NOTAS DO EPISÓDIO
<strong>COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Ao retornarem para casa, depois de um dia normal de aula escolar, mãe e filho falavam sobre os acontecimentos daquela tarde.<br /> Durante o trajeto, era costume conversarem sobre amenidades.<br /> Como o fim do ano se aproximava, a mãe resolveu perguntar ao menino qual a impressão que ficara para ele, a respeito dos professores.<br /> O garotinho contou detalhes sobre alguns deles, buscando com cuidado, encontrar palavras que exprimissem suas verdadeiras impressões.<br /> Mas acabou surpreendendo a mãe ao fazer a seguinte observação: Eu gosto mesmo é da professora de História, sabe por quê?<br /> E, sem dar tempo da mãe pensar em algo que justificasse o seu encantamento, ele seguiu com a resposta:<br /> É porque ela trabalha com a nossa turma desde o começo do ano e em todos os dias ela fica tão empolgada e feliz como se fosse o primeiro dia de aula!<br /> * * *<br /> Essa percepção infantil nos leva à reflexão de que, com o passar do tempo, é comum que a maioria de nós diminua o interesse que mostramos, no momento inicial das nossas atividades.<br /> É como se o comodismo fosse um comportamento esperado. E, quando a empolgação inicial por nossos compromissos permanece, trata-se de uma exceção, quando deveria ser o contrário.<br /> Que tal experimentarmos olhar as coisas ao nosso redor como se nunca as tivéssemos visto antes?<br /> Para nos sentirmos motivados a agir assim, basta que recordemos as emoçõesque sentimos quando vivemos boas experiências pela primeira vez.<br /> Quem não se recorda do turbilhão de sentimentos que tomou conta de nossa alma quando nos deparamos, pela primeira vez, com a imensidão do mar?<br /> E o indescritível amor que nos invadiu quando carregamos, pela primeira vez, um filho nos braços?<br /> E a emoção de ter fitado os olhos da pessoa amada, pela primeira vez?<br /> A satisfação pelo primeiro caderno, a felicidade ao concluir as várias etapas escolares, a conquista do primeiro trabalho.<br /> Procuremos nos lembrar dessas boas sensações e mantê-las vivas em nosso íntimo, permitindo que elas nos impulsionem a uma atuação enérgica e dedicada.<br /> Não deixemos que o entusiasmo pela tarefa que abraçamos diminua a cada dia, pois, se assim permitirmos, quando nos dermos conta, estaremos agindo apenas com automatismo e nos sentindo sobrecarregados.<br /> Sigamos o exemplo dessa professora, que consegue transmitir continuamente às crianças, o amor à tarefa e a viva satisfação de ter a oportunidade do trabalho.<br /> Qualquer que seja nossa atividade, busquemos desempenhá-la com dedicação.<br /> Assim agindo, nosso dia se tornará mais agradável e, com certeza, também levaremos leveza e alegria àqueles que nos cercam.<br /> Procuremos fazer com que o prazer em nossas tarefas seja a nossa marca registrada, contagiando, inclusive, aos que nos cercam.<br /> Busquemos olhar as coisas à nossa volta como se fosse a primeira vez.<br /> E verificaremos que isso nos trará certo encantamento.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso<br /> Em 4.6.2013.<br /> </span> <br />
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