A RAIVA

PENSE NISSO · EP 892

A RAIVA

2 Mar 2018 · DURAÇÃO 6:04
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<strong>&nbsp;A Raiva<br /> </strong><br /> o que h&aacute; por tr&aacute;s de &quot;explos&otilde;es&quot; de raiva?<br /> <br /> Sabe aquele &oacute;dio escaldante que bate quando a internet est&aacute; lenta? <br /> Ou aquele impulso violento de buzinar no&nbsp;tr&acirc;nsito quando algu&eacute;m fecha sua passagem?<br /> Pois esse fen&ocirc;meno muito comum &ndash; a &quot;explos&atilde;o&quot; de raiva &ndash; est&aacute; sendo estudado. E pode at&eacute; ser <br /> contornado.<br /> <br /> Em uma entrevista recente para o Science of Us,&nbsp;o pesquisador R. Douglas Fields explicou&nbsp;os motivos que nos levam a sentir essa raiva t&atilde;o intensa. Fields esmiu&ccedil;ou todas as causas que nos levam a &quot;explodir&quot; e agrupou-as em nove se&ccedil;&otilde;es:&nbsp; integridade f&iacute;sica, insulto, fam&iacute;lia, ambiente, sexo, ordem social, dinheiro, tribo e impedimento, esta &uacute;ltima relacionada a tudo que nos tolhe, fisica ou psicologicamente, e causa a sensa&ccedil;&atilde;o de encarceramento. Sempre que nos sentimos amea&ccedil;ados em qualquer um desses setores, &eacute; como se algo essencial para nossas vidas estivesse em risco &ndash; e nosso c&eacute;rebro se prepara para a briga como meio de defesa. &quot;Todos temos esses 'circuitos' em nossos c&eacute;rebros, porque os seres humanos se&nbsp; desenvolveram em uma natureza selvagem, em um ambiente em que sobrevive quem &eacute; o melhor.&nbsp;Nossos c&eacute;rebros s&atilde;o os mesmos que t&iacute;nhamos h&aacute;&nbsp;cem mil anos. Mas nosso ambiente &eacute; totalmente diferente agora&quot;. <br /> <br /> &Eacute; preciso entender que a &quot;explos&atilde;o&quot; n&atilde;o &eacute; consciente e acontece muito r&aacute;pido. Isso ocorre porque a parte do c&eacute;rebro respons&aacute;vel por essas respostas &eacute; aquela que detecta amea&ccedil;as e cria uma forma de responder a elas. Pense em algu&eacute;m jogando uma bola para voc&ecirc;: mesmo que esteja distra&iacute;do, seu c&eacute;rebro vai perceber a esfera em sua dire&ccedil;&atilde;o e preparar sua defesa em segundos, antes mesmo que voc&ecirc; se d&ecirc; conta disso. Vale lembrar que existe uma parte gigante do seu c&eacute;rebro que se ocupa em perceber amea&ccedil;as, externas e internas, e essas informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o sempre alimentando seu c&eacute;rebro &ndash; de forma totalmente subconsciente. A resposta f&iacute;sica tamb&eacute;m &eacute; autom&aacute;tica. <br /> <br /> O mais curioso disso tudo &eacute; que o instinto respons&aacute;vel pela explos&atilde;o de raiva que sentimos quando a internet n&atilde;o colabora &eacute; exatamente o mesmo que nos move a agir de maneira positiva e instant&acirc;nea &ndash; como muitos atos de &quot;heroismo&quot; de pessoas que salvam algu&eacute;m em risco e mal se lembram do que fizeram depois. &quot;Esse instinto funciona maravilhosamente na maior parte do tempo. &Agrave;s vezes, d&aacute; errado. E &eacute; isso que que precisamos controlar&quot;. <br /> <br /> E como controlar a raiva? <br /> O pr&oacute;prio Fields admite: tentar acalmar algu&eacute;m nervoso, muitas vezes, s&oacute; deixa a situa&ccedil;&atilde;o pior. &quot;Mas identificando o que gera essa raiva, &eacute; poss&iacute;vel virar o jogo&quot;, explicou. Quando a pessoa se torna consciente de que este gatilho vem de um instinto ancestral, &eacute; mais f&aacute;cil perceber que reagir raivosamente pode ser um exagero. &quot;De repente, voc&ecirc; percebe que isso n&atilde;o &eacute; motivo para briga &ndash; e o sentimento ruim vai embora&quot;. Entender como alguma coisa funciona sempre &eacute; o primeiro passo para us&aacute;-la melhor e ter controle sobre ela.<br /> <br /> Quantas vezes sentimos raiva de algu&eacute;m ou de alguma situa&ccedil;&atilde;o, por muito tempo?<br /> <br /> Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou, ou que simplesmente n&atilde;o atendeu nossas expectativas?<br /> <br /> As causas que disparam a emo&ccedil;&atilde;o da raiva podem ser muitas, mas o tempo de perman&ecirc;ncia desse sentimento em n&oacute;s &eacute; uma escolha.<br /> <br /> Quando o Mestre Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete vezes, ele nos deu a chave para n&atilde;o sentirmos raiva, para n&atilde;o desejarmos vingan&ccedil;a. Por&eacute;m, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induz a atos dos quais nos arrependeremos num futuro pr&oacute;ximo.<br /> <br /> Alimentar a raiva &eacute; contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibra&ccedil;&otilde;es carregadas de negatividade.<br /> <br /> Tamb&eacute;m comprometer nosso organismo, envenenar &oacute;rg&atilde;os nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades.<br /> <br /> Mas, como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em n&oacute;s?<br /> <br /> Primeiramente, observando a n&oacute;s mesmos. Por que nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam?<br /> <br /> Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irm&atilde;o ferido, doente, que sofre e ainda n&atilde;o tem condi&ccedil;&atilde;o de agir de outra forma.<br /> <br /> N&atilde;o temos controle sobre a forma do nosso pr&oacute;ximo agir, mas podemos controlar a forma como n&oacute;s reagiremos ao que ele nos apresenta.<br /> <br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base no livro <br /> &ldquo;Por que explodimos: entendendo os circuitos da raiva em seu c&eacute;rebro&quot;<br /> Em 20.12.2016.</em></div>

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