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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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VOCÊ SABE QUE VOU SER IGUAL A VOCÊ
7 Mar 20173:25EP 663

VOCÊ SABE QUE VOU SER IGUAL A VOCÊ

<span style=''font-size: small;''>VOC&Ecirc; SABE QUE VOU SER IGUAL A VOC&Ecirc;<br /> <br /> O cantor e compositor americano Harry Champin, escreveu e comp&ocirc;s uma linda can&ccedil;&atilde;o que fez muito sucesso nos anos 70.Ela fala sobre a aus&ecirc;ncia dos pais. A letra diz assim:<br /> Meu filho chegou outro dia<br /> Veio para o mundo da maneira comum<br /> Mas havia planos para realizar<br /> E contas a pagar<br /> Ele aprendeu a andar enquanto eu estava fora<br /> E ele estava falando antes de eu conhec&ecirc; - lo<br /> E enquanto ele crescia<br /> Ele falava: &quot;Vou ser igual a voc&ecirc; pai,<br /> Voc&ecirc; sabe que vou ser igual a voc&ecirc;&quot;<br /> <br /> &quot;Quando voc&ecirc; vem pra casa, pai?&quot;<br /> &quot;Eu n&atilde;o sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> Voc&ecirc; sabe que vamos nos divertir juntos&quot;<br /> <br /> Meu filho fez 10 anos outro dia<br /> Ele disse: &quot;Obrigado pela bola pai,<br /> Vamos l&aacute;, vamos jogar<br /> Voc&ecirc; pode me ensinar a chuta-la?&quot;<br /> Eu disse &quot;n&atilde;o hoje, tenho muito pra fazer&quot;<br /> Ele disse &quot;tudo bem&quot;<br /> E ele foi embora, mas seu sorriso nunca desapareceu<br /> Disse &quot;eu vou ser igual a ele, sim<br /> Sabe, vou ser igual a ele&quot;<br /> <br /> &quot;Quando voc&ecirc; vem pra casa, pai?&quot;<br /> &quot;Eu n&atilde;o sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> Voc&ecirc; sabe que vamos nos divertir juntos&quot;<br /> <br /> Bem, ele chegou do col&eacute;gio outro dia<br /> Como um homem, eu tive que dizer<br /> &quot;filho, estou orgulhoso de voc&ecirc;.<br /> Pode sentar um pouco?&quot;<br /> Ele balan&ccedil;ou a cabe&ccedil;a,<br /> E disse com um sorriso:<br /> &quot;O que eu realmente queria pai,<br /> &eacute; pegar emprestada a chave do carro,<br /> Te vejo mais tarde&quot;<br /> Quando voc&ecirc; vem pra casa, FILHO?&quot;<br /> &quot;Eu n&atilde;o sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> Voc&ecirc; sabe que vamos nos divertir juntos&quot;<br /> <br /> Por muito tempo estive aposentado<br /> E meu filho se mudou<br /> Liguei pra ele outro dia<br /> E disse: &quot;Eu gostaria de te ver se n&atilde;o se importasse&quot;<br /> Ele disse: &quot;Eu adoraria, pai, se pudesse achar tempo&quot;<br /> &ldquo;Mas foi muito bom falar com voc&ecirc;, pai&rdquo;<br /> E quando desliguei o telefone,<br /> Isso me ocorreu,<br /> Ele cresceu igualzinho a mim<br /> Meu filho era igualzinho a mim<br /> ***<br /> Como ouvimos, a letra da can&ccedil;&atilde;o nos faz pensar a respeito das nossas aus&ecirc;ncias de cada dia, com os nossos filhos.<br /> A nossa aus&ecirc;ncia de hoje, pode se refletir na saudade que sentiremos no inverno da nossa exist&ecirc;ncia.Quando eles, da mesma forma que n&oacute;s fizemos, tamb&eacute;m ser&atilde;o ausentes.<br /> Por isso pais e m&atilde;es, paramos um instante e reflitamos e nos fa&ccedil;amos mais presentes aos nosso pequeninos.<br /> Tudo que apresentarmos como normal na vida no lar, tende a se normalizar na vida da crian&ccedil;a.<br /> Os filhos est&atilde;o nos observando sempre e construindo, em cada momento ao nosso lado, seu sucesso ou infelicidade futuros.<br /> A oportunidade da conviv&ecirc;ncia familiar &eacute; &uacute;nica. Aproveitemos com sabedoria.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita com base em texto extra&iacute;do de <br /> v&iacute;deo encontrado na Internet, sem men&ccedil;&atilde;o a autor.<br /> Em 24.06.2012.</span><br />

PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER
6 Mar 20174:18EP 662

PARA AQUELES QUE NÃO PODEM VER

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>PARA AQUELES QUE N&Atilde;O PODEM VER<br /> <br /> Aquela parecia ser apenas mais uma cerim&ocirc;nia de formatura de grau superior.<br /> Muitas pessoas reunidas para celebrar a conquista de seus amores. Nomes gritados com empolga&ccedil;&atilde;o. Conven&ccedil;&otilde;es ritual&iacute;sticas antigas, enfim, tudo que sempre se encontra nessas celebra&ccedil;&otilde;es.<br /> Excelent&iacute;ssimos, ilustr&iacute;ssimos, discentes, docentes, todos estavam l&aacute;.<br /> Os formandos, um a um, desciam de suas cadeiras organizadas em fileiras atr&aacute;s da mesa principal. A cada nome, ouvia-se uma pequena algazarra de dez, quinze, vinte pessoas, homenageando aquele jovem, em meio ao grande p&uacute;blico, que s&oacute; prestava aten&ccedil;&atilde;o quando ouvia o nome do formando que estavam prestigiando.<br /> Seguia o cerimonial. Mais um nome chamado e um sil&ecirc;ncio profundo.<br /> A formanda demorou um pouco mais para chegar &agrave; mesa de autoridades. E o fez com o apoio de um auxiliar da empresa organizadora do evento.<br /> Ela recebeu o diploma simb&oacute;lico e o p&uacute;blico, que at&eacute; agora apenas esperava o momento de felicitar seus parentes, iniciou uma demorada salva de palmas.<br /> As pessoas estavam surpresas: uma jovem com defici&ecirc;ncia visual recebendo o grau de pedagoga das m&atilde;os do representante da universidade.<br /> Pensamentos ganharam os ares do anfiteatro. Os mais objetivos e pr&aacute;ticos pensavam: Como ela conseguiu? Como conseguiu estudar? Como fazia as provas?<br /> Outros, c&eacute;pticos e insens&iacute;veis, com a ideia de que ningu&eacute;m consegue sucesso por merecimento pr&oacute;prio, pensavam: Ela deve ter recebido ajuda dos professores, que se apiedaram de sua condi&ccedil;&atilde;o.Ou devem ter facilitado sua vida para que ela pudesse conseguir.<br /> Muitos estavam simplesmente com uma express&atilde;o de admira&ccedil;&atilde;o em suas faces. Sensibilizados, compreendiam que aquilo era poss&iacute;vel: uma deficiente visual se formar na universidade.<br /> Sua comemora&ccedil;&atilde;o, com o diploma nas m&atilde;os, foi vibrante, digna de uma aut&ecirc;ntica vencedora.<br /> Prosseguiu a cerim&ocirc;nia, iniciando-se as homenagens. Na homenagem a Deus, l&aacute; estava ela novamente, levantando-se e sendo guiada at&eacute; o p&uacute;lpito.<br /> Havia um brilho especial em sua face. Uma alegria radiante vinda de um Esp&iacute;rito que enxergava melhor do que todos aqueles que estavam ali, que viam apenas com o sentido da vis&atilde;o.<br /> Sua homenagem a Deus foi emocionante e singela.<br /> Seus dedos passavam suavemente sobre os pequenos pontos em relevo da folha de discurso, pontos criados por um outro jovem, o franc&ecirc;s Lu&iacute;s Braille, no s&eacute;culo dezenove, e que se tornaram uma das janelas de acesso ao mundo para os deficientes visuais.<br /> Suas palavras eram claras, sua dic&ccedil;&atilde;o perfeita e sua mensagem divina. Ela agradecia a Deus por estar ao seu lado naquela conquista. Seu cora&ccedil;&atilde;o mostrava ao mundo o verdadeiro amor ao Criador, atrav&eacute;s de sua resigna&ccedil;&atilde;o e perseveran&ccedil;a na exist&ecirc;ncia.<br /> Ela dizia, para aqueles que n&atilde;o podem ver, que tudo &eacute; poss&iacute;vel se persistirem, se lutarem e n&atilde;o desanimarem.<br /> E, sem palavras, apenas com sua presen&ccedil;a, dizia que h&aacute; muito mais beleza neste mundo do que podemos imaginar, e que sonhar sempre ser&aacute; preciso.<br /> Ela dizia isso para aqueles que ali estavam e que ainda n&atilde;o haviam aprendido realmente a ver.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 17.2.2015.<br /> </span><br />

BRINQUEDO QUEBRADO, CRIANÇA FELIZ
4 Mar 20174:27EP 661

BRINQUEDO QUEBRADO, CRIANÇA FELIZ

<span style=''font-size: small;''>BRINQUEDO QUEBRADO: CRIAN&Ccedil;A FELIZ<br /> <br /> Na qualidade de pais, nos preocupamos em ensinar aos filhos a cuidar dos seus pertences. Contudo, por vezes, vamos a extremos. Principalmente, quando se trata de brinquedos.<br /> Esquecemos que tudo se desgasta com o uso e brinquedos s&atilde;o feitos para brincar. Nunca para ficarem guardados em prateleiras e arm&aacute;rios, intoc&aacute;veis, aguardando o passar dos anos. N&atilde;o s&atilde;o trof&eacute;us, s&atilde;o brinquedos.<br /> A prud&ecirc;ncia e o zelo t&ecirc;m seu lugar. Tamb&eacute;m a experi&ecirc;ncia e a curiosidade e, grande sabedoria &eacute; saber a diferen&ccedil;a entre uns e outras.<br /> Um jovem pai aprendeu isso quando, certo dia, ap&oacute;s passar a tarde de ver&atilde;o brincando no parque e nadando na piscina do clube, seu filho de cinco anos apareceu com o corpo coberto de pintas vermelhas.<br /> A esposa pensou ser sarampo e como tinham agendado consulta com o pediatra, para o dia seguinte, n&atilde;o se preocuparam.<br /> Durante a consulta, os pais notaram v&aacute;rios hematomas nas pernas do menino.<br /> A m&eacute;dica os encaminhou ao hospital para exames mais detalhados. O medo invadiu o cora&ccedil;&atilde;o de pai e m&atilde;e.<br /> O diagn&oacute;stico foi p&uacute;rpura trombocitop&ecirc;nica idiop&aacute;tica, uma doen&ccedil;a que faz com que o ba&ccedil;o destrua as plaquetas respons&aacute;veis pela coagula&ccedil;&atilde;o do sangue.<br /> Se piorasse, o garoto poderia sangrar internamente at&eacute; a morte. S&oacute; o tempo diria se ele conseguiria superar a crise.<br /> Tr&ecirc;s dias depois da interna&ccedil;&atilde;o hospitalar, o pai decidiu ir comprar um brinquedo para o filho. Sabendo do seu gosto por carros, escolheu um convers&iacute;vel amarelo.<br /> Ao se encaminhar para o caixa, a fim de pag&aacute;-lo, pensou que nas m&atilde;os de um garoto de cinco anos, n&atilde;o duraria muito. Logo, concluiu:<br /> E da&iacute;, se as portas se quebrarem e as rodas ca&iacute;rem? Se isso acontecer, &eacute; porque ele est&aacute; vivo e saud&aacute;vel.<br /> O carrinho amenizou os longos dias de interna&ccedil;&atilde;o do menino. A crise foi superada.<br /> O convers&iacute;vel amarelo est&aacute; na prateleira do quarto dele. As rodas ca&iacute;ram, as portas est&atilde;o quebradas e o cromado todo descascado.<br /> O pai olha para o brinquedo e sorri. Nos &uacute;ltimos anos seu filho tem passado bem. Sua doen&ccedil;a misteriosa se foi.<br /> E ele aprendeu que h&aacute; objetos que podem ser substitu&iacute;dos, se necess&aacute;rio.<br /> Hoje, se um dos seus tr&ecirc;s filhos quebra alguma coisa ou gasta de tanto brincar, n&atilde;o o repreende. Prefere comemorar a sua inf&acirc;ncia.<br /> O esqueleto do que foi um lindo carrinho, o pneu careca da bicicleta, as pe&ccedil;as perdidas do jogo, tudo isso demonstra que naquela casa vivem meninos sadios e felizes.<br /> Aquele pai aprendeu que o seu relacionamento com seus filhos e sua mulher &eacute; o que deve durar para sempre. Com pequenas perdas, por excesso de uso, ele pode muito bem conviver.<br /> * * *<br /> Aprendamos, nas lides cotidianas, a prezar mais o conv&iacute;vio com os seres amados, o di&aacute;logo, a sadia troca de ideias.<br /> Utilizemo-nos dos tempinhos que sobram em um e outro momento para estar um pouco mais com nossos amores.<br /> Nada h&aacute; t&atilde;o gratificante quanto observar uma crian&ccedil;a crescer, dia a dia. Nada t&atilde;o compensador quanto lhe observar as conquistas di&aacute;rias.<br /> E, de todos os pr&ecirc;mios da Terra, o maior de todos ser&aacute; chegar ao final do dia, em casa, e ouvir uma voz gritar: Papai chegou! Mam&atilde;e chegou!, enquanto dois bra&ccedil;os se enrolam em seu pesco&ccedil;o, apertando forte.<br /> Isso se chama viver em abund&acirc;ncia.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo<br /> Inf&acirc;ncia e equil&iacute;brio, de Elliott Van Egmond, <br /> da revista Sele&ccedil;&otilde;es Reader&rsquo;s Digest, de agosto<br /> de 2003.<br /> Em 30.3.2015.<br /> <br /> </span><br />

A HONRA
3 Mar 20171:05EP 660

A HONRA

<span style=''font-size: small;''>A HONRA<br /> <br /> Conta-se que um promotor p&uacute;blico, nomeado para uma cidade interiorana do Sul do Brasil, ali chegou jovem e entusiasta.<br /> Conhecedor da lei, amante da ordem e do direito, se prop&ocirc;s a realizar o melhor, naquela localidade.<br /> Um dos primeiros casos que lhe chegou &agrave;s m&atilde;os foi o de um homem que, em plena pra&ccedil;a, &agrave; vista de v&aacute;rios cidad&atilde;os, descarregara todas as balas do seu rev&oacute;lver em sua esposa.<br /> Fora um crime b&aacute;rbaro, cruel, presenciado por muitos. O jovem promotor estudou o caso e, com tranquilidade, se prop&ocirc;s a fazer a acusa&ccedil;&atilde;o daquele r&eacute;u.<br /> Para ele, n&atilde;o havia d&uacute;vidas. Tratava-se de um crime b&aacute;rbaro. O homem, tomado de ci&uacute;mes, pois descobrira que a esposa o tra&iacute;ra, a matara de forma fria, premeditada.<br /> Havia muitas testemunhas. O fato era not&oacute;rio. N&atilde;o havia erro. Aquele homem seria condenado.<br /> Contudo, no transcurso do processo, foi se tomando de surpresa o promotor.<br /> O advogado do r&eacute;u apresentou sua defesa baseado em que ele n&atilde;o deveria ser julgado culpado pois, afinal, fora brutalmente ofendido em sua honra.<br /> A surpresa foi maior ainda quando o j&uacute;ri chegou ao veredito de inocente. Entenderam os jurados daquela cidade que o homem tra&iacute;do mais n&atilde;o fizera do que lavar a sua honra. E honra se lava com sangue.<br /> N&atilde;o se tratava de uma quest&atilde;o de direito, de certo e de errado, mas de como aquela gente entendia que tudo deveria ser resolvido.<br /> E, no caso, somente a morte poderia lavar a honra daquele cidad&atilde;o.<br /> * * *<br /> Em v&aacute;rias localidades, em nosso pa&iacute;s e no mundo, muitos ainda acreditam que a honra se lava com sangue.<br /> Quando ouvimos relatos de fatos semelhantes, aqui e ali, tentando justificar atos de viol&ecirc;ncia, ficamos chocados.<br /> Compete-nos refletir e pesar nossos valores.<br /> Recordamos que, certa feita, Moandas Gandhi, o l&iacute;der pacifista da &Iacute;ndia, foi esbofeteado em pleno rosto.<br /> O golpe fora t&atilde;o rude que ele ca&iacute;ra. Levantou-se, limpou a poeira da roupa e, sereno, continuou o seu caminho.<br /> Uma jornalista londrina teve oportunidade de lhe perguntar:<br /> Senhor, o senhor n&atilde;o vai revidar?<br /> Por que deveria? - Perguntou, tranquilo.<br /> Mas, senhor, ele lhe esbofeteou a face. Feriu a sua honra.<br /> Gandhi a olhou, profundamente, nos olhos e respondeu:<br /> Minha jovem, minha honra n&atilde;o est&aacute; no rosto.<br /> Sim, sua honra como a de todos n&oacute;s, n&atilde;o est&aacute; no rosto. A honra est&aacute; na alma e essa ningu&eacute;m a pode remover, sen&atilde;o n&oacute;s mesmos.<br /> Manchamos nossa honra de filhos de Deus quando nos permitimos revidar agress&otilde;es, descer ao n&iacute;vel do agressor.<br /> Dilapidamos nossa honra quando nos permitimos compactuar com a mentira, com a corrup&ccedil;&atilde;o, com o crime de qualquer n&iacute;vel.<br /> Pensemos nisso e nos mantenhamos no bem, no caminho do reto dever, mesmo que as circunst&acirc;ncias pare&ccedil;am contra n&oacute;s.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em fato narrado <br /> por Sandra Della Pola, em palestra proferida no Teatro da <br /> Federa&ccedil;&atilde;o Esp&iacute;rita do Paran&aacute;, no dia 11 de julho de 2010.<br /> Em 11.07.2012.<br /> </span><br />

PLANETA TERRA, NOSSA BREVE PASSAGEM
2 Mar 20174:03EP 659

PLANETA TERRA, NOSSA BREVE PASSAGEM

<span style=''font-size: small;''>PLANETA TERRA, NOSSA BREVE PASSAGEM<br /> <br /> A express&atilde;o Estou s&oacute; de passagem, ao se referir &agrave; vida f&iacute;sica, atesta que a pessoa tem convic&ccedil;&atilde;o imortalista.<br /> Ela sabe que &eacute; breve sua passagem pelo planeta. Mesmo que chegue aos cem anos, se considerar a eternidade, &eacute; um lapso temporal breve.<br /> A pessoa, que assim se expressa, manifesta a convic&ccedil;&atilde;o de quem tem os olhos postos no futuro. Vive no mundo, mas com a inabal&aacute;vel certeza de que sua preocupa&ccedil;&atilde;o deve ser com o Esp&iacute;rito imortal, esse que sobreviver&aacute; &agrave; morte corporal.<br /> Se isso &eacute; louv&aacute;vel, um detalhe, no entanto, n&atilde;o pode ser esquecido. &Eacute; que a vida corporal &eacute; etapa imprescind&iacute;vel ao progresso do Esp&iacute;rito.<br /> &Eacute; na carne que se experimentam as provas. &Eacute; nas vicissitudes da vida que o Esp&iacute;rito cresce, utilizando sua intelig&ecirc;ncia e criatividade, para superar transtornos e desafios.<br /> Isso nos diz que os mundos materiais s&atilde;o importantes. S&atilde;o moradas, est&acirc;ncias, onde o Esp&iacute;rito se reveste de carne e habita. E progride.<br /> Dessa forma, h&aacute; que se considerar o que estamos fazendo com o planeta, enquanto nos encontramos somente de passagem.<br /> O que estamos fazendo com nossa morada, lar, escola e algumas vezes, hospital?<br /> Estamos auxiliando na sua conserva&ccedil;&atilde;o ou somos dos que n&atilde;o nos preocupamos com coisa alguma porque logo estaremos partindo?<br /> Seria importante nos perguntarmos se estamos colaborando com as medidas de sustentabilidade do planeta.<br /> Coisas simples, como diminuir o impacto ambiental, substituindo pl&aacute;stico por outros materiais menos agressivos ao meio ambiente.<br /> &Eacute; de nos indagarmos se somos dos que, a cada vez que nos servimos de &aacute;gua, nos bebedouros do escrit&oacute;rio, da empresa, apanhamos um novo copo pl&aacute;stico.<br /> J&aacute; nos preocupamos com o meio ambiente e temos nosso pr&oacute;prio copo de vidro, para uso particular, no local de trabalho? Ou, ao menos, nos servimos de um &uacute;nico copo pl&aacute;stico, durante todo o dia?<br /> Lembramos de utilizar a impress&atilde;o de documentos, artigos e tudo o mais, somente quando imprescind&iacute;vel, poupando &aacute;rvores?<br /> Recordamos de utilizar a folha de papel de ambos os lados? De reutilizar papel escrito em uma s&oacute; face, transformando-o em bloco de anota&ccedil;&otilde;es ou lembretes?<br /> Preocupamo-nos com a separa&ccedil;&atilde;o do lixo org&acirc;nico do lixo recicl&aacute;vel?<br /> S&atilde;o coisas pequenas, mas que t&ecirc;m muita import&acirc;ncia. N&atilde;o podemos nos esquecer que estamos de passagem, mas nossos filhos, netos, quanto tempo mais ter&atilde;o sobre a Terra?<br /> E, al&eacute;m disso, um detalhe importante: para aqueles que acreditamos na reencarna&ccedil;&atilde;o, deveremos retornar em algum momento.<br /> J&aacute; pensamos em como desejamos encontrar o planeta, nesse retorno?<br /> O que fazemos reflete no todo. E n&atilde;o nos preocupemos com os que n&atilde;o colaboram.<br /> Poder&atilde;o aprender com nosso exemplo. Enquanto isso, sejamos como a ave que, levando gotas de &aacute;gua em suas asas, tenta apagar o inc&ecirc;ndio na floresta.<br /> Em resumo: fa&ccedil;amos nossa parte.<br /> A prop&oacute;sito, j&aacute; plantamos uma &aacute;rvore, em nossa vida? Semeamos um jardim?<br /> Pensemos nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 10.10.2012.<br /> </span><br />

ANTES DE CONDENAR
28 Fev 20174:28EP 658

ANTES DE CONDENAR

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>ANTES DE CONDENAR<br /> <br /> Conta o escritor Stephen Covey, em um de seus livros, um fato ocorrido com ele, numa manh&atilde; de domingo, no metr&ocirc; de Nova York.<br /> <br /> As pessoas estavam calmamente lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranq&uuml;ila.<br /> <br /> Subitamente, um homem entrou no vag&atilde;o do metr&ocirc; com os filhos. As crian&ccedil;as faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou instantaneamente.<br /> <br /> O homem sentou-se ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> As crian&ccedil;as corriam de um lado para o outro, atiravam objetos e chegavam a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos.<br /> <br /> Mesmo assim o pai n&atilde;o fazia nada.<br /> <br /> Para Stephen era quase imposs&iacute;vel evitar a irrita&ccedil;&atilde;o. Ele n&atilde;o conseguia acreditar que ele pudesse ser t&atilde;o insens&iacute;vel a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.<br /> <br /> Dava para perceber facilmente que as demais pessoas tamb&eacute;m estavam irritadas.<br /> <br /> A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, Stephen virou-se para o homem e disse: Senhor, seus filhos est&atilde;o perturbando muitas pessoas. Ser&aacute; que n&atilde;o poderia dar um jeito neles?<br /> <br /> O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consci&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o naquele exato momento, e disse calmamente: Sim, creio que o senhor tem raz&atilde;o. Acho que deveria fazer algo. Acabamos de sair do hospital, onde a m&atilde;e deles morreu h&aacute; uma hora... Eu n&atilde;o sei o que pensar, e parece que eles tamb&eacute;m n&atilde;o sabem como lidar com isso.<br /> <br /> N&oacute;s podemos imaginar como Stephen se sentiu naquele momento...<br /> <br /> Diante da resposta inesperada, ele passou a ver a situa&ccedil;&atilde;o de um modo diferente. E como via diferente, pensava, sentia e agia de um jeito diferente.<br /> * * *<br /> Quantas vezes n&oacute;s vemos, sentimos e agimos de maneira oposta &agrave; que dever&iacute;amos, por n&atilde;o perceber a realidade que est&aacute; por tr&aacute;s da cena.<br /> <br /> No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em n&oacute;s pr&oacute;prios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a m&atilde;o.<br /> <br /> Por isso, &eacute; importante que cultivemos em n&oacute;s a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.<br /> <br /> Geralmente o que fazemos &eacute; condenar, sem a m&iacute;nima an&aacute;lise da realidade de quem est&aacute; passando por &aacute;rduas dificuldades.<br /> <br /> No entanto, &eacute; t&atilde;o bom quando algu&eacute;m percebe nossas dores e sofrimentos que n&atilde;o ousamos expressar...<br /> <br /> &Eacute; t&atilde;o agrad&aacute;vel quando algu&eacute;m nota que estamos atravessando momentos dif&iacute;ceis e nos oferece apoio...<br /> <br /> &Eacute; t&atilde;o confortador encontrar algu&eacute;m que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperan&ccedil;a...<br /> <br /> As pessoas t&ecirc;m maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam ap&aacute;ticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem...<br /> <br /> Por tudo isso, n&atilde;o devemos julgar a situa&ccedil;&atilde;o pelas apar&ecirc;ncias, porque podemos nos enganar.<br /> <br /> No caso do metr&ocirc;, ap&oacute;s saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o cora&ccedil;&atilde;o de Stephen tomou-se de compaix&atilde;o.<br /> <br /> Sinto muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar? - Essa foi a atitude daquele que estava prestes a ter um ataque de nervos.<br /> <br /> Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que se escondia por tr&aacute;s da aparente indiferen&ccedil;a de um pai que n&atilde;o sabia como lidar com o pr&oacute;prio sofrimento...<br /> <br /> Pensemos nisso, antes de julgarmos algu&eacute;m ou uma situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no item<br /> De dentro para fora, do livro Os 7 h&aacute;bitos das<br /> pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey,<br /> ed. Best Seller e Franklin Covey.<br /> Em 10.06.2012.<br /> </span><br />

BATA NELA
27 Fev 20174:20EP 657

BATA NELA

<span style=''font-size: small;''>BATA NELA!<br /> <br /> Em tempos em que abunda a viol&ecirc;ncia contra a mulher, &eacute; de nos questionarmos o que ser&aacute; das novas gera&ccedil;&otilde;es?<br /> Esses meninos, que crescem assistindo e ouvindo not&iacute;cias de assassinatos, de viol&ecirc;ncias de toda sorte contra a mulher, o que far&atilde;o, no futuro? O que pensam a respeito?<br /> Algu&eacute;m teve a ideia de question&aacute;-los e, na cidade de N&aacute;poles, na It&aacute;lia, se realizou uma enquete com meninos entre sete a onze anos.<br /> O experimento consistiu em abordar, na rua, a cada um, de forma individual e gravar as respostas, a&ccedil;&otilde;es e rea&ccedil;&otilde;es &agrave;s quest&otilde;es e ordens formuladas.<br /> O entrevistador, para deixar bem &agrave; vontade os garotos, pergunta o nome, a idade. Depois, o que desejam ser quando crescerem, que variou de arquiteto, jogador de futebol, bombeiro, policial a pizzaiolo.<br /> A raz&atilde;o da escolha da profiss&atilde;o mereceu respostas r&aacute;pidas, como quem sabe o que quer da vida:Quero construir a casa dos meus sonhos; Desejo salvar vidas. At&eacute; a mais simples: Porque gosto de pizza.<br /> Ent&atilde;o, uma terceira personagem entra em cena. Uma simp&aacute;tica garota, de longos cabelos loiros. Ela n&atilde;o fala absolutamente nada. Posta-se em frente ao entrevistado, que recebe a informa&ccedil;&atilde;o: Esta &eacute; Marina.<br /> Os garotos olham, sorriem.<br /> O que voc&ecirc; gosta nela? &ndash; Indaga o entrevistador.<br /> Um respondeu que eram os olhos; outro, que eram os olhos e o cabelo, com certeza, o cabelo; outro ainda falou dos sapatos dela e das m&atilde;os. Um mais ousado disse que a achava totalmente linda, e que gostaria que ela fosse sua namorada.<br /> Ao comando que se seguiu, todos obedeceram, embora demonstrassem n&atilde;o se sentir muito &agrave; vontade: Fa&ccedil;a uma careta para ela.<br /> E o: Fa&ccedil;a um carinho nela, mereceu dos entrevistados um toque de m&atilde;o, muito r&aacute;pido, pelos cabelos, pelo ombro ou no rosto, demonstrando certa timidez.<br /> Enfronhados na pesquisa, rindo disso, daquilo, de repente, se faz uma pausa e, logo em seguida, o entrevistador d&aacute; o comando: Bata nela! Com for&ccedil;a!<br /> Os meninos olham para a c&acirc;mera, espantados. H&aacute; quem, incr&eacute;dulo, indague: O qu&ecirc;?<br /> A ordem &eacute; repetida: Bata nela, vamos!<br /> Olhos baixos, olhar intrigante ou surpreso, nenhum deles tira as m&atilde;os dos bolsos ou as leva na dire&ccedil;&atilde;o da garota. Tornam a olhar para o entrevistador e a resposta &eacute;: N&atilde;o!<br /> Por que voc&ecirc; n&atilde;o bate nela? &ndash; Insiste quem se encontra por detr&aacute;s da c&acirc;mera.<br /> E esses meninos deram as mais diversas respostas, que nos dizem que o mundo, sim, est&aacute; caminhando para dias melhores:<br /> Ela &eacute; uma menina!<br /> Porque sou contra a viol&ecirc;ncia!<br /> Porque vou machuc&aacute;-la!<br /> Porque isso &eacute; maldade!<br /> Porque em mulher n&atilde;o se bate nem com flor, nem com um buqu&ecirc; de flores!<br /> Mas, o v&iacute;deo que circula pela internet e que, apenas em um dia, teve mais de um milh&atilde;o de acessos, termina com a resposta de um menino de onze anos. Com certeza, a mais espetacular:Porque eu sou um homem!<br /> * * *<br /> Homem, ser humano. De quem se espera nobreza, dignidade, para a constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor.<br /> Homem que respeita o outro ser humano porque deseja igualmente ser respeitado.<br /> Que mundo maravilhoso est&atilde;o construindo as novas gera&ccedil;&otilde;es. Felizes os que andaremos pela Terra no mundo da Nova Era.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no v&iacute;deo Bata nela, do <br /> http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6120.<br /> Em 23.2.2015.<br /> </span><br />

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