Mães extraordinárias

PENSE NISSO · EP 26

Mães extraordinárias

10 Mai 2014 · DURAÇÃO 4:38
0:004:38

O jovem andava pela rua quando deparou com um homem ca&iacute;do.<br /> <br /> Inexperiente, mas com enorme cora&ccedil;&atilde;o, chamou um t&aacute;xi, colocou nele o homem e pediu para rumar ao hospital.<br /> Ao chegar l&aacute;, descobriu que n&atilde;o tinha dinheiro para pagar a corrida.<br /> <br /> O taxista lhe disse:<br /> <br /> Quem &eacute; este homem que voc&ecirc; vem trazendo ao hospital?<br /> <br /> N&atilde;o sei, respondeu o mo&ccedil;o. Encontrei-o ca&iacute;do na rua e pensei em dar socorro.<br /> <br /> Bom, respondeu o profissional, se voc&ecirc; pode ajudar a quem n&atilde;o conhece, eu tamb&eacute;m posso. A corrida fica por minha conta.<br /> <br /> O homem, ainda inconsciente, foi colocado em uma maca. Mas a&iacute;, os problemas come&ccedil;aram.<br /> <br /> O mo&ccedil;o n&atilde;o sabia o nome dele, nem endere&ccedil;o, nem se tinha plano de sa&uacute;de. Nada.<br /> <br /> Afinal, como disse &agrave; recepcionista, eu n&atilde;o mexi nos bolsos dele. S&oacute; pensei em socorrer.<br /> <br /> Bom, se ele n&atilde;o &eacute; seu parente, n&atilde;o &eacute; seu conhecido, quem vai se responsabilizar pelos custos do atendimento que for necess&aacute;rio?<br /> <br /> N&atilde;o sei, falou o rapaz. Eu n&atilde;o tenho condi&ccedil;&otilde;es. S&oacute; sei que ele precisa de atendimento. N&atilde;o pode ficar a&iacute;, sem que ningu&eacute;m o socorra.<br /> <br /> A quest&atilde;o era simples, segundo a mo&ccedil;a. Ele devia depositar um valor em cau&ccedil;&atilde;o e o restante poderia ser ajustado, mais tarde.<br /> <br /> Enquanto tentava explicar que n&atilde;o tinha dinheiro, e quase suplicava para que o seu socorrido fosse atendido, um m&eacute;dico adentrou o hospital.<br /> <br /> Fale com ele, disse a mo&ccedil;a. &Eacute; o diretor. Se ele autorizar...<br /> <br /> E assim foi. Ciente do que estava acontecendo, o m&eacute;dico de imediato diligenciou para que o homem adentrasse o hospital e passasse a receber atendimento.<br /> <br /> Na seq&uuml;&ecirc;ncia, pediu ao jovem que fosse ao seu escrit&oacute;rio.<br /> <br /> Quando o rapaz entrou na sala, encantou-se com um quadro, em tamanho natural, de uma senhora, de olhos expressivos, bel&iacute;ssima.<br /> <br /> Quem &eacute;? &ndash; perguntou.<br /> <br /> O diretor, sentando-se, contou: Minha m&atilde;e. Ela era uma mulher pobre. Lavando e passando roupa, conseguiu que eu me tornasse m&eacute;dico.<br /> <br /> Ela j&aacute; morreu. Mas conseguiu o seu prop&oacute;sito: formei-me em Medicina e como v&ecirc;, hoje sou o Diretor Geral deste grande hospital.<br /> <br /> Quem diria... O pobre filho de uma lavadeira. Mas essa mulher extraordin&aacute;ria, n&atilde;o somente conseguiu que eu alcan&ccedil;asse o diploma.<br /> <br /> Ela me deu li&ccedil;&otilde;es de sabedoria e de vida. No dia em que me formei, ela me recomendou:<br /> <br /> &ldquo;Filho, fa&ccedil;a o bem quanto possa. Use o seu saber, como m&eacute;dico, para salvar vidas.&rdquo;<br /> <br /> Por isso, meu jovem, quem chega neste hospital, &eacute; atendido, como est&aacute; sendo aquele homem que voc&ecirc; recolheu na rua.<br /> Depois veremos se ele tem ou n&atilde;o dinheiro para pagar.<br /> <br /> Em mem&oacute;ria de minha m&atilde;e, dessa mulher excepcional que tanto trabalhou para que eu me tornasse m&eacute;dico, jamais deixarei que algu&eacute;m morra &agrave; porta de meu hospital.<br /> <br /> Atendo e atenderei sempre, da melhor forma poss&iacute;vel, pagantes e n&atilde;o pagantes. N&atilde;o poderia deixar de atender a um pedido de minha m&atilde;e.<br /> <br /> <br /> Toda m&atilde;e &eacute; uma educadora. Algumas lecionam mat&eacute;rias para o dia a dia dos seus filhos. Ensinam a se portar, mandam o filho para escola, alimentam-no. Outras, e s&atilde;o essas as m&atilde;es extraordin&aacute;rias, renunciam a tudo pelo bem dos seus rebentos.<br /> <br /> Transmitem li&ccedil;&otilde;es para a vida imperec&iacute;vel. N&atilde;o pensam somente no bem-estar f&iacute;sico dos filhos. V&atilde;o al&eacute;m. Trabalham e estabelecem li&ccedil;&otilde;es para a vida do Esp&iacute;rito.<br /> <br /> Elas desejam que seus filhos sejam felizes agora, no hoje, na Terra, e no Al&eacute;m, quando abandonarem o corpo fisico.<br /> Essas m&atilde;es... Essas m&atilde;es s&atilde;o mesmo extraordin&aacute;rias.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em fato real, ocorrido na juventude de Divaldo Pereira Franco.<br /> Em 08.05.2013<br /> <br /> <br />

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