COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ

PENSE NISSO · EP 436

COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ

23 Mar 2016 · DURAÇÃO 4:08
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<strong>COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Ao retornarem para casa, depois de um dia normal de aula escolar, m&atilde;e e filho falavam sobre os acontecimentos daquela tarde.<br /> Durante o trajeto, era costume conversarem sobre amenidades.<br /> Como o fim do ano se aproximava, a m&atilde;e resolveu perguntar ao menino qual a impress&atilde;o que ficara para ele, a respeito dos professores.<br /> O garotinho contou detalhes sobre alguns deles, buscando com cuidado, encontrar palavras que exprimissem suas verdadeiras impress&otilde;es.<br /> Mas acabou surpreendendo a m&atilde;e ao fazer a seguinte observa&ccedil;&atilde;o: Eu gosto mesmo &eacute; da professora de Hist&oacute;ria, sabe por qu&ecirc;?<br /> E, sem dar tempo da m&atilde;e pensar em algo que justificasse o seu encantamento, ele seguiu com a resposta:<br /> &Eacute; porque ela trabalha com a nossa turma desde o come&ccedil;o do ano e em todos os dias ela fica t&atilde;o empolgada e feliz como se fosse o primeiro dia de aula!<br /> * * *<br /> Essa percep&ccedil;&atilde;o infantil nos leva &agrave; reflex&atilde;o de que, com o passar do tempo, &eacute; comum que a maioria de n&oacute;s diminua o interesse que mostramos, no momento inicial das nossas atividades.<br /> &Eacute; como se o comodismo fosse um comportamento esperado. E, quando a empolga&ccedil;&atilde;o inicial por nossos compromissos permanece, trata-se de uma exce&ccedil;&atilde;o, quando deveria ser o contr&aacute;rio.<br /> Que tal experimentarmos olhar as coisas ao nosso redor como se nunca as tiv&eacute;ssemos visto antes?<br /> Para nos sentirmos motivados a agir assim, basta que recordemos as emo&ccedil;&otilde;esque sentimos quando vivemos boas experi&ecirc;ncias pela primeira vez.<br /> Quem n&atilde;o se recorda do turbilh&atilde;o de sentimentos que tomou conta de nossa alma quando nos deparamos, pela primeira vez, com a imensid&atilde;o do mar?<br /> E o indescrit&iacute;vel amor que nos invadiu quando carregamos, pela primeira vez, um filho nos bra&ccedil;os?<br /> E a emo&ccedil;&atilde;o de ter fitado os olhos da pessoa amada, pela primeira vez?<br /> A satisfa&ccedil;&atilde;o pelo primeiro caderno, a felicidade ao concluir as v&aacute;rias etapas escolares, a conquista do primeiro trabalho.<br /> Procuremos nos lembrar dessas boas sensa&ccedil;&otilde;es e mant&ecirc;-las vivas em nosso &iacute;ntimo, permitindo que elas nos impulsionem a uma atua&ccedil;&atilde;o en&eacute;rgica e dedicada.<br /> N&atilde;o deixemos que o entusiasmo pela tarefa que abra&ccedil;amos diminua a cada dia, pois, se assim permitirmos, quando nos dermos conta, estaremos agindo apenas com automatismo e nos sentindo sobrecarregados.<br /> Sigamos o exemplo dessa professora, que consegue transmitir continuamente &agrave;s crian&ccedil;as, o amor &agrave; tarefa e a viva satisfa&ccedil;&atilde;o de ter a oportunidade do trabalho.<br /> Qualquer que seja nossa atividade, busquemos desempenh&aacute;-la com dedica&ccedil;&atilde;o.<br /> Assim agindo, nosso dia se tornar&aacute; mais agrad&aacute;vel e, com certeza, tamb&eacute;m levaremos leveza e alegria &agrave;queles que nos cercam.<br /> Procuremos fazer com que o prazer em nossas tarefas seja a nossa marca registrada, contagiando, inclusive, aos que nos cercam.<br /> Busquemos olhar as coisas &agrave; nossa volta como se fosse a primeira vez.<br /> E verificaremos que isso nos trar&aacute; certo encantamento.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 4.6.2013.<br /> </span> <br />

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