NOTAS DO EPISÓDIO
<strong> Ele é a minha vida</strong><br /> <br /> Estávamos sem inspiração , ou pelo menos, sem um bom argumento para um texto edificante aos fãs do Pense Nisso.<br /> Quando nós deparamos, em um site de noticias, com a seguinte manchete:<br /> “Morador de rua recusa proposta de dois mil reais pelo seu cão”.<br /> Começamos a ler a interessante reportagem , que dizia mais ou menos assim:<br /> “Se ele morrer, eu morro também”. É com estas palavras e os olhos cheios de lágrimas que o morador de rua Luiz Fernando Gomes de Araujo fala sobre seu fiel companheiro de quatro patas, o cachorro Joe. A inseparável dupla vive em uma rua do bairro do Marapé, em Santos, no litoral de São Paulo, e chama a atenção de quem passa pelo local. <br /> Sentado em um pedaço de papelão, Luiz Fernando escova com cuidado os pelos do animal esparramado em seu colo. A cena se repete há alguns meses em uma esquina, onde dono e animal improvisaram um lar. Mas, o encontro dos dois, aconteceu um pouco mais longe. “Eu achei o Joe no cais do porto.- lembra o morador.<br /> De acordo com ele, o cãozinho tinha dona antes de ser abandonado. Quando foi encontrado, Joe estava doente e cheio de carrapatos. “Ele não tinha um pedaço da orelha e estava com carrapatos, mas eu tratei ele”, comemora o rapaz.<br /> Luiz Fernando dá de tudo para o bichinho: de comida a tratamento VIP no veterinário. “Levo para passear de coleira, dou banho no chuveirinho da praia. Ele tem o sabonete dele. Tinha pasta e escova de dente também, mas roubaram. E vai ao veterinário quando precisa”, explica, comentando que o cachorro é atendido gratuitamente por uma clínica do bairro. E os mimos continuam quando é hora de comer. “Ele tem a ração dele, mas prefere arroz com carne na hora do almoço. É metido”, brinca.<br /> O animal carrega saquinhos de sal presos na coleira: um na frente, outro na parte de trás. “É para proteger e espantar o mau olhado”, afirma o dono, que já recebeu até propostas para vender o animal. “Um rapaz me ofereceu R$ 2 mil e eu recusei. Depois, uma mulher perguntou se eu queria um valor maior, que ela pagava. Não vendo esse cachorro por nada, ele é a minha família, ele é a minha vida”.<br /> <br /> *****<br /> <br /> A história de Luiz Fernando, e seu cãozinho Joe, é comovente!<br /> Mas, que sirva de reflexão para todos nós.Quanto de humanidade nos somos portadores?<br /> As pessoas que amam e cultivam a convivência com os animais, se observarem com atenção, verificarão que várias espécies são portadoras de qualidades que consideramos humanas.<br /> São capazes de ter paciência, prudência, vigilância, obediência e disciplina. Demonstram, muitas vezes, sensibilidade, carinho e fidelidade.<br /> Têm sua linguagem própria, seus afetos e sua inteligência rudimentar. <br /> Dão-nos a ideia de que quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham.<br /> Quando estiverem sob nossos cuidados ofereçamos-lhes alimentação adequada, afeto, condições básicas de higiene e tratamento para a saúde sempre que necessário.<br /> Reflitamos sobre como temos agido em relação a esses companheiros de jornada.<br /> Devemos considerar, que a pessoa que ama os animais, tem uma propensão maior de amar toda a humanidade<br /> Pense nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Com base na reportagem da jornalista Jéssica Bitencourt do site:<br /> http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/03/morador-de-rua-recusa-proposta-de-r-2-mil-por-cao-nao-vendo-por-nada.html<br /> Em 21.3.2014.</em></div>
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