DESEJO, VONTADE E FELICIDADE

PENSE NISSO · EP 1067

DESEJO, VONTADE E FELICIDADE

2 Jan 2019 · DURAÇÃO 5:07
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<strong>&nbsp;Desejo, Vontade e Felicidade</strong><br /> <br /> Nesta edi&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, vamos nos dedicar aos nossos desejos, vontades e felicidades...o que &eacute; propicio para essa &eacute;poca de fim de ano. Quando os nossos desejos e vontades, est&atilde;o aflorados.<br /> <br /> E pra falar sobre os desejos e vontades , e consequentemente, da pretensa felicidade, convocamos o filosofo alem&atilde;o Immanuel Kant.<br /> O pensador, em sua obra &ldquo;Cr&iacute;tica da Raz&atilde;o Pura&rdquo;, nos contempla com uma profunda an&aacute;lise moral e distintiva de desejo e vontade; e convida-nos &agrave; reflex&atilde;o sobre as nossas escolhas. <br /> Desejo &eacute; tudo o que emerge do pensamento, sem que se possa controlar; &eacute; o impulso instintivo, &eacute; a avidez pelo prazer das sensa&ccedil;&otilde;es. <br /> Vontade &eacute; a a&ccedil;&atilde;o regida pela raz&atilde;o, independentemente da corrente dos desejos, ou seja, &eacute; o uso da raz&atilde;o para deliberar escolhas. Muito diferente de desejo, vontade &eacute; o saber materializado em conduta; &eacute; tudo o que o pensamento produz para se sobrepor aos instintos, a fim de viver melhor. Em suma, Vontade &eacute; o controle dos nossos Desejos cegos e sem limites.<br /> A vontade percebe que, apesar do desejo, &eacute; poss&iacute;vel viver na contram&atilde;o dos instintos. A isso chamamos liberdade, que &eacute; quando adquirimos a compet&ecirc;ncia deliberativa sobre as pr&oacute;prias inclina&ccedil;&otilde;es. Sou livre quando, ao perceber os meus desejos, consigo agir racionalmente, contrariando o que sugerem meus impulsos.<br /> A moral n&atilde;o &eacute; uma vigil&acirc;ncia castradora, mas um olhar sobre si mesmo; &eacute; um lugar na mente onde a reflex&atilde;o imp&otilde;e os limites que imperam a conduta. <br /> No entanto, se n&oacute;s n&atilde;o conhecermos as nossas fraquezas, seremos escravos dos nossos desejos.<br /> O que difere o homem dos outros animais &eacute; a sua capacidade de pensar para agir, de modo que aquele que se conduz pelos seus instintos e inclina&ccedil;&otilde;es, aproxima-se da animalidade; mas aquele que age pela via da raz&atilde;o aproxima-se de sua destina&ccedil;&atilde;o moral. E aqui n&atilde;o falamos da moral teol&oacute;gica, que &eacute; dogm&aacute;tica. E sim, falamos da moral indulgente, flex&iacute;vel e condescendente.<br /> Ao entender a felicidade como ac&uacute;mulo de desejos saciados, o homem tende a priorizar a busca pelos prazeres dos sentidos e das vaidades, sem perceber que quanto mais se sacia um prazer biol&oacute;gico ou vaidoso, mais extravagantes e intensos estes prazeres ter&atilde;o de ser futuramente, a fim de se obter o mesmo n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o. Usemos como a analogia, a coca&iacute;na; que para produzir o mesmo efeito de felicidade, &eacute; necess&aacute;rio aumentar a dose.<br /> A fase da vontade surge, frequentemente, quando os excessos dos desejos atendidos, resulta em adoecimento f&iacute;sico e psicol&oacute;gico. Observando o comportamento humano na sociedade atual percebemos que a maioria necessita do sofrimento para compreender que a sacia&ccedil;&atilde;o de desejos n&atilde;o representa um estado real de felicidade ao longo do tempo.<br /> Por isso que no mundo dos famosos e dos bem servidos financeiramente, vemos tantos desca&iacute;dos em depress&otilde;es, que, em alguns casos, acabam em suic&iacute;dios.<br /> &Eacute; importante, que quando o sentimento de total insatisfa&ccedil;&atilde;o nos aflige, busquemos a compreens&atilde;o de n&oacute;s mesmos. Libertos da pris&atilde;o dos desejos que nos faz sofrer, conquistamos a liberdade, balizada na raz&atilde;o.<br /> Num mundo ca&oacute;tico, caracterizado somente pelo desejo do poder, dinheiro e fama, o pre&ccedil;o final &eacute; a infelicidade.<br /> Mas quando usamos da nossa vontade, que &eacute; a raz&atilde;o inclinada ao aprendizado &eacute;tico-moral, nos trar&aacute;, por consequ&ecirc;ncia, a serenidade, o equil&iacute;brio e a felicidade.<br /> Por isso, nesse novo ano, tenhamos mais vontades... para controlar os nossos desejos.<br /> Pense nisso...e tenha um feliz ano novo.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base<br /> na aula do professor Clovis de Barros Filho e<br /> na obra de Immanuel Kant &ldquo;&ldquo;A Cr&iacute;tica da Raz&atilde;o Pura&rdquo;<br /> Em 26.12.2018</em></div> <br />

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