
DIA DOCE

PODCAST · 3392 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<strong>A Vida e o Tempo</strong><br /> <br /> Tudo começou de repente... Não lembro quando foi... Cheguei sem saber de onde vim... Tudo era novo... Dependia sem saber de quem... Aos poucos meu mundo foi nascendo... Aos poucos, a luz do sol... A cada dia algo novo... Tudo era tão simples... Nem vi o tempo passar... Não percebi quando virei eu... Quando as cores mudaram... E os sonhos já não eram os mesmos... Novos desafios... Poxa, já tenho quase trinta anos!<br /> No tempo que voava... sem me dar explicações.... Sem que eu soubesse a razão... Sem ouvir a batida de suas asas... Sem notar quando as coisas mudaram... Tão rapidamente... Deixando de me reconhecer... Como se agora fosse outra pessoa... Mudei sem perceber... Me transformando todos os dias...Chegara o tempo que exclamarei: “Estou chegando aos sessenta anos! Como o tempo passa! (breve pausa)E eu não me dei conta desse tempo que passou..<br /> Sem ver o tempo passar, pois que, só posso enxergar um dia depois do outro.<br /> Virei outra pessoa, perdida no tempo que me enganou.<br /> Esse tempo me transformou, me conduziu, me deu... Me tirou... E me deixou sem chão.<br /> Sem saber porque... agora, no final da minha existência, tenho essa sensação; a sensação de estar fora de casa. Como se tudo tivesse sido um sonho, que estranhamente nunca vai acabar. Talvez, eu só perceba em parte, que estou indo a algum lugar. E que tudo é uma coisa só; que todos os dias são um.<br /> Que tudo faz sentido, mesmo quando não faz sentido algum. E que todas as coisas só existiram dentro de mim, e elas me conduziam, todos os dias, de volta para casa.<br /> Onde fica essa casa? Sinceramente, eu não sei.<br /> Quem deve ter essa resposta é o tempo e a vida...que ainda está por ser vivida em outro tempo.<br /> ***<br /> <br /> O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor. Embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento. Sem medida que o conheça, o tempo é, contudo, nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim.<br /> O tempo sabe ser bom. O tempo é largo, o tempo é grande, é generoso, é farto. É sempre abundante em suas entregas. Diminui nossas aflições, dilui a tensão dos preocupados, suspende a dor dos torturados.<br /> Traz a luz aos que vivem nas trevas, o ânimo aos indiferentes, o conforto aos que se lamentam, a alegria aos homens tristes, o consolo aos desamparados.<br /> Também a serenidade aos inquietos, o repouso aos sem sossego, a paz aos intranquilos, a umidade às almas secas.<br /> O tempo é manancial de sabedoria que flui por entre nossas existências.<br /> Nas incertezas do caminho, nos momentos de angústia, nas aflições da jornada, confiemos nele, que tem a medida de todas as coisas e o consolo para todas as lágrimas.<br /> Jamais nos permitamos acreditar que não há tempo. Fechemos os olhos, ouçamos sua voz...<br /> Lá ele está: o tempo de um abraço, de um sorriso, de um ato de caridade, de uma mudança de vida. O tempo para a família, para os amigos e para nós mesmos.<br /> Sempre há tempo...Sempre há vida.<br /> Pense Nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, <br /> com base no texto De Volta Pra Casa de autoria de Flávio Siqueira e das percepções do autor deste texto”.<br /> Em 23.06.2017.</em></div> <br /> <br />

<strong> Outras violências...</strong><br /> <br /> Violência é o ato de constranger física ou moralmente. É o uso da força.<br /> Na atualidade, muitos somos os que afirmamos temer a violência. Por isso mesmo, erguemos altos muros ao redor de nossas residências, tentando evitar que ela nos atinja.<br /> Contratamos seguranças para proteger nossas empresas e nossos lares. Instalamos equipamentos sofisticados que nos alertem da chegada de eventuais usurpadores dos nossos bens.<br /> Resguardamo-nos da violência que vem de fora e pode nos atingir.<br /> No entanto, existe outro tipo de violência para a qual não atentamos. É a que reside em nós.<br /> É a violência da indiferença. Aquela que nos permite observar diariamente, pelos noticiários, as paisagens da fome, da miséria e prosseguirmos de braços cruzados.<br /> Sim, alguns de nós nos sensibilizamos, chegando às lágrimas, mas as manchetes seguintes nos desviam a atenção e tudo cai no esquecimento, quais notas apagadas e sem valor.<br /> Violência que nos faculta assistir, extremamente interessados, as notícias acerca da agressão sofrida por personalidade importante, ansiosos por detalhes e mais detalhes.<br /> Desejamos saber tudo e quanto maior for a violência para com a criatura, mais nos interessamos, pois afinal, depois, logo mais, iremos reprisar tudo para o colega, o vizinho, o amigo.<br /> E não nos recordamos de nos recolher à intimidade do coração para orar pelo agredido, pelos seus. À parte a fama, são gente como toda gente. Sofrem como todos, desde que a dor tem caráter universal e imparcial.<br /> Participamos ativamente ou assistimos impassíveis a programas em que o ser humano é exposto em toda sua nudez moral.<br /> Onde a problemática física ou de ordem íntima é levada a público como contos para diversão e lazer. Contudo, os envolvidos são seres humanos que sentem, sofrem, se angustiam.<br /> Violência é a atitude com que destinamos velhos e enfermos difíceis a instituições, sem jamais nos interessarmos pelo seu bem-estar.<br /> Costumamos aliviar a consciência dizendo que não dispomos de tempo para os cuidados, pois trabalhamos em demasia. Pagamos para que os atendam, à distância, a fim de não lhes ouvir os queixumes e lamentações.<br /> E poderiam estar conosco! Se podemos dispor de recursos amoedados para os manter longe, por que não direcionar esses mesmos recursos a quem os possa cuidar, zelar, próximos de nós, sob nossos olhos vigilantes?<br /> Violência é o ato de mudez que elegemos para agredir o outro, no relacionamento doméstico, estabelecendo silêncios gélidos às interrogações afetuosas.<br /> É o filho que se fecha em si mesmo, não respondendo aos questionamentos do amor materno e paterno, como forma de agressão por não lhe concederem o que anseia.<br /> São os esposos que, entre si, contratam a mudez como símbolo do desconforto de viverem um ao lado do outro, como acorrentados sem remissão.<br /> Violência é a indiferença pelo bem-estar alheio, que nos faculta chegar ao lar, sermos servidos em tudo e sequer erguer os olhos para ver as rugas de preocupação, as lágrimas de dor no rosto macerado de quem nos serve.<br /> É levantar-se, comer, usufruir dos bens, deitar-se, sem contribuir em nada para a paz do lar.<br /> E bastaria sorrir, agradecer, quem sabe, abraçar quem padece a carência da nossa ternura.<br /> A violência de fora pode nos ferir e magoar. A violência de dentro, silenciosa, que aplicamos todos os dias, em nossos relacionamentos é igualmente perniciosa e destruidora.<br /> Muitas enfermidades se aninham e evoluem gradualmente ou abruptamente, como resultado da própria violência íntima ou da de outrem, normalmente, afetos bem próximos.<br /> Mudez, indiferença, frieza. Violências que se reprisam, armas cruéis.<br /> Principiemos por alijar de nós a violência, exercitando o diálogo, o perdão, os bons sentimentos.<br /> E veremos, exatamente como no solo crestado pela invernia, rebentar em flores e verdura a primavera da paz, em nossos corações.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br />

<strong> Pais crucificados</strong><br /> <br /> <br /> Quando vemos o jovem que passa, com andar irreverente, cabelos coloridos, roupas extravagantes e pulseiras de vários modelos e cores, logo imaginamos que é filho de pais descuidados.<br /> Todavia, não raro, por trás desse jovem, aparentemente rebelde, há pais de consciência tranquila e segura por saber que, apesar da aparência um tanto exótica, seu filho é uma alma boa, educada, respeitadora das leis.<br /> No entanto, há jovens de aparência harmônica, de gestos reverentes e roupas bem alinhadas que crucificam seus pais impondo-lhes dores e sacrifícios cruéis.<br /> Há pais crucificados por filhos rebeldes, desobedientes e inconsequentes, cuja indiferença aos conselhos paternos se constitui em verdadeiro martírio.<br /> Há pais crucificados por filhos toxicômanos, infelizes, desditosos.<br /> Há pais crucificados por filhos prostituídos e prostituidores, que carregam o coração envolto em dor suprema.<br /> Há pais crucificados por filhos criminosos, que carregam no coração a amargura de ver o rebento criado com tanto carinho, detido por grades como se fosse fera perigosa.<br /> Há pais crucificados por filhos corruptos, desleais, que sentem na alma a desdita de ver seus mais sinceros esforços por bem educá-los se perderem como gotas que somem em terreno árido.<br /> Há pais crucificados por filhos ingratos ou indiferentes, que trazem a alma dilacerada pelos espinhos cruéis dessas chagas morais.<br /> Há pais crucificados por filhos adotivos que não se cansam de lhes atirar no rosto o fato de não serem filhos naturais, esquecidos de que os pais adotivos os aceitaram por opção, por amor, e não por obrigação ou imposição.<br /> Há pais crucificados pela solidão... pela saudade...<br /> Há pais crucificados por tantas dores...<br /> Mas, acima de todas essas dores, há um Pai justo, amoroso e bom, que tudo vê e a tudo provê.<br /> Se você é um desses pai ou mãe que carrega sua cruz em silêncio, pense que Inteligência Suprema observa seus sofrimentos e vela por seus passos.<br /> Pense que essa alma, antes de ser seu filho é filho do Universo.<br /> O importante é que sua consciência esteja tranquila por ter feito e continuar fazendo todo o possível para bem educar seu filho.<br /> Por essa razão, se o seu coração de pai ou de mãe está desalentado e o desespero lhe ronda a alma, lembre-se da oração.<br /> Ore com fervor rogando forças para seguir em frente e dar conta dessa missão grandiosa que o Criador lhe confiou.<br /> Não permita que o desânimo lhe faça companhia.<br /> Os dias passam e com eles surgem novas oportunidades, e o Universo possui recursos inimagináveis.<br /> Pense que seus esforços de hoje serão compensados pelas alegrias de um amanhã feliz, após vencidas as árduas lutas por conduzir essas almas rebeldes que hoje são seus filhos.<br /> * * *<br /> Pais e mães, vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.<br /> O arqueiro, que é o Criador, mira o alvo na senda do Infinito e vos estica com toda a sua força para que Suas flechas se projetem, rápidas e para longe.<br /> Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria, pois assim como o Arqueiro ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável.<br /> Pense nisso!<br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com pensamentos finais do cap. Os filhos, do livro O profeta, de Gibran Khalil Gibran, ed. Agici.<br />

<span style=''font-size: small;''>UM HERÓI, 669 VIDAS<br /> <br /> Quando alguém nos pergunta, o que imaginamos ao ouvir a palavra “herói”, é praticamente unanime que nos venha à cabeça a figura masculina com um uniforme colado ao corpo, musculoso, uma capa esvoaçante, com o peito estufado e de mãos na cintura.<br /> Aposto que foi exatamente isso que você imaginou.<br /> Quando na verdade, esse é apenas um arquétipo que habita o nosso inconsciente coletivo.<br /> Poucos imaginaram, um bombeiro, médico, policial...enfim, uma pessoa comum.<br /> <br /> O jovem britânico Nicolas Winton, não se encaixaria nesse padrão de herói que a maioria de nós temos no inconsciente. Mas, ele foi um grande herói. Um herói de verdade; de carne e osso.<br /> Tudo começou no ano de 1938, quando ele tinha somente 29 anos e viu cancelado seu plano de férias de final de ano. Atendendo ao convite de um amigo, ele foi para a Tchecoslováquia. O que Winton viu o deixou estarrecido.<br /> Eram milhares de refugiados desesperados que tinham que deixar o país rapidamente. <br /> De imediato ele percebeu que deveria fazer algo por eles. E fez.<br /> Teve a ideia de retirá-los daquela terra, já sob o poder da Alemanha nazista.<br /> Por conta própria, escreveu a vários países pedindo ajuda. Organizou uma primeira lista de nomes e recebeu resposta positiva da Suécia e da Grã-Bretanha.<br /> De volta ao seu país, conseguiu o apoio de organizações beneficentes e encontrou pessoas dispostas a adotar os refugiados.<br /> Também obteve os recursos necessários para o transporte e quando o primeiro trem chegou à Grã-Bretanha, lá estava ele, na plataforma, para a recepção.<br /> Foram salvas 669 crianças por esse jovem. Crianças que se transformaram em escritores, engenheiros, biólogos, cineastas, construtores, jornalistas, guias turísticos.<br /> Todos adultos generosos, que adotaram crianças, trabalham como voluntários, fazem o bem, como gratidão pelas suas próprias vidas.<br /> Infelizmente, lamentou Nicolas, um novo grupo com quase 200 passageiros não pôde partir para a liberdade, porque no dia 1º de setembro de 1939 eclodiu a guerra.<br /> Todos os meios de transporte foram bloqueados e os que não conseguiram sair, foram enviados aos campos de concentração.<br /> Dizem que quem salva uma vida, salva a Humanidade. Que se pode dizer de alguém que salvou 669?<br /> Mas, um herói não para depois de um ato heroico. E, por isso, Nicolas tornou-se voluntário da Cruz Vermelha, na França, durante a guerra.<br /> Trabalhou posteriormente nas Nações Unidas e, ao se aposentar, dedicou-se exclusivamente ao trabalho voluntário.<br /> Vivendo no interior da Inglaterra, ele cuidava do seu jardim e ainda ocupava o seu tempo para ajudar um asilo.<br /> Não se considera um herói porque diz que fez o que todos consideravam impossível, simplesmente porque o seu lema é: Se não é obviamente impossível, deve haver uma maneira de fazer.<br /> Discreto, nem à esposa com quem se casou em 1948, ele narrou o que fizera.<br /> Foi somente 1988 que o fato se tornou conhecido, quando sua esposa Grete, encontrou os documentos no sótão da velha casa do casal. E desde então, passou a receber homenagens do Governo tcheco, da Rainha da Inglaterra, dos Estados Unidos e dos que foram salvos por sua atitude heroica e anônima.<br /> <br /> Sua vida, seus méritos e a operação de resgate estão contidas na biografia escrita por nada menos do que uma das crianças que ele salvou: Vera Gissing, que o conheceu nos seus 80 anos de idade.<br /> Nicholas Wendi, teve uma vida longa, tranquila e produtiva. Faleceu de forma serena, aos 106 anos, no dia primeiro de julho de 2015<br /> * * *<br /> Nicolas Wendi, sempre será um símbolo da coragem, de profunda humanidade e incrível humildade<br /> Um herói se faz com umas gotas de amor, idealismo e uma grande vontade de promover o bem.<br /> <br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Redação do Pense Nisso, com base<br /> em fatos da vida de Nicolas Winton.<br /> Em 30.10.2016</span></em></div>

<strong> NEM-NEM</strong><br /> <br /> <br /> Segundo as últimas pesquisas os “Nem-Nem”(nem estuda nem trabalha), está crescendo a taxas assustadoras no Brasil. Mais de 25% dos jovens em idade ativa não estudam nem trabalham. Isto terá um grande impacto negativo no desenvolvimento socioeconômico do pais. Além disso, muitos desses jovens ociosos, são presas fáceis dos carteis do tráfico de drogas.<br /> Estamos vivendo uma grave crise geracional. A cada dia é “roubado” o futuro de uma grande parcela das gerações mais jovens. Quando as esperanças desaparecem, o risco é de eclosão de uma grande explosão de violência.<br /> É preciso que ensinemos aos jovens a necessidade de sermos uteis à sociedade. É preciso mostrar aos jovens o valor do trabalho, da participação e colaboração nas tarefas domésticas, por exemplo.<br /> <br /> Usando como analogia, isso nos lembra uma singela história:<br /> <br /> Era sempre assim. O menino chegava na casa da avó e corria a pedir-lhe a bênção.<br /> E, logo, vinha a pergunta: E, então, meu filho, o que anda fazendo?<br /> Dando de ombros, o pequeno respondia depressa, como quem não quer ficar a dar explicações ou pensar no que deveria dizer: Nada!<br /> Naquele momento, repetia sempre a boa senhora: É preciso ocupar bem o tempo. Deus nos deu as mãos e a mente para que as ocupássemos em coisas boas, o tempo todo.<br /> Pouco ou nada entendia o garoto, na época.<br /> Porém, anos passados, aquela advertência passou a soar como sabedoria. E, certo dia, encontrou em um livro uma pequena mensagem que veio ao encontro daqueles ensinamentos:<br /> Cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade.<br /> Cabeça ociosa é perigo à vista.<br /> Mãos desocupadas facultam o desequilíbrio que se instala.<br /> Grandes males são maquinados quando se dispõe de espaço mental em aberto.<br /> Só então percebeu ele que quando nada se faz, o pensamento trabalha intensamente e quase sempre, o resultado são coisas tolas, inúteis...<br /> * * *<br /> Muitos de nós estamos envolvidos com tantas atividades que registramos o tempo a passar de forma muito rápida, como se estivesse a escapar por entre os dedos.<br /> Mas, enorme ainda é o número dos que não empregam bem o tempo que têm, e até dizem que ele demora para passar.<br /> E outros afirmam que há que se descansar também porque ninguém é de ferro.<br /> Perfeitamente aceitável que o corpo necessite de repouso. Não foi por outro motivo que a Divindade instituiu que o corpo repouse, após certo período de trabalho, a fim de se recompor.<br /> Descanso, no entanto, pode se dar de várias formas. Podemos descansar, alternando atividades.<br /> Cansados fisicamente, podemos atender ao descanso dedicando-nos às artes, à escrita, algo que nos refaça.<br /> Cansados mentalmente, podemos descansar realizando um trabalho físico: passear com as crianças, cultivar uma planta, brincar com o animalzinho de estimação, praticar esportes, varrer o quintal, lavar o carro.<br /> Se surge uma hora vazia, no decorrer do dia, é saudável que a preenchamos com uma conversação ou atividade positiva.<br /> Importante, no entanto, que seja algo que nos dê prazer, que nos enriqueça: o curso de um idioma diferente, o aprendizado de algo novo, o ensaio para uma habilidade manual...<br /> E o que dizer de empregarmos esse tempo vazio ofertando-o em atividade voluntária, em benefício de algo ou de alguém?<br /> Há tantos que aguardam uma mão amiga, um consolo, uma companhia, um esclarecimento.<br /> Importante organizarmos uma lista de atividades do que desejamos realizar, para pormos em prática nas horas vazias.<br /> Dessa forma essas horas passarão a nos enriquecer de tesouros de alegria e de paz.<br /> Muitos males enfrentados nos dias atuais são reflexos da má distribuição do tempo que dispomos.<br /> Valorizemos nossas horas. Enriqueçamos nossas vidas. Ensinemos as nossas crianças o valor do trabalho.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, Em 3.12.2016</em></div> <br />

<strong>A CULPA É MINHA E COLOCO EM QUEM EU QUISER.</strong><br /> <br /> O título do Pense Nisso pode parecer irônico, mas tem sido o principal lema do nosso comportamento. Mesmo que inconscientemente, nós usamos desse jargão: ” A culpa é minha e eu coloco em quem eu quiser. ”<br /> Pare e pense: estamos dando muitas desculpas sobre os nossos erros e dos resultados que não conseguimos atingir?<br /> Se a resposta for afirmativa possivelmente estamos sofrendo de “desculpabilidade”. Isto é, sempre colocamos a responsabilidade dos nossos atos negativos em fatores externos, como trânsito, a crise, a falta de sorte, o governo, e é claro, nas pessoas. <br /> Como se esses fatores fossem os donos do nosso destino e não temos responsabilidade. Sempre damos desculpas pelos nossos “descaminhos”.<br /> Ouvindo histórias por aí, temos a impressão de que em muitas das nossas fantasias, não precisaríamos pedir desculpas. Muitos de nós cultivam secretamente delírios nos quais somos infalíveis, honrados, dignos, fortes. <br /> Ai, quando não encontramos uma desculpa pelos nossos erros, nós usamos de um expediente muito em moda nos dias atuais: a vitimização.<br /> Pensando nisso, seguem seis regras para que possamos conviver melhor com os nossos limites, buscar ampliar os nossos horizontes e fugir do “vitimísmo”. <br /> <br /> <strong>1. Abaixe a guarda</strong><br /> Em situações de trabalho, na família, ou em relacionamentos, pode ser importante se aproximar com as guardas baixas. Reconhecer o ponto de vista do outro, respirar e falar de coração.<br /> <br /> <strong>2. Ouça</strong><br /> A hora de falar virá. Mas, antes de qualquer coisa, é essencial ouvir. É desse processo que surgem as bases para o diálogo, para a conexão que pode permitir o surgimento de uma relação ainda mais madura do que a anterior ao erro.<br /> <br /> <strong>3. Assuma responsabilidade, não se vitimize</strong><br /> Todos nós já cometemos erros. Sem exceção. Isso não é motivo para sair agindo de maneira irresponsável e não ligar para as consequências dos próprios atos. Mas também não significa que devemos nos culpar e nos posicionar como vítimas. Seja claro e honesto.<br /> E lembre-se: o foco não é você. É o erro.<br /> <br /> <strong>4. Não tente escapar do erro se explicando</strong><br /> Não se explicar não é deixar a pessoa no escuro, sem informação alguma a respeito do que ocorreu. Errou, conte o que aconteceu. Explique a situação, mas não use isso como justificativa. Cuidado em usar o “mas”...quando usamos o “mas” é sinal que estamos nos justificando.<br /> <br /> <strong>5. Peça desculpas</strong><br /> Você pode até achar que passar por todo o processo de assumir o erro, não se justificar e reparar os danos é suficiente. Mas não é. Portanto, peça desculpas.<br /> <br /> <strong>6. Peça ajuda</strong><br /> Melhor do que fazer promessas é pedir ajuda. Estamos todos no mesmo barco. Desta forma, podemos caminhar lado a lado, fortalecer os laços e crescer juntos.<br /> Reconhecer o erro; pedir perdão e ressarcir - eis um dos caminhos da felicidade.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso<br /> Em 22.12.2017.</em></div> <br />

<span style=''font-size: small;''>A CRITICA<br /> <br /> Convidada a fazer uma preleção sobre a crítica, a conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando pequeno fardo. <br /> Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.<br /> Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.<br /> Logo após, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com graça.<br /> Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.<br /> Só então se dirigiu ao público perguntando:<br /> O que é que os senhores estão vendo?<br /> E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:<br /> Um bicho!<br /> Um lagarto horrível!<br /> Uma larva!<br /> Um pequeno monstro! <br /> Esgotados breves momentos de expectação, a expositora considerou:<br /> Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos!<br /> Os senhores não enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.<br /> Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume.<br /> Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades.<br /> Não atentaram para a luz faiscante que acendi no início.<br /> Mas não passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...<br /> E, sorridente, concluiu sua exposição esclarecendo:<br /> Nada mais tenho a dizer...<br /> * * *<br /> Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas e situações valorosas da vida.<br /> Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.<br /> Assim, criticamos a mídia por enfatizar as misérias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo só vem a lume porque ainda nos comprazem. Em última análise, é o que vende!<br /> Não há espaço para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situações nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.<br /> É imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunicação em geral.<br /> É importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles só ocupam os cargos depois de eleitos por nós.<br /> Enfim, é relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.<br /> Assim, com a exaltação do bem, em detrimento do mal, a sociedade logrará sobrepujar as misérias, evidenciando as belezas e os atos de essência superior, e encontraremos a felicidade perene.<br /> Pensemos Nisso.<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Redação do Pense Nisso, com base no cap. VII do livro<br /> O céu e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro<br /> Hahnemann, o apóstolo da medicina espiritual,<br /> de Hermínio C. Miranda, ed. Celd.<br /> Em 28.06.2012.</span></em><span style=''font-size: small;''><br /> </span></div>