NOTAS DO EPISÓDIO
<span style=''font-size: small;''>CRENÇA E CONHECIMENTO<br /> <br /> Não é raro se ouvir afirmativas como “eu creio que vai chover”, “creio que vai fazer muito frio este ano”...<br /> Sem dúvida essas são opiniões que não têm nenhum compromisso com a verdade. São meras crenças. E a crença é cega.<br /> No entanto, uma pessoa que conhece meteorologia e tem equipamentos para sondar o clima, poderá afirmar se irá chover ou fazer calor nos próximos dias.<br /> Certamente as pessoas que têm conhecimento são as mais indicadas para opinar sobre os assuntos que dominam.<br /> Não poderia ser diferente quanto às questões relativas às crenças religiosas.<br /> Nesse particular é sempre importante buscar o conhecimento com os sábios que realmente sabem sobre as leis que regem o universo.<br /> Acreditar nesta ou naquela fórmula, neste ou naquele movimento, numa receita qualquer de felicidade, não é próprio de pessoas que desejam saber o porquê e o significado das coisas.<br /> Aproveitando-se das pessoas que aceitam tudo sem exame, sem uma análise profunda das propostas apresentadas, sempre houve e sempre haverá os pregadores de ilusões.<br /> E eles não precisam de muito esforço, não. Basta prometer a felicidade póstuma e receitar uma fórmula simples e fácil, que conseguem inúmeros seguidores fiéis.<br /> Mas, se diante das prescrições perguntássemos se isso realmente nos ajudará e de que maneira; qual será nosso crescimento efetivo, esse tipo de proposta desapareceria. <br /> Temos de convir que, se os cultos exteriores, as promessas fáceis, as palavras decoradas ditas sem emoção, trouxessem felicidade, não haveria nenhum infeliz no mundo.<br /> Comece perguntando a si mesmo se determinada prática lhe fará efetivamente mais feliz, lhe trará mais conhecimento das coisas, mais grandeza d`alma.<br /> Se uma barganha, uma troca de favores, é interessante para ambas as partes ou somente para uma delas.<br /> Pergunte-se o que faria com o objeto que costuma oferecer em troca de um favor dos céus, caso o recebesse de alguém.<br /> Que utilidade teria para você o objeto ou a atitude que oferece como pagamento de um favor.<br /> Se o objeto for oferecido a Deus, que é o supremo senhor do universo, o que Deus faria com a sua oferta?<br /> “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.<br /> O que Deus faria com as coisas de César?<br /> O que ele faria com as quinquilharias que nem para nós, criaturas imperfeitas, teriam utilidade?<br /> Busque, assim, o conhecimento das leis morais que regem o universo.<br /> Se você é cristão, encontrará nos ensinos de Jesus informações importantes que lhe ajudarão a abrir os olhos do intelecto e apreciar o mundo de uma forma mais ampla e lúcida.<br /> “Ao dizer: “Antes que Abraão fosse, eu sou”, ele se referia a sua maturidade espiritual, que foi conquistada antes dos primeiros homens habitarem o planeta.<br /> Mesmo antes de Jesus vamos encontrar sábios que também ensinaram grandes verdades, como Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros.<br /> Em vez da crença cega, que certamente nos levará a grandes decepções e desilusões, optemos pelo conhecimento das coisas.<br /> Somente o conhecimento da verdade nos fará livres. Livres de tantas esquisitices e fórmulas sem sentido que só nos retardam o acesso à felicidade que desejamos tanto.<br /> Pense em todas essas considerações, e opte por uma das alternativas: crença cega, ou conhecimento lúcido e fé inabalável.<br /> Equipe de Redação do Pense Nisso.<br /> TC 10/06/2012</span><br />
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