NOTAS DO EPISÓDIO
<span style=''font-size: small;''>IDEIAS INATAS<br /> <br /> Ivan Márcio Gomes Barbosa nasceu em Surubim, Pernambuco, em 1977. Filho de pedreiro e de uma doméstica.<br /> Aos cinco anos começou a montar carrinhos de madeira. Aos doze anos começou a fazer os carrinhos com sucatas de latas de óleo de cozinha, pois não tinha condições financeiras para comprar material.<br /> Foi engraxate, vendedor de algodão doce e picolé, catador de lixo, pipoqueiro e verdureiro. Sempre juntando sucatas para seus inventos.<br /> Aos vinte anos começou a fazer robôs com sucatas eletrônicas: materiais de vitrolas, de aparelhos de som, de rádio, de televisores que conseguia no ferro velho.<br /> Sua facilidade para manipular esses materiais fez com que ele procurasse uma escola técnica em mecânica industrial. Assim o fez, começou a estudar e, em 1998, obteve o primeiro lugar na Feira de Conhecimentos.<br /> Foi primeiro colocado numa Feira de Ciências em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.<br /> Em 1999, em Recife, Pernambuco, concorreu com 54 colégios noutra Feira, onde, da mesma forma, obteve a primeira premiação.<br /> Atualmente, é membro do Espaço Ciência, em Pernambuco e já fez 15 robôs de sucata.<br /> Entre eles, um robô antibomba e anti-incêndio, com manipulador de materiais, para proteger a vida de bombeiros, por exemplo.<br /> Seu dom atraiu o Fantástico, da TV Globo, em meados de 2005.<br /> Por ter sido premiado várias vezes ao vencer concursos de inventos, mesmo em outros Estados e querendo desenvolver seus dons e tendências de criança, Ivan quer estudar Mecatrônica e Robótica.<br /> <br /> Essa facilidade de Ivan para criar robôs, desde pequeno, primeiro com madeiras e depois com sucatas, até eletronicamente, são indícios que nos fazem pensar.<br /> De onde Ivan trouxe esses conhecimentos?<br /> Não os adquiriu nesta vida, porque nasceu e cresceu num meio totalmente diverso a isso.<br /> Qual a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, o das línguas, do cálculo e das artes?<br /> Lembrança do passado? Progresso anterior da alma?<br /> Sem querer defender, essa ou aquela doutrina religiosa, podemos pensar que, o corpo muda, o Espírito, porém, não muda, embora troque de roupagem.<br /> Podemos pensar assim, que a Lei da multiplicidade das existências para o Espírito é imprescindível à Lei de progresso.<br /> Os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem.<br /> O Espírito até pode esquecê-los, de forma momentânea, em uma vida. Mas a intuição que deles conserva lhe auxilia o progresso.<br /> Pensemos nisso. E nunca deixemos de investir em nós mesmos, porque nada que se aprenda ou assimile se perderá.<br /> Tudo constitui crescimento, progresso, ascensão.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base em artigo de<br /> Washington Fernandes, publicado na Revista Internacional de <br /> Espiritismo, de março de 2006 e nos itens 218 e 219 <br /> de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.<br /> Em 04.06.2012.<br /> </span><br />
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