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Episódios

O tempo

O TEMPO Um autor desconhecido escreveu certa vez que a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros sentimentos habitavam uma pequena ilha. Certo dia, foram avisados que essa ilha seria inundada. Preocupado, o amor cuidou para que todos os outros se salvassem, falando: Fujam todos, a ilha vai ser inundada. Todos se apressaram a pegar seu barquinho para se abrigar em um morro bem alto, no continente. Só o amor não teve pressa. Quando percebeu que ia se afogar, correu a pedir ajuda. Para a riqueza apavorada, ele pediu: Riqueza, leve-me com você. Ao que ela respondeu: Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e não tem lugar para você. Passou então a vaidade e ele disse: Dona Vaidade, leve-me com você... Sinto muito, mas você vai sujar meu barco. Em seguida, veio a tristeza e o amor suplicou: Senhora Tristeza, posso ir com você? Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha. Passou a alegria, mas se encontrava tão alegre que nem ouviu o amor chamar por ela. Então passou um barquinho, onde remava um senhor idoso, e ele disse: Sobe, amor, que eu te levo. O amor ficou tão feliz, que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando ao morro alto, onde já estavam os outros sentimentos, ele perguntou à sabedoria: Dona Sabedoria, quem era o senhor que me amparou? Ela respondeu: O tempo. O tempo? Mas por que ele me trouxe aqui? Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor. * * * Dentre todos os dons que é concedido ao homem, o tempo tem lugar especial. É ele que acalma as paixões indevidas, ensinando que tudo tem sua hora e local certos. É ele que cicatriza as feridas das profundas dores, colocando o algodão anestesiante nas chagas abertas. É o tempo que nos permite amadurecer, através do exercício sadio da reflexão, adquirindo ponderação e bom senso. É o tempo que desenha marcas nas faces, espalha neve nos cabelos, leciona calma e paciência, quando o passo já se faz mais lento. É o tempo que confirma as grandes verdades e destrói as falsidades, os valores ilusórios. O tempo é, enfim, um grande mestre, que ensina sem pressa, aguarda um tanto mais e espera que cada um a sua vez, se disponha a crescer, servir e ser feliz. E é o tempo, em verdade, que nos demonstra, no correr dos anos, que o verdadeiro amor supera a idade, a doença, a dificuldade, e permanece conosco para sempre. * * * Neste mundo, tudo tem a sua hora. Cada coisa tem o seu tempo. Há o tempo de nascer e o tempo de morrer. Tempo de plantar e de colher. Tempo de derrubar e de construir. Há o tempo de se tornar triste e de se alegrar. Tempo de chorar e de sorrir. Tempo de espalhar pedras e de juntá-las. Tempo de abraçar e de se afastar. Há tempo de calar e de falar. Há o tempo de guerra e o tempo de paz. Mas sempre é tempo de amar.

12/08/2022 06:30 | DURAÇÃO 3:28

Redescobrindo o lado bom

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11/08/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:35

Tato de Pais

Tato de Pais Um menino, com um breve poeminha à mão, entrou correndo pela porta do quarto dos pais, ansioso para que o lessem. Encontrou os pais numa discussão acirrada a respeito de um tema que desconhecia. À maneira que só as crianças conseguem fazer, ficou ali, ao lado, quase invisível, tentando ser escutado. Pai, mãe, olha o que escrevi! Repetiu esse acalanto algumas vezes, falando cada vez mais alto, tornando a balbúrdia no aposento quase insuportável. Ninguém se entendia e todos queriam ser ouvidos. Repentinamente, o pai, já sem paciência, tomou a folha de papel das mãos do filho, amassou com força e disse: Já não expliquei que agora não posso!? Atirou o papelote na lixeira mais próxima, o que deixou o filho sem chão e repleto de lágrimas. Mais tarde, a mãe, que não havia ficado satisfeita com a cena presenciada e se enchia de compaixão, procurou o menino. Ela carregava na mão esquerda uma folha de papel enrugada. Tinha a expressão emocionada e condoída. Filho... Foi você quem escreveu este poema? O menino, que ainda estava cabisbaixo, apenas acenou com a cabeça que sim. Que coisa mais linda! Você é um poeta, meu filho! Você é um poeta! –E abraçou, carinhosamente, a criança. A partir daquele dia, diz a história desse menino, ele resolveu definitivamente ser poeta. O relato é do próprio autor que conta que, se não fosse pela destreza e tato de sua mãe, possivelmente não se dedicaria à poesia. Assim, graças à sensibilidade daquela mulher, o mundo pôde conhecer a arte e inspiração de Pablo Neruda. * * * O tato é essa capacidade que temos, ou não, de lidar com situações delicadas. Saber dizer as coisas certas na hora certa. Saber calar. Saber abraçar e chorar junto. Para se ter tato faz-se necessário desenvolver a empatia, essa capacidade sublime de colocar-se no sentimento do outro. O amor também faz parte da conquista do tato, pois tudo aquilo que é dito com carinho, tem muito mais chance de ser bem recebido pelo outro. Ficamos a pensar quantos Neruda deixamos de conhecer no mundo, pela simples falta de tato de pais e educadores, que não promoveram o incentivo necessário ou que simplesmente abafaram, silenciaram talentos tão importantes. Assim, olhemos nossas crianças com atenção. Operemos sempre com muito tato, psicologia, em tudo que façamos, falemos ou deixemos de falar a eles. Nem sempre serão grandes talentos ou gênios. Porém, um incentivo aqui, um elogio ali são os responsáveis primeiros pela formação de uma boa autoestima. Tratemos o lar como a terra que necessita estar sempre fértil, preparada para receber as mudas da filiação bendita, que Deus nos dá como presente e responsabilidade. Redação do Pense Nisso.

09/08/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:03

No próximo amanhecer

Hoje me dei “um tempo” para pensar na vida. Na minha vida! Decidi então que a partir do próximo amanhecer , vou mudar alguns detalhes para ser a cada novo dia, um pouco mais feliz. Para começar, vou procurar não olhar mais para trás. O que passou é passado, se errei, agora não vou conseguir corrigir. Então, para que remoer o que passou? Refletir sobre aqueles erros sim, e fazer deles o aprendizado para o “meu hoje”. Nem todas as pessoas que amo, retribuem meus carinhos como “eu” gostaria...E DAÍ? A partir do próximo amanhecer vou continuar a amá-las, mas sem tentar querer mudar ninguém. Pode ser que elas ficassem do jeito que eu gostaria que elas fossem, mas já não seriam as pessoas que eu amo. Isso eu não quero. Mudo eu...mudo a minha maneira de vê-las , respeitando o modo delas serem. Mas não pense que vou desistir dos meus sonhos!!! A partir do próximo amanhecer , vou lutar com mais garra para que eles aconteçam. Mas vai ser diferente. Não vou responsabilizar ninguém por minha felicidade.Eu simplesmente vou ser feliz, por minha conta própria. Não vou mais parar a minha vida, Porque o que desejo não acontece , Porque uma mensagem não chega, Porque não ouço o que gostaria de ouvir. Vou fazer o meu momento ...vou ser feliz agora... Terei outros dias pela frente!!! A partir do próximo amanhecer vou ser mais grato pela oportunidade que tenho de viver, apesar dos meus problemas. A partir do próximo amanhecer não vou mais querer ser um modelo de perfeição, porque se eu aceitar as minhas limitações, serei mais tolerante com as dificuldades dos meus irmão. A partir do próximo amanhecer vou viver a minha vida, sem medo de ser feliz.Mas sem esquecer de ninguém e compartilhar essa felicidade com todos ao meu redor. A partir do próximo amanhecer vou dizer sem medo, a mais pessoas, o quanto elas são especiais para mim, o quanto eu as amo. Mas pensando bem, não vou esperar o próximo amanhecer para fazer tudo isso.Porque pode ser que não haja o próximo amanhecer. É...vou dar aquele abraço apertado, sorrir e dizer que tenho muito amor para dar, HOJE.AGORA!!! Redação do Pense Nisso, com base no texto recebido por e-mail de autor desconhecido. Em 18.10.2012

08/08/2022 06:30 | DURAÇÃO 3:12

Fama e glória

FAMA E GLORIA Como já foram ainda jovens, Elvis Presley, Jim Morrison, Jimmy Hendrix, Michael Jackson, Amy Winehouse e tantos outros... Por que será que pessoas aparentemente com tudo para serem felizes caem na Depressão e abreviam a própria vida? Os seres humanos, de modo geral, estão sempre muito preocupados em alcançar o sucesso. O mundo convencionou que sucesso é o triunfo nos negócios, nas profissões, nas posições sociais, com destaque da personalidade, aplausos e honrarias. Causam impacto as pessoas que desfilam no carro do poder. Despertam inveja a juventude elegante, a beleza física, os jogos do prazer imediato. Produzem emoções fortes as conquistas dos lugares de relevo e projeção no show-bussines, na sociedade. Esse sucesso, porém, é de efêmera duração. Todos passam pelo rio do tempo e transformam-se. Risos se convertem em lágrimas... Primazias cedem lugar ao abandono... Bajulações são substituídas pelo desprezo... Beleza e juventude são alteradas pelos sinais da dor, do desgaste e do envelhecimento. O indivíduo que luta pela projeção exterior, sofre solidão, vazio, frustrações e tédio. Aquele tido pela sociedade como uma pessoa de sucesso não é, necessariamente, uma pessoa feliz. Todavia, muitos perseguem esse sucesso com sofreguidão e, para mantê-lo, desgastam-se emocionalmente, entram em depressão e procuram saídas nas drogas e acumulam desgostos. Todavia, há um outro sucesso, efetivo e duradouro, que muitos têm esquecido: é a vitória sobre si mesmo e sobre as paixões primitivas. Dessa conquista ninguém toma conhecimento. Mas a pessoa que a busca, sente-se vencedora, por dominar-se, alterando o temperamento, as emoções degradantes, e sente a paz como conseqüência. O indivíduo que experimenta o sucesso interno torna-se gentil, afável, irradiando bondade, e conquista, em profundidade, aqueles que dele se acercam. Quando, no entanto, é externo esse triunfo, a pessoa torna-se ruidosa, impondo preocupação para manter o status, chamar a atenção, atrair os refletores da fama. O sucesso sobre si mesmo acentua a harmonia e aumenta a alegria do ser, que se candidata a contribuir em favor do grupo social mais equilibrado e feliz, levando o indivíduo a doar-se. O sucesso de Júlio César, conquistador do mundo, entrando em Roma em carro dourado e sob aplausos da multidão, não o isentou do punhal de Brutus nas escadarias do Senado. O sucesso de Nero, suas conquistas e vilezas, não o impediram da morte infamante a que se entregou desesperado. O sucesso de Hitler, em batalhas cruéis nos campos da Europa e da África, não alterou a sua covardia moral, que o conduziu ao suicídio vergonhoso. O sucesso, porém, de Gandhi, fê-lo enfrentar a morte proferindo o nome de Deus. O sucesso de Pasteur auxiliou-o a aceitar a tuberculose com serenidade. O sucesso dos mártires e dos santos, dos cientistas e pensadores, dos artistas e cidadãos que amaram, ofereceu-lhes resistência para suportarem as afrontas e crueldades com espírito de abnegação, de coragem e de fé. * * * Sem ficarmos alheios ao mundo, ou abandonarmos a luta do convívio social, busquemos o sucesso - a vida correta, os valores de manutenção do lar e da família, o brilho da inteligência, da arte e do amor - e descobriremos que, nessa boa luta, teremos tempo e motivo para o outro sucesso, o de natureza interior. Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 15 do livro Desperte e seja feliz, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal Em 07.03.2013..

05/08/2022 06:30 | DURAÇÃO 5:15

Você lembrará

Quando os cabelos nevados lhe aureolarem a face... Quando os dias se fizerem frios, porque a gélida solidão faz presença ao seu lado... Quando seus dias se fizerem de insistente saudade, você lembrará... Lembrará das tardes quentes, quando levava a passear os pequenos e havia risos de alegria, lambuzeira de sorvete e pipocas espalhadas pelo carro. Recordará das brincadeiras dos meninos, usando a mangueira do jardim para se molharem uns aos outros. Lembrará de sua voz recomendando menos bagunça, economia de água, de energia elétrica... Lembrará das mãos pequeninas que mexiam em sua orelha, enquanto os olhinhos tentavam se fechar, entregando-se ao sono. Lembrará do ursinho de pelúcia, de olhos grandes, deixado no banco de trás de seu carro, acompanhando-o em viagem de negócios, em visitas a clientes. O ursinho que ficava ali, sempre à disposição, aguardando o retorno de seu dono, ao final do dia. Lembrará do lanche da tarde, das visitas inesperadas portando sorrisos e flores; das festas surpresas nos aniversários; das cartas que chegavam com perfume de lembrei de você; das viagens com os amigos; dos amores, dos afagos, das lágrimas de emoção e contentamento. Você lembrará... Tudo passará no caleidoscópio das memórias, trazendo-lhe ao coração ternura e saudade. * * * Pense nisso, nos dias que vive e aproveite ao máximo o alimento do afeto, da presença, da alegria. Mantenha a aparência jovial, embora o tempo teime em lhe colocar fios de prata nos cabelos e rugas na face. Conserve o sorriso espontâneo e claro, mesmo que a alma esteja em trajes de luto. Memorize os momentos felizes e arquive tudo no canto mais privilegiado de sua mente. Não esqueça nenhum detalhe: o dia cheio de luz ou a chuva insistente; as roupas coloridas, o boné levado pelo vento; os risos, o machucado, o aconchego dos pequenos em seu colo; o adormecer cansado em seus braços, após as horas de corrida e travessuras pelo parque; o cheirinho de bebê, o perfume do xampu, os cabelos escovados ou despenteados, rebeldes, jogados aos ombros. Observe tudo. Grave tudo. Um dia, quando a solidão se sentar ao seu lado, esses detalhes, essas pequenas-grandes coisas lhe farão companhia. Você as retirará, uma a uma, do baú de memórias e alimentará as suas horas, para continuar a ser feliz, como hoje o é. E talvez nem se dê conta do quanto é feliz. Preparando a felicidade do seu amanhã, você acabará por descobrir, ainda hoje, o quanto é feliz. Pense nisso... E aja agora. Redação do Pense Nisso. Ed. Fep. Em 03.08.2012

04/08/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:08

Combatendo o preconceito

Combatendo o preconceito Quando Gandhi trabalhava pela independência da Índia, empenhou-se também em combater uma questão interna: o preconceito de castas. Tradição milenar que divide a sociedade indiana em religiosos, guerreiros, agricultores, comerciantes e servos, as castas até hoje persistem. Na base da pirâmide social, uma categoria desprezada: os párias. Sem casta, os párias são considerados impuros e acredita-se que quem os toca fica impuro também. Por isso são chamados intocáveis. Mas Gandhi, ao estudar profundamente os ensinos de Krishna, aprendeu que Deus não faz diferença entre Seus filhos. Ele compreendeu que o sistema de castas havia sido modificado pelos homens, que o usaram para fins de dominação política e social. E foi assim que Gandhi passou a combater o preconceito contra os párias, que ele chamava harijans, palavra que significa filhos de Deus. Estava certo Gandhi. Os preconceitos que carregamos são parte de um contexto social e cultural que devemos combater. À medida que a Humanidade progride, os preconceitos vão perdendo espaço. A ciência vai demonstrando que certas teorias não têm validade e aos poucos vamos expurgando práticas vergonhosas. Vejamos, por exemplo, o preconceito racial. Ele é decorrente de uma visão que data da época da colonização. Os europeus se achavam superiores aos povos indígenas ou africanos. É uma tese absurda que o tempo se encarregou de derrubar. Sim, pois quando se ofereceu oportunidade, negros e índios mostraram tanta capacidade intelecto-moral quanto os demais. Nunca é demais lembrar que – mesmo na época do mais rigoroso preconceito racial no Brasil – houve quem triunfasse. É o caso do maior escritor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis. Filho de uma ex escrava, que trabalhava como lavadeira, ele trabalhava durante o dia e estudava à noite, sob a luz de um lampião. Demonstrou que o talento e o esforço vencem o preconceito, por mais forte que seja. Hoje, por mais que se combata o preconceito, muitas vezes ele ainda aparece inesperadamente. É porque estava apenas oculto, escondido sob o verniz social. É assim na questão dos homossexuais. Os preconceitos contra eles se manifestam de forma agressiva. Eles são ridicularizados, alvo de piadas e até de violência. Muitos são espancados e assassinados. Será que já conseguimos ver todos os demais seres humanos como irmãos que também amam, sofrem e querem ser felizes? Será que ainda é preciso ter uma data, pra se conscientizar do quanto o preconceito é sinal de barbarismo e ignorância? Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso- com base no livro Momento Espírita, v. 7, ed. Fep. Em 19.05.2008.

03/08/2022 06:30 | DURAÇÃO 3:53

Aprisionados pelo medo

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02/08/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:50

Mágoa desnecessária

MÁGOA DESNECESSÁRIA As relações humanas serão sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E não poderia ser diferente. Como somos seres em evolução, muito ainda há que se construir nas conquistas emocionais para que o equilíbrio, a justiça e a retidão sejam as ferramentas no relacionamento humano. Não é raro indivíduos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros. O raciocínio se torna quase que natural, frente a tantos esforços que temos que empreender, tanta paciência a exercitar, no trato com o semelhante. E não são poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela instituição. Esses buscam a paz que não encontravam nas relações sociais e familiares. Muito embora assim o façam imbuídos, por vezes, das mais nobres intenções, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da convivência. Somente nos atritos que vivemos é que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experiências, de crescer, de superar aos poucos os próprios limites de interação social. Somos todos indivíduos criados para viver em conjunto e a vida solitária somente nos causaria graves sequelas à vida emocional e psicológica. É na experiência de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de aflições e exemplos inesquecíveis. É natural que nossas relações não sejam sempre pautadas pela harmonia. São nossos valores íntimos que determinam os entrechoques que, não raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufruímos. Como ainda não nos acostumamos a viver em estabilidade íntima por longos períodos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposições variadas em nossos relacionamentos. Pensando assim, pode-se concluir o quanto é desnecessário e improdutivo viver-se carregando no íntimo mágoas e malquerenças. Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe do outro o que não gostaria de receber. No entanto, não podemos esquecer que ninguém também pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas a outras pessoas, ainda que involuntariamente. Desta forma, cabe a cada um de nós procurar resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte também acabamos magoando a um e outro, algumas vezes. Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração. Há tanto a se realizar de bom e de útil a cada dia, e o tempo está tão apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos mágoa na alma, qualquer que seja a intensidade. Redação do Momento Espírita, com base no cap. 41, do livro Ações corajosas para viver em paz, pelo Espírito Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter. Em 27.08.2010.

30/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:25

Determinação e Fé

Determinação e Fé A força de vontade e a determinação de algumas pessoas nos deixam muitas vezes surpresos, com o sucesso que alcançam. Uma garota filipina, de apenas onze anos, deu uma grande demonstração a respeito disso. Ela tinha uma competição de atletismo para participar. Com o seu empenho diário, ela se preparou para competir. Havia, no entanto, um problema maior a ser vencido. Para participar ela precisava estar calçando tênis. Houve quem desistisse da competição por causa desse detalhe, mas a pequena Rhea Bullos estava determinada. Sem condições de comprar o calçado, se serviu de toda a sua criatividade. Conseguiu fita adesiva e enrolou dedos e pés. Com um marcador verde, desenhou o logotipo de uma marca conhecida. Ela estava equipada para a disputa. Não eram tênis de verdade, mas lhe permitiram competir nas corridas de quatrocentos, oitocentos e mil e quinhentos metros. Venceu em todas as modalidades e conquistou três Medalhas de Ouro. Esse dia, com certeza, ficará marcado em sua memória. * * * Gratificante é partirmos na busca de nossos objetivos, dispostos a alcançá-los. Dificuldades sempre surgem, mas a alma corajosa e determinada tem fatores de sucesso a seu favor. Com persistência podemos transformar em conquistas as adversidades da vida, bem como ir solucionando, pouco a pouco, os problemas. Os momentos que parecem difíceis são oportunidades para mudarmos a direção do que não está bem em nossa rotina. Surgem curvas pelo caminho que nos exigem providências. Fazer das curvas e contracurvas momentos de meditação e introspecção, de humildade e fé para superar as dificuldades é buscar nossa própria superação. Por mais difíceis que possam parecer os desafios, a disposição em arriscar e a determinação em não desistir do objetivo nos caracterizarão como vencedores. A vontade é a grande mola impulsionadora de tudo o que desejamos realizar. Tudo que nos exija determinação, esforço, persistência e suor; tudo que idealizamos e conseguimos tornar realidade, passa a ser ponto marcante em nossa evolução. A confiança na nossa própria força e a fé nos permite executar grandes feitos. Ganhamos também quando reconhecemos a importância da paciência. Por meio dela, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, temos a certeza de alcançar, em algum momento, o nosso alvo... Sim, os nossos desafios podem ser grandes, mas a conquista ainda é possível. Pense nisso... mas, pense agora! Redação do Pense Nisso, com base no Momento Espírita - Trechos do cap. XIX, itens 2 e 3 de O Evangelho segundo o Espiritismo, ed. FEB.

29/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:06

Apaixone-se

"APAIXONE-SE” Apaixone-se pela manhã... ...que em todos os dias te levanta com os pés firmes no chão. Apaixone-se pelas canções... Que mesmo quando todos se calam, Elas ainda sussurram o refrão em seus ouvidos. Apaixone-se pelo hoje... ...que te faz respirar, enxergar, sentir, viver. Apaixone por você... ...não existirá ninguém melhor para se amar do que a si mesmo... ...pois só descobrimos o que é amor, Quando nos apaixonamos por nós mesmos. Apaixone-se pela vida... ...ela é o único presente que Você diz que não pediu... ...mas que jamais deseja perder. Apaixone-se mil vezes pela mesma coisa... ...se esse sentimento te faz crescer... ...apaixone-se cada dia mais e mais. Apaixone-se pelos dias... ...eles passam depressa, E quando você menos esperar Eles já não existem mais. Apaixone-se por cada conversa... ...pois ela pode ser definitiva, Dependendo da circunstância. Apaixone-se pela dança... ...principalmente se for a dois... ...pois ela te faz sentir vivo, capaz. Apaixone-se por quem te faz sorrir... ...pois essa pessoa merece muito mais... ...do que você imagina. Apaixone-se... ...a vida te presentea quando você... ...se entrega e acredita no amor. Apaixone-se pela vontade de amar... ...pois existirá um momento em que... ...sozinho não dará mais para ficar. Algumas pessoas sentem... ...medo de se apaixonar e... ...no entanto não se dão a oportunidade... ...para apaixonar-se por um sonho. A vida é curta... ...e na entrega ao medo, Perdemos um tempo precioso. Apaixone-se por um sonho... ...acredite que tudo dará certo... ...pois somente a sua fé trará... ...seu sonho pra perto de você. Você poderá se perder em... ...meio a uma multidão... ...mas alguém predestinado... ...irá te encontrar... ...basta você acreditar. Você poderá sentir solidão... ...querer e não ter alguém para... ...compartilhar um desejo... ...mas acredite, Esse alguém está chegando... ...é que por algum motivo... ...algo o atrasou... ...mas a sua fé o trará... ...para perto de você. Apaixone-se... ...pois uma vida repleta... ...de canções te espera. E o amor... ...simplesmente virá trazendo... ...consigo uma alma apaixonada. Apaixone-se... ...pois no final poderá contemplar... ...a magia de tudo aquilo que teve fé. Tudo tem hora e lugar para acontecer... ...basta você confiar. Confiar que... ...tudo que aconteceu é merecimento... ...por seus sinceros desejos. O tempo vai passar... ...e com ele você irá envelhecer. E nessa rotina da vida, Nunca se esqueça... Apaixone-se mil vezes por você... ...seja em qual época ou lugar for... APAIXONE-SE. Redação do Pense Nisso com base na Cena do filme “A Casa do Lago” Em 5.4.2015

28/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 3:39

Correr riscos

Correr riscos Sêneca foi um filósofo e poeta romano que viveu sob o império de Calígula, depois Cláudio e, finalmente, Nero. Seu talento como advogado lhe valeu a inimizade do imperador Calígula. Sob o império de Cláudio foi exilado durante oito anos. Chamado de volta a Roma, foi tutor de Nero e, durante algum tempo, conseguiu exercer uma influência benéfica sobre o jovem imperador. Mais tarde, adotou uma posição de complacência com as tantas loucuras cometidas pelo imperador, o que não impediu que viesse a receber ordem para se suicidar. Vivendo em climas tão adversos, manteve sua preocupação com as conquistas morais individuais. E teve oportunidade de escrever: Chorar é correr o risco de parecer sentimental demais. Rir é correr o risco de parecer tolo. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de ser mal interpretado e perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre. * * * A decisão de correr riscos ou não, é nossa. Agora, podemos continuar a deter o choro porque nos foi dito na infância que homem não chora. Ou, no caso da mulher, para não demonstrar eventual fraqueza. Ou nos permitirmos as lágrimas demonstrando que somos seres humanos, com sentimentos. Podemos ser daqueles que defendem as suas ideias nobres, lutando pela vida, expondo-nos ou nos calarmos diante da injustiça. Podemos nos engajar no movimento pela vida, expondo a nossa opinião contra o preconceito, contra a exploração religiosa; que usa a boa fé das pessoas humildes para se ganhar dinheiro. Ou simplesmente continuarmos calados e permitir que tudo vá acontecendo, sem nos preocuparmos. Podemos nos envolver em movimentos pela paz, pelos direitos dos desfavorecidos, ou permanecermos apáticos, deixando que tudo corra a bel prazer. Podemos, enfim, lutar por melhorar a nossa condição de humanidade, burilando as nossas paixões e vencendo a nossa acomodação. Ou optarmos por continuar onde estamos, como estamos, não encetando nenhum esforço por granjear outras virtudes ou valores de nobreza humana. A decisão é sempre individual e intransferível. * * * A caminhada é longa e tortuosa. A escolha do caminho ou a velocidade com que se deseja andar, é de cada um. Optar pelo crescimento ou aguardar ser arrastado pela lei inexorável do progresso é de cada criatura. Mas, quem deseje alcançar antes a felicidade, idealize mudanças desde hoje, enquanto as oportunidades sorriem e as chances se fazem abundantes. Redação do Pense Nisso, com base em texto atribuído a Sêneca e no verbete Sêneca, da Enciclopédia Mirador, v. 18, Encyclopaedia Britannica do Brasil. Em 06.01.2014.

27/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:44

A verdadeira amizade

A verdadeira amizade Ei, Você tem amigos? Se a resposta for “Sim”, certamente significa que você reconhece a importância dos amigos verdadeiros durante a jornada nesta terra. Muito se fala desses tesouros chamados amigos, mas nem todas as pessoas lhes dão o devido valor. Quando não se é rico, nem ocupa uma posição de destaque numa empresa, nem famoso, é fácil saber quem são os amigos, pois, em tese, não têm outro motivo para uma aproximação que não seja a amizade pura e simples. O mesmo não acontece com pessoas ricas ou famosas, que lidam com aproximações por interesse e conveniências, e encontram mais dificuldade na hora de filtrar e reconhecer o que, de fato, é verdadeiro. É muito comum que pessoas assim se sintam solitárias, fiquem depressivas e apáticas, por falta de alguém em quem possam confiar incondicionalmente. Talvez seja por essa razão que uma poetisa escreveu: Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo; que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência. E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos. Preciso de alguém que venha brigar ao meu lado, sem precisar ser convocado. Alguém amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso. Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: a amizade. Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa. Preciso de um amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades. Preciso de um amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias e que, no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo." E ria muito. E nessa busca, empenho a minha própria alma, pois com uma amizade verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela... A verdadeira amizade está acima de quaisquer valores financeiros. Todo o dinheiro do mundo não seria suficiente para adquirir uma amizade leal, já que é um sentimento que não está à venda. E por mais rico que seja um ser humano, ele não será completamente feliz se não contar com, pelo menos, um amigo fiel. De nada valeria ser a pessoa mais famosa do mundo, se não puder contar suas alegrias a um amigo. De nada adiantaria ter todas as riquezas materiais que o mundo pode oferecer, se não houver uma amizade para compartilhar. Por outro lado, ainda que a pessoa seja a mais simples da face da Terra, se tiver um amigo verdadeiro, nunca passará necessidade. * * * Você tem amigos, tem em quem confiar? Você é verdadeiramente amigo de alguém? Pessoas buscam em você refúgio quando algo não vai bem? Quando as emoções se enfraquecem, a amizade permanece. Ser amigo é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida. Seja alguém capaz de ouvir, estender a mão, chorar e sorrir junto; Aquele que apoia, encoraja, e mesmo que por um momento cause dor, fale sempre a verdade. A amizade pura é uma flor que nunca morre. Vale a pena cultivá-la. Pense nisso, mas... Pense agora. Redação do Momento Espírita, com base em poesia de Cris Passinato, constante no site: www.forumpoeticomundial.hpg.ig.com.br/ Disponível no livro Momento Espírita, v. 3 e no CD Momento Espírita, v. 7, ed. Fep.

26/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 5:11

Perdendo a noção do tempo

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25/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 3:41

Apenas uma Corda

Apenas uma Corda. Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho, outros, que ele era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de assistir seu espetáculo. Certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro, ovacionado. Mas quando surgiu a figura de Paganini, triunfante, o público delirou. Nicolo Paganini colocou seu violino no ombro, e o que se assistiu em seguida foi indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias, pareciam ter asas e voar com o delicado toque daqueles dedos virtuosos. De repente, porém, um som estranho interrompe o devaneio da plateia: uma das cordas do violino de Paganini arrebentara. O maestro parou. A orquestra parou. Mas Paganini não parou. Olhando para sua partitura ele continuava a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador: uma outra corda do violino se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo. Paganini não parou. Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados, voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que aconteceria a seguir: todas as pessoas, pasmas, gritaram: Oohhh! Uma terceira corda do instrumento de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára. Mas Paganini... Paganini não pára. Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído.

22/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:15

Tédio

Tédio Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida, que passam a ser buscados com intensa determinação. Limitam seus interesses na conquista de seus sonhos e quando os alcançam nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam. A meta, que por tanto tempo representou a razão de viver, cede lugar ao tédio, empurrando os seres para os abismos da depressão ou dos vícios. Por vezes, são pais que colocam na vida dos filhos os próprios sonhos. Projetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles próprios não puderam realizar. No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as próprias lutas e dar curso às próprias vidas. Por vezes a constatação dessa verdade causa nos pais, mais despreparados, amarga aflição. Outros, ainda, anseiam por alcançar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consideráveis recursos financeiros. Porém, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados. Há aqueles que se esforçam para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcançam, amargurados e vazios, entregam-se às drogas e aos abusos do sexo. Inquietação e desequilíbrio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfação. Tais metas são frutos do egoísmo que ainda move os seres, e quando alcançadas produzem tão-somente rápida e passageira satisfação. Em pouco tempo a antiga e conhecida sensação de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influência no cotidiano. Como se todo o esforço tivesse sido vão. Como se toda a luta não tivesse valido a pena. Nos lábios, a impressão de que alguma palavra ficou faltando. Na boca, a permanente sensação de sede. É a fome de realização plena. É uma sensação de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfatório. É o tédio, terrível flagelo que consome existências. Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indivíduos. Quando te percebas a um passo do tédio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo físico e mental de forma útil. Nunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir. Considera o esforço dos artistas sem braços, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspiração e de alegria de viver. Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renovação interior, tornando-se membros indispensáveis da economia moral e social no mundo. O esforço que lhes foi exigido não lhes concedeu tempo para qualquer forma de tédio ou de desinteresse, entregando-se à lamentação ou ao desencanto. Não cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do já feito. Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar. Aspira à conquista do infinito e nunca te sentirás entediado com os logros conseguidos. Quem se basta com as aquisições meramente materiais ainda não alcançou a real maturidade, nem descobriu as prioritárias metas existenciais. Aquele que anela pela alegria de viver, não apenas pelo que consiga deter nas mãos, jamais será vítima do tédio, porque estará sempre em ação, sentindo-se útil e pleno. Equipe de Redação do Pense Nisso, com base no capítulo 13 do livro Diretrizes para o êxito, de Divaldo Pereira Franco.

21/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:49

Ser amigo

SER AMIGO Pois é amigo e amiga...me permita chama-lo assim.Afinal, você ouvinte, é o nosso amigo.Quem é que permite, que entremos no seu lar, no seu carro e até no seu trabalho?Se não for parente, só pode ser um amigo,não é mesmo?! Nós na Centro América Fm nos sentimos lisonjeados com a sua amizade. Pois bem, hoje sábado, é o dia do amigo.Por isso, resolvi contar uma historia que aconteceu comigo a muito tempo atrás, numa noite muito fria na cidade de Curitiba: Era cerca de onze horas da noite e eu estava tranquilo em casa, quando recebi o telefonema de um amigo muito querido. Seu telefonema me deixou feliz e a primeira coisa que ele me perguntou foi: Como você está? E, sem saber porquê, eu lhe respondi: Muito só... Você quer conversar? Perguntou. Eu respondi: Sim. Você quer que eu vá até a sua casa? Respondi Sim, novamente... Ele desligou o telefone e, em menos de quinze minutos, lá estava ele tocando a campainha. Eu comecei falando sobre meu trabalho, minha família, minha namorada, meus problemas e dúvidas e ele, atento, me escutava. Naquele dia eu estava muito cansado mentalmente e a sua companhia me fez muito bem. Além do mais, do começo ao fim ele me escutou, me apoiou e me aconselhou. Assim, quando ele notou que eu estava melhor, disse: Bom, agora preciso ir trabalhar... Surpreso, eu lhe disse: Amigo, por que não me disse antes que teria que ir trabalhar? Veja que horas são! Você não conseguiu dormir nem um pouco, eu roubei seu tempo por toda a noite. Ele sorriu e me disse: Não tem problema, para isso existem os amigos! Ao ouvir isso, fiquei feliz em saber que podia contar com um amigo assim. Acompanhei-o até à porta e, quando ele caminhava até o seu carro eu gritei: Ei!... Amigo! Por que você me telefonou tão tarde? O que você queria? Ele voltou e me disse com voz baixa: É que queria lhe dar uma notícia... E eu perguntei: O que aconteceu? Ele falou: Fui ao médico e ele me disse que meus dias estão contados. Tenho um tumor no cérebro. Não poderei operar. É maligno. Assim, só posso esperar... Naquele momento fiquei mudo. Ele sorriu e disse: Tenha um bom dia, amigo! Entrou no carro e se foi... Precisei de um bom tempo para assimilar a situação e, até hoje me pergunto: Por que, quando ele me perguntou como eu estava, eu me esqueci dele, e só falei de mim? Como ele teve forças para sorrir, me escutar e dizer tudo o que disse? Desde aquele dia, a minha vida mudou... Deixei de dar tanto valor aos meus problemas e de me preocupar somente comigo. Agora, aproveito o meu tempo para estar mais perto das pessoas que amo, perguntar como elas estão e me interessar mais por elas, sem esperar nada em troca. Tento sentir mais profundamente aqueles que estão a minha volta e aqueles que passam por minha vida... Por vezes, temos agido com nossos amigos, como verdadeiros egoístas. Esquecemos de que é preciso olhar nos olhos, ouvir as palavras que eles não têm coragem de nos dizer. Temos pensado demasiadamente em nós mesmos, em nossos problemas, em nossas amarguras, em nossos desejos... Importante que tenhamos a devida atenção para com aqueles que nos são caros. Os amigos verdadeiros às vezes relevam as nossas atitudes egoístas, mas vale a pena cuidar com carinho dessas jóias que Deus coloca em nosso caminho. Afinal, conservar um amigo com afeto e atenção é sempre uma grande virtude. Pense nisso, mas pense agora! Redação do Pense Nisso, com base em história de autoria ignorada. Em 19.07.2013.

20/07/2022 06:00 | DURAÇÃO 4:54

Amor sem preço

Amor sem preço Havia um garoto que, nos seus quase oito anos, adquirira um hábito nada salutar. Tudo para ele se resumia em dinheiro. Queria saber o preço de tudo o que via. Se não custasse grande coisa, para ele não tinha valor algum. Nem se apercebia o pequeno que há muitas coisas que dinheiro algum compra. E dentre essas coisas, algumas são as melhores do mundo. Certo dia, no café da manhã, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua mãe um papelzinho cuidadosamente dobrado. A mãe o abriu e leu: Mamãe me deve: por levar recados - três reais; por tirar o lixo - dois reais; por varrer o chão - dois reais; extras - um real. Total que mamãe me deve: oito reais. A mãe espantou-se no primeiro momento. Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e não disse nada. O garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto. Correu para a mesa do almoço. Sobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os oito reais. Os seus olhos faiscaram. Enfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa. Mas então, percebeu que havia um outro papel ao lado do seu prato. Igualzinho ao seu e bem dobrado. Abriu e viu que sua mãe também lhe deixara uma conta. Filhinho deve à mamãe: por amá-lo - nada. Por cuidar da sua catapora - nada. Pelas roupas, calçados e brinquedos - nada. Pelas refeições e pelo lindo quarto - nada. Total que filhinho deve à mamãe - nada. O menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta. Não conseguia dizer nenhuma palavra. Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na mão de sua mãe. A partir desse dia, ele passou a ajudar sua mãe por amor. * * * Nossos filhos trazem suas virtudes e seus defeitos. Cabe-nos examiná-las para auxiliá-los na consolidação das primeiras e no combate às segundas. Todo momento é propício e não deve ser desperdiçado. As ações são sempre mais fortes que as palavras. Na condução dos nossos filhos, cabe-nos executar a especial tarefa de agir sempre com dignidade e bom senso, o que equivale a dizer, educar-nos. Com exceção dos filhos extremamente rebeldes, uma boa dose de amor somada à energia, sempre dá bons resultados. * * * É no lar que recebemos os primeiros ensinamentos sobre as virtudes. Na construção do senso moral, dos conceitos de certo e errado são muito importantes os exemplos dados pelos pais. É no doce mundo familiar que se adquire o hábito da virtude que nos guiará as ações quando sairmos mundo afora. Redação do Pense Nisso. Em 30.10.2017.

19/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:38

Nossas ingratidões

NOSSAS INGRATIDÕES É possível que você pense que poderia ser mais inteligente e se aborreça com suas limitações pessoais e com os esforços necessários para estudar, aprender, avançar. Mas talvez nunca tenha pensado naqueles que renascem com profundas limitações na área do intelecto, desconectados da própria mente, imersos nessa ou naquela sequela física, em vidas de resgate e expiação. Talvez esses tenham dificuldades maiores do que as suas. Você já pensou que poderia ter um corpo mais harmonioso, mais elegante e condizente com os padrões de beleza instituídos. Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que trazem deformações, mutilações, limitações na veste orgânica, com dificuldades para andar, falar, ouvir ou enxergar. Esses desejariam muito ter o corpo exatamente igual ao seu. Você já pensou que poderia ter mais dinheiro, morar em uma casa maior, ter um carro da moda ou viajar para países distantes. Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem da caridade alheia, sem a opção de um trabalho digno para se sustentar, sem garantia de moradia ou de alimentação diária. Esses, possivelmente, sonhem em ter a casa e o salário que você dispõe. Você já pensou que sua família é um peso imenso em seus ombros, que gostaria de ter os filhos semelhantes àqueles que você vê em outros lares e ter o cônjuge igual a outros casais que você conhece. Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem sós, sem família, sem alguém para dizer oi ao chegar em casa, para dividir suas frustrações e seus sonhos, ou para compartilhar a mesa de refeições. É possível que esses sonhem todos os dias em ter uma família como a sua, problemática e de difícil trato, mas pelo menos teriam seres próximos a quem pudessem entregar o seu amor, compartilhar suas carências. * * * Muitas vezes sonhamos com outra vida, outro corpo, outros entes queridos, outra trajetória. Sonhamos com aquilo que, infantilmente, imaginamos nos faria felizes. Mas, possivelmente, a beleza do corpo nos trouxesse a vaidade desmedida. A inteligência privilegiada nos tornasse arrogantes e pretensiosos. O dinheiro em excesso talvez nos conduzisse a vícios e comportamentos comprometedores. E nos destituirmos da família seria o caminho para o egoísmo e a solidão. Dessa forma, percebemos que a vida é feita de bênçãos, de oportunidades de aprendizado. Tudo ao nosso redor é aquilo que Deus provê para melhor aproveitarmos a oportunidade da vida. E os Seus desígnios são de sabedoria e amor irretocáveis. Assim, ao analisarmos tudo que temos, nosso corpo, nossa condição financeira, nossas capacidades e nossa família, agradeçamos a Deus por tudo isso. Afinal, de nossa existência, o que nos pertence mesmo é aquilo que podemos guardar no cofre do coração. Tudo o mais é empréstimo Divino para que possamos galgar a estrada rumo à perfeição. São empréstimos que nos cabe usufruir de forma consciente, deles extraindo o melhor. Redação do Pense Nisso. Em 8.4.2013.

15/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:26

De volta pra casa

DE VOLTA PRA CASA Não lembro como foi... Cheguei sem saber de onde vim... Tudo era novo!!! E eu dependia ... sem saber de quem Aos poucos meu mundo foi nascendo Aos poucos a Luz do Sol!!! A cada dia... algo novo Tudo era tão simples Nem vi o tempo passar Nem percebi quando virei Eu... Quando as cores mudaram... E os sonhos... Já não eram mais os mesmos Novos desafios... No tempo que Voa Sem me dar explicações Sem que eu soubesse a razão Sem ouvir a batida de suas Asas Sem eu notar , quando as coisas mudaram... Tão rapidamente Deixando de me reconhecer Como se agora fosse outra pessoa Mudei sem perceber Me transformei todos os dias Sem ver o tempo passar Pois só posso enxergar.. um dia depois do outro Virei outra pessoa!!! Perdida no tempo Que me enganou.... .... me transformou... ... me conduziu.... .... me deu... .....e me tirou.... e me deixou sem chão..... Sem saber porque!!! Com a sensação de estar fora de casa ou não ter mais casa Como se tudo tivesse sido um sonho Que estranhamente nunca vai acabar Talvez eu só perceba em parte... Que estou indo a algum lugar E que tudo é uma coisa só Que todos os dias são UM Que tudo faz sentido E que todas as coisas Só existiram dentro de mim E me conduzirão, todos os dias ... De volta para casa..... No verão de nossas vidas é a época do aprendizado, quando os valores que trazemos na alma, desde o ontem, se somam aos adquiridos em mais essa existência para enfrentar desafios e embates. No verão, os momentos decisórios de nossa existência, quando as opções do caminhar são tomadas, e as estradas a trilhar são escolhidas. Logo mais, quando menos se espera, à empolgação dos dias intensos se sucedem os prenúncios do outono. As experiências vividas na estação anterior ganham a oportunidade da reflexão. No outono de nossa vida, a maturidade nos chega trazendo o aprendizado. Nos dias outonais da existência o aprendizado e a vivência do verão ganham o tempero da experiência, que oportuniza novas opções, que novos olhares nos ensejam reflexões mais profundas. Logo mais, o ocaso do inverno nos arrebata a existência, através da velhice, quando a alma reencarnada tem o ensejo de olhar todo o seu caminhar, refletir e analisar toda uma vida. O inverno, ao contrário do que se pensa, é estação de conquistas. Já não mais as conquistas externas, pois que o corpo alquebrado e a energia da juventude distante pedem outros caminhos. É na velhice que as mais profundas análises do próprio eu se oportunizam, quando olhamos nós mesmos em perspectiva, ao longo de mais uma existência vivida. E para que essa reflexão, ao final de uma existência? Aí, olhamos para a natureza para aprender, que a reflexão profunda e silenciosa do inverno, é só mais um preparo para a outra primavera que se aproxima. A vida, com suas fases de infância, juventude, madureza, é uma experiência constante. Cada fase tem seu encanto, sua doçura, suas descobertas. Sábio é aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor. Somente assim, na soma das experiências e oportunidades, ao final dos seus anos guardará a jovialidade de um homem sábio. Se você é idoso, guarde a esperança de nunca ficar velho. Redação do Pense Nisso com base em um vídeo de autoria ignorada. Em 22.07.2014.

14/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 5:03

Influencias na infância

INFLUÊNCIAS NA INFÂNCIA Na França, ele foi um dos mais ardorosos adeptos do romantismo. Foi membro da Academia Francesa e chamado de Leão das tulherias, em razão do seu espírito combativo. No Brasil, influenciou escritores e poetas como Castro Alves, Gonçalves Dias, José de Alencar e Casimiro de Abreu. Idealista, não se atemorizava pelas consequências das suas iniciativas. Foi defensor dos excluídos e sua obra é farta em demonstrar as injustiças sociais do seu tempo. Falamos do poeta, escritor e jornalista Victor Hugo. Pois essa figura ímpar, quando tinha onze anos, escreveu estes versos: Eu tive em minha loira infância ah, tão efêmera, três mestres: um jardim, um velho padre e minha mãe... Tem fundamento semelhante afirmativa. O jardim deve ter sido o da casa onde habitou, na capital francesa, quando criança. O contato com a natureza lhe moldou a observação minuciosa que o transformaria em um escritor detalhista. Olhando a grama crescer no jardim, aprendeu a abençoar a chuva generosa e o sol que assim a fazia brotar viçosa. Observando as formigas minúsculas transitando pelas alamedas, transportando seus tesouros para o formigueiro, aprendeu a respeitar os pequenos, dos quais jamais se esqueceria. O velho padre, do convento próximo de sua casa, com certeza foi quem lhe ministrou as lições do Evangelho de Jesus. Lições que ele aprendeu muito bem: amor ao próximo, compaixão para com a dor alheia, igualdade de direitos, justiça. Dos lábios maternos recebeu as primeiras lições de Deus, Pai generoso e bom. Victor Hugo passou com sua mãe a maior parte da infância porque o pai, um militar, sempre estava longe, em serviço. Ela o instruiu a respeito da vida imortal do Espírito. Certeza que ele tinha e que o levou a escrever a um amigo, cuja esposa desencarnara: Caro Lamartine, uma grande desgraça vos fere. Necessito pôr meu coração junto do vosso. Eu venerava aquela que amáveis. Vosso alto Espírito vê além do horizonte. Percebeis distintamente a vida futura. Não é a vós que se precisa dizer: Esperai. Sois daqueles que sabem e esperam. Ela é sempre vossa companheira, invisível, mas presente. Perdestes a esposa, mas não a alma. Esse é o discurso de quem é amigo, de quem crê na Imortalidade e distribui esperanças. Discurso de quem viveu na natureza, foi alimentado pelo Evangelho de Jesus e a doçura de um coração materno. * * * Todo investimento educativo na infância frutificará positivamente, ofertando às nações homens dignos e cidadãos honrados. Se à educação se acrescentar o ensino do Evangelho de Jesus, que é a condução do Espírito imortal para os verdadeiros objetivos da vida, que transcendem a materialidade, então poderemos ficar tranquilos. Isso nos permitirá ter a certeza de que o mundo do amanhã se constituirá de governantes corretos, executivos responsáveis, pais e mães de família exemplares, enfim, homens de bem. Invistamos na infância. Redação do Pense Nisso, com base no artigo Duas naus, um capitão..., da revista Reformador, de fevereiro de 2001, ed. Feb.

13/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:41

Você lembrará

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11/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:08

Não basta ser executivo tem que ser pai

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09/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 3:23

Sócrates e a imortalidade da alma

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08/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:58

Ser como se já não fôssemos

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07/07/2022 06:30 | DURAÇÃO 4:01