MULHER E DEDICAÇÃO

PENSE NISSO · EP 286

MULHER E DEDICAÇÃO

27 Jul 2015 · DURAÇÃO 2:32
0:002:32

<strong>&nbsp;Mulher e dedica&ccedil;&atilde;o<br /> </strong><br /> Em uma de suas mais famosas can&ccedil;&otilde;es, o ex-Beatle John Lennon cantou a opress&atilde;o que vitimava mulheres em todo o Mundo.<br /> Lennon foi assassinado em 1980, mas suas palavras ainda s&atilde;o atuais, nesses dias em que vivemos.<br /> No Brasil, na Ar&aacute;bia ou na &Iacute;ndia. Na antiguidade ou nas metr&oacute;poles de hoje.<br /> Em todas as &eacute;pocas e povos, a mulher sempre teve sua posi&ccedil;&atilde;o atormentada pelas dificuldades do n&atilde;o reconhecimento de seu valor e de seu papel.<br /> Esfor&ccedil;a-se, rompe barreiras, mas continua assombrada por um certo desprezo, nascido da aparente fragilidade que carrega.<br /> Em alguns locais o estigma &eacute; forte, bem vis&iacute;vel, e oprime, fere, humilha.<br /> Em outros, a vida parece um pesadelo com a viol&ecirc;ncia que assusta, com o terror que espalha.<br /> Basta ligar a TV, ou abrir jornais e revistas para ter not&iacute;cias dos abusos impostos &agrave;s mulheres.<br /> Vilipendiadas, desrespeitadas, caladas &agrave; for&ccedil;a, elas prosseguem: carregam fam&iacute;lias, assumem tarefas, ado&ccedil;am os dias com o mel que s&oacute; um cora&ccedil;&atilde;o delicado pode oferecer.<br /> Mesmo nos pa&iacute;ses em que &eacute; valorizada, facilmente se percebe um certo desrespeito, um preconceito camuflado em piadas e risos ir&ocirc;nicos.<br /> Sem falar nos sal&aacute;rios mais baixos, nas avalia&ccedil;&otilde;es que consideram mais o corpo que a intelig&ecirc;ncia. Ou voc&ecirc; nunca notou?<br /> Por toda a parte em que se vai, basta abrir os olhos e ver as mulheres assinaladas pelo signo da generosidade.<br /> Por mais que trabalhem, sejam bem sucedidas, realizadas, o selo feminino &eacute; o da dedica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o conhece limites.<br /> Quer prova disso? Observe as m&atilde;es e esposas de atletas e artistas. Quem na maioria das vezes os estimula, torce, sacrifica as horas?<br /> Quem est&aacute;, invariavelmente, ao lado deles, quando ningu&eacute;m quer sonhar junto? Quem sempre acredita?<br /> E os filhos deficientes? Voc&ecirc; j&aacute; percebeu a presen&ccedil;a materna ali ao lado? Onipresente, forte, protetora.<br /> Todos os estudos na &aacute;rea de defici&ecirc;ncia f&iacute;sica ou mental revelam que a figura materna, na maioria dos casos, &eacute; quem ap&oacute;ia o filho e vai em busca de alternativas, terapias, equipamentos, m&eacute;dicos.<br /> M&atilde;o estendida, voz cariciosa, presen&ccedil;a constante. M&atilde;es, irm&atilde;s, av&oacute;s, esposas, namoradas. Sempre ao lado, de m&atilde;os dadas, com brilho nos olhos e for&ccedil;a nos bra&ccedil;os.<br /> Tanta dedica&ccedil;&atilde;o muitas vezes tem um pre&ccedil;o caro demais. A mulher acostuma-se ao sacrif&iacute;cio o tempo inteiro.<br /> E fica invis&iacute;vel. Passa a fazer parte da paisagem. Ningu&eacute;m lembra de agradecer, acarinhar, sorrir de volta.<br /> Mas quem disse que ela se abate? Mulher &eacute; entidade forte, cheia de gra&ccedil;a e de poder, capaz de fazer nascer borboletas. Capaz de fazer brilhar o sol.<br /> * * *<br /> Se nos cabe reconhecer no homem o condutor da Civiliza&ccedil;&atilde;o e o mordomo dos patrim&ocirc;nios materiais, na Terra, n&atilde;o podemos esquecer de identificar na mulher o anjo da esperan&ccedil;a, ternura e amor.<br /> A miss&atilde;o feminina &eacute; espinhosa. Mas, efetivamente, s&oacute; a mulher tem bastante poder para transformar os espinhos em flores.<br />

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