Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3395 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
Conflitos íntimos
13 Mai 20144:38EP 27

Conflitos íntimos

Conta antiga lenda ind&iacute;gena que, certa feita, um jovem, mergulhado nas ang&uacute;stias e questionamentos naturais da juventude, procurou o grande s&aacute;bio de sua tribo.<br /> <br /> Nos primeiros passos para tentar se entender e entender ao mundo, foi buscar no velho homem um pouco de esclarecimento.<br /> <br /> Solenemente aproximou-se do respeitoso anci&atilde;o, que o recebeu com um brilho no olhar, pr&oacute;prio dos que entendem os porqu&ecirc;s da vida em profundidade.<br /> <br /> Tentando encontrar as melhores palavras, a forma mais apropriada para se expressar, o jovem explicou o que ali o levava.<br /> <br /> Grande s&aacute;bio, trago comigo muitas d&uacute;vidas sobre como devo proceder. Afinal, como ser uma pessoa de bem, como ser um homem honrado, se ainda trago no peito tantas paix&otilde;es e tantas fragilidades morais?<br /> <br /> O s&aacute;bio, certamente, j&aacute; se houvera feito tais quest&otilde;es.<br /> <br /> Os anos lhe haviam permitido caminhar sob o a&ccedil;oite das afli&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas.<br /> <br /> E tal qual o jovem &agrave; sua frente, que ora iniciava seus primeiros passos rumo ao autoconhecimento, tamb&eacute;m ele buscara essas respostas.<br /> <br /> Ent&atilde;o, olhando-o terna e pacientemente, lhe prop&ocirc;s a seguinte imagem.<br /> <br /> Meu filho, em nosso mundo &iacute;ntimo, em nosso cora&ccedil;&atilde;o, habitam dois c&atilde;es ferozes, um bom e outro mau.<br /> <br /> Como t&ecirc;m origens muito distintas, como n&atilde;o se assemelham em nada, essas duas feras vivem em constante luta, em diuturna batalha.<br /> <br /> E voc&ecirc; sabe qual deles ir&aacute; ganhar a luta, meu filho? - Indagou o anci&atilde;o.<br /> <br /> O jovem, at&ocirc;nito pela imagem proposta, n&atilde;o soube responder. Imaginou a luta entre os dois animais e pensou como seria terr&iacute;vel, brutal.<br /> <br /> Meu jovem, essa batalha em nosso mundo &iacute;ntimo ser&aacute; ganha pelo c&atilde;o que mais alimentarmos.<br /> <br /> Escutando isso, o rapaz, compreendendo a profundidade da li&ccedil;&atilde;o, retirou-se para a necess&aacute;ria medita&ccedil;&atilde;o em torno do ensinamento recebido.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Assim acontece com cada um de n&oacute;s. N&atilde;o h&aacute; quem n&atilde;o traga em sua intimidade tend&ecirc;ncias positivas e dificuldades de grande monta.<br /> <br /> Nenhum de n&oacute;s chega ao mundo sem conflitos a serem vencidos, sem limita&ccedil;&otilde;es a serem ultrapassadas.<br /> <br /> Alguns apresentamos grande tend&ecirc;ncia ao ego&iacute;smo, e ent&atilde;o a vida nos d&aacute; a oportunidade de exercitar a solidariedade.<br /> Outros nascemos vaidosos, egoc&ecirc;ntricos, e a vida nos oferece li&ccedil;&otilde;es de humildade e simplicidade.<br /> <br /> Tantos nascemos avaros, pensando s&oacute; em amealhar bens para n&oacute;s mesmos, e a vida nos d&aacute; a chance de aprendermos a generosidade.<br /> <br /> Ser&atilde;o sempre dois c&atilde;es a lutar em nossa intimidade, a fim de ganhar espa&ccedil;o, vencer batalhas.<br /> <br /> A eclos&atilde;o de nossos conflitos &iacute;ntimos &eacute; resultado da consci&ecirc;ncia a nos alertar sobre os caminhos que a vida nos oferece.<br /> Nesses momentos, ser&aacute; a hora de pararmos e claramente decidirmos qual dos dois c&atilde;es desejamos alimentar.<br /> <br /> Ser&aacute; sempre pela insist&ecirc;ncia, pelo h&aacute;bito e pela disciplina, investindo em nossas constru&ccedil;&otilde;es positivas, que conseguiremos vencer as batalhas &iacute;ntimas.<br /> <br /> Dessa forma, tenhamos tranquilidade quanto aos enfrentamentos naturais de nossa intimidade.<br /> <br /> E n&atilde;o nos esque&ccedil;amos de que ser&aacute; sempre nossa a decis&atilde;o de alimentar uma ou outra fera, ou seja, as nossas boas ou m&aacute;s tend&ecirc;ncias.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 11.4.2014.<br /> <br />

Mães extraordinárias
10 Mai 20144:38EP 26

Mães extraordinárias

O jovem andava pela rua quando deparou com um homem ca&iacute;do.<br /> <br /> Inexperiente, mas com enorme cora&ccedil;&atilde;o, chamou um t&aacute;xi, colocou nele o homem e pediu para rumar ao hospital.<br /> Ao chegar l&aacute;, descobriu que n&atilde;o tinha dinheiro para pagar a corrida.<br /> <br /> O taxista lhe disse:<br /> <br /> Quem &eacute; este homem que voc&ecirc; vem trazendo ao hospital?<br /> <br /> N&atilde;o sei, respondeu o mo&ccedil;o. Encontrei-o ca&iacute;do na rua e pensei em dar socorro.<br /> <br /> Bom, respondeu o profissional, se voc&ecirc; pode ajudar a quem n&atilde;o conhece, eu tamb&eacute;m posso. A corrida fica por minha conta.<br /> <br /> O homem, ainda inconsciente, foi colocado em uma maca. Mas a&iacute;, os problemas come&ccedil;aram.<br /> <br /> O mo&ccedil;o n&atilde;o sabia o nome dele, nem endere&ccedil;o, nem se tinha plano de sa&uacute;de. Nada.<br /> <br /> Afinal, como disse &agrave; recepcionista, eu n&atilde;o mexi nos bolsos dele. S&oacute; pensei em socorrer.<br /> <br /> Bom, se ele n&atilde;o &eacute; seu parente, n&atilde;o &eacute; seu conhecido, quem vai se responsabilizar pelos custos do atendimento que for necess&aacute;rio?<br /> <br /> N&atilde;o sei, falou o rapaz. Eu n&atilde;o tenho condi&ccedil;&otilde;es. S&oacute; sei que ele precisa de atendimento. N&atilde;o pode ficar a&iacute;, sem que ningu&eacute;m o socorra.<br /> <br /> A quest&atilde;o era simples, segundo a mo&ccedil;a. Ele devia depositar um valor em cau&ccedil;&atilde;o e o restante poderia ser ajustado, mais tarde.<br /> <br /> Enquanto tentava explicar que n&atilde;o tinha dinheiro, e quase suplicava para que o seu socorrido fosse atendido, um m&eacute;dico adentrou o hospital.<br /> <br /> Fale com ele, disse a mo&ccedil;a. &Eacute; o diretor. Se ele autorizar...<br /> <br /> E assim foi. Ciente do que estava acontecendo, o m&eacute;dico de imediato diligenciou para que o homem adentrasse o hospital e passasse a receber atendimento.<br /> <br /> Na seq&uuml;&ecirc;ncia, pediu ao jovem que fosse ao seu escrit&oacute;rio.<br /> <br /> Quando o rapaz entrou na sala, encantou-se com um quadro, em tamanho natural, de uma senhora, de olhos expressivos, bel&iacute;ssima.<br /> <br /> Quem &eacute;? &ndash; perguntou.<br /> <br /> O diretor, sentando-se, contou: Minha m&atilde;e. Ela era uma mulher pobre. Lavando e passando roupa, conseguiu que eu me tornasse m&eacute;dico.<br /> <br /> Ela j&aacute; morreu. Mas conseguiu o seu prop&oacute;sito: formei-me em Medicina e como v&ecirc;, hoje sou o Diretor Geral deste grande hospital.<br /> <br /> Quem diria... O pobre filho de uma lavadeira. Mas essa mulher extraordin&aacute;ria, n&atilde;o somente conseguiu que eu alcan&ccedil;asse o diploma.<br /> <br /> Ela me deu li&ccedil;&otilde;es de sabedoria e de vida. No dia em que me formei, ela me recomendou:<br /> <br /> &ldquo;Filho, fa&ccedil;a o bem quanto possa. Use o seu saber, como m&eacute;dico, para salvar vidas.&rdquo;<br /> <br /> Por isso, meu jovem, quem chega neste hospital, &eacute; atendido, como est&aacute; sendo aquele homem que voc&ecirc; recolheu na rua.<br /> Depois veremos se ele tem ou n&atilde;o dinheiro para pagar.<br /> <br /> Em mem&oacute;ria de minha m&atilde;e, dessa mulher excepcional que tanto trabalhou para que eu me tornasse m&eacute;dico, jamais deixarei que algu&eacute;m morra &agrave; porta de meu hospital.<br /> <br /> Atendo e atenderei sempre, da melhor forma poss&iacute;vel, pagantes e n&atilde;o pagantes. N&atilde;o poderia deixar de atender a um pedido de minha m&atilde;e.<br /> <br /> <br /> Toda m&atilde;e &eacute; uma educadora. Algumas lecionam mat&eacute;rias para o dia a dia dos seus filhos. Ensinam a se portar, mandam o filho para escola, alimentam-no. Outras, e s&atilde;o essas as m&atilde;es extraordin&aacute;rias, renunciam a tudo pelo bem dos seus rebentos.<br /> <br /> Transmitem li&ccedil;&otilde;es para a vida imperec&iacute;vel. N&atilde;o pensam somente no bem-estar f&iacute;sico dos filhos. V&atilde;o al&eacute;m. Trabalham e estabelecem li&ccedil;&otilde;es para a vida do Esp&iacute;rito.<br /> <br /> Elas desejam que seus filhos sejam felizes agora, no hoje, na Terra, e no Al&eacute;m, quando abandonarem o corpo fisico.<br /> Essas m&atilde;es... Essas m&atilde;es s&atilde;o mesmo extraordin&aacute;rias.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em fato real, ocorrido na juventude de Divaldo Pereira Franco.<br /> Em 08.05.2013<br /> <br /> <br />

Mágoa desnecessária
9 Mai 20144:20EP 25

Mágoa desnecessária

As rela&ccedil;&otilde;es humanas ser&atilde;o sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E n&atilde;o poderia ser diferente.<br /> <br /> Como somos seres em evolu&ccedil;&atilde;o, muito ainda h&aacute; que se construir nas conquistas emocionais para que o equil&iacute;brio, a justi&ccedil;a e a retid&atilde;o sejam as ferramentas no relacionamento humano.<br /> <br /> N&atilde;o &eacute; raro indiv&iacute;duos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros.<br /> <br /> O racioc&iacute;nio se torna quase que natural, frente a tantos esfor&ccedil;os que temos que empreender, tanta paci&ecirc;ncia a exercitar, no trato com o semelhante.<br /> <br /> E n&atilde;o s&atilde;o poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela institui&ccedil;&atilde;o. Esses buscam a paz que n&atilde;o encontravam nas rela&ccedil;&otilde;es sociais e familiares.<br /> <br /> Muito embora assim o fa&ccedil;am imbu&iacute;dos, por vezes, das mais nobres inten&ccedil;&otilde;es, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da conviv&ecirc;ncia.<br /> <br /> Somente nos atritos que vivemos &eacute; que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experi&ecirc;ncias, de crescer, de superar aos poucos os pr&oacute;prios limites de intera&ccedil;&atilde;o social.<br /> <br /> Somos todos indiv&iacute;duos criados para viver em conjunto e a vida solit&aacute;ria somente nos causaria graves sequelas &agrave; vida emocional e psicol&oacute;gica.<br /> <br /> &Eacute; na experi&ecirc;ncia de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de afli&ccedil;&otilde;es e exemplos inesquec&iacute;veis.<br /> <br /> &Eacute; natural que nossas rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o sejam sempre pautadas pela harmonia. S&atilde;o nossos valores &iacute;ntimos que determinam os entrechoques que, n&atilde;o raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufru&iacute;mos.<br /> <br /> Como ainda n&atilde;o nos acostumamos a viver em estabilidade &iacute;ntima por longos per&iacute;odos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposi&ccedil;&otilde;es variadas em nossos relacionamentos.<br /> <br /> Pensando assim, pode-se concluir o quanto &eacute; desnecess&aacute;rio e improdutivo viver-se carregando no &iacute;ntimo m&aacute;goas e malqueren&ccedil;as.<br /> <br /> Ningu&eacute;m h&aacute; no planeta que n&atilde;o se aborre&ccedil;a quando recebe do outro o que n&atilde;o gostaria de receber. No entanto, n&atilde;o podemos esquecer que ningu&eacute;m tamb&eacute;m pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, n&atilde;o cause aborrecimentos e m&aacute;goas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.<br /> <br /> Desta forma, cabe a cada um de n&oacute;s procurar resolver mal-entendidos, chatea&ccedil;&otilde;es e m&aacute;goas com os recursos dispon&iacute;veis do di&aacute;logo, do entendimento, da desculpa e do perd&atilde;o. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte tamb&eacute;m acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.<br /> <br /> Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispens&aacute;vel o armazenamento de sentimentos como a m&aacute;goa ou a raiva no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> H&aacute; tanto a se realizar de bom e de &uacute;til a cada dia, e o tempo est&aacute; t&atilde;o apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos m&aacute;goa na alma, qualquer que seja a intensidade.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita, com base no cap. 41, do<br /> livro A&ccedil;&otilde;es corajosas para viver em paz, pelo Esp&iacute;rito <br /> Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 27.08.2010.<br /> <br />

O valor da paciência
8 Mai 20144:37EP 24

O valor da paciência

Algu&eacute;m disse, um dia, que a paci&ecirc;ncia &eacute; a arma dos fracos.<br /> <br /> Nada mais falso: a paci&ecirc;ncia, ao contr&aacute;rio, talvez seja o est&aacute;gio mais avan&ccedil;ado de for&ccedil;a que um ser humano pode atingir.<br /> <br /> Algumas pessoas neste mundo s&atilde;o capazes de derrubar um ex&eacute;rcito inteiro com a for&ccedil;a das m&atilde;os, e por isso se julgam fortes.<br /> <br /> Outras s&atilde;o capazes de arriscar a pr&oacute;pria vida pelos motivos mais banais, e por isso se julgam fortes.<br /> <br /> Mas, pensando bem: quantos de n&oacute;s s&atilde;o capazes de suportar uma longa afli&ccedil;&atilde;o, sem queixar-se uma &uacute;nica vez?<br /> <br /> Quantos s&atilde;o capazes de tolerar o sofrimento, a tristeza, a doen&ccedil;a e as pequenas contrariedades da vida, em sil&ecirc;ncio, dia ap&oacute;s dia, e mesmo assim tirar &acirc;nimo, sabe-se l&aacute; de onde, para continuar acreditando na sorte e na felicidade?<br /> <br /> N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que &eacute; preciso ser forte para derrubar um ex&eacute;rcito ou arriscar a vida. Mas &eacute; preciso ser ainda mais forte para levantar da cama, disposto a tentar novamente, mesmo j&aacute; tendo tentado e fracassado um milh&atilde;o de vezes.<br /> <br /> Muita gente se deixa impressionar pela suposta for&ccedil;a dos destemidos e valent&otilde;es. Por&eacute;m, &agrave;s vezes, h&aacute; mais for&ccedil;a na paci&ecirc;ncia, na resigna&ccedil;&atilde;o e na obstina&ccedil;&atilde;o de certas pessoas aparentemente fr&aacute;geis do que em qualquer outro lugar.<br /> <br /> Quando algu&eacute;m nos ofende ou desfaz de nosso valor, &eacute; normal que sintamos a necessidade de responder &agrave; altura, fazer a pessoa engolir suas palavras &mdash; mas isso a far&aacute; acreditar em n&oacute;s ou nos respeitar? <br /> <br /> Absolutamente, n&atilde;o.<br /> <br /> Crescer e aparecer: eis a &uacute;nica forma de fazer algu&eacute;m mudar de ideia a nossa respeito.<br /> <br /> Para isso, &eacute; preciso paci&ecirc;ncia: deixar nossos cr&iacute;ticos e agressores falando sozinhos para, de repente, surpreend&ecirc;-los &mdash; n&atilde;o com palavras, mas com obras. Conquistando vit&oacute;rias que julgavam fora de nosso alcance. Crescendo e aparecendo, enquanto fazem pouco de n&oacute;s.<br /> <br /> Quando vemos nosso sacrif&iacute;cio resultando in&uacute;til, nosso esfor&ccedil;o todo jogado por terra, &eacute; natural que sintamos vontade de chorar e nos revoltar &mdash; mas isso vai mudar a realidade?<br /> <br /> Absolutamente, n&atilde;o.<br /> <br /> Juntar os cacos e recome&ccedil;ar: eis a &uacute;nica forma de mudar alguma coisa.<br /> <br /> Tamb&eacute;m para isso &eacute; preciso paci&ecirc;ncia: engolir a decep&ccedil;&atilde;o sem perder tempo com l&aacute;grimas in&uacute;teis, para voltar &agrave; carga com a mesma disposi&ccedil;&atilde;o de antes, como se nada houvesse acontecido.<br /> <br /> O desespero, muitas vezes, nasce de nossa pr&oacute;pria ignor&acirc;ncia: nos julgamos incapazes de suportar determinadas situa&ccedil;&otilde;es, superar momentos de afli&ccedil;&atilde;o e tristeza, recome&ccedil;ar do zero.<br /> <br /> Mas estamos enganados quando pensamos dessa forma: quem tem paci&ecirc;ncia para deixar a poeira baixar acaba, mais cedo ou mais tarde, percebendo que o bicho nunca &eacute; t&atilde;o feio quanto parece. E, mais importante do que isso, que somos sempre mais fortes do que imaginamos.<br /> <br /> Embora talvez mais dif&iacute;cil, embora &agrave;s vezes penoso, a paci&ecirc;ncia &eacute; sempre o caminho mais curto e mais certo: aquele que sabe esperar e persistir acaba sempre alcan&ccedil;ando a vit&oacute;ria.<br /> <br /> <br /> Quem aprende a ser paciente sabe que n&atilde;o h&aacute; nada melhor do que um dia depois do outro.<br /> <br /> E que a paci&ecirc;ncia pode ser amarga como o lim&atilde;o, mas seus frutos s&atilde;o doces como o mel... <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> ******<br /> <br /> Acesse o novo site da centro America fm.<br /> L&aacute; voc&ecirc; encontra esse, e outros textos e &aacute;udios do Pense Nisso.<br /> Acesse: centroamericafm.com.br<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Com base no pensamento de Bertrand Rosseau<br /> Em 11.4.2014.<br />

Pontos de vista
7 Mai 20144:07EP 23

Pontos de vista

Um dia, cinco alunos foram submetidos a uma experi&ecirc;ncia curiosa.<br /> <br /> Todos, de olhos vendados, foram conduzidos para perto de um animal a fim de identificarem suas caracter&iacute;sticas.<br /> <br /> O primeiro passou vagarosamente as m&atilde;os nas orelhas do bicho e falou convicto: &Eacute; algo espalhado, como um tapete.<br /> <br /> O segundo aproximou-se, esticou o bra&ccedil;o, pegou na tromba e exclamou: &Eacute; uma coisa comprida e redonda, deve ser uma jiboia.<br /> <br /> Tocando demoradamente uma das pernas do animal, o terceiro falou convicto: Isto n&atilde;o &eacute; um animal, &eacute; um tronco de &aacute;rvore.<br /> <br /> O quarto aluno apalpou por v&aacute;rias vezes uma das presas e disse: Ah, isto n&atilde;o &eacute; um tronco, mas sim uma lan&ccedil;a, muito pontiaguda.<br /> <br /> O quinto e &uacute;ltimo, por sua vez, exclamou com seguran&ccedil;a, tocando o rabo do animal:Definitivamente isto &eacute; apenas uma corda muito fina!<br /> <br /> E porque n&atilde;o entrassem num acordo, os alunos come&ccedil;aram uma discuss&atilde;o acalorada. Afinal, todos eles haviam tocado o animal com as pr&oacute;prias m&atilde;os, e por esse motivo, cada um tinha seu pr&oacute;prio ponto de vista.<br /> <br /> Para acalmar os &acirc;nimos, o professor falou com firmeza:<br /> <br /> Cada um de voc&ecirc;s est&aacute; certo, mas cada um est&aacute; errado tamb&eacute;m.<br /> <br /> Todos querem defender o seu ponto de vista mas n&atilde;o querem admitir que o outro possa estar com uma parcela da verdade.<br /> <br /> Ato cont&iacute;nuo, tirou as vendas dos jovens e todos puderam contemplar o enorme elefante e perceber que todas as opini&otilde;es tinham seus fundamentos.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Grande parte dos desentendimentos entre as pessoas, na viv&ecirc;ncia di&aacute;ria, &eacute; resultado de cada um defender o seu ponto de vista sem se permitir ver as coisas sob o ponto de vista do outro.<br /> <br /> Todos querem ter raz&atilde;o, sem abrir m&atilde;o da sua verdade.<br /> <br /> No entanto, tudo seria mais f&aacute;cil se admit&iacute;ssemos a possibilidade de o outro estar certo.<br /> <br /> As pessoas s&atilde;o individualidades que trazem consigo possibilidades muito pr&oacute;prias no entendimento das coisas e situa&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Por essa raz&atilde;o, n&atilde;o podemos exigir que os outros vejam com os nossos olhos, nem que pensem com a nossa mente.<br /> <br /> Se todos compreend&ecirc;ssemos esses detalhes importantes na vida de rela&ccedil;&atilde;o, certamente evitar&iacute;amos grande parcela de dissabores e discuss&otilde;es in&uacute;teis.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Todas as flores s&atilde;o flores, mas o ger&acirc;nio n&atilde;o tem as caracter&iacute;sticas do cravo e nem a rosa as da violeta.<br /> <br /> Todos os frutos s&atilde;o frutos, mas a laranja n&atilde;o guarda semelhan&ccedil;a com a pera.<br /> <br /> Al&eacute;m disso, cada flor tem o seu perfume original, tanto quanto cada fruto n&atilde;o amadurece fora da &eacute;poca prevista.<br /> <br /> Assim tamb&eacute;m &eacute; com as criaturas.<br /> <br /> Cada pessoa respira em faixa diversa de evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> &Eacute; justo que nos detenhamos na companhia daqueles que sentem e pensam como n&oacute;s, entretanto, &eacute; caridade n&atilde;o violentar a cabe&ccedil;a daqueles que n&atilde;o comungam das nossas ideias.<br /> <br /> Pensemos nisso!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Os cegos e o elefante, <br /> de O livro das virtudes, v. II, de Willian J. Bennett, ed.Nova Fronteira<br /> e no cap. 3 do livro Ceifa de luz , pelo Esp&iacute;rito Emmanuel, <br /> psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 28.05.2013.<br /> <br /> <br />

Educação
6 Mai 20142:40EP 22

Educação

Dia desses lemos, em um adesivo colado no vidro traseiro de um ve&iacute;culo, a seguinte advert&ecirc;ncia:<br /> <br /> Minha educa&ccedil;&atilde;o depende da tua.<br /> <br /> Ficamos a imaginar qual seria o conceito de educa&ccedil;&atilde;o para quem pensa dessa forma.<br /> <br /> Ora, se nossa educa&ccedil;&atilde;o dependesse dos outros, certamente seria t&atilde;o inst&aacute;vel quanto a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos.<br /> <br /> Ademais, se assim fosse, n&atilde;o formar&iacute;amos jamais o nosso car&aacute;ter. Ser&iacute;amos apenas o resultado do comportamento de terceiros. <br /> <br /> A educa&ccedil;&atilde;o, &eacute; a arte de formar caracteres e, por conseguinte, &eacute; o conjunto de h&aacute;bitos adquiridos.<br /> <br /> Assim sendo, como fica a nossa educa&ccedil;&atilde;o se refletir t&atilde;o somente o comportamento dos outros, como uma rea&ccedil;&atilde;o apenas?<br /> <br /> Um amigo tinha o costume de dizer: Bateu, levou. Um dia perguntamos se ele admirava os mal-educados que tanto criticava.<br /> <br /> Imediatamente ele se posicionou em contr&aacute;rio: &Eacute; claro que n&atilde;o!<br /> <br /> Ent&atilde;o questionamos outra vez: Se n&atilde;o os admira, por que voc&ecirc; os imita?<br /> <br /> Ele ficou um tanto confuso, pensou um pouco e respondeu: &Eacute;, de fato dever&iacute;amos imitar somente o que achamos bonito.<br /> <br /> Dessa forma, a nossa educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve jamais depender da educa&ccedil;&atilde;o dos outros, menos ainda da falta de educa&ccedil;&atilde;o dos outros.<br /> <br /> Imaginemos se Jesus, tivesse ensinado: Se algu&eacute;m te bater numa face, esmurra-lhe a outra. Ou ent&atilde;o: Faz aos outros tudo aquilo que n&atilde;o desejas que te fa&ccedil;am. Os Crist&atilde;os certamente n&atilde;o o aceitariam como Modelo e Guia.<br /> <br /> Portanto,n&atilde;o nos espelhemos nos que n&atilde;o s&atilde;o modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso car&aacute;ter com os exemplos nobres.<br /> <br /> Assim, n&oacute;s tamb&eacute;m podemos dar exemplos dignos de serem imitados.<br /> <br /> Pense Nisso, Mas pense agora<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nos itens 685 e 685 a, de O livro dos Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, ed. Feb.<br /> <br /> Em 10.05.2012.<br />

O que fazemos nós
2 Mai 20144:12EP 21

O que fazemos nós

Muito embora conte-se a m&atilde;os cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos h&aacute; quem semeie amor, paz e solidariedade.<br /> <br /> Muito embora fale-se em cat&aacute;strofes, crimes hediondos e barb&aacute;ries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnega&ccedil;&atilde;o e amor ao pr&oacute;ximo.<br /> <br /> Assim, ser&aacute; sempre o que cada um de n&oacute;s escolher para valorizar que dar&aacute; as tintas do que nossa sociedade vem passando.<br /> <br /> O mundo sempre foi feito de contrastes.<br /> <br /> Na multid&atilde;o, que somos todos n&oacute;s, estamos cada um na sua faixa de evolu&ccedil;&atilde;o e amadurecimento, fruto da pr&oacute;pria conquista individual.<br /> <br /> Assim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz.<br /> <br /> N&atilde;o soa t&atilde;o incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna.<br /> <br /> Alguns mais amadurecidos, outros nem tanto.<br /> <br /> Vale a pena lembrar que, neste caldo que &eacute; nossa humanidade, cada um de n&oacute;s responde apenas por aquilo que faz.<br /> Assim, a maldade alheia ser&aacute; sempre do outro, enquanto n&atilde;o a abrigarmos em nossa intimidade.<br /> <br /> A viol&ecirc;ncia do pr&oacute;ximo estar&aacute; manchando apenas as m&atilde;os dos outros, enquanto n&atilde;o nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal.<br /> <br /> Inevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdr&uacute;xulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando coment&aacute;rios de indigna&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Nada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos n&oacute;s diante de tanta desfa&ccedil;atez?<br /> <br /> Se tantos se locupletam no roubo e na corrup&ccedil;&atilde;o, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez?<br /> <br /> Se muitos se utilizam da viol&ecirc;ncia para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, ser&aacute; que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e coment&aacute;rios?<br /> <br /> A sociedade &eacute; o espelho de seus cidad&atilde;os, com sua maturidade e seus valores.<br /> <br /> Se desejamos que ela se modifique, comecemos por n&oacute;s.<br /> <br /> Nossos valores e atitudes contribuir&atilde;o para um mundo melhor, ou somar&atilde;o para o desequil&iacute;brio vigente.<br /> <br /> Tudo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> <br /> Dessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa &eacute; a hora de come&ccedil;armos a mudar a n&oacute;s mesmos.<br /> <br /> A reestrutura&ccedil;&atilde;o do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de n&oacute;s.<br /> <br /> Dia vir&aacute; em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscar&aacute; outros par&acirc;metros.<br /> <br /> Enquanto isso, que possamos dar in&iacute;cio a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos.<br /> <br /> Ante a espera de mudan&ccedil;as mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo &iacute;ntimo tudo o que desejamos seja um dia a t&ocirc;nica do nosso mundo.<br /> <br /> Pensemos nisso. Fa&ccedil;amos isso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 25.4.2014.<br /> <br />

Salário ideal
1 Mai 20143:30EP 20

Salário ideal

Voc&ecirc; est&aacute; satisfeito com o seu sal&aacute;rio?<br /> <br /> Provavelmente n&atilde;o, pois s&atilde;o cont&iacute;nuas as reclama&ccedil;&otilde;es a respeito da baixa remunera&ccedil;&atilde;o que, como dizem, n&atilde;o d&aacute; para nada.<br /> <br /> Ouve-se dizer que o dinheiro que se ganha ao final do m&ecirc;s mal d&aacute; para quitar d&eacute;bitos anteriormente assumidos.<br /> <br /> O estranho em tudo isso &eacute; que, se as reclama&ccedil;&otilde;es pela melhoria dos sal&aacute;rios prov&ecirc;m de todas as classes trabalhistas, o que se verifica em quest&atilde;o de qualidade de trabalho &eacute; quase o caos.<br /> <br /> N&atilde;o se percebe, falando de forma generalizada, que as pessoas se preocupem em realizar bem a sua tarefa.<br /> <br /> Contrata-se um jardineiro para colocar em ordem o jardim. E o que se obt&eacute;m &eacute; uma poda mal feita, grama mal aparada e a terra mal espalhada pelos canteiros.<br /> <br /> Um pedreiro que recebe um adiantamento e deixa a obra incompleta ou mal feita.<br /> <br /> Entrega-se uma crian&ccedil;a aos cuidados de uma bab&aacute; e se percebe a m&aacute; vontade com que segue os passos vacilantes do pequeno, inquieto e vivaz.<br /> <br /> Balconistas apressados, servidores desatenciosos, vendedores impacientes, trabalhadores dom&eacute;sticos relapsos.<br /> <br /> Em todos os lugares nos deparamos com criaturas que somente pensam em olhar para o rel&oacute;gio, no aguardo do final do expediente, atendendo suas tarefas com descuido e at&eacute; desleixo.<br /> <br /> &Agrave; conta disto, decai a qualidade e trabalhos contratados s&atilde;o conclu&iacute;dos e entregues de forma afoita.<br /> N&atilde;o importa qual seja nossa profiss&atilde;o, qual seja a nossa tarefa.<br /> <br /> O que importa, e muito, &eacute; que a realizemos com amor, aprimorando-nos na sua execu&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Quer se trate de lavar uma simples pe&ccedil;a de roupa ou lidar com sofisticados aparelhos computadorizados, &eacute; necess&aacute;rio que nos conscientizemos de que, tanto quanto desejamos receber dos demais o melhor, compete-nos doar o melhor.<br /> <br /> Portanto, antes de prosseguirmos a reclamar da nossa remunera&ccedil;&atilde;o, revisemos a qualidade dos nossos servi&ccedil;os.<br /> <br /> Preocupemo-nos muito mais em nos tornarmos excelentes profissionais, o que significa criaturas respons&aacute;veis, ativas, competentes.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Sejam quais forem as tuas possibilidades sociais ou econ&ocirc;micas, trabalha!<br /> <br /> O trabalho &eacute;, ao lado da ora&ccedil;&atilde;o, o mais eficiente ant&iacute;doto contra o mal, porquanto conquista valores incalcul&aacute;veis com que o Esp&iacute;rito corrige as imperfei&ccedil;&otilde;es e disciplina a vontade.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense agora!<br /> <br />

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00