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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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DIA DOCE
16 Jan 20184:27EP 864

DIA DOCE

 

A VIDA E O TEMPO
15 Jan 20184:39EP 863

A VIDA E O TEMPO

&nbsp;<strong>A Vida e o Tempo</strong><br /> <br /> Tudo come&ccedil;ou de repente... N&atilde;o lembro quando foi... Cheguei sem saber de onde vim... Tudo era novo... Dependia sem saber de quem... Aos poucos meu mundo foi nascendo... Aos poucos, a luz do sol... A cada dia algo novo... Tudo era t&atilde;o simples... Nem vi o tempo passar... N&atilde;o percebi quando virei eu... Quando as cores mudaram... E os sonhos j&aacute; n&atilde;o eram os mesmos... Novos desafios... Poxa, j&aacute; tenho quase trinta anos!<br /> No tempo que voava... sem me dar explica&ccedil;&otilde;es.... Sem que eu soubesse a raz&atilde;o... Sem ouvir a batida de suas asas... Sem notar quando as coisas mudaram... T&atilde;o rapidamente... Deixando de me reconhecer... Como se agora fosse outra pessoa... Mudei sem perceber... Me transformando todos os dias...Chegara o tempo que exclamarei: &ldquo;Estou chegando aos sessenta anos! Como o tempo passa! (breve pausa)E eu n&atilde;o me dei conta desse tempo que passou..<br /> Sem ver o tempo passar, pois que, s&oacute; posso enxergar um dia depois do outro.<br /> Virei outra pessoa, perdida no tempo que me enganou.<br /> Esse tempo me transformou, me conduziu, me deu... Me tirou... E me deixou sem ch&atilde;o.<br /> Sem saber porque... agora, no final da minha exist&ecirc;ncia, tenho essa sensa&ccedil;&atilde;o; a sensa&ccedil;&atilde;o de estar fora de casa. Como se tudo tivesse sido um sonho, que estranhamente nunca vai acabar. Talvez, eu s&oacute; perceba em parte, que estou indo a algum lugar. E que tudo &eacute; uma coisa s&oacute;; que todos os dias s&atilde;o um.<br /> Que tudo faz sentido, mesmo quando n&atilde;o faz sentido algum. E que todas as coisas s&oacute; existiram dentro de mim, e elas me conduziam, todos os dias, de volta para casa.<br /> Onde fica essa casa? Sinceramente, eu n&atilde;o sei.<br /> Quem deve ter essa resposta &eacute; o tempo e a vida...que ainda est&aacute; por ser vivida em outro tempo.<br /> ***<br /> <br /> O tempo &eacute; o maior tesouro de que um homem pode dispor. Embora inconsum&iacute;vel, o tempo &eacute; o nosso melhor alimento. Sem medida que o conhe&ccedil;a, o tempo &eacute;, contudo, nosso bem de maior grandeza: n&atilde;o tem come&ccedil;o, n&atilde;o tem fim.<br /> O tempo sabe ser bom. O tempo &eacute; largo, o tempo &eacute; grande, &eacute; generoso, &eacute; farto. &Eacute; sempre abundante em suas entregas. Diminui nossas afli&ccedil;&otilde;es, dilui a tens&atilde;o dos preocupados, suspende a dor dos torturados.<br /> Traz a luz aos que vivem nas trevas, o &acirc;nimo aos indiferentes, o conforto aos que se lamentam, a alegria aos homens tristes, o consolo aos desamparados.<br /> Tamb&eacute;m a serenidade aos inquietos, o repouso aos sem sossego, a paz aos intranquilos, a umidade &agrave;s almas secas.<br /> O tempo &eacute; manancial de sabedoria que flui por entre nossas exist&ecirc;ncias.<br /> Nas incertezas do caminho, nos momentos de ang&uacute;stia, nas afli&ccedil;&otilde;es da jornada, confiemos nele, que tem a medida de todas as coisas e o consolo para todas as l&aacute;grimas.<br /> Jamais nos permitamos acreditar que n&atilde;o h&aacute; tempo. Fechemos os olhos, ou&ccedil;amos sua voz...<br /> L&aacute; ele est&aacute;: o tempo de um abra&ccedil;o, de um sorriso, de um ato de caridade, de uma mudan&ccedil;a de vida. O tempo para a fam&iacute;lia, para os amigos e para n&oacute;s mesmos.<br /> Sempre h&aacute; tempo...Sempre h&aacute; vida.<br /> Pense Nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base no texto De Volta Pra Casa de autoria de Fl&aacute;vio Siqueira e das percep&ccedil;&otilde;es do autor deste texto&rdquo;.<br /> Em 23.06.2017.</em></div> <br /> <br />

OUTRAS VIOLÊNCIAS
13 Jan 20183:24EP 862

OUTRAS VIOLÊNCIAS

<strong>&nbsp;Outras viol&ecirc;ncias...</strong><br /> <br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; o ato de constranger f&iacute;sica ou moralmente. &Eacute; o uso da for&ccedil;a.<br /> Na atualidade, muitos somos os que afirmamos temer a viol&ecirc;ncia. Por isso mesmo, erguemos altos muros ao redor de nossas resid&ecirc;ncias, tentando evitar que ela nos atinja.<br /> Contratamos seguran&ccedil;as para proteger nossas empresas e nossos lares. Instalamos equipamentos sofisticados que nos alertem da chegada de eventuais usurpadores dos nossos bens.<br /> Resguardamo-nos da viol&ecirc;ncia que vem de fora e pode nos atingir.<br /> No entanto, existe outro tipo de viol&ecirc;ncia para a qual n&atilde;o atentamos. &Eacute; a que reside em n&oacute;s.<br /> &Eacute; a viol&ecirc;ncia da indiferen&ccedil;a. Aquela que nos permite observar diariamente, pelos notici&aacute;rios, as paisagens da fome, da mis&eacute;ria e prosseguirmos de bra&ccedil;os cruzados.<br /> Sim, alguns de n&oacute;s nos sensibilizamos, chegando &agrave;s l&aacute;grimas, mas as manchetes seguintes nos desviam a aten&ccedil;&atilde;o e tudo cai no esquecimento, quais notas apagadas e sem valor.<br /> Viol&ecirc;ncia que nos faculta assistir, extremamente interessados, as not&iacute;cias acerca da agress&atilde;o sofrida por personalidade importante, ansiosos por detalhes e mais detalhes.<br /> Desejamos saber tudo e quanto maior for a viol&ecirc;ncia para com a criatura, mais nos interessamos, pois afinal, depois, logo mais, iremos reprisar tudo para o colega, o vizinho, o amigo.<br /> E n&atilde;o nos recordamos de nos recolher &agrave; intimidade do cora&ccedil;&atilde;o para orar pelo agredido, pelos seus. &Agrave; parte a fama, s&atilde;o gente como toda gente. Sofrem como todos, desde que a dor tem car&aacute;ter universal e imparcial.<br /> Participamos ativamente ou assistimos impass&iacute;veis a programas em que o ser humano &eacute; exposto em toda sua nudez moral.<br /> Onde a problem&aacute;tica f&iacute;sica ou de ordem &iacute;ntima &eacute; levada a p&uacute;blico como contos para divers&atilde;o e lazer. Contudo, os envolvidos s&atilde;o seres humanos que sentem, sofrem, se angustiam.<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; a atitude com que destinamos velhos e enfermos dif&iacute;ceis a institui&ccedil;&otilde;es, sem jamais nos interessarmos pelo seu bem-estar.<br /> Costumamos aliviar a consci&ecirc;ncia dizendo que n&atilde;o dispomos de tempo para os cuidados, pois trabalhamos em demasia. Pagamos para que os atendam, &agrave; dist&acirc;ncia, a fim de n&atilde;o lhes ouvir os queixumes e lamenta&ccedil;&otilde;es.<br /> E poderiam estar conosco! Se podemos dispor de recursos amoedados para os manter longe, por que n&atilde;o direcionar esses mesmos recursos a quem os possa cuidar, zelar, pr&oacute;ximos de n&oacute;s, sob nossos olhos vigilantes?<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; o ato de mudez que elegemos para agredir o outro, no relacionamento dom&eacute;stico, estabelecendo sil&ecirc;ncios g&eacute;lidos &agrave;s interroga&ccedil;&otilde;es afetuosas.<br /> &Eacute; o filho que se fecha em si mesmo, n&atilde;o respondendo aos questionamentos do amor materno e paterno, como forma de agress&atilde;o por n&atilde;o lhe concederem o que anseia.<br /> S&atilde;o os esposos que, entre si, contratam a mudez como s&iacute;mbolo do desconforto de viverem um ao lado do outro, como acorrentados sem remiss&atilde;o.<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; a indiferen&ccedil;a pelo bem-estar alheio, que nos faculta chegar ao lar, sermos servidos em tudo e sequer erguer os olhos para ver as rugas de preocupa&ccedil;&atilde;o, as l&aacute;grimas de dor no rosto macerado de quem nos serve.<br /> &Eacute; levantar-se, comer, usufruir dos bens, deitar-se, sem contribuir em nada para a paz do lar.<br /> E bastaria sorrir, agradecer, quem sabe, abra&ccedil;ar quem padece a car&ecirc;ncia da nossa ternura.<br /> A viol&ecirc;ncia de fora pode nos ferir e magoar. A viol&ecirc;ncia de dentro, silenciosa, que aplicamos todos os dias, em nossos relacionamentos &eacute; igualmente perniciosa e destruidora.<br /> Muitas enfermidades se aninham e evoluem gradualmente ou abruptamente, como resultado da pr&oacute;pria viol&ecirc;ncia &iacute;ntima ou da de outrem, normalmente, afetos bem pr&oacute;ximos.<br /> Mudez, indiferen&ccedil;a, frieza. Viol&ecirc;ncias que se reprisam, armas cru&eacute;is.<br /> Principiemos por alijar de n&oacute;s a viol&ecirc;ncia, exercitando o di&aacute;logo, o perd&atilde;o, os bons sentimentos.<br /> E veremos, exatamente como no solo crestado pela invernia, rebentar em flores e verdura a primavera da paz, em nossos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br />

PAIS CRUCIFICADOS
12 Jan 20183:04EP 861

PAIS CRUCIFICADOS

<strong>&nbsp;Pais crucificados</strong><br /> <br /> <br /> Quando vemos o jovem que passa, com andar irreverente, cabelos coloridos, roupas extravagantes e pulseiras de v&aacute;rios modelos e cores, logo imaginamos que &eacute; filho de pais descuidados.<br /> Todavia, n&atilde;o raro, por tr&aacute;s desse jovem, aparentemente rebelde, h&aacute; pais de consci&ecirc;ncia tranquila e segura por saber que, apesar da apar&ecirc;ncia um tanto ex&oacute;tica, seu filho &eacute; uma alma boa, educada, respeitadora das leis.<br /> No entanto, h&aacute; jovens de apar&ecirc;ncia harm&ocirc;nica, de gestos reverentes e roupas bem alinhadas que crucificam seus pais impondo-lhes dores e sacrif&iacute;cios cru&eacute;is.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos rebeldes, desobedientes e inconsequentes, cuja indiferen&ccedil;a aos conselhos paternos se constitui em verdadeiro mart&iacute;rio.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos toxic&ocirc;manos, infelizes, desditosos.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos prostitu&iacute;dos e prostituidores, que carregam o cora&ccedil;&atilde;o envolto em dor suprema.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos criminosos, que carregam no cora&ccedil;&atilde;o a amargura de ver o rebento criado com tanto carinho, detido por grades como se fosse fera perigosa.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos corruptos, desleais, que sentem na alma a desdita de ver seus mais sinceros esfor&ccedil;os por bem educ&aacute;-los se perderem como gotas que somem em terreno &aacute;rido.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos ingratos ou indiferentes, que trazem a alma dilacerada pelos espinhos cru&eacute;is dessas chagas morais.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos adotivos que n&atilde;o se cansam de lhes atirar no rosto o fato de n&atilde;o serem filhos naturais, esquecidos de que os pais adotivos os aceitaram por op&ccedil;&atilde;o, por amor, e n&atilde;o por obriga&ccedil;&atilde;o ou imposi&ccedil;&atilde;o.<br /> H&aacute; pais crucificados pela solid&atilde;o... pela saudade...<br /> H&aacute; pais crucificados por tantas dores...<br /> Mas, acima de todas essas dores, h&aacute; um Pai justo, amoroso e bom, que tudo v&ecirc; e a tudo prov&ecirc;.<br /> Se voc&ecirc; &eacute; um desses pai ou m&atilde;e que carrega sua cruz em sil&ecirc;ncio, pense que Intelig&ecirc;ncia Suprema observa seus sofrimentos e vela por seus passos.<br /> Pense que essa alma, antes de ser seu filho &eacute; filho do Universo.<br /> O importante &eacute; que sua consci&ecirc;ncia esteja tranquila por ter feito e continuar fazendo todo o poss&iacute;vel para bem educar seu filho.<br /> Por essa raz&atilde;o, se o seu cora&ccedil;&atilde;o de pai ou de m&atilde;e est&aacute; desalentado e o desespero lhe ronda a alma, lembre-se da ora&ccedil;&atilde;o.<br /> Ore com fervor rogando for&ccedil;as para seguir em frente e dar conta dessa miss&atilde;o grandiosa que o Criador lhe confiou.<br /> N&atilde;o permita que o des&acirc;nimo lhe fa&ccedil;a companhia.<br /> Os dias passam e com eles surgem novas oportunidades, e o Universo possui recursos inimagin&aacute;veis.<br /> Pense que seus esfor&ccedil;os de hoje ser&atilde;o compensados pelas alegrias de um amanh&atilde; feliz, ap&oacute;s vencidas as &aacute;rduas lutas por conduzir essas almas rebeldes que hoje s&atilde;o seus filhos.<br /> * * *<br /> Pais e m&atilde;es, v&oacute;s sois os arcos dos quais vossos filhos s&atilde;o arremessados como flechas vivas.<br /> O arqueiro, que &eacute; o Criador, mira o alvo na senda do Infinito e vos estica com toda a sua for&ccedil;a para que Suas flechas se projetem, r&aacute;pidas e para longe.<br /> Que vosso encurvamento na m&atilde;o do Arqueiro seja vossa alegria, pois assim como o Arqueiro ama a flecha que voa, ama tamb&eacute;m o arco que permanece est&aacute;vel.<br /> Pense nisso!<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com pensamentos finais do cap. Os filhos, do livro O profeta, de Gibran Khalil Gibran, ed. Agici.<br />

UM HERÓI, 669 VIDAS
11 Jan 20185:37EP 860

UM HERÓI, 669 VIDAS

<span style=''font-size: small;''>UM HER&Oacute;I, 669 VIDAS<br /> <br /> Quando algu&eacute;m nos pergunta, o que imaginamos ao ouvir a palavra &ldquo;her&oacute;i&rdquo;, &eacute; praticamente unanime que nos venha &agrave; cabe&ccedil;a a figura masculina com um uniforme colado ao corpo, musculoso, uma capa esvoa&ccedil;ante, com o peito estufado e de m&atilde;os na cintura.<br /> Aposto que foi exatamente isso que voc&ecirc; imaginou.<br /> Quando na verdade, esse &eacute; apenas um arqu&eacute;tipo que habita o nosso inconsciente coletivo.<br /> Poucos imaginaram, um bombeiro, m&eacute;dico, policial...enfim, uma pessoa comum.<br /> <br /> O jovem brit&acirc;nico Nicolas Winton, n&atilde;o se encaixaria nesse padr&atilde;o de her&oacute;i que a maioria de n&oacute;s temos no inconsciente. Mas, ele foi um grande her&oacute;i. Um her&oacute;i de verdade; de carne e osso.<br /> Tudo come&ccedil;ou no ano de 1938, quando ele tinha somente 29 anos e viu cancelado seu plano de f&eacute;rias de final de ano. Atendendo ao convite de um amigo, ele foi para a Tchecoslov&aacute;quia. O que Winton viu o deixou estarrecido.<br /> Eram milhares de refugiados desesperados que tinham que deixar o pa&iacute;s rapidamente. <br /> De imediato ele percebeu que deveria fazer algo por eles. E fez.<br /> Teve a ideia de retir&aacute;-los daquela terra, j&aacute; sob o poder da Alemanha nazista.<br /> Por conta pr&oacute;pria, escreveu a v&aacute;rios pa&iacute;ses pedindo ajuda. Organizou uma primeira lista de nomes e recebeu resposta positiva da Su&eacute;cia e da Gr&atilde;-Bretanha.<br /> De volta ao seu pa&iacute;s, conseguiu o apoio de organiza&ccedil;&otilde;es beneficentes e encontrou pessoas dispostas a adotar os refugiados.<br /> Tamb&eacute;m obteve os recursos necess&aacute;rios para o transporte e quando o primeiro trem chegou &agrave; Gr&atilde;-Bretanha, l&aacute; estava ele, na plataforma, para a recep&ccedil;&atilde;o.<br /> Foram salvas 669 crian&ccedil;as por esse jovem. Crian&ccedil;as que se transformaram em escritores, engenheiros, bi&oacute;logos, cineastas, construtores, jornalistas, guias tur&iacute;sticos.<br /> Todos adultos generosos, que adotaram crian&ccedil;as, trabalham como volunt&aacute;rios, fazem o bem, como gratid&atilde;o pelas suas pr&oacute;prias vidas.<br /> Infelizmente, lamentou Nicolas, um novo grupo com quase 200 passageiros n&atilde;o p&ocirc;de partir para a liberdade, porque no dia 1&ordm; de setembro de 1939 eclodiu a guerra.<br /> Todos os meios de transporte foram bloqueados e os que n&atilde;o conseguiram sair, foram enviados aos campos de concentra&ccedil;&atilde;o.<br /> Dizem que quem salva uma vida, salva a Humanidade. Que se pode dizer de algu&eacute;m que salvou 669?<br /> Mas, um her&oacute;i n&atilde;o para depois de um ato heroico. E, por isso, Nicolas tornou-se volunt&aacute;rio da Cruz Vermelha, na Fran&ccedil;a, durante a guerra.<br /> Trabalhou posteriormente nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas e, ao se aposentar, dedicou-se exclusivamente ao trabalho volunt&aacute;rio.<br /> Vivendo no interior da Inglaterra, ele cuidava do seu jardim e ainda ocupava o seu tempo para ajudar um asilo.<br /> N&atilde;o se considera um her&oacute;i porque diz que fez o que todos consideravam imposs&iacute;vel, simplesmente porque o seu lema &eacute;: Se n&atilde;o &eacute; obviamente imposs&iacute;vel, deve haver uma maneira de fazer.<br /> Discreto, nem &agrave; esposa com quem se casou em 1948, ele narrou o que fizera.<br /> Foi somente 1988 que o fato se tornou conhecido, quando sua esposa Grete, encontrou os documentos no s&oacute;t&atilde;o da velha casa do casal. E desde ent&atilde;o, passou a receber homenagens do Governo tcheco, da Rainha da Inglaterra, dos Estados Unidos e dos que foram salvos por sua atitude heroica e an&ocirc;nima.<br /> <br /> Sua vida, seus m&eacute;ritos e a opera&ccedil;&atilde;o de resgate est&atilde;o contidas na biografia escrita por nada menos do que uma das crian&ccedil;as que ele salvou: Vera Gissing, que o conheceu nos seus 80 anos de idade.<br /> Nicholas Wendi, teve uma vida longa, tranquila e produtiva. Faleceu de forma serena, aos 106 anos, no dia primeiro de julho de 2015<br /> * * *<br /> Nicolas Wendi, sempre ser&aacute; um s&iacute;mbolo da coragem, de profunda humanidade e incr&iacute;vel humildade<br /> Um her&oacute;i se faz com umas gotas de amor, idealismo e uma grande vontade de promover o bem.<br /> <br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base<br /> em fatos da vida de Nicolas Winton.<br /> Em 30.10.2016</span></em></div>

NEM NEM
10 Jan 20185:23EP 859

NEM NEM

<strong>&nbsp;NEM-NEM</strong><br /> <br /> <br /> Segundo as &uacute;ltimas pesquisas os &ldquo;Nem-Nem&rdquo;(nem estuda nem trabalha), est&aacute; crescendo a taxas assustadoras no Brasil. Mais de 25% dos jovens em idade ativa n&atilde;o estudam nem trabalham. Isto ter&aacute; um grande impacto negativo no desenvolvimento socioecon&ocirc;mico do pais. Al&eacute;m disso, muitos desses jovens ociosos, s&atilde;o presas f&aacute;ceis dos carteis do tr&aacute;fico de drogas.<br /> Estamos vivendo uma grave crise geracional. A cada dia &eacute; &ldquo;roubado&rdquo; o futuro de uma grande parcela das gera&ccedil;&otilde;es mais jovens. Quando as esperan&ccedil;as desaparecem, o risco &eacute; de eclos&atilde;o de uma grande explos&atilde;o de viol&ecirc;ncia.<br /> &Eacute; preciso que ensinemos aos jovens a necessidade de sermos uteis &agrave; sociedade. &Eacute; preciso mostrar aos jovens o valor do trabalho, da participa&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o nas tarefas dom&eacute;sticas, por exemplo.<br /> <br /> Usando como analogia, isso nos lembra uma singela hist&oacute;ria:<br /> <br /> Era sempre assim. O menino chegava na casa da av&oacute; e corria a pedir-lhe a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o.<br /> E, logo, vinha a pergunta: E, ent&atilde;o, meu filho, o que anda fazendo?<br /> Dando de ombros, o pequeno respondia depressa, como quem n&atilde;o quer ficar a dar explica&ccedil;&otilde;es ou pensar no que deveria dizer: Nada!<br /> Naquele momento, repetia sempre a boa senhora: &Eacute; preciso ocupar bem o tempo. Deus nos deu as m&atilde;os e a mente para que as ocup&aacute;ssemos em coisas boas, o tempo todo.<br /> Pouco ou nada entendia o garoto, na &eacute;poca.<br /> Por&eacute;m, anos passados, aquela advert&ecirc;ncia passou a soar como sabedoria. E, certo dia, encontrou em um livro uma pequena mensagem que veio ao encontro daqueles ensinamentos:<br /> Cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade.<br /> Cabe&ccedil;a ociosa &eacute; perigo &agrave; vista.<br /> M&atilde;os desocupadas facultam o desequil&iacute;brio que se instala.<br /> Grandes males s&atilde;o maquinados quando se disp&otilde;e de espa&ccedil;o mental em aberto.<br /> S&oacute; ent&atilde;o percebeu ele que quando nada se faz, o pensamento trabalha intensamente e quase sempre, o resultado s&atilde;o coisas tolas, in&uacute;teis...<br /> * * *<br /> Muitos de n&oacute;s estamos envolvidos com tantas atividades que registramos o tempo a passar de forma muito r&aacute;pida, como se estivesse a escapar por entre os dedos.<br /> Mas, enorme ainda &eacute; o n&uacute;mero dos que n&atilde;o empregam bem o tempo que t&ecirc;m, e at&eacute; dizem que ele demora para passar.<br /> E outros afirmam que h&aacute; que se descansar tamb&eacute;m porque ningu&eacute;m &eacute; de ferro.<br /> Perfeitamente aceit&aacute;vel que o corpo necessite de repouso. N&atilde;o foi por outro motivo que a Divindade instituiu que o corpo repouse, ap&oacute;s certo per&iacute;odo de trabalho, a fim de se recompor.<br /> Descanso, no entanto, pode se dar de v&aacute;rias formas. Podemos descansar, alternando atividades.<br /> Cansados fisicamente, podemos atender ao descanso dedicando-nos &agrave;s artes, &agrave; escrita, algo que nos refa&ccedil;a.<br /> Cansados mentalmente, podemos descansar realizando um trabalho f&iacute;sico: passear com as crian&ccedil;as, cultivar uma planta, brincar com o animalzinho de estima&ccedil;&atilde;o, praticar esportes, varrer o quintal, lavar o carro.<br /> Se surge uma hora vazia, no decorrer do dia, &eacute; saud&aacute;vel que a preenchamos com uma conversa&ccedil;&atilde;o ou atividade positiva.<br /> Importante, no entanto, que seja algo que nos d&ecirc; prazer, que nos enrique&ccedil;a: o curso de um idioma diferente, o aprendizado de algo novo, o ensaio para uma habilidade manual...<br /> E o que dizer de empregarmos esse tempo vazio ofertando-o em atividade volunt&aacute;ria, em benef&iacute;cio de algo ou de algu&eacute;m?<br /> H&aacute; tantos que aguardam uma m&atilde;o amiga, um consolo, uma companhia, um esclarecimento.<br /> Importante organizarmos uma lista de atividades do que desejamos realizar, para pormos em pr&aacute;tica nas horas vazias.<br /> Dessa forma essas horas passar&atilde;o a nos enriquecer de tesouros de alegria e de paz.<br /> Muitos males enfrentados nos dias atuais s&atilde;o reflexos da m&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o do tempo que dispomos.<br /> Valorizemos nossas horas. Enrique&ccedil;amos nossas vidas. Ensinemos as nossas crian&ccedil;as o valor do trabalho.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, Em 3.12.2016</em></div> <br />

A CULPA É MINHA E EU COLOCO EM QUEM EU QUISER
8 Jan 20184:23EP 858

A CULPA É MINHA E EU COLOCO EM QUEM EU QUISER

<strong>A CULPA &Eacute; MINHA E COLOCO EM QUEM EU QUISER.</strong><br /> <br /> O t&iacute;tulo do Pense Nisso pode parecer ir&ocirc;nico, mas tem sido o principal lema do nosso comportamento. Mesmo que inconscientemente, n&oacute;s usamos desse jarg&atilde;o: &rdquo; A culpa &eacute; minha e eu coloco em quem eu quiser. &rdquo;<br /> Pare e pense: estamos dando muitas desculpas sobre os nossos erros e dos resultados que n&atilde;o conseguimos atingir?<br /> Se a resposta for afirmativa possivelmente estamos sofrendo de &ldquo;desculpabilidade&rdquo;. Isto &eacute;, sempre colocamos a responsabilidade dos nossos atos negativos em fatores externos, como tr&acirc;nsito, a crise, a falta de sorte, o governo, e &eacute; claro, nas pessoas. <br /> Como se esses fatores fossem os donos do nosso destino e n&atilde;o temos responsabilidade. Sempre damos desculpas pelos nossos &ldquo;descaminhos&rdquo;.<br /> Ouvindo hist&oacute;rias por a&iacute;, temos a impress&atilde;o de que em muitas das nossas fantasias, n&atilde;o precisar&iacute;amos pedir desculpas. Muitos de n&oacute;s cultivam secretamente del&iacute;rios nos quais somos infal&iacute;veis, honrados, dignos, fortes. <br /> Ai, quando n&atilde;o encontramos uma desculpa pelos nossos erros, n&oacute;s usamos de um expediente muito em moda nos dias atuais: a vitimiza&ccedil;&atilde;o.<br /> Pensando nisso, seguem seis regras para que possamos conviver melhor com os nossos limites, buscar ampliar os nossos horizontes e fugir do &ldquo;vitim&iacute;smo&rdquo;. <br /> <br /> <strong>1. Abaixe a guarda</strong><br /> Em situa&ccedil;&otilde;es de trabalho, na fam&iacute;lia, ou em relacionamentos, pode ser importante se aproximar com as guardas baixas. Reconhecer o ponto de vista do outro, respirar e falar de cora&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> <strong>2. Ou&ccedil;a</strong><br /> A hora de falar vir&aacute;. Mas, antes de qualquer coisa, &eacute; essencial ouvir. &Eacute; desse processo que surgem as bases para o di&aacute;logo, para a conex&atilde;o que pode permitir o surgimento de uma rela&ccedil;&atilde;o ainda mais madura do que a anterior ao erro.<br /> <br /> <strong>3. Assuma responsabilidade, n&atilde;o se vitimize</strong><br /> Todos n&oacute;s j&aacute; cometemos erros. Sem exce&ccedil;&atilde;o. Isso n&atilde;o &eacute; motivo para sair agindo de maneira irrespons&aacute;vel e n&atilde;o ligar para as consequ&ecirc;ncias dos pr&oacute;prios atos. Mas tamb&eacute;m n&atilde;o significa que devemos nos culpar e nos posicionar como v&iacute;timas. Seja claro e honesto.<br /> E lembre-se: o foco n&atilde;o &eacute; voc&ecirc;. &Eacute; o erro.<br /> <br /> <strong>4. N&atilde;o tente escapar do erro se explicando</strong><br /> N&atilde;o se explicar n&atilde;o &eacute; deixar a pessoa no escuro, sem informa&ccedil;&atilde;o alguma a respeito do que ocorreu. Errou, conte o que aconteceu. Explique a situa&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o use isso como justificativa. Cuidado em usar o &ldquo;mas&rdquo;...quando usamos o &ldquo;mas&rdquo; &eacute; sinal que estamos nos justificando.<br /> <br /> <strong>5. Pe&ccedil;a desculpas</strong><br /> Voc&ecirc; pode at&eacute; achar que passar por todo o processo de assumir o erro, n&atilde;o se justificar e reparar os danos &eacute; suficiente. Mas n&atilde;o &eacute;. Portanto, pe&ccedil;a desculpas.<br /> <br /> <strong>6. Pe&ccedil;a ajuda</strong><br /> Melhor do que fazer promessas &eacute; pedir ajuda. Estamos todos no mesmo barco. Desta forma, podemos caminhar lado a lado, fortalecer os la&ccedil;os e crescer juntos.<br /> Reconhecer o erro; pedir perd&atilde;o e ressarcir - eis um dos caminhos da felicidade.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 22.12.2017.</em></div> <br /> &nbsp;

A CRÍTICA
6 Jan 20183:58EP 857

A CRÍTICA

<span style=''font-size: small;''>A CRITICA<br /> <br /> Convidada a fazer uma prele&ccedil;&atilde;o sobre a cr&iacute;tica, a conferencista compareceu ante o audit&oacute;rio superlotado, carregando pequeno fardo. <br /> Ap&oacute;s cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de &aacute;gua de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.<br /> Em sil&ecirc;ncio, acendeu poderosa l&acirc;mpada, enfeitou a mesa com dezenas de p&eacute;rolas que trouxera no embrulho e com v&aacute;rias d&uacute;zias de flores frescas e perfumadas.<br /> Logo ap&oacute;s, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com gra&ccedil;a.<br /> Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.<br /> S&oacute; ent&atilde;o se dirigiu ao p&uacute;blico perguntando:<br /> O que &eacute; que os senhores est&atilde;o vendo?<br /> E a assembl&eacute;ia respondeu, em vozes discordantes:<br /> Um bicho!<br /> Um lagarto horr&iacute;vel!<br /> Uma larva!<br /> Um pequeno monstro! <br /> Esgotados breves momentos de expecta&ccedil;&atilde;o, a expositora considerou:<br /> Assim &eacute; o esp&iacute;rito da cr&iacute;tica destrutiva, meus amigos!<br /> Os senhores n&atilde;o enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.<br /> N&atilde;o viram as flores, nem sentiram o seu perfume.<br /> N&atilde;o perceberam as p&eacute;rolas, nem as outras preciosidades.<br /> N&atilde;o atentaram para a luz faiscante que acendi no in&iacute;cio.<br /> Mas n&atilde;o passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...<br /> E, sorridente, concluiu sua exposi&ccedil;&atilde;o esclarecendo:<br /> Nada mais tenho a dizer...<br /> * * *<br /> Quantas vezes n&atilde;o nos temos feito cegos para as coisas e situa&ccedil;&otilde;es valorosas da vida.<br /> Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.<br /> Assim, criticamos a m&iacute;dia por enfatizar as mis&eacute;rias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo s&oacute; vem a lume porque ainda nos comprazem. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, &eacute; o que vende!<br /> N&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situa&ccedil;&otilde;es nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.<br /> &Eacute; imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o em geral.<br /> &Eacute; importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles s&oacute; ocupam os cargos depois de eleitos por n&oacute;s.<br /> Enfim, &eacute; relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.<br /> Assim, com a exalta&ccedil;&atilde;o do bem, em detrimento do mal, a sociedade lograr&aacute; sobrepujar as mis&eacute;rias, evidenciando as belezas e os atos de ess&ecirc;ncia superior, e encontraremos a felicidade perene.<br /> Pensemos Nisso.<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. VII do livro<br /> O c&eacute;u e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro<br /> Hahnemann, o ap&oacute;stolo da medicina espiritual,<br /> de Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br /> Em 28.06.2012.</span></em><span style=''font-size: small;''><br /> </span></div>

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PENSE NISSO
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