NOTAS DO EPISÓDIO
<span style=''font-size: small;''>ÁLCOOL, TRAGÉDIA E CULPA<br /> <br /> Como profissional de comunicação, não posso fugir das minhas responsabilidades, e tenho que afirmar: os níveis alarmantes de consumo de álcool e as tragédias no transito, vem enlutando, cada vez mais, famílias Cuiabanas.<br /> A rádio Centro América faz o seu papel, informando, orientando e pedindo, através de campanhas e reportagens, mais responsabilidade no transito.<br /> Mas, de nada adiantará, se não tomarmos consciência. <br /> Porque depois de instaurado o infortúnio, nada nos resta, a não ser chorarmos pelos nossos mortos, e ter em nossa consciência a nuvem negra da culpa.<br /> Uma campanha de utilidade pública nacional trouxe o seguinte slogan: O efeito do álcool passa. A culpa fica para sempre.<br /> Estima-se que morram mais de duzentas pessoas por dia em nosso país, por acidentes de trânsito. A grande maioria associada ao consumo de alcoólicos e outras drogas.<br /> Será que vale a pena correr esses riscos? Será que não estamos subvalorizando a nossa e a vida dos outros, quando dizemos: Não vai dar em nada?<br /> Quantas almas são, hoje, escravas de um sentimento de culpa destruidor, em função desse descaso, que normalmente não é um fato isolado, mas um costume constante em tantas pessoas.<br /> A culpa nos faz adoecer, nos faz estagnar e, depois de muito tempo em sofrimento profundo, faz-nos enxergar por entre as inúmeras lágrimas, que não valeu a pena.<br /> Não é possível voltar no tempo e desfazer o que fizemos.<br /> Será que esses prazeres momentâneos da vida valem todo o risco que corremos? Qualquer mente um pouco esclarecida dirá que não, não vale a pena.<br /> Assim, por que não podemos nos tornar um pouco mais conscientes?<br /> Por que se deixar levar com tanta facilidade por emoções frívolas, que passam tão rápido?<br /> Alta velocidade, perigos, fortes emoções - será que valem a pena?<br /> Não propomos uma vida sisuda, sem cor, enfadonha - de forma alguma.<br /> É possível ser alegre, vivaz, divertir-se, sem precisar correr riscos, sem prejudicar o corpo, sem ser uma ameaça constante à sociedade.<br /> Por isso, pensemos muito antes de nos arriscarmos. Ouçamos outras opiniões. Não deixemos que a excitação nos conduza com tanta facilidade, anulando totalmente a razão.<br /> Somos seres inteligentes, lembremos disso, antes de agirmos como completos celerados.<br /> Pensemos nas consequências possíveis de cada um de nossos atos, evitando chorar as muitas lágrimas do arrependimento tardio. <br /> PENSE NISSO. MAS, POR FAVOR, PENSE AGORA! <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 20.06.2012.<br /> <br /> </span><br />
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