GUERRA E PAZ

PENSE NISSO · EP 804

GUERRA E PAZ

6 Out 2017 · DURAÇÃO 3:53
0:003:53

GUERRA E PAZ<br /> <br /> Todos os esfor&ccedil;os dever&atilde;o ser empreendidos pelos seres humanos, para extinguir, em definitivo, a guerra. Poder&aacute; ser pela diplomacia, que aben&ccedil;oa os entendimentos por meio do di&aacute;logo, ou atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o popular.<br /> Pela educa&ccedil;&atilde;o, as criaturas poder&atilde;o ver todos os inconvenientes das atrocidades da guerra, seja em raz&atilde;o do que for.<br /> Vivemos a fase em que a Humanidade deve exercitar a raz&atilde;o com todos os seus componentes, trabalhando na esfera da paz.<br /> As escolas, os templos religiosos, os lares, as empresas trabalhar&atilde;o para a paz. Para isso, todas as baterias de provid&ecirc;ncias estar&atilde;o voltadas para a educa&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, de cuja intimidade prov&ecirc;m os delitos, se ele est&aacute; enfermo, ou todas as luzes, se avan&ccedil;a para maior equil&iacute;brio.<br /> Ao se refletir na guerra, pensa-se que tudo estar&aacute; conclu&iacute;do e solucionados todos os problemas, quando sejam assinados os tratados de paz.<br /> Poucos se d&atilde;o conta dos desdobramentos da tr&aacute;gica experi&ecirc;ncia, durante e depois dela.<br /> Nas guerras, n&atilde;o morrem somente os que tombam nos campos de batalha ou s&atilde;o devorados por explos&otilde;es de quaisquer tipos. Tamb&eacute;m morre, no abismo da dor, um n&uacute;mero ilimitado de pais e de m&atilde;es, que recebem objetos de uso pessoal e condecora&ccedil;&otilde;es p&oacute;stumas dos seus filhos.<br /> Morrem esposas vencidas pela saudade e pela solid&atilde;o, ap&oacute;s receberem as documenta&ccedil;&otilde;es que honram os seus companheiros desencarnados.<br /> Morrem na revolta, na m&aacute;goa, no desejo de vingan&ccedil;a contra a sociedade, multid&otilde;es de filhos levados &agrave; orfandade, tendo os nomes dos seus pais glorificados no altar frio dos mausol&eacute;us dos her&oacute;is, que as p&aacute;trias lhes constroem, como se isso fosse resolver o drama das dores morais dos seres marcados pela guerra.<br /> E o saldo dos mutilados f&iacute;sicos? Dos mutilados mentais, assinalados por neuroses e psicoses que retornam para os seus lares e para as ruas, muitos deles se envolvendo na viol&ecirc;ncia, no crime, nos v&iacute;cios e no infort&uacute;nio?<br /> * * *<br /> Ao pensarmos sobre a monstruosidade da guerra, apare&ccedil;a onde aparecer, apoiada no motivo que for, reflitamos nas consequ&ecirc;ncias dessa trag&eacute;dia para a Humanidade inteira e refreemos nosso entusiasmo.<br /> Envolvidos em nossos afazeres, estudando, trabalhando, falando ou realizando qualquer atividade, sejamos instrumentos da paz, iluminando os que vivem e convivem conosco.<br /> * * *<br /> O homem que possui a paz, n&atilde;o &eacute; apenas o homem de face serena. Antes &eacute; o homem de bem, o que trabalha incessantemente no dever.<br /> Assim, adquirir paz n&atilde;o &eacute; somente estar com a consci&ecirc;ncia tranquila, por&eacute;m, mais do que isso, &eacute; trabalhar pela edifica&ccedil;&atilde;o da paz alheia, permanecendo em tranquilidade.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 16, do livro <br /> Vozes do Infinito, por Esp&iacute;ritos diversos, psicografia de Raul Teixeira,<br /> ed. Fr&aacute;ter e nos versos do item 23, m&ecirc;s de setembro, do livro Poemas<br /> de paz, pelo Esp&iacute;rito Simb&aacute;, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.<br /> Leal.<br /> Em 27.5.2013.<br /> </em></div>

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