Amor Sentimental

PENSE NISSO · EP 38

Amor Sentimental

30 Mai 2014 · DURAÇÃO 4:42
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Quantas vezes voc&ecirc; mulher, olhou para o seu companheiro e n&atilde;o se indagou: - bem que ele poderia ser como o personagem da novela tal; rom&acirc;ntico, seguro, observador...<br /> <br /> E voc&ecirc; marido?Muitas vezes devem ter fantasiado o mesmo com rela&ccedil;&atilde;o a sua esposa.Ah se ela fosse mais magra, ou se reclamasse menos das coisas, se fosse mais compreensiva, mais envolvente.Tal como a personagem do filme.<br /> Fantasias.Devaneios.Utopias.<br /> <br /> A atriz Rita Hayworth tornou-se famosa vivendo nas telas o mito da mulher sensual. Em 1946, tornou-se deusa do amor interpretando o papel que lhe daria maior gl&oacute;ria: Gilda.<br /> <br /> Dali em diante foi sempre dif&iacute;cil para ela conseguir que as pessoas separassem Rita de Gilda. As pessoas a olhavam e a viam como Gilda, a personagem do filme.<br /> <br /> Por isso mesmo, Rita chegou a se casar por sete vezes. Em suas entrevistas, ela dizia que jamais conseguira ser verdadeiramente amada.<br /> <br /> Os homens procuram Gilda, namoram Gilda, casam-se com Gilda e depois descobrem que sou Rita, simplesmente Rita.<br /> <br /> O que a famosa atriz queria dizer &eacute; que os homens n&atilde;o conseguiam v&ecirc;-la como o ser humano, com defeitos, com desejos e anseios muito diferentes daqueles da personagem que interpretava no filme. Por isso, acabavam se desiludindo e abandonando-a.<br /> <br /> Isso acontece muito. Trata-se do que Erich Fromm chama de amor sentimental. &Eacute; o amor que s&oacute; &eacute; experimentado em fantasia e n&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es concretas com a pessoa, que &eacute; real.<br /> <br /> Assim, homens e mulheres, que n&atilde;o se sentem felizes em seus casamentos, encontram satisfa&ccedil;&atilde;o no consumo de filmes, novelas, contos amorosos e can&ccedil;&otilde;es de amor.<br /> <br /> Comovem-se at&eacute; &agrave;s l&aacute;grimas quando participam da feliz ou infeliz hist&oacute;ria de amor do casal, na tela, como se fosse a sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria.<br /> <br /> As mulheres que ficam aguardando um gesto de gentileza do marido, alguma atitude rom&acirc;ntica e nada recebem, escolhem como seu ideal o gal&atilde; da telenovela da atualidade.<br /> <br /> Sim, aquele &eacute; um homem verdadeiramente gentil. Ele sabe elogiar o cabelo, a roupa nova da sua amada. Tem a capacidade de renunciar &agrave; companhia dos amigos para estar com ela. Manda flores, escreve e fala frases bonitas.<br /> <br /> Assim tamb&eacute;m o homem que v&ecirc; no papel da atriz o seu ideal de mulher e se torna espectador do amor alheio.<br /> <br /> Vibra com tudo o que a cena lhe mostra, mas quando retorna &agrave; sua vida real, se torna frio.<br /> <br /> No entanto, amar, antes de tudo, consiste em dar, n&atilde;o em receber.<br /> <br /> E o que uma pessoa pode dar para outra? A mais importante maneira de dar n&atilde;o est&aacute; nas coisas materiais, est&aacute; em dar de si mesmo, do que tem de mais precioso, dar de sua vida.<br /> <br /> Dar da sua alegria, da sua compreens&atilde;o, da sua aten&ccedil;&atilde;o, da sua tristeza, enfim, de todas as express&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es daquilo que vive em si.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Diferentemente do amor &ndash;paix&atilde;o, o amor sublime &eacute; de ess&ecirc;ncia divina. Todos os homens, do primeiro ao &uacute;ltimo, t&ecirc;m, no fundo do cora&ccedil;&atilde;o, a centelha desse fogo sagrado.<br /> <br /> O amor &eacute; o mais elevado dos sentimentos. &Eacute; esse sol interior que re&uacute;ne em seu ardente foco todas as aspira&ccedil;&otilde;es sobre-humanas.<br /> <br /> Quem ama encontra, todos os dias, raz&otilde;es para a pr&oacute;pria felicidade que &eacute;, em s&iacute;ntese, a felicidade daqueles que ama.<br /> Pense Nisso, e viva o amor real, o amor sublime.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nos caps. II e III, do&nbsp;livro A arte de amar, de Erich Fromm, ed. Itatiaia e nos itens 8 e 9 do&nbsp;cap. XI de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed.&nbsp;Feb.&nbsp;Em 06.7.2012.&nbsp;

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