APENAS O ESSENCIAL

PENSE NISSO · EP 778

APENAS O ESSENCIAL

23 Ago 2017 · DURAÇÃO 4:41
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<span style=''font-size: small;''>&nbsp;APENAS O ESSENCIAL<br /> <br /> Eu contei os meus anos, e descobri que tenho menos tempo para viver daqui para frente, do que j&aacute; vivi at&eacute; agora.<br /> Eu tenho muito mais passado, que futuro.<br /> Ent&atilde;o, n&atilde;o tenho mais tempo para lidar com a mediocridade.<br /> Eu n&atilde;o quero reuni&otilde;es, em que desfilam egos inflamados.<br /> Inquieto-me com os invejosos, cobi&ccedil;ando lugar de quem eles admiram.<br /> Eu j&aacute; n&atilde;o tenho tempo para conversas in&uacute;teis, sobre vidas alheias, que nem fazem parte da minha.<br /> Eu j&aacute; n&atilde;o tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas, mas ainda imaturas.<br /> Eu detesto pessoas que n&atilde;o debatem conte&uacute;dos, mas apenas r&oacute;tulos.<br /> Eu quero viver ao lado de gente que sabe rir...sabe rir de seus trope&ccedil;os. Quero viver ao lado de pessoas que n&atilde;o se encanta com os seus triunfos, n&atilde;o se considera eleita, antes da hora.<br /> Quero viver ao lado de gente que n&atilde;o foge da sua mortalidade...eu quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade;<br /> Apenas o essencial faz a vida valer apena...e para mim, basta o essencial.<br /> <br /> &Eacute; essencial livrar-se dos falsos valores que levam a julgamentos igualmente falsos; abandonar tolas crendices, filhas da ang&uacute;stia e do medo do desconhecido.<br /> Existe ainda o perigo do deslumbre que cega a mente e ilude nossa capacidade de julgar; a vaidade tola e a megalomania, caminhos que levam a bezerros de ouro, &agrave; paix&atilde;o pela conquista do poder pelo poder, ou como forma de submeter o pr&oacute;ximo.<br /> Nossos olhos, muitas vezes, emprestam lentes de Narciso, capazes de distorcer nossa real imagem e os julgamentos que fazemos dos nossos atos.<br /> S&oacute; o tempo permite &agrave;queles que dele fazem bom uso, cultivando o saber e examinando a vida em profundidade, perceber as coisas realmente importantes e belas.<br /> N&oacute;s, humanos, como as flores, os p&aacute;ssaros e tudo que &eacute; vivo, temos um ciclo que se inicia com o nascimento, prossegue com o florescer da maturidade e termina com a morte.<br /> Morremos todos, sem a beleza ou o vigor f&iacute;sico. De nada adiantam nossas conquistas terrestres, todas s&atilde;o fugazes.<br /> Se algo for eterno, ser&aacute; apenas a consci&ecirc;ncia que adquirimos neste viver.<br /> Esse enorme mist&eacute;rio da vida e da morte &eacute; o mais tranquilo, l&iacute;mpido e belo espet&aacute;culo ao qual nenhum outro se compara, mas que s&oacute; pode ser observado e compreendido com o tempo, com o passar do tempo. Esse &eacute; um privil&eacute;gio reservado aos que usaram bem seu tempo de vida.<br /> &Eacute; contradit&oacute;rio, mas &eacute; preciso aceitar a nossa morte para se entender e vislumbrar toda a beleza da vida.<br /> Da&iacute;, talvez, a sabedoria popular do velho ditado que diz: &quot;Neste mundo, quem mais olha menos v&ecirc;, quem n&atilde;o morre n&atilde;o v&ecirc; Cristo.&quot;<br /> Acreditamos que, no ditado popular, a palavra Cristo significa &quot;ter consci&ecirc;ncia do processo da vida&quot;.<br /> Se f&ocirc;ssemos capazes de menores ilus&otilde;es e maior consci&ecirc;ncia, certamente ser&iacute;amos muito mais felizes.<br /> Ter&iacute;amos maior prazer no trabalho, tratar&iacute;amos o pr&oacute;ximo com mais amor e respeito; ser&iacute;amos mesmo capazes de am&aacute;-lo, n&atilde;o por nossos interesses, mas sim por ele mesmo.<br /> N&atilde;o ter&iacute;amos a maioria das nossas preocupa&ccedil;&otilde;es, dormir&iacute;amos melhor, administrar&iacute;amos melhor nossas energias e n&atilde;o permitir&iacute;amos que tolas fantasias e ang&uacute;stias desnecess&aacute;rias se apossassem de nosso ser.<br /> Viver&iacute;amos em paz, ter&iacute;amos mais tempo para as crian&ccedil;as, as flores e os p&aacute;ssaros.<br /> N&atilde;o necessitar&iacute;amos do consumo de drogas ou de bens sup&eacute;rfluos, usar&iacute;amos nosso tempo e nossa energia para coisas muito mais prazerosas: pensar e examinar a vida, livrar-nos de falsos valores, fantasias e miragens, encontrar a ess&ecirc;ncia da vida, ver com os olhos da alma.<br /> Apague as luzes, dilate as pupilas da alma e veja.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto de Mario de Andrade e do Professor Oriovisto Guimar&atilde;es, do Centro Universit&aacute;rio Positivo - UNICENP.<br /> Em 04.01.2015.<br /> <br /> <br /> </span> <br />

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