Um jovem universitário no seu primeiro dia de aula, conheceu uma senhora de 87 anos, que assim como ele, estava em seu primeiro dia. Curioso, perguntou a ela o que estava fazendo ali, naquela idade.
Rindo, ela respondeu: “Estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns dois filhos, e logo me aposentar e viajar.”
“Eu falo sério”, disse seu jovem colega. “Quero saber o que a motiva a enfrentar esse desafio na sua idade.”
Gentilmente respondeu: “Sempre sonhei em ter uma educação universitária e agora vou ter.”
Os anos passaram e durante o curso, ela se fez muito popular na Universidade, fazia amizades onde quer que fosse e todos gostava muito dela.
Durante o discurso de encerramento do curso, algumas das palavras que aquela senhora falou marcou muito aquele jovem, que foram:
“Não deixamos de brincar porque estamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de brincar.
Há alguns segredos para manter-se jovem: ser feliz e triunfar.
Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias.
Temos que ter um ideal. Porque quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer.
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Só envelhece quem deixa de viver a vida.
Há uma diferença entre envelhecer e amadurecer.
O envelhecer é a mera passagem de tempo, é algo natural e inevitável, é o destino de todos nós.
Mas o curso da vida não deve ser encarado como algo fatal, mas sim com fé, com alegria de viver e otimismo.
O importante não é acumular muitos anos de vida, mas adquirir sabedoria em todos os momentos que os anos nos oferece.
É aceitar que os traços dos sorrisos e das preocupações, é a graduação na escola da vida. Aceitar que a vida foi boa e deixou que a usufruísse, que aprendesse a aceitar o destino sem querer pegar atalhos, aceitar que o fogo do amor não se apaga com a idade, mas que, com o amadurecimento podemos viver livres, fleumáticos, e sem medos.
Muitas das vezes o medo de envelhecer nos impedem de refletir sobre as oportunidades e as conquistas da maturidade. As experiências vividas, os amores, os ganhos e as perdas, tudo que faz de nós pessoas ímpares.
E como o poeta José Saramago deixou no texto Quantos anos tenho?: Isso a quem importa! Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e sinto.
Não importa a idade que esteja seja cinquenta, sessenta ou até mais. Não se lamente pelas suas rugas e nem pelos seus cabelos brancos, pois este é um privilégio divino negado a muitos. Alegre se com o seu amadurecimento e viva intensamente.
Redação Centro América Fm:
Texto baseado na Redação do Momento Espírita: A arte de envelhecer
Quantos anos tenho? - José Saramago
21/08/2023 06:30 | DURAÇÃO 4:13