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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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FLOR DE ESTUFA
14 Abr 20163:28EP 448

FLOR DE ESTUFA

<strong>FLOR DE ESTUFA</strong><br /> <br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>&Eacute; natural o desejo de viver em paz e ser feliz.<br /> Todos almejam levar a vida sem maiores percal&ccedil;os e desafios.<br /> Entretanto, a realidade &eacute; bem diversa.<br /> Qualquer que seja o contexto econ&ocirc;mico ou social em que a criatura se apresente, ela enfrenta alguns problemas.<br /> Esse fen&ocirc;meno precisa ser entendido em sua justa configura&ccedil;&atilde;o.<br /> O instinto de conserva&ccedil;&atilde;o, inerente aos seres vivos, indica-lhes que devem buscar preservar-se ao m&aacute;ximo.<br /> Trata-se de um recurso providencial, para que bem aproveitem a experi&ecirc;ncia terrena.<br /> Caso n&atilde;o se cuidem como podem e devem, correm o risco de perecer antes do tempo.<br /> Com isso, deixam de aprender a li&ccedil;&atilde;o do momento em sua integralidade.<br /> Ocorre que o aprendizado e o aprimoramento s&atilde;o a finalidade do existir.<br /> O Esp&iacute;rito n&atilde;o renasce para se recrear, mas para se melhorar.<br /> Assim, a condi&ccedil;&atilde;o de flor de estufa n&atilde;o lhe assenta.<br /> Se fosse para permanecer em doce repouso, n&atilde;o necessitaria de um corpo f&iacute;sico.<br /> As injun&ccedil;&otilde;es materiais tornam necess&aacute;rias certas atividades que viabilizam o progresso.<br /> Porque precisa se manter, o homem disciplina-se a trabalhar.<br /> Como os postos de trabalho s&atilde;o disputados, ele se habitua a estudar e a se aperfei&ccedil;oar constantemente.<br /> Para se manter no emprego, precisa respeitar in&uacute;meras regras.<br /> Com isso, gradualmente incorpora em seu ser diversas virtudes.<br /> Disciplina, polidez, humildade e todos os valores e talentos humanos n&atilde;o s&atilde;o presentes, mas conquistas.<br /> Em sentido geral, as exig&ecirc;ncias ordinariamente se apresentam.<br /> Algumas crises sempre precisam ser vividas e superadas.<br /> Nesse contexto de desenvolvimento amplo e constante, dificuldades n&atilde;o s&atilde;o trag&eacute;dias.<br /> Elas representam uma li&ccedil;&atilde;o preciosa.<br /> Todo Esp&iacute;rito possui um destino glorioso.<br /> Nele dormem os princ&iacute;pios das virtudes ang&eacute;licas.<br /> Constitui uma tola ingenuidade achar que se transitar&aacute; pela vida ao abrigo de preocupa&ccedil;&otilde;es.<br /> Os problemas que surgem n&atilde;o s&atilde;o injusti&ccedil;as e nem persegui&ccedil;&otilde;es.<br /> Seu sereno enfrentamento, em contexto de dignidade, &eacute; o pr&oacute;prio objetivo da exist&ecirc;ncia.<br /> O homem n&atilde;o pode ser uma flor de estufa, delicada e de pouco perfume.<br /> Seu destino &eacute; se assemelhar a uma &aacute;rvore frondosa, de madeira perfumada, cheia de frutos e flores.<br /> Integralmente &uacute;til, qualquer que seja o contexto.<br /> Na pobreza, pleno de dignidade e com muito amor ao trabalho.<br /> Na abastan&ccedil;a, modesto e disposto a partilhar e a se fazer instrumento do progresso.<br /> Assim, n&atilde;o se ressinta dos desafios que se apresentam em sua vida.<br /> Entenda-os como testes cuja solu&ccedil;&atilde;o exige apenas disciplina e serenidade.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 20.06.2011.</span><br />

A EVOLUÇÃO
13 Abr 20163:42EP 447

A EVOLUÇÃO

<strong>A EVOLU&Ccedil;&Atilde;O<br /> </strong><br /> <span style=''font-size: small;''>A evolu&ccedil;&atilde;o espiritual &eacute; um fen&ocirc;meno bastante complexo, que se d&aacute; em sucessivas fases.<br /> <br /> No come&ccedil;o, predomina a natureza corp&oacute;rea.<br /> <br /> Dominada pelos instintos, a criatura dedica seu tempo e seu interesse a atividades triviais.<br /> <br /> Comer, vestir-se, abrigar-se, procriar e cuidar da prole, eis a que se resumem suas preocupa&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Nesse per&iacute;odo, o ego&iacute;smo &eacute; marcante.<br /> <br /> Os instintos de conserva&ccedil;&atilde;o da vida e da preserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie t&ecirc;m absoluta preponder&acirc;ncia.<br /> <br /> Com o tempo, o ser come&ccedil;a a desvincular-se de sua origem.<br /> <br /> A intelig&ecirc;ncia se desenvolve, o racioc&iacute;nio se sofistica e o senso moral desabrocha.<br /> <br /> As inven&ccedil;&otilde;es tornam poss&iacute;vel gastar tempo com quest&otilde;es n&atilde;o diretamente ligadas &agrave; sobreviv&ecirc;ncia.<br /> <br /> Viver deixa de ser t&atilde;o dif&iacute;cil, sob o prisma material.<br /> <br /> Em compensa&ccedil;&atilde;o, come&ccedil;am os dilemas morais.<br /> <br /> Com a raz&atilde;o desenvolvida, a responsabilidade surge forte nos caminhos espirituais.<br /> <br /> O que antes era admiss&iacute;vel passa a ser um esc&acirc;ndalo.<br /> <br /> A sensibilidade se apura e a criatura aspira por realiza&ccedil;&otilde;es intelectuais e afetivas.<br /> <br /> Essa nova sensibilidade tamb&eacute;m evidencia que o pr&oacute;ximo &eacute; seu semelhante, com igual direito a ser feliz e realizado.<br /> <br /> Gradualmente se evidencia a igualdade b&aacute;sica entre todos os homens.<br /> <br /> Malgrado possuidores de talentos e valores diversos, n&atilde;o se distinguem no essencial.<br /> <br /> Uma chama divina os anima e a todos conduzir&aacute; aos maiores cimos da evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Contudo, o abandono dos h&aacute;bitos toscos das primeiras viv&ecirc;ncias n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil.<br /> <br /> S&eacute;culos s&atilde;o gastos na &aacute;rdua tarefa de domar v&iacute;cios e paix&otilde;es.<br /> <br /> As encarna&ccedil;&otilde;es se sucedem enquanto o Esp&iacute;rito luta para ascender.<br /> <br /> O maior entrave para a liberta&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias dolorosas &eacute; o ego&iacute;smo, que possui forte v&iacute;nculo com o apego &agrave;s coisas corp&oacute;reas.<br /> <br /> Quanto mais se aferra aos bens materiais, mais o homem demonstra pouco compreender sua natureza espiritual.<br /> <br /> O Esp&iacute;rito necessita libertar-se do apego a coisas transit&oacute;rias.<br /> <br /> Apenas assim ele adquire condi&ccedil;&otilde;es de viver as experi&ecirc;ncias sublimes a que est&aacute; destinado.<br /> <br /> Quem deseja sair do primitivismo deve combater o gosto pronunciado pelos gozos da mat&eacute;ria.<br /> <br /> O melhor meio para isso &eacute; praticar a abnega&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Trata-se de uma virtude que se caracteriza pelo desprendimento e pelo desinteresse.<br /> <br /> A a&ccedil;&atilde;o abnegada importa na supera&ccedil;&atilde;o das tend&ecirc;ncias ego&iacute;stas do agente.<br /> <br /> Age-se em benef&iacute;cio de uma causa, pessoa ou princ&iacute;pio, sem visar a qualquer vantagem ou interesse pessoal.<br /> <br /> Certamente n&atilde;o &eacute; uma virtude que se adquire a brincar.<br /> <br /> Apenas com disciplina e determina&ccedil;&atilde;o &eacute; que ela se incorpora ao car&aacute;ter.<br /> <br /> Mas como ningu&eacute;m far&aacute; o trabalho alheio, &eacute; preciso principiar em algum momento.<br /> <br /> Comece, pois, a praticar a abnega&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Esforce-se em realizar uma s&eacute;rie de atitudes com foco no pr&oacute;ximo.<br /> <br /> Esque&ccedil;a a sua personalidade e pense com interesse no bem alheio.<br /> <br /> Esse esfor&ccedil;o inicial n&atilde;o tardar&aacute; a dar frutos.<br /> <br /> O gosto pelo transit&oacute;rio lentamente o abandonar&aacute;.<br /> <br /> Ele ser&aacute; substitu&iacute;do pelos prazeres espirituais.<br /> <br /> Voc&ecirc; descobrir&aacute; a ventura de ser bondoso, de amparar os ca&iacute;dos e de ensinar os ignorantes.<br /> <br /> Esses gostos suaves e transcendentes o conduzir&atilde;o a esferas de sublimes realiza&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Pense nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 25.08.2012.</span><br />

RESPOSTA DIVINA
11 Abr 20164:00EP 446

RESPOSTA DIVINA

<strong>RESPOSTA DIVINA</strong><br /> <br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Foi depois da Primeira Guerra Mundial, na Tchecoslov&aacute;quia. O jovem Ar&atilde;o precisava sustentar a esposa e o filho rec&eacute;m-nascido. Ele trabalhava numa pequena loja com a m&atilde;e, mas o lucro n&atilde;o era suficiente para sustentar as duas fam&iacute;lias.<br /> Por isso, ele decidiu pensar em alguma coisa que o tornasse independente. Naquela &eacute;poca havia muita escassez em todos os setores.<br /> A ind&uacute;stria de couros era uma delas. Era muito dif&iacute;cil encontrar sapatos bons e resistentes. Eles eram fabricados com papel&atilde;o e papel e n&atilde;o duravam muito.<br /> O jovem Ar&atilde;o logo concluiu que aquele era um ramo a ser explorado. Um empreendimento no setor de cal&ccedil;ados lhe permitiria sustentar com dignidade a fam&iacute;lia.<br /> Tomou emprestado uma quantia muito grande de dinheiro de amigos, vizinhos e parentes. Foi at&eacute; a grande cidade e voltou com quinhentos pares de cal&ccedil;ados militares fortes, resistentes.<br /> Enorme foi seu desespero ao abrir as caixas e descobrir que fora enganado. O negociante lhe vendera mil p&eacute;s direitos. Retornou &agrave; cidade, procurou o negociante e n&atilde;o o encontrou.<br /> Parecia que ele nunca tinha existido. Ar&atilde;o voltou para sua casa e come&ccedil;ou a chorar. A esposa o abra&ccedil;ou e disse: N&atilde;o desista.<br /> Por fim, ele procurou um homem s&aacute;bio que lhe falou para que ele fosse ao templo e orasse. Que recitasse salmos. Tivesse f&eacute;. Deus o ajudaria.<br /> Ar&atilde;o obedeceu. Durante v&aacute;rios dias chorou e rezou, concentrado em seus tormentos. Os amigos e a esposa o vinham ver, lhe traziam alimento que ele engolia sem prestar aten&ccedil;&atilde;o. E continuava a orar e chorar.<br /> At&eacute; que um estranho entrou no templo e tamb&eacute;m come&ccedil;ou a solu&ccedil;ar. Depois a gritar, t&atilde;o grande era o seu desespero.<br /> Ar&atilde;o pareceu despertar da sua dor e foi se sentar ao lado do desconhecido.<br /> Bem-vindo, disse. Sinto compaix&atilde;o do seu sofrimento. Posso ajudar?<br /> Ningu&eacute;m pode me ajudar. Peguei muito dinheiro emprestado e comprei mercadoria para come&ccedil;ar um neg&oacute;cio. Pobre de mim. O negociante me enganou e me vendeu mil sapatos para o p&eacute; esquerdo!<br /> O estranho pousou os olhos vermelhos de chorar nos olhos de Ar&atilde;o e viu que um brilho alegre dan&ccedil;ava neles.<br /> Meu querido amigo! - Disse Ar&atilde;o. Tenho &oacute;timas not&iacute;cias para voc&ecirc;.<br /> O estranho e Ar&atilde;o juntaram os pares de sapatos, que combinavam direitinho, os venderam e ganharam uma grande quantidade de dinheiro.<br /> * * *<br /> O conselho somente ter&aacute; valor se estiveres disposto a segui-lo.<br /> Quando estejas com dificuldade em qualquer assunto, recorre a uma pessoa mais experiente, melhor equipada, pedindo-lhe ajuda e orienta&ccedil;&atilde;o.<br /> Todavia, n&atilde;o leves a tua pr&oacute;pria opini&atilde;o, tentando provar que &eacute; a verdadeira.<br /> Ouve com cuidado. Reflexiona. Depois, toma a decis&atilde;o que te pare&ccedil;a a mais acertada.<br /> Examina tudo, dizia o Ap&oacute;stolo Paulo, e ret&eacute;m o que &eacute; bom.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria do livro Pequenos milagres, v. 2, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante e pensamentos do cap. LXXXVII do livro Vida feliz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 01.03.2013.</span><br />

PERIPATÉTICO
9 Abr 20163:54EP 445

PERIPATÉTICO

<strong>&nbsp;PERIPAT&Eacute;TICO</strong><br /> <br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Voc&ecirc; sabe o que quer dizer peripat&eacute;tico? E quando voc&ecirc; n&atilde;o sabe o que significa uma palavra o que faz: pergunta para quem sabe, consulta o dicion&aacute;rio, finge que sabe?<br /> <br /> A maioria de n&oacute;s, quase sempre, opta pela terceira forma: finge que sabe, fala como quem sabe, mas n&atilde;o pergunta, nem se informa.<br /> <br /> Afinal, ningu&eacute;m deseja que o outro descubra que ele n&atilde;o sabe.<br /> <br /> Numa reuni&atilde;o de treinadores volunt&aacute;rios em uma empresa, discutia-se a melhor f&oacute;rmula de ministrar um curso para 200 funcion&aacute;rios.<br /> <br /> Depois de uma explos&atilde;o de id&eacute;ias, algu&eacute;m prop&ocirc;s que se utilizasse um trecho do Serm&atilde;o da Montanha como tema do evento.<br /> <br /> Nesse instante, o professor do grupo que, at&eacute; ent&atilde;o, se mantivera calado, fez a observa&ccedil;&atilde;o:<br /> <br /> Jesus era peripat&eacute;tico.<br /> <br /> Um sil&ecirc;ncio constrangedor, uma troca de olhares entre os participantes se fez de imediato.<br /> <br /> Antes que algu&eacute;m pudesse dizer algo, o professor foi chamado para atender um pedido do Departamento de Recursos Humanos.<br /> <br /> Mal ele saiu da sala, as manifesta&ccedil;&otilde;es se fizeram:<br /> <br /> Que coment&aacute;rio de mau gosto! &ndash; disse um.<br /> <br /> De absoluta falta de respeito! &ndash; falou outro.<br /> <br /> Algu&eacute;m argumentou que talvez o professor tivesse suas raz&otilde;es. Talvez ele fosse ateu e n&atilde;o quisesse misturar religi&atilde;o com treinamento.<br /> <br /> Mas devia respeitar a religiosidade dos outros! &ndash; vociferou algu&eacute;m.<br /> <br /> Durante dez minutos, cheios de f&uacute;ria, os componentes do grupo malharam o professor.<br /> <br /> Quando ele retornou, olhares hostis o receberam. Contudo, ele estava t&atilde;o bem que foi logo dizendo:<br /> <br /> Ent&atilde;o, acredito que tenhamos resolvido como fazer o treinamento.<br /> <br /> Separamos os funcion&aacute;rios em grupos de 20 e cada um de voc&ecirc;s vai fazer a apresenta&ccedil;&atilde;o mais de uma vez.<br /> <br /> Algu&eacute;m ousou falar:<br /> <br /> Professor, veja bem, esse neg&oacute;cio de peripat&eacute;tico...<br /> <br /> &Eacute; isso mesmo, completou ele. Foi da&iacute; que me veio a id&eacute;ia. Jesus se locomovia para fazer prega&ccedil;&otilde;es, como os fil&oacute;sofos tamb&eacute;m faziam, ao orientar seus disc&iacute;pulos.<br /> <br /> Jesus foi o Mestre dos mestres, portanto a sugest&atilde;o de usar o Serm&atilde;o da Montanha foi muito feliz. Ter&iacute;amos uma bela mensagem moral e o deslocamento f&iacute;sico...<br /> <br /> Mas que cara &eacute; essa? Peripat&eacute;tico quer dizer &quot;o que ensina caminhando.&quot;<br /> <br /> Todos se entreolharam, corados de vergonha. Nenhum deles sabia o significado da palavra.<br /> <br /> Encolhidos, se deram conta que seu orgulho era maior do que a vontade de aprender. Aprender para ensinar.<br /> <br /> Teria sido suficiente um deles ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra. Os demais concordariam e tudo se resolveria com uma simples consulta ao dicion&aacute;rio.<br /> <br /> Pense nisso.<br /> <br /> O fato de todos estarem de acordo a respeito de alguma coisa n&atilde;o transforma o falso em verdadeiro.<br /> <br /> Informe-se.<br /> <br /> Nunca se esquive do aprendizado, n&atilde;o tenha vergonha de perguntar, indagar, questionar.<br /> <br /> E pesquise, leia, nunca se permita estacionar na escalada do conhecimento.<br /> <br /> E, finalmente, lembre: a sabedoria tende a provocar disc&oacute;rdia, mas a ignor&acirc;ncia &eacute; quase sempre un&acirc;nime.<br /> <br /> Pense de que lado voc&ecirc; prefere ficar.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em artigo<br /> assinado por Max Gehringer<br /> Em 18.12.2014</span><br />

DILEMAS MORAIS
8 Abr 20163:29EP 444

DILEMAS MORAIS

DILEMAS MORAIS<br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Nossa sociedade vive uma crise de valores.<br /> H&aacute; not&iacute;cias de corrup&ccedil;&atilde;o nos mais variados setores.<br /> Entre a tenta&ccedil;&atilde;o e o dever, a primeira tem prevalecido.<br /> Esse clima pode gerar descren&ccedil;a no futuro.<br /> Contudo, uma pequena retrospectiva hist&oacute;rica auxilia a manter a esperan&ccedil;a.<br /> Embora de forma lenta, a Humanidade vem refinando seus valores.<br /> H&aacute; pouco tempo eram admitidas pr&aacute;ticas hoje amplamente repudiadas.<br /> Por exemplo, a escravid&atilde;o, a pris&atilde;o por d&iacute;vidas e o assassinato como forma de defesa da honra.<br /> A igualdade da mulher perante o homem constitui conquista recente da Civiliza&ccedil;&atilde;o.<br /> Por certo, um padr&atilde;o ilibado de conduta permanece distante da ampla maioria das pessoas.<br /> A honestidade ainda &eacute; uma casca muito fina a encobrir o desejo de levar vantagem.<br /> Se h&aacute; a perspectiva de lucrar indevidamente, sem ser apanhado, muitos sucumbem.<br /> E tal se d&aacute; nos mais variados planos da exist&ecirc;ncia humana.<br /> As pessoas se permitem tais desvirtuamentos na cren&ccedil;a de que assim agem na conquista da felicidade.<br /> Ocorre que n&atilde;o h&aacute; felicidade sem paz e nem paz sem consci&ecirc;ncia tranq&uuml;ila.<br /> <br /> <br /> <br /> &Eacute; ensinado, que estamos neste planeta, com o prop&oacute;sito de n&oacute;s aperfei&ccedil;oarem.<br /> Portanto, todos se destinam &agrave; mais completa felicidade.<br /> Na plenitude de sua evolu&ccedil;&atilde;o, ser&atilde;o anjos, plenos de amor e sabedoria.<br /> No princ&iacute;pio, s&atilde;o grandemente guiados pelos instintos.<br /> Mas de forma gradual desenvolvem a raz&atilde;o e conduzem-se por ela.<br /> Nesse gigantesco caminhar, cometem alguns equ&iacute;vocos e desenvolvem outros tantos v&iacute;cios.<br /> Com o passar do tempo e o crescer espiritual, muitas fissuras morais n&atilde;o mais se justificam.<br /> A consci&ecirc;ncia despertada para realidades superiores clama por corrigenda.<br /> No plano espiritual, entre as exist&ecirc;ncias terrenas, o Esp&iacute;rito contempla sua situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Verifica quais v&iacute;cios e equ&iacute;vocos prejudicam sua marcha para a plenitude e decide super&aacute;-los.<br /> Ent&atilde;o, programa para si uma exist&ecirc;ncia terrena com o intuito de melhorar-se.<br /> Assume compromissos de trabalho, voltados &agrave; sua reforma pessoal.<br /> <br /> Pede para vivenciar algumas dificuldades, com a finalidade de corrigir-se.<br /> &Eacute; por isso que na vida terrena o dever entra em conflito com os interesses pessoais e as paix&otilde;es.<br /> De um lado h&aacute; o homem velho, tentado pela perspectiva de cometer novamente antigos equ&iacute;vocos.<br /> De outro, um elaborado projeto de disciplina e engrandecimento pessoal.<br /> Se voc&ecirc; deseja ser feliz, jamais titubeie entre a tenta&ccedil;&atilde;o e o dever.<br /> Perante um dilema moral, adote a conduta mais digna poss&iacute;vel, mesmo que penosa.<br /> O comportamento digno e o cumprimento do dever o libertar&atilde;o do passado e o habilitar&atilde;o a viv&ecirc;ncias sublimes.<br /> Ao passo que ceder &agrave;s tenta&ccedil;&otilde;es implicar&aacute; a necessidade de retomar a tarefa no futuro, provavelmente em circunst&acirc;ncias mais &aacute;rduas.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 06.05.2012.</span><br />

O PODER DA EDUCAÇÃO
7 Abr 20163:23EP 443

O PODER DA EDUCAÇÃO

<strong>O PODER DA EDUCA&Ccedil;&Atilde;O</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Conta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educa&ccedil;&atilde;o. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. <br /> O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condi&ccedil;&otilde;es de falar a qualquer momento sobre o tema e, por isso mesmo, o haviam convidado. <br /> Transcorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembl&eacute;ia em expectativa. <br /> Postou-se &agrave; tribuna e logo em seguida, entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois c&atilde;es. <br /> A um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada. <br /> Logo em seguida, o outro criado abriu a gaiola em que estava o c&atilde;o e este saiu em desabalada carreira ao encal&ccedil;o da lebre. Alcan&ccedil;ou-a com destreza trucidando-a rapidamente. <br /> A cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admira&ccedil;&atilde;o tomou conta da assembl&eacute;ia e os cora&ccedil;&otilde;es pareciam saltar do peito. <br /> Ningu&eacute;m conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agress&atilde;o. <br /> Mesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro c&atilde;o. <br /> O povo mal continha a respira&ccedil;&atilde;o. Alguns mais sens&iacute;veis, levaram as m&atilde;os aos olhos para n&atilde;o ver a reprise da morte b&aacute;rbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco. <br /> No primeiro instante, o c&atilde;o investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanh&aacute;-la deu-lhe com a pata e ela caiu. <br /> Logo ergueu-se e se p&ocirc;s a brincar. <br /> Para surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranq&uuml;ila conviv&ecirc;ncia, saltitando de um lado a outro do palco. <br /> Ent&atilde;o, e somente ent&atilde;o, Licurgo falou; &quot;senhores, acabais de assistir a uma demonstra&ccedil;&atilde;o do que pode a educa&ccedil;&atilde;o. Ambas as lebres s&atilde;o filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim igualmente os c&atilde;es.&rdquo; <br /> A diferen&ccedil;a entre os primeiros e os segundos &eacute;, simplesmente, a educa&ccedil;&atilde;o.&quot; <br /> E prosseguiu vivamente o seu discurso dizendo das excel&ecirc;ncias do processo educativo. <br /> &quot;A educa&ccedil;&atilde;o, baseada numa concep&ccedil;&atilde;o exata da vida, transformaria a face do mundo.&quot; <br /> Eduquemos nosso filho, &quot;esclare&ccedil;amos sua intelig&ecirc;ncia, mas, antes de tudo, falemos ao seu cora&ccedil;&atilde;o, ensinemos a ele a despojar-se das suas imperfei&ccedil;&otilde;es. Lembremo-nos de que a sabedoria por excel&ecirc;ncia consiste em nos tornarmos melhores.&quot; <br /> Voc&ecirc; sabia? <br /> Que Licurgo foi um legislador grego que deve ter vivido no s&eacute;culo quarto antes de Cristo?<br /> E que o verbo educar &eacute; origin&aacute;rio do latim educare ou educcere e quer dizer extrair de dentro? <br /> Percebe-se portanto, que a educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se constitui em mero estabelecimento de informa&ccedil;&otilde;es, mas sim de se trabalhar as potencialidades interiores do ser, a fim de que flores&ccedil;am, &agrave; semelhan&ccedil;a de bela e perfumada flor.</span><br />

SUPERSTIÇÕES
5 Abr 20164:04EP 442

SUPERSTIÇÕES

<strong>SUPERSTI&Ccedil;&Otilde;ES</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>O que voc&ecirc; faz quando um gato preto lhe atravessa o caminho? E se derramar sal, sem querer?<br /> Voc&ecirc; acredita que plantas, como arruda e guin&eacute;, s&atilde;o segura prote&ccedil;&atilde;o ao mal?<br /> &Eacute; interessante observar como no S&eacute;culo de tanta tecnologia, em que o homem conquistou a lua, envia naves para investigar o Cosmo, ainda se entret&eacute;m com coisas da ignor&acirc;ncia.<br /> &Eacute; comum visitar-se um doente e encontrar debaixo da cama tesouras abertas, carv&otilde;es acesos.<br /> Na era em que a medicina realiza extraordin&aacute;rias cirurgias, devassando a intimidade do ser humano, ainda mesmo antes dele nascer.<br /> Os supersticiosos s&atilde;o almas infantis. Preferem o temor ao amor, sufocam a esperan&ccedil;a na desconfian&ccedil;a.<br /> Ao inv&eacute;s de combater os inimigos de dentro, acreditam ser mais f&aacute;cil se utilizar de subterf&uacute;gios.<br /> Para o sucesso, a cor certa, o amuleto devido. H&aacute; os que falam em come&ccedil;ar o dia com o p&eacute; direito. Oxal&aacute; Deus nos permita dispor dos dois - o que nos facilita a locomo&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; mesmo?<br /> Os que se deixam enlear pelas supersti&ccedil;&otilde;es acabam v&iacute;timas de enganadores da Terra , que os exploram. Basta lembrar das in&uacute;meras cestinhas da fortuna &agrave; venda, dos gnomos da sorte, das bruxinhas, das flores ex&oacute;ticas ou populares para atra&iacute;rem isso ou aquilo.<br /> Tamb&eacute;m se tornam excessivamente preocupados, infelicitando-se.<br /> <br /> N&atilde;o se torne vitima de pessoas que se dizem revestidas de poderes m&aacute;gicos.Se busca o &ecirc;xito nos seus empreendimentos, esfor&ccedil;a-se no estudo e no trabalho, caminhos que o conduzem ao progresso, sem d&uacute;vida.<br /> As supersti&ccedil;&otilde;es e os supersticiosos s&atilde;o heran&ccedil;as da insensatez e do obscurantismo. &Eacute; pr&oacute;prio do homem que prefere a treva &agrave; luz, o sofrimento ao amor, a piedade ao respeito.<br /> Os que apregoam amuletos e f&oacute;rmulas m&aacute;gicas s&atilde;o criaturas que ainda se mant&eacute;m presas ao pret&eacute;rito da Humanidade.<br /> Ningu&eacute;m conceberia chamar Deus a um homem somente porque descesse de um avi&atilde;o.<br /> N&atilde;o se pode conceber que uma fita, uma planta, uma est&aacute;tua possa nos modificar a vida. Seria jogar por terra conquistas intelectuais e morais j&aacute; realizadas.<br /> Conhecereis a verdade e a verdade vos libertar&aacute;. A frase foi dita tem mais de vinte s&eacute;culos. Continua atual. O convite persiste. Vamos ler e nos instruir?<br /> Vamos movimentar nossas energias mentais nos pensamentos positivos?<br /> Bertrand Russel, filosofo, matem&aacute;tico e Nobel de literatura disse uma vez: &ldquo; h&aacute; algo d&eacute;bil e um pouco desprez&iacute;vel no homem que n&atilde;o consegue encarar as adversidades da vida sem a ajuda de mitos confortantes&rdquo;. <br /> Pense nisso e libertar-se.<br /> <br /> <br /> <br /> Pensa em prosperidade, abund&acirc;ncia, mas n&atilde;o s&oacute; de valores materiais, e sim, dos demais bens , que s&atilde;o essenciais para uma vida de qualidade.<br /> Pensa e viver&aacute;s consoante a onda mental que emitires.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nos pensamentos <br /> do filosofo ingl&ecirc;s Bertrand Russel.<br /> Em 07.01.2014</span><br />

FIXAÇÃO MENTAL
1 Abr 20163:51EP 441

FIXAÇÃO MENTAL

<strong>FIXA&Ccedil;&Atilde;O MENTAL</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Voc&ecirc; j&aacute; teve a sensa&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o fechou a porta, n&atilde;o desligou o ferro el&eacute;trico, n&atilde;o travou o carro, n&atilde;o apagou a luz?<br /> Essas situa&ccedil;&otilde;es surgem, pondo em d&uacute;vida o que, h&aacute; poucos minutos, t&iacute;nhamos como uma certeza.<br /> Se n&oacute;s nos deixamos atormentar por tais id&eacute;ias, elas passam a fazer parte do nosso cotidiano, transformando-se em neuroses que, em escala maior, causam-nos preju&iacute;zos. &Eacute; a chamada id&eacute;ia fixa, fixa&ccedil;&atilde;o mental ou monoid&eacute;ia.<br /> Nessa mesma linha de racioc&iacute;nio, os sentimentos de ci&uacute;me, de inveja, o fanatismo pol&iacute;tico, religioso e esportivo, considerados os graus de intensidade, podem causar danos &agrave; nossa economia espiritual.<br /> Causados por essas id&eacute;ias fixas, surgem as ansiedades, os medos, as inseguran&ccedil;as, as m&aacute;goas guardadas, entre outros males.<br /> Quando agasalhamos esses sentimentos em nossa intimidade, de maneira a nos deixar atormentar por eles, a tal ponto que se constituam em id&eacute;ia fixa ou monoid&eacute;ia, poderemos gerar desequil&iacute;brios e perturba&ccedil;&otilde;es de dif&iacute;cil remo&ccedil;&atilde;o.<br /> Se percebermos as insinua&ccedil;&otilde;es dessas id&eacute;ias negativas tentando instala&ccedil;&atilde;o em nossas mentes, envidemos esfor&ccedil;os para expuls&aacute;-las imediatamente.<br /> Empreguemos a vontade firme, a iniciativa, a perseveran&ccedil;a nos bons prop&oacute;sitos, a f&eacute; e a paci&ecirc;ncia, como verdadeiros ant&iacute;dotos para expulsar essas id&eacute;ias perniciosas.<br /> A transforma&ccedil;&atilde;o moral, a a&ccedil;&atilde;o no bem, os nobres ideais do sentimento, da arte, da cultura, s&atilde;o medidas eficientes na preven&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias indesej&aacute;veis.<br /> Se, por vezes, nos encontramos enredados nas teias de circunst&acirc;ncias perturbadoras, fa&ccedil;amos uma an&aacute;lise dos pensamentos que alimentamos, pois neles est&atilde;o a causa desses desequil&iacute;brios.<br /> Portanto, manter a mente e as m&atilde;os ocupadas no trabalho nobre s&atilde;o medidas profil&aacute;ticas, que nos fortalecem espiritualmente, predispondo-nos &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o definitiva dessas verdadeiras pris&otilde;es mentais.<br /> Busquemos arejar a nossa mente com o otimismo, com leituras edificantes, permitindo-nos ser felizes tanto quanto se pode ser feliz sobre a Terra.<br /> Que a esperan&ccedil;a seja o nosso grande tesouro e que nosso cora&ccedil;&atilde;o possa estar sempre balsamizado por suas luzes, iluminando-nos a alma e ajudando-nos a libertar-nos, em definitivo, das pris&otilde;es mentais que tanto nos infelicitam.<br /> * * *<br /> Nos momentos em que nos permitimos fixa&ccedil;&otilde;es mentais desajustadas, Esp&iacute;ritos infelizes podem sugerir-nos id&eacute;ias mal&eacute;ficas, aumentando nosso desequil&iacute;brio.<br /> Nessas situa&ccedil;&otilde;es, podem incitar-nos o orgulho, a sede de vingan&ccedil;a, o ci&uacute;me, as fobias, entre outros males. Portanto, vigiais!<br /> A vigil&acirc;ncia sobre os pensamentos que emitimos, a fim de que possamos control&aacute;-los, n&atilde;o nos permitindo cair em sugest&otilde;es infelizes.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo Fixa&ccedil;&atilde;o mental, de Orson Peter Carrara, da Revista Reformador, de setembro de 1996, ed. Feb.<br /> Em 18.03.2015.</span><br />

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