Episódios
Ordenar por:Mais recentes
6 CURIOSIDADES SOBRE A TEMPRANILLO, UMA DAS GRANDES UVAS DA ESPANHA
Hoje falaremos de 6 curiosidades sobre a Tempranillo, uma das grandes uvas da Espanha. A primeira está no próprio nome: Tempranillo vem de temprano, que significa “cedo” em espanhol, porque essa variedade costuma amadurecer relativamente cedo. Em segundo, ela é protagonista de regiões espanholas famosas, especialmente Rioja e Ribera del Duero. A terceira curiosidade é que seu nome muda conforme a região. Você poderá encontrá-la chamada de Tinta Fina, Tinta del País, Cencibel e Ull de Llebre, entre outros nomes. Em quarto, a Tempranillo costuma apresentar aromas de cereja, ameixa, morango e frutas maduras, além de notas de tabaco, couro, baunilha e especiarias quando passa por madeira e envelhecimento. A quinta curiosidade está justamente na tradição espanhola de amadurecer seus vinhos. Termos como Crianza, Reserva e Gran Reserva ajudam a indicar diferentes períodos e regras de envelhecimento, dependendo da denominação. E a sexta é que a Tempranillo atravessou a fronteira e também é cultivada em Portugal, onde aparece com nomes como Tinta Roriz, especialmente no Douro, e Aragonez, muito utilizado no Alentejo. Uma única uva, diferentes nomes e uma enorme história para contar. Quer deixar uma sugestão para o Músico e Vinho? Meu Instagram é @Jonas.Somelier. Siga lá e deixe a sua sugestão!
SEIS CURIOSIDADES SOBRE A MERLOT
Hoje, no Música e Vinho, vamos descobrir seis curiosidades sobre a Merlot, uma das uvas tintas mais conhecidas e apreciadas do mundo. A primeira curiosidade está no nome. Merlot vem de Merle, que significa melro em francês, provavelmente numa referência à coloração escura da uva ou ao gosto que essas aves tinham por seu fruto maduro. Em segundo, embora esteja espalhada pelo mundo, sua terra natal é Bordeaux, na França, principalmente a margem direita, em regiões famosas como Saint-Émilion e Pomerol. A terceira curiosidade é que a Merlot costuma produzir vinhos macios, redondos e agradáveis, com taninos menos agressivos do que os da Cabernet Sauvignon. Às vezes, é uma excelente porta de entrada para quem está começando a gostar de vinhos tintos. Em quarto, seus aromas podem lembrar ameixa, cereja, frutas negras e chocolate. Quando amadurece em barricas, pode ganhar notas de baunilha, café, tabaco e especiarias. A quinta curiosidade é que a Merlot participa de alguns dos vinhos mais prestigiados e caros do planeta. O famoso Pétrus, de Pomerol, é produzido predominantemente com esta variedade. Apesar de ser conhecido como Château Pétrus, na verdade, é simplesmente Pétrus. E a sexta curiosidade é que a Merlot também se adaptou muito bem em diferentes países, como Itália, Chile, Argentina, Estados Unidos e Brasil, mostrando estilos bastante diferentes conforme o clima e o terroir. Interessante, não é mesmo? E se você, ouvinte, quer sugerir um tema para o Música e Vinho, deixe sua mensagem no meu Instagram, @jonas.sommelier. Será um prazer!
WEISSWEIN: O VINHO DO GELO
Seja muito bem-vindo ao Música e Vinho de hoje! Vamos à nossa taça de conhecimento do dia? Falaremos sobre o Weisswein, o famoso vinho do gelo. A origem dessa proposta de vinho é alemã e aconteceu por acaso, acredite! Um viticultor alemão se ausentou de seu vinhedo e, ao retornar, encontrou as uvas extremamente maduras e congeladas, devido ao rigoroso inverno. Elas deveriam ter sido colhidas antes da chegada das temperaturas congelantes, entre -7 °C e -10 °C. Para não perder a safra, resolveu vinificar as uvas. Ao esmagá-las ainda congeladas, ocorreu a concentração natural dos cristais de água, resultando em um mosto mais denso e doce. Assim, o mosto apresenta uma concentração extremamente elevada de açúcar e níveis relevantes de acidez. Esses dois fatores deixam o vinho equilibrado no paladar e rico em aromas, com expressões de frutas cítricas, mel e notas florais. A fermentação desse vinho é lenta e pode durar até cinco meses. Esse vinho de congelamento natural é produzido na Alemanha e em outros países do norte europeu, além da América do Norte, como o Canadá, onde a qualidade do vinho é sensacional e o volume de produção, considerável. Como vimos, o processo de produção não é simples nem rápido. Por esses fatores, o preço de uma garrafa reflete o elevado custo de produção. As uvas mais utilizadas são Riesling, Cabernet Franc, Chenin Blanc e Gewürztraminer. Um vinho sensacional para finalizar a refeição ou até mesmo para acompanhar queijos curados e queijos azuis.
HERDADE DO ESPORÃO: UM TINTO PORTUGUÊS VERSÁTIL E ACESSÍVEL
É um prazer estar com você para mais uma taça de conhecimento sobre o extraordinário mundo dos vinhos. A vinícola Herdade do Esporão é uma das mais renomadas de Portugal, com seus grandes vinhos e azeites que expressam a região do Alentejo de forma sublime. Um de seus vinhos é amplamente vendido no Brasil e consegue aliar qualidade a um preço abaixo de R$ 70. Isso mesmo: o vinho Herdade do Esporão Pé Tinto. É muito divertido, frutado e agradável em aromas e sabores, sendo ideal para o dia a dia. É um blend das castas Tinta Castelão, Trincadeira e Moreto, variedades que, no Alentejo, se expressam com muito caráter. A casta Castelão é muito conhecida pelo famoso Tinto Periquita. A Moreto é uma casta que quase se extinguiu e está sendo resgatada pela Herdade do Esporão. Já a Trincadeira é renomada e existe nos quatro cantos de Portugal. É um vinho vibrante, com aromas de frutos vermelhos e toques herbáceos bem sutis. Em boca, é fresco, seu corpo é leve, porém mediano, e seus taninos são bastante macios. Perfeito para harmonizar com pizzas em geral ou até mesmo aquele espaguete com molho de tomate e almôndegas. Sensacional! Um brinde aos vinhos versáteis e um brinde especial a você, ouvinte do Música e Vinho, que pode sugerir um tema para o nosso programa através do meu Instagram. Anote aí, por gentileza. Será um prazer!
A DEGUSTAÇÃO QUE MUDOU O MUNDO DO VINHO
Olá, ouvinte da Radio Easy! Seja muito bem-vindo ao Música e Vinho, nosso compromisso diário com a taça de conhecimento sobre o infinito mundo do vinho. Hoje falaremos sobre um fato histórico que mudou o mundo do vinho para sempre. Em 1976, foi realizada uma degustação às cegas em Paris, com o intuito de tentar promover os vinhos do Novo Mundo e celebrar os 20 anos da independência dos Estados Unidos. A estratégia foi colocar alguns vinhos produzidos nos Estados Unidos entre emblemáticos franceses de Bordeaux e da Borgonha. Sem saber que vinho estavam degustando, foram dadas suas notas. No final, o que parecia impossível aconteceu. Um Chardonnay da Califórnia, chamado Chateau Montelena, da safra de 1973, foi classificado em 1º lugar. Na classificação dos vinhos tintos, a Califórnia ficou em 1º lugar também, com o vinho Stag's Leap, da safra de 1973, um tinto encorpado, 100% Cabernet Sauvignon. Enquanto o evento acontecia, foi solicitada pelos avaliadores uma contraprova, e foi realmente constatada a qualidade dos vinhos americanos naquele momento. Rapidamente, a notícia se espalhou, e os vinhos vencedores se esgotaram em alguns dias nas adegas dos Estados Unidos. Depois dessa degustação, o mundo mudou o olhar perante os vinhos do Novo Mundo. A França tem sua alta qualidade no mundo dos vinhos. Isso é inquestionável, devido ao alto conhecimento de produção e à alta qualidade do terroir. Porém, não é sensato fechar os olhos para as diversas propostas de vinho pelo mundo afora. Um brinde à extraordinária safra de 1973, em 1973, lá na Califórnia, ao Novo e Velho Mundo do vinho. E, se você quer sugerir um tema para o Música e Vinho, deixe registrado no meu Instagram. Anote aí: @jonas.somelier. Será um prazer!
WEISSWEIN: O VINHO DO GELO
Seja muito bem-vindo ao Música e Vinho de hoje. Vamos à nossa taça de conhecimento do dia? Falaremos sobre o Weisswein, o vinho do gelo. A origem desta proposta de vinho é alemã e foi ao acaso, acredite. Um viticultor alemão se ausentou do seu vinho e, ao regressar, as uvas estavam extremamente maduras e congeladas, pois era inverno rigoroso. Elas deveriam ter sido colhidas antes da chegada das temperaturas congelantes, entre menos 7 e menos 10 graus. Para não perder a safra, resolveu vinificar e, ao esmagar as uvas congeladas, ocorreu a separação natural dos cristais de água, deixando o sumo mais denso e doce. Assim, a concentração do mosto fica extremamente doce e com níveis de acidez relevantes. E estes dois fatores deixam o vinho equilibrado no paladar, rico em aromas, com expressões de frutas cítricas, mel e floral. A fermentação deste vinho é lenta, podendo durar cinco meses. Este vinho de congelamento natural é produzido na Alemanha e em outros países do norte europeu, como também na América do Norte, como o Canadá, onde a qualidade do vinho é sensacional e o volume de produção é considerável. Como vimos, o processo de produção não é simples e rápido e, por estes fatores, o preço de uma garrafa reflete o custo de produção. As uvas mais utilizadas são a Riesling, a Cabernet Franc, a Chenamblain e a Gewürztraminer. Um vinho sensacional para finalizar a refeição ou até mesmo para acompanhar queijos curados e azuis.
TANINOS NO VINHO: ENTENDA A IMPORTÂNCIA DESSE COMPONENTE PARA O SABOR E O ENVELHECIMENTO
Olá, ouvinte da Rádio Easy! Seja bem-vindo ao Música e Vinho. Hoje, nossa taça de conhecimento é sobre um importante componente do vinho: o tanino. Você já experimentou uma banana ainda não muito madura? Ela causa uma sensação interessante em boca: uma sensação de secura, de adstringência. Essa sensação ocorre devido à alta concentração de taninos na banana, que, quanto mais verde, mais concentrada em taninos. É um polifenol. O tanino está presente no vinho, que naturalmente está na casca, sementes e engaços das uvas, e também nas barricas de armazenamento. Os vinhos com taninos são os vinhos tintos, porém alguns brancos podem apresentar este composto em uma mesma quantidade, é claro, quando passam por barrica ou quando têm contato com as cascas no processo de produção. Nos tintos, a maior concentração se dá porque, no processo de produção, é necessário contato do mosto com as cascas, e é neste momento que o componente tanino se dilui na água e no álcool. Assim sendo, o processo de produção pode influenciar na qualidade de tanino que o vinho pode obter, e tudo isso depende da proposta que o enólogo quer atingir para cada vinho. O tanino atua como componente estrutural do vinho, e vinhos tânicos tendem a envelhecer melhor. Estes vão diminuindo a intensidade ao longo do tempo e se tornando mais polidos, mais suaves. Que tal alguns exemplos de uvas que podem gerar vinhos com boa qualidade de taninos e que até mesmo as possuem pouco tanino? Com taninos bem presentes, temos a Cabernet Sauvignon, Nebbiolo e Tannat. Com taninos suaves, a Pinot Noir, Gamay e Grenache. E, se você, ouvinte, quer sugerir um tema para o nosso programa, envie pelo meu Instagram @jonas.sommelier.
