
Como se escreve

PODCAST · 3395 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


Por vezes, a vida nos oferece maus momentos. Sofrimento, lágrimas e infelicidade nos visitam e nos sentimos desesperançados e infelizes.<br /> <br /> Nesses momentos amargos, em que a alma dolorida se volta para Deus e indaga Por que passo por essas provações?, é a hora em que devemos lembrar de uma palavra luminosa: a esperança.<br /> <br /> Narra a tradição grega que uma jovem chamada Pandora recebeu uma bela caixa com a recomendação de jamais abri-la.<br /> <br /> Mas Pandora era curiosa e desobediente. Ao abrir a caixa, ela liberou todos os males, misérias e sofrimentos no Mundo.<br /> <br /> Desesperada, Pandora chorou. Mais tarde, viu que, após saírem todas as mazelas, havia ficado, no fundo da caixa, a esperança. Brilhava sozinha a esperança - um fiozinho de luz que pulsava. Mas que poder possuía!<br /> <br /> * * *<br /> <br /> O mito de Pandora deve ser refletido profundamente, em especial quando estamos atravessando momentos difíceis.<br /> <br /> Observe que, na lenda grega, é um ato da própria Pandora que liberta os males do Mundo. Na nossa vida não é muito diferente: em geral, somos nós mesmos que, de alguma forma, provocamos muitos males que nos atingem.<br /> <br /> Por isso, cada momento difícil é uma oportunidade de meditarmos e analisarmos qual foi a nossa contribuição para aquela situação.<br /> <br /> No entanto, a lenda de Pandora vai além: ela mostra que – apesar da gravidade dos sofrimentos – não estamos completamente sós: há uma luz posta por Deus para nos consolar e devolver o brilho em nossos olhos.<br /> <br /> Essa luz é a esperança.<br /> <br /> Esperança que restaura as forças, reequilibra o coração, acalma as emoções.<br /> <br /> A esperança é a mão generosa que acende a luz quando estamos mergulhados na treva profunda. É medicamento quando nos contorcemos em dores.<br /> <br /> Esperança é canção suave, que nos acalenta quando nos sentimos desamparados. É um olhar de compaixão no instante em que o Mundo nos rejeita.<br /> <br /> A esperança nasce de gestos de generosidade, de atitudes espontâneas, de palavras corretas.<br /> <br /> Mas não se habitue apenas a aguardar que a esperança venha gratuitamente se aninhar no seu coração. Abra as portas da alma para ela!<br /> <br /> Para isso, é necessário educar o coração.<br /> <br /> A esperança é como um visitante importante. Devemos nos preparar adequadamente para recebê-la. A primeira atitude é retirar a poeira do pessimismo.<br /> <br /> Depois, varrer as sujeiras acumuladas pela mágoa. Essas sujeirinhas têm vários nomes: rancor, maledicência, desejo de vingança.<br /> <br /> Em seguida, com a casa mental bem limpa, é hora de perfumá-la com bons pensamentos, sorrisos, serenidade e otimismo.<br /> <br /> Então, quando menos se espera, eis que chega a esperança. Viaja em uma carruagem dourada, espalha flores pelo caminho e se instala no Espírito fazendo festa.<br /> <br /> É uma presença tão forte, tão bela, que transforma de imediato o ambiente em que se hospeda: impregna a alma de coragem e de alegria.<br /> <br /> Esperança é um sol que nasce após uma longa noite escura. Chega trazendo calor e a luz dourada de um dia cheio de boas realizações. Ela aponta, firme, para um futuro radioso. Basta recebê-la.Pense Nisso, mas pense agora!<br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 23.7.2013.<br />

Uma das coisas de que talvez mais tenhamos medo é a solidão.<br /> <br /> A sensação de estarmos completamente sós pode ser apavorante, a ponto mesmo de nos sujeitarmos às companhias mais maçantes para termos, ao menos, a garantia de haver alguém por perto.<br /> <br /> Há dias em que nos sentimos não apenas sozinhos, mas abandonados pelo mundo, divorciados do resto da humanidade.<br /> <br /> Em momentos assim, todos parecem ter alguma coisa divertida para fazer, um lugar aonde ir; alguém com quem conversar, rir, talvez amar — menos nós. Todos parecem ter um destino, somente nós não encontramos nosso espaço no mundo. Temos a impressão de que estamos sobrando, de que não somos importantes para ninguém — e é então que o espectro da solidão nos encurrala e apavora.<br /> <br /> O fato é que, quando nos assusta tanto ficar sozinhos, não estamos verdadeiramente satisfeitos com o que somos. Preferimos, então, qualquer companhia que não a nossa, pois parece amedrontar-nos ficar a sós em nossa própria presença.<br /> <br /> No entanto, para que alguém deseje aproximar-se de nós, é preciso que, antes, nós mesmos nos estimemos e nos tornemos nossos amigos. É preciso que reconheçamos nosso valor, que apreciemos nossas qualidades e nos sintamos bem dentro de nossa pele. É preciso percebermos que somos bons o suficiente para dispensar muletas; para não precisarmos tão desesperadamente da proximidade constante de quem quer que seja.<br /> É claro que a companhia do semelhante faz bem ao ser humano — mas o que há de tão desagradável em ficarmos, eventualmente, a sós?<br /> <br /> Será que não podemos passar um mísero dia sem ceder a essa necessidade neurótica de ter sempre alguém ao lado?<br /> <br /> Se somos tão desagradáveis a ponto de não conseguirmos tolerar nossa própria companhia, como então esperarmos que os outros desejem ficar perto de nós?<br /> <br /> Se realmente ansiamos despertar interesse e viver cercados de gente, que então mostremos uma disposição enérgica e alegre. Ficarmos a nos lamentar feito velhinhos confinados num asilo não servirá senão para afastar as pessoas ainda mais: o mundo busca a companhia dos que realizam com alegria. Aqueles que nada fazem exceto mendigar atenção são condenados à indiferença, sem nenhuma compaixão.<br /> <br /> Na verdade, não precisamos pedir ou mendigar nada a ninguém, tampouco ter medo da solidão. O fundamental é nos convencermos de nosso valor e importância; é descobrirmos o quanto podemos ser pessoas interessantes.<br /> <br /> Conquistar a atenção dos outros e despertar-lhes o desejo por nossa companhia não é mais do que mera consequência dessa descoberta. Pense Nisso.<br /> <br /> Gostou da mensagem de hoje? Acesse o nosso novo site, e ouça essa e muitas outras mensagens do Pense Nisso: centroamericafm.com.br<br /> <br /> Redação do Pense Nisso<br /> Em 10.05.2014.<br />

O homem acordou pela manhã e recordou-se de algo que lera em um livreto: Comece o dia na luz da oração. O amor de Deus nunca falha.<br /> <br /> E então decidiu orar: Senhor, hoje, até o momento, me comportei bem.<br /> <br /> Não fofoquei. Não me zanguei. Não fui ganancioso, mal-humorado, precipitado ou egoísta.<br /> <br /> Estou realmente satisfeito com isso.<br /> <br /> Mas, em poucos minutos, senhor, vou me levantar, e daí em diante, provavelmente vou precisar de muito mais ajuda. <br /> Obrigado.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Assim mesmo é a prece. Um diálogo franco com a Divindade, onde o ser expõe a própria alma.<br /> <br /> Não há necessidade de longas frases, nem de palavras ensaiadas. É o que a alma sente e deixa transbordar.<br /> <br /> Um pedido simples, mas profundo. Um pedido de quem reconhece que a necessidade maior reside em si mesmo, nas suas deficiências morais.<br /> <br /> Um exame de consciência e um pedido de socorro.<br /> <br /> A resposta é exatamente a fortaleza para vencer, a pouco e pouco, as dificuldades íntimas e ir vivendo melhor a cada dia, conquistando a paz.<br /> <br /> Devotando-se ao trabalho, sem se deter a observar defeitos alheios e muito menos a comentá-los, semeia-se tranquilidade no ambiente profissional.<br /> <br /> Não se permitindo envolver pelas teias do nervosismo, da inquietação, os problemas vão sendo solucionados um a um, na medida em que surjam.<br /> <br /> Sem desejar possuir em demasia, usufruir de todos os prazeres que os bens terrenos oferecem, o homem se entrega às lutas do cotidiano, sereno e confiante.<br /> <br /> Não se permitindo o mau humor por coisa nenhuma, por um contratempo no trânsito, um defeito mecânico no carro, um funcionário que não atende aos deveres, a criatura distribui serenidade onde se encontre.<br /> <br /> Sem precipitação, ouve o seu semelhante até o fim, antes de dar respostas que nem sempre atendem ao que o outro deseja.<br /> <br /> Deixando de lado o egoísmo, o homem se sente feliz em compartilhar o de que disponha e se torna uma pessoa amiga, prestativa.<br /> <br /> Compartilhar coisas pequenas, simples, como oferecer uma carona a um vizinho, emprestar um livro, indicar uma boa leitura.<br /> <br /> Compartilhar o que detenhamos inclui os valores intrínsecos do ser, que tem a ver com a vida e os seus objetivos.<br /> Portanto, compartilhemos a nossa certeza da existência de Deus, da imortalidade da alma com aqueles que se debatem no mundo, sem fé, sem rumo, sem objetivos.<br /> <br /> E guardemos a certeza de que ,se assim rogarmos a Deus que nos ajude, Ele estará conosco, auxiliando-nos nessas pequenas grandes autoconquistas diárias, que somente redundarão em felicidade para nós mesmos.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Cada dia é um presente especial que Deus concede aos homens.<br /> <br /> Cada dia é de tal forma único, que nunca se repete. Observemos como o sol rompe a treva da noite, trazendo a manhã radiante, sempre com um novo colorido.<br /> <br /> As flores de ontem não estão exatamente iguais hoje. As gotas da chuva que caem em abundância não são aquelas que rolaram em dias anteriores.<br /> <br /> Tudo é novo a cada dia. Essa é a grande mensagem de Deus para os homens: a renovação da oportunidade de crescer, melhorar-se e ser feliz.<br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com prece inicial<br /> de autoria ignorada.<br /> Em 26.1.2013.<br />

Em se observando a enorme diversidade dos animais, descobre-se como o Pai Criador foi pródigo em tudo providenciar ao homem.<br /> <br /> Os animais o vestem com suas peles, o alimentam com seus ovos, seu leite, sua carne. Aquecem-no com suas penas e lã.<br /> <br /> Com alegria, lhe deliciam os ouvidos tecendo sinfonias nos ramos das árvores ou aprisionados em gaiolas douradas.<br /> Retribuem as carícias com fidelidade extremada, até o sacrifício da própria vida.<br /> <br /> Em uma palavra, servem a Humanidade. E o que tem feito o homem pelos animais?<br /> <br /> Basta se viaje e nas rodovias se encontram à venda várias aves, especialmente periquitos e papagaios, recém retirados do seu habitat.<br /> <br /> Repousam ali, sobre varas improvisadas, de asas cortadas para não alçarem vôo.<br /> <br /> Se a necessidade ou a ignorância de quem as retira da mata pode ser entendida, como se desculpar o homem que passa no seu carro, a negócios ou a passeio, que pára e adquire o espécime?<br /> <br /> Para quê? Para servir de brinquedo ao filho? Por quanto tempo? Para servir de adorno?<br /> <br /> Logo, o bichinho está relegado a um canto, triste. Morre cedo, na maioria das vezes, porque longe da liberdade da sua mata, quando não por doenças que contrai pela alimentação inadequada que recebe.<br /> <br /> De outras vezes, descobre-se nos centros urbanos, junto a piscinas improvisadas ou nos jardins, tartarugas e cágados.<br /> Também retirados pequenos do seu local de origem, fazem a alegria da criançada... Por algum tempo.<br /> <br /> Até crescerem tanto que deixam de ser engraçadinhos. Alimentados de forma incorreta, têm os seus cascos amolecidos e acabam sendo entregues, quando o são, a zoológicos da cidade.<br /> <br /> Para que tirá-los da condição de liberdade?<br /> <br /> Tudo isso demonstra a crueldade do ser humano. Crueldade que é fruto do seu egoísmo e do pouco valor que dá à vida.<br /> <br /> Já se viu, muitas vezes, burros e mulas com os ossos à mostra, carregando fardos pesadíssimos. E ainda recebendo chicotadas. Fome, trabalho excessivo, maus tratos.<br /> <br /> Patos e suínos confinados em espaços mínimos, em especial regime de engorda. Prisioneiros, para acelerar a hora de serem levados ao mercado consumidor ou produzirem a melhor iguaria para sofisticados pratos.<br /> <br /> Onde o respeito à vida, à natureza, ao ser inferior?<br /> <br /> Conscientizemo-nos de que somente alcançaremos a felicidade, quando não venhamos a distribuir o mal, seja para a Terra que nos agasalha, seja para os seres que a habitam.<br /> <br /> Porque em síntese, toda agressão à natureza redunda em prejuízo para quem a pratica.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Carl Sagan, astrônomo americano, disse que se fôssemos visitados por um viajante espacial que examinasse nosso planeta, ele possivelmente concluiria que não há vida inteligente na Terra.<br /> <br /> É que o hipotético viajante iria logo descobrir que os organismos dominantes da Terra estão destruindo suas fontes de vida.<br /> <br /> A camada de ozônio, as florestas tropicais, o solo fértil, tudo sofrendo constantes ataques. Redação do Pense Nisso, com base em artigo publicado na Revista Veja de 27.03.1996.<br /> Em12.12.2012.

Quantas vezes você mulher, olhou para o seu companheiro e não se indagou: - bem que ele poderia ser como o personagem da novela tal; romântico, seguro, observador...<br /> <br /> E você marido?Muitas vezes devem ter fantasiado o mesmo com relação a sua esposa.Ah se ela fosse mais magra, ou se reclamasse menos das coisas, se fosse mais compreensiva, mais envolvente.Tal como a personagem do filme.<br /> Fantasias.Devaneios.Utopias.<br /> <br /> A atriz Rita Hayworth tornou-se famosa vivendo nas telas o mito da mulher sensual. Em 1946, tornou-se deusa do amor interpretando o papel que lhe daria maior glória: Gilda.<br /> <br /> Dali em diante foi sempre difícil para ela conseguir que as pessoas separassem Rita de Gilda. As pessoas a olhavam e a viam como Gilda, a personagem do filme.<br /> <br /> Por isso mesmo, Rita chegou a se casar por sete vezes. Em suas entrevistas, ela dizia que jamais conseguira ser verdadeiramente amada.<br /> <br /> Os homens procuram Gilda, namoram Gilda, casam-se com Gilda e depois descobrem que sou Rita, simplesmente Rita.<br /> <br /> O que a famosa atriz queria dizer é que os homens não conseguiam vê-la como o ser humano, com defeitos, com desejos e anseios muito diferentes daqueles da personagem que interpretava no filme. Por isso, acabavam se desiludindo e abandonando-a.<br /> <br /> Isso acontece muito. Trata-se do que Erich Fromm chama de amor sentimental. É o amor que só é experimentado em fantasia e não nas relações concretas com a pessoa, que é real.<br /> <br /> Assim, homens e mulheres, que não se sentem felizes em seus casamentos, encontram satisfação no consumo de filmes, novelas, contos amorosos e canções de amor.<br /> <br /> Comovem-se até às lágrimas quando participam da feliz ou infeliz história de amor do casal, na tela, como se fosse a sua própria história.<br /> <br /> As mulheres que ficam aguardando um gesto de gentileza do marido, alguma atitude romântica e nada recebem, escolhem como seu ideal o galã da telenovela da atualidade.<br /> <br /> Sim, aquele é um homem verdadeiramente gentil. Ele sabe elogiar o cabelo, a roupa nova da sua amada. Tem a capacidade de renunciar à companhia dos amigos para estar com ela. Manda flores, escreve e fala frases bonitas.<br /> <br /> Assim também o homem que vê no papel da atriz o seu ideal de mulher e se torna espectador do amor alheio.<br /> <br /> Vibra com tudo o que a cena lhe mostra, mas quando retorna à sua vida real, se torna frio.<br /> <br /> No entanto, amar, antes de tudo, consiste em dar, não em receber.<br /> <br /> E o que uma pessoa pode dar para outra? A mais importante maneira de dar não está nas coisas materiais, está em dar de si mesmo, do que tem de mais precioso, dar de sua vida.<br /> <br /> Dar da sua alegria, da sua compreensão, da sua atenção, da sua tristeza, enfim, de todas as expressões e manifestações daquilo que vive em si.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Diferentemente do amor –paixão, o amor sublime é de essência divina. Todos os homens, do primeiro ao último, têm, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado.<br /> <br /> O amor é o mais elevado dos sentimentos. É esse sol interior que reúne em seu ardente foco todas as aspirações sobre-humanas.<br /> <br /> Quem ama encontra, todos os dias, razões para a própria felicidade que é, em síntese, a felicidade daqueles que ama.<br /> Pense Nisso, e viva o amor real, o amor sublime.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base nos caps. II e III, do livro A arte de amar, de Erich Fromm, ed. Itatiaia e nos itens 8 e 9 do cap. XI de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 06.7.2012.

Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.<br /> <br /> A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.<br /> <br /> Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.<br /> <br /> Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.<br /> <br /> Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. <br /> <br /> Na verdade, era o calor da tina... <br /> <br /> Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.<br /> <br /> O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.<br /> <br /> Começou a urrar muito alto. <br /> <br /> E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.<br /> <br /> Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. <br /> <br /> Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.<br /> <br /> O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.<br /> <br /> Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.<br /> <br /> Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.<br /> <br /> Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. <br /> <br /> Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.<br /> <br /> Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.<br /> <br /> Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.<br /> <br /> Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.<br /> <br /> Pense Nisso e solte a panela!<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base de um texto anônimo<br /> Em 16.4.2014.

Se eu soubesse que essa seria a ultima vez que eu veria você dormir<br /> <br /> Eu aconchegaria você mais apertado,<br /> <br /> E rogaria ao senhor que protegesse você.<br /> <br /> Se eu soubesse que essa seria a última vez que veria você sair pela porta,<br /> <br /> Eu abraçaria, beijaria você e a chamaria de volta,<br /> <br /> Para abraçar e beijar uma vez mais.<br /> <br /> Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria sua voz em oração Eu filmaria cada gesto, cada palavra sua, Para que eu pudesse ver e ouvir de novo, dia após dia.<br /> <br /> Se eu soubesse que essa seria a última vez,<br /> <br /> Eu gastaria um minuto extra ou dois, para parar e dizer: EU TE AMO<br /> <br /> Ao invés de assumir que você já sabe disso.<br /> <br /> Se eu soubesse que essa seria a última vez,<br /> <br /> Eu estaria ao seu lado, partilhando do seu dia, ao invés de pensar:<br /> <br /> “Bem, tenho certeza que outras oportunidades virão, então eu posso deixar passar esse dia.”<br /> <br /> É claro que haverá um amanhã para se fazer uma revisão,<br /> <br /> E nós teríamos uma segunda chance para fazer as coisas de maneira correta.<br /> <br /> É claro que haverá outro dia para dizermos um para o outro:<br /> <br /> “EU TE AMO”,<br /> <br /> E certamente haverá uma nova chance de dizermos um para o outro:<br /> <br /> “Posso te ajudar em alguma coisa?”<br /> <br /> Mas no caso de eu estar errado, e hoje ser o último dia que temos,<br /> <br /> Eu gostaria de dizer O QUANTO EU AMO VOCÊ,<br /> <br /> E espero que nunca esqueçamos disso.<br /> <br /> O dia de amanhã não está prometido para ninguém, jovem ou velho,<br /> <br /> E hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertado, a mão da pessoa que você ama.<br /> <br /> Se você está esperando pelo amanhã, porque não o fazer hoje?<br /> <br /> Porque se o amanhã não vier, você com certeza se arrependerá pelo resto de sua vida,<br /> <br /> De não ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abraço, num beijo,<br /> <br /> Porque você estava muito ocupado para dar para aquela pessoa, aquilo que acabou sendo o último desejo que ela queria.<br /> <br /> Então, abrace seu amado, a sua amada HOJE.<br /> <br /> Bem apertado.<br /> <br /> Sussurre nos seus ouvidos, dizendo o quanto o ama e o quanto o quer junto de você.<br /> <br /> Gaste um tempo para dizer:<br /> <br /> “Me desculpe”<br /> <br /> “Por favor”<br /> <br /> “Me perdoe”<br /> <br /> “Obrigado”<br /> <br /> ou ainda:<br /> <br /> “Não foi nada”<br /> <br /> “Está tudo bem”<br /> <br /> Porque, se o amanhã jamais chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje.<br /> <br /> Pois o passado não volta, e o futuro talvez não chegue.<br /> <br /> Texto postado no mural de comunicação interna da TAM, pelo marido de uma das aeromoças, um dia após o acidente do Boeing.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base na carta<br /> de despedida do marido de uma das vitimas do acidente<br /> aéreo com o avião da Tam em 17 de julho de 2007.<br /> Em 08.4.2014<br />