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NORTE, SUL, LESTE, OESTE ... LUGAR NENHUM
NORTE, SUL. LESTE, OESTE: LUGAR NENHUM<br /> <br /> <br /> Tem gente que não ouve ninguém. Tem gente que faz pouco da experiência e da opinião de todo o mundo. Mas há também quem não saiba fazer outra coisa senão ir atrás de tudo quanto é conversa que não agrega em nada.<br /> <br /> Alguns sentem dificuldade para encontrar seu caminho na vida porque acreditam em tudo o que ouvem, pouco importando a procedência, a consistência ou a conveniência da mensagem.<br /> <br /> Pela manhã, seu rumo é o norte, porque ouviram no cabeleireiro que a felicidade se encontra lá. Ao meio-dia, já estão indo para o sul, pois o artigo de uma revista garante que é no sul que mora alegria. Já à tarde, lá vão eles em direção ao leste, pois uma cartomante jurou que o caminho do sucesso é por ali. Mas, à noite, seu destino já é o oeste, pois uma vizinha falou que uma amiga disse que a cunhada dela ouviu a empregada contando que, no colégio da filha, tem uma menina que viu na televisão que... Conclusão: depois de ameaçar para todos os lados, não vão mesmo a lugar nenhum.<br /> <br /> Claro que é importante ponderar o que acontece à nossa volta e escutar com atenção as opiniões e experiências de todas as pessoas. Ignorar as lições que nos são oferecidas pelos outros seria jogar fora um material valioso, que nos pode ser útil num momento de aperto.<br /> <br /> Porém, não menos necessário é saber adaptar a história dos outros ao contexto da nossa vida. É saber avaliar a utilidade de uma experiência que vem de fora à nossa realidade. E, sobretudo, é ter a sabedoria de separar o que nos serve daquilo que é somente fantasia, folclore, crendice, conversa pra boi dormir.<br /> E, acima de tudo, é prioritário que, antes de dar ouvidos a quem quer que seja, nos perguntemos a nós mesmos: quem realmente eu sou? O que realmente eu quero da vida? O que é mesmo importante para mim? Do que na verdade eu preciso para ser feliz? Sim, porque cada pessoa é um universo à parte. Não é porque seja moda, ou porque o vizinho esteja fazendo tal coisa, que nós devemos fazer também.<br /> <br /> A verdade é que, só mesmo depois de saber com clareza quem somos de fato, é que temos condições de avaliar e aproveitar a experiência dos outros em nosso benefício.<br /> <br /> Antes disso, estamos sempre correndo o risco de enveredar por caminhos que jamais nos levarão ao lugar com o qual sonhamos.<br /> <br /> E quem sabe daqui a dez anos estejamos ainda indo para o norte pela manhã, para o sul ao meio-dia, para o leste à tarde, para o oeste à noite, só porque uma vizinha falou que uma amiga disse que a cunhada dela ouviu a empregada contanto que, no colégio da filha, tem uma menina que viu na televisão que...<br /> <br /> E estaremos, então, exatamente no ponto onde estamos agora, viajando para lugar nenhum.<br /> Portanto, pense nisso.Mas, pense agora.<br /> ******<br /> Quer conhecer, ou ouvir, outros textos do Pense Nisso?<br /> Acesse o nosso site: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso <br /> com base do Livro Melhores Pensamentos Vol II de Renato Gaúcho.<br /> Em 13.06.2013</em></div>

A CRÍTICA
<span style=''font-size: small;''>A CRITICA<br /> <br /> Convidada a fazer uma preleção sobre a crítica, a conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando pequeno fardo. <br /> Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.<br /> Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.<br /> Logo após, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com graça.<br /> Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.<br /> Só então se dirigiu ao público perguntando:<br /> O que é que os senhores estão vendo?<br /> E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:<br /> Um bicho!<br /> Um lagarto horrível!<br /> Uma larva!<br /> Um pequeno monstro! <br /> Esgotados breves momentos de expectação, a expositora considerou:<br /> Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos!<br /> Os senhores não enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.<br /> Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume.<br /> Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades.<br /> Não atentaram para a luz faiscante que acendi no início.<br /> Mas não passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...<br /> E, sorridente, concluiu sua exposição esclarecendo:<br /> Nada mais tenho a dizer...<br /> * * *<br /> Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas e situações valorosas da vida.<br /> Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.<br /> Assim, criticamos a mídia por enfatizar as misérias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo só vem a lume porque ainda nos comprazem. Em última análise, é o que vende!<br /> Não há espaço para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situações nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.<br /> É imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunicação em geral.<br /> É importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles só ocupam os cargos depois de eleitos por nós.<br /> Enfim, é relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.<br /> Assim, com a exaltação do bem, em detrimento do mal, a sociedade logrará sobrepujar as misérias, evidenciando as belezas e os atos de essência superior, e encontraremos a felicidade perene.<br /> Pensemos Nisso.<br /> Redação do Pense Nisso, com base no cap. VII do livro<br /> O céu e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro<br /> Hahnemann, o apóstolo da medicina espiritual,<br /> de Hermínio C. Miranda, ed. Celd.<br /> Em 28.06.2012.<br /> </span><br />


GUERRA E PAZ
GUERRA E PAZ<br /> <br /> Todos os esforços deverão ser empreendidos pelos seres humanos, para extinguir, em definitivo, a guerra. Poderá ser pela diplomacia, que abençoa os entendimentos por meio do diálogo, ou através da educação popular.<br /> Pela educação, as criaturas poderão ver todos os inconvenientes das atrocidades da guerra, seja em razão do que for.<br /> Vivemos a fase em que a Humanidade deve exercitar a razão com todos os seus componentes, trabalhando na esfera da paz.<br /> As escolas, os templos religiosos, os lares, as empresas trabalharão para a paz. Para isso, todas as baterias de providências estarão voltadas para a educação do indivíduo, de cuja intimidade provêm os delitos, se ele está enfermo, ou todas as luzes, se avança para maior equilíbrio.<br /> Ao se refletir na guerra, pensa-se que tudo estará concluído e solucionados todos os problemas, quando sejam assinados os tratados de paz.<br /> Poucos se dão conta dos desdobramentos da trágica experiência, durante e depois dela.<br /> Nas guerras, não morrem somente os que tombam nos campos de batalha ou são devorados por explosões de quaisquer tipos. Também morre, no abismo da dor, um número ilimitado de pais e de mães, que recebem objetos de uso pessoal e condecorações póstumas dos seus filhos.<br /> Morrem esposas vencidas pela saudade e pela solidão, após receberem as documentações que honram os seus companheiros desencarnados.<br /> Morrem na revolta, na mágoa, no desejo de vingança contra a sociedade, multidões de filhos levados à orfandade, tendo os nomes dos seus pais glorificados no altar frio dos mausoléus dos heróis, que as pátrias lhes constroem, como se isso fosse resolver o drama das dores morais dos seres marcados pela guerra.<br /> E o saldo dos mutilados físicos? Dos mutilados mentais, assinalados por neuroses e psicoses que retornam para os seus lares e para as ruas, muitos deles se envolvendo na violência, no crime, nos vícios e no infortúnio?<br /> * * *<br /> Ao pensarmos sobre a monstruosidade da guerra, apareça onde aparecer, apoiada no motivo que for, reflitamos nas consequências dessa tragédia para a Humanidade inteira e refreemos nosso entusiasmo.<br /> Envolvidos em nossos afazeres, estudando, trabalhando, falando ou realizando qualquer atividade, sejamos instrumentos da paz, iluminando os que vivem e convivem conosco.<br /> * * *<br /> O homem que possui a paz, não é apenas o homem de face serena. Antes é o homem de bem, o que trabalha incessantemente no dever.<br /> Assim, adquirir paz não é somente estar com a consciência tranquila, porém, mais do que isso, é trabalhar pela edificação da paz alheia, permanecendo em tranquilidade.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, com base no cap. 16, do livro <br /> Vozes do Infinito, por Espíritos diversos, psicografia de Raul Teixeira,<br /> ed. Fráter e nos versos do item 23, mês de setembro, do livro Poemas<br /> de paz, pelo Espírito Simbá, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.<br /> Leal.<br /> Em 27.5.2013.<br /> </em></div>

ACOSTUMADOS DEMAIS

CHANTAGEM EMOCIONAL
<span style=''font-size: small;''>CHANTAGEM EMOCIONAL<br /> <br /> O uso da chantagem emocional com os filhos é muito comum por parte de alguns pais.<br /> Em vez de fazer uso da razão e do bom senso para persuadir o filho a agir de forma correta, esses pais apelam para a chantagem.<br /> Alguns dizem: "se você não for bonzinho, eu não gosto mais de você!"<br /> Geralmente o filho cede, pois não quer perder o afeto dos pais.<br /> Numa idade em que a criança ainda não tem condições de perceber que os pais estão blefando, fará de tudo para ser aceita.<br /> Outras vezes, quando o filho tem algum sentimento negativo, os pais falam: "sentir inveja é feio", "sentir ciúmes é vergonhoso", "ninguém gosta de quem guarda mágoa".<br /> É certo que o filho irá dissimular os sentimentos, mas não aprenderá a lidar com esses vícios que o infelicitam tanto.<br /> Para merecer o amor de seus pais, o filho esconderá o que sente e agirá de forma traiçoeira, sempre que tiver ensejo.<br /> Pais que usam a chantagem emocional torturam o filho em vez de ajudá-lo a se libertar das imperfeições.<br /> A criança deve ser orientada, educada, mas também envolvida em afeto, carinho, proteção, aconchego.<br /> O amor não deve ser barganhado. O bem-querer deve ser espontâneo e independente do comportamento da criança.<br /> Devemos passar a ele a certeza de que nossa relação amorosa jamais estará em jogo.<br /> Como pais podemos não concordar com o comportamento de nosso filho, mas jamais deveremos jogar com nosso carinho e atenção.<br /> Devemos deixar bem claro que não aprovamos suas ações inadequadas, mas que o amamos mesmo assim.<br /> Com essa atitude estaremos preservando nosso filho da necessidade de esconder seus sentimentos.<br /> Daremos a ele a lição da honestidade, da sinceridade, da humildade, pois ele saberá que suas fragilidades devem ser enfrentadas, e não escondidas para agradar esta ou aquela pessoa.<br /> Com isto ele também aprenderá a respeitar as limitações dos outros. Não evitará pessoas que pensam, sentem e agem de forma <br /> E o que é mais importante: nosso filho sentirá que pode educar suas más tendências sob a proteção do nosso amor e da nossa ternura. E isso o ajudará muito na sua auto-educação.<br /> Por todas essas razões, vale a pena rever os meios que estamos usando para educar nossos filhos.<br /> Ninguém duvida da boa intenção e do amor dos pais pelos filhos, mas o que se pretende pensar é na melhor maneira de ajudá-los a se ajudarem.<br /> Pense nisso!<br /> Quando seu filho manifestar algum sentimento nocivo, aproxime-se dele e o ajude a refletir sobre o que está sentindo.<br /> Ajude-o a analisar seus maus pendores, mas também enalteça suas virtudes, seus acertos, suas conquistas, pois estas são mais importantes para sua felicidade.<br /> Faça-o sentir que seu amor por ele é incondicional, e verá que tudo será mais fácil, tanto para seu filho como para você.<br /> </span><br />

APENAS UMA CORDA
<strong>APENAS UMA CORDA<br /> </strong><br /> <span style=''font-size: small;''>Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho, outros, que ele era sobrenatural.<br /> <br /> As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de assistir seu espetáculo.<br /> <br /> Certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo.<br /> <br /> A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro, ovacionado. Mas quando surgiu a figura de Paganini, triunfante, o público delirou.<br /> <br /> Nicolo Paganini colocou seu violino no ombro, e o que se assistiu em seguida foi indescritível.<br /> <br /> Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias, pareciam ter asas e voar com o delicado toque daqueles dedos virtuosos.<br /> <br /> De repente, porém, um som estranho interrompe o devaneio da platéia: uma das cordas do violino de Paganini arrebentara.<br /> <br /> O maestro parou. A orquestra parou. Mas Paganini não parou.<br /> <br /> Olhando para sua partitura ele continuava a tirar sons deliciosos de um violino com problemas.<br /> <br /> O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar.<br /> <br /> Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador: uma outra corda do violino se rompe.<br /> <br /> O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo. Paganini não parou.<br /> <br /> Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível.<br /> <br /> O maestro e a orquestra, impressionados, voltam a tocar.<br /> <br /> Mas o público não poderia imaginar o que aconteceria a seguir: todas as pessoas, pasmas, gritaram: Oohhh!<br /> <br /> Uma terceira corda do instrumento de Paganini se quebra.<br /> <br /> O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára. Mas Paganini... Paganini não pára.<br /> <br /> Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído.<br /> <br /> Paganini atinge a glória. Seu nome corre através do tempo.<br /> <br /> Ele não é apenas um violinista genial, mas o símbolo do ser humano que continua diante do impossível.<br /> * * *<br /> Este é o espírito da perseverança, da criatividade e habilidade perante os obstáculos naturais da vida no Mundo.<br /> <br /> Lembremos desta história, todas as vezes que as cordas de nossos instrumentos se romperem.<br /> <br /> Afirmemos no íntimo: Eu sei que posso continuar!<br /> <br /> Afirmemos para a alma: Não é qualquer adversidade que irá me derrubar, que irá me fazer desistir!<br /> <br /> Perceberemos então, com encanto, que muitas vezes nossas mãos calejadas, obrigadas a retirar sons de uma única corda, estão sendo amparadas por mãos invisíveis de Misericórdia.<br /> <br /> Nunca estamos sozinhos no concerto da vida na Terra.<br /> <br /> À maneira de um público empolgado que incentiva o artista, o Invisível nos dá forças, nos alimenta o ânimo, e nos aplaude cada vez que nos superamos.<br /> <br /> Continuemos... Sem medo, sem hesitação.<br /> <br /> Toquemos nossa música da alma para o céu azul ou para as estrelas. Contando com as quatro cordas , ou apenas com uma delas.<br /> <br /> Pensemos nisso e não deixemos de tocar.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso com base em texto<br /> de autor desconhecido, recebido pela Internet.<br /> Em 18.05.2012</span><br />
