O GRITO

PENSE NISSO · EP 632

O GRITO

25 Jan 2017 · DURAÇÃO 4:16
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<span style=''font-size: small;''>O GRITO<br /> <br /> Conta-se que nas ilhas Salom&atilde;o, no Pac&iacute;fico Sul, os nativos descobriram um jeito inteiramente diferente de derrubar &aacute;rvores. Se algum tronco &eacute; grosso demais para ser abatido com os seus machados, eles o derrubam no grito.<br /> Isso mesmo, no grito. Lenhadores sobem na &aacute;rvore toda manh&atilde; bem cedinho e se p&otilde;em a gritar.<br /> Repetem o ritual durante trinta dias. A &aacute;rvore morre e cai por terra. Segundo eles, o m&eacute;todo nunca falha e a explica&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m segundo os nativos, &eacute; que, gritando, eles matam o esp&iacute;rito da &aacute;rvore.<br /> Os civilizados logo pensam que se eles dispusessem de tecnologia moderna, poderiam simplesmente derrubar a &aacute;rvore com m&aacute;quinas poderosas, rapidamente e de forma mais eficiente.<br /> Entretanto, a t&eacute;cnica desses nativos nos leva a pensar em como n&oacute;s ainda utilizamos o grito em nossas vidas.<br /> Gritamos no tr&acirc;nsito, quando um motorista desatento executa alguma manobra infeliz, dificultando a nossa livre circula&ccedil;&atilde;o.<br /> Gritamos no jogo de futebol, com o juiz, o bandeirinha, o jogador, e at&eacute; mesmo com a bola que parece desviar do gol s&oacute; para nos provocar.<br /> Falamos alto com o seguran&ccedil;a do banco porque a porta girat&oacute;ria nos impede a entrada. Xingamos o caixa do supermercado porque &eacute; muito lento, porque n&atilde;o empacota a mercadoria, porque nos fornece o troco errado.<br /> Brigamos com os aparelhos eletrodom&eacute;sticos porque n&atilde;o funcionam direito.<br /> Em casa, muitas vezes, ao chamarmos a aten&ccedil;&atilde;o para o que est&aacute; errado, esquecemos de controlar o volume da voz e falamos alto demais com nossos filhos, com a esposa, com nossos irm&atilde;os.<br /> Quase sempre gritamos com as crian&ccedil;as quando est&atilde;o fazendo alguma traquinagem. Contudo, o grito, al&eacute;m de n&atilde;o educar, assusta.<br /> Podemos imaginar os dist&uacute;rbios provocados no organismo fr&aacute;gil dos pequenos, com um grande susto?<br /> Com os colegas de trabalho, &eacute; comum exagerarmos no tom da voz apenas para dizer que determinada tarefa deve ser refeita.<br /> Em locais p&uacute;blicos, como restaurantes, lanchonetes, quando em grupos, nos esquecemos do respeito que devemos &agrave;s pessoas, e nos permitimos gargalhar, falar alto demais. E nem nos damos conta do quanto a nossa algazarra perturba os ouvidos alheios.<br /> Tudo isso nos faz reflexionar. Se os nativos das ilhas Salom&atilde;o descobriram que as &aacute;rvores s&atilde;o sens&iacute;veis aos gritos, que dizer dos seres humanos!<br /> Pensemos: com gritos e gargalhadas, perturbamos ambientes e pessoas. Com palavras grosseiras, ditadas pela nossa impaci&ecirc;ncia, podemos partir cora&ccedil;&otilde;es que nos amam ou criar inseguran&ccedil;as em filhos pequenos, que passam a nos temer, em vez de respeitar.<br /> * * *<br /> No trato pessoal, a fala desempenha papel importante.<br /> A magia da voz &eacute; daquelas que n&atilde;o deve ser esquecida por todos os que se acham envolvidos nas lides humanas, escutando os diversos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Por isso, utilizemos a palavra para construir, edificar, com o objetivo de fazer a vida brilhar.<br /> Falemos com valor, falemos com amor, para que sejamos felizes e fa&ccedil;amos os demais tamb&eacute;m felizes.<br /> N&atilde;o nos esque&ccedil;amos de que a gentileza e o respeito no trato pessoal tamb&eacute;m significam caridade.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em artigo de Robert Fulghum, da Revista<br /> Presen&ccedil;a Esp&iacute;rita, n&ordm; 222, ed. Leal; pensamentos do cap. 28, do livro Sinal verde, pelo<br /> Esp&iacute;rito Andr&eacute; Luiz, psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Cec e pensamentos do<br /> cap. 22, do livro Vozes do infinito, por Esp&iacute;ritos diversos, psicografia de Raul Teixeira, ed.<br /> Fr&aacute;ter.<br /> Em 03.10.2012.</span><br />

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