MEDO DA MORTE

PENSE NISSO · EP 291

MEDO DA MORTE

1 Ago 2015 · DURAÇÃO 5:33
0:005:33

<strong>&nbsp;Medo da morte</strong><br /> <br /> Um homem transitava por estrada deserta, altas horas.<br /> Noite escura, sem luar, estrelas apagadas... Seguia apreensivo. Por ali ocorriam, n&atilde;o raro, assaltos... Percebeu que algu&eacute;m o acompanhava.<br /> Ol&aacute;! Quem vem a&iacute;? - perguntou, assustado.<br /> N&atilde;o obteve resposta. Apressou-se, no que foi imitado pelo perseguidor. Correu... O desconhecido tamb&eacute;m.<br /> Apavorado, em desabalada carreira, t&atilde;o r&aacute;pido quanto suas pernas o permitiam, cora&ccedil;&atilde;o a galopar no peito, pulm&otilde;es em brasa, passou diante de um poste de luz.<br /> Olhou para tr&aacute;s e, como por encanto, o medo desapareceu. Percebeu que seu perseguidor era apenas um velho burro, acostumado a acompanhar andarilhos.<br /> A hist&oacute;ria assemelha-se ao que ocorre com a morte.<br /> A imortalidade &eacute; algo intuitivo na criatura humana. No entanto, muitos t&ecirc;m medo, porque desconhecem inteiramente o processo e o que os espera no Mundo Espiritual.<br /> Devemos procurar o poste de luz que ilumina os caminhos misteriosos do retorno, afugentando temores sem fundamento e constrangimentos perturbadores.<br /> <br /> Devemos encarar com serenidade a morte, que chamamos de desencarna&ccedil;&atilde;o, porquanto ningu&eacute;m morre.<br /> Isso &eacute; muito importante, fundamental mesmo, j&aacute; que se trata da &uacute;nica certeza da exist&ecirc;ncia humana: todos desencarnaremos um dia.<br /> A Terra &eacute; uma oficina de trabalho para os que desenvolvem atividades edificantes, em favor da pr&oacute;pria renova&ccedil;&atilde;o.<br /> Um hospital para os que corrigem desajustes nascidos de vicia&ccedil;&otilde;es pret&eacute;ritas.<br /> Uma pris&atilde;o, em expia&ccedil;&atilde;o dolorosa, para os que resgatam d&eacute;bitos relacionados com crimes cometidos em exist&ecirc;ncias anteriores.<br /> Uma escola para os que j&aacute; compreendem que a vida n&atilde;o &eacute; simples acidente biol&oacute;gico, nem a exist&ecirc;ncia humana uma simples jornada recreativa. Mas n&atilde;o &eacute; o nosso lar. Este est&aacute; no plano espiritual, onde poderemos viver em plenitude, sem limita&ccedil;&otilde;es impostas pelo corpo carnal.<br /> Compreens&iacute;vel, pois, que nos preparemos, superando temores e d&uacute;vidas, inquieta&ccedil;&otilde;es e enganos, a fim de que, ao chegar a nossa hora, estejamos habilitados a um retorno equilibrado e feliz.<br /> O primeiro passo &eacute; o de tirar da morte o aspecto f&uacute;nebre, m&oacute;rbido, tem&iacute;vel, sobrenatural... H&aacute; condicionamentos milenares nesse sentido.<br /> Existem pessoas que simplesmente se recusam a conceber o falecimento de um familiar ou o seu pr&oacute;prio.<br /> Transferem o assunto para um futuro remoto. Por isso se desajustam quando chega o tempo da separa&ccedil;&atilde;o.<br /> Atrav&eacute;s da f&eacute; raciocinada superaremos os temores e ang&uacute;stias da grande transi&ccedil;&atilde;o, dando-nos a compreens&atilde;o de que o fen&ocirc;meno chamado morte nada mais &eacute; do que o passaporte para a verdadeira vida.<br /> O conhecimento de tudo o que nos espera, e a disposi&ccedil;&atilde;o de lutarmos para que nos espere o melhor.<br /> * * *<br /> Um dos maiores motivos de sofrimento no al&eacute;m t&uacute;mulo, &eacute; o apego aos bens terrenos.<br /> Muitas pessoas n&atilde;o aceitam as normas estabelecidas pela aduana do t&uacute;mulo, que n&atilde;o nos permite levar os bens materiais no momento em que passamos para o outro lado.<br /> Isso demonstra que tais pessoas ainda n&atilde;o entenderam que os bens materiais nos s&atilde;o emprestados por Deus como meio de progresso, e que os teremos que devolver, mais cedo ou mais tarde.<br /> &Eacute; importante que reflitamos sobre isso, n&atilde;o nos deixando possuir pelos bens dos quais somos apenas usufrutu&aacute;rios.<br /> Um dos motivos de sofrimento dos que ficam, &eacute; o fato de n&atilde;o terem se dedicado o quanto deviam &agrave;queles dos quais se despedem.<br /> Por isso, conv&eacute;m que, enquanto estamos a caminho, fa&ccedil;amos o melhor que pudermos aos nossos afetos, para que o remorso n&atilde;o nos dilacere a alma depois.<br /> Pense Nisso!Mas, pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no livro<br /> Quem tem medo da morte?, de Richard Simonetti,<br /> ed. Ceac.<br /> Em 13.10.2012.</em></div>

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