Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O GRITO
25 Jan 20174:16EP 632

O GRITO

<span style=''font-size: small;''>O GRITO<br /> <br /> Conta-se que nas ilhas Salom&atilde;o, no Pac&iacute;fico Sul, os nativos descobriram um jeito inteiramente diferente de derrubar &aacute;rvores. Se algum tronco &eacute; grosso demais para ser abatido com os seus machados, eles o derrubam no grito.<br /> Isso mesmo, no grito. Lenhadores sobem na &aacute;rvore toda manh&atilde; bem cedinho e se p&otilde;em a gritar.<br /> Repetem o ritual durante trinta dias. A &aacute;rvore morre e cai por terra. Segundo eles, o m&eacute;todo nunca falha e a explica&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m segundo os nativos, &eacute; que, gritando, eles matam o esp&iacute;rito da &aacute;rvore.<br /> Os civilizados logo pensam que se eles dispusessem de tecnologia moderna, poderiam simplesmente derrubar a &aacute;rvore com m&aacute;quinas poderosas, rapidamente e de forma mais eficiente.<br /> Entretanto, a t&eacute;cnica desses nativos nos leva a pensar em como n&oacute;s ainda utilizamos o grito em nossas vidas.<br /> Gritamos no tr&acirc;nsito, quando um motorista desatento executa alguma manobra infeliz, dificultando a nossa livre circula&ccedil;&atilde;o.<br /> Gritamos no jogo de futebol, com o juiz, o bandeirinha, o jogador, e at&eacute; mesmo com a bola que parece desviar do gol s&oacute; para nos provocar.<br /> Falamos alto com o seguran&ccedil;a do banco porque a porta girat&oacute;ria nos impede a entrada. Xingamos o caixa do supermercado porque &eacute; muito lento, porque n&atilde;o empacota a mercadoria, porque nos fornece o troco errado.<br /> Brigamos com os aparelhos eletrodom&eacute;sticos porque n&atilde;o funcionam direito.<br /> Em casa, muitas vezes, ao chamarmos a aten&ccedil;&atilde;o para o que est&aacute; errado, esquecemos de controlar o volume da voz e falamos alto demais com nossos filhos, com a esposa, com nossos irm&atilde;os.<br /> Quase sempre gritamos com as crian&ccedil;as quando est&atilde;o fazendo alguma traquinagem. Contudo, o grito, al&eacute;m de n&atilde;o educar, assusta.<br /> Podemos imaginar os dist&uacute;rbios provocados no organismo fr&aacute;gil dos pequenos, com um grande susto?<br /> Com os colegas de trabalho, &eacute; comum exagerarmos no tom da voz apenas para dizer que determinada tarefa deve ser refeita.<br /> Em locais p&uacute;blicos, como restaurantes, lanchonetes, quando em grupos, nos esquecemos do respeito que devemos &agrave;s pessoas, e nos permitimos gargalhar, falar alto demais. E nem nos damos conta do quanto a nossa algazarra perturba os ouvidos alheios.<br /> Tudo isso nos faz reflexionar. Se os nativos das ilhas Salom&atilde;o descobriram que as &aacute;rvores s&atilde;o sens&iacute;veis aos gritos, que dizer dos seres humanos!<br /> Pensemos: com gritos e gargalhadas, perturbamos ambientes e pessoas. Com palavras grosseiras, ditadas pela nossa impaci&ecirc;ncia, podemos partir cora&ccedil;&otilde;es que nos amam ou criar inseguran&ccedil;as em filhos pequenos, que passam a nos temer, em vez de respeitar.<br /> * * *<br /> No trato pessoal, a fala desempenha papel importante.<br /> A magia da voz &eacute; daquelas que n&atilde;o deve ser esquecida por todos os que se acham envolvidos nas lides humanas, escutando os diversos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Por isso, utilizemos a palavra para construir, edificar, com o objetivo de fazer a vida brilhar.<br /> Falemos com valor, falemos com amor, para que sejamos felizes e fa&ccedil;amos os demais tamb&eacute;m felizes.<br /> N&atilde;o nos esque&ccedil;amos de que a gentileza e o respeito no trato pessoal tamb&eacute;m significam caridade.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em artigo de Robert Fulghum, da Revista<br /> Presen&ccedil;a Esp&iacute;rita, n&ordm; 222, ed. Leal; pensamentos do cap. 28, do livro Sinal verde, pelo<br /> Esp&iacute;rito Andr&eacute; Luiz, psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Cec e pensamentos do<br /> cap. 22, do livro Vozes do infinito, por Esp&iacute;ritos diversos, psicografia de Raul Teixeira, ed.<br /> Fr&aacute;ter.<br /> Em 03.10.2012.</span><br />

A VIDA SEGUNDO A MORTE
24 Jan 20173:26EP 631

A VIDA SEGUNDO A MORTE

<span style=''font-size: small;''>A VIDA SEGUNDO A MORTE<br /> <br /> Muitos livros e filmes, personificam a morte como personagem central da hist&oacute;ria.<br /> Imaginemos como seria a vis&atilde;o desse personagem, que tanto nos assustam, a nosso respeito.<br /> Imagino que morte teria o seguinte di&aacute;logo:<br /> &ldquo;Um fato simples: voc&ecirc; vai morrer.<br /> Apesar de todos os esfor&ccedil;os, a vida f&iacute;sica n&atilde;o &eacute; para sempre. Desculpe ser um desmancha prazer.<br /> O meu conselho &eacute;: quando a sua hora chegar, n&atilde;o se apavore, isso n&atilde;o vai ajudar.<br /> Mas primeiro deixe me apresentar devidamente...se bem que em algum dia voc&ecirc; vai me conhecer. N&atilde;o antes da sua hora , &eacute; claro. Tenho como pol&iacute;tica evitar os vivos.<br /> Sempre gostei da minha imagem com o manto e foice, sombrio e poderoso. //Infelizmente, sou mais banal e corriqueiro.<br /> Quando eu vou ao encontro de algu&eacute;m, sempre leio os sonhos simples, ou grandiosos. Ent&atilde;o, dou o meu beijo...E roubo as suas maldades, os seus egos, vaidades, ambi&ccedil;&otilde;es...ego&iacute;smos. Muitas vezes, eu sinto os arrependimentos de n&atilde;o fazerem mais pelas pessoas que elas amavam em vida. Muitas se revoltam, mas isso n&atilde;o importa. Eu sigo a lei e n&atilde;o a transgrido...ningu&eacute;m, por mais rico que seja, poder&aacute; negociar comigo.<br /> Algumas almas, deslizam suavemente para os meus bra&ccedil;os; s&atilde;o t&atilde;o leves...t&atilde;o af&aacute;veis...<br /> No meu trabalho, sempre encontro nos seres humanos, o que eles t&ecirc;m de melhor e de pior. Vejo a sua feiura e a sua beleza...E me pergunto: como uma mesma coisa, pode ser duas?<br /> Eu j&aacute; vi in&uacute;meras coisas:<br /> Presenciei as piores desgra&ccedil;as do mundo, e trabalhei para os piores vil&otilde;es e tiranos.<br /> Vi tamb&eacute;m grandes maravilhas, e pessoas que mais pareciam anjos...Mas, ainda &eacute; como eu mencionei no in&iacute;cio desse dialogo: NINGU&Eacute;M VIVE PRA SEMPRE.<br /> Quando vou buscar algu&eacute;m que teve uma vida sabia e generosa, acredite, eu me emociono. Fico imaginando, como &eacute; de fato...viver! <br /> Voc&ecirc; que tem esse privilegio, como tem vivido?<br /> Pense Nisso...e viva de maneira intensa, com as pessoas que fazem a diferen&ccedil;a na sua vida. N&atilde;o desperdice o seu tempo com besteiras...com coisas pequenas.<br /> E n&atilde;o se apavore comigo.Pois que, posso lhe assegurar:<br /> Sereis sempre vivo, pois que eu, a t&atilde;o temida morte, nada mais sou do que uma transforma&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o um aniquilamento.<br /> ***********<br /> Espero que voc&ecirc; tenha gostado da mensagem de hoje. Espero mais ainda; que ela tenha sido &uacute;til.<br /> Acesse o nosso site: centroamericafm.com.br &ndash; l&aacute; voc&ecirc; poder&aacute; ouvir de novo e copiar o texto. Fique a vontade...e at&eacute; o pr&oacute;ximo Pense Nisso.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> com base no livro<br /> &ldquo;A Menina que roubava Livros&rdquo;- <br /> do escritor australiano Markus Zusak,<br /> publicado em 2005 pela editora Picador.<br /> No Brasil e em Portugal, foi lan&ccedil;ado pela Intr&iacute;nseca Presen&ccedil;a <br /> Em 10.12.2014.</span><br />

AMOR DO PAI
23 Jan 20175:04EP 630

AMOR DO PAI

<span style=''font-size: small;''>AMOR DO PAI<br /> <br /> Que o amor materno &eacute; fundamental para a vida de qualquer crian&ccedil;a, n&atilde;o temos qualquer d&uacute;vida. Ali&aacute;s, em pleno s&eacute;culo XXI, nossa cultura ainda coloca sob responsabilidade, quase que exclusiva da m&atilde;e, os cuidados com os filhos. Quando uma crian&ccedil;a faz birra, Que bate no amiguinho, Que vai mal na escola...quase sempre dizemos que a &ldquo;A culpa &eacute; da m&atilde;e&rdquo;, n&atilde;o &eacute; assim que ouvimos comumente por a&iacute;?<br /> Mas como fica o papel do pai nessa hist&oacute;ria? <br /> Pois um estudo recente mostrou que o pai &eacute; fundamental na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade da crian&ccedil;a, e como ela desenvolver&aacute; diversas caracter&iacute;sticas at&eacute; a idade adulta. Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, demonstraram que crian&ccedil;as de todo o mundo tendem a responder da mesma forma quando s&atilde;o rejeitados por seus cuidadores, ou por pessoas a quem s&atilde;o apegadas emocionalmente. E quando essa rejei&ccedil;&atilde;o &eacute; do pai, diferentemente do que muitas pessoas acreditam, ela causa marcas profundas.<br /> Segundo os estudiosos, que avaliaram 36 trabalhos envolvendo mais de 10.000 pessoas, entre crian&ccedil;as e adultos, a rejei&ccedil;&atilde;o paterna tem essa influ&ecirc;ncia t&atilde;o marcante porque, em primeiro lugar, &eacute; mais comum do que a materna. E tamb&eacute;m porque a figura do homem &eacute; associada a prest&iacute;gio e poder &ndash; ou seja, para a crian&ccedil;a, &eacute; como se ela tivesse sido esquecida ou preterida por algu&eacute;m que todos consideram importante.<br /> Agora vem a parte mais triste: o estudo mostrou que as crian&ccedil;as sentem a rejei&ccedil;&atilde;o como se ela realmente fosse uma dor f&iacute;sica. As partes do c&eacute;rebro ativadas quando um pequenino se sente rejeitado s&atilde;o as mesmas que se tornam ativas quando ele se machuca, com uma diferen&ccedil;a: a dor psicol&oacute;gica pode ser revivida por anos, levando &agrave; inseguran&ccedil;a, hostilidade e tend&ecirc;ncia &agrave; agressividade.<br /> A boa not&iacute;cia &eacute; que um pai presente e carinhoso tem exatamente o efeito contr&aacute;rio na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade do filho: o pequeno cresce feliz, seguro e capaz de estabelecer liga&ccedil;&otilde;es afetivas muito mais facilmente na vida adulta. <br /> Quando se vivencia o amor de pai, tudo passa a ser diferente - n&oacute;s nos transformamos.<br /> Ser&atilde;o tempos diferentes, quando todas as nossas rela&ccedil;&otilde;es forem assim, como a do pai que diz aos filhos:<br /> Que quando precisarem de mim, meus filhos, voc&ecirc;s nunca hesitem em chamar: pai! Seja para segurar a m&atilde;o, tentar fazer baixar a febre, socorrer com qualquer tipo de recurso, ou apenas escutar alguma queixa ou preocupa&ccedil;&atilde;o.<br /> Sim, ser&atilde;o tempos diferentes esses...<br /> Tempos do amor que independe da presen&ccedil;a e do tempo.<br /> Tempos de nova compreens&atilde;o sobre presen&ccedil;a e sobre tempo.<br /> O amor do pai est&aacute; mudando o mundo, pois estes est&atilde;o mais maduros, mais atentos, mais vivos...<br /> Nada ser&aacute; como antes, quando finalmente compreendermos e vivenciarmos esse amor com toda sua for&ccedil;a.<br /> Nada ser&aacute; como antes, quando o pai olhar nos olhos de seu beb&ecirc;, dizendo:<br /> N&atilde;o sabemos o que nos uniu nesta nova fam&iacute;lia, se a afinidade intensa ou o compromisso inadi&aacute;vel perante as Leis maiores, mas n&atilde;o importa: tudo o amor ir&aacute; superar.<br /> Este ser&aacute; o dia em que escolheremos amar, antes de tudo. O amor precisa ser uma decis&atilde;o dentro do lar, dentro da vida.<br /> Que em qualquer momento, meu filho, sendo eu qualquer pai, de qualquer ra&ccedil;a, credo, idade ou instru&ccedil;&atilde;o, voc&ecirc; possa perceber em mim, ainda que numa cintila&ccedil;&atilde;o breve, a inapag&aacute;vel sensa&ccedil;&atilde;o de quando voc&ecirc; foi colocado pela primeira vez nos meus bra&ccedil;os:<br /> Misto de susto, plenitude e ternura, maior e mais importante do que todas as gl&oacute;rias da arte e da ci&ecirc;ncia, mais s&eacute;rio do que as tentativas dos fil&oacute;sofos de explicar os enigmas da exist&ecirc;ncia.<br /> A sensa&ccedil;&atilde;o que vinha do seu cheiro, da sua pele, de seu rostinho, e da consci&ecirc;ncia de que ali havia, a partir de mim e desse amor, uma nova pessoa, com seu destino e sua vida, nesta bela e complicada Terra.<br /> E assim sendo, meu filho, voc&ecirc; ter&aacute; sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter.<br /> Ah, esse amor de pai!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em artigo <br /> de autoria de Lya Luft, publicado na revista<br /> Veja, de maio/2010.<br /> Em 06.02.2015.</span><br />

O ZELADOR DA FONTE
20 Jan 20174:30EP 628

O ZELADOR DA FONTE

<span style=''font-size: small;''>O ZELADOR DA FONTE<br /> <br /> Conta uma lenda austr&iacute;aca que em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo Conselho Municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de &aacute;gua da comunidade.<br /> <br /> O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de &aacute;gua fresca.<br /> <br /> Ningu&eacute;m lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esfor&ccedil;o para a retirada de entulhos.<br /> <br /> Aos poucos, o povoado come&ccedil;ou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela &aacute;gua cristalina.<br /> <br /> Rodas d'&aacute;gua de v&aacute;rias empresas da regi&atilde;o come&ccedil;aram a girar dia e noite.<br /> <br /> As planta&ccedil;&otilde;es eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordin&aacute;ria.<br /> <br /> Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente.<br /> <br /> Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o or&ccedil;amento e colocou os olhos no sal&aacute;rio pago ao zelador da fonte.<br /> <br /> De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago h&aacute; anos, pela cidade.<br /> <br /> E para qu&ecirc;? O que &eacute; que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.<br /> <br /> Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte de imediato.<br /> <br /> Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as &aacute;rvores come&ccedil;aram a perder as folhas.<br /> <br /> Pequenos galhos ca&iacute;am nas piscinas formadas pelas nascentes.<br /> <br /> Certa tarde, algu&eacute;m notou uma colora&ccedil;&atilde;o meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a &aacute;gua estava escura.<br /> <br /> Mais uma semana e uma pel&iacute;cula de lodo cobria toda a superf&iacute;cie ao longo das margens.<br /> <br /> O mau cheiro come&ccedil;ou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'&aacute;gua come&ccedil;aram a girar lentamente, depois pararam.<br /> <br /> Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.<br /> <br /> O Conselho Municipal tornou a se reunir, em sess&atilde;o extraordin&aacute;ria e reconheceu o erro grosseiro cometido.<br /> <br /> Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte.<br /> <br /> Algumas semanas depois, as &aacute;guas do aut&ecirc;ntico rio da vida come&ccedil;aram a clarear. As rodas d'&aacute;gua voltaram a funcionar.<br /> <br /> Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso. <br /> * * *<br /> Assim como o Conselho da pequena cidade, somos muitos de n&oacute;s que n&atilde;o consideramos determinados servidores.<br /> <br /> Aqueles que se desdobram todos os dias para que o p&atilde;o chegue &agrave; nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas; os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos.<br /> <br /> H&aacute; quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o &ocirc;nibus, abra os port&otilde;es da empresa.<br /> <br /> Servidores an&ocirc;nimos. Quase sempre passamos por eles sem v&ecirc;-los.<br /> <br /> Mas, sem seu trabalho, o nosso n&atilde;o poderia ser realizado ou a vida seria invi&aacute;vel.<br /> <br /> O mundo &eacute; uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa espec&iacute;fica, mas indispens&aacute;vel.<br /> <br /> Se algu&eacute;m n&atilde;o executar o seu papel, o todo perecer&aacute;.<br /> <br /> Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para ser felizes!<br /> <br /> Pensemos nisso!<br /> <br /> Texto com base<br /> no cap. O zelador da fonte, de Charles R.<br /> Swindoll, do livro Hist&oacute;rias para o<br /> cora&ccedil;&atilde;o, de Alice Gray, ed. United Press.</span><br />

SER FELIZ
18 Jan 20171:12EP 627

SER FELIZ

<span style=''font-size: small;''>SER FELIZ<br /> <br /> Voc&ecirc; conhece algu&eacute;m que n&atilde;o queira ser feliz?<br /> J&aacute; se deparou com quem quer que seja, que n&atilde;o tenha a clara convic&ccedil;&atilde;o de que deseja ser feliz?<br /> Salvo algu&eacute;m com algum tipo de distonia emocional, todos temos esse profundo desejo.<br /> Por&eacute;m, o que nos faz felizes? O que efetivamente constr&oacute;i a nossa felicidade e nos realiza?<br /> Por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a, muitos n&atilde;o sabemos definir o que nos proporciona felicidade.<br /> Assim, como n&atilde;o refletimos sobre nossa felicidade, compramos a receita da felicidade alheia.<br /> Por falta de um conceito pr&oacute;prio, compramos uma ideia de felicidade que n&atilde;o &eacute; nossa, na cren&ccedil;a de que, com isso, seremos felizes.<br /> Quantos escolhemos a profiss&atilde;o, simplesmente, pelo status que confere, pelo reconhecimento social ou pela possibilidade de enriquecer?<br /> Esquecemos de que, antes de qualquer coisa, deve ser fonte de prazer, de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, de um sonho de vida.<br /> Como resultado, nos tornamos profissionais infelizes, insatisfeitos, contando os dias para a aposentadoria.<br /> Quantos abrimos m&atilde;o do conv&iacute;vio com a fam&iacute;lia, das horas de descanso com os filhos e c&ocirc;njuge para trabalhar mais, enriquecer mais r&aacute;pido, adquirir mais bens e aumentar nosso patrim&ocirc;nio? Isso quando n&atilde;o resolvemos, seguir uma determinada doutrina religiosa, na esperan&ccedil;a de conseguir algum bem material.Acreditando que, com isso a felicidade acontecer&aacute; como em um passe de m&aacute;gica. <br /> Esquecemos, no entanto, que algumas alegrias e prazeres, embora n&atilde;o sejam contabilizados no patrim&ocirc;nio ou discriminados na declara&ccedil;&atilde;o de bens, n&atilde;o possuem pre&ccedil;o nem moeda que os compre.<br /> N&atilde;o percebemos que, assim agindo, nos tornamos pessoas abarrotadas de bens e vazias do essencial.<br /> Alguns consumimos anos de nossa vida alimentando rancores e &oacute;dios, desejos de vingan&ccedil;a e malqueren&ccedil;a contra algu&eacute;m por algum constrangimento, um desaforo, um deslize.<br /> Fixamo-nos em um momento de nossa viv&ecirc;ncia emocional, e nos acorrentamos em uma hist&oacute;ria que ficamos a remoer, perdendo o ensejo de continuar a vida, de refazer valores e conceitos, melhorando e aprendendo com as situa&ccedil;&otilde;es infelizes.<br /> Nem notamos como nos permitimos transformar em pessoas amargas, pessimistas, de dif&iacute;cil trato e conviv&ecirc;ncia.<br /> Construir a pr&oacute;pria felicidade n&atilde;o &eacute; um processo simples.<br /> N&atilde;o &eacute; suficiente desejar ser feliz. &Eacute; necess&aacute;rio agir para tanto, construindo a felicidade com a&ccedil;&otilde;es, fazendo as op&ccedil;&otilde;es corretas e adequadas.<br /> E, muitas das vezes, a felicidade nasce apenas no simplificar das coisas da vida.<br /> Criamos a necessidade de possuir muitas joias, bens, objetos de arte, quando o importante &eacute; apenas ter a posse do necess&aacute;rio.<br /> Abrimos m&atilde;o de valores que s&atilde;o importantes, permitindo-nos corromper para atingir algum objetivo, quando o mais importante &eacute; ter a consci&ecirc;ncia tranquila.<br /> Esquecemos de que somos seres imortais, em uma jornada passageira, iludindo-nos como se o mundo fosse a raz&atilde;o para tudo, perdendo at&eacute; a esperan&ccedil;a no amanh&atilde;.<br /> E se f&ocirc;ssemos resumir qual a receita de felicidade poss&iacute;vel nesse mundo a&iacute; estaria: a posse do necess&aacute;rio, a consci&ecirc;ncia tranquila e a f&eacute; no futuro.<br /> Tudo o mais s&atilde;o as ilus&otilde;es que constru&iacute;mos achando que ser&atilde;o elas que ir&atilde;o alimentar e manter a nossa felicidade.<br /> Pensemos nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 4.8.2014.<br /> <br /> </span><br />

OS SEIS MANDAMENTOS PARA UM FILHO
17 Jan 20173:26EP 626

OS SEIS MANDAMENTOS PARA UM FILHO

<span style=''font-size: small;''>OS SEIS MANDAMENTOS PARA UM FILHO<br /> <br /> aluisio &eacute; um homem de 50 anos, de intelecto normal, casado pela segunda vez. depois de 21 anos de ter sido pai do seu filho mais novo, se v&ecirc; diante da mesma experi&ecirc;ncia com o quinto filho, aos 50 anos.<br /> eis que, surge uma nova oportunidade para colocar em pratica a arte de ser pai. agora, com a sua maturidade , ele pensa &ndash; &ldquo;poderei me fazer presente de maneira mais qualitativa a esse meu filho. e o mais importante, posso dar conselhos mais reais sobre moralidade, amor , felicidade e a natureza do mundo. sem fantasias.&rdquo;<br /> assim, aluisio foi at&eacute; o seu computador pessoal e digitou os seis mandamentos para o seu novo filho:<br /> <br /> primeiro: &ldquo;voc&ecirc; nasceu perfeito, conforme a sua natureza. mas um dia , tudo que &eacute; vivo morre. muitos sup&otilde;em que existam uma vida al&eacute;m dessa, mas ningu&eacute;m sabe com certeza. a certeza &eacute; que voc&ecirc; est&aacute; aqui e deve viver a melhor vida possivel , pelo tempo que estiver aqui&rdquo;.<br /> <br /> segundo: &ldquo;quando voc&ecirc; estiver triste ou ansioso, procure seus amigos, seus familiares, seus pais, e procure tamb&eacute;m a for&ccedil;a interior de sua consci&ecirc;ncia&rdquo;. <br /> <br /> terceiro: &ldquo;felicidade &eacute; um conceito pessoal. fa&ccedil;a o que te faz feliz, com responsabilidade e respeito . <br /> amor &eacute; a maior for&ccedil;a que voc&ecirc; meu filho, pode encontrar dentro de voc&ecirc; mesmo. e paz voc&ecirc; ter&aacute; com um car&aacute;ter honesto, virtuoso, cumprindo seus deveres e fazendo o bem&rdquo;.<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> quarto: &ldquo;use sua consci&ecirc;ncia, sua raz&atilde;o, seus proprios principios morais moldados nas virtudes humanistas. questione as coisas. estude.duvide.n&atilde;o se submeta a alega&ccedil;&otilde;es de verdades sem fundamentos. exponha seu conhecimento pr&oacute;-ativo ao mundo e agregue valor ao conhecimento humano&rdquo;.<br /> <br /> quinto: voc&ecirc; &eacute; bom. fa&ccedil;a sempre o melhor para voc&ecirc; mesmo e para os seus semelhantes. voc&ecirc; &eacute; capaz&rdquo;.<br /> <br /> sexto: contribua para um mundo melhor.&eacute; o &uacute;nico mundo que conhecemos. &eacute; um lugar de oportunidades. h&aacute; maldade, perigo e morte, mas tamb&eacute;m h&aacute; bondade, justi&ccedil;a e beleza. seja um cidad&atilde;o do mundo e repeite a natureza e as pessoas&rdquo;.<br /> <br /> <br /> todo o carinho e afeto demonstrados pelos pais aos filhos, durante a inf&acirc;ncia, se transformar&atilde;o em direcionamento seguro e formar&atilde;o base s&oacute;lida para o enfrentamento das dificuldades na vida adulta.<br /> <br /> pense nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> reda&ccedil;&atilde;o do pense nisso, com base no texto pai aos cinquenta.<br /> em 07.03.2014.<br /> </span><br />

SENTIR NA PRÓPRIA PELE
16 Jan 20174:19EP 625

SENTIR NA PRÓPRIA PELE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>SENTIR NA PR&Oacute;PRIA PELE<br /> <br /> Uma determinada ONG alem&atilde; apresentou, de forma inusitada, um excelente exemplo de marketing social.<br /> Em alguns cinemas da Alemanha, o p&uacute;blico entrava para assistir aos filmes e se deparava com diversos cobertores dobrados, colocados um em cada poltrona.<br /> Nada foi dito ou explicado e, conforme os primeiros an&uacute;ncios e trailers iam passando, a sala come&ccedil;ava a esfriar, chegando a temperaturas baix&iacute;ssimas, similares &agrave;s das madrugadas de inverno naquela regi&atilde;o.<br /> Ent&atilde;o, subitamente, uma mensagem come&ccedil;ava a aparecer, mostrando moradores de rua em muita dificuldade, assim como seus pr&oacute;prios relatos narrando os problemas causados pelo frio intenso.<br /> Ao final da mensagem, um deles, inclusive, em tom de bom humor, dizia para que n&atilde;o incomodassem mais as pessoas no cinema e as deixassem assistir a seus filmes.<br /> A campanha finalizava avisando &agrave;s pessoas que, em cada cobertor que receberam, havia um c&oacute;digo, que poderiam ler com seus celulares, e efetuar uma doa&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea para ajudar os moradores de rua, os sem teto.<br /> O resultado foi surpreendente. Ap&oacute;s realizarem a experi&ecirc;ncia em diversas salas de cinema de todo o pa&iacute;s, computaram um retorno de noventa e cinco por cento, isto &eacute;, noventa e cinco por cento das pessoas que estiveram nessas salas de cinema se comoveram e fizeram doa&ccedil;&otilde;es.<br /> * * *<br /> A interessante experi&ecirc;ncia revela que ainda precisamos sentir na pr&oacute;pria pele para que desenvolvamos a verdadeira empatia para com o outro.<br /> Colocar-se no lugar do outro &eacute; fundamental para que possamos entender a situa&ccedil;&atilde;o do nosso pr&oacute;ximo e ajud&aacute;-lo sem ressalvas e sem medo.<br /> Deus e Sua provid&ecirc;ncia, nos processos das vidas sucessivas, nos coloca em tais situa&ccedil;&otilde;es, para que aprendamos a enxergar a vida, as pessoas, estando do outro lado.<br /> Assim, renascemos, muitas vezes, em condi&ccedil;&otilde;es opostas &agrave;s que antes t&iacute;nhamos no planeta, como por exemplo, tendo que lidar com a mis&eacute;ria material, muitos de n&oacute;s que, em exist&ecirc;ncia anterior, tivemos tudo e nem sequer olhamos para os lados para encontrar o pr&oacute;ximo necessitado.<br /> Em pa&iacute;ses, onde ainda se vive a realidade de castas, de segrega&ccedil;&otilde;es de ra&ccedil;as etc, aqueles que detinham o poder, que viviam privil&eacute;gios, renascem por vezes entre os subjugados; tanto quanto os que antes ocupavam posi&ccedil;&otilde;es de inferioridade, retornam como ricos, como poderosos &ndash; quando necess&aacute;rio.<br /> Essas varia&ccedil;&otilde;es, essas mudan&ccedil;as de lado se fazem necess&aacute;rias para que alarguemos nossos horizontes e enxerguemos a vida de forma diferente, com menos ego&iacute;smo, com menos orgulho.<br /> Costumamos dizer que s&oacute; quem passou por esta ou aquela situa&ccedil;&atilde;o sabe como &eacute; estar l&aacute;.<br /> Por&eacute;m, podemos desenvolver em n&oacute;s esse costume, essa pr&aacute;tica saud&aacute;vel de nos colocarmos no lugar do outro, buscando estar em seu sentimento e, assim, compreend&ecirc;-lo melhor em todas as situa&ccedil;&otilde;es.<br /> Seremos mais indulgentes e, por consequ&ecirc;ncia natural, mais caridosos com nosso pr&oacute;ximo.<br /> A empatia nos tira da indiferen&ccedil;a, da estagna&ccedil;&atilde;o, desse como que sono profundo onde ainda estamos todos n&oacute;s que insistimos em enxergar apenas nosso pr&oacute;prio umbigo.<br /> Pensemos no outro. Sintamo-nos como o outro. Ajudemos.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 28.10.2013.<br /> <br /> </span><br />

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