UM PONTO NEGRO

PENSE NISSO · EP 637

UM PONTO NEGRO

31 Jan 2017 · DURAÇÃO 4:44
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<span style=''font-size: small;''>UM PONTO NEGRO<br /> <br /> Conta-se que um professor preparou sua aula estendendo um grande len&ccedil;ol branco numa das paredes da sala.<br /> Na medida em que os alunos iam entrando, tinham sua curiosidade despertada por aquele objeto estranho estendido bem &agrave; sua frente.<br /> O professor iniciou a aula perguntando a todos o que viam. O primeiro que se manifestou disse que via um pontinho negro, no que foi seguido pelos demais. Todos conseguiram ver o pontinho negro que fora colocado, de prop&oacute;sito, no centro do len&ccedil;ol branco.<br /> Depois de perguntar a todos se o ponto negro era a &uacute;nica coisa que viam, e ouvir a resposta afirmativa, o professor lan&ccedil;ou outra quest&atilde;o:<br /> Voc&ecirc;s n&atilde;o est&atilde;o vendo todo o resto do len&ccedil;ol? Voc&ecirc;s conseguem somente ver o pequeno ponto preto e n&atilde;o percebem a parte branca, que &eacute; muito mais extensa?<br /> Naquele momento os alunos entenderam o prop&oacute;sito da aula: ensinar a ampliar e educar a vis&atilde;o, para perceber melhor o conjunto e n&atilde;o ficar atento somente aos pormenores ou &agrave;s coisas negativas.<br /> Essa &eacute;, na maior parte das vezes, a nossa forma de ver as pessoas e situa&ccedil;&otilde;es que nos rodeiam.<br /> Costumamos dar um peso exagerado &agrave;s coisas ruins e pouca import&acirc;ncia ao que se realiza de bom.<br /> Se um amigo sempre nos trata com cortesia, com afabilidade e aten&ccedil;&atilde;o e, num determinado momento, nos trata de maneira &aacute;spera, pronto. Tudo o que ele fez at&eacute; ent&atilde;o cai por terra. J&aacute; nos indignamos e o conceito que t&iacute;nhamos dele at&eacute; ent&atilde;o, muda totalmente.<br /> &Eacute; como se nossos olhos s&oacute; pudessem ver o pequeno ponto negro.<br /> N&atilde;o levamos em conta a possibilidade de nosso amigo ou amiga estar precisando da nossa ajuda. N&atilde;o nos damos conta de que talvez esteja com dificuldades e por isso nos tratou de forma diferente.<br /> Temos sido t&atilde;o exigentes com os outros!<br /> Mas, se somos n&oacute;s que estamos indispostos, todos t&ecirc;m que suportar nosso mau-humor, nossa falta de cortesia.<br /> Um casal completava seus 60 anos de matrim&ocirc;nio, e uma das netas perguntou &agrave; av&oacute;:V&oacute;zinha, como &eacute; que a senhora aguentou o vov&ocirc; at&eacute; hoje? Ele &eacute; uma pessoa muito dif&iacute;cil de tolerar.<br /> A vov&oacute;, com um sorriso de serenidade respondeu &agrave; neta:<br /> &Eacute; simples, minha filha. Eu sempre tive comigo uma balan&ccedil;a imagin&aacute;ria. Colocava num dos pratos as coisas ruins que seu av&ocirc; fazia. No outro prato da balan&ccedil;a eu depositava as coisas boas. E o prato sempre pendia para o lado das coisas boas.<br /> N&oacute;s tamb&eacute;m fazemos uso da balan&ccedil;a imagin&aacute;ria. Mas, muitas vezes, o peso que atribu&iacute;mos &agrave;s coisas ruins &eacute; desproporcional e a balan&ccedil;a tende a pender mais para esse lado.<br /> Vez que outra &eacute; importante que fa&ccedil;amos uma aferi&ccedil;&atilde;o na nossa balan&ccedil;a, para verificar se ela n&atilde;o est&aacute; desregulada, pendendo muito para o lado dos equ&iacute;vocos.<br /> Saibamos valorizar as boas a&ccedil;&otilde;es.<br /> N&atilde;o fa&ccedil;amos como os alunos, que s&oacute; viam o ponto negro no centro de um enorme len&ccedil;ol branco.<br /> Eduquemos a nossa vis&atilde;o para perceber melhor as coisas boas da vida. Desenvolvamos a nossa capacidade de ver e valorizar tudo o que nos acontece de bom.<br /> * * *<br /> Os benfeitores da Humanidade recomendam que sejamos severos para conosco mesmos e indulgentes para com nosso pr&oacute;ximo.<br /> Contrariando tal recomenda&ccedil;&atilde;o, a maior parte das vezes somos indulgentes para conosco e muito severos para com os equ&iacute;vocos alheios.<br /> Vale a pena meditar nos ensinos que nos chegam do Alto. Vale a pena que exercitemos o perd&atilde;o aos semelhantes. E vale tamb&eacute;m a pena que sejamos mais exigentes conosco, buscando sempre melhorar nosso comportamento.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> <br /> Em 27.04.2013.</span><br />

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