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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A PERDA GERA DESCOBERTAS
29 Jul 20162:48EP 520

A PERDA GERA DESCOBERTAS

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;A PERDA GERA DESCOBERTAS<br /> <br /> A rotina, as discuss&otilde;es, a m&aacute;goa, a vaidade, o orgulho, o ego&iacute;smo, a insensatez &ndash; essas coisas, &agrave;s vezes, nos cegam &agrave; verdadeira import&acirc;ncia que determinada pessoa tem para n&oacute;s. Quem est&aacute; sempre perto &ndash; por vezes cobrando, chamando a aten&ccedil;&atilde;o, discordando e, de certa forma, colocando-se &agrave; merc&ecirc; de nosso julgamento &ndash; perde seu valor justamente por isso: por estar sempre ali, ao alcance da m&atilde;o.<br /> Por&eacute;m, a import&acirc;ncia de algu&eacute;m para ti, n&atilde;o a podes avaliar na presen&ccedil;a. Porque, na presen&ccedil;a, bem provavelmente te iludas de que esse algu&eacute;m &eacute; dispens&aacute;vel e at&eacute; tua vida sem essa pessoa talvez fosse melhor.<br /> O verdadeiro valor de algu&eacute;m em tua vida, s&oacute; o podes avaliar na aus&ecirc;ncia: &eacute; normalmente quando aperta a saudade que aquele monte de defeitos, antes intoler&aacute;vel, assume sua real dimens&atilde;o. E, estranho... Come&ccedil;as a te lembrar de qualidades que j&aacute; tinhas at&eacute; esquecido!<br /> Talvez quando a dist&acirc;ncia for uma realidade, percebas que aquele que te parecia dispens&aacute;vel passou a te fazer falta como se uma parte de teu corpo tivesse sido amputada.<br /> Se tens algu&eacute;m que te quer bem, n&atilde;o embarques na tolice de esperar o leite derramar para, ent&atilde;o, verter l&aacute;grimas in&uacute;teis.<br /> Afasta o cisco do olho que te faz enxergar s&oacute; os defeitos e te cega &agrave;s qualidades do outro.<br /> Em vez de valorizar encantos transit&oacute;rios e superficiais, aprende a reconhecer a import&acirc;ncia do companheirismo e do afeto: na hora do sufoco e da solid&atilde;o, &eacute; disso que a gente sente falta.<br /> Por que provocares o castigo da dist&acirc;ncia, quando &eacute; t&atilde;o mais f&aacute;cil reconheceres o valor de quem te ama?<br /> Acorda, sufocando o ego&iacute;smo e oferecendo ao outro o que tens de bom, em vez de ficares s&oacute; criticando, s&oacute; exigindo, s&oacute; esperando para ti.<br /> Pois haver&aacute; um momento de tua vida em que nada, nada exceto o amor &ndash; mesmo cego e coxo &ndash; s&oacute; o verdadeiro amor poder&aacute; saciar tua fome e preencher o vazio de teu cora&ccedil;&atilde;o... <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 21.08.2013.<br /> </span><br />

O PODER DA EDUCAÇÃO
28 Jul 20163:06EP 519

O PODER DA EDUCAÇÃO

&nbsp;O PODER DA EDUCA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> Conta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educa&ccedil;&atilde;o. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. <br /> O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condi&ccedil;&otilde;es de falar a qualquer momento sobre o tema e, por isso mesmo, o haviam convidado. <br /> Transcorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembl&eacute;ia em expectativa. <br /> Postou-se &agrave; tribuna e logo em seguida, entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois c&atilde;es. <br /> A um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada. <br /> Logo em seguida, o outro criado abriu a gaiola em que estava o c&atilde;o e este saiu em desabalada carreira ao encal&ccedil;o da lebre. Alcan&ccedil;ou-a com destreza trucidando-a rapidamente. <br /> A cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admira&ccedil;&atilde;o tomou conta da assembl&eacute;ia e os cora&ccedil;&otilde;es pareciam saltar do peito. <br /> Ningu&eacute;m conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agress&atilde;o. <br /> Mesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro c&atilde;o. <br /> O povo mal continha a respira&ccedil;&atilde;o. Alguns mais sens&iacute;veis, levaram as m&atilde;os aos olhos para n&atilde;o ver a reprise da morte b&aacute;rbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco. <br /> No primeiro instante, o c&atilde;o investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanh&aacute;-la deu-lhe com a pata e ela caiu. <br /> Logo ergueu-se e se p&ocirc;s a brincar. <br /> Para surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranq&uuml;ila conviv&ecirc;ncia, saltitando de um lado a outro do palco. <br /> Ent&atilde;o, e somente ent&atilde;o, Licurgo falou; &quot;senhores, acabais de assistir a uma demonstra&ccedil;&atilde;o do que pode a educa&ccedil;&atilde;o. Ambas as lebres s&atilde;o filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim igualmente os c&atilde;es.&rdquo; <br /> A diferen&ccedil;a entre os primeiros e os segundos &eacute;, simplesmente, a educa&ccedil;&atilde;o.&quot; <br /> E prosseguiu vivamente o seu discurso dizendo das excel&ecirc;ncias do processo educativo. <br /> &quot;A educa&ccedil;&atilde;o, baseada numa concep&ccedil;&atilde;o exata da vida, transformaria a face do mundo.&quot; <br /> Eduquemos nosso filho, &quot;esclare&ccedil;amos sua intelig&ecirc;ncia, mas, antes de tudo, falemos ao seu cora&ccedil;&atilde;o, ensinemos a ele a despojar-se das suas imperfei&ccedil;&otilde;es. Lembremo-nos de que a sabedoria por excel&ecirc;ncia consiste em nos tornarmos melhores.&quot; <br /> Voc&ecirc; sabia? <br /> Que Licurgo foi um legislador grego que deve ter vivido no s&eacute;culo quarto antes de Cristo?<br /> E que o verbo educar &eacute; origin&aacute;rio do latim educare ou educcere e quer dizer extrair de dentro? <br /> Percebe-se portanto, que a educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se constitui em mero estabelecimento de informa&ccedil;&otilde;es, mas sim de se trabalhar as potencialidades interiores do ser, a fim de que flores&ccedil;am, &agrave; semelhan&ccedil;a de bela e perfumada flor.<br /> <br />

O FIM DO MUNDO
26 Jul 20162:32EP 518

O FIM DO MUNDO

O FIM DO MUNDO<br /> <br /> N&atilde;o &eacute; novidade a previs&atilde;o de que o mundo vai acabar. As culturas milenares ou doutrinas recentes, pregadores de hoje ou profetas do ontem se fizeram arautos do fim do mundo.<br /> Alguns previram explos&otilde;es e convuls&otilde;es intensas avassalando imensas regi&otilde;es.<br /> Outros, imaginaram grandes aster&oacute;ides se chocando com a Terra, convulsionando de tal forma a harmonia do planeta, que a vida humana se tornaria imposs&iacute;vel, sendo destru&iacute;da em sua totalidade.<br /> Alguns fan&aacute;ticos promoveram suic&iacute;dios coletivos, antecipando a cat&aacute;strofe que, imaginavam eles, se daria brevemente.<br /> N&atilde;o foram poucos aqueles que marcaram data, ano, na exatid&atilde;o do calend&aacute;rio que se escoava e que teimava em n&atilde;o cumprir a previs&atilde;o catastr&oacute;fica.<br /> Poucos, por&eacute;m, se deram conta de que o mundo h&aacute; muito tempo vem acabando.<br /> Onde est&aacute; o mundo onde as mulheres n&atilde;o tinham direitos sociais, eram proibidas de votar, n&atilde;o podiam frequentar a escola?<br /> Esse mundo acabou, resistindo apenas em alguns rinc&otilde;es de ignor&acirc;ncia e mis&eacute;ria moral.<br /> Como falar, ent&atilde;o, do mundo onde as cartas levavam meses para encontrar seu destino, onde as not&iacute;cias eram poucas e raras, onde sabia-se de pouco e pouco se difundia?<br /> Esse mundo tamb&eacute;m acabou, substitu&iacute;do por um mundo melhor, onde a tecnologia nos aproxima, nos beneficia, coloca luzes nos mais distantes lugares do mundo, minimizando as dores e dificuldades.<br /> Analisando assim, &eacute; verdade que o mundo est&aacute; acabando. N&atilde;o da maneira violenta e definitiva como imaginavam tantos, nem tampouco de forma irrevers&iacute;vel e avassaladora como pregaram outros.<br /> &Eacute; natural da evolu&ccedil;&atilde;o humana que o mundo v&aacute; se acabando, para que outro mundo se construa, na marcha inevit&aacute;vel do progresso e da melhora.<br /> Mesmo a guerra, as grandes cat&aacute;strofes naturais, os desastres s&atilde;o previstos nas leis de Deus para que o progresso ganhe marcha e a melhora se instale para todos.<br /> Nesses dias de transi&ccedil;&atilde;o que ora passamos, &eacute; urgente que o mundo tamb&eacute;m se acabe.<br /> Mas esse mundo que deve ser extinto &eacute; o mundo da viol&ecirc;ncia que palpita dentro de n&oacute;s.<br /> Temos que ajudar a dar fim ao mundo de injusti&ccedil;a que, muitas vezes, permitimos que se d&ecirc; sob os nossos olhos.<br /> Devemos colaborar para o fim de um mundo de iniquidades, de desigualdades, de fome e mis&eacute;ria que ainda se estende por tanta parte e para tantos.<br /> &Eacute; verdadeiramente urgente que esse mundo todo se acabe. E que um novo mundo se inicie em nossa intimidade e, aos poucos, possamos colaborar para que nosso planeta ganhe outras paisagens e outros valores.<br /> S&oacute; assim dia vir&aacute; em que olharemos para esses dias que ora se passam e teremos a certeza de que o mundo acabou. E que no lugar dele, um mundo de paz, harmonia e justi&ccedil;a se instaurou, para nunca mais acabar.<br /> <br /> Pense nisso, mas pense agora.<br />

TER SEMPRE RAZÃO
25 Jul 20164:16EP 517

TER SEMPRE RAZÃO

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;TER SEMPRE RAZ&Atilde;O<br /> <br /> Quanto custa ter sempre raz&atilde;o?<br /> Em algum momento, paramos para analisar esta quest&atilde;o? J&aacute; pensamos quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias de sempre querer provar que estamos certos?<br /> &Eacute; claro que defender um ponto de vista &eacute; corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, &eacute; mesmo saud&aacute;vel.<br /> Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, s&atilde;o posturas naturais e comuns nas nossas rela&ccedil;&otilde;es cotidianas.<br /> Por&eacute;m, quando essa atitude supera todas as barreiras, est&aacute; sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a raz&atilde;o, qual o pre&ccedil;o a ser pago?<br /> Quantas vezes nos aborrecemos com algu&eacute;m pelo simples fato de querermos convenc&ecirc;-lo de que ele est&aacute; errado em sua forma de pensar?<br /> Quem de n&oacute;s n&atilde;o se pegou transformando uma discuss&atilde;o tranquila em um afrontamento pessoal?<br /> Ou ainda, quantas vezes n&atilde;o elevamos o tom da conversa, nos tornamos r&iacute;spidos no enfrentamento de ideias?<br /> Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.<br /> Quatro pessoas, cegas de nascen&ccedil;a, ao serem colocadas junto a um elefante v&atilde;o conseguir relatar o que puderem tocar do animal.<br /> Se n&atilde;o lhes derem a oportunidade de perceber as diferen&ccedil;as entre orelha, cauda, tromba, corpo, ter&atilde;o apenas uma ideia parcial.<br /> N&atilde;o estar&atilde;o erradas, apenas cada uma ter&aacute; somente parte da raz&atilde;o.<br /> Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percep&ccedil;&atilde;o, a nossa capacidade de an&aacute;lise.<br /> N&atilde;o quer dizer que estejamos errados ou que n&atilde;o tenhamos raz&atilde;o em nossos argumentos.<br /> Por&eacute;m n&atilde;o podemos esquecer de que o outro tem sua pr&oacute;pria forma de ver, seus valores, suas ideias.<br /> Enfrentar-se nessas situa&ccedil;&otilde;es, ser&aacute; o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, &eacute; o desejo de impor nosso racioc&iacute;nio, nossa argumenta&ccedil;&atilde;o.<br /> In&uacute;meras vezes, em nome de desejarmos provar que a raz&atilde;o nos pertence, usamos nossa palavra como quem est&aacute; numa batalha, n&atilde;o desejando nunca perder.<br /> Ter sempre raz&atilde;o &agrave;s vezes custa o pre&ccedil;o de uma amizade.<br /> Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da rela&ccedil;&atilde;o.<br /> Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflex&otilde;es, pode causar fissuras nas rela&ccedil;&otilde;es familiares.<br /> Assim, antes de buscarmos ter raz&atilde;o, melhor buscarmos a preserva&ccedil;&atilde;o da harmonia.<br /> Antes de querermos ser vencedores em nossa argumenta&ccedil;&atilde;o, melhor que tenhamos paz de esp&iacute;rito.<br /> A verdade, mais dia, menos dia, se far&aacute; presente, duradoura, perene.<br /> Assim, mesmo quando toda a raz&atilde;o nos perten&ccedil;a, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.<br /> Talvez, o melhor, em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de valida&ccedil;&atilde;o para buscar compreender o pr&oacute;ximo.<br /> Ao assim procedermos, poderemos entender o porqu&ecirc; dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas rela&ccedil;&otilde;es.<br /> Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecess&aacute;rios ao nosso cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Pensemos nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 17.9.2014</span><br />

A EDUCAÇÃO E A MÚSICA
21 Jul 20164:04EP 516

A EDUCAÇÃO E A MÚSICA

A EDUCA&Ccedil;&Atilde;O E A M&Uacute;SICA<br /> <span style=''font-size: small;''><br /> A m&uacute;sica faz parte da Hist&oacute;ria da Humanidade desde os mais remotos tempos.<br /> As pinturas rupestres, achadas em s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos, e que descrevem a rotina de grupamentos humanos primitivos sugerem dan&ccedil;as e uso de instrumentos musicais.<br /> A Hist&oacute;ria das civiliza&ccedil;&otilde;es antigas &eacute; repleta de manifesta&ccedil;&otilde;es musicais, algumas delas ligadas a rituais religiosos ou a festas tradicionais de cada povo.<br /> Desde a vida intrauterina a m&uacute;sica parece influir no beb&ecirc;. Mulheres gr&aacute;vidas relatam menor agita&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a quando escutam m&uacute;sica suave.<br /> Durante os primeiros meses de vida a crian&ccedil;a j&aacute; mostra percep&ccedil;&atilde;o musical. Estudos demonstram que os rec&eacute;m-natos parecem se acalmar ao ouvir uma melodia suave.<br /> As crian&ccedil;as comumente se alegram quando ouvem m&uacute;sica e, nessa fase da vida, podemos influenciar seu gosto musical atrav&eacute;s do h&aacute;bito.<br /> Entre os s&eacute;culos XIII e XIX a Humanidade foi presenteada com compositores que criaram um estilo de m&uacute;sica elevado, conhecido hoje como m&uacute;sica cl&aacute;ssica e erudita, que significa m&uacute;sica de qualidade.<br /> Entre os compositores desse per&iacute;odo est&atilde;o Johann Sebastian Bach, Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Frederic Chopin.<br /> Esse tipo de m&uacute;sica, originalmente composta na Europa, ganhou adeptos no mundo todo. Hoje, grandes orquestras em todos os pa&iacute;ses se dedicam a apresentar obras desses g&ecirc;nios da Humanidade.<br /> Beethoven costumava dizer que Deus se comunicava com ele atrav&eacute;s da m&uacute;sica. Mozart dizia que a m&uacute;sica n&atilde;o era sua, mas sim fruto de uma inspira&ccedil;&atilde;o superior.<br /> Muitas composi&ccedil;&otilde;es de Bach foram influenciadas por sua religiosidade e at&eacute; hoje emocionam o mundo, como o famoso Orat&oacute;rio de Natal.<br /> Os espectadores de um concerto de m&uacute;sica cl&aacute;ssica sentem-se comumente enlevados, desfrutando de uma emo&ccedil;&atilde;o muitas vezes indescrit&iacute;vel.<br /> Comumente tal gosto musical se associa a outros h&aacute;bitos culturais. Por este motivo esse estilo musical &eacute; tamb&eacute;m chamado erudito, palavra que significa vasta cultura.<br /> A plat&eacute;ia dos concertos cl&aacute;ssicos costuma manter-se em sil&ecirc;ncio, comportamento bastante diverso das apresenta&ccedil;&otilde;es de estilos musicais populares que convidam &agrave; agita&ccedil;&atilde;o.<br /> No entanto, ainda hoje, em muitas sociedades, o gosto pela m&uacute;sica cl&aacute;ssica n&atilde;o &eacute; o que predomina, talvez porque tal estilo n&atilde;o seja apresentado &agrave;s crian&ccedil;as.<br /> Assim como a educa&ccedil;&atilde;o formal &eacute; necess&aacute;ria para que a crian&ccedil;a aprenda a ler e a escrever, e desenvolva um conhecimento b&aacute;sico que a habilite para sua vida, a educa&ccedil;&atilde;o musical pode formar o h&aacute;bito do indiv&iacute;duo.<br /> Ao ouvir m&uacute;sica de elevada qualidade desde a inf&acirc;ncia, o indiv&iacute;duo poder&aacute; incorpor&aacute;-la a seus h&aacute;bitos com maior facilidade.<br /> Educar &eacute; desenvolver a capacidade f&iacute;sica, intelectual, moral e afetiva de um indiv&iacute;duo. Educar uma crian&ccedil;a &eacute; uma tarefa da mais alta responsabilidade.<br /> &Eacute; dever de quem educa mostrar caminhos de qualidade a uma crian&ccedil;a e dar a ela bases morais para escolher o caminho que, mais tarde, usando seu livre-arb&iacute;trio, ela escolher&aacute;.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 12.12.2015.<br /> </span><br />

SER AMIGO
20 Jul 20164:35EP 515

SER AMIGO

<span style=''font-size: small;''>SER AMIGO<br /> <br /> Pois &eacute; amigo e amiga...me permita chama-lo assim.Afinal, voc&ecirc; ouvinte, &eacute; o nosso amigo.Quem &eacute; que permite, que entremos no seu lar, no seu carro e at&eacute; no seu trabalho?Se n&atilde;o for parente, s&oacute; pode ser um amigo,n&atilde;o &eacute; mesmo?!<br /> N&oacute;s na Centro Am&eacute;rica Fm nos sentimos lisonjeados com a sua amizade.<br /> Pois bem, hoje s&aacute;bado, &eacute; o dia do amigo.Por isso, resolvi contar uma historia que aconteceu comigo a muito tempo atr&aacute;s, numa noite muito fria na cidade de Curitiba.:<br /> <br /> Era cerca de onze horas da noite e eu estava tranquilo em casa, quando recebi o telefonema de um amigo muito querido.<br /> Seu telefonema me deixou feliz e a primeira coisa que ele me perguntou foi: Como voc&ecirc; est&aacute;?<br /> E, sem saber porqu&ecirc;, eu lhe respondi: Muito s&oacute;...<br /> Voc&ecirc; quer conversar? Perguntou.<br /> Eu respondi: Sim.<br /> Voc&ecirc; quer que eu v&aacute; at&eacute; a sua casa?<br /> Respondi Sim, novamente...<br /> Ele desligou o telefone e, em menos de quinze minutos, l&aacute; estava ele tocando a campainha.<br /> Eu comecei falando sobre meu trabalho, minha fam&iacute;lia, minha namorada, meus problemas e d&uacute;vidas e ele, atento, me escutava.<br /> <br /> Naquele dia eu estava muito cansado mentalmente e a sua companhia me fez muito bem.<br /> Al&eacute;m do mais, do come&ccedil;o ao fim ele me escutou, me apoiou e me aconselhou. Assim, quando ele notou que eu estava melhor, disse: Bom, agora preciso ir trabalhar...<br /> Surpreso, eu lhe disse: Amigo, por que n&atilde;o me disse antes que teria que ir trabalhar? Veja que horas s&atilde;o! Voc&ecirc; n&atilde;o conseguiu dormir nem um pouco, eu roubei seu tempo por toda a noite.<br /> Ele sorriu e me disse: N&atilde;o tem problema, para isso existem os amigos!<br /> Ao ouvir isso, fiquei feliz em saber que podia contar com um amigo assim.<br /> Acompanhei-o at&eacute; &agrave; porta e, quando ele caminhava at&eacute; o seu carro eu gritei:<br /> Ei!... Amigo! Por que voc&ecirc; me telefonou t&atilde;o tarde? O que voc&ecirc; queria?<br /> Ele voltou e me disse com voz baixa: &Eacute; que queria lhe dar uma not&iacute;cia...<br /> E eu perguntei: O que aconteceu?<br /> Ele falou: Fui ao m&eacute;dico e ele me disse que meus dias est&atilde;o contados. Tenho um tumor no c&eacute;rebro. N&atilde;o poderei operar. &Eacute; maligno. Assim, s&oacute; posso esperar...<br /> Naquele momento fiquei mudo. Ele sorriu e disse: Tenha um bom dia, amigo!<br /> Entrou no carro e se foi...<br /> Precisei de um bom tempo para assimilar a situa&ccedil;&atilde;o e, at&eacute; hoje me pergunto: Por que, quando ele me perguntou como eu estava, eu me esqueci dele, e s&oacute; falei de mim?<br /> Como ele teve for&ccedil;as para sorrir, me escutar e dizer tudo o que disse?<br /> Desde aquele dia, a minha vida mudou... Deixei de dar tanto valor aos meus problemas e de me preocupar somente comigo.<br /> Agora, aproveito o meu tempo para estar mais perto das pessoas que amo, perguntar como elas est&atilde;o e me interessar mais por elas, sem esperar nada em troca.<br /> Tento sentir mais profundamente aqueles que est&atilde;o a minha volta e aqueles que passam por minha vida...<br /> <br /> Por vezes, temos agido com nossos amigos, como verdadeiros ego&iacute;stas.<br /> Esquecemos de que &eacute; preciso olhar nos olhos, ouvir as palavras que eles n&atilde;o t&ecirc;m coragem de nos dizer.<br /> Temos pensado demasiadamente em n&oacute;s mesmos, em nossos problemas, em nossas amarguras, em nossos desejos...<br /> Importante que tenhamos a devida aten&ccedil;&atilde;o para com aqueles que nos s&atilde;o caros.<br /> Os amigos verdadeiros &agrave;s vezes relevam as nossas atitudes ego&iacute;stas, mas vale a pena cuidar com carinho dessas joias que Deus coloca em nosso caminho.<br /> Afinal, conservar um amigo com afeto e aten&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre uma grande virtude.<br /> Pense nisso, mas pense agora!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em<br /> hist&oacute;ria de autoria ignorada.<br /> <br /> Em 19.07.2013.<br /> </span><br />

GUERRA E PAZ
19 Jul 20163:49EP 514

GUERRA E PAZ

GUERRA E PAZ<br /> <br /> Todos os esfor&ccedil;os dever&atilde;o ser empreendidos pelos seres humanos, para extinguir, em definitivo, a guerra. Poder&aacute; ser pela diplomacia, que aben&ccedil;oa os entendimentos por meio do di&aacute;logo, ou atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o popular.<br /> Pela educa&ccedil;&atilde;o, as criaturas poder&atilde;o ver todos os inconvenientes das atrocidades da guerra, seja em raz&atilde;o do que for.<br /> Vivemos a fase em que a Humanidade deve exercitar a raz&atilde;o com todos os seus componentes, trabalhando na esfera da paz.<br /> As escolas, os templos religiosos, os lares, as empresas trabalhar&atilde;o para a paz. Para isso, todas as baterias de provid&ecirc;ncias estar&atilde;o voltadas para a educa&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, de cuja intimidade prov&ecirc;m os delitos, se ele est&aacute; enfermo, ou todas as luzes, se avan&ccedil;a para maior equil&iacute;brio.<br /> Ao se refletir na guerra, pensa-se que tudo estar&aacute; conclu&iacute;do e solucionados todos os problemas, quando sejam assinados os tratados de paz.<br /> Poucos se d&atilde;o conta dos desdobramentos da tr&aacute;gica experi&ecirc;ncia, durante e depois dela.<br /> Nas guerras, n&atilde;o morrem somente os que tombam nos campos de batalha ou s&atilde;o devorados por explos&otilde;es de quaisquer tipos. Tamb&eacute;m morre, no abismo da dor, um n&uacute;mero ilimitado de pais e de m&atilde;es, que recebem objetos de uso pessoal e condecora&ccedil;&otilde;es p&oacute;stumas dos seus filhos.<br /> Morrem esposas vencidas pela saudade e pela solid&atilde;o, ap&oacute;s receberem as documenta&ccedil;&otilde;es que honram os seus companheiros desencarnados.<br /> Morrem na revolta, na m&aacute;goa, no desejo de vingan&ccedil;a contra a sociedade, multid&otilde;es de filhos levados &agrave; orfandade, tendo os nomes dos seus pais glorificados no altar frio dos mausol&eacute;us dos her&oacute;is, que as p&aacute;trias lhes constroem, como se isso fosse resolver o drama das dores morais dos seres marcados pela guerra.<br /> E o saldo dos mutilados f&iacute;sicos? Dos mutilados mentais, assinalados por neuroses e psicoses que retornam para os seus lares e para as ruas, muitos deles se envolvendo na viol&ecirc;ncia, no crime, nos v&iacute;cios e no infort&uacute;nio?<br /> * * *<br /> Ao pensarmos sobre a monstruosidade da guerra, apare&ccedil;a onde aparecer, apoiada no motivo que for, reflitamos nas consequ&ecirc;ncias dessa trag&eacute;dia para a Humanidade inteira e refreemos nosso entusiasmo.<br /> Envolvidos em nossos afazeres, estudando, trabalhando, falando ou realizando qualquer atividade, sejamos instrumentos da paz, iluminando os que vivem e convivem conosco.<br /> * * *<br /> O homem que possui a paz, n&atilde;o &eacute; apenas o homem de face serena. Antes &eacute; o homem de bem, o que trabalha incessantemente no dever.<br /> Assim, adquirir paz n&atilde;o &eacute; somente estar com a consci&ecirc;ncia tranquila, por&eacute;m, mais do que isso, &eacute; trabalhar pela edifica&ccedil;&atilde;o da paz alheia, permanecendo em tranquilidade.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 16, do livro <br /> Vozes do Infinito, por Esp&iacute;ritos diversos, psicografia de Raul Teixeira,<br /> ed. Fr&aacute;ter e nos versos do item 23, m&ecirc;s de setembro, do livro Poemas<br /> de paz, pelo Esp&iacute;rito Simb&aacute;, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.<br /> Leal.<br /> Em 27.5.2013.<br /> <br />

CRENÇA E CONHECIMENTO
18 Jul 20164:17EP 513

CRENÇA E CONHECIMENTO

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>CREN&Ccedil;A E CONHECIMENTO<br /> <br /> N&atilde;o &eacute; raro se ouvir afirmativas como &ldquo;eu creio que vai chover&rdquo;, &ldquo;creio que vai fazer muito frio este ano&rdquo;...<br /> Sem d&uacute;vida essas s&atilde;o opini&otilde;es que n&atilde;o t&ecirc;m nenhum compromisso com a verdade. S&atilde;o meras cren&ccedil;as. E a cren&ccedil;a &eacute; cega.<br /> No entanto, uma pessoa que conhece meteorologia e tem equipamentos para sondar o clima, poder&aacute; afirmar se ir&aacute; chover ou fazer calor nos pr&oacute;ximos dias.<br /> Certamente as pessoas que t&ecirc;m conhecimento s&atilde;o as mais indicadas para opinar sobre os assuntos que dominam.<br /> N&atilde;o poderia ser diferente quanto &agrave;s quest&otilde;es relativas &agrave;s cren&ccedil;as religiosas.<br /> Nesse particular &eacute; sempre importante buscar o conhecimento com os s&aacute;bios que realmente sabem sobre as leis que regem o universo.<br /> Acreditar nesta ou naquela f&oacute;rmula, neste ou naquele movimento, numa receita qualquer de felicidade, n&atilde;o &eacute; pr&oacute;prio de pessoas que desejam saber o porqu&ecirc; e o significado das coisas.<br /> Aproveitando-se das pessoas que aceitam tudo sem exame, sem uma an&aacute;lise profunda das propostas apresentadas, sempre houve e sempre haver&aacute; os pregadores de ilus&otilde;es.<br /> E eles n&atilde;o precisam de muito esfor&ccedil;o, n&atilde;o. Basta prometer a felicidade p&oacute;stuma e receitar uma f&oacute;rmula simples e f&aacute;cil, que conseguem in&uacute;meros seguidores fi&eacute;is.<br /> Mas, se diante das prescri&ccedil;&otilde;es pergunt&aacute;ssemos se isso realmente nos ajudar&aacute; e de que maneira; qual ser&aacute; nosso crescimento efetivo, esse tipo de proposta desapareceria. <br /> Temos de convir que, se os cultos exteriores, as promessas f&aacute;ceis, as palavras decoradas ditas sem emo&ccedil;&atilde;o, trouxessem felicidade, n&atilde;o haveria nenhum infeliz no mundo.<br /> Comece perguntando a si mesmo se determinada pr&aacute;tica lhe far&aacute; efetivamente mais feliz, lhe trar&aacute; mais conhecimento das coisas, mais grandeza d`alma.<br /> Se uma barganha, uma troca de favores, &eacute; interessante para ambas as partes ou somente para uma delas.<br /> Pergunte-se o que faria com o objeto que costuma oferecer em troca de um favor dos c&eacute;us, caso o recebesse de algu&eacute;m.<br /> Que utilidade teria para voc&ecirc; o objeto ou a atitude que oferece como pagamento de um favor.<br /> Se o objeto for oferecido a Deus, que &eacute; o supremo senhor do universo, o que Deus faria com a sua oferta?<br /> &ldquo;Dai a C&eacute;sar o que &eacute; de C&eacute;sar e a Deus o que &eacute; de Deus&rdquo;.<br /> O que Deus faria com as coisas de C&eacute;sar?<br /> O que ele faria com as quinquilharias que nem para n&oacute;s, criaturas imperfeitas, teriam utilidade?<br /> Busque, assim, o conhecimento das leis morais que regem o universo.<br /> Se voc&ecirc; &eacute; crist&atilde;o, encontrar&aacute; nos ensinos de Jesus informa&ccedil;&otilde;es importantes que lhe ajudar&atilde;o a abrir os olhos do intelecto e apreciar o mundo de uma forma mais ampla e l&uacute;cida.<br /> &ldquo;Ao dizer: &ldquo;Antes que Abra&atilde;o fosse, eu sou&rdquo;, ele se referia a sua maturidade espiritual, que foi conquistada antes dos primeiros homens habitarem o planeta.<br /> Mesmo antes de Jesus vamos encontrar s&aacute;bios que tamb&eacute;m ensinaram grandes verdades, como S&oacute;crates, Plat&atilde;o, Arist&oacute;teles, entre outros.<br /> Em vez da cren&ccedil;a cega, que certamente nos levar&aacute; a grandes decep&ccedil;&otilde;es e desilus&otilde;es, optemos pelo conhecimento das coisas.<br /> Somente o conhecimento da verdade nos far&aacute; livres. Livres de tantas esquisitices e f&oacute;rmulas sem sentido que s&oacute; nos retardam o acesso &agrave; felicidade que desejamos tanto.<br /> Pense em todas essas considera&ccedil;&otilde;es, e opte por uma das alternativas: cren&ccedil;a cega, ou conhecimento l&uacute;cido e f&eacute; inabal&aacute;vel.<br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> TC 10/06/2012</span><br />

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