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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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TUDO É TRANSITÓRIO
16 Ago 20174:18EP 773

TUDO É TRANSITÓRIO

<strong>TUDO &Eacute; TRANSIT&Oacute;RIO</strong><br /> <br /> Um redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflex&otilde;es a respeito da vida que levamos.<br /> Escreveu ele que pode at&eacute; n&atilde;o ser verdade. Talvez a Hist&oacute;ria n&atilde;o comprove o fato, contudo, &eacute; uma excelente ideia.<br /> Na Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande prociss&atilde;o pela cidade.<br /> O povo sa&iacute;a &agrave;s ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a p&aacute;tria.<br /> Era a honra m&aacute;xima que um cidad&atilde;o romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma.<br /> Ele devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atr&aacute;s do seu carro; devia ter enfrentado um ex&eacute;rcito, no m&iacute;nimo, equivalente ao seu.<br /> E, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um l&iacute;der &eacute; respons&aacute;vel pelos seus liderados.<br /> Entretanto, os romanos, que passaram &agrave; Hist&oacute;ria como os s&iacute;mbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a mod&eacute;stia pessoal.<br /> Como, ent&atilde;o, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multid&atilde;o como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e n&atilde;o se encher de soberba?<br /> &Eacute; a&iacute; que aparece a grande ideia. Logo atr&aacute;s do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo.<br /> De tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja:Lembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia.<br /> Com certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que come&ccedil;a a se achar o bom, o melhor.<br /> <br /> Lembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia. Essa a reflex&atilde;o que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos.<br /> N&atilde;o somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ci&ecirc;ncia m&eacute;dica, apregoem que chegar&aacute; o dia em que n&atilde;o mais haveremos de morrer. Seria tr&aacute;gico e enfadonho.<br /> Isso se chama dinamismo e renova&ccedil;&atilde;o. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos tamb&eacute;m haver&atilde;o de morrer, que tudo passa, &eacute; medida salutar.<br /> Nada &eacute; perene, sobre a Terra. Passam as quest&otilde;es corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida f&iacute;sica.<br /> O que hoje &eacute;, amanh&atilde; poder&aacute; deixar de ser.<br /> Assim reflexionando, n&atilde;o ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo &eacute; transit&oacute;rio na Terra.<br /> Hoje detemos o cargo, amanh&atilde; estar&aacute; em outras m&atilde;os. Hoje comandamos centenas de pessoas,amanh&atilde; essas mesmas pessoas poder&atilde;o estar acompanhando nosso funeral.<br /> Assim sendo, semeemos o bem, fa&ccedil;amos nosso melhor como se hoje fosse nosso &uacute;ltimo dia neste mundo. Amemos, abracemos, fa&ccedil;amos nosso melhor porque o amanh&atilde; poder&aacute; nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas temos a certeza absoluta.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com dados iniciais colhidos no<br /> artigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja, de 29 de agosto de<br /> 2012.<br /> Em 15.1.2014.<br /> <br /> <br />

CABOS E LUZES EM UMA CAIXA
15 Ago 20174:09EP 772

CABOS E LUZES EM UMA CAIXA

<strong>CABOS E LUZES EM UMA CAIXA</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>H&aacute; cerca de cinquenta anos, um discurso tornou-se c&eacute;lebre no ambiente de r&aacute;dio e telejornalismo americanos.<br /> Tratava-se da fala do &acirc;ncora Edward Murrow sobre r&aacute;dio e televis&atilde;o.<br /> As transmiss&otilde;es de TV ainda davam seus primeiros passos, e traziam &agrave; tona muitas discuss&otilde;es no que dizia respeito &agrave; programa&ccedil;&atilde;o, e ao objetivo dessa nova m&iacute;dia na &eacute;poca.<br /> Na ocasi&atilde;o, o jornalista da rede CBS falou a uma grande plateia de membros e diretores das principais empresas do setor, nos Estados Unidos.<br /> Afirmou que, se dentro de meio s&eacute;culo, historiadores analisassem v&iacute;deos das grandes redes americanas, encontrariam provas da decad&ecirc;ncia, escapismo e aliena&ccedil;&atilde;o das realidades do mundo que vivemos.<br /> No discurso, que ficou conhecido como Cabos e luzes em uma caixa, Murrow expressava receio de que o poder do r&aacute;dio e da TV fosse usado de maneira danosa &agrave; sociedade e &agrave; cultura.<br /> Especialmente sobre a TV, ele foi ainda mais fundo.<br /> Disse ele: Este ve&iacute;culo pode ensinar, iluminar. Sim, pode at&eacute; inspirar. Mas s&oacute; pode faz&ecirc;-lo se os seres humanos estiverem determinados a us&aacute;-lo para estes fins.<br /> De outro modo &ndash; acrescentava ele &ndash; s&atilde;o meramente cabos e luzes em uma caixa.<br /> O &acirc;ncora ainda acrescentou: H&aacute; uma grande batalha e talvez decisiva, a ser travada contra a ignor&acirc;ncia, a intoler&acirc;ncia e a indiferen&ccedil;a. Esta arma, a televis&atilde;o, poderia ser &uacute;til.<br /> * * *<br /> Meio s&eacute;culo se passou, e como estamos em rela&ccedil;&atilde;o a essa quest&atilde;o no mundo?<br /> A televis&atilde;o passou a fazer parte da vida di&aacute;ria de bilh&otilde;es de pessoas.<br /> Por&eacute;m, ser&aacute; que est&aacute; sendo utilizada com esses fins nobres, idealistas, apontados pelo jornalista?<br /> Ser&aacute; que colocamos essas descobertas da ci&ecirc;ncia, as novas facilidades na obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, rapidez de comunica&ccedil;&atilde;o, a servi&ccedil;o de nossa evolu&ccedil;&atilde;o moral?<br /> Ou tudo isso, em grande parte, foi seduzido pelo antigo desejo do homem velho, de ter cada vez mais e mais?<br /> &Eacute; importante que reflitamos.<br /> Deus permite que conquistemos as melhorias materiais das ci&ecirc;ncias, da tecnologia, do conhecimento, com um &uacute;nico fim: o nosso crescimento moral.<br /> S&atilde;o instrumentos que facilitam a vida material do homem &ndash; ou, deveriam facilitar &ndash; para que esse se preocupe mais com a conquista das virtudes da alma.<br /> A verdade &eacute; que acabamos nos hipnotizando pela caixa com cabos e luzes. De meio, de instrumento, ela virou ve&iacute;culo de aliena&ccedil;&atilde;o, de escapismos.<br /> E assim vimos fazendo com tantas outras conquistas da tecnologia, pois a alma humana ainda est&aacute; vazia, perdida.<br /> Vale a pena repensar tudo isso. Vale a pena procurar saber se n&atilde;o estamos alimentando uma ind&uacute;stria de inutilidades mil.<br /> A mudan&ccedil;a desse panorama vir&aacute; de cada um de n&oacute;s, primeiramente como receptores mais exigentes que precisamos ser.<br /> Depois, como transmissores, na esfera que nos caiba, dessa ideia de que todos esses meios de comunica&ccedil;&atilde;o devem ser ve&iacute;culos do bem.<br /> &Eacute; tempo de despertar, mudar de canal ou desligarmo-nos das tomadas do mundo, e nos religarmos a Deus e aos nossos objetivos maiores aqui.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 10.12.2014.</span><br />

INDAGAÇÕES
14 Ago 20173:23EP 771

INDAGAÇÕES

<strong>INDAGA&Ccedil;&Otilde;ES</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Voc&ecirc; acredita na vit&oacute;ria do bem, sem que nos disponhamos a trabalhar para isso?<br /> Admite voc&ecirc; a sua capacidade de errar a fim de aprender ou, acaso, se julga infal&iacute;vel?<br /> Se estamos positivamente ao lado do bem, que estamos aguardando para cooperar em benef&iacute;cio dos outros?<br /> Nas horas de crise voc&ecirc; se coloca no lugar da pessoa em dificuldade?<br /> E se a criatura enganada pela sombra fosse um de n&oacute;s?<br /> Se voc&ecirc; diz que n&atilde;o perdoa a quem lhe ofende, porventura cr&ecirc; que amanh&atilde; n&atilde;o precisar&aacute; do perd&atilde;o de algu&eacute;m?<br /> Voc&ecirc; est&aacute; ajudando a extinguir os males do caminho ou est&aacute; agravando esses males com atitudes ou palavras inoportunas?<br /> Irrita&ccedil;&atilde;o ou amargura, algum dia, ter&atilde;o rendido paz ou felicidade para voc&ecirc;?<br /> Que mais lhe atrai na conviv&ecirc;ncia com o pr&oacute;ximo: a carranca negativa ou o sorriso de anima&ccedil;&atilde;o?<br /> Que importa o julgamento menos feliz dos outros a seu respeito, se voc&ecirc; traz a consci&ecirc;ncia tranquila?<br /> &Eacute; poss&iacute;vel que determinados companheiros nos incomodem presentemente, no entanto, ser&aacute; que temos vivido, at&eacute; agora, sem incomodar a ningu&eacute;m?<br /> Voc&ecirc; acredita que algu&eacute;m pode achar a felicidade admitindo-se infeliz?<br /> * * *<br /> <br /> &Eacute; necess&aacute;rio refletir diariamente sobre o que queremos para nossa vida realmente.<br /> &Eacute; necess&aacute;rio pensar diariamente sobre o Universo e suas leis perfeitas, colocando-nos no lugar certo, na hora certa, ao lado das pessoas que precisam de n&oacute;s.<br /> Olhemos ao nosso redor: tudo est&aacute; onde deveria estar. E n&oacute;s? Como estamos? Conseguimos perceber isso? Conseguimos extrair disso for&ccedil;as para enfrentar os desafios? Conseguimos entender que tudo &eacute; um grande processo de aprendizado?<br /> N&atilde;o somos um acidente de percurso, como pode at&eacute; nos ter sido dito, mencionando uma poss&iacute;vel gravidez inesperada.<br /> Assim, n&atilde;o gastemos nosso tempo com futilidades. N&atilde;o nos afastemos dos caminhos que nos levam adiante. N&atilde;o abdiquemos das oportunidades que a vida nos d&aacute; para entender melhor as quest&otilde;es importantes para nosso desenvolvimento.<br /> Pensemos antes de agir. Repensemos antes de reagir. Pe&ccedil;amos ajuda antes de tomar decis&otilde;es importantes.<br /> Indaguemo-nos. Autoconhe&ccedil;amo-nos. N&atilde;o aceitemos verdades sem antes uma an&aacute;lise minuciosa.<br /> As respostas sempre vir&atilde;o para os que realmente estamos interessados em nos melhorarmos; para os que n&atilde;o pensamos apenas em n&oacute;s mesmos, egoisticamente; para aqueles que vivemos o amor e queremos aprender mais sobre ele.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 35,<br /> do livro Sinal verde, pelo Esp&iacute;rito Andr&eacute; Luiz, psicografia <br /> de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Comunh&atilde;o Esp&iacute;rita Crist&atilde;.<br /> Em 01.4.2015.<br /> <br /> </span><br />

INCAPAZ
11 Ago 20174:02EP 770

INCAPAZ

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EXEMPLOS, LIÇÕES E EXPERIÊNCIAS
9 Ago 20174:36EP 769

EXEMPLOS, LIÇÕES E EXPERIÊNCIAS

<strong>Exemplos, Li&ccedil;&otilde;es e Experi&ecirc;ncias</strong><br /> <br /> <br /> Que modelos temos apresentado aos nossos filhos para que eles possam seguir? &Agrave;s vezes, buscamos modelos de longe, nomes expressivos que tenham realizado grandes benef&iacute;cios para a Humanidade.<br /> Se s&atilde;o aut&ecirc;nticos, naturalmente falam &agrave; alma do jovem, que &eacute; idealista por natureza.<br /> Contudo, existem, por vezes, criaturas bem pr&oacute;ximas a n&oacute;s, que n&atilde;o valorizamos devidamente.<br /> Av&oacute;s, parentes, amigos que traduziram sua vida em legado de paz, que sacrificaram tudo por seus ideais, que exerceram suas atividades para al&eacute;m do dever.<br /> Lemos, certa feita, acerca de um prisioneiro pol&iacute;tico romeno que somente aos setenta e seis anos, gra&ccedil;as &agrave; queda do regime, p&ocirc;de visitar seus filhos e conhecer seus netos.<br /> Um homem de setenta e seis anos, de profundos olhos azuis que, apesar de toda a dureza e maus tratos sofridos na pris&atilde;o, manteve seu entusiasmo pela vida, na certeza de que tudo valera a pena.<br /> Mesmo o sacrif&iacute;cio da fam&iacute;lia, do prest&iacute;gio, do poder que gozava.<br /> Contemplando o mar, nas areias das praias americanas, comendo batatas fritas e aprendendo com os netos a atirar um disco de pl&aacute;stico, exclamava:<br /> Que belo sonho. Que maravilha. A vida vale a pena ser vivida em toda sua plenitude.<br /> Um de seus netos, alguns dias depois, precisou escrever uma reda&ccedil;&atilde;o para a escola. Durante v&aacute;rias horas ele trabalhou duro, sobre as folhas de papel. Quando terminou, leu em voz alta, para sua m&atilde;e emocionada:<br /> Conheci um verdadeiro her&oacute;i. O pai de minha m&atilde;e foi parar na cadeia por falar abertamente contra o governo. Depois de seis anos de solit&aacute;ria pris&atilde;o, ele foi libertado.<br /> Minha m&atilde;e, meu tio e minha av&oacute; sa&iacute;ram do pa&iacute;s. Ele n&atilde;o foi autorizado a ir embora com eles.<br /> Sozinho, ficou em seu pa&iacute;s amargando a dor da separa&ccedil;&atilde;o e o desrespeito de amigos e parentes que o consideravam um fracassado.<br /> Ouvir falar de meu av&ocirc; fez com que eu entendesse que lutar por minhas cren&ccedil;as &eacute; muito importante para mim.<br /> Na quinta s&eacute;rie escrevi &agrave; professora uma carta de protesto porque considerei que ela tomara uma decis&atilde;o injusta em rela&ccedil;&atilde;o a um de meus amigos.<br /> Atualmente, sou o representante da turma no Conselho de alunos e estou lutando com firmeza para melhorar nossa escola.<br /> Tenho orgulho de meu av&ocirc; romeno. Espero, que de fato, exista uma outra vida para que possa v&ecirc;-lo outra vez.<br /> O exemplo &eacute; nobre e, como percebemos, estabeleceu rumos dignos a outras vidas. Sua li&ccedil;&atilde;o foi a de que n&atilde;o devemos silenciar nossa voz na defesa dos valores e da verdade.<br /> Ao contr&aacute;rio, devemos falar para sermos ouvidos. Sen&atilde;o, como j&aacute; aprendemos a sentir, sempre haver&aacute; uma parte em n&oacute;s que permanecer&aacute; insatisfeita.<br /> Lutar pelos ideais de enobrecimento &eacute; ensinamento que n&atilde;o devemos relegar a segundo plano, em se falando de nossos filhos, nossos tesouros e responsabilidade maior.<br /> * * *<br /> Aproveitemos todas as li&ccedil;&otilde;es com que a vida nos honra as horas.<br /> Estejamos atentos, tendo olhos de ver e ouvidos de ouvir.<br /> Os exemplos passam ao nosso lado e suas experi&ecirc;ncias s&atilde;o li&ccedil;&otilde;es significativas que n&atilde;o podemos ignorar.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no<br /> Artigo O que os her&oacute;is nos ensinam, da Revista<br /> Sele&ccedil;&otilde;es Reader&rsquo;s Digest, de fevereiro de 1998.<br /> Em 08.5.2002.</em></div> <br /> &nbsp;

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