NOTAS DO EPISÓDIO
<span style=''font-size: small;''>BATA NELA!<br /> <br /> Em tempos em que abunda a violência contra a mulher, é de nos questionarmos o que será das novas gerações?<br /> Esses meninos, que crescem assistindo e ouvindo notícias de assassinatos, de violências de toda sorte contra a mulher, o que farão, no futuro? O que pensam a respeito?<br /> Alguém teve a ideia de questioná-los e, na cidade de Nápoles, na Itália, se realizou uma enquete com meninos entre sete a onze anos.<br /> O experimento consistiu em abordar, na rua, a cada um, de forma individual e gravar as respostas, ações e reações às questões e ordens formuladas.<br /> O entrevistador, para deixar bem à vontade os garotos, pergunta o nome, a idade. Depois, o que desejam ser quando crescerem, que variou de arquiteto, jogador de futebol, bombeiro, policial a pizzaiolo.<br /> A razão da escolha da profissão mereceu respostas rápidas, como quem sabe o que quer da vida:Quero construir a casa dos meus sonhos; Desejo salvar vidas. Até a mais simples: Porque gosto de pizza.<br /> Então, uma terceira personagem entra em cena. Uma simpática garota, de longos cabelos loiros. Ela não fala absolutamente nada. Posta-se em frente ao entrevistado, que recebe a informação: Esta é Marina.<br /> Os garotos olham, sorriem.<br /> O que você gosta nela? – Indaga o entrevistador.<br /> Um respondeu que eram os olhos; outro, que eram os olhos e o cabelo, com certeza, o cabelo; outro ainda falou dos sapatos dela e das mãos. Um mais ousado disse que a achava totalmente linda, e que gostaria que ela fosse sua namorada.<br /> Ao comando que se seguiu, todos obedeceram, embora demonstrassem não se sentir muito à vontade: Faça uma careta para ela.<br /> E o: Faça um carinho nela, mereceu dos entrevistados um toque de mão, muito rápido, pelos cabelos, pelo ombro ou no rosto, demonstrando certa timidez.<br /> Enfronhados na pesquisa, rindo disso, daquilo, de repente, se faz uma pausa e, logo em seguida, o entrevistador dá o comando: Bata nela! Com força!<br /> Os meninos olham para a câmera, espantados. Há quem, incrédulo, indague: O quê?<br /> A ordem é repetida: Bata nela, vamos!<br /> Olhos baixos, olhar intrigante ou surpreso, nenhum deles tira as mãos dos bolsos ou as leva na direção da garota. Tornam a olhar para o entrevistador e a resposta é: Não!<br /> Por que você não bate nela? – Insiste quem se encontra por detrás da câmera.<br /> E esses meninos deram as mais diversas respostas, que nos dizem que o mundo, sim, está caminhando para dias melhores:<br /> Ela é uma menina!<br /> Porque sou contra a violência!<br /> Porque vou machucá-la!<br /> Porque isso é maldade!<br /> Porque em mulher não se bate nem com flor, nem com um buquê de flores!<br /> Mas, o vídeo que circula pela internet e que, apenas em um dia, teve mais de um milhão de acessos, termina com a resposta de um menino de onze anos. Com certeza, a mais espetacular:Porque eu sou um homem!<br /> * * *<br /> Homem, ser humano. De quem se espera nobreza, dignidade, para a construção de um mundo melhor.<br /> Homem que respeita o outro ser humano porque deseja igualmente ser respeitado.<br /> Que mundo maravilhoso estão construindo as novas gerações. Felizes os que andaremos pela Terra no mundo da Nova Era.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no vídeo Bata nela, do <br /> http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6120.<br /> Em 23.2.2015.<br /> </span><br />
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