Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3184 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O URSO E A PANELA QUENTE
7 Abr 20212:50EP 1440

O URSO E A PANELA QUENTE

&nbsp;<span font-size:="" style="">O URSO E A PANELA QUENTE<br /> <br /> Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.<br /> A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.<br /> Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.<br /> <br /> Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.<br /> Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo.<br /> Na verdade, era o calor da tina...<br /> Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.<br /> O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.<br /> Começou a urrar muito alto.<br /> E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.<br /> <br /> Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.<br /> Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.<br /> O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.<br /> <br /> <br /> Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.<br /> Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.<br /> Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.<br /> Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.<br /> Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.<br /> Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.<br /> Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.<br /> Pense Nisso e solte a panela!<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base de um texto anônimo<br /> Em 16.4.2014.</span><br /> &nbsp;

CIDADANIA E RESPEITO AO PRÓXIMO
6 Abr 20213:48EP 1439

CIDADANIA E RESPEITO AO PRÓXIMO

Existem situações nas quais passamos no dia-a-dia capazes de nos fazer refletir. O que demonstramos com nossas atitudes? O que as pessoas observam em nós e o que percebemos nelas?<br /> &nbsp;<br /> Clara mora em uma grande cidade do Brasil, na qual milhões de pessoas dividem o espaço em movimentadas ruas.<br /> &nbsp;<br /> Todos os dias, na hora do almoço, ela anda seis quadras até o restaurante que costuma frequentar. Nesse trajeto, até há poucos meses, havia semáforo para pedestres em apenas uma das esquinas que cruzava.<br /> &nbsp;<br /> Há poucos meses, viu, com alegria, a instalação de novos semáforos para pedestres em todas as esquinas daquele trajeto.<br /> &nbsp;<br /> Mas, os sinais de trânsito não eram percebidos pela maior parte das pessoas que por ali circulava. Ela pensava: é só uma questão de tempo... logo todos vão prestar atenção.<br /> &nbsp;<br /> Várias semanas depois, Clara percebeu que as pessoas, em sua maioria, desrespeitavam os sinais luminosos, e continuavam a cruzar a rua sem segurança. Chegou a observar uma jovem, com um bebê no colo, cruzar a rua quando o sinal estava vermelho para os pedestres, e quase foi atropelada.<br /> &nbsp;<br /> Dia desses Clara resolveu contar o tempo que levaria, a mais, para chegar ao restaurante, se tivesse que esperar todos os sinais fecharem e abrirem. A conclusão foi surpreendente: apenas um minuto e vinte segundos!<br /> &nbsp;<br /> E, por tão pouco, as pessoas arriscavam tanto...<br /> Ela pensou em escrever para o departamento responsável pelo trânsito e solicitar uma campanha de educação aos pedestres. Mas, logo pensou: o cidadão também deve fazer a sua parte!<br /> &nbsp;<br /> Ela continuou a esperar, pacientemente, a vez de cruzar a rua, mesmo sendo, muitas vezes, a única pessoa a respeitar o sinal.<br /> &nbsp;<br /> *&nbsp;&nbsp; *&nbsp;&nbsp; *<br /> &nbsp;<br /> Muito se fala em cidadania. É quando o cidadão possui e exerce os direitos civis e políticos de um Estado.<br /> &nbsp;<br /> Falar em direitos é sempre agradável a qualquer indivíduo, e, sem dúvida alguma, todos devemos lutar por eles para viver dignamente.<br /> &nbsp;<br /> Mas, morando em comunidades, devemos sempre estar atentos aos nossos deveres, pois, se cada um buscar apenas os direitos, a vida em sociedade será um caos.<br /> &nbsp;<br /> Em um país todos estão sujeitos à Constituição que é a Carta que dita deveres e direitos a todos os cidadãos.<br /> &nbsp;<br /> Temos sim, portanto, deveres para com o próximo. E o próximo é nosso familiar, nosso amigo, nosso colega de trabalho, nosso vizinho.<br /> &nbsp;<br /> *&nbsp;&nbsp; *&nbsp;&nbsp; *<br /> &nbsp;<br /> E você? Como você age no dia a dia? Como aqueles que só pensam em seus direitos, ou como quem mostra a evolução moral de conhecer e cumprir seus deveres?<br /> &nbsp;<br /> Como você se comporta diariamente?<br /> &nbsp;<br /> Reflita com carinho e você concluirá que devemos melhorar a cada dia, aprendendo a respeitar as leis, a respeitar o próximo e a fazer a nossa parte, mesmo que aqueles com quem convivemos ainda não o façam.<br /> &nbsp;<br /> Pense Nisso&hellip;<br /> Mas&hellip; pense agora.<br /> &nbsp;<br /> &nbsp;<br /> Pense Nisso com base no texto do Momento Espírita, em 23/03/21

O RICO VIGILANTE
5 Abr 20213:49EP 1438

O RICO VIGILANTE

<span font-size:="" style="">O RICO VIGILANTE<br /> <br /> O desejo de ser rico é bastante comum.<br /> Em geral, ele se origina do egoísmo e da vontade de gozar dos bens do mundo em regime de ócio e saciedade.<br /> Mas há quem o justifique com a ideia de dar conforto e segurança para os seus.<br /> A respeito desse sonho tão comum, há uma narrativa bem esclarecedora.<br /> Conta-se que um homem honrado animou-se com o propósito de enriquecer para beneficiar sua família.<br /> Aflito por alcançar seus fins, envolveu-se em várias empresas.<br /> Por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio de alguns milhões.<br /> Quando se deu por satisfeito, reconheceu que todos os quadros da própria vida se haviam alterado.<br /> O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria.<br /> A esposa fizera-se escrava de mil obrigações destinadas a matar o tempo.<br /> Os filhos cochichavam entre si a respeito da herança que a morte do pai lhes reservaria.<br /> Os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia.<br /> Os negociantes visitavam-no a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas.<br /> Servidores o bajulavam, com declarado fingimento, quando ao lado de seus ouvidos.<br /> Em razão de tantos distúrbios, era compelido a transformar a residência em uma fortaleza.<br /> Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo, cada vez mais presentes.<br /> Em poucas semanas de observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de crises sem fim.<br /> A partir daí, passou a libertar suas enormes reservas.<br /> Junto dele, amigos e vizinhos passaram a ter as bênçãos do serviço e do bom ânimo.<br /> Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta.<br /> Os filhos odiaram-no e os próprios beneficiados o julgaram louco.<br /> Todavia, o milionário vigilante passou a possuir no domicílio um santuário aberto e alegre.<br /> * * *<br /> Essa história pitoresca simboliza a necessidade do equilíbrio na vida humana, em especial no que tange aos bens materiais.<br /> Toda riqueza que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva.<br /> Já a riqueza em inútil repouso converte-se em poço venenoso de água estagnada.<br /> Não há lógica em querer um rio inteiro, quando um simples copo de água pode saciar a sede.<br /> Os bens do mundo são instrumentos e não a finalidade do existir.<br /> Qualquer que seja a posição do homem, ele enfrenta problemas e desafios.<br /> Na busca de bens cada vez mais vastos, não compensa esquecer a essência do existir.<br /> Família, amigos e a própria dignidade constituem o tesouro mais importante que se pode ter.<br /> Pense nisso.Mas Pense Agora<br /> <br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base no cap. 21, do<br /> livro Jesus no lar, pelo Espírito Neio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 01.03.2013.</span><br /> &nbsp;

PÁSCOA
3 Abr 20213:37EP 1437

PÁSCOA

Você já deve ter percebido, pelas prateleiras abarrotadas de ovos e coelhos de chocolate, que se aproximam os dias da Páscoa. Os meios de comunicação, em geral, não lhe deixariam esquecer tal data.<br /> <br /> Se, no entanto, alguém lhe perguntasse o que é a Páscoa, você saberia responder? Qual a relação com ovos, coelhos e chocolates?<br /> <br /> Tem-se notícias de que os israelitas, bem antes de Moisés, celebravam a Páscoa, sempre na primeira lua cheia da primavera, quando ofereciam à Divindade os primogênitos do seu rebanho.<br /> <br /> A palavra em aramaico pashã, em hebraico pesah (pessach), significa a passagem. Segundos uns, do sol pela constelação do carneiro ou da lua pelo seu ponto mais alto. Nas línguas saxônicas o nome indica uma associação com o mês de abril, quando se comemorava a morte do inverno e a recuperação da vida, a chegada da primavera.<br /> <br /> O sentido de passagem é relacionado no livro bíblico Êxodo. Foi na época da Páscoa que se deu a libertação do povo hebreu.<br /> <br /> Cerca de quinze séculos antes de Cristo, depois de ter vivido cerca de quatro séculos no Egito, duramente tratado pelos faraós, conseguiu o povo de Israel abandonar para sempre a terra da escravidão. Naquela noite, os hebreus se serviram da carne assada de um cordeiro, pães ázimos, isto é, sem sal e fermento e alfaces amargas.<br /> <br /> Em memória daquela noite, todo ano, pelo catorze de Nisan (o mês de abril), os chefes de família celebravam a Páscoa comemorando agora a libertação do cativeiro egípcio.<br /> <br /> Os Evangelhos nos dão notícias da última ceia de Jesus com os Apóstolos justamente à época da Páscoa. A paixão, morte e ressurreição de Jesus coincidiram com essa festa.<br /> <br /> Para os cristãos, a data deve lembrar a ressurreição do Cristo. Após a Sua morte na cruz, Ele se mostra vivo para os Apóstolos, discípulos e amigos.<br /> <br /> O costume de oferecer ovos como presente, nessa época, remonta aos antigos egípcios. Entre nós, o costume foi trazido por missionários que visitaram a China.<br /> <br /> Só que antigamente, eram ovos mesmo, de pata ou de galinha, coloridos e enfeitados, depois transformados em ovos de chocolates.<br /> <br /> Para alguns historiadores, o coelho, por ser o animal que mais se reproduz, traduz antigos ritos do paganismo da fertilidade.<br /> <br /> Para os cristão, a Páscoa representa a Imortalidade da alma, segundo as escrituras do novo testamento ,atestado pelo próprio Cristo.<br /> <br /> Você sabia :<br /> <br /> Que os ovos de chocolate foram introduzidos no Brasil entre os anos de 1913 e 1920, por imigrantes alemães?<br /> <br /> E que foi a partir do século XVIII que se passou a incorporar o ovo de chocolate na comemoração da Páscoa?<br /> <br /> Redação do Pense Nisso<br /> Em 16.03.2013.<br /> &nbsp;

VOCÊ SABE QUE EU VOU SER IGUAL A VOCÊ
2 Abr 20213:21EP 1436

VOCÊ SABE QUE EU VOU SER IGUAL A VOCÊ

<span font-size:="" style="">VOCÊ SABE QUE VOU SER IGUAL A VOCÊ<br /> <br /> O cantor e compositor americano Harry Champin, escreveu e compôs uma linda canção que fez muito sucesso nos anos 70.Ela fala sobre a ausência dos pais. A letra diz assim:<br /> Meu filho chegou outro dia<br /> Veio para o mundo da maneira comum<br /> Mas havia planos para realizar<br /> E contas a pagar<br /> Ele aprendeu a andar enquanto eu estava fora<br /> E ele estava falando antes de eu conhecê - lo<br /> E enquanto ele crescia<br /> Ele falava: &quot;Vou ser igual a você pai,<br /> Você sabe que vou ser igual a você&quot;<br /> <br /> &quot;Quando você vem pra casa, pai?&quot;<br /> &quot;Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> Você sabe que vamos nos divertir juntos&quot;<br /> <br /> Meu filho fez 10 anos outro dia<br /> Ele disse: &quot;Obrigado pela bola pai,<br /> Vamos lá, vamos jogar<br /> Você pode me ensinar a chuta-la?&quot;<br /> Eu disse &quot;não hoje, tenho muito pra fazer&quot;<br /> Ele disse &quot;tudo bem&quot;<br /> E ele foi embora, mas seu sorriso nunca desapareceu<br /> Disse &quot;eu vou ser igual a ele, sim<br /> Sabe, vou ser igual a ele&quot;<br /> <br /> &quot;Quando você vem pra casa, pai?&quot;<br /> &quot;Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> Você sabe que vamos nos divertir juntos&quot;<br /> <br /> Bem, ele chegou do colégio outro dia<br /> Como um homem, eu tive que dizer<br /> &quot;filho, estou orgulhoso de você.<br /> Pode sentar um pouco?&quot;<br /> Ele balançou a cabeça,<br /> E disse com um sorriso:<br /> &quot;O que eu realmente queria pai,<br /> é pegar emprestada a chave do carro,<br /> Te vejo mais tarde&quot;<br /> Quando você vem pra casa, FILHO?&quot;<br /> &quot;Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos,<br /> Você sabe que vamos nos divertir juntos&quot;<br /> <br /> Por muito tempo estive aposentado<br /> E meu filho se mudou<br /> Liguei pra ele outro dia<br /> E disse: &quot;Eu gostaria de te ver se não se importasse&quot;<br /> Ele disse: &quot;Eu adoraria, pai, se pudesse achar tempo&quot;<br /> &ldquo;Mas foi muito bom falar com você, pai&rdquo;<br /> E quando desliguei o telefone,<br /> Isso me ocorreu,<br /> Ele cresceu igualzinho a mim<br /> Meu filho era igualzinho a mim<br /> ***<br /> Como ouvimos, a letra da canção nos faz pensar a respeito das nossas ausências de cada dia, com os nossos filhos.<br /> A nossa ausência de hoje, pode se refletir na saudade que sentiremos no inverno da nossa existência.Quando eles, da mesma forma que nós fizemos, também serão ausentes.<br /> Por isso pais e mães, paramos um instante e reflitamos e nos façamos mais presentes aos nosso pequeninos.<br /> Tudo que apresentarmos como normal na vida no lar, tende a se normalizar na vida da criança.<br /> Os filhos estão nos observando sempre e construindo, em cada momento ao nosso lado, seu sucesso ou infelicidade futuros.<br /> A oportunidade da convivência familiar é única. Aproveitemos com sabedoria.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.</span><br /> &nbsp; <div style="" text-align:=""><br /> <em><span font-size:="" style="">Redação do Momento Espírita com base em texto extraído de<br /> vídeo encontrado na Internet, sem menção a autor.<br /> Em 24.06.2012.</span></em></div>

AMOR SENTIMENTAL
1 Abr 20214:38EP 1435

AMOR SENTIMENTAL

AMOR SENTIMENTAL<br /> <br /> Quantas vezes você mulher, olhou para o seu companheiro e não se indagou: - bem que ele poderia ser como o personagem da novela tal; romântico, seguro, observador...<br /> E você marido?Muitas vezes devem ter fantasiado o mesmo com relação a sua esposa.Ah se ela fosse mais magra, ou se reclamasse menos das coisas, se fosse mais compreensiva, mais envolvente.Tal como a personagem do filme.<br /> Fantasias.Devaneios.Utopias.<br /> A atriz Rita Hayworth tornou-se famosa vivendo nas telas o mito da mulher sensual. Em 1946, tornou-se deusa do amor interpretando o papel que lhe daria maior glória: Gilda.<br /> Dali em diante foi sempre difícil para ela conseguir que as pessoas separassem Rita de Gilda. As pessoas a olhavam e a viam como Gilda, a personagem do filme.<br /> Por isso mesmo, Rita chegou a se casar por sete vezes. Em suas entrevistas, ela dizia que jamais conseguira ser verdadeiramente amada.<br /> Os homens procuram Gilda, namoram Gilda, casam-se com Gilda e depois descobrem que sou Rita, simplesmente Rita.<br /> O que a famosa atriz queria dizer é que os homens não conseguiam vê-la como o ser humano, com defeitos, com desejos e anseios muito diferentes daqueles da personagem que interpretava no filme. Por isso, acabavam se desiludindo e abandonando-a.<br /> Isso acontece muito. Trata-se do que Erich Fromm chama de amor sentimental. É o amor que só é experimentado em fantasia e não nas relações concretas com a pessoa, que é real.<br /> Assim, homens e mulheres, que não se sentem felizes em seus casamentos, encontram satisfação no consumo de filmes, novelas, contos amorosos e canções de amor.<br /> Comovem-se até às lágrimas quando participam da feliz ou infeliz história de amor do casal, na tela, como se fosse a sua própria história.<br /> As mulheres que ficam aguardando um gesto de gentileza do marido, alguma atitude romântica e nada recebem, escolhem como seu ideal o galã da telenovela da atualidade.<br /> Sim, aquele é um homem verdadeiramente gentil. Ele sabe elogiar o cabelo, a roupa nova da sua amada. Tem a capacidade de renunciar à companhia dos amigos para estar com ela. Manda flores, escreve e fala frases bonitas.<br /> Assim também o homem que vê no papel da atriz o seu ideal de mulher e se torna espectador do amor alheio.<br /> Vibra com tudo o que a cena lhe mostra, mas quando retorna à sua vida real, se torna frio.<br /> No entanto, amar, antes de tudo, consiste em dar, não em receber.<br /> E o que uma pessoa pode dar para outra? A mais importante maneira de dar não está nas coisas materiais, está em dar de si mesmo, do que tem de mais precioso, dar de sua vida.<br /> Dar da sua alegria, da sua compreensão, da sua atenção, da sua tristeza, enfim, de todas as expressões e manifestações daquilo que vive em si.<br /> * * *<br /> Diferentemente do amor &ndash;paixão, o amor sublime é de essência divina. Todos os homens, do primeiro ao último, têm, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado.<br /> O amor é o mais elevado dos sentimentos. É esse sol interior que reúne em seu ardente foco todas as aspirações sobre-humanas.<br /> Quem ama encontra, todos os dias, razões para a própria felicidade que é, em síntese, a felicidade daqueles que ama.<br /> Pense Nisso, e viva o amor real, o amor sublime.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base nos caps. II e III, do<br /> livro A arte de amar, de Erich Fromm, ed. Itatiaia e nos itens 8 e 9 do<br /> cap. XI de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed.<br /> Feb.<br /> Em 06.7.2012.

A PROCURA DA FELICIDADE
31 Mar 20214:09EP 1434

A PROCURA DA FELICIDADE

<strong>&nbsp;A procura da felicidade</strong><br /> <br /> Quem de nós não deseja ser feliz? Salvo os casos patológicos, as pessoas estão sempre em busca da felicidade, ainda que não se deem conta disso.<br /> Mas, afinal, o que é a felicidade?<br /> A felicidade varia de pessoa para pessoa, e em cada momento da nossa vida, ela pode assumir aspectos diferentes.<br /> Quando estamos enfermos, a recuperação da saúde seria a nossa felicidade. E envidamos todos os esforços para conquistá-la.<br /> Se estamos desempregados, um emprego se constituiria em felicidade, por algum tempo.<br /> Se somos solteiros e desejamos unir-nos a alguém, nossa felicidade seria encontrar a pessoa certa.<br /> No entanto, os que padecem fome e frio, encontrariam a felicidade num agasalho e na alimentação que refaz.<br /> Já para o torcedor, a explosão de felicidade se dá quando a bola atinge o fundo da rede do time adversário.<br /> Enfim, a felicidade tem tantas faces quanto os anseios de cada criatura, variando de acordo com as circunstâncias.<br /> Certa vez, lemos uma história que nos levou a refletir em que consiste a verdadeira felicidade.<br /> Foi narrada por uma moça que se sentia momentaneamente infeliz e, andando pela rua viu um homem puxando uma carroça.<br /> Ao observar a cena, pensou: Pobre homem! Fazendo o trabalho de um animal irracional..<br /> Isso é que deve ser infelicidade!<br /> Pensando em ouvir de seus lábios lamentações e queixas, aproximou-se e lhe perguntou:<br /> O senhor é muito infeliz, não é? Afinal, fazendo um trabalho desses...<br /> Confessa ela que o homem fê-la mudar a paisagem íntima, ao responder entusiasmado:<br /> Não, senhora! Sou uma pessoa muito feliz. Tenho saúde que nem mesmo preciso de um animal para puxar minha carroça.<br /> Tenho força, consigo o meu sustento passeando pela cidade e ainda ganho saudações de pessoas bonitas como a senhora.<br /> * * *<br /> Como podemos perceber, a felicidade consiste em cada um contentar-se com o que tem e fazer da sua felicidade a alegria dos outros.<br /> A verdadeira felicidade é aquela sem mescla, à felicidade plena.<br /> Todavia, podemos viver com alegria, valorizando as coisas que temos e as conquistas morais que já logramos, sem infelicitar-nos com o que não possuímos e não está ao nosso alcance.<br /> * * *<br /> Muitos de nós buscamos a felicidade distante de onde ela se encontra.<br /> A cada momento o Universo nos oferece mil motivos para nos alegrar.<br /> A oportunidade de viver, de ter uma família, amigos, trabalho...<br /> A natureza, o sol, a chuva, a noite para o repouso, as chances de aprendizado em cada minuto que passa por nós.<br /> Até mesmo os obstáculos do caminho são motivos de alegria, por nos ensinarem a superá-los, preparando-nos para a conquista da felicidade perene, que a todos nos aguarda.Pense Nisso, mas pense agora.<br /> &nbsp; <div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso, com base em história<br /> publicada no Jornal Caridade, de maio/junho de 1997...<br /> Em 19.06.2012.</em></div>

CONCLUSÕES EQUIVOCADAS
30 Mar 20215:08EP 1433

CONCLUSÕES EQUIVOCADAS

<p><strong>Conclusões equivocadas</strong></p> <p>Eram dois vizinhos que mantinham um bom relacionamento de amizade.</p> <p>Um deles comprou um coelho para os filhos.</p> <p>Logo, os filhos do outro vizinho também desejaram um animal de estimação.<br /> O pai lhes comprou um filhote de pastor alemão.<br /> A preocupação teve início. O dono do coelho achou que o cão poderia comer o seu animalzinho.<br /> O outro acreditava na boa índole e afirmou que o pastor era filhote. Bastaria que os animais fossem colocados juntos, aprendessem a conviver desde cedo e tudo daria certo.<br /> Eles seriam amigos. E por um tempo foi assim. Juntos cresceram e se tornaram amigos.<br /> Era comum ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.<br /> As crianças, felizes, com os dois animais.<br /> Certa sexta-feira, o dono do coelho resolveu viajar com a família. O animal ficou sozinho.<br /> No domingo à tarde, o dono do cachorro com sua família tomava um lanche quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes.<br /> O pobre animal estava imundo, sujo de terra, morto.<br /> Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo. Deram-lhe uma grande surra.<br /> Depois, veio o dilema: &ldquo;o que fazer, agora? Afinal, o vizinho estava certo. O cão mataria o coelho.&rdquo;<br /> Os donos do animal morto logo chegariam. O que fazer? Como consertar o estrago?<br /> Enquanto isso, lá fora, o cachorro chorava, lambendo os seus ferimentos.<br /> A grande dificuldade era como explicar para os filhos do vizinho o que acontecera com seu amado animalzinho.<br /> Então surgiu a de lavar o coelho, deixá-lo limpinho, secá-lo com o secador, arrumar bem o pelo e o colocar em sua casinha.<br /> Assim pensaram. Assim fizeram. Até perfume colocaram nele.<br /> Ao final, as próprias crianças disseram: &ldquo;Parece vivo! Ficou lindo.&rdquo;<br /> Pouco depois, ouvem a algazarra da família ao lado chegando. As crianças gritam.<br /> O coração dos donos do cão batia forte e eles pensaram: pronto! Descobriram!<br /> Passados alguns minutos, o dono do coelho bate na porta, assustado. Parecia ter visto um fantasma.<br /> &ldquo;O que foi?&rdquo; Perguntam.<br /> &ldquo;O coelho, o coelho... morreu!&rdquo; Diz aquele.<br /> &ldquo;Morreu?&rdquo; &ndash; inocentemente fala o pai da família dona do cão. &ldquo;parecia tão bem hoje à tarde.&rdquo;<br /> &ldquo;Morreu na sexta-feira!&rdquo; &ndash; exclama o outro.<br /> &ldquo;Na sexta?&rdquo;<br /> &ldquo;Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal. Imagine que agora está lá na casinha, limpo, branquinho, reapareceu!&rdquo;</p> <p>A história termina aqui. Não importa o que aconteceu depois. O que merece ser examinada é a situação do pobre cachorro.<br /> O pobrezinho, desde a sexta-feira, quando sentiu falta do amigo, começou a farejar.<br /> Finalmente, descobriu o corpo morto e enterrado. Com o coração partido, ele desenterrou o amigo de infância e foi mostrar aos seus donos.<br /> Talvez esperasse que eles o pudessem ressuscitar. E o que acontece? Pancadas e mais pancadas. Simplesmente porque expressava a sua preocupação com um amigo.</p> <p>Quase sempre procedemos assim em nossos&nbsp;relacionamentos.&nbsp;Julgamos&nbsp;os outros, sem antes verificar o que aconteceu de fato.<br /> É suficiente que suspeitas sejam levantadas contra alguém, e estamos prontos a nos afastar da pessoa. E até a comentar,&nbsp;continuar&nbsp;divulgando os fatos ouvidos.<br /> Tudo sem antes verificar se os fatos são verdadeiros, sem ir indagar daquele de quem se fala, o que, de verdade, está acontecendo.<br /> E assim velhas amizades são destruídas. Reputações são manchadas.<br /> Pessoas nobres recebem ingratidão. Tudo porque, quase sempre, tiramos conclusões precipitadas das situações e nos achamos donos da verdade.<br /> Pensemos nisso!</p> <p>Equipe de Redação do Pense Nisso</p> <p>com base em história de autoria ignorada.</p> <p>Em 01.02.2013</p>

Nada tocando
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