NOTAS DO EPISÓDIO
<strong><span style=''font-size: small;''> Partida e chegada</span></strong><span style=''font-size: small;''><br /> <br /> <br /> O texto de hoje, é a visão religiosa deste autor.Mas, sem a pretensão de fazer com que o ouvinte compartilhe dela.E sim, de refletir dessa grande possibilidade, da qual acreditamos sem a menor duvida. <br /> Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.<br /> O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. <br /> Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram. <br /> Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: Já se foi.<br /> Terá sumido? Evaporado? <br /> Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.<br /> O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós.<br /> Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.<br /> O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.<br /> E talvez, no exato instante em que alguém diz: Já se foi, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: Lá vem o veleiro.<br /> Assim é a morte.<br /> Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: Já se foi.<br /> Terá sumido? Evaporado? <br /> Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.<br /> O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.<br /> Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.<br /> E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: Já se foi, no mais Além, outro alguém dirá feliz: Já está chegando.<br /> Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.<br /> A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.<br /> Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.<br /> A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.<br /> Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.<br /> Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da Imortalidade que somos todos nós.<br /> Tec.:Troca o BG.<br /> * * *<br /> Victor Hugo, poeta e romancista francês, que viveu no Século XIX, falou da vida e da morte dizendo:<br /> A cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante.<br /> Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou.<br /> Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: Meu dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: minha vida acabou.<br /> Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte. <br /> O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente.<br /> Redação do Pense Nisso, com base no texto da FEP, com pensamentos finais de <br /> Victor Marie Hugo, do livro A reencarnação através dos<br /> séculos, de Nair Lacerda, ed. Pensamento.<br /> Em 09.08.2012</span><br />
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