
O MUNDO SEM AS MULHERES

PODCAST · 3392 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<span style=''font-size: small;''>VOCÊ SABE QUE VOU SER IGUAL A VOCÊ<br /> <br /> O cantor e compositor americano Harry Champin, escreveu e compôs uma linda canção que fez muito sucesso nos anos 70.Ela fala sobre a ausência dos pais. A letra diz assim:<br /> Meu filho chegou outro dia<br /> Veio para o mundo da maneira comum<br /> Mas havia planos para realizar<br /> E contas a pagar<br /> Ele aprendeu a andar enquanto eu estava fora<br /> E ele estava falando antes de eu conhecê - lo<br /> E enquanto ele crescia<br /> Ele falava: "Vou ser igual a você pai,<br /> Você sabe que vou ser igual a você"<br /> <br /> "Quando você vem pra casa, pai?"<br /> "Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> Você sabe que vamos nos divertir juntos"<br /> <br /> Meu filho fez 10 anos outro dia<br /> Ele disse: "Obrigado pela bola pai,<br /> Vamos lá, vamos jogar<br /> Você pode me ensinar a chuta-la?"<br /> Eu disse "não hoje, tenho muito pra fazer"<br /> Ele disse "tudo bem"<br /> E ele foi embora, mas seu sorriso nunca desapareceu<br /> Disse "eu vou ser igual a ele, sim<br /> Sabe, vou ser igual a ele"<br /> <br /> "Quando você vem pra casa, pai?"<br /> "Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> Você sabe que vamos nos divertir juntos"<br /> <br /> Bem, ele chegou do colégio outro dia<br /> Como um homem, eu tive que dizer<br /> "filho, estou orgulhoso de você.<br /> Pode sentar um pouco?"<br /> Ele balançou a cabeça,<br /> E disse com um sorriso:<br /> "O que eu realmente queria pai,<br /> é pegar emprestada a chave do carro,<br /> Te vejo mais tarde"<br /> Quando você vem pra casa, FILHO?"<br /> "Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> Você sabe que vamos nos divertir juntos"<br /> <br /> Por muito tempo estive aposentado<br /> E meu filho se mudou<br /> Liguei pra ele outro dia<br /> E disse: "Eu gostaria de te ver se não se importasse"<br /> Ele disse: "Eu adoraria, pai, se pudesse achar tempo"<br /> “Mas foi muito bom falar com você, pai”<br /> E quando desliguei o telefone,<br /> Isso me ocorreu,<br /> Ele cresceu igualzinho a mim<br /> Meu filho era igualzinho a mim<br /> ***<br /> Como ouvimos, a letra da canção nos faz pensar a respeito das nossas ausências de cada dia, com os nossos filhos.<br /> A nossa ausência de hoje, pode se refletir na saudade que sentiremos no inverno da nossa existência.Quando eles, da mesma forma que nós fizemos, também serão ausentes.<br /> Por isso pais e mães, paramos um instante e reflitamos e nos façamos mais presentes aos nosso pequeninos.<br /> Tudo que apresentarmos como normal na vida no lar, tende a se normalizar na vida da criança.<br /> Os filhos estão nos observando sempre e construindo, em cada momento ao nosso lado, seu sucesso ou infelicidade futuros.<br /> A oportunidade da convivência familiar é única. Aproveitemos com sabedoria.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> Redação do Momento Espírita com base em texto extraído de <br /> vídeo encontrado na Internet, sem menção a autor.<br /> Em 24.06.2012.</span><br />

<span style=''font-size: small;''>PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER<br /> <br /> Aquela parecia ser apenas mais uma cerimônia de formatura de grau superior.<br /> Muitas pessoas reunidas para celebrar a conquista de seus amores. Nomes gritados com empolgação. Convenções ritualísticas antigas, enfim, tudo que sempre se encontra nessas celebrações.<br /> Excelentíssimos, ilustríssimos, discentes, docentes, todos estavam lá.<br /> Os formandos, um a um, desciam de suas cadeiras organizadas em fileiras atrás da mesa principal. A cada nome, ouvia-se uma pequena algazarra de dez, quinze, vinte pessoas, homenageando aquele jovem, em meio ao grande público, que só prestava atenção quando ouvia o nome do formando que estavam prestigiando.<br /> Seguia o cerimonial. Mais um nome chamado e um silêncio profundo.<br /> A formanda demorou um pouco mais para chegar à mesa de autoridades. E o fez com o apoio de um auxiliar da empresa organizadora do evento.<br /> Ela recebeu o diploma simbólico e o público, que até agora apenas esperava o momento de felicitar seus parentes, iniciou uma demorada salva de palmas.<br /> As pessoas estavam surpresas: uma jovem com deficiência visual recebendo o grau de pedagoga das mãos do representante da universidade.<br /> Pensamentos ganharam os ares do anfiteatro. Os mais objetivos e práticos pensavam: Como ela conseguiu? Como conseguiu estudar? Como fazia as provas?<br /> Outros, cépticos e insensíveis, com a ideia de que ninguém consegue sucesso por merecimento próprio, pensavam: Ela deve ter recebido ajuda dos professores, que se apiedaram de sua condição.Ou devem ter facilitado sua vida para que ela pudesse conseguir.<br /> Muitos estavam simplesmente com uma expressão de admiração em suas faces. Sensibilizados, compreendiam que aquilo era possível: uma deficiente visual se formar na universidade.<br /> Sua comemoração, com o diploma nas mãos, foi vibrante, digna de uma autêntica vencedora.<br /> Prosseguiu a cerimônia, iniciando-se as homenagens. Na homenagem a Deus, lá estava ela novamente, levantando-se e sendo guiada até o púlpito.<br /> Havia um brilho especial em sua face. Uma alegria radiante vinda de um Espírito que enxergava melhor do que todos aqueles que estavam ali, que viam apenas com o sentido da visão.<br /> Sua homenagem a Deus foi emocionante e singela.<br /> Seus dedos passavam suavemente sobre os pequenos pontos em relevo da folha de discurso, pontos criados por um outro jovem, o francês Luís Braille, no século dezenove, e que se tornaram uma das janelas de acesso ao mundo para os deficientes visuais.<br /> Suas palavras eram claras, sua dicção perfeita e sua mensagem divina. Ela agradecia a Deus por estar ao seu lado naquela conquista. Seu coração mostrava ao mundo o verdadeiro amor ao Criador, através de sua resignação e perseverança na existência.<br /> Ela dizia, para aqueles que não podem ver, que tudo é possível se persistirem, se lutarem e não desanimarem.<br /> E, sem palavras, apenas com sua presença, dizia que há muito mais beleza neste mundo do que podemos imaginar, e que sonhar sempre será preciso.<br /> Ela dizia isso para aqueles que ali estavam e que ainda não haviam aprendido realmente a ver.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 17.2.2015.<br /> </span><br />

<span style=''font-size: small;''>BRINQUEDO QUEBRADO: CRIANÇA FELIZ<br /> <br /> Na qualidade de pais, nos preocupamos em ensinar aos filhos a cuidar dos seus pertences. Contudo, por vezes, vamos a extremos. Principalmente, quando se trata de brinquedos.<br /> Esquecemos que tudo se desgasta com o uso e brinquedos são feitos para brincar. Nunca para ficarem guardados em prateleiras e armários, intocáveis, aguardando o passar dos anos. Não são troféus, são brinquedos.<br /> A prudência e o zelo têm seu lugar. Também a experiência e a curiosidade e, grande sabedoria é saber a diferença entre uns e outras.<br /> Um jovem pai aprendeu isso quando, certo dia, após passar a tarde de verão brincando no parque e nadando na piscina do clube, seu filho de cinco anos apareceu com o corpo coberto de pintas vermelhas.<br /> A esposa pensou ser sarampo e como tinham agendado consulta com o pediatra, para o dia seguinte, não se preocuparam.<br /> Durante a consulta, os pais notaram vários hematomas nas pernas do menino.<br /> A médica os encaminhou ao hospital para exames mais detalhados. O medo invadiu o coração de pai e mãe.<br /> O diagnóstico foi púrpura trombocitopênica idiopática, uma doença que faz com que o baço destrua as plaquetas responsáveis pela coagulação do sangue.<br /> Se piorasse, o garoto poderia sangrar internamente até a morte. Só o tempo diria se ele conseguiria superar a crise.<br /> Três dias depois da internação hospitalar, o pai decidiu ir comprar um brinquedo para o filho. Sabendo do seu gosto por carros, escolheu um conversível amarelo.<br /> Ao se encaminhar para o caixa, a fim de pagá-lo, pensou que nas mãos de um garoto de cinco anos, não duraria muito. Logo, concluiu:<br /> E daí, se as portas se quebrarem e as rodas caírem? Se isso acontecer, é porque ele está vivo e saudável.<br /> O carrinho amenizou os longos dias de internação do menino. A crise foi superada.<br /> O conversível amarelo está na prateleira do quarto dele. As rodas caíram, as portas estão quebradas e o cromado todo descascado.<br /> O pai olha para o brinquedo e sorri. Nos últimos anos seu filho tem passado bem. Sua doença misteriosa se foi.<br /> E ele aprendeu que há objetos que podem ser substituídos, se necessário.<br /> Hoje, se um dos seus três filhos quebra alguma coisa ou gasta de tanto brincar, não o repreende. Prefere comemorar a sua infância.<br /> O esqueleto do que foi um lindo carrinho, o pneu careca da bicicleta, as peças perdidas do jogo, tudo isso demonstra que naquela casa vivem meninos sadios e felizes.<br /> Aquele pai aprendeu que o seu relacionamento com seus filhos e sua mulher é o que deve durar para sempre. Com pequenas perdas, por excesso de uso, ele pode muito bem conviver.<br /> * * *<br /> Aprendamos, nas lides cotidianas, a prezar mais o convívio com os seres amados, o diálogo, a sadia troca de ideias.<br /> Utilizemo-nos dos tempinhos que sobram em um e outro momento para estar um pouco mais com nossos amores.<br /> Nada há tão gratificante quanto observar uma criança crescer, dia a dia. Nada tão compensador quanto lhe observar as conquistas diárias.<br /> E, de todos os prêmios da Terra, o maior de todos será chegar ao final do dia, em casa, e ouvir uma voz gritar: Papai chegou! Mamãe chegou!, enquanto dois braços se enrolam em seu pescoço, apertando forte.<br /> Isso se chama viver em abundância.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no artigo<br /> Infância e equilíbrio, de Elliott Van Egmond, <br /> da revista Seleções Reader’s Digest, de agosto<br /> de 2003.<br /> Em 30.3.2015.<br /> <br /> </span><br />

<span style=''font-size: small;''>A HONRA<br /> <br /> Conta-se que um promotor público, nomeado para uma cidade interiorana do Sul do Brasil, ali chegou jovem e entusiasta.<br /> Conhecedor da lei, amante da ordem e do direito, se propôs a realizar o melhor, naquela localidade.<br /> Um dos primeiros casos que lhe chegou às mãos foi o de um homem que, em plena praça, à vista de vários cidadãos, descarregara todas as balas do seu revólver em sua esposa.<br /> Fora um crime bárbaro, cruel, presenciado por muitos. O jovem promotor estudou o caso e, com tranquilidade, se propôs a fazer a acusação daquele réu.<br /> Para ele, não havia dúvidas. Tratava-se de um crime bárbaro. O homem, tomado de ciúmes, pois descobrira que a esposa o traíra, a matara de forma fria, premeditada.<br /> Havia muitas testemunhas. O fato era notório. Não havia erro. Aquele homem seria condenado.<br /> Contudo, no transcurso do processo, foi se tomando de surpresa o promotor.<br /> O advogado do réu apresentou sua defesa baseado em que ele não deveria ser julgado culpado pois, afinal, fora brutalmente ofendido em sua honra.<br /> A surpresa foi maior ainda quando o júri chegou ao veredito de inocente. Entenderam os jurados daquela cidade que o homem traído mais não fizera do que lavar a sua honra. E honra se lava com sangue.<br /> Não se tratava de uma questão de direito, de certo e de errado, mas de como aquela gente entendia que tudo deveria ser resolvido.<br /> E, no caso, somente a morte poderia lavar a honra daquele cidadão.<br /> * * *<br /> Em várias localidades, em nosso país e no mundo, muitos ainda acreditam que a honra se lava com sangue.<br /> Quando ouvimos relatos de fatos semelhantes, aqui e ali, tentando justificar atos de violência, ficamos chocados.<br /> Compete-nos refletir e pesar nossos valores.<br /> Recordamos que, certa feita, Moandas Gandhi, o líder pacifista da Índia, foi esbofeteado em pleno rosto.<br /> O golpe fora tão rude que ele caíra. Levantou-se, limpou a poeira da roupa e, sereno, continuou o seu caminho.<br /> Uma jornalista londrina teve oportunidade de lhe perguntar:<br /> Senhor, o senhor não vai revidar?<br /> Por que deveria? - Perguntou, tranquilo.<br /> Mas, senhor, ele lhe esbofeteou a face. Feriu a sua honra.<br /> Gandhi a olhou, profundamente, nos olhos e respondeu:<br /> Minha jovem, minha honra não está no rosto.<br /> Sim, sua honra como a de todos nós, não está no rosto. A honra está na alma e essa ninguém a pode remover, senão nós mesmos.<br /> Manchamos nossa honra de filhos de Deus quando nos permitimos revidar agressões, descer ao nível do agressor.<br /> Dilapidamos nossa honra quando nos permitimos compactuar com a mentira, com a corrupção, com o crime de qualquer nível.<br /> Pensemos nisso e nos mantenhamos no bem, no caminho do reto dever, mesmo que as circunstâncias pareçam contra nós.<br /> Redação do Pense Nisso com base em fato narrado <br /> por Sandra Della Pola, em palestra proferida no Teatro da <br /> Federação Espírita do Paraná, no dia 11 de julho de 2010.<br /> Em 11.07.2012.<br /> </span><br />

<span style=''font-size: small;''>PLANETA TERRA, NOSSA BREVE PASSAGEM<br /> <br /> A expressão Estou só de passagem, ao se referir à vida física, atesta que a pessoa tem convicção imortalista.<br /> Ela sabe que é breve sua passagem pelo planeta. Mesmo que chegue aos cem anos, se considerar a eternidade, é um lapso temporal breve.<br /> A pessoa, que assim se expressa, manifesta a convicção de quem tem os olhos postos no futuro. Vive no mundo, mas com a inabalável certeza de que sua preocupação deve ser com o Espírito imortal, esse que sobreviverá à morte corporal.<br /> Se isso é louvável, um detalhe, no entanto, não pode ser esquecido. É que a vida corporal é etapa imprescindível ao progresso do Espírito.<br /> É na carne que se experimentam as provas. É nas vicissitudes da vida que o Espírito cresce, utilizando sua inteligência e criatividade, para superar transtornos e desafios.<br /> Isso nos diz que os mundos materiais são importantes. São moradas, estâncias, onde o Espírito se reveste de carne e habita. E progride.<br /> Dessa forma, há que se considerar o que estamos fazendo com o planeta, enquanto nos encontramos somente de passagem.<br /> O que estamos fazendo com nossa morada, lar, escola e algumas vezes, hospital?<br /> Estamos auxiliando na sua conservação ou somos dos que não nos preocupamos com coisa alguma porque logo estaremos partindo?<br /> Seria importante nos perguntarmos se estamos colaborando com as medidas de sustentabilidade do planeta.<br /> Coisas simples, como diminuir o impacto ambiental, substituindo plástico por outros materiais menos agressivos ao meio ambiente.<br /> É de nos indagarmos se somos dos que, a cada vez que nos servimos de água, nos bebedouros do escritório, da empresa, apanhamos um novo copo plástico.<br /> Já nos preocupamos com o meio ambiente e temos nosso próprio copo de vidro, para uso particular, no local de trabalho? Ou, ao menos, nos servimos de um único copo plástico, durante todo o dia?<br /> Lembramos de utilizar a impressão de documentos, artigos e tudo o mais, somente quando imprescindível, poupando árvores?<br /> Recordamos de utilizar a folha de papel de ambos os lados? De reutilizar papel escrito em uma só face, transformando-o em bloco de anotações ou lembretes?<br /> Preocupamo-nos com a separação do lixo orgânico do lixo reciclável?<br /> São coisas pequenas, mas que têm muita importância. Não podemos nos esquecer que estamos de passagem, mas nossos filhos, netos, quanto tempo mais terão sobre a Terra?<br /> E, além disso, um detalhe importante: para aqueles que acreditamos na reencarnação, deveremos retornar em algum momento.<br /> Já pensamos em como desejamos encontrar o planeta, nesse retorno?<br /> O que fazemos reflete no todo. E não nos preocupemos com os que não colaboram.<br /> Poderão aprender com nosso exemplo. Enquanto isso, sejamos como a ave que, levando gotas de água em suas asas, tenta apagar o incêndio na floresta.<br /> Em resumo: façamos nossa parte.<br /> A propósito, já plantamos uma árvore, em nossa vida? Semeamos um jardim?<br /> Pensemos nisso.<br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 10.10.2012.<br /> </span><br />

<span style=''font-size: small;''>ANTES DE CONDENAR<br /> <br /> Conta o escritor Stephen Covey, em um de seus livros, um fato ocorrido com ele, numa manhã de domingo, no metrô de Nova York.<br /> <br /> As pessoas estavam calmamente lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranqüila.<br /> <br /> Subitamente, um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou instantaneamente.<br /> <br /> O homem sentou-se ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação.<br /> <br /> As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam objetos e chegavam a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos.<br /> <br /> Mesmo assim o pai não fazia nada.<br /> <br /> Para Stephen era quase impossível evitar a irritação. Ele não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.<br /> <br /> Dava para perceber facilmente que as demais pessoas também estavam irritadas.<br /> <br /> A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, Stephen virou-se para o homem e disse: Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?<br /> <br /> O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente: Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer algo. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora... Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não sabem como lidar com isso.<br /> <br /> Nós podemos imaginar como Stephen se sentiu naquele momento...<br /> <br /> Diante da resposta inesperada, ele passou a ver a situação de um modo diferente. E como via diferente, pensava, sentia e agia de um jeito diferente.<br /> * * *<br /> Quantas vezes nós vemos, sentimos e agimos de maneira oposta à que deveríamos, por não perceber a realidade que está por trás da cena.<br /> <br /> No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em nós próprios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a mão.<br /> <br /> Por isso, é importante que cultivemos em nós a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.<br /> <br /> Geralmente o que fazemos é condenar, sem a mínima análise da realidade de quem está passando por árduas dificuldades.<br /> <br /> No entanto, é tão bom quando alguém percebe nossas dores e sofrimentos que não ousamos expressar...<br /> <br /> É tão agradável quando alguém nota que estamos atravessando momentos difíceis e nos oferece apoio...<br /> <br /> É tão confortador encontrar alguém que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperança...<br /> <br /> As pessoas têm maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam apáticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem...<br /> <br /> Por tudo isso, não devemos julgar a situação pelas aparências, porque podemos nos enganar.<br /> <br /> No caso do metrô, após saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o coração de Stephen tomou-se de compaixão.<br /> <br /> Sinto muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar? - Essa foi a atitude daquele que estava prestes a ter um ataque de nervos.<br /> <br /> Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que se escondia por trás da aparente indiferença de um pai que não sabia como lidar com o próprio sofrimento...<br /> <br /> Pensemos nisso, antes de julgarmos alguém ou uma situação.<br /> Redação do Pense Nisso, com base no item<br /> De dentro para fora, do livro Os 7 hábitos das<br /> pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey,<br /> ed. Best Seller e Franklin Covey.<br /> Em 10.06.2012.<br /> </span><br />

<span style=''font-size: small;''>BATA NELA!<br /> <br /> Em tempos em que abunda a violência contra a mulher, é de nos questionarmos o que será das novas gerações?<br /> Esses meninos, que crescem assistindo e ouvindo notícias de assassinatos, de violências de toda sorte contra a mulher, o que farão, no futuro? O que pensam a respeito?<br /> Alguém teve a ideia de questioná-los e, na cidade de Nápoles, na Itália, se realizou uma enquete com meninos entre sete a onze anos.<br /> O experimento consistiu em abordar, na rua, a cada um, de forma individual e gravar as respostas, ações e reações às questões e ordens formuladas.<br /> O entrevistador, para deixar bem à vontade os garotos, pergunta o nome, a idade. Depois, o que desejam ser quando crescerem, que variou de arquiteto, jogador de futebol, bombeiro, policial a pizzaiolo.<br /> A razão da escolha da profissão mereceu respostas rápidas, como quem sabe o que quer da vida:Quero construir a casa dos meus sonhos; Desejo salvar vidas. Até a mais simples: Porque gosto de pizza.<br /> Então, uma terceira personagem entra em cena. Uma simpática garota, de longos cabelos loiros. Ela não fala absolutamente nada. Posta-se em frente ao entrevistado, que recebe a informação: Esta é Marina.<br /> Os garotos olham, sorriem.<br /> O que você gosta nela? – Indaga o entrevistador.<br /> Um respondeu que eram os olhos; outro, que eram os olhos e o cabelo, com certeza, o cabelo; outro ainda falou dos sapatos dela e das mãos. Um mais ousado disse que a achava totalmente linda, e que gostaria que ela fosse sua namorada.<br /> Ao comando que se seguiu, todos obedeceram, embora demonstrassem não se sentir muito à vontade: Faça uma careta para ela.<br /> E o: Faça um carinho nela, mereceu dos entrevistados um toque de mão, muito rápido, pelos cabelos, pelo ombro ou no rosto, demonstrando certa timidez.<br /> Enfronhados na pesquisa, rindo disso, daquilo, de repente, se faz uma pausa e, logo em seguida, o entrevistador dá o comando: Bata nela! Com força!<br /> Os meninos olham para a câmera, espantados. Há quem, incrédulo, indague: O quê?<br /> A ordem é repetida: Bata nela, vamos!<br /> Olhos baixos, olhar intrigante ou surpreso, nenhum deles tira as mãos dos bolsos ou as leva na direção da garota. Tornam a olhar para o entrevistador e a resposta é: Não!<br /> Por que você não bate nela? – Insiste quem se encontra por detrás da câmera.<br /> E esses meninos deram as mais diversas respostas, que nos dizem que o mundo, sim, está caminhando para dias melhores:<br /> Ela é uma menina!<br /> Porque sou contra a violência!<br /> Porque vou machucá-la!<br /> Porque isso é maldade!<br /> Porque em mulher não se bate nem com flor, nem com um buquê de flores!<br /> Mas, o vídeo que circula pela internet e que, apenas em um dia, teve mais de um milhão de acessos, termina com a resposta de um menino de onze anos. Com certeza, a mais espetacular:Porque eu sou um homem!<br /> * * *<br /> Homem, ser humano. De quem se espera nobreza, dignidade, para a construção de um mundo melhor.<br /> Homem que respeita o outro ser humano porque deseja igualmente ser respeitado.<br /> Que mundo maravilhoso estão construindo as novas gerações. Felizes os que andaremos pela Terra no mundo da Nova Era.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no vídeo Bata nela, do <br /> http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6120.<br /> Em 23.2.2015.<br /> </span><br />