LIÇÃO BEM APRENDIDA

PENSE NISSO · EP 1110

LIÇÃO BEM APRENDIDA

22 Abr 2019 · DURAÇÃO 4:13
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<span style=''font-size: small;''>LI&Ccedil;&Atilde;O BEM APRENDIDA<br /> <br /> O garoto tinha apenas cinco anos. Morava em uma cidade do interior ga&uacute;cho. Um local onde quase todos se conheciam.<br /> Casos de roubo ou outros crimes, quando aconteciam, revolucionavam a cidade, como se fosse o fim do mundo.<br /> Naquela localidade, os vizinhos se cumprimentavam e, quando viam crian&ccedil;as pela rua, logo tratavam de perguntar onde estavam os seus pais, o que faziam sozinhos, para onde iam.<br /> Em resumo, uns cuidavam dos outros.<br /> Foi, portanto, de forma natural, que dona Rute, ao sair para fazer compras, sabendo que iria se demorar algumas horas, olhou para o terreno da casa ao lado e vendo o menino a brincar, lhe disse:Cuide de minha casa, por favor.<br /> O menino ergueu os olhos e acenou, de forma afirmativa, com a cabe&ccedil;a.<br /> Em seguida, chamou seu c&atilde;o, um amigo desde as horas primeiras da inf&acirc;ncia. Era seu companheiro de brincadeiras.<br /> O c&atilde;o o seguia aonde quer que fosse. E os pais sabiam que o menino estaria seguro sob a guarda do animal fiel.<br /> Ent&atilde;o, o garoto abriu o port&atilde;o de sua casa, andou at&eacute; a casa vizinha, ficou na ponta dos p&eacute;s para conseguir alcan&ccedil;ar a ma&ccedil;aneta do port&atilde;o e entrou.<br /> Sentou-se na entrada cimentada, de acesso &agrave; casa e o c&atilde;o se sentou ao lado. E ali ficaram por mais de tr&ecirc;s horas.<br /> A m&atilde;e, em vendo o garoto em terreno alheio, se preocupou que ele fosse aprontar alguma e o chamou diversas vezes para que viesse para casa.<br /> Mas, a cada chamada, ele acenava com a cabe&ccedil;a negativamente e dizia: N&atilde;o posso!<br /> Quando dona Rute chegou, entendeu: o menino tomara ao p&eacute; da letra o cuidar da sua casa e montara guarda, parado, na frente de sua porta, por mais de tr&ecirc;s horas.<br /> Beijou-o, sorrindo, agradeceu e entrou em casa. Ele se levantou e com seu c&atilde;o, retornou ao pr&oacute;prio lar.<br /> No cair da noite, a m&atilde;e foi surpreendida com a chegada de dona Rute procurando por seu filho.<br /> Sobressaltou-se: O que &eacute; que ele aprontara? Fizera alguma travessura?<br /> Mas a vizinha insistia que queria falar com o menino. Ele veio e, ante o espanto da m&atilde;e, a senhora o abra&ccedil;ou, beijou, agradeceu e lhe entregou um prato com doces que ela preparara.<br /> S&oacute; ent&atilde;o a m&atilde;e teve a explica&ccedil;&atilde;o do que seu filho fizera. Seu filho, a quem ela, desde muito cedo, ensinara a li&ccedil;&atilde;o da responsabilidade e do dever.<br /> Ele entendera direitinho.<br /> * * *<br /> Invistamos na educa&ccedil;&atilde;o desde as primeiras horas de vida dos nossos filhos.<br /> N&atilde;o acreditemos que eles sejam muito novos e que n&atilde;o compreender&atilde;o as regras da boa conduta, do que seja dever e responsabilidade.<br /> A crian&ccedil;a assimila o que ouve e sobretudo, o que v&ecirc;.<br /> Falemos a respeito do dever e o exemplifiquemos.<br /> Conscientes de que devemos preparar nossos filhos para o mundo, ofertemos a eles o melhor em termos de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Se somos dos que observamos a m&aacute; educa&ccedil;&atilde;o alheia se apresentando, em algumas ocasi&otilde;es, ofere&ccedil;amos ao mundo cidad&atilde;os cumpridores de deveres, pessoas de bem, nossos filhos.<br /> Sejamos promotores da sociedade renovada, de pessoas comprometidas com a paz alheia e a pr&oacute;pria paz, com o bem-estar do semelhante e a pr&oacute;pria felicidade.<br /> Enfim, sejamos construtores do amanh&atilde; de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os.<br /> <br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><span style=''font-size: small;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em fato da vida<br /> familiar de Maria Helena Marcon.<br /> Em 5.4.2013.</em></span></div>

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