CONCLUSÕES EQUIVOCADAS

PENSE NISSO · EP 1433

CONCLUSÕES EQUIVOCADAS

30 Mar 2021 · DURAÇÃO 5:08
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<p><strong>Conclusões equivocadas</strong></p> <p>Eram dois vizinhos que mantinham um bom relacionamento de amizade.</p> <p>Um deles comprou um coelho para os filhos.</p> <p>Logo, os filhos do outro vizinho também desejaram um animal de estimação.<br /> O pai lhes comprou um filhote de pastor alemão.<br /> A preocupação teve início. O dono do coelho achou que o cão poderia comer o seu animalzinho.<br /> O outro acreditava na boa índole e afirmou que o pastor era filhote. Bastaria que os animais fossem colocados juntos, aprendessem a conviver desde cedo e tudo daria certo.<br /> Eles seriam amigos. E por um tempo foi assim. Juntos cresceram e se tornaram amigos.<br /> Era comum ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.<br /> As crianças, felizes, com os dois animais.<br /> Certa sexta-feira, o dono do coelho resolveu viajar com a família. O animal ficou sozinho.<br /> No domingo à tarde, o dono do cachorro com sua família tomava um lanche quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes.<br /> O pobre animal estava imundo, sujo de terra, morto.<br /> Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo. Deram-lhe uma grande surra.<br /> Depois, veio o dilema: &ldquo;o que fazer, agora? Afinal, o vizinho estava certo. O cão mataria o coelho.&rdquo;<br /> Os donos do animal morto logo chegariam. O que fazer? Como consertar o estrago?<br /> Enquanto isso, lá fora, o cachorro chorava, lambendo os seus ferimentos.<br /> A grande dificuldade era como explicar para os filhos do vizinho o que acontecera com seu amado animalzinho.<br /> Então surgiu a de lavar o coelho, deixá-lo limpinho, secá-lo com o secador, arrumar bem o pelo e o colocar em sua casinha.<br /> Assim pensaram. Assim fizeram. Até perfume colocaram nele.<br /> Ao final, as próprias crianças disseram: &ldquo;Parece vivo! Ficou lindo.&rdquo;<br /> Pouco depois, ouvem a algazarra da família ao lado chegando. As crianças gritam.<br /> O coração dos donos do cão batia forte e eles pensaram: pronto! Descobriram!<br /> Passados alguns minutos, o dono do coelho bate na porta, assustado. Parecia ter visto um fantasma.<br /> &ldquo;O que foi?&rdquo; Perguntam.<br /> &ldquo;O coelho, o coelho... morreu!&rdquo; Diz aquele.<br /> &ldquo;Morreu?&rdquo; &ndash; inocentemente fala o pai da família dona do cão. &ldquo;parecia tão bem hoje à tarde.&rdquo;<br /> &ldquo;Morreu na sexta-feira!&rdquo; &ndash; exclama o outro.<br /> &ldquo;Na sexta?&rdquo;<br /> &ldquo;Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal. Imagine que agora está lá na casinha, limpo, branquinho, reapareceu!&rdquo;</p> <p>A história termina aqui. Não importa o que aconteceu depois. O que merece ser examinada é a situação do pobre cachorro.<br /> O pobrezinho, desde a sexta-feira, quando sentiu falta do amigo, começou a farejar.<br /> Finalmente, descobriu o corpo morto e enterrado. Com o coração partido, ele desenterrou o amigo de infância e foi mostrar aos seus donos.<br /> Talvez esperasse que eles o pudessem ressuscitar. E o que acontece? Pancadas e mais pancadas. Simplesmente porque expressava a sua preocupação com um amigo.</p> <p>Quase sempre procedemos assim em nossos&nbsp;relacionamentos.&nbsp;Julgamos&nbsp;os outros, sem antes verificar o que aconteceu de fato.<br /> É suficiente que suspeitas sejam levantadas contra alguém, e estamos prontos a nos afastar da pessoa. E até a comentar,&nbsp;continuar&nbsp;divulgando os fatos ouvidos.<br /> Tudo sem antes verificar se os fatos são verdadeiros, sem ir indagar daquele de quem se fala, o que, de verdade, está acontecendo.<br /> E assim velhas amizades são destruídas. Reputações são manchadas.<br /> Pessoas nobres recebem ingratidão. Tudo porque, quase sempre, tiramos conclusões precipitadas das situações e nos achamos donos da verdade.<br /> Pensemos nisso!</p> <p>Equipe de Redação do Pense Nisso</p> <p>com base em história de autoria ignorada.</p> <p>Em 01.02.2013</p>

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