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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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DINHEIRO E VALORES
6 Mai 20162:23EP 464

DINHEIRO E VALORES

<strong>&nbsp;DINHEIRO E VALORES</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>O dinheiro &eacute;, sem contesta&ccedil;&atilde;o, um fator importante em nossas vidas. Resolve muitas situa&ccedil;&otilde;es, por&eacute;m, nem sempre permite comprar aquilo que, em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, constitui nosso mais profundo desejo.<br /> Podemos comprar uma casa confort&aacute;vel, por exemplo, mas n&atilde;o um lar ditoso.<br /> Podemos comprar livros excelentes, mas n&atilde;o o conhecimento.<br /> Adquirir os medicamentos mais eficientes, mas n&atilde;o podemos comprar a sa&uacute;de.<br /> Compramos um lugar de destaque entre os homens, mas n&atilde;o o verdadeiro afeto.<br /> Com o dinheiro podemos pagar divers&otilde;es sofisticadas, mas n&atilde;o compramos a felicidade real.<br /> Podemos contratar advogados de renome, mas se somos culpados, n&atilde;o compraremos a isen&ccedil;&atilde;o de culpa.<br /> Com o dinheiro podemos subjugar pessoas, mas n&atilde;o compramos o respeito e a admira&ccedil;&atilde;o.<br /> O dinheiro pode pagar os melhores col&eacute;gios, mas n&atilde;o nos isenta da educa&ccedil;&atilde;o informal.<br /> Podemos comprar cama confort&aacute;vel e len&ccedil;&oacute;is de luxo, mas n&atilde;o logramos comprar o sono.<br /> Enfim, podemos adquirir um lugar de destaque em cemit&eacute;rio luxuoso, mas n&atilde;o a imortalidade f&iacute;sica.<br /> Como podemos perceber, o dinheiro &eacute; necess&aacute;rio, mas tem valor relativo e transit&oacute;rio.<br /> Qual &eacute; o valor real do dinheiro? N&atilde;o se sabe, porque em cada pa&iacute;s ele tem um valor diferente.<br /> Pensando assim, o bom senso nos diz que n&atilde;o devemos investir o tempo somente para fazer dinheiro, sob risco de ficarmos de m&atilde;os vazias nas horas mais dif&iacute;ceis.<br /> Vale a pena investirmos um pouco do nosso tempo na conquista de valores imperec&iacute;veis que, nem a tra&ccedil;a come, nem a ferrugem corr&oacute;i.<br /> Esses valores s&atilde;o a nossa cota de participa&ccedil;&atilde;o efetiva na constru&ccedil;&atilde;o de um lar harmonioso.<br /> A leitura nobre e instrutiva que nos garanta a liberdade intelectual.<br /> A aquisi&ccedil;&atilde;o de honestidade e fidelidade que nos propiciem a conquista de afetos verdadeiros.<br /> A conquista de uma moral adequada que nos garanta, ao mesmo tempo, sa&uacute;de f&iacute;sica e paz de consci&ecirc;ncia.<br /> Uma viv&ecirc;ncia digna que nos fa&ccedil;am homens e mulheres de bem, e n&atilde;o mendigos morais.</span><br />

O CICLO DA VIOLÊNCIA
5 Mai 20164:30EP 463

O CICLO DA VIOLÊNCIA

&nbsp;<strong>O CICLO DA VIOL&Ecirc;NCIA</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Uma das queixas maiores de toda a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; do &iacute;ndice crescente de viol&ecirc;ncia. N&atilde;o existe mais seguran&ccedil;a, comentam as pessoas, alarmadas.<br /> Escolas, empresas, os governos estabelecem campanhas contra a viol&ecirc;ncia, utilizando-se de palestras, semin&aacute;rios e da m&iacute;dia em geral. Cartazes s&atilde;o afixados em pontos estrat&eacute;gicos, pessoas colocam botons no pr&oacute;prio peito, afixam adesivos nos carros, criam-se campanhas institucionais em r&aacute;dio e TV.. Contudo, a viol&ecirc;ncia parece n&atilde;o diminuir.<br /> Talvez n&atilde;o estejamos nos dando conta do ciclo que percorre a viol&ecirc;ncia.<br /> Conta-se que certo general passou a noite inteira sem conseguir pregar o olho. Pela manh&atilde;, estava muito irritado e chegando ao quartel, mal viu o coronel, dirigiu-lhe palavras rudes de admoesta&ccedil;&atilde;o, por coisa nenhuma.<br /> O coronel engoliu em seco a pr&oacute;pria raiva, pois n&atilde;o podia externar o que lhe ia na intimidade ao seu superior. Saiu da sala e, encontrando o tenente no corredor, gritou com ele, falando da sua incompet&ecirc;ncia em resolver quest&otilde;es de somenos import&acirc;ncia no quartel.<br /> O tenente ficou vermelho. Sentiu o sangue quase explodir no c&eacute;rebro, mas mordeu a l&iacute;ngua para n&atilde;o se alterar com o seu comandante. Bateu contin&ecirc;ncia e foi para o p&aacute;tio, onde encontrou o sargento, que se preparava para os exerc&iacute;cios com seus subordinados.<br /> Asperamente se dirigiu a ele, deixando-o com muita raiva. O sargento esperou que o tenente se afastasse, rodou sobre os calcanhares e se encaminhou at&eacute; o cabo, que lhe recebeu toda a agressividade guardada.<br /> O cabo n&atilde;o gostou de ser xingado por algo que n&atilde;o fizera. E acabou despejando a sua ira no primeiro soldado que encontrou, a caminho do seu alojamento. Reclamou de tudo, deixando o pobre homem arrasado.<br /> Como o soldado estava em final de expediente, saiu do quartel e se dirigiu ao terminal de &ocirc;nibus. Quando subiu no coletivo, perdeu a calma com o cobrador que disse n&atilde;o ter troco para a nota que ele apresentou.<br /> O motorista do &ocirc;nibus assistiu tudo, tomou as dores do cobrador mas, com medo de reagir porque a pessoa em quest&atilde;o era um militar, se calou.<br /> Contudo, quando chegou em casa, trazia dentro de si toda a raiva que segurara durante as &uacute;ltimas horas de trabalho e, porque a esposa demorasse em colocar a comida &agrave; mesa, ele lhe dirigiu palavras inadequadas, grosseiras e ofensivas.<br /> O motorista era um homem grande e ela mi&uacute;da, por isso ela achou mais prudente ficar quieta. Entretanto, ao passar pelo seu quarto, viu a filha de oito anos mexendo no seu estojo de maquiagem. Era algo que ela fazia sempre.<br /> Mas, naquele dia, a mulher se encolerizou, brigou com a garota, e a mandou para o quintal. A menina n&atilde;o entendeu a rea&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e e foi despejar toda a sua raiva num c&atilde;o que estava amarrado, nos fundos da sua casa.<br /> O pobre animal sentiu o pontap&eacute; e recebeu a carga negativa que a crian&ccedil;a despejou.<br /> Como n&atilde;o tinha nada mais a fazer, externou a sua vontade de morder, de reagir, uivando a noite inteira.<br /> Adivinhem quem morava na casa ao lado? Isso mesmo! O general do come&ccedil;o da hist&oacute;ria.<br /> * * *<br /> Pensemos nisso! Deter o ciclo da viol&ecirc;ncia deve ser nosso maior desafio. No todo &eacute; muito pr&aacute;tico: basta agir em vez de reagir.<br /> Pensar antes de falar. Contar at&eacute; dez, antes de responder mal a quem quer que seja. N&atilde;o revidar ofensa, desaforo ou m&aacute; educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Pensemos nisso! A estat&iacute;stica da viol&ecirc;ncia &eacute; marcada por cada um de n&oacute;s.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no estudo Respeito,<br /> desenvolvido por Alberto Almeida, em mar&ccedil;o de 2002, na cidade<br /> de Matinhos/PR.<br /> Em 12.2.2016. </span><br />

NO REINO DAS BORBOLETAS
3 Mai 20164:26EP 462

NO REINO DAS BORBOLETAS

<strong>NO REINO DAS BORBOLETAS</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>&Agrave; beira de um charco, formosa borboleta, fulgurando ao crep&uacute;sculo, pousou sobre um ninho de larvas e falou para as pequenas lagartas, confusas:<br /> N&atilde;o temam! Sou sua irm&atilde; de ra&ccedil;a!<br /> Venho para lhes trazer esperan&ccedil;a. Nem sempre permanecer&atilde;o coladas &agrave;s ervas do p&acirc;ntano! Tenham calma, fortaleza e paci&ecirc;ncia.<br /> Esforcem-se para n&atilde;o sucumbir aos golpes da ventania que, de quando em quando, varre a paisagem.<br /> Esperem! Depois do sono que as aguarda, todas acordar&atilde;o com asas de puro veludo, refletindo o esplendor solar...<br /> Ent&atilde;o, n&atilde;o mais se arrastar&atilde;o, presas ao solo &uacute;mido e triste. Adquirir&atilde;o preciosa vis&atilde;o da vida, pois poder&atilde;o subir muito alto e seu alimento ser&aacute; o n&eacute;ctar das flores...<br /> Viajar&atilde;o deslumbradas, contemplando o mundo, sob novo prisma!<br /> Observar&atilde;o o sapo que nos persegue, castigado pela serpente que o destr&oacute;i, e ver&atilde;o a serpente que fascina o sapo, fustigada pelas armas do homem.<br /> Enquanto a mensageira fez ligeira pausa, ouviam-se exclama&ccedil;&otilde;es admiradas:<br /> Ah, n&atilde;o posso crer no que vejo!<br /> Que misteriosa criatura!<br /> Ser&aacute; uma fada milagrosa?<br /> Nada possui de comum conosco...<br /> Irradiando o suave aroma do jardim de onde viera, a linda visitante sorriu e continuou:<br /> N&atilde;o se iludam! N&atilde;o sou uma fada celeste! Minhas asas s&atilde;o parte integrante da nova forma que a natureza lhes reserva.<br /> Ontem, eu vivia com voc&ecirc;s; amanh&atilde; viver&atilde;o comigo! Flutuar&atilde;o no imenso espa&ccedil;o, em voos sublimes em plena luz. Libertas do loda&ccedil;al, se elevar&atilde;o felizes.<br /> Conhecer&atilde;o a beleza das copas floridas e o saboroso n&eacute;ctar das p&eacute;talas perfumadas. Contemplar&atilde;o a altura e a amplitude do firmamento...<br /> Logo ap&oacute;s, lan&ccedil;ando carinhoso olhar &agrave; fam&iacute;lia alvoro&ccedil;ada, distendeu as asas coloridas e, voando com graciosidade, desapareceu no infinito azul.<br /> Nisso, chegou ao ninho a lagarta mais velha do grupo, que estava ausente, e, ouvindo os coment&aacute;rios empolgados das companheiras mais jovens, ordenou irritada:<br /> Calem-se e escutem! Tudo isso &eacute; insensatez, mentiras, divaga&ccedil;&otilde;es...<br /> N&atilde;o nos iludamos! Nunca teremos asas! Ningu&eacute;m deve filosofar...<br /> Somos lagartas, nada mais que lagartas. Sejamos pr&aacute;ticas, no imediatismo da pr&oacute;pria vida. Esque&ccedil;am-se de pretensos seres alados que n&atilde;o existem.<br /> Precisamos simplesmente comer e comer... Depois vem o sono, a morte... E o nada... Nada mais...<br /> As lagartas calaram-se, desencantadas.<br /> Caiu a noite e, em meio &agrave; sombra, a lagarta-chefe adormeceu, sem despertar no outro dia. Estava completamente im&oacute;vel.<br /> As irm&atilde;s, preocupadas, observavam curiosas o fen&ocirc;meno...<br /> Depois de algum tempo, para espanto de todas, a ignorante e descrente orientadora surgiu como veludosa borboleta, de asas leves e ligeiras, a bailar no ar...<br /> * * *<br /> &Agrave; semelhan&ccedil;a da formosa borboleta que desceu &agrave;s faixas escuras onde rastejavam suas irm&atilde;s lagartas, um dia a Humanidade tamb&eacute;m recebeu a visita de sublime anjo, que veio trazer consolo e esperan&ccedil;a.<br /> Falou da vida estuante, al&eacute;m do casulo f&iacute;sico.<br /> E para provar que o que dizia &eacute; realidade, Ele pr&oacute;prio, ap&oacute;s desvencilhar-se do corpo f&iacute;sico, surgiu mais livre e mais brilhante que antes.<br /> Subiu, com a leveza de anjo alado, e desapareceu na imensid&atilde;o azul, diante de quinhentas testemunhas, admiradas, na distante Galil&eacute;ia...<br /> E, mais de dois mil&ecirc;nios depois, ainda existem aqueles que preferem acreditar que o que precisamos fazer &eacute; comer, comer, dormir e esperar o nada... Nada mais...<br /> Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal &eacute; a lei.<br /> Pense Nisso. <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 29 do livro<br /> Contos e ap&oacute;logos, pelo Esp&iacute;rito Irm&atilde;o X, psicografia de <br /> Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 26.06.2012.</span><br />

QUINZE MINUTOS
2 Mai 20162:24EP 461

QUINZE MINUTOS

<strong>QUINZE MINUTOS</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Quando tiveres um quarto de hora &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, reflete nos benef&iacute;cios que podes espalhar.<br /> Recorda a possibilidade de um breve di&aacute;logo afetivo com algum familiar, dentro da pr&oacute;pria casa, incentivando-lhe o bom &acirc;nimo;<br /> das palavras de paz e amor que o amigo enfermo espera de tua presen&ccedil;a;<br /> de auxiliar em alguma tarefa que te aguarde o esfor&ccedil;o para a limpeza ou o reconforto do pr&oacute;prio lar;<br /> da conversa&ccedil;&atilde;o edificante com uma crian&ccedil;a desprotegida que conduzir&aacute; para frente tuas sugest&otilde;es de boa vontade;<br /> de estender algum adubo a essa ou aquela planta que se te faz &uacute;til;<br /> do encontro amistoso, em que a tua opini&atilde;o generosa consiga favorecer a solu&ccedil;&atilde;o do problema de algu&eacute;m;<br /> Quinze minutos sem compromisso s&atilde;o quinze op&ccedil;&otilde;es na constru&ccedil;&atilde;o do bem.<br /> Proponha-te tal disciplina di&aacute;ria e perceber&aacute;s mudan&ccedil;as imediatas.<br /> Se j&aacute; tens h&aacute;bitos de preserva&ccedil;&atilde;o do corpo, h&aacute;bitos de higiene, indispens&aacute;veis &agrave; tua vida, &eacute; hora de acrescentar pr&aacute;ticas de higiene moral, voltadas ao sustento de tua parte alma, tua ess&ecirc;ncia.<br /> Quinze minutos por dia.<br /> Escolhe, inicialmente, algo que te pare&ccedil;a mais pr&oacute;ximo, mais f&aacute;cil at&eacute;, para que os primeiros sucessos possam te dar o est&iacute;mulo para voos mais altos.<br /> Nossa ess&ecirc;ncia busca o bem, busca a felicidade. A assinatura Divina em nosso &acirc;mago garante isso. Assim, basta que encontremos o melhor caminho, o mais seguro, o mais correto.<br /> S&atilde;o quinze minutos. Um quarto de toda uma hora. N&atilde;o te arrepender&aacute;s.<br /> N&atilde;o nos esque&ccedil;amos de que a floresta se levantou de sementes quase invis&iacute;veis;<br /> de que o rio se forma de fontes pequeninas e de que a luz do c&eacute;u, em n&oacute;s mesmos, come&ccedil;a de pequeninos raios de amor a se nos irradiarem do cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 23, do<br /> livro Caridade, por Esp&iacute;ritos diversos, psicografia de Francisco<br /> C&acirc;ndido Xavier, ed. Ide.<br /> Em 19.09.2012.</span><br />

PESOS E MEDIDAS
30 Abr 20163:59EP 460

PESOS E MEDIDAS

<strong>&nbsp;PESOS E MEDIDAS</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Segundo os dicion&aacute;rios, justi&ccedil;a quer dizer conformidade com o direito. Virtude de dar a cada um o que &eacute; seu.<br /> Todavia, n&oacute;s que, tantas vezes, temos cobrado da Divindade que sacie a nossa sede de justi&ccedil;a, se analisarmos profundamente, n&atilde;o estamos verdadeiramente com sede de justi&ccedil;a, no real sentido do termo.<br /> No conv&iacute;vio di&aacute;rio, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.<br /> O trato com as pessoas que nos rodeiam &eacute; diferenciado conforme a posi&ccedil;&atilde;o social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.<br /> Se nos dirigimos &agrave; servi&ccedil;al que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e aten&ccedil;&atilde;o distinto do que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, s&atilde;o mais importantes.<br /> Se a pessoa que nos procura est&aacute; vestida com trajes elegantes, mesmo que n&atilde;o saibamos de quem se trate, a nossa defer&ecirc;ncia &eacute; imediata.<br /> Mas, se est&aacute; envolta de farrapos, bem diferente &eacute; a nossa aten&ccedil;&atilde;o.<br /> Outro exemplo, &eacute; quando nosso ve&iacute;culo come&ccedil;a a demonstrar sinais de que em breve ter&aacute; o motor fundido. Qual a primeira id&eacute;ia que nos vem &agrave; mente?<br /> Se f&ocirc;ssemos pessoas justas, certamente far&iacute;amos uma boa revis&atilde;o reparando os danos e, ao ofert&aacute;-lo a algu&eacute;m, no caso de venda, falar&iacute;amos a verdade ao comprador.<br /> Mas o que normalmente ocorre &eacute; a id&eacute;ia de pass&aacute;-lo adiante o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel. E quem compr&aacute;-lo que fique com o preju&iacute;zo. E pensamos:&rdquo; me dei bem, sou muito esperto.&rdquo;<br /> Mas nos achamos pessoas justas.<br /> Se o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como p&ocirc;de algu&eacute;m nos vender um ve&iacute;culo prestes a fundir o motor? Que injusti&ccedil;a!<br /> Se observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos p&uacute;blicos, imediatamente levantamos a voz para criticar e exigir justi&ccedil;a.<br /> Mas, quantos de n&oacute;s compramos atestados falsos para ludibriar o patr&atilde;o e receber o sal&aacute;rio integral?<br /> No transito estacionamos em fila dupla, pouco nos importando se estamos atrapalhando o bom andamento do j&aacute; confuso transito.<br /> Usamos, nos v&aacute;rios momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais s&atilde;o as nossas verdadeiras inten&ccedil;&otilde;es.<br /> Assim, podemos nos perguntar: Ser&aacute; que temos mesmo sede de justi&ccedil;a? Ou ser&aacute; que nos pesos e medidas s&oacute; temos pensado em n&oacute;s mesmos?<br /> A justi&ccedil;a Divina &eacute; real e se cumprir&aacute; quando efetivamente tivermos sede de justi&ccedil;a, usando um &uacute;nico peso e uma &uacute;nica medida, com imparcialidade.<br /> * * *<br /> Os Mestres superiores nos ensinam que, caso tenhamos d&uacute;vidas quanto ao procedimento que devamos adotar com algu&eacute;m, que nos coloquemos no lugar desse algu&eacute;m e fa&ccedil;amos exatamente o que desejar&iacute;amos que nos fosse feito.<br /> Dessa forma, jamais nos equivocaremos, uma vez que todos queremos o melhor para n&oacute;s mesmos.<br /> Pensemos nisso!<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 18.06.2012</span><br />

A SERENIDADE
29 Abr 20165:01EP 459

A SERENIDADE

&nbsp;<strong>A SERENIDADE<br /> </strong><br /> <span style=''font-size: small;''>Voc&ecirc; j&aacute; parou para observar, algum dia, como as pessoas andam pelas ruas apreensivas?<br /> <br /> O semblante sempre carregado e o cenho franzido traduzem a ang&uacute;stia &iacute;ntima. A problem&aacute;tica em que se encontram mergulhados.<br /> <br /> Em alguns momentos, a impress&atilde;o que se tem &eacute; que a maioria das gentes anda em batalha interior constante.<br /> <br /> E nos perguntamos: Onde a serenidade? Em especial daqueles de n&oacute;s que ostentamos o adjetivo de sermos religiosos.<br /> <br /> Acaso teremos esquecido a exorta&ccedil;&atilde;o que diz: A cada dia basta o seu cuidado? <br /> <br /> &Eacute; por essa raz&atilde;o que, com regularidade, a Provid&ecirc;ncia Divina permite que Seus mission&aacute;rios visitem a Terra, travestidos em corpos humanos e nas mais variadas frentes de trabalho. <br /> <br /> Recordamos que em 1958, o Mundo assistiu &agrave; posse de mais um Papa. <br /> Aos 77 anos, &Acirc;ngelo Giuseppe Roncalli assumiu o papado com o nome de Jo&atilde;o XXIII. &Acirc;ngelo Roncalli era um homem que causava um impacto sempre favor&aacute;vel nas pessoas.<br /> <br /> Reconhecia claramente suas limita&ccedil;&otilde;es e era dotado de um vivo senso de humor.<br /> <br /> Surpreendeu pela coragem de inaugurar debates sobre temas intoc&aacute;veis at&eacute; ent&atilde;o. <br /> <br /> Em um documento asseverou que todos os homens t&ecirc;m direito de escolher a sua religi&atilde;o. <br /> <br /> Em 1960, num dos seus escritos, ele registrou uma p&aacute;gina com not&aacute;vel sentimento de religiosidade universal.<br /> <br /> Chama-se O Dec&aacute;logo da Serenidade e cont&eacute;m dez sugest&otilde;es de conduta para o homem que deseja a paz.<br /> <br /> 1&ordf; primeiro Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma s&oacute; vez.<br /> <br /> 2&ordf; segundo - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o m&aacute;ximo cuidado na minha conviv&ecirc;ncia; cort&ecirc;s nas minhas maneiras, a ningu&eacute;m criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir &agrave; for&ccedil;a ningu&eacute;m, sen&atilde;o a mim mesmo.<br /> <br /> 3&ordf; terceiro - Hoje, apenas hoje, serei feliz, na certeza de que fui criado para a felicidade, n&atilde;o s&oacute; no outro Mundo, mas tamb&eacute;m j&aacute; neste.<br /> <br /> 4&ordf; quarto - Hoje, apenas hoje, adaptar&not;-me-ei &agrave;s circunst&acirc;ncias, sem pretender que sejam todas as circunst&acirc;ncias a se adaptarem aos meus desejos.<br /> <br /> 5&ordf; quinto - Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, assim como o alimento &eacute; necess&aacute;rio para a vida do corpo, assim a boa leitura &eacute; necess&aacute;ria para a vida da alma.<br /> <br /> 6&ordf; sexto - Hoje, apenas hoje, farei uma boa a&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o direi a ningu&eacute;m.<br /> <br /> 7&ordf; s&eacute;timo - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ningu&eacute;m o saiba.<br /> <br /> 8&ordf; oitavo - Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez n&atilde;o o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrev&ecirc;-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecis&atilde;o.<br /> <br /> 9&ordf; nono - Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunst&acirc;ncias mostrem o contr&aacute;rio, que a Provid&ecirc;ncia de Deus se ocupa de mim como se n&atilde;o existisse mais ningu&eacute;m no Mundo.<br /> <br /> 10&ordf; d&eacute;cimo - Hoje, apenas hoje, n&atilde;o terei nenhum temor. De modo especial n&atilde;o terei medo de gozar o que &eacute; belo e de crer na bondade.<br /> <br /> O homem do futuro, que define as conquistas das virtudes nos esfor&ccedil;os do presente, descobre o imenso prazer de ser bom, humano e benevolente para com todos, sem distin&ccedil;&atilde;o de ra&ccedil;as, nem de cren&ccedil;as, porque em todos os homens v&ecirc; irm&atilde;os seus.<br /> <br /> Pense nisso! Mas, pense agora. <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto O dec&aacute;logo da serenidade,<br /> da Revista Reformador de agosto de 1996, ed. Feb. <br /> Em 11.07.2012.</span><br />

AS FRUSTAÇÕES
28 Abr 20163:32EP 458

AS FRUSTAÇÕES

<strong>&nbsp;AS FRUSTA&Ccedil;&Otilde;ES<br /> </strong><br /> <span style=''font-size: small;''>Grande parte das pessoas, na sociedade atual, &eacute; infeliz, &eacute; frustrada. Voc&ecirc; j&aacute; se perguntou por que isso acontece?<br /> Muitos s&atilde;o os estudos feitos para se descobrir as poss&iacute;veis causas da infelicidade do homem moderno e todos apontam para um &uacute;nico e grande causador de tudo isso: o pr&oacute;prio homem.<br /> O ser humano traz em sua bagagem, ao nascer, um plano de felicidade. Ele traz consigo basicamente tr&ecirc;s motiva&ccedil;&otilde;es que o levar&atilde;o a uma satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal, se as conseguir manter ao longo da exist&ecirc;ncia.<br /> Uma delas &eacute; ter um relacionamento pessoal satisfat&oacute;rio.<br /> Outra, &eacute; poder ser &uacute;til na comunidade em que vive e, por fim, crescer como indiv&iacute;duo, alcan&ccedil;ando sua auto-realiza&ccedil;&atilde;o.<br /> Se todas as pessoas conseguissem atender a esses apelos do seu interior jamais se sentiriam frustradas ou infelizes.<br /> No entanto, h&aacute; outros apelos muito fortes que v&ecirc;m do exterior, que a sociedade imp&otilde;e como sendo indispens&aacute;veis: ter muito dinheiro, ter fama e ser fisicamente atraente.<br /> E &eacute; quando o ser humano entra na luta pela conquista de posses materiais, de fama e de uma apar&ecirc;ncia f&iacute;sica atraente, que muitas vezes se infelicita e se frustra.<br /> E por que isso ocorre?<br /> Porque, em sua maioria, as criaturas se esquecem das suas aspira&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas e passam a lutar com todas as suas for&ccedil;as para conquistar o que a sociedade convencionou chamar de homem bem sucedido.<br /> E, para &quot;subir na vida&quot;, tantas vezes n&atilde;o se importa em passar por cima de seus semelhantes, e mata uma de suas motiva&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas: a de ter um bom relacionamento pessoal.<br /> Deixa de ouvir a voz da consci&ecirc;ncia que o chama &agrave; utilidade, junto &agrave; comunidade, e passa a lutar por uma profiss&atilde;o que lhe d&ecirc; status e fama.<br /> Se aspirar, por exemplo, a ser um m&eacute;dico &uacute;til &agrave; sociedade, passa a ver na profiss&atilde;o um meio de ganhar dinheiro e fazer fama, tornando-se um comerciante da medicina, que s&oacute; atende se for bem pago.<br /> E para poder se manter fisicamente atraente, muitos indiv&iacute;duos vivem &agrave; custa de drogas e regimes cru&eacute;is, e passam a depender disso para manter as apar&ecirc;ncias.<br /> E quando o corpo f&iacute;sico cobra seus tributos, em fun&ccedil;&atilde;o da idade, passam a esticar a pele por todos os lados, como se fosse poss&iacute;vel enganar as leis que regem a mat&eacute;ria.<br /> O que o indiv&iacute;duo n&atilde;o se d&aacute; conta, &eacute; que quanto mais luta para ter, mais se esquece de ser e mais se infelicita.<br /> Os que conseguem conquistar posses materiais, fama, e uma boa apar&ecirc;ncia, passam a empregar seu tempo e sua sa&uacute;de para mant&ecirc;-los.<br /> E os que n&atilde;o logram realizar esses sonhos estabelecidos pela sociedade, se tornam infelizes e frustrados por se julgarem incapazes para tal.<br /> Assim, quando o ser humano entender que o dinheiro &eacute; meio e n&atilde;o fim para ser conquistado a qualquer custo, colocar&aacute; esse bendito recurso a servi&ccedil;o do progresso pr&oacute;prio e dos seus semelhantes em todos os sentidos.<br /> Voc&ecirc; vale pelo que &eacute;, e n&atilde;o pelo que tem ou pela sua apar&ecirc;ncia f&iacute;sica.<br /> As virtudes s&atilde;o os tesouros mais preciosos que voc&ecirc; pode conquistar.<br /> Lembre-se sempre de que nada vale a pena se tivermos que abrir m&atilde;o da nossa dignidade, da nossa honradez, ou dos nossos valores nobres.<br /> Texto da Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto do livro Porque fazemos o que fazemos, de Edward Deci, ed. Neg&oacute;cio.</span><br />

OUTRAS VIOLÊNCIAS
27 Abr 20163:16EP 457

OUTRAS VIOLÊNCIAS

<strong>OUTRAS VIOL&Ecirc;NCIAS</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Viol&ecirc;ncia &eacute; o ato de constranger f&iacute;sica ou moralmente. &Eacute; o uso da for&ccedil;a.<br /> Na atualidade, muitos somos os que afirmamos temer a viol&ecirc;ncia. Por isso mesmo, erguemos altos muros ao redor de nossas resid&ecirc;ncias, tentando evitar que ela nos atinja.<br /> Contratamos seguran&ccedil;as para proteger nossas empresas e nossos lares. Instalamos equipamentos sofisticados que nos alertem da chegada de eventuais usurpadores dos nossos bens.<br /> Resguardamo-nos da viol&ecirc;ncia que vem de fora e pode nos atingir.<br /> No entanto, existe outro tipo de viol&ecirc;ncia para a qual n&atilde;o atentamos. &Eacute; a que reside em n&oacute;s.<br /> &Eacute; a viol&ecirc;ncia da indiferen&ccedil;a. Aquela que nos permite observar diariamente, pelos notici&aacute;rios, as paisagens da fome, da mis&eacute;ria e prosseguirmos de bra&ccedil;os cruzados.<br /> Sim, alguns de n&oacute;s nos sensibilizamos, chegando &agrave;s l&aacute;grimas, mas as manchetes seguintes nos desviam a aten&ccedil;&atilde;o e tudo cai no esquecimento, quais notas apagadas e sem valor.<br /> Viol&ecirc;ncia que nos faculta assistir, extremamente interessados, as not&iacute;cias acerca da agress&atilde;o sofrida por personalidade importante, ansiosos por detalhes e mais detalhes.<br /> Desejamos saber tudo e quanto maior for a viol&ecirc;ncia para com a criatura, mais nos interessamos, pois afinal, depois, logo mais, iremos reprisar tudo para o colega, o vizinho, o amigo.<br /> E n&atilde;o nos recordamos de nos recolher &agrave; intimidade do cora&ccedil;&atilde;o para orar pelo agredido, pelos seus. &Agrave; parte a fama, s&atilde;o gente como toda gente. Sofrem como todos, desde que a dor tem car&aacute;ter universal e imparcial.<br /> Participamos ativamente ou assistimos impass&iacute;veis a programas em que o ser humano &eacute; exposto em toda sua nudez moral.<br /> Onde a problem&aacute;tica f&iacute;sica ou de ordem &iacute;ntima &eacute; levada a p&uacute;blico como contos para divers&atilde;o e lazer. Contudo, os envolvidos s&atilde;o seres humanos que sentem, sofrem, se angustiam.<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; a atitude com que destinamos velhos e enfermos dif&iacute;ceis a institui&ccedil;&otilde;es, sem jamais nos interessarmos pelo seu bem-estar.<br /> Costumamos aliviar a consci&ecirc;ncia dizendo que n&atilde;o dispomos de tempo para os cuidados, pois trabalhamos em demasia. Pagamos para que os atendam, &agrave; dist&acirc;ncia, a fim de n&atilde;o lhes ouvir os queixumes e lamenta&ccedil;&otilde;es.<br /> E poderiam estar conosco! Se podemos dispor de recursos amoedados para os manter longe, por que n&atilde;o direcionar esses mesmos recursos a quem os possa cuidar, zelar, pr&oacute;ximos de n&oacute;s, sob nossos olhos vigilantes?<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; o ato de mudez que elegemos para agredir o outro, no relacionamento dom&eacute;stico, estabelecendo sil&ecirc;ncios g&eacute;lidos &agrave;s interroga&ccedil;&otilde;es afetuosas.<br /> &Eacute; o filho que se fecha em si mesmo, n&atilde;o respondendo aos questionamentos do amor materno e paterno, como forma de agress&atilde;o por n&atilde;o lhe concederem o que anseia.<br /> S&atilde;o os esposos que, entre si, contratam a mudez como s&iacute;mbolo do desconforto de viverem um ao lado do outro, como acorrentados sem remiss&atilde;o.<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; a indiferen&ccedil;a pelo bem-estar alheio, que nos faculta chegar ao lar, sermos servidos em tudo e sequer erguer os olhos para ver as rugas de preocupa&ccedil;&atilde;o, as l&aacute;grimas de dor no rosto macerado de quem nos serve.<br /> &Eacute; levantar-se, comer, usufruir dos bens, deitar-se, sem contribuir em nada para a paz do lar.<br /> E bastaria sorrir, agradecer, quem sabe, abra&ccedil;ar quem padece a car&ecirc;ncia da nossa ternura.<br /> A viol&ecirc;ncia de fora pode nos ferir e magoar. A viol&ecirc;ncia de dentro, silenciosa, que aplicamos todos os dias, em nossos relacionamentos &eacute; igualmente perniciosa e destruidora.<br /> Muitas enfermidades se aninham e evoluem gradualmente ou abruptamente, como resultado da pr&oacute;pria viol&ecirc;ncia &iacute;ntima ou da de outrem, normalmente, afetos bem pr&oacute;ximos.<br /> Mudez, indiferen&ccedil;a, frieza. Viol&ecirc;ncias que se reprisam, armas cru&eacute;is.<br /> Principiemos por alijar de n&oacute;s a viol&ecirc;ncia, exercitando o di&aacute;logo, o perd&atilde;o, os bons sentimentos.<br /> E veremos, exatamente como no solo crestado pela invernia, rebentar em flores e verdura a primavera da paz, em nossos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.</span><br />

Nada tocando
PENSE NISSO
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