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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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TER SEMPRE RAZÃO
8 Ago 20155:06EP 296

TER SEMPRE RAZÃO

<strong>&nbsp;Ter sempre raz&atilde;o</strong><br /> <br /> Quanto custa ter sempre raz&atilde;o?<br /> Em algum momento, paramos para analisar esta quest&atilde;o? J&aacute; pensamos quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias de sempre querer provar que estamos certos?<br /> &Eacute; claro que defender um ponto de vista &eacute; corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, &eacute; mesmo saud&aacute;vel.<br /> Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, s&atilde;o posturas naturais e comuns nas nossas rela&ccedil;&otilde;es cotidianas.<br /> Por&eacute;m, quando essa atitude supera todas as barreiras, est&aacute; sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a raz&atilde;o, qual o pre&ccedil;o a ser pago?<br /> Quantas vezes nos aborrecemos com algu&eacute;m pelo simples fato de querermos convenc&ecirc;-lo de que ele est&aacute; errado em sua forma de pensar?<br /> Quem de n&oacute;s n&atilde;o se pegou transformando uma discuss&atilde;o tranquila em um afrontamento pessoal?<br /> Ou ainda, quantas vezes n&atilde;o elevamos o tom da conversa, nos tornamos r&iacute;spidos no enfrentamento de ideias?<br /> Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.<br /> Quatro pessoas, cegas de nascen&ccedil;a, ao serem colocadas junto a um elefante v&atilde;o conseguir relatar o que puderem tocar do animal.<br /> Se n&atilde;o lhes derem a oportunidade de perceber as diferen&ccedil;as entre orelha, cauda, tromba, corpo, ter&atilde;o apenas uma ideia parcial.<br /> N&atilde;o estar&atilde;o erradas, apenas cada uma ter&aacute; somente parte da raz&atilde;o.<br /> Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percep&ccedil;&atilde;o, a nossa capacidade de an&aacute;lise.<br /> N&atilde;o quer dizer que estejamos errados ou que n&atilde;o tenhamos raz&atilde;o em nossos argumentos.<br /> Por&eacute;m n&atilde;o podemos esquecer de que o outro tem sua pr&oacute;pria forma de ver, seus valores, suas ideias.<br /> Enfrentar-se nessas situa&ccedil;&otilde;es, ser&aacute; o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, &eacute; o desejo de impor nosso racioc&iacute;nio, nossa argumenta&ccedil;&atilde;o.<br /> In&uacute;meras vezes, em nome de desejarmos provar que a raz&atilde;o nos pertence, usamos nossa palavra como quem est&aacute; numa batalha, n&atilde;o desejando nunca perder.<br /> Ter sempre raz&atilde;o &agrave;s vezes custa o pre&ccedil;o de uma amizade.<br /> Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da rela&ccedil;&atilde;o.<br /> Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflex&otilde;es, pode causar fissuras nas rela&ccedil;&otilde;es familiares.<br /> Assim, antes de buscarmos ter raz&atilde;o, melhor buscarmos a preserva&ccedil;&atilde;o da harmonia.<br /> Antes de querermos ser vencedores em nossa argumenta&ccedil;&atilde;o, melhor que tenhamos paz de esp&iacute;rito.<br /> A verdade, mais dia, menos dia, se far&aacute; presente, duradoura, perene.<br /> Assim, mesmo quando toda a raz&atilde;o nos perten&ccedil;a, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.<br /> Talvez, o melhor, em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de valida&ccedil;&atilde;o para buscar compreender o pr&oacute;ximo.<br /> Ao assim procedermos, poderemos entender o porqu&ecirc; dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas rela&ccedil;&otilde;es.<br /> Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecess&aacute;rios ao nosso cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.</em></div>

PALIDO PONTO AZUL
7 Ago 20154:53EP 295

PALIDO PONTO AZUL

<strong>&nbsp;P&aacute;lido ponto azul</strong><br /> <br /> O que somos n&oacute;s comparados ao infinito do cosmos?<br /> N&oacute;s sentimos grandes, poderosos, imensur&aacute;veis.<br /> Mas o que &eacute; o planeta terra no infinito do universo?<br /> Ao ver a nossa m&atilde;e terra a bilh&otilde;es de kilom&ecirc;tros, ela n&atilde;o passa de um gr&atilde;ozinho de poeira na imensid&atilde;o escura. <br /> E neste ponto de vista nos indagamos: -L&aacute; esta nossa casa, um p&aacute;lido ponto azul...<br /> E al&iacute;... &eacute; o nosso lar...somos n&oacute;s.<br /> Al&iacute; est&atilde;o todos que voc&ecirc; amou. <br /> Todos que conheceu, de quem j&aacute; ouviu falar;<br /> Todos os seres humanos que j&aacute; existiram, que vivem, ou viveram as suas vidas...ali, naquele p&aacute;lido ponto azul.<br /> O conjuntos de nossas alegrias e sofrimentos.<br /> As in&uacute;meras religi&otilde;es, ideologias e doutrinas econ&ocirc;micas.<br /> Todos os ca&ccedil;adores e saqueadores, her&oacute;is e covardes, criadores e destruidores de civiliza&ccedil;&otilde;es, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e m&atilde;es, todas as crian&ccedil;as esperan&ccedil;osas . inventores e exploradores, professores de moral, pol&iacute;ticos corruptos, celebridades, lideres supremos, todos os santos e pecadores da historia de nossa esp&eacute;cie, viveram aqui: um gr&atilde;o de poeira suspenso num raio de sol.<br /> A terra, &eacute; um palco muito pequeno em uma imensa arena c&oacute;smica. <br /> Pense nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na gloria do triunfo, pudessem ser os senhores moment&acirc;neos de uma fra&ccedil;&atilde;o desse ponto.<br /> Pense nas crueldades sem fim, infligidas pelos moradores de um canto deste pixel, aos praticamente indistingu&iacute;veis moradores de algum outro canto, qu&atilde;o frequentes seus desentendimentos, qu&atilde;o &aacute;vidos de matar uns aos outros, qu&atilde;o veementes os seus &oacute;dios.<br /> As nossas posturas, a nossa suposta auto-import&acirc;ncia, a ilus&atilde;o de termos qualquer posi&ccedil;&atilde;o de privil&eacute;gio no Universo, s&atilde;o desafiadas por este pontinho de luz p&aacute;lida. O nosso planeta &eacute; um gr&atilde;o solit&aacute;rio na imensa escurid&atilde;o c&oacute;smica que nos cerca. Na nossa obscuridade, em toda esta vastid&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; ind&iacute;cios de que v&aacute; chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de n&oacute;s mesmos.<br /> A Terra &eacute; o &uacute;nico mundo conhecido, at&eacute; hoje, que abriga vida. N&atilde;o h&aacute; outro lugar, pelo menos no futuro pr&oacute;ximo, para onde a nossa esp&eacute;cie possa emigrar. Visitar, sim. Assentar-se, ainda n&atilde;o. Gostemos ou n&atilde;o, a Terra &eacute; onde temos de ficar por enquanto.<br /> J&aacute; foi dito que a astronomia &eacute; uma experi&ecirc;ncia de submiss&atilde;o e criadora de car&aacute;ter e que ensina a humildade. N&atilde;o h&aacute;, talvez, melhor demonstra&ccedil;&atilde;o da tola presun&ccedil;&atilde;o humana do que esta imagem distante do nosso min&uacute;sculo mundo. Para mim, destaca a nossa responsabilidade de sermos mais am&aacute;veis uns com os outros, e para preservarmos e protegermos o &quot;p&aacute;lido ponto azul&quot;, o &uacute;nico lar que conhecemos at&eacute; hoje.<br /> Voc&ecirc; ouvinte do pense nisso, eu, os nossos filhos, os nossos amores, devemos meditar a respeito.<br /> Por isso, devemos adotar o conhecimento, ampliar a nossa consci&ecirc;ncia. Desta forma, brilhar&aacute; a m&atilde;e de todas as sabedorias: a humildade.<br /> Pense nisso.<br />

APRENDENDO COM A MORTE
6 Ago 20154:51EP 294

APRENDENDO COM A MORTE

<strong>&nbsp;Aprendendo com a morte</strong><br /> <br /> <br /> Toda vez que se pensa na morte, imagina-se que &eacute; o outro quem vai morrer, n&atilde;o n&oacute;s. Mas, todos vamos morrer. &Eacute; o que existe de mais preciso.<br /> N&atilde;o importa se somos ilustres ou desconhecidos, que tenhamos muitos diplomas ou sequer tenhamos cursado o ensino fundamental.<br /> N&atilde;o importa se tenhamos estragado nossa vida, tornando-a quase insuport&aacute;vel, ou se a tornamos bela, harmoniosa. Todos vamos morrer.<br /> Mas, se isso &eacute; o que h&aacute; de mais certo na nossa vida, por que tememos tanto a morte?<br /> Segundo L&eacute;o Buscaglia, s&oacute; tememos a morte quando n&atilde;o estamos vivendo. Se estamos envolvidos no processo de vida, n&atilde;o vamos gritar, nem gemer. Se tratamos bem as pessoas enquanto estavam ao nosso lado, na carne, n&oacute;s as deixaremos morrer com dignidade, sem que tenham que se sentir culpadas porque morreram antes de n&oacute;s.<br /> A morte &eacute; um processo cont&iacute;nuo e belo da vida. &Eacute; uma boa amiga, pois nos diz que n&atilde;o temos para sempre e temos que viver agora. Por isso, cada minuto &eacute; precioso. E temos que viver conforme esta verdade.<br /> Quando algu&eacute;m est&aacute; falando conosco, escutemos e n&atilde;o olhemos por cima do ombro para ver o que mais est&aacute; acontecendo. Usufruamos o momento. Olhemos a pessoa nos olhos. Ou&ccedil;amos o que ela tem a dizer. Pode ser que seja o seu &uacute;ltimo contato conosco.<br /> E nos empenhemos em ouvir sua voz, gravando-a em nossa mem&oacute;ria. Assim, quando tivermos saudades do timbre daquela voz, poderemos ameniz&aacute;-la, acionando os preciosos mecanismos cerebrais, escutando-a outra vez, na intimidade da alma.<br /> A morte nos ensina que o momento &eacute; sempre agora. &Eacute; este o momento para pegar o telefone e ligar para a pessoa que amamos e dizer que a amamos. &Eacute; este o momento de atender o chamado do filho e observ&aacute;-lo enquanto ele se balan&ccedil;a no galho mais alto da &aacute;rvore e, feliz, nos pergunta: Viu o que eu fa&ccedil;o?<br /> &Eacute; o momento de pararmos de ler o jornal e almo&ccedil;armos com a fam&iacute;lia, de corpo e alma presentes. Dar-se conta de que o filho est&aacute; com o joelho machucado e perguntar onde foi que se esfolou. Olhar para a esposa e fazer um carinho, dizer-lhe como, apesar dos anos, ela continua a namorada encantadora e porque, um dia, nos apaixonamos por ela.<br /> A morte nos ensina que n&atilde;o temos a eternidade na Terra. Ensina que nada aqui &eacute; permanente. Ensina-nos a deixar as coisas terrenas, que n&atilde;o h&aacute; nada a que nos possamos agarrar, sen&atilde;o aos sentimentos que nos acompanhar&atilde;o aonde formos.<br /> A morte nos diz para olharmos hoje para o mar, com olhos de quem quer mesmo olhar o mar. Encantar-se com o p&ocirc;r do sol, reconhecendo que este p&ocirc;r do sol, com estas tonalidades, jamais se repetir&aacute;.<br /> Finalmente, a morte nos diz para vivermos agora, sem querer de forma ansiosa viver o momento seguinte, porque afinal, ningu&eacute;m pode ter a certeza de que ele existir&aacute; para n&oacute;s.<br /> Este &eacute; um grande desafio. Viver o instante presente, com toda intensidade, usufruindo todo o encanto, amor e ternura que ele nos pode oferecer.<br /> * * *<br /> <br /> A vida &eacute; como um delicioso picol&eacute; de groselha, sabemos que uma hora vai acabar. &Eacute; &eacute; por isso, que devemos saborear cada pedacinho, cada momento dela.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br />

OS 6 MANDAMENTOS PARA UM FILHO
4 Ago 20154:06EP 293

OS 6 MANDAMENTOS PARA UM FILHO

<strong>&nbsp;Os Seis Mandamentos Para Um Filho</strong><br /> <br /> Aluisio &eacute; um homem de 50 anos, de intelecto normal, casado pela segunda vez. depois de 21 anos de ter sido pai do seu filho mais novo, se v&ecirc; diante da mesma experi&ecirc;ncia com o quinto filho, aos 50 anos.<br /> <br /> Eis que, surge uma nova oportunidade para colocar em pratica a arte de ser pai. agora, com a sua maturidade , ele pensa &ndash; &ldquo;poderei me fazer presente de maneira mais qualitativa a esse meu filho. e o mais importante, posso dar conselhos mais reais sobre moralidade, amor , felicidade e a natureza do mundo. sem fantasias.&rdquo; Assim, Aluisio foi at&eacute; o seu computador pessoal e digitou os seis mandamentos para o seu novo filho:<br /> <br /> Primeiro: &ldquo;Voc&ecirc; nasceu perfeito, conforme a sua natureza. mas um dia , tudo que &eacute; vivo morre. Muitos sup&otilde;em que existam uma vida al&eacute;m dessa, mas ningu&eacute;m sabe com certeza. A certeza &eacute; que voc&ecirc; est&aacute; aqui e deve viver a melhor vida possivel , pelo tempo que estiver aqui&rdquo;.<br /> <br /> Segundo: &ldquo;Quando voc&ecirc; estiver triste ou ansioso, procure seus amigos, seus familiares, seus pais, e procure tamb&eacute;m a for&ccedil;a interior de sua consci&ecirc;ncia&rdquo;. <br /> <br /> Terceiro: &ldquo;Felicidade &eacute; um conceito pessoal. fa&ccedil;a o que te faz feliz, com responsabilidade e respeito . Amor &eacute; a maior for&ccedil;a que voc&ecirc; meu filho, pode encontrar dentro de voc&ecirc; mesmo. E paz voc&ecirc; ter&aacute; com um car&aacute;ter honesto, virtuoso, cumprindo seus deveres e fazendo o bem&rdquo;.<br /> <br /> Quarto: &ldquo;Use sua consci&ecirc;ncia, sua raz&atilde;o, seus proprios principios morais moldados nas virtudes humanistas. Questione as coisas. Estude. Duvide. N&atilde;o se submeta a alega&ccedil;&otilde;es de verdades sem fundamentos. Exponha seu conhecimento pr&oacute;-ativo ao mundo e agregue valor ao conhecimento humano&rdquo;.<br /> <br /> Quinto: &quot;Voc&ecirc; &eacute; bom. Fa&ccedil;a sempre o melhor para voc&ecirc; mesmo e para os seus semelhantes. Voc&ecirc; &eacute; capaz&rdquo;.<br /> <br /> Sexto: &quot;Contribua para um mundo melhor.&eacute; o &uacute;nico mundo que conhecemos. &Eacute; um lugar de oportunidades. H&aacute; maldade, perigo e morte, mas tamb&eacute;m h&aacute; bondade, justi&ccedil;a e beleza. Seja um cidad&atilde;o do mundo e repeite a natureza e as pessoas&rdquo;.<br /> <br /> Todo o carinho e afeto demonstrados pelos pais aos filhos, durante a inf&acirc;ncia, se transformar&atilde;o em direcionamento seguro e formar&atilde;o base s&oacute;lida para o enfrentamento das dificuldades na vida adulta.<br /> <br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto pai aos cinquenta.<br /> em 07.03.2014.</em></div>

O FAROL
3 Ago 20153:55EP 292

O FAROL

<strong>&nbsp;O Farol</strong><br /> <br /> Em meio ao mar, surge a constru&ccedil;&atilde;o de pedras, solene. &Eacute; um farol, destinado a orientar o rumo dos viajores, nas noites escuras.<br /> Quem quer que viaje em alto mar se sente seguro quando, em meio &agrave; escurid&atilde;o, v&ecirc; surgir o farol.<br /> Ele est&aacute; l&aacute; para servir, para advertir, para salvar.<br /> A sua luz se projeta a dist&acirc;ncias enormes e, espancando a escurid&atilde;o, permite que os que navegam possam perceber a proximidade dos recifes, os perigos imersos na noite.<br /> No fluxo e refluxo das ondas, o farol continua a iluminar, imperturb&aacute;vel.<br /> Seu objetivo &eacute; servir. Noite ap&oacute;s noite, ele estende a sua luz. N&atilde;o se incomoda com os continuados e perigosos golpes que o mar lhe desfere.<br /> Solit&aacute;rio, ele lan&ccedil;a sua luminosidade, sem se preocupar com o isolamento.<br /> Ele continua a postos para qualquer eventualidade, quando a necessidade surja, quando algu&eacute;m precise dele.<br /> * * *<br /> No mar das experi&ecirc;ncias em que nos encontramos, aprendamos a trabalhar e cooperar, sem des&acirc;nimo.<br /> Permane&ccedil;amos sempre a postos, prontos a estender as m&atilde;os a quem necessite. Poder&aacute; ser um amigo, um irm&atilde;o ou simplesmente algu&eacute;m a quem nunca vimos.<br /> <br /> <br /> Com certeza n&atilde;o solucionaremos todos os problemas do mundo. No entanto, podemos contribuir para que isso aconte&ccedil;a.<br /> Se n&atilde;o podemos impedir a guerra, temos recursos para evitar as discuss&otilde;es perturbadoras que nos alcan&ccedil;am.<br /> Se n&atilde;o conseguimos alimentar a multid&atilde;o esfaimada, podemos oferecer o p&atilde;o generoso para algu&eacute;m.<br /> Se n&atilde;o dispomos de sa&uacute;de para doar aos enfermos, podemos socorrer algu&eacute;m que sofre dores, oferecendo a medica&ccedil;&atilde;o devida. Talvez possamos ser o intermedi&aacute;rio entre o doente e o hospital, facilitando-lhe o internamento.<br /> Se n&atilde;o podemos resolver a quest&atilde;o do analfabetismo, podemos criar condi&ccedil;&otilde;es prop&iacute;cias para que algu&eacute;m tenha acesso &agrave; escola.<br /> Mais do que isso. Podemos nos interessar pelos filhos dos que nos servem, buscando saber se n&atilde;o lhes faltam cadernos e livros, para a continuidade dos estudos b&aacute;sicos.<br /> Enfim, o importante &eacute; continuarmos a fazer a nossa parte, contribuindo com a claridade que possamos projetar, por m&iacute;nima que seja.<br /> Imitemos o farol em pleno mar. Aprendamos a fazer luz.<br /> A maior gl&oacute;ria da alma que deseja ser feliz &eacute; transformar-se em luz na estrada de algu&eacute;m.<br /> O raio de luz penetra a furna, levando claridade. Estende-se sobre o vale sombrio e desata o verdor da paisagem.<br /> Atinge a gota d'&aacute;gua e a transforma em um diamante fin&iacute;ssimo.<br /> Viaja pelo ar e aquece as vidas.<br /> Como a luz, podemos desfazer sombras nos cora&ccedil;&otilde;es e drenar p&acirc;ntanos nas almas. Podemos refazer esperan&ccedil;as e projetar alegrias.<br /> <br />

MEDO DA MORTE
1 Ago 20155:33EP 291

MEDO DA MORTE

<strong>&nbsp;Medo da morte</strong><br /> <br /> Um homem transitava por estrada deserta, altas horas.<br /> Noite escura, sem luar, estrelas apagadas... Seguia apreensivo. Por ali ocorriam, n&atilde;o raro, assaltos... Percebeu que algu&eacute;m o acompanhava.<br /> Ol&aacute;! Quem vem a&iacute;? - perguntou, assustado.<br /> N&atilde;o obteve resposta. Apressou-se, no que foi imitado pelo perseguidor. Correu... O desconhecido tamb&eacute;m.<br /> Apavorado, em desabalada carreira, t&atilde;o r&aacute;pido quanto suas pernas o permitiam, cora&ccedil;&atilde;o a galopar no peito, pulm&otilde;es em brasa, passou diante de um poste de luz.<br /> Olhou para tr&aacute;s e, como por encanto, o medo desapareceu. Percebeu que seu perseguidor era apenas um velho burro, acostumado a acompanhar andarilhos.<br /> A hist&oacute;ria assemelha-se ao que ocorre com a morte.<br /> A imortalidade &eacute; algo intuitivo na criatura humana. No entanto, muitos t&ecirc;m medo, porque desconhecem inteiramente o processo e o que os espera no Mundo Espiritual.<br /> Devemos procurar o poste de luz que ilumina os caminhos misteriosos do retorno, afugentando temores sem fundamento e constrangimentos perturbadores.<br /> <br /> Devemos encarar com serenidade a morte, que chamamos de desencarna&ccedil;&atilde;o, porquanto ningu&eacute;m morre.<br /> Isso &eacute; muito importante, fundamental mesmo, j&aacute; que se trata da &uacute;nica certeza da exist&ecirc;ncia humana: todos desencarnaremos um dia.<br /> A Terra &eacute; uma oficina de trabalho para os que desenvolvem atividades edificantes, em favor da pr&oacute;pria renova&ccedil;&atilde;o.<br /> Um hospital para os que corrigem desajustes nascidos de vicia&ccedil;&otilde;es pret&eacute;ritas.<br /> Uma pris&atilde;o, em expia&ccedil;&atilde;o dolorosa, para os que resgatam d&eacute;bitos relacionados com crimes cometidos em exist&ecirc;ncias anteriores.<br /> Uma escola para os que j&aacute; compreendem que a vida n&atilde;o &eacute; simples acidente biol&oacute;gico, nem a exist&ecirc;ncia humana uma simples jornada recreativa. Mas n&atilde;o &eacute; o nosso lar. Este est&aacute; no plano espiritual, onde poderemos viver em plenitude, sem limita&ccedil;&otilde;es impostas pelo corpo carnal.<br /> Compreens&iacute;vel, pois, que nos preparemos, superando temores e d&uacute;vidas, inquieta&ccedil;&otilde;es e enganos, a fim de que, ao chegar a nossa hora, estejamos habilitados a um retorno equilibrado e feliz.<br /> O primeiro passo &eacute; o de tirar da morte o aspecto f&uacute;nebre, m&oacute;rbido, tem&iacute;vel, sobrenatural... H&aacute; condicionamentos milenares nesse sentido.<br /> Existem pessoas que simplesmente se recusam a conceber o falecimento de um familiar ou o seu pr&oacute;prio.<br /> Transferem o assunto para um futuro remoto. Por isso se desajustam quando chega o tempo da separa&ccedil;&atilde;o.<br /> Atrav&eacute;s da f&eacute; raciocinada superaremos os temores e ang&uacute;stias da grande transi&ccedil;&atilde;o, dando-nos a compreens&atilde;o de que o fen&ocirc;meno chamado morte nada mais &eacute; do que o passaporte para a verdadeira vida.<br /> O conhecimento de tudo o que nos espera, e a disposi&ccedil;&atilde;o de lutarmos para que nos espere o melhor.<br /> * * *<br /> Um dos maiores motivos de sofrimento no al&eacute;m t&uacute;mulo, &eacute; o apego aos bens terrenos.<br /> Muitas pessoas n&atilde;o aceitam as normas estabelecidas pela aduana do t&uacute;mulo, que n&atilde;o nos permite levar os bens materiais no momento em que passamos para o outro lado.<br /> Isso demonstra que tais pessoas ainda n&atilde;o entenderam que os bens materiais nos s&atilde;o emprestados por Deus como meio de progresso, e que os teremos que devolver, mais cedo ou mais tarde.<br /> &Eacute; importante que reflitamos sobre isso, n&atilde;o nos deixando possuir pelos bens dos quais somos apenas usufrutu&aacute;rios.<br /> Um dos motivos de sofrimento dos que ficam, &eacute; o fato de n&atilde;o terem se dedicado o quanto deviam &agrave;queles dos quais se despedem.<br /> Por isso, conv&eacute;m que, enquanto estamos a caminho, fa&ccedil;amos o melhor que pudermos aos nossos afetos, para que o remorso n&atilde;o nos dilacere a alma depois.<br /> Pense Nisso!Mas, pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no livro<br /> Quem tem medo da morte?, de Richard Simonetti,<br /> ed. Ceac.<br /> Em 13.10.2012.</em></div>

AS ESTRELAS DO MAR
30 Jul 20153:38EP 289

AS ESTRELAS DO MAR

<strong>&nbsp;As estrelas do mar</strong><br /> <br /> Certo dia, um escritor, que costumava caminhar pela praia, em busca de inspira&ccedil;&atilde;o, observou, ao longe, um homem a se movimentar.<br /> Quando chegou mais perto notou que ele juntava as estrelas do mar, que haviam ficado presas na areia quente da praia, e as devolvia ao mar.<br /> S&oacute; ent&atilde;o ele se deu conta de que havia muitas estrelas do mar espalhadas pela praia. <br /> Espantado disse ao homem: Voc&ecirc; n&atilde;o percebe que h&aacute; muitas estrelas do mar por a&iacute;? Seu esfor&ccedil;o n&atilde;o vale a pena.<br /> Mesmo que voc&ecirc; trabalhe v&aacute;rios dias seguidos n&atilde;o conseguiria salvar todas elas. Ent&atilde;o, que diferen&ccedil;a faz?<br /> O homem, que ainda n&atilde;o havia parado para lhe dar aten&ccedil;&atilde;o, pegou uma estrela do mar, ergueu-a e, mostrando-a ao escritor disse: Para esta eu fiz diferen&ccedil;a.<br /> * * *<br /> Quando nos parecer que um pequeno gesto nobre de nossa parte n&atilde;o faz diferen&ccedil;a, lembremo-nos desta singela hist&oacute;ria.<br /> Pensemos que um &uacute;nico sorriso pode fazer muita diferen&ccedil;a para algu&eacute;m que se encontra desalentado.<br /> Uma palavra de otimismo far&aacute; diferen&ccedil;a para quem est&aacute; desesperado.<br /> Um exemplo nobre junto aos filhos, aos familiares, aos amigos, ou &agrave;queles que nos observam de perto, pode fazer muita diferen&ccedil;a.<br /> A cada instante n&oacute;s perdemos excelentes oportunidades de sermos gentis, de perdoarmos, de agirmos com delicadeza, de sermos honestos, sinceros, de calarmos uma ofensa.<br /> E isso tudo, no c&ocirc;mputo geral, faz grande diferen&ccedil;a.<br /> A t&atilde;o falada e &uacute;til globaliza&ccedil;&atilde;o, a grande quantidade de informa&ccedil;&otilde;es que chega a cada instante, a disputa pelo poder, a competi&ccedil;&atilde;o desonesta, faz com que nos esque&ccedil;amos de ser gente.<br /> Parece mesmo que estamos nos tornando m&aacute;quinas automatizadas, incapazes de olhar para quem est&aacute; ao nosso lado, sen&atilde;o como um ferrenho concorrente ou um advers&aacute;rio pertinaz.<br /> Se todos n&oacute;s repens&aacute;ssemos valores e nos lembr&aacute;ssemos de que somos seres criados para viver em sociedade e que, acima de tudo, somos Esp&iacute;ritos imortais, filhos do mesmo Pai, talvez sofr&ecirc;ssemos menos.<br /> E isso faria diferen&ccedil;a.<br /> * * *<br /> Quando percebermos algu&eacute;m preso nas areias quentes da solid&atilde;o...<br /> Quando notarmos algu&eacute;m se debatendo no mar revolto do sofrimento... lembremos que todos somos estrelas do Universo, colocadas lado a lado, pelo Criador, para crescermos juntos.<br /> Portanto, n&atilde;o sejamos estrelas apagadas, mas fa&ccedil;amos brilhar a nossa luz onde quer que estejamos.<br /> S&oacute; ent&atilde;o perceberemos o quanto isso faz diferen&ccedil;a.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 11.05.2012</em></div>

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