AMOR DO PAI

PENSE NISSO · EP 630

AMOR DO PAI

23 Jan 2017 · DURAÇÃO 5:04
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<span style=''font-size: small;''>AMOR DO PAI<br /> <br /> Que o amor materno &eacute; fundamental para a vida de qualquer crian&ccedil;a, n&atilde;o temos qualquer d&uacute;vida. Ali&aacute;s, em pleno s&eacute;culo XXI, nossa cultura ainda coloca sob responsabilidade, quase que exclusiva da m&atilde;e, os cuidados com os filhos. Quando uma crian&ccedil;a faz birra, Que bate no amiguinho, Que vai mal na escola...quase sempre dizemos que a &ldquo;A culpa &eacute; da m&atilde;e&rdquo;, n&atilde;o &eacute; assim que ouvimos comumente por a&iacute;?<br /> Mas como fica o papel do pai nessa hist&oacute;ria? <br /> Pois um estudo recente mostrou que o pai &eacute; fundamental na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade da crian&ccedil;a, e como ela desenvolver&aacute; diversas caracter&iacute;sticas at&eacute; a idade adulta. Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, demonstraram que crian&ccedil;as de todo o mundo tendem a responder da mesma forma quando s&atilde;o rejeitados por seus cuidadores, ou por pessoas a quem s&atilde;o apegadas emocionalmente. E quando essa rejei&ccedil;&atilde;o &eacute; do pai, diferentemente do que muitas pessoas acreditam, ela causa marcas profundas.<br /> Segundo os estudiosos, que avaliaram 36 trabalhos envolvendo mais de 10.000 pessoas, entre crian&ccedil;as e adultos, a rejei&ccedil;&atilde;o paterna tem essa influ&ecirc;ncia t&atilde;o marcante porque, em primeiro lugar, &eacute; mais comum do que a materna. E tamb&eacute;m porque a figura do homem &eacute; associada a prest&iacute;gio e poder &ndash; ou seja, para a crian&ccedil;a, &eacute; como se ela tivesse sido esquecida ou preterida por algu&eacute;m que todos consideram importante.<br /> Agora vem a parte mais triste: o estudo mostrou que as crian&ccedil;as sentem a rejei&ccedil;&atilde;o como se ela realmente fosse uma dor f&iacute;sica. As partes do c&eacute;rebro ativadas quando um pequenino se sente rejeitado s&atilde;o as mesmas que se tornam ativas quando ele se machuca, com uma diferen&ccedil;a: a dor psicol&oacute;gica pode ser revivida por anos, levando &agrave; inseguran&ccedil;a, hostilidade e tend&ecirc;ncia &agrave; agressividade.<br /> A boa not&iacute;cia &eacute; que um pai presente e carinhoso tem exatamente o efeito contr&aacute;rio na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade do filho: o pequeno cresce feliz, seguro e capaz de estabelecer liga&ccedil;&otilde;es afetivas muito mais facilmente na vida adulta. <br /> Quando se vivencia o amor de pai, tudo passa a ser diferente - n&oacute;s nos transformamos.<br /> Ser&atilde;o tempos diferentes, quando todas as nossas rela&ccedil;&otilde;es forem assim, como a do pai que diz aos filhos:<br /> Que quando precisarem de mim, meus filhos, voc&ecirc;s nunca hesitem em chamar: pai! Seja para segurar a m&atilde;o, tentar fazer baixar a febre, socorrer com qualquer tipo de recurso, ou apenas escutar alguma queixa ou preocupa&ccedil;&atilde;o.<br /> Sim, ser&atilde;o tempos diferentes esses...<br /> Tempos do amor que independe da presen&ccedil;a e do tempo.<br /> Tempos de nova compreens&atilde;o sobre presen&ccedil;a e sobre tempo.<br /> O amor do pai est&aacute; mudando o mundo, pois estes est&atilde;o mais maduros, mais atentos, mais vivos...<br /> Nada ser&aacute; como antes, quando finalmente compreendermos e vivenciarmos esse amor com toda sua for&ccedil;a.<br /> Nada ser&aacute; como antes, quando o pai olhar nos olhos de seu beb&ecirc;, dizendo:<br /> N&atilde;o sabemos o que nos uniu nesta nova fam&iacute;lia, se a afinidade intensa ou o compromisso inadi&aacute;vel perante as Leis maiores, mas n&atilde;o importa: tudo o amor ir&aacute; superar.<br /> Este ser&aacute; o dia em que escolheremos amar, antes de tudo. O amor precisa ser uma decis&atilde;o dentro do lar, dentro da vida.<br /> Que em qualquer momento, meu filho, sendo eu qualquer pai, de qualquer ra&ccedil;a, credo, idade ou instru&ccedil;&atilde;o, voc&ecirc; possa perceber em mim, ainda que numa cintila&ccedil;&atilde;o breve, a inapag&aacute;vel sensa&ccedil;&atilde;o de quando voc&ecirc; foi colocado pela primeira vez nos meus bra&ccedil;os:<br /> Misto de susto, plenitude e ternura, maior e mais importante do que todas as gl&oacute;rias da arte e da ci&ecirc;ncia, mais s&eacute;rio do que as tentativas dos fil&oacute;sofos de explicar os enigmas da exist&ecirc;ncia.<br /> A sensa&ccedil;&atilde;o que vinha do seu cheiro, da sua pele, de seu rostinho, e da consci&ecirc;ncia de que ali havia, a partir de mim e desse amor, uma nova pessoa, com seu destino e sua vida, nesta bela e complicada Terra.<br /> E assim sendo, meu filho, voc&ecirc; ter&aacute; sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter.<br /> Ah, esse amor de pai!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em artigo <br /> de autoria de Lya Luft, publicado na revista<br /> Veja, de maio/2010.<br /> Em 06.02.2015.</span><br />

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