúde, emprego. Que mais poderíamos pedir? Numa prece silenciosa, rogaram ao Pai Supremo que, se algo pudessem receber a mais, por Sua vontade, então que Ele lhes enviasse. Retornaram ao Brasil e, mal passados dez dias, Oswaldo recebeu um telefonema. Era de uma cidade do Estado vizinho. A questão era simples: três meninas estavam à disposição para adoção. Ele gostaria de adotá-las? O número três lhe veio à mente, de imediato. Três pedidos poderiam ter sido feitos lá em Éfeso. Eles haviam deixado que Deus decidisse se mereceriam algo mais. Agora, Deus estava lhes enviando três joias para sua casa. O Divino Pai ouvira sua rogativa e a atendera. Entre a emoção e a gratidão, telefonou para a esposa e juntos foram buscar as três pérolas que Deus lhes encaminhara aos generosos corações. Dez anos se passaram. As joias cresceram, se desenvolveram e, repetidas vezes, entre abraços de amor, dizem ao jovem casal como sua presença é importante em suas vidas. * * * Deus ouve sempre as rogativas que lhe dirigimos e as atende. Cabe-nos estarmos atentos para a correta tradução do que nos chega. De um modo geral, não sabemos interpretar a resposta recebida. Isso porque a nossa vontade é de que o pedido fosse atendido exatamente como o havíamos concebido, em todos os detalhes. Contudo, a Sabedoria Divina sabe o que nos seja melhor. Hoje, pode ser a negativa, o adiamento do que ardentemente desejamos. Ou, então, algo em que não pensáramos, mas que vem para abençoar nossas vidas. Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso, com base em fato, relatado por Oswaldo Feltrin. Em 23.10.2017.

23/09/2021 16:49 | DURAÇÃO 5:12

Talento todos nos temos

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22/09/2021 14:04 | DURAÇÃO 3:21

Dia amargo

DIA AMARGO Você já experimentou, alguma vez, aquele amanhecer sombrio, em que tudo lhe parece amargo? Esses dias aparentemente têm os mesmos aspectos para todos nós, mas são vividos de maneira diferente por Alguns ficam tristes e quase calados. Buscam isolar-se para evitar qualquer contato com alguém que lhes faça perguntas sobre o que está acontecendo. Outros deixam o mau humor dirigir seus passos e, em poucos minutos, azedam todo o ambiente em que se encontram. E a resposta para comportamentos desse tipo logo se faz sentir no organismo, em forma de azia, enxaqueca, dores musculares, entre outros males. E o pior de tudo é que nem sabemos o porquê de tanta irritação. De maneira irrefletida, estragamos o nosso dia movidos por um estado d´alma que nos toma de assalto e no qual nos deixamos mergulhar, sem refletir. Assim, se você sentir que está diante de uma manhã sombria, de um momento amargo, vale a pena tomar medidas urgentes para não se deixar cair nas armadilhas. Se ainda está em casa, faça uma prece antes de sair. Se estiver no trabalho, busque um local que lhe permita ficar só por um instante, respire fundo e eleve o pensamento, abra uma janela com paisagens e circunstâncias mais agradáveis. Lembre-se, sempre, que todos temos momentos difíceis, e que só depende de nós complicá-los ainda mais, ou sair deles com sabedoria e bom senso. Lembre-se, ainda que, por mais difícil que esteja a situação, ela será tragada pelas horas e substituída por momentos mais leves e mais felizes. * * * Não estrague o seu dia. A sua irritação não solucionará problema algum. As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas. Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar. O seu mau humor não modifica a vida. A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus. A sua tristeza não iluminará os caminhos. O seu desânimo não edificará a ninguém. As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade. As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você. Não estrague o seu dia. PENSE NISSO.MAS, PENSE AGORA!

21/09/2021 08:46 | DURAÇÃO 2:43

O dia que parei de dizer ''Anda logo''

O DIA QUE PAREI DE DIZER "ANDA LOGO" Quando você leva uma vida distraída, cada minuto precisa ser contabilizado. Parece que você está sempre riscando alguma coisa da lista, olhando para uma tela ou correndo para o próximo compromisso. E por mais que tente dividir seu tempo e atenção de um jeito ou de outro, por mais deveres que tente equilibrar ao mesmo tempo, o dia nunca dura o suficiente para correr atrás do prejuízo, não é mesmo caro ouvinte? Ouça a historia da professora norte-americana Rachel(pronuncia-se “reitchel”) Macy. Conta ela: Durante dois anos a minha vida foi de extrema correria. Meus pensamentos e minhas ações eram controlados por alertas eletrônicos, toques de celular e agendas abarrotadas. Apesar de cada gota do meu sargento interior me mandar chegar a tempo para cada compromisso em meus dias superlotados, eu não conseguia. Acontece que seis anos atrás, eu fui abençoada com uma filha calma e despreocupada, daquelas que sabe relaxar um pouco e aproveitar o mundo. Quando eu precisava já estar fora de casa, ela escolhia uma bolsa e uma tiara com todo o tempo do mundo. Quando precisava estar em algum lugar cinco minutos atrás, ela insistia em colocar seu bichinho de pelúcia na cadeirinha do carro e apertar o cinto de segurança. Quando eu precisava pegar um almoço rápido em algum fast food, ela queria conversar com a velhinha que parecia sua avó. Quando eu tinha 30 minutos para dar uma corridinha, ela queria que eu parasse o carrinho para acariciar todos os cachorros do caminho. Quando eu tinha um dia cheio que começava às seis da manhã, ela pedia para quebrar os ovos e mexê-los bem devagarinho. Minha filha calma e despreocupada foi uma dádiva para minha natureza workaholic e frenética, mas eu não enxergava isso. Não, nem de perto. Quem leva a vida distraída está sempre usando viseiras, sempre de olho no próximo item da agenda. E tudo que não pode ser riscado da lista é pura perda de tempo. Sempre que minha filha me forçava a desviar do meu cronograma, eu pensava “Não temos tempo para isso”. Por consequência, as duas palavras que mais dizia para minha pequena amante da vida eram: “Anda logo”. Eu começava minhas frases com elas. Anda logo, vamos chegar atrasados. Eu terminava minhas frases com elas. Vamos perder tudo se você não andar logo. Eu começava meu dia com elas. Anda logo e come esse café da manhã de uma vez. Anda logo e vai se vestir. Eu terminava meu dia com elas. Anda logo e vai escovar os dentes. Anda logo e vai dormir. E apesar das palavras “anda logo” não fazerem nada para acelerar minha filha, eu as repetia ainda assim. Talvez até mais do que aquelas outras palavrinhas, “eu te amo”. A verdade dói, mas a verdade cura... e me deixa mais próxima da mãe que quero ser. Até que chegou o dia fatídico e tudo mudou. Havíamos acabado de buscar minha filha mais velha do jardim de infância e estávamos saindo do carro. Como a menor não estava saindo rápido o suficiente, a mais velha disse para a irmãzinha: “Você é tão lenta”. E então ela cruzou os braços e soltou um suspiro de frustração. Foi como me ver no espelho, e a sensação foi horrível. Eu estava fazendo bullying com minha própria filha, pressionando e apressando uma criancinha que simplesmente queria aproveitar a vida. Meus olhos se abriram. Eu enxerguei os danos que minhas existências apressadas estavam causando em minhas duas filhas. Minha voz tremeu, mas eu olhei nos olhos da minha pequenininha e disse: “Desculpa por estar fazendo você se apressar tanto. Eu adoro que você faz as coisas com calma e queria ser mais parecida com você”. “Prometo que vou ser mais paciente a partir de hoje”, eu disse, abraçando minha menininha de cabelo cacheado, que agora sorria com a promessa da mãe. Foi fácil riscar a expressão “anda logo” do meu vocabulário. Mais difícil foi adquirir a paciência para esperar minha filha mais descansada. Para ajudar nós duas, comecei a dar a ela mais tempo para se preparar quando tínhamos que ir a algum lugar. Às vezes, ainda assim chegávamos atrasadas. Eram os momentos em que eu repetia para mim mesma que só teria mais alguns poucos anos de atraso, enquanto ela fosse jovem. Quando saíamos para caminhar ou íamos ao mercado, eu deixava minha filha determinar o ritmo. E quando ela parava para admirar alguma coisa, eu tentava esquecer minha agenda e simplesmente assistia o que ela estava fazendo. Vi expressões no rosto dela que nunca tinha encontrado antes. Estudei as covinhas em suas mãos e o jeito que seus olhos se enrugavam quando ela sorria. Vi o modo como as outras pessoas reagiam quando minha filha parava para conversar com elas. Vi o modo como ela encontrava insetos interessantes e flores bonitas. Ela era uma “Percebedora”, e logo descobri que os “Percebedores” são dádivas raras e belas. Foi quando finalmente entendi que ela era um presente dos céus para minha alma frenética. Fazer uma pausa para aproveitar as alegrias simples do cotidiano é o único jeito de viver de verdade. Pense Nisso, mas pense...com calma. Este, e outros textos e áudios do Pense Nisso, você encontra em nosso site. Acesse: centroamericafm.com.br Redação do Pense Nisso. Com base em um artigo publicado na internet em 2013, Em 05.2.2015

20/09/2021 12:04 | DURAÇÃO 6:33

É legal, é moral

É LEGAL É MORAL São muitos os que atravessamos a existência na Terra sem muitas preocupações com os próprios atos. Vivemos como se o nosso agir, a nossa postura perante a vida não fosse nossa exclusiva responsabilidade. Por esse motivo, despreocupados com qualquer tipo de consequência, vivemos com o único propósito de amealhar, tirar vantagens pessoais. Não falamos dos que se entregam, de forma explícita, a questões ilegais como o roubo, o furto ou tráfico. Dizemos de nós, os que na intimidade de grandes corporações, no luxo de escritórios bem montados, atuamos no desvio de dinheiro público, na montagem de balanços forjados, na estruturação de contratos fraudulentos. Tudo porque imaginamos a vida como um grande jogo onde aquele que consegue mais para si é o grande vencedor. Outros de nós atuamos no mundo preocupados em agir de forma legal. Trata-se, no entanto, de uma atuação no limite da legalidade, na preocupação de não sermos pegos pela justiça, de não respondermos perante tribunais e juízes. Não medimos esforços na busca de brechas na legislação, para encontrar meios de conseguir vantagens e o que haja de melhor para nós mesmos. Temos ciência de não estarmos contra a lei, entretanto, serão apenas códigos humanos a nos ditar os limites de nossas ações. Porém, não podemos nos esquecer de que a vida aqui na Terra não é patrimônio que nos pertença. Dessa forma, todas as experiências terrenas estão sob a tutela dessa lei, cuja finalidade maior é o aprendizado e o crescimento intelectual e moral de cada um de nós. Ao concluirmos a experiência física, seremos convidados a prestar contas de como agimos, de todo o realizado ao longo dos anos que nos foram dados a viver. Natural que assim seja, considerando que tudo o que dispomos na Terra, incluindo nosso corpo físico, é a título de empréstimo. Nada nos pertence. Somos apenas arrendatários. Portanto, se andarmos no mundo burlando os limites da lei, haveremos de responder, perante as leis humanas e perante o tribunal da nossa consciência. Poderá ocorrer que, mesmo extrapolando os limites da moralidade, do correto, do respeito ao próximo, os tribunais da Terra não nos alcancem. E poderemos nos vangloriar de haver enganado a lei dos homens. Mas, inevitavelmente, responderemos perante nossa consciência quando essa se defrontar com nossos desacertos morais. Sempre haveremos de prestar conta de nossos atos. Diz o bom senso, então, que antes de agirmos, nos perguntemos se o que fazemos é legal, moral. Necessário analisar se nossos atos não prejudicam o próximo, não atribulam a outrem, se não causam dificuldades a alguém. Tudo que fizermos carrega o peso de nossa intencionalidade e haveremos de responder pelas consequências. Importante nos questionarmos a respeito de nossas próprias ações, quais os valores que escolhemos para nossas decisões. Afinal, serão eles que dirão da nossa felicidade ou desdita, no agora, logo mais ou em momentos mais distantes. Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso. Em 01.4.2015

18/09/2021 11:28 | DURAÇÃO 4:16

O tempo

Com o passar do tempo, sentimos que estamos acelerando! Os dias vão ficando mais rápidos, entra anos e saí anos e sentimos que não realizamos nada, que não temos tempo para nada. Quantas vezes você já parou e pensou o que eu fiz com todos os dias do ano passado? claro que lembramos de algumas coisas que nos marcou, algumas conquistas ou situações muito difíceis. Mas você lembra de todos os 365 dias vividos? o que foram feitos com eles? É o tempo que está acelerando ou somos nós que estamos nos perdendo na correria do dia a dia e não apreciamos as pequenas coisas da vida? Talvez, seja apenas a desconformidade que utilizamos o nosso tempo e cada minutos parece tão paradoxal quanto as necessidades que vivenciamos nele. As fotografias estão antigas minuto após o clique. Mas 60 segundo de espera em um semáforo é muito. 1 minuto para falarmos com quem amamos é muito pouco, mas para um pai que espera seu filho nascer é uma eternidade. Os macarrões são instantâneos, mas aquele livro que você quer ler, pode esperar. A falta de tempo traz a ansiedade e a sensação de sempre estarmos perdendo algo. Seja o crescimento dos filhos, fazer aquela viagem, atualizar uma série. Estamos sempre pensando, vou economizar meu tempo, e quanto mais economizamos tempo, mais precisamos dele. A sensação é que corremos mais depressa para chegar a lugar nenhum. E Enquanto vivemos as experiências do mundo, nas lutas, nos acertos, nos equívocos, poucas vezes, damos valor ao tempo que é uma bênção que Deus nos concede para a evolução de nós mesmos. Vamos com calma, vamos apreciar as belezas da vida, o café da manhã, o nascer e o pôr do sol. Nutrifica a sua mente com um bom livro, passe tempo de qualidade com a sua família. Para que quando chegarmos no final inevitável da vida, podemos olhar para trás e ver que a nossa história valeu a pena ser vivida. Redação do Pense Nisso. Autor: Kellen Nascimento

17/09/2021 15:11 | DURAÇÃO 3:26

Redescobrindo o lado bom

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16/09/2021 08:30 | DURAÇÃO 4:34

Resposta Divina

RESPOSTA DIVINA Foi depois da Primeira Guerra Mundial, na Tchecoslováquia. O jovem Arão precisava sustentar a esposa e o filho recém-nascido. Ele trabalhava numa pequena loja com a mãe, mas o lucro não era suficiente para sustentar as duas famílias. Por isso, ele decidiu pensar em alguma coisa que o tornasse independente. Naquela época havia muita escassez em todos os setores. A indústria de couros era uma delas. Era muito difícil encontrar sapatos bons e resistentes. Eles eram fabricados com papelão e papel e não duravam muito. O jovem Arão logo concluiu que aquele era um ramo a ser explorado. Um empreendimento no setor de calçados lhe permitiria sustentar com dignidade a família. Tomou emprestado uma quantia muito grande de dinheiro de amigos, vizinhos e parentes. Foi até a grande cidade e voltou com quinhentos pares de calçados militares fortes, resistentes. Enorme foi seu desespero ao abrir as caixas e descobrir que fora enganado. O negociante lhe vendera mil pés direitos. Retornou à cidade, procurou o negociante e não o encontrou. Parecia que ele nunca tinha existido. Arão voltou para sua casa e começou a chorar. A esposa o abraçou e disse: Não desista. Por fim, ele procurou um homem sábio que lhe falou para que ele fosse ao templo e orasse. Que recitasse salmos. Tivesse fé. Deus o ajudaria. Arão obedeceu. Durante vários dias chorou e rezou, concentrado em seus tormentos. Os amigos e a esposa o vinham ver, lhe traziam alimento que ele engolia sem prestar atenção. E continuava a orar e chorar. Até que um estranho entrou no templo e também começou a soluçar. Depois a gritar, tão grande era o seu desespero. Arão pareceu despertar da sua dor e foi se sentar ao lado do desconhecido. Bem-vindo, disse. Sinto compaixão do seu sofrimento. Posso ajudar? Ninguém pode me ajudar. Peguei muito dinheiro emprestado e comprei mercadoria para começar um negócio. Pobre de mim. O negociante me enganou e me vendeu mil sapatos para o pé esquerdo! O estranho pousou os olhos vermelhos de chorar nos olhos de Arão e viu que um brilho alegre dançava neles. Meu querido amigo! - Disse Arão. Tenho ótimas notícias para você. O estranho e Arão juntaram os pares de sapatos, que combinavam direitinho, os venderam e ganharam uma grande quantidade de dinheiro. * * * O conselho somente terá valor se estiveres disposto a segui-lo. Quando estejas com dificuldade em qualquer assunto, recorre a uma pessoa mais experiente, melhor equipada, pedindo-lhe ajuda e orientação. Todavia, não leves a tua própria opinião, tentando provar que é a verdadeira. Ouve com cuidado. Reflexiona. Depois, toma a decisão que te pareça a mais acertada. Examina tudo, dizia o Apóstolo Paulo, e retém o que é bom. Redação do Pense Nisso, com base em história do livro Pequenos milagres, v. 2, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante e pensamentos do cap. LXXXVII do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 01.03.2013.

14/09/2021 08:24 | DURAÇÃO 4:11

Amor sem fim

AMOR SEM FIM Vivemos o Terceiro Milênio. Anunciado e intensamente aguardado. Mas, como estamos vivendo estes dias? As redes sociais se tornaram as extravasadoras de manifestações de afeto. As pessoas desejam que todos saibam que elas amam demais a Fulano ou Beltrana. Declarações como: Encontrei o grande amor da minha vida. Viverei ao seu lado, eternamente, são frases escritas, gravadas, que emocionam. No entanto, quando olhamos para os nossos idosos, nos surpreendemos pelo abandono e descaso que muitos deles ainda padecem. Basta que visitemos um lar de idosos e encontraremos dezenas deles que aguardam, ansiosamente, a cada dia, a cada data especial, a visita do filho, da filha... que nunca vem. No dia das mães, no dia dos pais, no dia do seu aniversário, Natal, Ano Novo, eles se vestem com o que têm de melhor. Colocam perfume, arrumam o cabelo e fixam os olhos no portão de entrada. A qualquer momento, dizem, o filho amado entrará por ali e os virá abraçar. Ano após ano a esperança persiste. Até que a chama interior morre e eles fenecem, roídos pela saudade e amortalhados pela enfermidade que os abraça. Doença, muitas vezes, desencadeada pela dor do abandono, o carinho sempre esperado e nunca sentido. Por isso, quando somos pródigos nas nossas declarações de amor é bom nos perguntarmos: Amo verdadeiramente essa pessoa? Ou somente a digo amar porque ela é útil para mim? Porque ela atende os meus desejos, antes mesmo de eu os expressar? Ela é alguém que está sempre a postos quando preciso, me oferecendo o ombro para chorar, o braço para servir de apoio, a mão para me conduzir no rumo das minhas conquistas. Pensemos: Quando a utilidade dessa pessoa acabar, eu ainda a amarei? Meu amor é verdadeiro ou somente tem a sazonalidade do me servir, aqui e agora? Se essa pessoa deixar de ser útil, se sofrer algum problema físico, eu ficarei ao seu lado? Continuarei amando e então serei eu a lhe ser útil, até o final dos seus dias? E quando ela se for, ainda haverei de sentir a sua falta? Falta da sua presença física? Falta de ter a quem alimentar, a quem deverei levar para tomar sol, acomodar as almofadas, levar a passeio na cadeira de rodas, limpar a face, vestir, dar o remédio nas horas certas... Se tivermos essa capacidade de ficar ao lado de quem já não pode nos servir, nos oferecer algo em troca; se tivermos esse desejo de amar mesmo que o outro nada mais nos possa dar, então nosso amor é verdadeiro. E, felizmente, existem desses amores verdadeiros. Esposos enfermos, idosos, pais e mães que somaram muitos anos, e continuam a ser amados. Lembramos de Gamaliel, o mestre de Saulo de Tarso, mais tarde Apostolo Paulo, quando este adotou a doutrina Cristã. Gamaliel já idoso, se retirara para um oásis de propriedade de seu irmão Ezequias, onde lia e meditava interminavelmente sobre os textos do Evangelista Mateus. Abandonara as práticas religiosas do judaísmo, e a família, embora não o entendesse, o tratava com muito amor. O diagnóstico médico afirmava que padecia de singular astenia orgânica, que lhe consumia as últimas forças vitais. Respeitado, amado, atendido. Oxalá amemos concretamente e possamos adentrar a velhice ao lado de quem igualmente nos ame, não por nossa utilidade em sua vida, mas por nós mesmos. Redação do Pense Nisso com dados do cap. 26, do livro Personagens da Boa Nova, de Maria Helena Marcon, ed. FEP. Em 23.9.2016.

13/09/2021 16:16 | DURAÇÃO 5:06

A família

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11/09/2021 16:14 | DURAÇÃO 3:25

Benefícios do Autoconhecimento

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10/09/2021 16:11 | DURAÇÃO 4:47

Se não houver amanhã

Se não houver amanhã… Nos últimos dias, tenho andado bastante reflexivo. A rotina agitada nos faz perder muitos momentos especiais em família, e percebi que, mais que isso, tenho desperdiçado a oportunidade de conhecer realmente, quem eu mais amo. Eu que costumava deixar muitas coisas para amanhã, resolvi dizer, hoje, a minha esposa e filhos, o quanto todos são importantes pra mim. Cheguei a acordar nesta madrugada, com um grito na alma, que me indagava: Vai deixar pra depois? E se não houver amanhã? Então, decidi que preciso ser mais próximo, participar mais da vida de cada um deles. Quero ouvir as ideias da minha família com mais atenção, observar os gestos mais singelos, decorar o tom da voz de cada um, o jeito de andar, de correr. Eu quero saber qual é a comida preferida, a música que minha esposa e meus filhos mais gostam, a cor predileta… ah, quanto tempo eu perdi até agora! Hoje tenho no coração o desejo de descobrir seus sonhos mais secretos e tentar realizá-los. Se não houver amanhã... que cada um de nós leve na lembrança os momentos gostosos em que desfrutamos um da presença do outro; Hoje eu quero fazer uma prece e ensinar a minha família o poder da oração e a necessidade de cuidarmos também do nosso espiritual; Eu quero que minha família me conheça melhor também. Eu vou dizer mais “por favor”, “obrigado”, “me desculpa”, e “me perdoe”, se for necessário. Estou disposto a me esvaziar do orgulho e da indiferença que , por muito tempo, fez parte da minha vida. Eu costumava deixar as palavras gentis para dizer no dia seguinte, carinhos para fazer amanhã, a atenção para oferecer depois, mas o amanhã talvez não nos encontre juntos. Hoje eu preciso dizer o quanto minha família é importante para mim. Amanhã o sol será o mesmo mensageiro da luz mas as circunstâncias, pessoas e coisas, poderão estar diferentes. Hoje significa o nosso momento de agir, semear, investir suas possibilidades afetivas em favor daqueles que convivem conosco; Hoje é o melhor momento para ficar perto de quem a gente mais ama. Pense Nisso, mas… Pense agora! Pense Nisso baseado em trechos do livro Momento Espírita, Volume 3.

09/09/2021 17:35 | DURAÇÃO 3:29

Salário Ideal

SALÁRIO IDEAL Você está satisfeito com o seu salário? Provavelmente não, pois são contínuas as reclamações a respeito da baixa remuneração que, como dizem, não dá para nada. Ouve-se dizer que o dinheiro que se ganha ao final do mês mal dá para quitar débitos anteriormente assumidos. O estranho em tudo isso é que, se as reclamações pela melhoria dos salários provêm de todas as classes trabalhistas, o que se verifica em questão de qualidade de trabalho é quase o caos. Não se percebe, falando de forma generalizada, que as pessoas se preocupem em realizar bem a sua tarefa. Contrata-se um jardineiro para colocar em ordem o jardim. E o que se obtém é uma poda mal feita, grama mal aparada e a terra mal espalhada pelos canteiros. Um pedreiro que recebe um adiantamento e deixa a obra incompleta ou mal feita. Entrega-se uma criança aos cuidados de uma babá e se percebe a má vontade com que segue os passos vacilantes do pequeno, inquieto e vivaz. Balconistas apressados, servidores desatenciosos, vendedores impacientes, trabalhadores domésticos relapsos. Em todos os lugares nos deparamos com criaturas que somente pensam em olhar para o relógio, no aguardo do final do expediente, atendendo suas tarefas com descuido e até desleixo. À conta disto, decai a qualidade e trabalhos contratados são concluídos e entregues de forma afoita. Não importa qual seja nossa profissão, qual seja a nossa tarefa. O que importa, e muito, é que a realizemos com amor, aprimorando-nos na sua execução. Quer se trate de lavar uma simples peça de roupa ou lidar com sofisticados aparelhos computadorizados, é necessário que nos conscientizemos de que, tanto quanto desejamos receber dos demais o melhor, compete-nos doar o melhor. Portanto, antes de prosseguirmos a reclamar da nossa remuneração, revisemos a qualidade dos nossos serviços. Preocupemo-nos muito mais em nos tornarmos excelentes profissionais, o que significa criaturas responsáveis, ativas, competentes. * * * Sejam quais forem as tuas possibilidades sociais ou econômicas, trabalha! O trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porquanto conquista valores incalculáveis com que o Espírito corrige as imperfeições e disciplina a vontade. Pense Nisso, mas pense agora!

08/09/2021 17:37 | DURAÇÃO 3:24

Brasil de todos nós

Brasil de todos nós Há de chegar um tempo em que o Brasil de todos nós será um país de paz. Um país onde não haja a miséria de recursos amoedados, nem a ignorância das letras. Onde todos trabalhem e haja trabalho para todos. Os que não necessitem dos valores salariais, trabalhem pelo bem geral, em voluntariado de amor. Há de chegar um tempo em que derrubaremos os muros dos quintais, não mais cultivando o medo. E abraçaremos o vizinho como um irmão. Um tempo onde as crianças voltem a correr pelos parques, nos dias de sol. Crianças que possam ir e vir das escolas, sozinhas ou em grupos, enchendo as ruas de risos, corridas, alegria. Ah, Brasil, como te desejo grande! Maior do que teu território. Um Brasil sem fronteiras internas, onde os filhos do Norte e os do Sul falem a mesma linguagem, a do bem. Onde os sotaques, os regionalismos sejam preservados, como essa diversidade sadia, característica do grande mundo de Deus. Mas onde o idioma único seja o da fraternidade. Irmãos do leste e do oeste trabalhando pela mesma grandeza da nação. Haverá de chegar um tempo, que pode ser já, se você e eu começarmos hoje a estender a mão ao vizinho e o saudar com um bom dia, amigo! Um tempo em que os estádios ficarão lotados com pessoas cujo objetivo é assistir um bom jogo de futebol. Um jogo onde o importante não será quem leve a taça, mas aquele que demonstre a mais apurada técnica, a melhor habilidade e a mais fina ética. Um tempo em que as salas de teatro se abram para todos, crianças, jovens, adultos, idosos para assistir o drama e a tragédia em elaboradas peças. Assistir o cômico, rindo com prazer. Também para ouvir a música dos imortais, o cancioneiro popular, as baladas do coração. Haverá de chegar um tempo em que música também se ouvirá nas praças, nos parques, nas estações de trem, nos terminais de ônibus. Então, em vez de ansiedade e preocupação, a alma se extasiará com a harmonia das notas, em escalas crescentes e decrescentes, com as melodias compostas com a mais delicada sensibilidade. Quisera que esse dia chegasse logo para não mais ver lágrimas de mães pranteando filhos prisioneiros, mas sim deixando escorrer o pranto da emoção pelas conquistas dos seus rebentos. Quisera que esse dia chegasse logo para ver mais sorrisos e menos dores; mais justiça e menos demagogia. Quisera que esse dia chegasse logo para, no dia da pátria, contemplar com emoção o pavilhão nacional tremular ao vento, mostrando suas cores, com especial destaque para o branco da paz. E, então, cantar o hino pátrio com todo vigor: Terra adorada, entre outras mil, És tu, Brasil, ó pátria amada! Dos filhos deste solo, és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! Redação do Pense Nisso.

07/09/2021 15:59 | DURAÇÃO 4:20

Descobrindo a simplicidade

DESCOBRINDO A SIMPLICIDADE Aos dez anos, aquele garoto viajou ao interior do país na companhia da família de um amigo. Nascido e criado em uma grande metrópole, já havia estado em outras pequenas cidades durante viagens com sua família, mas sempre em breves passagens. Dessa vez foi diferente. O convite era para que ele passasse uns dias na casa da avó do amigo, em uma cidadezinha sem grandes atrativos turísticos. Pela primeira vez teve a oportunidade de vivenciar a rotina de uma vida no interior. No retorno, a alegria estava estampada nos seus olhos. O sorriso era largo, espontâneo, parecia que tinha a alma leve. Obviamente que o passeio lhe fizera muito bem. Contou à família alguns episódios divertidos que vivenciara, sempre enfatizando que havia gostado muito da viagem. Nos dias seguintes ao seu regresso, todas as vezes que surgia uma oportunidade, o garoto comentava sobre a alegria de ter passado alguns dias naquele lugar e que se pudesse, voltaria quantas vezes fosse convidado. Mas ele mesmo não sabia explicar os motivos para tanto entusiasmo. Lembrava de outras viagens maravilhosas que havia feito e das quais tinha ótimas recordações, mas nenhuma delas remetia a esse sentimento que agora experimentava. Passados mais alguns dias, o menino abordou a mãe com certa aflição, pois havia encontrado os motivos de estar encantado com a viagem que fizera e queria dividir com ela a sua descoberta. Quase que num desabafo infantil, ele disse que havia gostado tanto do lugar que conhecera porque lá era tudo muito simples. Segundo ele, as pessoas não corriam para todos os lados o dia inteiro. Elas paravam para conversar quando encontravam algum conhecido e ficavam olhando nos olhos umas das outras, com atenção. Andavam a pé pelas ruas. As famílias almoçavam e jantavam reunidas. E as casas estavam sempre cheias de visitas de parentes e amigos. A impressão que ficou gravada foi a de que as pessoas não estavam perdendo tempo ao fazer tudo aquilo e sim, aproveitando a vida. * * * Essa observação, vinda de um olhar infantil, nos leva a uma profunda reflexão sobre a forma como estamos vivendo nas grandes cidades e sobre os valores que estamos passando para nossos filhos. Sob essa ótica, ele observou o quanto faz bem ao coração uma vida calma, onde há tempo para as coisas mais simples. Vida na qual existem momentos para construir e consolidar os relacionamentos. É comum vivermos presos aos ponteiros do relógio, não nos permitindo cultivar as coisas simples e importantes. Por mais que estejamos atarefados e envolvidos com os compromissos assumidos, é indispensável fazermos uma revisão de nossas ações. Procuremos conduzir as horas com tranquilidade. Façamos com que nossos dias sejam luminosos, aproveitando-os com sabedoria e transformemos nossas horas em um rosário de bênçãos. Redação do Pense Nisso. Em 25.5.2013.

06/09/2021 17:48 | DURAÇÃO 4:15

Conflitos íntimos

CONFLITOS ÍNTIMOS Conta antiga lenda indígena que, certa feita, um jovem, mergulhado nas angústias e questionamentos naturais da juventude, procurou o grande sábio de sua tribo. Nos primeiros passos para tentar se entender e entender ao mundo, foi buscar no velho homem um pouco de esclarecimento. Solenemente aproximou-se do respeitoso ancião, que o recebeu com um brilho no olhar, próprio dos que entendem os porquês da vida em profundidade. Tentando encontrar as melhores palavras, a forma mais apropriada para se expressar, o jovem explicou o que ali o levava. Grande sábio, trago comigo muitas dúvidas sobre como devo proceder. Afinal, como ser uma pessoa de bem, como ser um homem honrado, se ainda trago no peito tantas paixões e tantas fragilidades morais? O sábio, certamente, já se houvera feito tais questões. Os anos lhe haviam permitido caminhar sob o açoite das aflições íntimas. E tal qual o jovem à sua frente, que ora iniciava seus primeiros passos rumo ao autoconhecimento, também ele buscara essas respostas. Então, olhando-o terna e pacientemente, lhe propôs a seguinte imagem. Meu filho, em nosso mundo íntimo, em nosso coração, habitam dois cães ferozes, um bom e outro mau. Como têm origens muito distintas, como não se assemelham em nada, essas duas feras vivem em constante luta, em diuturna batalha. E você sabe qual deles irá ganhar a luta, meu filho? - Indagou o ancião. O jovem, atônito pela imagem proposta, não soube responder. Imaginou a luta entre os dois animais e pensou como seria terrível, brutal. Meu jovem, essa batalha em nosso mundo íntimo será ganha pelo cão que mais alimentarmos. Escutando isso, o rapaz, compreendendo a profundidade da lição, retirou-se para a necessária meditação em torno do ensinamento recebido. * * * Assim acontece com cada um de nós. Não há quem não traga em sua intimidade tendências positivas e dificuldades de grande monta. Nenhum de nós chega ao mundo sem conflitos a serem vencidos, sem limitações a serem ultrapassadas. Alguns apresentamos grande tendência ao egoísmo, e então a vida nos dá a oportunidade de exercitar a solidariedade. Outros nascemos vaidosos, egocêntricos, e a vida nos oferece lições de humildade e simplicidade. Tantos nascemos avaros, pensando só em amealhar bens para nós mesmos, e a vida nos dá a chance de aprendermos a generosidade. Serão sempre dois cães a lutar em nossa intimidade, a fim de ganhar espaço, vencer batalhas. A eclosão de nossos conflitos íntimos é resultado da consciência a nos alertar sobre os caminhos que a vida nos oferece. Nesses momentos, será a hora de pararmos e claramente decidirmos qual dos dois cães desejamos alimentar. Será sempre pela insistência, pelo hábito e pela disciplina, investindo em nossas construções positivas, que conseguiremos vencer as batalhas íntimas. Dessa forma, tenhamos tranquilidade quanto aos enfrentamentos naturais de nossa intimidade. E não nos esqueçamos de que será sempre nossa a decisão de alimentar uma ou outra fera, ou seja, as nossas boas ou más tendências. Redação do Pense Nisso. Em 11.4.2014.

04/09/2021 17:43 | DURAÇÃO 4:51

Solidão versus auto estima

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02/09/2021 06:51 | DURAÇÃO 3:50

Nossa herança

NOSSA HERANÇA Qual a mãe que não gosta de ver seus filhos bem-vestidos? Qual o pai que não deseja dar aos filhos os melhores presentes, vê-los estudando nos melhores colégios, quem sabe na faculdade...? Mas, num mundo em que apenas sobreviver já é um desafio, pode parecer pretensão demais sonhar com coisas assim. Tudo custa dinheiro: bons brinquedos, boas roupas, boas escolas. Temos então de nos contentar em dar a eles apenas aquilo que está a nosso alcance: brinquedos baratos, roupinhas modestas, escolas da rede pública. Então pensamos: ah, o dinheiro... sempre o dinheiro! Pela falta do bendito dinheiro é que muitos jovens descambam para a droga, o crime, a delinquência. Como esperar que nossos filhos se tornem bem-sucedidos, pessoas de bem, se já começam a vida assim, em desvantagem? Certos adolescentes, inclusive, chegam a justificar sua rebeldia pela situação financeira precária da família. Afinal, é duro ver os outros tendo tudo o que querem, e a gente sem nada. Os pais, então, sentindo-se culpados, acabam convencidos de que tudo o que as crianças fazem de errado se deve à revolta gerada pela pobreza. Mas aí abrimos o jornal, e as manchetes nos deixam confusos: “Estudante de Medicina invade cinema e mata 5! Esposa de advogado famoso arquiteta morte do marido! Gangue formada por filhos de empresários ataca e mata menino de 15 anos! Jovem engenheiro planeja e executa sequestro do próprio pai!” Como explicar essas aberrações? Seus protagonistas são, todos, pessoas cultas, bem situadas na vida. Nenhum deles estava desesperado por dívidas impagáveis, com o aluguel atrasado, ou mesmo passando fome. Como, então, entender o comportamento dessa gente? Afinal, não se apregoa tanto que é o desespero, a necessidade extrema, o que induz as pessoas ao crime? O fato é que às vezes valorizamos demais as condições materiais de uma pessoa, na tentativa de justificar suas atitudes. Acreditamos que o dinheiro seja a resposta para tudo, a solução de todos os problemas, e a sua falta, origem de todos os desvios da conduta humana. Mas a verdade é que, embora o dinheiro possa proporcionar conforto e facilitar a vida, jamais deu caráter a ninguém. O mundo está cheio de pessoas sofridas, que passaram a vida toda lutando para sobreviver, mas que nem por isso se tornaram más, revoltadas ou desonestas. E também está cheio de criaturas insensíveis, que, embora tendo nascido em berço de ouro, não hesitam em cometer as maiores perversidades contra o semelhante. Uma coisa é certa: se algo faltou a essa gente, por certo não foi dinheiro ou escola. Acontece que caráter não se compra, nem se aprende no colégio. A maior herança que podemos legar a um filho talvez não seja o dinheiro, nem carros ou apartamentos, nem mesmo o estudo — mas o amor e o exemplo. O ambiente em que nasce e cresce é tudo na formação do caráter de uma criança. Se ela se sente amada, jamais vai ter medo do mundo, nem se esconder da vida. Se aprende desde cedo a respeitar o semelhante, se lhe é ensinado que seus direitos terminam no ponto em que os direitos do outro começam, jamais pensará em enganar, roubar ou ferir ninguém, por mais pobre que seja, por maiores que sejam as dificuldades que enfrenta. Aliás, há uma certa Maria na história da humanidade que nunca teve dinheiro para proporcionar conforto material a seu único filho — mas nem isso impediu que Ele se tornasse o maior homem de todos os tempos... Redação do Pense Nisso.

01/09/2021 15:50 | DURAÇÃO 4:57

Disciplina

Disciplina Muitos de nós, quando ouvimos falar em disciplina, logo imaginamos estruturas militares rigorosas, normas que amedrontam, ou algo assim. No entanto, disciplina é “a ordem que convém ao funcionamento regular de uma organização”, observação de preceitos ou normas”. Nosso lar é a primeira organização da qual fazemos parte, e é aí, portanto, que deve começar a disciplina. Sem dúvida, alguns de nós damos aos filhos uma comodidade que resulta mais tarde em indisciplina. Talvez não o façamos com essa intenção, mas o resultado nos escapa e nos desagrada. Movidos pelo afeto, tantas vezes nos esquecemos de estabelecer normas que convêm ao bom funcionamento dessa organização chamada de lar. Envolvemos os pequeninos em cuidados e zelos, e às vezes exageramos na dose, prejudicando a sua formação moral. Alguns de nós criamos nossos filhos como se fossem príncipes ou princesas, fazendo tudo por eles. Ensinandolhes que só têm direitos, e nenhum dever. Em contrapartida, passamos a eles a idéia de que nós, pais, só temos deveres e nenhum direito. Se chegamos em casa e vamos fazer nossa refeição, e o pequeno solicita nossa atenção, imediatamente largamos o prato e vamos atendêlo. Se estamos ao telefone e ele fala conosco, deixamos de dar atenção ao outro lado da linha para ouvílo. Ele tem o direito a falar quando quiser, no volume que achar conveniente. Tem o direito a fazer suas refeições tranqüilamente, dormir a hora que desejar, jogar as roupas sujas onde quiser. Deixar seus brinquedos espalhados pela casa inteira. Alguém fará tudo por ele. Nossos filhos crescem. Envolvemse numa outra organização a que chamamos sociedade, e aí começam os problemas. Aqueles a quem ensinamos que só tinham direitos, agora cobram da sociedade o mesmo tratamento que lhes foi dispensado dentro do lar, ao longo da infância e adolescência. Quando saem no trânsito, querem que todos abram alas. Afinal eles querem passar. Não se importam se irão obstruir os cruzamentos, nos semáforos, impedindo a passagem dos outros, ou se irão atrapalhar em filas duplas. Afinal eles sempre tiveram a preferência. Quando necessitam de algum processo junto aos órgãos competentes, querem ser atendidos primeiro. Seus direitos vêm sempre em antes. É importante que reflitamos acerca de como tem sido o nosso comportamento diante dos filhos. É importante estabelecer limites, que devem ser respeitados. Importante dar aos filhos responsabilidades desde a infância, como ajudar a manter a casa em ordem, respeitar os direitos dos demais membros da família, etc. E jamais devemos esquecer que o exemplo é a melhor forma de educação. Se somos daqueles que acreditamos que a disciplina não é necessária, observemos um veículo rodando sem freios, e poderemos ter uma ideia do que seja a falta de limites. Pense nisso! Se queremos ver nossos direitos respeitados, comecemos por respeitar os dos outros. Se queremos um trânsito organizado, sejamos disciplinados, respeitando os direitos de todos os que circulam pelas ruas. Se todos observarmos nossos limites, nossos deveres, nossas obrigações, teremos uma sociedade harmoniosa. Pense nisso, mas pense agora!

31/08/2021 14:17 | DURAÇÃO 3:25

Onde vive nosso eu verdadeiro

Onde vive nosso eu verdadeiro Tua vida, meu irmão, é uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das aparências que os homens chamam com teu nome. Se essa casa for escura ou vazia, não poderás iluminá-la com as lâmpadas de teu vizinho nem enchê-la com os seus bens. E se estiver no deserto, não a poderás transferir para um jardim plantado por outros, e se estiver no pico de uma montanha, não poderás baixá-la para um vale onde os caminhos foram abertos por outros pés. Nossas vidas interiores, meu irmão, são rodeadas pelo isolamento e a solidão. Sem eles, tu não serias tu e eu não seria eu. Sem eles, confundirias tua voz com a minha voz, e quando olhasses no espelho, não saberias se estavas vendo-te a ti mesmo ou a mim. * * * As palavras de Khalil Gibran calam fundo na alma... Não somos a imagem que vemos no espelho. Não somos as aparências. Nessa casa, afastada de todas as outras, vive nosso eu real, eu Espírito. E cada um deve iluminar a sua casa com suas próprias conquistas. As lâmpadas dos vizinhos nos seduzem, até nos inspiram, mas nossa iluminação precisa vir de dentro. Não adianta casar com alguém bom para viver a bondade. Não adianta receber um amor infinito para termos amor para sempre. Não adianta estarmos próximos a pessoas felizes para vivermos a felicidade. Os bens do outro são do outro. Podemos até usufruir deles, pela bondade divina, mas apenas como forma de motivação, para que tenhamos forças e exemplo para lograr os nossos próprios, ao nosso tempo. Se essa nossa casa estiver ainda no deserto, caberá a nós, apenas a nós, transformar a aridez em jardim florido. E todos os caminhos precisam ser abertos por nossos próprios pés... Somos individualidades. Não há um ser igual ao outro neste Universo. E dentro de cada individualidade há uma espécie de solidão, um lugar onde todos estamos sós. Solidão que machuca enquanto ainda somos mais sombra do que luz, mas que depois se harmoniza e se transforma em solitude – uma unidade saudável da criatura com o Criador, seja lá como você define ou imagina esse “Criador”. É reservado um plano especial no Universo para cada um de nós. Não há insignificância alguma no Cosmo, por menor que possamos nos imaginar. Acreditar-se pequeno, ou insignificante é, ainda, típico de quem não se encontrou em profundidade, de quem não conhece sua própria casa no Universo. Somos grandes, somos capazes, somos parte de um todo perfeito, por isso somos fadados à perfeição individual. * * * Quando a sombra de um desânimo qualquer desejar bater à porta de nossa casa, lembremos da grandiosidade do Universo e de que fazemos parte disso tudo. Lembremos de que somos importantes. Não permitamos que as distrações ou as vicissitudes da vida enfraqueçam nossas forças. Elas são parte do ensino apenas, do ensino desta grande escola chamada Terra. * * * Tua vida, meu irmão, é uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das aparências que os homens chamam com teu nome. Redação do Pense Nisso,com base em trecho do texto Isolamento e solidão, do livro Curiosidades belezas, de Khalil Gibran, ed. ACIGI.

30/08/2021 14:31 | DURAÇÃO 5:09

Empatia

EMPATIA Um ancião que estava para morrer procurou um jovem e narrou uma história de heroísmo: Durante a guerra, ajudou um homem a fugir. Deu-lhe abrigo, alimento e proteção. Quando já estavam chegando a um lugar seguro, esse homem decidiu traí-lo e entregá-lo ao inimigo. E como você escapou? – perguntou o jovem. Não escapei. Eu sou o outro, sou aquele que traiu. – diz o velho. Mas, ao contar esta história como se fosse o herói, posso compreender tudo o que ele fez por mim. * * * A sabedoria deste conto nos fala sobre a empatia, essa ação de nos colocarmos no lugar do outro, de procurar sentir o que o outro sente. A empatia nos torna menos orgulhosos e egoístas, pois faz com que pensemos não só em nossos pontos de vista, em como estamos nos sentindo, mas também na vida alheia, no que se passa no íntimo de alguém. Quando nos colocamos no lugar do outro, a compreensão se torna mais fácil de ser alcançada, e nossos corações se sentem mais aptos a perdoar. Quando nos colocamos no lugar do outro, temos a oportunidade de acalmar a raiva e de evitar a vingança. Quando nos colocamos no lugar do outro, desenvolvemos a compaixão, e procuramos fazer algo para amenizar o sofrimento do próximo. Quando nos colocamos no lugar do outro, expandimos nossa capacidade de amar e de entender que precisamos viver em família para realizar nosso crescimento. Quando nos colocamos no lugar do outro, preparamos nossa intimidade para receber as sementes da humildade, descobrindo a verdade de que somos todos irmãos, e que precisamos uns dos outros para colher os bons frutos da felicidade futura. A empatia nos torna mais humanos, mais próximos da realidade do outro, de suas dificuldades e de seu caminho. Passamos a analisar a vida através de outros pontos de vista, de outros ângulos e, assim, nos tornamos mais sábios, mais maduros. O hábito de nos colocarmos no sentimento de alguém é um grande recurso de que dispomos para nossas conquistas espirituais elevadas. O coração que se isola, que vê somente o que seus olhos permitem e não partilha da vida de seu próximo, está estacionado nas trilhas do tempo. É chegado o momento das grandes modificações, das grandes revoluções no interior do homem, e a empatia aí está, como excelente agente de transformação moral. * * * Fazei aos homens tudo o que desejai que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. O médico das almas, jesus, sempre buscou mostrar os caminhos mais seguros para nossas vidas. Nesta máxima revolucionária e, ao mesmo tempo, simples, introduz na terra o conceito de empatia, de agir conforme aquilo que desejamos para nós mesmos. As verdades estão conosco. É tempo de instituí-las em nossos dias. Redação do pense nisso, com base no livro maktub, de paulo coelho, ed. Planeta e no item ii, do cap. Xi, de o evangelho segundo o espiritismo, de allan kardec, ed. Feb.

27/08/2021 14:35 | DURAÇÃO 4:07

Honestidade em qualquer idade

Honestidade em qualquer idade O que você faria se encontrasse uma carteira com mil e quinhentos reais na rua, perdida? Numa das capitais do país, um menino de doze anos não teve dúvida: devolveu! E o pré-adolescente Lucas Eduardo virou exemplo no bairro onde mora. O menino tímido encarou a situação com simplicidade surpreendente. Eu fiz porque era o certo. Imaginei que a pessoa iria precisar do dinheiro para pagar as contas, ir aos médicos, contou Lucas, em entrevista a um jornal daquela cidade. Lucas tinha razão. Evanir havia saído na manhã de segunda-feira com o objetivo de pagar as contas do mês. Viúva há sete anos e aposentada há mais de duas décadas, ela vive sozinha, com renda bem apertada. Para devolver o dinheiro, o menino teve ajuda da direção da escola onde estuda, a fim de localizar o número do telefone e comunicar-se com a idosa. Assim, ela ficou sabendo que os valores que perdera haviam sido encontrados e que estavam em boas mãos. O gesto do estudante comoveu gente de todas as idades e classes sociais na região. Dezenas de pessoas entraram em contato com a escola, onde ele estuda, para elogiar a honestidade do menino e oferecer doações. Lucas, de família humilde, tinha um sonho: ter um videogame. Ao saber da história, uma doadora anônima decidiu presentear Lucas e seus irmãos com o Playstation dos seus filhos. A história do menino não parou por aí. Ganhou repercussão internacional: chegou, inclusive, aos Estados Unidos. Uma brasileira, que lá reside, telefonou, comovida com o gesto, e ofereceu doações ao menino. Um empresário emocionado foi além: conversou com Lucas sobre a importância de sua atitude e retribuiu seu gesto com um presente: deu-lhe a mesma quantia que Lucas devolveu à dona Evanir: mil e quinhentos reais. A idosa, que recebeu a devolução, afirmou: Tão pequeno e com toda essa honestidade. É muito bonito. Às vezes, pessoas da nossa própria família não devolvem o dinheiro. * * * Até quando a honestidade será exceção em nosso mundo? Até quando precisaremos comemorar gestos como esse, que já deveriam ser normais, naturais, como foram para o menino Lucas? A honestidade estava dentro dele. Talvez nem tenha necessitado ser aprendida em casa. Estava no Espírito. Fiz porque era o certo. Quando temos esse contato íntimo com nossa consciência, passamos a ter menos dúvidas entre o certo e o errado. Ambos ficam muito claros em todas as situações. Não se precisa pensar muito se vai se jogar lixo no chão, se vai devolver o troco certo, se vai contar a verdade – tudo isso passa a ser natural. O bem precisa se tornar hábito e ir substituindo o mal aos poucos. É assim que nos transformamos e transformamos a sociedade. Se queremos que o tal jeitinho desapareça, precisamos, de uma vez por todas, incorporar este espírito de fiz porque era o certo, independente se o certo é o melhor para nós ou não. É o certo e pronto. Consultemos a consciência. As respostas estão sempre lá, onde estão inscritas todas as leis . Pensemos nisso. Façamos o certo. Redação do Pense Nisso, com base em reportagem publicada no site www.sonoticiaboa.band.uol.com.br, em 22 de agosto de 2013.

26/08/2021 16:11 | DURAÇÃO 4:33

Servidores da humanidade

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25/08/2021 15:00 | DURAÇÃO 5:04

Chaplin e o sorriso

Charles Chaplin foi o artista do sorriso, da docilidade, dos gestos pequenos e da grandeza de coração. Há um texto, de sua autoria, traduzido para o português que diz mais ou menos assim: Ei, você, sorria! Mas não se esconda atrás desse sorriso. Mostre aquilo que você é, sem medo. Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu. Viva! Tente! Ame acima de tudo. Ame a tudo e a todos. Não faça dos defeitos uma distância, e sim uma aproximação. Aceite a vida, as pessoas. Faça delas a sua razão de viver. Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você. Não as reprove. Ei! Olhe! Olhe à sua volta quantos amigos! Você já tornou alguém feliz hoje, ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo? Ei! Não corra! Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você. Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga. Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela. Chore! Lute! Faça aquilo que gosta. Sinta o que há dentro de você. Ei! Ouça! Escute o que as outras pessoas têm a dizer. É importante! Suba! Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo, mas não esqueça daqueles que nunca conseguem subir a escada da vida. Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você. Procure acima de tudo ser gente. Eu também vou tentar. Ei, você. Não vá embora. Eu preciso lhe dizer que... gosto de você, simplesmente porque você existe! * * * O poeta dos sorrisos, o criador de Carlitos, das cenas inesquecíveis de Luzes da ribalta, de O garoto, de O grande ditador, acreditava que a Humanidade precisava sentir mais do que pensar. Dizia ele: Pensamos em demasia, e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. O homem enigmático, talvez um tanto triste, por trás do personagem cômico, brilhou no mundo do cinema, mas também irradiou muita luz para o mundo dos homens. Coragem! Não se entregue! Sempre há uma esperança. – Disse ele, levando aos solitários, aos sofredores, um pouco de alento, de confiança, de graça na vida, quem sabe. Chaplin foi o menino pobre que, passando de orfanato em orfanato, não esquecia o seu dom – o de representar, vindo da herança da mãe, a arte da pantomima. Foi a criança que cedo viu a mãe acolhida pela insanidade mental, certamente fruto das privações em que ela, Hanna Chaplin, e os filhos, viviam. Foi o homem que fez o cinema de uma época, o cinema de um século rir das trapalhadas de um certo Carlitos, e com isso trouxe alegria ao mundo. Ouçamos seus conselhos e jamais deixemos de sorrir, de ter esperança nas pessoas, e em nós mesmos. Ei, você, sorria! Mas não se esconda atrás desse sorriso. Mostre aquilo que você é, sem medo. Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu. Viva! Tente! Ame acima de tudo. Ame a tudo e a todos. Redação do Pense Nisso, com base em texto atribuído a Charles Chaplin. Em 14.7.2014.

24/08/2021 10:24 | DURAÇÃO 4:35

A honra

A HONRA Conta-se que um promotor público, nomeado para uma cidade interiorana do Sul do Brasil, ali chegou jovem e entusiasta. Conhecedor da lei, amante da ordem e do direito, se propôs a realizar o melhor, naquela localidade. Um dos primeiros casos que lhe chegou às mãos foi o de um homem que, em plena praça, à vista de vários cidadãos, descarregara todas as balas do seu revólver em sua esposa. Fora um crime bárbaro, cruel, presenciado por muitos. O jovem promotor estudou o caso e, com tranquilidade, se propôs a fazer a acusação daquele réu. Para ele, não havia dúvidas. Tratava-se de um crime bárbaro. O homem, tomado de ciúmes, pois descobrira que a esposa o traíra, a matara de forma fria, premeditada. Havia muitas testemunhas. O fato era notório. Não havia erro. Aquele homem seria condenado. Contudo, no transcurso do processo, foi se tomando de surpresa o promotor. O advogado do réu apresentou sua defesa baseado em que ele não deveria ser julgado culpado pois, afinal, fora brutalmente ofendido em sua honra. A surpresa foi maior ainda quando o júri chegou ao veredito de inocente. Entenderam os jurados daquela cidade que o homem traído mais não fizera do que lavar a sua honra. E honra se lava com sangue. Não se tratava de uma questão de direito, de certo e de errado, mas de como aquela gente entendia que tudo deveria ser resolvido. E, no caso, somente a morte poderia lavar a honra daquele cidadão. * * * Em várias localidades, em nosso país e no mundo, muitos ainda acreditam que a honra se lava com sangue. Quando ouvimos relatos de fatos semelhantes, aqui e ali, tentando justificar atos de violência, ficamos chocados. Compete-nos refletir e pesar nossos valores. Recordamos que, certa feita, Moandas Gandhi, o líder pacifista da Índia, foi esbofeteado em pleno rosto. O golpe fora tão rude que ele caíra. Levantou-se, limpou a poeira da roupa e, sereno, continuou o seu caminho. Uma jornalista londrina teve oportunidade de lhe perguntar: Senhor, o senhor não vai revidar? Por que deveria? - Perguntou, tranquilo. Mas, senhor, ele lhe esbofeteou a face. Feriu a sua honra. Gandhi a olhou, profundamente, nos olhos e respondeu: Minha jovem, minha honra não está no rosto. Sim, sua honra como a de todos nós, não está no rosto. A honra está na alma e essa ninguém a pode remover, senão nós mesmos. Manchamos nossa honra de filhos de Deus quando nos permitimos revidar agressões, descer ao nível do agressor. Dilapidamos nossa honra quando nos permitimos compactuar com a mentira, com a corrupção, com o crime de qualquer nível. Pensemos nisso e nos mantenhamos no bem, no caminho do reto dever, mesmo que as circunstâncias pareçam contra nós. Redação do Pense Nisso com base em fato narrado por Sandra Della Pola, em palestra proferida no Teatro da Federação Espírita do Paraná, no dia 11 de julho de 2010. Em 11.07.2012.

23/08/2021 14:32 | DURAÇÃO 4:05