Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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SER TRANSPARENTE
15 Mai 20174:11EP 712

SER TRANSPARENTE

<span style=''font-size: small;''>SER TRANSPARENTE<br /> <br /> &Agrave;s vezes, nos perguntamos por que &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil ser transparente.<br /> Costumamos acreditar que ser transparente &eacute; simplesmente ser sincero e n&atilde;o enganar os outros. No entanto, &eacute; muito mais do que isso.<br /> &Eacute; ter coragem de se expor, de ser fr&aacute;gil, de chorar, de falar do que sentimos. &Eacute; desnudar a alma, deixar cair as m&aacute;scaras e baixar as armas.<br /> &Eacute; destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa do&ccedil;ura aflore, desabroche e transborde.<br /> Infelizmente, quase sempre, a maioria de n&oacute;s decide n&atilde;o correr esse risco. Preferimos a dureza da raz&atilde;o &agrave; leveza que exporia toda a fragilidade humana.<br /> Preferimos o n&oacute; na garganta &agrave;s l&aacute;grimas que brotam da profundeza do nosso ser.<br /> Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que n&atilde;o sabemos todas as respostas, que somos fr&aacute;geis, que temos medo.<br /> Por mais doloroso que seja construir uma m&aacute;scara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos d&ecirc; a sensa&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o.<br /> E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que n&atilde;o condizem com o nosso verdadeiro eu.<br /> N&atilde;o porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de n&oacute;s mesmos e j&aacute; n&atilde;o sabemos onde est&aacute; nossa brandura, nosso amor mais intenso.<br /> Com o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que j&aacute; n&atilde;o sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a do&ccedil;ura, a compaix&atilde;o e a compreens&atilde;o.<br /> Muitas vezes sofremos e nos sentimos s&oacute;s, imensamente tristes e choramos sozinhos, num sil&ecirc;ncio que nos remete &agrave; saudade de n&oacute;s mesmos.<br /> Saudade daquilo que pulsa e grita dentro de n&oacute;s e que n&atilde;o temos coragem de mostrar &agrave;queles que nos querem bem e que nos amam.<br /> Aprendemos que nos mostrar com transpar&ecirc;ncia &eacute; sinal de fraqueza, &eacute; ser menos do que o outro. Na verdade, se ag&iacute;ssemos deixando que a nossa raz&atilde;o ouvisse o nosso cora&ccedil;&atilde;o, poder&iacute;amos evitar muita dor.<br /> <br /> Ao partilhar as dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas ser&atilde;o abrandadas, pois dividir as ang&uacute;stias, medos e afli&ccedil;&otilde;es, as torna menores.<br /> Quando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes tamb&eacute;m aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos &eacute; nossa tamb&eacute;m.<br /> Expor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais ser&aacute; sinal de fraqueza. <br /> Procuremos, pois, de forma equilibrada, n&atilde;o prender tanto o choro, n&atilde;o conter a demonstra&ccedil;&atilde;o da alegria, n&atilde;o esconder tanto o nosso medo e nossas afli&ccedil;&otilde;es. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer t&atilde;o invenc&iacute;veis.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> </span><br />

NOVA VISÃO
12 Mai 20173:13EP 711

NOVA VISÃO

<span style=''font-size: small;''>NOVA VIS&Atilde;O<br /> <br /> Era uma manh&atilde; de um dia de semana, desses de c&eacute;u aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.<br /> Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos &uacute;ltimos lugares, bem ao fundo.<br /> Ali se p&ocirc;s a fazer sua ora&ccedil;&atilde;o cheia de vida.<br /> Ouviu, ent&atilde;o, em meio ao sil&ecirc;ncio, uma voz de algu&eacute;m, cuja presen&ccedil;a n&atilde;o tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa.<br /> Ele olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez:<br /> Venha ver a rosa.<br /> Embora sem entender, ele se dirigiu at&eacute; a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.<br /> Parou e come&ccedil;ou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.<br /> Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.<br /> Mas o homem n&atilde;o se conformou e tornou a dizer:<br /> N&atilde;o, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.<br /> Diante da insist&ecirc;ncia, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite?<br /> Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as pr&oacute;prias resist&ecirc;ncias, e se sentou ao lado do homem.<br /> Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.<br /> De fato, era um espet&aacute;culo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele &acirc;ngulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-&iacute;ris.<br /> Dali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-&iacute;ris.<br /> E o trabalhador, extasiado, exclamou: &Eacute; a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-&iacute;ris. Mas, se eu n&atilde;o tivesse me sentado onde estou, se n&atilde;o tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espet&aacute;culo t&atilde;o maravilhoso.<br /> * * *<br /> &Eacute; preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.<br /> O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com os rotulos, para ver o diferente e o novo.<br /> H&aacute; uma rosa escondida em toda pessoa, que n&atilde;o estamos sendo capazes de enxergar.<br /> H&aacute; necessidade de sairmos de n&oacute;s mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar inc&ocirc;modo, de deixar de lado as preven&ccedil;&otilde;es, para poder ver as rosas do outro, de um &acirc;ngulo diverso.<br /> Realizemos essa experi&ecirc;ncia, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para n&oacute;s, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.<br /> Pense nisso e rompa com os preconceitos e r&oacute;tulos.<br /> </span><br />

SEGUIR COM FÉ
11 Mai 20174:32EP 710

SEGUIR COM FÉ

<span style=''font-size: small;''>SEGUIR COM F&Eacute;<br /> <br /> Dia 29 de agosto de 2005. Uma tempestade tropical de escala 5 atinge a costa sudeste dos Estados Unidos da Am&eacute;rica.<br /> <br /> Os ventos do furac&atilde;o, que recebeu o nome de Katrina, atingiram 280 quil&ocirc;metros por hora, e devastaram a hist&oacute;rica cidade de Nova Orleans.<br /> <br /> Mais de um milh&atilde;o de pessoas foram evacuadas. Seiscentas mil casas, na grande maioria de pessoas pobres, foram destru&iacute;das.<br /> <br /> Um dos furac&otilde;es mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos, deixou cerca de mil e trezentos mortos.<br /> <br /> Muitos relatos se misturam ao do senhor J.R., habitante de 65 anos de idade, sem autom&oacute;vel, cart&atilde;o de cr&eacute;dito ou dinheiro poupado.<br /> <br /> Ouvira pelo r&aacute;dio, tr&ecirc;s dias antes, que a tempestade se aproximava, e que a desocupa&ccedil;&atilde;o era fortemente recomendada.<br /> <br /> Mas, sem ter para onde ir, e com a esposa numa cadeira de rodas, a sa&iacute;da era quase imposs&iacute;vel.<br /> <br /> O Sr. J.R. decide permanecer e enfrentar a tempestade, a exemplo do que sempre fizera antes. Com estoque de comida e &aacute;gua, a fam&iacute;lia se sentia preparada.<br /> <br /> Por&eacute;m, na segunda-feira, a ruptura dos diques inundou em poucas horas aquela &aacute;rea, uma das regi&otilde;es mais baixas de Nova Orleans.<br /> <br /> A subida r&aacute;pida da &aacute;gua for&ccedil;ou J.R. a tirar a mulher da cadeira de rodas, mas mesmo seus consider&aacute;veis 1 metro e 90 cent&iacute;metros n&atilde;o foram suficientes para evitar a trag&eacute;dia.<br /> <br /> Escapando de seus bra&ccedil;os, sua amada morre submersa.<br /> * * *<br /> Como seguir adiante depois de acontecimentos como este?<br /> <br /> Como lidar com essas trag&eacute;dias do cotidiano, sem nos deixar esmorecer e desistir?<br /> <br /> Certamente, cada um dever&aacute; encontrar a sua maneira, o seu alicerce, mas possivelmente todos eles passem, mesmo que sem perceber, por um maior: a confian&ccedil;a em Deus.<br /> <br /> N&atilde;o falamos desse deus, com d min&uacute;sculo, que criamos ao longo do tempo, &agrave; nossa imagem e semelhan&ccedil;a.<br /> <br /> N&atilde;o, esse deus est&aacute; desgastado, cansado, e talvez em seus &uacute;ltimos dias...<br /> <br /> Referimo-nos &agrave; Intelig&ecirc;ncia Suprema, o Criador, onipresente, bom e justo.<br /> <br /> Referimo-nos ao Deus das Leis perfeitas, que n&atilde;o se vinga, que n&atilde;o &eacute; tomado pela ira em circunst&acirc;ncia alguma, e que ama todas as Suas criaturas, n&atilde;o preterindo ningu&eacute;m.<br /> <br /> E neste amor supremo, que ainda escapa de nossa compreens&atilde;o, est&atilde;o des&iacute;gnios, experi&ecirc;ncias, ensinamentos que, por vezes, ainda temos dificuldades em entender.<br /> <br /> Esta intelig&ecirc;ncia est&aacute; no controle de tudo. Nada acontece sem que Ele e Suas leis permitam.<br /> <br /> Deus n&atilde;o Se esquece, nada deixa de lado, n&atilde;o privilegia.<br /> <br /> Ele nos d&aacute; o que precisamos neste ou naquele momento, para que continuemos nosso crescimento moral e intelectual rumo &agrave; felicidade.<br /> <br /> Seus des&iacute;gnios, por vezes ainda nos deixam perplexos, mas se dermos a Ele uma chance, uma chance apenas, vislumbraremos suas raz&otilde;es logo adiante.<br /> <br /> Veremos que Ele apenas atendia nossa necessidade &iacute;ntima, como um Pai amoroso que faz sempre o melhor ao filho, mesmo este ainda n&atilde;o compreendendo Suas a&ccedil;&otilde;es.<br /> * * *<br /> Adiante... &Eacute; for&ccedil;oso seguir adiante.<br /> <br /> Estagnados no agora, sem horizonte, perde-se a raz&atilde;o de ir, de continuar.<br /> <br /> N&atilde;o esmore&ccedil;as... D&aacute; mais uma chance &agrave; vida e ver&aacute;s que ela e o Criador te reservam dias melhores...<br /> <br /> Confia... E segue sempre... Adiante...com f&eacute;.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso. <br /> Em 13.09.2012.<br /> </span><br />

IMPACIÊNCIA E IRRITAÇÃO
9 Mai 20173:14EP 709

IMPACIÊNCIA E IRRITAÇÃO

<span style=''font-size: small;''>IMPACI&Ecirc;NCIA E IRRITA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> Voc&ecirc; costuma se irritar com facilidade?<br /> Em caso afirmativo, j&aacute; pensou por que isso acontece?<br /> Sem uma reflex&atilde;o mais detida, costumamos dizer que as pessoas s&atilde;o as respons&aacute;veis pela nossa irrita&ccedil;&atilde;o, afinal, elas sempre est&atilde;o onde n&atilde;o deveriam, e na hora errada.<br /> E quando n&atilde;o s&atilde;o as pessoas &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o em si que nos tira do s&eacute;rio.<br /> Por exemplo: se estamos indo para casa ou para o trabalho, sempre tem muita gente na nossa frente, o que ocasiona um terr&iacute;vel congestionamento capaz de nos fazer perder a calma.<br /> Se vamos ao shopping para umas compras r&aacute;pidas, l&aacute; est&atilde;o tamb&eacute;m aquelas pessoas inconvenientes.<br /> Vamos encontr&aacute;-las outra vez nas filas dos bancos, supermercados e at&eacute; no cinema.<br /> Logo, s&atilde;o elas as grandes culpadas pela nossa impaci&ecirc;ncia.<br /> Se, por acaso, voc&ecirc; est&aacute; nessa lista dos que se irritam por causa dos outros ou das situa&ccedil;&otilde;es, pare e pense um pouco sobre o assunto.<br /> Ser&aacute; que s&atilde;o as pessoas que irritam voc&ecirc;, ou &eacute; voc&ecirc; que se permite irritar com as pessoas?<br /> Ser&aacute; que as situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o irritantes ou voc&ecirc; est&aacute; se deixando levar pelas circunst&acirc;ncias sem se preservar da irrita&ccedil;&atilde;o?<br /> &Eacute; importante, at&eacute; mesmo para a nossa sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, que aprendamos a relevar situa&ccedil;&otilde;es inesperadas.<br /> Quando sa&iacute;mos de casa ou do escrit&oacute;rio, preparemo-nos para enfrentar um tr&acirc;nsito congestionado, se for necess&aacute;rio, sem que isso nos deixe irritados.<br /> Essas e outras tantas situa&ccedil;&otilde;es somente nos far&atilde;o perder a paci&ecirc;ncia se n&oacute;s permitirmos.<br /> E se voc&ecirc; j&aacute; perdeu muitas vezes a paci&ecirc;ncia com situa&ccedil;&otilde;es e pessoas, poder&aacute; responder com conhecimento de causa:<br /> Sua irrita&ccedil;&atilde;o j&aacute; resolveu algum problema? Ou s&oacute; serviu para lhe causar dor de cabe&ccedil;a ou outra indisposi&ccedil;&atilde;o qualquer?<br /> Por tudo isso, vale a pena cultivar a arte de ser paciente, mesmo nas situa&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis e aparentemente imposs&iacute;veis.<br /> * * *<br /> Um dia o homem perguntou ao trabalho:<br /> Qual o elemento mais resistente que voc&ecirc; j&aacute; encontrou?<br /> E o trabalho respondeu: A pedra.<br /> A &aacute;gua, que corria calmamente em derredor, escutou a conversa e, em sil&ecirc;ncio, descobriu um meio de pingar sobre a pedra. Em algum tempo, abriu-lhe grande brecha, atrav&eacute;s da qual podia passar de um lado para outro.<br /> O homem anotou o acontecimento e perguntou para a &aacute;gua qual fora o instrumento que ela utilizara para realizar aquele prod&iacute;gio. A &aacute;gua humilde respondeu simplesmente:<br /> Foi a paci&ecirc;ncia.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com pensamento extra&iacute;do do Boletim Ser em foco, n&ordm; 02/00.<br /> Em 10.06.2012.<br /> </span><br />

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE
8 Mai 20174:10EP 708

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>CONTEMPLA&Ccedil;&Atilde;O DO EXCELENTE<br /> <br /> Atravessamos na Terra, fase de dificuldades sem conta, nas &aacute;reas de cultura geral.<br /> Desconhece-se a estrutura da pr&oacute;pria linguagem que se fala. Usam-se g&iacute;rias ou express&otilde;es chulas que denunciam a pobreza dos falantes relativamente &agrave; forma&ccedil;&atilde;o cultural.<br /> Ignoram-se os fatos hist&oacute;ricos que envolvem a sociedade em que se vive.<br /> Espalham-se infames zombarias, inventam-se lendas sem beleza e sem sentido, refletindo a pouca madureza social.<br /> N&atilde;o se cogita de penetrar as raz&otilde;es desse ou daquele monumento, sentindo-se, tantos, impulsionados pelo instinto destruidor e v&acirc;ndalo, que, incapazes de compreender, por descaso, preferem pichar, destro&ccedil;ar ou poluir de modo dr&aacute;stico, o que encontram pela frente.<br /> O gosto pelas Bibliotecas, pelas salas de arte, por Museus, por Teatros e pela literatura excelente de todos os tempos, tudo tem ficado na retaguarda das prefer&ecirc;ncias.<br /> Os desportos nobres e educativos ainda contam com poucos adeptos.<br /> Temos, ao rev&eacute;s, um quadro enorme dos que procuram os exerc&iacute;cios desportivos excitantes e violentos, que pouco ou nada acrescentam no &acirc;mbito das conquistas do Esp&iacute;rito.<br /> Encontram-se, com maior frequ&ecirc;ncia, muitos que se ajustam a espet&aacute;culos pornogr&aacute;ficos, do palco ou da tela, em franco deboche &agrave; sensibilizante arte.<br /> * * *<br /> Diante de tudo isso, precisamos com urg&ecirc;ncia de educa&ccedil;&atilde;o e de boas refer&ecirc;ncias.<br /> O bom gosto se forma pela contempla&ccedil;&atilde;o do excelente e n&atilde;o do sofr&iacute;vel, dizia Goethe, compreendendo com perfei&ccedil;&atilde;o a constru&ccedil;&atilde;o do aprendizado na alma humana.<br /> Cabe aos pais e aos educadores mostrarem o excelente, preencher os educandos de boas refer&ecirc;ncias desde cedo, se desejarem desenvolver neles uma cultura rica e &uacute;til.<br /> As crian&ccedil;as, os jovens, precisam estar mergulhados num caldo cultural que favore&ccedil;a o desenvolvimento de uma massa cr&iacute;tica, que proporcione a contempla&ccedil;&atilde;o do belo, que os ensine a pensar e a sentir.<br /> As grandes m&iacute;dias est&atilde;o repletas de um verdadeiro lixo cultural, se podemos chamar assim, porque n&oacute;s, a grande maioria, consumimos isso.<br /> Ali&aacute;s, a palavra consumo &eacute; uma das preferidas nos tempos atuais, inclusive invadindo &aacute;reas em que n&atilde;o h&aacute; como se conjugar o verbo consumir, na ess&ecirc;ncia, pois o que n&atilde;o &eacute; material, o que n&atilde;o &eacute; tang&iacute;vel, n&atilde;o se consome.<br /> Na verdadeira arte nada se consome. A arte se contempla, se admira. Ela alimenta a todos quando &eacute; instrumento do belo e do bem e nunca se acaba, pois o que se consome, se finda.<br /> Podemos consumir um CD, um arquivo de MP3, mas nunca uma bela m&uacute;sica.<br /> &Eacute; tempo de retirar as cascas e m&aacute;scaras que criamos atrav&eacute;s de nossos v&iacute;cios morais, e nos permitir enxergar tudo como realmente &eacute;.<br /> O que verdadeiramente importa para mim? N&atilde;o sou um consumidor, sou um ser, e estou aqui para crescer moral e intelectualmente.<br /> Quero aprender com quem j&aacute; esteve aqui, com a Hist&oacute;ria do meu povo, com os grandes, com os mission&aacute;rios, com aqueles que deram a vida para que hoje tivesse o conforto de que desfruto.<br /> Estou aqui para me tornar mais s&aacute;bio, n&atilde;o o s&aacute;bio de Biblioteca apenas, mas o que tem condi&ccedil;&otilde;es de aplicar em sua vida tudo aquilo que aprende, que faz de seu conhecimento uma mola propulsora para que possa amar mais e melhor.<br /> Cultura e amor. Eis o que precisamos com urg&ecirc;ncia.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Juventude e cultura, <br /> do livro C&acirc;ntico da juventude, pelo Esp&iacute;rito Ivan de Albuquerque, <br /> psicografia de Jos&eacute; Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 31.3.2015<br /> </span><br />

O PODER DO AMOR SILENCIOSO
6 Mai 20172:11EP 707

O PODER DO AMOR SILENCIOSO

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>O PODER DO AMOR SILENCIOSO<br /> <br /> Roberta estava a caminho de Nova York, onde faria uma palestra em um congresso m&eacute;dico.<br /> A caminho do aeroporto, passou pela casa da Sra. Hillary Withers, que morrera h&aacute; pouco e onde se realizava uma grande venda de utens&iacute;lios, roupas, cal&ccedil;ada.<br /> Roberta entrou e foi verificando o que havia por ali.<br /> Chamou-lhe a aten&ccedil;&atilde;o, no s&oacute;t&atilde;o, a grande quantidade de sacos de embalagem amarelados, de todos os tamanhos, contendo produtos ainda intactos.<br /> Reconheceu um deles. Lembrou-se de quando se tornara representante de uma empresa de perfumaria e cosm&eacute;ticos. Naquele remoto dia de junho, ela havia percorrido toda a avenida, batido a todas as portas e n&atilde;o vendera nada. Desanimada, chegara &agrave; &uacute;ltima casa. A casa da Sra. Withers.<br /> Foi convidada a entrar, vendeu cremes e perfumes, num total de mais de cem d&oacute;lares.<br /> Uma enorme compra! Roberta disse que pretendia, com o dinheiro da comiss&atilde;o, comprar uma malha de l&atilde; para sua m&atilde;e e economizar para pagar o curso de enfermagem.<br /> A Sra. Withers lhe ofereceu ch&aacute; e, enquanto o preparava, devagar, deixando-o em infus&atilde;o em um bule especial, foi lhe dizendo que ela poderia conseguir qualquer coisa que tivesse em mente.<br /> Ap&oacute;s aquela visita, Roberta recebera pr&ecirc;mios como vendedora distrital e nacional. E realizara o seu sonho de ser enfermeira.<br /> De volta ao presente, ela perguntou &agrave; senhora que cuidava das embalagens por que a Sra. Withers comprava produtos se n&atilde;o os usava.<br /> Em tom confidencial, ela segredou: Hillary tinha um carinho especial pelos vendedores. Nunca os dispensava. Comprava seus produtos. Tamb&eacute;m emprestava um ouvido amigo e compartilhava o seu amor e as suas ora&ccedil;&otilde;es. Acreditava que algu&eacute;m, com um pouco de est&iacute;mulo, poderia alcan&ccedil;ar metas inimagin&aacute;veis.<br /> Depois, repassava a outros os produtos. Nem todos, como se v&ecirc;. Eram tantos, que alguns acabavam esquecidos.<br /> Quando Roberta chegou ao congresso e caminhou at&eacute; a tribuna, olhou todos aqueles especialistas da &aacute;rea da sa&uacute;de e sentiu tremerem as pernas.<br /> Recordou-se ent&atilde;o, das palavras da Sra. Withers.<br /> E come&ccedil;ou dizendo: Costuma-se afirmar que o trabalho de enfermagem significa tornar vis&iacute;vel o amor. Nesta manh&atilde;, aprendi o extraordin&aacute;rio poder do amor silencioso, manifestado em segredo.<br /> Um tipo de amor que n&atilde;o &eacute; para ser exibido, mas que realiza o bem na vida das outras pessoas. Alguns de nossos mais importantes gestos de amor podem passar despercebidos. Contudo, um dia, eles ir&atilde;o florescer, quando seu aroma se desprender.<br /> E contou aos colegas a hist&oacute;ria emocionante da sua benfeitora.<br /> * * *<br /> Leve em sua bagagem pessoal, para onde quer que voc&ecirc; v&aacute;, algumas frases especiais, como: Seu trabalho foi excelente.<br /> Suas palavras me ajudaram.<br /> Obrigado por me servir.<br /> Senti sua falta.<br /> Estou muito feliz por voc&ecirc;.<br /> Orei por voc&ecirc; hoje.<br /> Se existem palavras que voc&ecirc; gostaria de ouvir, tenha certeza de que elas tamb&eacute;m servem para encorajar os outros.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Um bule de ch&aacute; muito especial, <br /> de Roberta Messner e no cap. Palavras de incentivo, de Susan Maycinik, <br /> do livro Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o 2, de Alice Gray, ed. United Press.<br /> Em 24.2.2015.<br /> <br /> </span><br />

TECNOLOGIA DA DISTÂNCIA
5 Mai 20172:44EP 706

TECNOLOGIA DA DISTÂNCIA

<span style=''font-size: small;''>TECNOLOGIA DA DIST&Acirc;NCIA<br /> <br /> Estava uma noite quente, o que &eacute; habitual em Mato Grosso, ou&ccedil;o a minha esposa me chamar: &ndash; amor vem ver a lua, ela esta linda, brilhante!<br /> Contrariado, deixo de lado o teclado do computador, e atendo o chamado, mas com inten&ccedil;&atilde;o de voltar brevemente e continuar a navegar na internet.<br /> Realmente a lua estava linda, resplandecente. Ficamos ali, juntos, admirando o sat&eacute;lite natural do nosso planeta por horas.<br /> Enquanto observava o c&eacute;u, pusemo-nos a pensar o quanto, hoje, somos escravos de certas tecnologias.<br /> Vejamos a Internet. Num primeiro momento, a novidade enriqueceu rela&ccedil;&otilde;es por tornar poss&iacute;vel a comunica&ccedil;&atilde;o em tempo real e de f&aacute;cil acesso a quase todos.<br /> Podemos nos comunicar com algu&eacute;m, inclusive visualizando-o, diariamente, amenizando a saudade.<br /> Enviamos fotos, informa&ccedil;&otilde;es, realizamos pesquisas, tudo t&atilde;o f&aacute;cil e agilmente.<br /> No entanto, toda essa tecnologia est&aacute;, exatamente, nos tornando pessoas isoladas. Conectados a redes, a comunidades virtuais, estamos esquecendo dos que se encontram ao nosso lado.<br /> Estamos realizando tanto virtualmente que nos esquecemos de abra&ccedil;ar fisicamente, de enla&ccedil;ar o outro, de olh&aacute;-lo nos olhos.<br /> Estamos desaprendendo a falar, a conversar. <br /> &emsp;<br /> Assim, as crian&ccedil;as e adolescentes viajam com seus pais mas, no banco de tr&aacute;s, utilizam constantemente os dedos no celular. Enviam mensagens, respondem e-mails, fazem download disso e daquilo, jogam.<br /> Di&aacute;logo? Olhar a paisagem? Admirar a natureza que vai bordando exuber&acirc;ncias, em colorido variado? Nem pensar!<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; &eacute; escravo de qualquer m&iacute;dia que o esteja isolando, por hoje, ao menos, pare.<br /> Pare e observe. Redescubra o valor de abra&ccedil;ar seu amor, de conversar com ele, de sorrir para ele.<br /> Veja seu filho que ensaia desenhos no papel, que rabisca montanhas e rios...<br /> Esque&ccedil;a o celular, o teclado do computador e viva um dia diferente.<br /> Um dia de amor, de entrega, de doa&ccedil;&atilde;o e de muitas surpresas maravilhosas.<br /> S&oacute; hoje! Depois? Depois temos a certeza que gostar&aacute; tanto deste hoje que desejar&aacute; repetir a dose.<br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> </span><br />

O MUNDO É MAIS ''EASY''
4 Mai 20175:44EP 705

O MUNDO É MAIS ''EASY''

O MUNDO &Eacute; MAIS &quot;EASY&quot;<br /> <br /> Chicago, 04 de agosto de 1948, numa casa simples um cartaz anunciava uma venda.<br /> As mercadorias estavam expostas nos degraus da escada: Sue Ellen de dois anos, Milton de quatro, Rae Ann de 5, e Lana de seis anos. Todas crian&ccedil;as brancas.<br /> Sim, a placa anunciava a venda de quatro crian&ccedil;as por dois d&oacute;lares cada uma. Os pequenos estavam em liquida&ccedil;&atilde;o pela pr&oacute;pria m&atilde;e, Lucille Chalifoux, (xalif&uacute;) que esconde o rosto do fotografo, gravida do quinto filho que se chamaria David.<br /> Uma reportagem no jornal The Times, de Indiana, mostrou, em 2015, que a foto marcava o come&ccedil;o de uma impressionante hist&oacute;ria de falta de amor e maus-tratos &agrave;s crian&ccedil;as. Vendidas ou adotadas, os irm&atilde;os se dispersaram para s&oacute; voltarem a se encontrar adultos. &ldquo;Fui vendida por 2 d&oacute;lares, e como meu irm&atilde;o, Milton, estava ao meu lado chorando, o casal resolveu lev&aacute;-lo tamb&eacute;m&rdquo;- disse.<br /> Eles eram muitas vezes acorrentados em um celeiro e for&ccedil;ados a trabalhar longas horas no campo. Milton se lembra de ter sido chamado de &quot;escravo&quot; por sua nova figura paterna, um rotulo que ele aceitou na &eacute;poca porque n&atilde;o entendia o que significava -conta Rae Ann, hoje com mais de 70 anos.<br /> Apenas em 2013, os irm&atilde;os dispersos se reencontraram, e suas hist&oacute;rias s&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia crua de maus tratos e escravizados por aqueles que as compraram. <br /> . Em 2013, Rae Ann Mills, ent&atilde;o com 70 anos de idade, se reuniu com Sue Ellen , sua irm&atilde; de 67 anos, pela primeira vez desde que tinham sete e quatro anos. Sue Ellen morreu de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o meses depois.<br /> Lana, a irm&atilde; mais velha, morreu em 1998, sem nunca reencontrar os seus irm&atilde;os. Pouco se sabe do que aconteceu com ela, depois de ser vendida.<br /> David, que na &eacute;poca estava no &uacute;tero de sua m&atilde;e, parece ter tido a experi&ecirc;ncia mais parecida com a de um lar feliz. Ele foi legalmente adotado por Harry e Luella McDaniel. David, que diz que seus pais adotivos eram r&iacute;gidos, mas amorosos e solid&aacute;rios.<br /> Essa hist&oacute;ria nos chocam, certamente. Mas, naqueles anos p&oacute;s-guerra, as pessoas n&atilde;o viam isso como algo chocante. <br /> &Eacute; de nos perguntarmos: &ldquo;Antigamente as pessoas eram melhores? O mundo era melhor?<br /> Talvez, o mundo fosse mais simples, mais preto no branco. Mas, certamente esse mundo, que muitos de n&oacute;s sentimos falta, era muito mais cruel.<br /> &Eacute; fato que ainda h&aacute; not&iacute;cias de abusos, de crian&ccedil;as sendo mortas em guerras insanas. A diferen&ccedil;a, &eacute; que hoje h&aacute; um batalh&atilde;o de pessoas an&ocirc;nimas que se importam e lutam para salvar essas crian&ccedil;as. N&atilde;o toleramos mais pr&aacute;ticas desumanas, que antigamente era t&atilde;o comum e aceita com uma certa normalidade.<br /> A hist&oacute;ria dessas 5 crian&ccedil;as, que foram vendidas pela pr&oacute;pria m&atilde;e, &eacute; um exemplo de como o mundo j&aacute; foi muito mais cruel que hoje.<br /> <br /> Embora de forma lenta, a Humanidade vem refinando seus valores.A escravid&atilde;o, a pris&atilde;o por d&iacute;vidas e o assassinato como forma de defesa da honra. Sem falar da segrega&ccedil;&atilde;o racial, que antigamente era t&atilde;o aceito, e hoje, isso &eacute; crime.<br /> A igualdade da mulher perante o homem constitui conquista recente da Civiliza&ccedil;&atilde;o.<br /> E o que falar das nossas crian&ccedil;as, que hoje recebem uma maior aten&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o: - Nenhuma crian&ccedil;a dever&aacute; sofrer por pouco caso dos respons&aacute;veis ou do governo, nem por crueldade e explora&ccedil;&atilde;o. Nenhuma crian&ccedil;a dever&aacute; trabalhar antes da idade m&iacute;nima, nem ser&aacute; levada a fazer atividades que prejudiquem sua sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento. <br /> <br /> Uma determinada coisa n&atilde;o &eacute; boa por ser antiga, nem &eacute; m&aacute; por ser atual.<br /> Aprendamos a recha&ccedil;ar a impostura negativa de ontem como a de agora, evitando apegos indevidos a tradi&ccedil;&otilde;es retr&oacute;gradas e perturbadoras, ou a inova&ccedil;&otilde;es descabidas e &agrave;s vezes criminosas.<br /> * * *<br /> Que possamos, mesmo com os nossos conceitos, preconceitos e atavismos, enxergar que o mundo est&aacute; melhor. As pessoas est&atilde;o melhores.<br /> Esperamos, que a mensagem do Pense nisso de hoje, possa abrir as portas do otimismo com rela&ccedil;&atilde;o ao futuro da humanidade; sejamos mais esperan&ccedil;osos e menos escatol&oacute;gicos.<br /> Por mais que o passado lhe seja saudoso, se permita dizer: - &ldquo;Hoje, o mundo &eacute; mais Easy&rdquo;.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base na reportagem do jornal New York Post<br /> Edi&ccedil;&atilde;o de 14 de julho de 2013 e do The Times edi&ccedil;&atilde;o de outubro de 2015 .<br /> Em 27.04.2017<br /> <br />

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