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VINHO VERDE:MUITO ALÉM DA COR
Hoje vamos desvendar uma dúvida muito comum: afinal, vinho verde é vinho de cor verde? Vamos descobrir em seis curiosidades. A primeira é justamente essa: vinho verde não significa vinho de cor verde. O nome identifica uma região demarcada no noroeste de Portugal. Em segundo lugar, apesar de o branco ser o estilo mais conhecido internacionalmente, a região também produz vinhos tintos, rosés e espumantes. Isso mesmo! Existe vinho verde tinto, vinho verde rosé e vinho verde espumante, que pode ser até tinto. A terceira curiosidade é o clima. A proximidade do Atlântico proporciona maior influência marítima, mais chuvas e temperaturas moderadas, contribuindo para vinhos de excelente frescor e acidez. Em quarto lugar, encontramos variedades como Alvarinho, Loureiro, Arinto, Trajadura e Avesso, cada uma trazendo características bastante diferentes. E não ache estranho o nome das uvas. Portugal tem muitas variedades autóctones, que são nativas da região e do próprio país. A quinta curiosidade é que alguns vinhos verdes mais simples são reconhecidos pela leveza, baixo teor alcoólico e até uma discreta sensação de gás. Mas a região também produz vinhos sofisticados e com capacidade de envelhecimento. Isso mesmo! E a sexta está no Alvarinho. Na região de Monção e Melgaço, essa variedade pode produzir vinhos de grande concentração, aromas de frutas de caroço, flores e excelente capacidade de evolução. Portanto, quando alguém perguntar qual é a cor do vinho verde, a resposta é simples: depende, porque vinho verde é, antes de tudo, uma região.
CHABLIS: CURIOSIDADES SOBRE UMA DAS REGIÕES DE VINHO BRANCO MAIS FAMOSAS DO MUNDO
Hoje, viajaremos para o norte da Borgonha, na França, para conhecer uma das regiões de vinho branco mais famosas do mundo: Chablis. A primeira curiosidade é simples e importante. Praticamente todo Chablis branco é produzido com uma única variedade, a Chardonnay. Não existe Chablis com outra variedade branca e, principalmente, com qualquer variedade tinta. Em segundo lugar, apesar de a Chardonnay muitas vezes ser associada a vinhos amanteigados e marcados pela madeira, Chablis ficou conhecido justamente por um estilo muito fresco, elegante e mineral. A terceira curiosidade está no clima. Chablis fica bastante ao norte e possui temperaturas relativamente frias para o cultivo da uva, contribuindo para preservar sua elevada acidez, que eu chamo de espinha dorsal de todo o vinho. Em quarto lugar, seus solos possuem grande quantidade de calcário e fósseis marinhos, herança de uma época em que aquela região esteve coberta pelo mar milhões de anos atrás. A quinta curiosidade são suas classificações. Encontramos desde Petit Chablis e Chablis até os níveis Premier Cru e Grand Cru, que representam vinhedos de maior prestígio. E a sexta curiosidade é que muitos Chablis combinam maravilhosamente com ostras, frutos do mar, peixes e preparações delicadas, graças à acidez e àquela sensação de frescor que só um Chablis traz. Uma excelente prova de que conhecer a uva é importante, mas conhecer o lugar onde ela nasce pode mudar completamente nossa percepção sobre o vinho.
A BORGONHA E SUAS CURIOSIDADES NO MUNDO DO VINHO
Hoje, entramos em um dos territórios mais reverenciados do mundo do vinho: a Borgonha, na França. Vamos conhecer seis curiosidades. A primeira é que duas variedades dominam grande parte de sua fama: a Pinot Noir, nos vinhos tintos, e a Chardonnay, nos vinhos brancos. Em segundo lugar, na Borgonha, o conceito de terroir é levado extremamente a sério. Vinhedos separados por poucos metros podem produzir vinhos considerados bastante diferentes. A terceira curiosidade é que os monges tiveram um papel histórico fundamental no estudo e na delimitação dos melhores terrenos para o cultivo das videiras ao longo de muitos séculos. Em quarto lugar, a região é dividida em importantes áreas, como Chablis, Côte de Nuits, Côte de Beaune, Côte Chalonnaise e Mâconnais. A quinta curiosidade são os chamados climats na Borgonha. Aqui, climat não significa simplesmente clima meteorológico, mas parcelas de vinhedos cuidadosamente delimitadas, com características e histórias próprias. E a sexta está no valor de alguns vinhos. Pequenas produções, vinhedos muito valorizados e enorme procura internacional fazem com que determinadas garrafas da Borgonha estejam entre as mais caras do planeta. Na Borgonha, muitas vezes, não perguntamos apenas qual é a uva, mas, principalmente, de qual parcela de terra ela veio.
