NOTAS DO EPISÓDIO
<strong>A CULPA É MINHA E COLOCO EM QUEM EU QUISER.</strong><br /> <br /> O título do Pense Nisso pode parecer irônico, mas tem sido o principal lema do nosso comportamento. Mesmo que inconscientemente, nós usamos desse jargão: ” A culpa é minha e eu coloco em quem eu quiser. ”<br /> Pare e pense: estamos dando muitas desculpas sobre os nossos erros e dos resultados que não conseguimos atingir?<br /> Se a resposta for afirmativa possivelmente estamos sofrendo de “desculpabilidade”. Isto é, sempre colocamos a responsabilidade dos nossos atos negativos em fatores externos, como trânsito, a crise, a falta de sorte, o governo, e é claro, nas pessoas. <br /> Como se esses fatores fossem os donos do nosso destino e não temos responsabilidade. Sempre damos desculpas pelos nossos “descaminhos”.<br /> Ouvindo histórias por aí, temos a impressão de que em muitas das nossas fantasias, não precisaríamos pedir desculpas. Muitos de nós cultivam secretamente delírios nos quais somos infalíveis, honrados, dignos, fortes. <br /> Ai, quando não encontramos uma desculpa pelos nossos erros, nós usamos de um expediente muito em moda nos dias atuais: a vitimização.<br /> Pensando nisso, seguem seis regras para que possamos conviver melhor com os nossos limites, buscar ampliar os nossos horizontes e fugir do “vitimísmo”. <br /> <br /> <strong>1. Abaixe a guarda</strong><br /> Em situações de trabalho, na família, ou em relacionamentos, pode ser importante se aproximar com as guardas baixas. Reconhecer o ponto de vista do outro, respirar e falar de coração.<br /> <br /> <strong>2. Ouça</strong><br /> A hora de falar virá. Mas, antes de qualquer coisa, é essencial ouvir. É desse processo que surgem as bases para o diálogo, para a conexão que pode permitir o surgimento de uma relação ainda mais madura do que a anterior ao erro.<br /> <br /> <strong>3. Assuma responsabilidade, não se vitimize</strong><br /> Todos nós já cometemos erros. Sem exceção. Isso não é motivo para sair agindo de maneira irresponsável e não ligar para as consequências dos próprios atos. Mas também não significa que devemos nos culpar e nos posicionar como vítimas. Seja claro e honesto.<br /> E lembre-se: o foco não é você. É o erro.<br /> <br /> <strong>4. Não tente escapar do erro se explicando</strong><br /> Não se explicar não é deixar a pessoa no escuro, sem informação alguma a respeito do que ocorreu. Errou, conte o que aconteceu. Explique a situação, mas não use isso como justificativa. Cuidado em usar o “mas”...quando usamos o “mas” é sinal que estamos nos justificando.<br /> <br /> <strong>5. Peça desculpas</strong><br /> Você pode até achar que passar por todo o processo de assumir o erro, não se justificar e reparar os danos é suficiente. Mas não é. Portanto, peça desculpas.<br /> <br /> <strong>6. Peça ajuda</strong><br /> Melhor do que fazer promessas é pedir ajuda. Estamos todos no mesmo barco. Desta forma, podemos caminhar lado a lado, fortalecer os laços e crescer juntos.<br /> Reconhecer o erro; pedir perdão e ressarcir - eis um dos caminhos da felicidade.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso<br /> Em 22.12.2017.</em></div> <br />
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