NOTAS DO EPISÓDIO
<span style=''font-size: small;''>DOUTORAS<br /> <br /> O dia das mães foi domingo passado.Mas, porque falarmos das nossas heroínas somente no segundo domingo de maio?Afinal, as mães, estão na luta , 24 horas, 365 dias do ano.<br /> Por isso, é muito justo que hoje, também falemos das mães.<br /> <br /> Certo dia, uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista.<br /> Quando lhe perguntaram qual era a sua profissão, ela hesitou. Não sabia bem como se classificar.<br /> O funcionário insistiu: O que eu pergunto é se tem um trabalho.<br /> Claro que tenho um trabalho, exclamou Anne. Sou mãe.<br /> Nós não consideramos isso um trabalho. Vou colocar dona de casa, disse o funcionário friamente.<br /> Uma amiga sua, chamada Marta, soube do ocorrido e ficou pensando a respeito por algum tempo.<br /> Num determinado dia, ela se encontrou numa situação idêntica. A pessoa que a atendeu era uma funcionária de carreira, segura, eficiente.<br /> O formulário parecia enorme, interminável.<br /> A primeira pergunta foi: Qual é a sua ocupação?<br /> Marta pensou um pouco e sem saber bem como, respondeu:<br /> Sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas.<br /> A funcionária fez uma pausa e Marta precisou repetir pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.<br /> Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou indagar:<br /> Posso perguntar o que é que a senhora faz exatamente?<br /> Sem qualquer traço de agitação na voz, com muita calma, Marta explicou:<br /> Desenvolvo um programa a longo prazo, dentro e fora de casa.<br /> Pensando na sua família, ela continuou: Sou responsável por uma equipe e já recebi quatro projetos. Trabalho em regime de dedicação exclusiva. O grau de exigência é de 14 horas por dia, às vezes até 24 horas.<br /> À medida que ia descrevendo suas responsabilidades, Marta notou o crescente tom de respeito na voz da funcionária, que preencheu todo o formulário com os dados fornecidos.<br /> Quando voltou para casa, Marta foi recebida por sua equipe: uma menina com treze anos, outra com sete e outra com três.<br /> Subindo ao andar de cima da casa, ela pôde ouvir o seu mais novo projeto, um bebê de seis meses, testando uma nova tonalidade de voz.<br /> Feliz, Marta tomou o bebê nos braços e pensou na glória da maternidade, com suas multiplicadas responsabilidades. E horas intermináveis de dedicação.<br /> Mãe, onde está meu sapato? Mãe, me ajuda a fazer a lição? Mãe, o bebê não para de chorar. Mãe, você me busca na escola?<br /> Mãe, você vai assistir a minha dança? Mãe, você compra? Mãe...<br /> Sentada na cama, Marta pensou: Se ela era doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, o que seriam as avós?<br /> E logo descobriu um título para elas: Doutoras-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas.<br /> As bisavós, Doutoras executivas sênior.<br /> As tias, Doutoras assistentes.<br /> E todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras: Doutoras na arte de fazer a vida melhor.<br /> * * *<br /> No mundo em que os títulos são importantes, em que se exige sempre maior especialização, na área profissional, torne-se especialista na arte de amar.<br /> Como excelente mestra, ensine aos seus filhos, através do seu exemplo, a insuperável arte de expressar sentimentos.<br /> Ensine a difícil arte de interpretação de choro de bebê e de secar lágrimas de adolescente.<br /> Exemplifique a renúncia, a paciência e a diplomacia. E colha, vitoriosa, ao final de cada dia, os louros do seu esforço, nos abraços dos seus filhos e na espontaneidade de suas manifestações de afeto.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base em<br /> texto de autoria ignorada.<br /> Em 9.5.2013.<br /> <br /> </span><br />
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