O CICLO DA VIOLÊNCIA

PENSE NISSO · EP 463

O CICLO DA VIOLÊNCIA

5 Mai 2016 · DURAÇÃO 4:30
0:004:30

&nbsp;<strong>O CICLO DA VIOL&Ecirc;NCIA</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Uma das queixas maiores de toda a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; do &iacute;ndice crescente de viol&ecirc;ncia. N&atilde;o existe mais seguran&ccedil;a, comentam as pessoas, alarmadas.<br /> Escolas, empresas, os governos estabelecem campanhas contra a viol&ecirc;ncia, utilizando-se de palestras, semin&aacute;rios e da m&iacute;dia em geral. Cartazes s&atilde;o afixados em pontos estrat&eacute;gicos, pessoas colocam botons no pr&oacute;prio peito, afixam adesivos nos carros, criam-se campanhas institucionais em r&aacute;dio e TV.. Contudo, a viol&ecirc;ncia parece n&atilde;o diminuir.<br /> Talvez n&atilde;o estejamos nos dando conta do ciclo que percorre a viol&ecirc;ncia.<br /> Conta-se que certo general passou a noite inteira sem conseguir pregar o olho. Pela manh&atilde;, estava muito irritado e chegando ao quartel, mal viu o coronel, dirigiu-lhe palavras rudes de admoesta&ccedil;&atilde;o, por coisa nenhuma.<br /> O coronel engoliu em seco a pr&oacute;pria raiva, pois n&atilde;o podia externar o que lhe ia na intimidade ao seu superior. Saiu da sala e, encontrando o tenente no corredor, gritou com ele, falando da sua incompet&ecirc;ncia em resolver quest&otilde;es de somenos import&acirc;ncia no quartel.<br /> O tenente ficou vermelho. Sentiu o sangue quase explodir no c&eacute;rebro, mas mordeu a l&iacute;ngua para n&atilde;o se alterar com o seu comandante. Bateu contin&ecirc;ncia e foi para o p&aacute;tio, onde encontrou o sargento, que se preparava para os exerc&iacute;cios com seus subordinados.<br /> Asperamente se dirigiu a ele, deixando-o com muita raiva. O sargento esperou que o tenente se afastasse, rodou sobre os calcanhares e se encaminhou at&eacute; o cabo, que lhe recebeu toda a agressividade guardada.<br /> O cabo n&atilde;o gostou de ser xingado por algo que n&atilde;o fizera. E acabou despejando a sua ira no primeiro soldado que encontrou, a caminho do seu alojamento. Reclamou de tudo, deixando o pobre homem arrasado.<br /> Como o soldado estava em final de expediente, saiu do quartel e se dirigiu ao terminal de &ocirc;nibus. Quando subiu no coletivo, perdeu a calma com o cobrador que disse n&atilde;o ter troco para a nota que ele apresentou.<br /> O motorista do &ocirc;nibus assistiu tudo, tomou as dores do cobrador mas, com medo de reagir porque a pessoa em quest&atilde;o era um militar, se calou.<br /> Contudo, quando chegou em casa, trazia dentro de si toda a raiva que segurara durante as &uacute;ltimas horas de trabalho e, porque a esposa demorasse em colocar a comida &agrave; mesa, ele lhe dirigiu palavras inadequadas, grosseiras e ofensivas.<br /> O motorista era um homem grande e ela mi&uacute;da, por isso ela achou mais prudente ficar quieta. Entretanto, ao passar pelo seu quarto, viu a filha de oito anos mexendo no seu estojo de maquiagem. Era algo que ela fazia sempre.<br /> Mas, naquele dia, a mulher se encolerizou, brigou com a garota, e a mandou para o quintal. A menina n&atilde;o entendeu a rea&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e e foi despejar toda a sua raiva num c&atilde;o que estava amarrado, nos fundos da sua casa.<br /> O pobre animal sentiu o pontap&eacute; e recebeu a carga negativa que a crian&ccedil;a despejou.<br /> Como n&atilde;o tinha nada mais a fazer, externou a sua vontade de morder, de reagir, uivando a noite inteira.<br /> Adivinhem quem morava na casa ao lado? Isso mesmo! O general do come&ccedil;o da hist&oacute;ria.<br /> * * *<br /> Pensemos nisso! Deter o ciclo da viol&ecirc;ncia deve ser nosso maior desafio. No todo &eacute; muito pr&aacute;tico: basta agir em vez de reagir.<br /> Pensar antes de falar. Contar at&eacute; dez, antes de responder mal a quem quer que seja. N&atilde;o revidar ofensa, desaforo ou m&aacute; educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Pensemos nisso! A estat&iacute;stica da viol&ecirc;ncia &eacute; marcada por cada um de n&oacute;s.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no estudo Respeito,<br /> desenvolvido por Alberto Almeida, em mar&ccedil;o de 2002, na cidade<br /> de Matinhos/PR.<br /> Em 12.2.2016. </span><br />

DIREITOS RESERVADOS · Centro América FM Cuiabá - Easy

Próximos da lista

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00