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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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DISCIPLINA
14 Set 20173:01EP 792

DISCIPLINA

<span style=''font-size: small;''>DISCIPLINA<br /> <br /> Muitos de n&oacute;s, quando ouvimos falar em disciplina, logo imaginamos estruturas militares rigorosas, normas que amedrontam, ou algo assim.<br /> No entanto, disciplina &eacute; &ldquo;a ordem que conv&eacute;m ao funcionamento regular de uma organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, observa&ccedil;&atilde;o de preceitos ou normas&rdquo;.<br /> Nosso lar &eacute; a primeira organiza&ccedil;&atilde;o da qual fazemos parte, e &eacute; a&iacute;, portanto, que deve come&ccedil;ar a disciplina.<br /> Sem d&uacute;vida, alguns de n&oacute;s damos aos filhos uma comodidade que resulta mais tarde em indisciplina.<br /> Talvez n&atilde;o o fa&ccedil;amos com essa inten&ccedil;&atilde;o, mas o resultado nos escapa e nos desagrada.<br /> Movidos pelo afeto, tantas vezes nos esquecemos de estabelecer normas que conv&ecirc;m ao bom funcionamento dessa organiza&ccedil;&atilde;o chamada de lar.<br /> Envolvemos os pequeninos em cuidados e zelos, e &agrave;s vezes exageramos na dose, prejudicando a sua forma&ccedil;&atilde;o moral.<br /> Alguns de n&oacute;s criamos nossos filhos como se fossem pr&iacute;ncipes ou princesas, fazendo tudo por eles. Ensinandolhes que s&oacute; t&ecirc;m direitos, e nenhum dever.<br /> Em contrapartida, passamos a eles a id&eacute;ia de que n&oacute;s, pais, s&oacute; temos deveres e nenhum direito.<br /> Se chegamos em casa e vamos fazer nossa refei&ccedil;&atilde;o, e o pequeno solicita nossa aten&ccedil;&atilde;o, imediatamente largamos o prato e vamos atend&ecirc;lo.<br /> Se estamos ao telefone e ele fala conosco, deixamos de dar aten&ccedil;&atilde;o ao outro lado da linha para ouv&iacute;lo.<br /> Ele tem o direito a falar quando quiser, no volume que achar conveniente.<br /> Tem o direito a fazer suas refei&ccedil;&otilde;es tranq&uuml;ilamente, dormir a hora que desejar, jogar as roupas sujas onde quiser. Deixar seus brinquedos espalhados pela casa inteira. Algu&eacute;m far&aacute; tudo por ele.<br /> Nossos filhos crescem. Envolvemse numa outra organiza&ccedil;&atilde;o a que chamamos sociedade, e a&iacute; come&ccedil;am os problemas.<br /> Aqueles a quem ensinamos que s&oacute; tinham direitos, agora cobram da sociedade o mesmo tratamento que lhes foi dispensado dentro do lar, ao longo da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia.<br /> Quando saem no tr&acirc;nsito, querem que todos abram alas. Afinal eles querem passar.<br /> N&atilde;o se importam se ir&atilde;o obstruir os cruzamentos, nos sem&aacute;foros, impedindo a passagem dos outros, ou se ir&atilde;o atrapalhar em filas duplas. Afinal eles sempre tiveram a prefer&ecirc;ncia.<br /> Quando necessitam de algum processo junto aos &oacute;rg&atilde;os competentes, querem ser atendidos primeiro. Seus direitos v&ecirc;m sempre em antes.<br /> &Eacute; importante que reflitamos acerca de como tem sido o nosso comportamento diante dos filhos.<br /> &Eacute; importante estabelecer limites, que devem ser respeitados.<br /> Importante dar aos filhos responsabilidades desde a inf&acirc;ncia, como ajudar a manter a casa em ordem, respeitar os direitos dos demais membros da fam&iacute;lia, etc.<br /> E jamais devemos esquecer que o exemplo &eacute; a melhor forma de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Se somos daqueles que acreditamos que a disciplina n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria, observemos um ve&iacute;culo rodando sem freios, e poderemos ter uma ideia do que seja a falta de limites.<br /> Pense nisso!<br /> Se queremos ver nossos direitos respeitados, comecemos por respeitar os dos outros.<br /> Se queremos um tr&acirc;nsito organizado, sejamos disciplinados, respeitando os direitos de todos os que circulam pelas ruas.<br /> Se todos observarmos nossos limites, nossos deveres, nossas obriga&ccedil;&otilde;es, teremos uma sociedade harmoniosa.<br /> Pense nisso, mas pense agora!<br /> </span><br />

A BENÉFICA INFLUÊNCIA DA MÚSICA
13 Set 20172:02EP 791

A BENÉFICA INFLUÊNCIA DA MÚSICA

A BEN&Eacute;FICA INFLU&Ecirc;NCIA DA MUSICA<br /> <br /> No m&ecirc;s de mar&ccedil;o de 2008, a revista cient&iacute;fica Brain divulgou um estudo realizado por cientistas da Universidade de Helsinque, na Finl&acirc;ndia, com pacientes que sofreram derrame cerebral.<br /> Sessenta volunt&aacute;rios participaram da pesquisa, divididos em tr&ecirc;s grupos.<br /> O primeiro, formado por pacientes que foram expostos &agrave; audi&ccedil;&atilde;o musical, por duas horas di&aacute;rias. O segundo, por pacientes que ouviam livros-&aacute;udio.<br /> O terceiro grupo n&atilde;o ficou exposto a nenhum tipo de est&iacute;mulo auditivo.<br /> Ap&oacute;s tr&ecirc;s meses, os cientistas observaram que a mem&oacute;ria verbal melhorara 60% entre os pacientes que ouviam m&uacute;sica, comparado com apenas 18% do grupo dos livros-&aacute;udio e 29% entre os pacientes que n&atilde;o receberam est&iacute;mulos auditivos.<br /> A pesquisa demonstrou ainda que os pacientes que ouviram m&uacute;sica, durante a recupera&ccedil;&atilde;o, revelaram uma melhora de 17% na concentra&ccedil;&atilde;o e na habilidade de controlar e realizar opera&ccedil;&otilde;es mentais e resolver problemas.<br /> Teppo Sarkamo, que liderou o estudo, disse que a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; m&uacute;sica durante o per&iacute;odo de recupera&ccedil;&atilde;o estimula a atividade cognitiva e as &aacute;reas do c&eacute;rebro afetadas pelo derrame. Al&eacute;m de ajudar a prevenir a depress&atilde;o nos pacientes.<br /> A not&iacute;cia &eacute; maravilhosa e demonstra que, a cada dia, o homem avan&ccedil;a no conhecimento, ampliando seus conceitos.<br /> Que cientista conceberia, em anos recuados, que a arte poderia auxiliar a recupera&ccedil;&atilde;o do c&eacute;rebro humano?<br /> * * *<br /> Utilizemos a m&uacute;sica em nossa vida. A m&uacute;sica que emociona, que eleva.<br /> N&atilde;o h&aacute; necessidade de se ouvir somente m&uacute;sica erudita, cl&aacute;ssica.<br /> H&aacute; tantos compositores populares, de tantos pa&iacute;ses, com m&uacute;sicas bel&iacute;ssimas, que encantam e extasiam os que as escutam.<br /> Busquemo-las e deixemos que nossa alma cres&ccedil;a, enchendo-se de sons, de harmonia, de beleza.<br /> <br />

NOSSO CORPO
12 Set 20172:20EP 790

NOSSO CORPO

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>NOSSO CORPO<br /> <br /> Deepak Chopra &eacute; m&eacute;dico formado na &Iacute;ndia, com especializa&ccedil;&atilde;o em Endocrinologia nos Estados Unidos, onde est&aacute; radicado desde a d&eacute;cada de setenta.<br /> Fil&oacute;sofo de reputa&ccedil;&atilde;o internacional, j&aacute; escreveu mais de tr&ecirc;s dezenas de livros, sendo um dos mais respeitados pensadores da atualidade.<br /> A respeito do ser humano saud&aacute;vel, ele escreveu: Somos as &uacute;nicas criaturas na face da Terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!<br /> Nossas c&eacute;lulas est&atilde;o constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificadas por eles.<br /> Um surto de depress&atilde;o pode arrasar nosso sistema imunol&oacute;gico.<br /> Apaixonar-se, ao contr&aacute;rio, pode fortific&aacute;-lo tremendamente.<br /> A alegria e a realiza&ccedil;&atilde;o nos mant&ecirc;m saud&aacute;veis e prolongam a vida.<br /> A recorda&ccedil;&atilde;o de uma situa&ccedil;&atilde;o estressante, que n&atilde;o passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de horm&ocirc;nios destrutivos que o estresse.<br /> Nossas c&eacute;lulas est&atilde;o constantemente processando as experi&ecirc;ncias e metabolizando-as, de acordo com nossos pontos de vista pessoais.<br /> Quando nos deprimimos por causa da perda de um emprego, projetamos tristeza por toda parte no corpo. A produ&ccedil;&atilde;o de neurotransmissores, por parte do c&eacute;rebro, se reduz. Baixa o n&iacute;vel de horm&ocirc;nios. O ciclo de sono &eacute; interrompido.<br /> As plaquetas sangu&iacute;neas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos. Os receptores neuropept&iacute;dicos, na superf&iacute;cie externa das c&eacute;lulas da pele, se tornam distorcidos.<br /> E, at&eacute; nossas l&aacute;grimas passam a conter tra&ccedil;os qu&iacute;micos diferentes das l&aacute;grimas de alegria.<br /> Contudo, nosso perfil bioqu&iacute;mico &eacute; alterado, quando nos encontramos em nova posi&ccedil;&atilde;o.<br /> A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depress&atilde;o por causa de um emprego perdido.<br /> Assim, se desejamos saber como est&aacute; nosso corpo hoje, basta que nos recordemos do que pensamos ontem.<br /> Se desejamos saber como estar&aacute; nosso corpo amanh&atilde;, ser&aacute; suficiente que examinemos nossos pensamentos hoje.<br /> Abrir nosso cora&ccedil;&atilde;o para a alegria, &agrave;s coisas positivas &eacute; medida salutar. Se desejamos gozar de sa&uacute;de f&iacute;sica, principiemos a mudar nossa maneira de pensar.<br /> N&atilde;o foi por outro motivo que o Celeste M&eacute;dico das nossas almas, conhecedor profundo de todas as leis que regem nosso planeta, foi pr&oacute;digo em exorta&ccedil;&otilde;es como:<br /> N&atilde;o vos inquieteis, dizendo: &quot;Que comeremos&quot; ou &quot;Que beberemos&quot;, ou &quot;Que vestiremos&quot;?<br /> Pois estas coisas os gentios buscam. De fato, vosso Pai Celestial sabe que necessitais de todas estas coisas.<br /> Portanto, n&atilde;o vos inquieteis com o amanh&atilde;, pois o amanh&atilde; se inquietar&aacute; consigo mesmo! Basta a cada dia o seu mal. Com isso, recomendava que n&atilde;o nos deix&aacute;ssemos abra&ccedil;ar pela ansiedade.<br /> E mais: Andai como filhos da luz.<br /> Ora, os filhos da luz iluminam, vibram positivamente, porque luz tem a ver com tudo de bom.<br /> Pensemos nisso e cultivemos sa&uacute;de f&iacute;sica. Afinal, necessitamos de um corpo saud&aacute;vel para bem atender os compromissos que nos cabem.<br /> Que se diria de quem n&atilde;o cuidasse de seu instrumento de trabalho?</span><br />

QUANDO ME AMO
11 Set 20173:59EP 789

QUANDO ME AMO

QUANDO ME AMO<br /> <br /> Quando me amo...<br /> Acendo uma luz que clareia meus por&otilde;es esquecidos, deixando para tr&aacute;s os erros e derrotas de tempos idos, e volto a respirar.<br /> Quando me amo...<br /> Aprendo a olhar para dentro, descobrindo-me em parte &ldquo;pot&ecirc;ncia&rdquo;, em parte &ldquo;possibilidade&rdquo; &ndash; aquilo que j&aacute; sou, aquilo que serei; onde j&aacute; estou, onde quero estar.<br /> Quando me amo...<br /> Acolho-me feito m&atilde;e acolhe um filho ferido: dando colo, amparando o choro, aconselhando a refazer os caminhos. N&atilde;o me engole a culpa; n&atilde;o me desestimula a derrota.<br /> Quando me amo...<br /> Cuido do corpo, como o lavrador cuida de sua enxada &ndash; instrumento preciso de trabalho e de vida adorada.<br /> Cuido tamb&eacute;m da nutri&ccedil;&atilde;o da alma: o que escolho assistir, o que escolho ler, pensar e dizer.<br /> Quando me amo...<br /> Vejo minh&acute;alma como a escultura debaixo do m&aacute;rmore de Michelangelo, e entendo que a dor &eacute; cinzel que vai retirando um pouco aqui, um pouco l&aacute;, at&eacute; que tudo se transforme em belo Davi.<br /> Quando me amo...<br /> Clareio tamb&eacute;m a tua face, pois toda luz n&atilde;o fica guardada, n&atilde;o h&aacute; quem disfarce, um farol a reluzir sobre um monte erguido no ar.<br /> Quando me amo...<br /> Inspiro o teu autoamor, para que possas te amar e crescer, assim como nova flor, que um dia foi broto, que um dia foi semente, que um dia foi sonho de florescer.<br /> Quando me amo...<br /> Amo-te com mais profundidade, pois conhecendo-me, conhe&ccedil;o-te melhor tamb&eacute;m.<br /> * * *<br /> A proposta de vida em torno do amor &eacute; das mais belas psicoterapias que existe:<br /> Amar a vida e ao pr&oacute;ximo como a si mesmo, numa trilogia harm&ocirc;nica.<br /> Como ainda temos dificuldade em conceber o absoluto, para nos adequarmos &agrave; proposi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica, invertemos a ordem do mandamento, amando-nos de in&iacute;cio, a fim de desenvolver as aptid&otilde;es que dormem em lat&ecirc;ncia e acumularmos valores iluminativos, ao longo dos dias.<br /> Assim, nosso grande caminho de amor precisa come&ccedil;ar com o autoamor, pois sem autoamar-se, o homem n&atilde;o consegue amar ao seu pr&oacute;ximo e t&atilde;o pouco amar toda a cria&ccedil;&atilde;o.<br /> Come&ccedil;amos a jornada dentro de n&oacute;s, pois autoamor pede autoconhecimento, pede mergulho profundo para dentro de n&oacute;s.<br /> O autoconhecimento &eacute; o meio pr&aacute;tico mais eficaz que temos para melhorar nesta vida e resistir &agrave; atra&ccedil;&atilde;o do mal.<br /> E quem trabalha por sua melhora est&aacute; se autoamando.<br /> Cada movimento que fazemos no sentido de desenvolver nossas aptid&otilde;es, e de acumular valores que nos fa&ccedil;am pessoas melhores, &eacute; autoamor.<br /> Naturalmente, esse amor a n&oacute;s mesmos nos conduzir&aacute; ao nosso pr&oacute;ximo.<br /> Primeiro, porque o autoamor s&oacute; se constr&oacute;i e se vitaliza no encontro.<br /> Segundo, porque quando temos uma cota de amor mais madura, mais consciente, conseguimos amar o outro melhor.<br /> Nossas rela&ccedil;&otilde;es se harmonizam, nosso cora&ccedil;&atilde;o fica em paz, nossas ang&uacute;stias desaparecem.<br /> * * *<br /> Que possamos nos proporcionar mais momentos de autoencontro, com o objetivo de aprimorar nosso autoamor, que &eacute; a chave de todo nosso desenvolvimento no Universo.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no poema<br /> Quando me amo, de Andrey Cechelero e no cap. 13,<br /> item Amor de plenitude, do livro Amor, Imbat&iacute;vel<br /> Amor, de Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo<br /> Pereira Franco, ed. LEAL.<br /> Em 24.4.2014.<br /> <br />

SOLIDÃO VERSUS AUTOESTIMA
9 Set 20173:25EP 788

SOLIDÃO VERSUS AUTOESTIMA

<span style=''font-size: small;''>SOLID&Atilde;O VERSUS AUTOESTIMA<br /> <br /> <br /> Uma das coisas de que talvez mais tenhamos medo &eacute; a solid&atilde;o.<br /> <br /> A sensa&ccedil;&atilde;o de estarmos completamente s&oacute;s pode ser apavorante, a ponto mesmo de nos sujeitarmos &agrave;s companhias mais ma&ccedil;antes para termos, ao menos, a garantia de haver algu&eacute;m por perto.<br /> <br /> H&aacute; dias em que nos sentimos n&atilde;o apenas sozinhos, mas abandonados pelo mundo, divorciados do resto da humanidade.<br /> <br /> Em momentos assim, todos parecem ter alguma coisa divertida para fazer, um lugar aonde ir; algu&eacute;m com quem conversar, rir, talvez amar &mdash; menos n&oacute;s. Todos parecem ter um destino, somente n&oacute;s n&atilde;o encontramos nosso espa&ccedil;o no mundo. Temos a impress&atilde;o de que estamos sobrando, de que n&atilde;o somos importantes para ningu&eacute;m &mdash; e &eacute; ent&atilde;o que o espectro da solid&atilde;o nos encurrala e apavora.<br /> <br /> O fato &eacute; que, quando nos assusta tanto ficar sozinhos, n&atilde;o estamos verdadeiramente satisfeitos com o que somos. Preferimos, ent&atilde;o, qualquer companhia que n&atilde;o a nossa, pois parece amedrontar-nos ficar a s&oacute;s em nossa pr&oacute;pria presen&ccedil;a.<br /> <br /> No entanto, para que algu&eacute;m deseje aproximar-se de n&oacute;s, &eacute; preciso que, antes, n&oacute;s mesmos nos estimemos e nos tornemos nossos amigos. &Eacute; preciso que reconhe&ccedil;amos nosso valor, que apreciemos nossas qualidades e nos sintamos bem dentro de nossa pele. &Eacute; preciso percebermos que somos bons o suficiente para dispensar muletas; para n&atilde;o precisarmos t&atilde;o desesperadamente da proximidade constante de quem quer que seja.<br /> &Eacute; claro que a companhia do semelhante faz bem ao ser humano &mdash; mas o que h&aacute; de t&atilde;o desagrad&aacute;vel em ficarmos, eventualmente, a s&oacute;s?<br /> <br /> Ser&aacute; que n&atilde;o podemos passar um m&iacute;sero dia sem ceder a essa necessidade neur&oacute;tica de ter sempre algu&eacute;m ao lado?<br /> <br /> Se somos t&atilde;o desagrad&aacute;veis a ponto de n&atilde;o conseguirmos tolerar nossa pr&oacute;pria companhia, como ent&atilde;o esperarmos que os outros desejem ficar perto de n&oacute;s?<br /> <br /> Se realmente ansiamos despertar interesse e viver cercados de gente, que ent&atilde;o mostremos uma disposi&ccedil;&atilde;o en&eacute;rgica e alegre. Ficarmos a nos lamentar feito velhinhos confinados num asilo n&atilde;o servir&aacute; sen&atilde;o para afastar as pessoas ainda mais: o mundo busca a companhia dos que realizam com alegria. Aqueles que nada fazem exceto mendigar aten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o condenados &agrave; indiferen&ccedil;a, sem nenhuma compaix&atilde;o.<br /> <br /> Na verdade, n&atilde;o precisamos pedir ou mendigar nada a ningu&eacute;m, tampouco ter medo da solid&atilde;o. O fundamental &eacute; nos convencermos de nosso valor e import&acirc;ncia; &eacute; descobrirmos o quanto podemos ser pessoas interessantes.<br /> <br /> Conquistar a aten&ccedil;&atilde;o dos outros e despertar-lhes o desejo por nossa companhia n&atilde;o &eacute; mais do que mera consequ&ecirc;ncia dessa descoberta. Pense Nisso.<br /> <br /> Gostou da mensagem de hoje? Acesse o nosso novo site, e ou&ccedil;a essa e muitas outras mensagens do Pense Nisso: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 10.05.2014.<br /> <br /> </span><br />

PÁLIDO PONTO AZUL
8 Set 20174:08EP 787

PÁLIDO PONTO AZUL

O que somos n&oacute;s comparados ao infinito do cosmos?<br /> <br /> N&oacute;s sentimos grandes, poderosos, imensur&aacute;veis.<br /> <br /> Mas o que &eacute; o planeta terra no infinito do universo?<br /> <br /> Ao ver a nossa m&atilde;e terra a bilh&otilde;es de kilom&ecirc;tros, ela n&atilde;o passa de um gr&atilde;ozinho de poeira na imensid&atilde;o escura. <br /> E neste ponto de vista nos indagamos: -L&aacute; esta nossa casa, um p&aacute;lido ponto azul...<br /> <br /> E al&iacute;... &eacute; o nosso lar...somos n&oacute;s.<br /> <br /> Al&iacute; est&atilde;o todos que voc&ecirc; amou. <br /> <br /> Todos que conheceu, de quem j&aacute; ouviu falar;<br /> <br /> Todos os seres humanos que j&aacute; existiram, que vivem, ou viveram as suas vidas...ali, naquele p&aacute;lido ponto azul.<br /> O conjuntos de nossas alegrias e sofrimentos.<br /> <br /> As in&uacute;meras religi&otilde;es, ideologias e doutrinas econ&ocirc;micas.<br /> <br /> Todos os ca&ccedil;adores e saqueadores, her&oacute;is e covardes, criadores e destruidores de civiliza&ccedil;&otilde;es, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e m&atilde;es, todas as crian&ccedil;as esperan&ccedil;osas . inventores e exploradores, professores de moral, pol&iacute;ticos corruptos, celebridades, lideres supremos, todos os santos e pecadores da historia de nossa esp&eacute;cie, viveram aqui: um gr&atilde;o de poeira suspenso num raio de sol.<br /> <br /> A terra, &eacute; um palco muito pequeno em uma imensa arena c&oacute;smica. <br /> <br /> Pense nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na gloria do triunfo, pudessem ser os senhores moment&acirc;neos de uma fra&ccedil;&atilde;o desse ponto.<br /> <br /> Pense nas crueldades sem fim, infligidas pelos moradores de um canto deste pixel, aos praticamente indistingu&iacute;veis moradores de algum outro canto, qu&atilde;o frequentes seus desentendimentos, qu&atilde;o &aacute;vidos de matar uns aos outros, qu&atilde;o veementes os seus &oacute;dios.<br /> <br /> As nossas posturas, a nossa suposta auto-import&acirc;ncia, a ilus&atilde;o de termos qualquer posi&ccedil;&atilde;o de privil&eacute;gio no Universo, s&atilde;o desafiadas por este pontinho de luz p&aacute;lida. O nosso planeta &eacute; um gr&atilde;o solit&aacute;rio na imensa escurid&atilde;o c&oacute;smica que nos cerca. Na nossa obscuridade, em toda esta vastid&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; ind&iacute;cios de que v&aacute; chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de n&oacute;s mesmos.<br /> <br /> A Terra &eacute; o &uacute;nico mundo conhecido, at&eacute; hoje, que abriga vida. N&atilde;o h&aacute; outro lugar, pelo menos no futuro pr&oacute;ximo, para onde a nossa esp&eacute;cie possa emigrar. Visitar, sim. Assentar-se, ainda n&atilde;o. Gostemos ou n&atilde;o, a Terra &eacute; onde temos de ficar por enquanto.<br /> <br /> J&aacute; foi dito que a astronomia &eacute; uma experi&ecirc;ncia de submiss&atilde;o e criadora de car&aacute;ter e que ensina a humildade. N&atilde;o h&aacute;, talvez, melhor demonstra&ccedil;&atilde;o da tola presun&ccedil;&atilde;o humana do que esta imagem distante do nosso min&uacute;sculo mundo. Para mim, destaca a nossa responsabilidade de sermos mais am&aacute;veis uns com os outros, e para preservarmos e protegermos o &quot;p&aacute;lido ponto azul&quot;, o &uacute;nico lar que conhecemos at&eacute; hoje.<br /> <br /> Voc&ecirc; ouvinte do pense nisso, eu, os nossos filhos, os nossos amores, devemos meditar a respeito.<br /> <br /> Por isso, devemos adotar o conhecimento, ampliar a nossa consci&ecirc;ncia. Desta forma, brilhar&aacute; a m&atilde;e de todas as sabedorias: a humildade.<br /> <br /> Pense nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso. &nbsp;Com base na palestra do Astr&ocirc;nomo Carl Sagan e da vis&atilde;o particular do autor deste texto.<br /> Em 07.07.2014<br />

MÁGOA DESNECESSÁRIA
6 Set 20174:00EP 785

MÁGOA DESNECESSÁRIA

<span style=''font-size: small;''>M&Aacute;GOA DESNECESS&Aacute;RIA<br /> <br /> As rela&ccedil;&otilde;es humanas ser&atilde;o sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E n&atilde;o poderia ser diferente.<br /> Como somos seres em evolu&ccedil;&atilde;o, muito ainda h&aacute; que se construir nas conquistas emocionais para que o equil&iacute;brio, a justi&ccedil;a e a retid&atilde;o sejam as ferramentas no relacionamento humano.<br /> N&atilde;o &eacute; raro indiv&iacute;duos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros.<br /> O racioc&iacute;nio se torna quase que natural, frente a tantos esfor&ccedil;os que temos que empreender, tanta paci&ecirc;ncia a exercitar, no trato com o semelhante.<br /> E n&atilde;o s&atilde;o poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela institui&ccedil;&atilde;o. Esses buscam a paz que n&atilde;o encontravam nas rela&ccedil;&otilde;es sociais e familiares.<br /> Muito embora assim o fa&ccedil;am imbu&iacute;dos, por vezes, das mais nobres inten&ccedil;&otilde;es, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da conviv&ecirc;ncia.<br /> Somente nos atritos que vivemos &eacute; que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experi&ecirc;ncias, de crescer, de superar aos poucos os pr&oacute;prios limites de intera&ccedil;&atilde;o social.<br /> Somos todos indiv&iacute;duos criados para viver em conjunto e a vida solit&aacute;ria somente nos causaria graves sequelas &agrave; vida emocional e psicol&oacute;gica.<br /> &Eacute; na experi&ecirc;ncia de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de afli&ccedil;&otilde;es e exemplos inesquec&iacute;veis.<br /> &Eacute; natural que nossas rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o sejam sempre pautadas pela harmonia. S&atilde;o nossos valores &iacute;ntimos que determinam os entrechoques que, n&atilde;o raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufru&iacute;mos.<br /> Como ainda n&atilde;o nos acostumamos a viver em estabilidade &iacute;ntima por longos per&iacute;odos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposi&ccedil;&otilde;es variadas em nossos relacionamentos.<br /> Pensando assim, pode-se concluir o quanto &eacute; desnecess&aacute;rio e improdutivo viver-se carregando no &iacute;ntimo m&aacute;goas e malqueren&ccedil;as.<br /> Ningu&eacute;m h&aacute; no planeta que n&atilde;o se aborre&ccedil;a quando recebe do outro o que n&atilde;o gostaria de receber. No entanto, n&atilde;o podemos esquecer que ningu&eacute;m tamb&eacute;m pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, n&atilde;o cause aborrecimentos e m&aacute;goas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.<br /> Desta forma, cabe a cada um de n&oacute;s procurar resolver mal-entendidos, chatea&ccedil;&otilde;es e m&aacute;goas com os recursos dispon&iacute;veis do di&aacute;logo, do entendimento, da desculpa e do perd&atilde;o. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte tamb&eacute;m acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.<br /> Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispens&aacute;vel o armazenamento de sentimentos como a m&aacute;goa ou a raiva no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> H&aacute; tanto a se realizar de bom e de &uacute;til a cada dia, e o tempo est&aacute; t&atilde;o apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos m&aacute;goa na alma, qualquer que seja a intensidade.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita, com base no cap. 41, do<br /> livro A&ccedil;&otilde;es corajosas para viver em paz, pelo Esp&iacute;rito <br /> Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 27.08.2010.<br /> <br /> </span><br />

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