
CONCLUSÕES EQUIVOCADAS

PODCAST · 3392 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<strong>Guerra íntima</strong><br /> <br /> Por religiões, Por delírio, Pela política, Pelo poder, por egoísmo e Pela ilusão imposta através do medo e subordinação...esses são alguns motivos para as guerras.<br /> E com você? Sim, com você, mesmo? Qual é o motivo da sua guerra:<br /> Da sua guerra com os seus pais, filhos, esposa, marido...<br /> Qual é a justificativa da sua guerra com o seu vizinho? Com o outro motorista no transito?<br /> Como vai sua a guerra intima? Quantos tiros de maledicências você já disparou nessa semana contra os seus colegas de trabalho?<br /> As grandes guerras não começam em grandes campos de batalhas. Elas se originam, como pequenas guerras, em nosso íntimo.<br /> Já ouvimos que as guerras são necessárias para manter a paz e a liberdade. Que contrassenso é esse? <br /> Será que não poderemos ter a paz pela paz?<br /> Será que só os mortos conhecem o fim da guerra?<br /> O autor deste texto, por ser humanista, se recusa acreditar nisso.<br /> Nenhuma guerra pode justificar alguma coisa.<br /> Sim, é possível que elas (as guerras), nos tragam algumas lições.<br /> Lições de como devemos ser solidários, benevolentes e usar do recurso da paciência e da tolerância para que não sejamos nós o combustível para as grandes guerras.<br /> ******<br /> Foi durante a Primeira Guerra Mundial. De um lado, as trincheiras abrigavam alemães. Do outro, norte-americanos. A troca de tiros era intensa.<br /> Separando os inimigos, havia uma faixa de terra muito estreita, que não pertencia a nenhum dos lados.<br /> Um jovem soldado alemão, que tentara cruzá-la, foi baleado e acabou se enroscando na cerca de arame farpado.<br /> Começou a gritar de desespero e de dor.<br /> Entre o barulho ensurdecedor do combate, os norte-americanos podiam ouvir seus gritos.<br /> Não suportando mais aquela tragédia, um dos soldados norte-americanos saiu da trincheira e rastejou na direção dele.<br /> Quando os colegas perceberam o que ele estava fazendo, suspenderam o fogo. Mas os alemães continuavam a usar toda a artilharia.<br /> Até que um oficial alemão viu o gesto altruísta e ordenou que os seus comandados cessassem fogo.<br /> Um estranho silêncio se estabeleceu. O norte-americano desenroscou o ferido do arame farpado.<br /> Em seguida, o levou aos braços dos companheiros.<br /> Voltou-se e principiou a retornar para a sua trincheira. De repente, uma mão pesada pousou em seu ombro. Olhou para trás e seus olhos mergulharam nos olhos do oficial alemão que trazia na farda a Cruz de Ferro, a mais alta condecoração alemã por bravura.<br /> Ele arrancou a medalha da farda e a colocou no rapaz norte-americano.<br /> E cada qual, sem dizer palavra, retornou para a sua trincheira.<br /> Certamente, os jovens soldados recomeçaram pouco depois a batalha, que a guerra impunha.<br /> Mas, naquele dia, todos receberam a lição que guardariam e relatariam aos seus descendentes. A lição do altruísmo, que fez com que um soldado esquecesse que o outro era o inimigo e arriscasse a sua para salvar a vida dele.<br /> * * *<br /> Dentre todas as calamidades que atingem a Humanidade, de forma periódica, a guerra é uma das piores.<br /> Vidas são destroçadas, esperanças fenecem. Jovens que deveriam estar nos laboratórios de ciências se encontram nos palcos da destruição.<br /> Namoradas que se preparavam para a concretização do novo lar, passam noites insones perguntando-se se os seus amores ainda estarão vivos, nos campos da guerra.<br /> Crianças que deveriam estar brincando, morrem à fome ou sucumbem nos bombardeios.<br /> Mulheres que deveriam estar plantando flores em seus jardins, abrem covas para enterrar os corpos dos seus maridos, e as regam com suas lágrimas.<br /> Infelizmente, o homem ainda não entendeu que o preço da guerra é a destruição. Destruição da natureza, das cidades e das vidas. Destruição da própria dignidade humana.<br /> Gestos como o do soldado norte-americano, na Primeira Guerra Mundial, dizem-nos que os que são enviados para a guerra, são simplesmente criaturas que sentem, amam, têm compaixão e, com certeza, têm as suas noites mal dormidas povoadas de cenas dantescas, onde o pavor se mistura ao horror da destruição que os envolve.<br /> * * *<br /> A guerra desaparecerá um dia do cenário do mundo. Contribuamos com a paz, com as nossas vibrações especialmente endereçadas aos promotores da guerra, a fim de que repensem seus posicionamentos.<br /> E envolvamos nas nossas orações os soldados de todas as nações que vivem a crueldade dos combates, longe de casa, e dos seus amores.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, com base no cap. Coragem, <br /> de autor desconhecido, do livro Histórias para o coração, <br /> v. 1, de Alice Gray, ed. United Press.<br /> Em 8.2.2016.</em></div> <br /> <br />

<strong> Companheiros de jornada<br /> </strong><br /> Ao longo da história evolutiva, o cavalo tem sido um animal que muito tem servido ao homem.<br /> Além de ser útil em várias tarefas no campo, montar cavalos e estar em contato com a natureza é bom para a saúde e bem-estar de muitos de nós.<br /> As pessoas que apreciam essa prática sabem o quanto é envolvente.<br /> Cavalgar é sentir o chão sob os pés e o destino nas próprias mãos, o que traz uma sensação de liberdade, como se nada nos impedisse de seguir em frente.<br /> Mas, hoje, o contato com esse animal também tem ajudado muitas crianças e adultos a superarem dificuldades cognitivas e de mobilidade. É a equoterapia.<br /> Esse é um método terapêutico e educacional, no qual o cavalo é o inter¬mediador entre o praticante e o terapeuta.<br /> Apesar do grande porte físico, ele é dócil, se deixa conduzir e desenvolve um importante laço afetivo com as pessoas que com ele mantêm contato.<br /> Cada passo completo do cavalo apresenta padrões semelhantes aos do caminhar humano e, na medida em que o praticante anda sobre ele, há um ajuste natural do seu corpo ao ritmo da marcha do animal.<br /> A adaptação a esse ritmo é um dos pontos mais importantes da equoterapia.<br /> Além disso, a troca de apoio das patas, os movimentos da cabeça e do pescoço impõem ao cavaleiro um ajuste de todo o seu corpo, em resposta aos desequilíbrios provocados por esses movimentos.<br /> * * *<br /> Esse é o exemplo de apenas um animal que nos serve em diversas circunstâncias e nos traz a certeza da benevolência Divina, que colocou esses companheiros para caminhar ao nosso lado na existência terrestre.<br /> Outras espécies também nos auxiliam de formas diversas, no trabalho, no lazer, em tratamentos de saúde, além daquelas que nos servem de alimento necessário ao corpo físico e ao próprio vestuário.<br /> Infelizmente, vemos ainda situações em que eles são vítimas da indiferença e crueldade.<br /> Uns abandonados, outros levados ao extremo da força física em trabalhos pesados, por vezes à custa de açoites. Alguns presos e outros perseguidos sem piedade.<br /> Busquemos olhar para esses seres com compaixão, dedicando-lhesa consideração que merecem, pois são também herdeiros do Universo.<br /> Sejamo-lhes gratos pelo tanto que nos oferecem sem nada pedir em troca e ofertemo-lhes a nossa proteção.<br /> Para Francisco de Assis, a natureza e todos os seres eram dignos de apreço e admiração porque significavam a expressão da Divindade.<br /> Ele amava profundamente os animais.Externando a humildade e grandeza de sua alma, frequentemente se referia a eles como irmãos da Humanidade.<br /> Demonstrou um imenso amor pela natureza e nos ensinou que todas as criaturas merecem o nosso respeito.<br /> Façamos a nossa parte no mundo de hoje. Defendamos e protejamos esses seres que a Inteligencia Suprema colocou sob nossa tutela. Lembremos que, à semelhança de outros tantos, esses também se constituem talentos da Divindade às nossas vidas. E, como todos os demais, teremos que dar conta do que fizermos com eles.<br /> Pensemos nisso.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Em 14.8.2013.</em></div> <br />

UM ADVERSÁRIO À ALTURA<br /> <br /> <br /> Quando enfrentamos um poderoso inimigo, seja ele uma circunstância ou uma pessoa, nossa primeira reação é pensar nele o tempo inteiro; insultá-lo, em voz alta ou em pensamento, pois a raiva e a indignação acabam, nessas horas, falando mais alto que o bom senso e a razão.<br /> <br /> Mal percebemos que cada palavra de ressentimento, cada pensamento sombrio que invade nossa mente nada mais são do que energia que roubamos de nossa já escassa resistência e entregamos a nosso adversário. E por não termos essa consciência, é que, muitas vezes, não entendemos por que nos sentimos cada vez mais vulneráveis, enquanto nosso inimigo parece mais poderoso a cada minuto.<br /> <br /> É que, sem nos darmos conta, nós o estamos ajudando a se fortalecer, dando-lhe de graça o que precisaríamos estocar para combatê-lo; alimentando-o ao invés de fragilizá-lo. <br /> <br /> Seja o que for o inimigo que te oprime — uma pessoa, uma lembrança, uma situação — não prossigas, estupidamente, injetando-lhe vitaminas e dando-lhe de comer.<br /> <br /> O alimento, guarda-o para ti.<br /> <br /> Cada vez que seguras um insulto, que desvias a atenção do ressentimento inútil, conservas a energia que te permitirá dar a volta por cima.<br /> <br /> Se teu inimigo te maltrata e te oprime — seja ele uma circunstância ou uma pessoa — não lhe concedas o gostinho de uma lágrima nem admitas tua dor. Pois teu inimigo não cairá se te queixares: para cair, ele precisa de sua força pautada no amor, na fé e na resignação. <br /> <br /> E, com plena consciência de teu verdadeiro poder, acorda, liberto do medo, respirando o ar puro desta nova, linda, bem-vinda e maravilhosa manhã!<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Em 22.08.2013.</em></div>

<strong> A Raiva<br /> </strong><br /> o que há por trás de "explosões" de raiva?<br /> <br /> Sabe aquele ódio escaldante que bate quando a internet está lenta? <br /> Ou aquele impulso violento de buzinar no trânsito quando alguém fecha sua passagem?<br /> Pois esse fenômeno muito comum – a "explosão" de raiva – está sendo estudado. E pode até ser <br /> contornado.<br /> <br /> Em uma entrevista recente para o Science of Us, o pesquisador R. Douglas Fields explicou os motivos que nos levam a sentir essa raiva tão intensa. Fields esmiuçou todas as causas que nos levam a "explodir" e agrupou-as em nove seções: integridade física, insulto, família, ambiente, sexo, ordem social, dinheiro, tribo e impedimento, esta última relacionada a tudo que nos tolhe, fisica ou psicologicamente, e causa a sensação de encarceramento. Sempre que nos sentimos ameaçados em qualquer um desses setores, é como se algo essencial para nossas vidas estivesse em risco – e nosso cérebro se prepara para a briga como meio de defesa. "Todos temos esses 'circuitos' em nossos cérebros, porque os seres humanos se desenvolveram em uma natureza selvagem, em um ambiente em que sobrevive quem é o melhor. Nossos cérebros são os mesmos que tínhamos há cem mil anos. Mas nosso ambiente é totalmente diferente agora". <br /> <br /> É preciso entender que a "explosão" não é consciente e acontece muito rápido. Isso ocorre porque a parte do cérebro responsável por essas respostas é aquela que detecta ameaças e cria uma forma de responder a elas. Pense em alguém jogando uma bola para você: mesmo que esteja distraído, seu cérebro vai perceber a esfera em sua direção e preparar sua defesa em segundos, antes mesmo que você se dê conta disso. Vale lembrar que existe uma parte gigante do seu cérebro que se ocupa em perceber ameaças, externas e internas, e essas informações estão sempre alimentando seu cérebro – de forma totalmente subconsciente. A resposta física também é automática. <br /> <br /> O mais curioso disso tudo é que o instinto responsável pela explosão de raiva que sentimos quando a internet não colabora é exatamente o mesmo que nos move a agir de maneira positiva e instantânea – como muitos atos de "heroismo" de pessoas que salvam alguém em risco e mal se lembram do que fizeram depois. "Esse instinto funciona maravilhosamente na maior parte do tempo. Às vezes, dá errado. E é isso que que precisamos controlar". <br /> <br /> E como controlar a raiva? <br /> O próprio Fields admite: tentar acalmar alguém nervoso, muitas vezes, só deixa a situação pior. "Mas identificando o que gera essa raiva, é possível virar o jogo", explicou. Quando a pessoa se torna consciente de que este gatilho vem de um instinto ancestral, é mais fácil perceber que reagir raivosamente pode ser um exagero. "De repente, você percebe que isso não é motivo para briga – e o sentimento ruim vai embora". Entender como alguma coisa funciona sempre é o primeiro passo para usá-la melhor e ter controle sobre ela.<br /> <br /> Quantas vezes sentimos raiva de alguém ou de alguma situação, por muito tempo?<br /> <br /> Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou, ou que simplesmente não atendeu nossas expectativas?<br /> <br /> As causas que disparam a emoção da raiva podem ser muitas, mas o tempo de permanência desse sentimento em nós é uma escolha.<br /> <br /> Quando o Mestre Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete vezes, ele nos deu a chave para não sentirmos raiva, para não desejarmos vingança. Porém, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induz a atos dos quais nos arrependeremos num futuro próximo.<br /> <br /> Alimentar a raiva é contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibrações carregadas de negatividade.<br /> <br /> Também comprometer nosso organismo, envenenar órgãos nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades.<br /> <br /> Mas, como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em nós?<br /> <br /> Primeiramente, observando a nós mesmos. Por que nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam?<br /> <br /> Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irmão ferido, doente, que sofre e ainda não tem condição de agir de outra forma.<br /> <br /> Não temos controle sobre a forma do nosso próximo agir, mas podemos controlar a forma como nós reagiremos ao que ele nos apresenta.<br /> <br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, <br /> com base no livro <br /> “Por que explodimos: entendendo os circuitos da raiva em seu cérebro"<br /> Em 20.12.2016.</em></div>

<strong> Honestidade em qualquer idade</strong><br /> <br /> O que você faria se encontrasse uma carteira com mil e quinhentos reais na rua, perdida?<br /> Numa das capitais do país, um menino de doze anos não teve dúvida: devolveu!<br /> E o pré-adolescente Lucas Eduardo virou exemplo no bairro onde mora.<br /> O menino tímido encarou a situação com simplicidade surpreendente.<br /> Eu fiz porque era o certo. Imaginei que a pessoa iria precisar do dinheiro para pagar as contas, ir aos médicos, contou Lucas, em entrevista a um jornal daquela cidade.<br /> Lucas tinha razão.<br /> Evanir havia saído na manhã de segunda-feira com o objetivo de pagar as contas do mês.<br /> Viúva há sete anos e aposentada há mais de duas décadas, ela vive sozinha, com renda bem apertada.<br /> Para devolver o dinheiro, o menino teve ajuda da direção da escola onde estuda, a fim de localizar o número do telefone e comunicar-se com a idosa.<br /> Assim, ela ficou sabendo que os valores que perdera haviam sido encontrados e que estavam em boas mãos.<br /> O gesto do estudante comoveu gente de todas as idades e classes sociais na região.<br /> Dezenas de pessoas entraram em contato com a escola, onde ele estuda, para elogiar a honestidade do menino e oferecer doações.<br /> Lucas, de família humilde, tinha um sonho: ter um videogame.<br /> Ao saber da história, uma doadora anônima decidiu presentear Lucas e seus irmãos com o Playstation dos seus filhos.<br /> A história do menino não parou por aí.<br /> Ganhou repercussão internacional: chegou, inclusive, aos Estados Unidos.<br /> Uma brasileira, que lá reside, telefonou, comovida com o gesto, e ofereceu doações ao menino.<br /> Um empresário emocionado foi além: conversou com Lucas sobre a importância de sua atitude e retribuiu seu gesto com um presente: deu-lhe a mesma quantia que Lucas devolveu à dona Evanir: mil e quinhentos reais.<br /> A idosa, que recebeu a devolução, afirmou:<br /> Tão pequeno e com toda essa honestidade. É muito bonito. Às vezes, pessoas da nossa própria família não devolvem o dinheiro.<br /> * * *<br /> Até quando a honestidade será exceção em nosso mundo?<br /> Até quando precisaremos comemorar gestos como esse, que já deveriam ser normais, naturais, como foram para o menino Lucas?<br /> A honestidade estava dentro dele. Talvez nem tenha necessitado ser aprendida em casa. Estava no Espírito. Fiz porque era o certo.<br /> Quando temos esse contato íntimo com nossa consciência, passamos a ter menos dúvidas entre o certo e o errado. Ambos ficam muito claros em todas as situações.<br /> Não se precisa pensar muito se vai se jogar lixo no chão, se vai devolver o troco certo, se vai contar a verdade – tudo isso passa a ser natural.<br /> O bem precisa se tornar hábito e ir substituindo o mal aos poucos. É assim que nos transformamos e transformamos a sociedade.<br /> Se queremos que o tal jeitinho desapareça, precisamos, de uma vez por todas, incorporar este espírito de fiz porque era o certo, independente se o certo é o melhor para nós ou não. É o certo e pronto.<br /> Consultemos a consciência. As respostas estão sempre lá, onde estão inscritas todas as leis .<br /> <br /> Pensemos nisso. Façamos o certo.<br /> <div style=''text-align: right;''><strong>Redação do Pense Nisso, com base em reportagem<br /> publicada no site www.sonoticiaboa.band.uol.com.br, em 22 de<br /> agosto de 2013.<br /> <br /> </strong></div>

<strong> A Dureza da Vida<br /> </strong><br /> Sim, a vida é dura. Em tempos de supervalorização da literatura de autoajuda, em que se acredita que pensamento positivo resolve tudo e temos que agradecer simplesmente por estarmos vivos, é complicado admitir para si mesmo e para os outros que a vida é dura.<br /> Esta mensagem se destina a quem tem senso de realidade e não teme olhar para as próprias feridas. Esta mensagem se destina a quem não teme reconhecer que a vida poderia ser trocentas vezes melhor e que mesmo quando estamos bem e felizes, a vida é dura , incerta , cheia de perigos e possibilidades assustadoras. Como diz Cazuza, em uma das suas musicas, “a vida é bem mais perigosa que a morte”.<br /> Sim, existem as possibilidades agradáveis também.<br /> Viver é estar super feliz de manhã porque tivemos uma noite incrível e logo à tarde nos deparar com uma notícia péssima. Viver é estar se debulhando em lágrimas para logo em seguida ser invadido por um pensamento redentor que na salva da tristeza e desespero. Viver é estar feliz com o seu trabalho, e saber que você está desempenhando de forma eficaz e com paixão as suas tarefas, e logo em seguida, o seu chefe lhe entregar uma carta de advertência por um pequeno deslize seu.<br /> Viver é alternar estados de espírito. É passar pelo pior e pelo melhor, às vezes, numa única semana, num único dia. É ganhar e ficar com medo de perder. É perder e se sentir apaticamente tranquilo por saber que não há mais nada a perder.<br /> Viver é saber que depois dos cinquenta anos, você tem mais passado que futuro, e mesmo assim, fazer projetos para o futuro e manter o seu bom animo e otimismo.<br /> Viver é lutar diariamente. Pela sobrevivência material. Pelo amor próprio. Pelo amor da pessoa amada. E quando estamos bem de dinheiro, estamos mal no amor. E quando estamos bem no amor, estamos mal de dinheiro. E quando temos dinheiro suficiente para viver e temos a alegria do amor, nos falta saúde ou nos falta qualquer coisa que nem sabíamos que era importante para a gente quando a tínhamos.<br /> Sim, sempre uma das teclas do piano está quebrada. Sempre estamos em conflito em relação a algum tema ou à alguma pessoa ou a nós mesmos. Ou é o presente que não está bom. Ou é o futuro que nos amedronta. Ou é o passado que vem tomar com a gente um café adoçado com fel.<br /> Sofremos pelo o que aconteceu e por aquilo que também poderia ter acontecido e não aconteceu e nós queríamos que acontecesse. Sofremos até mesmo por aquilo que não aconteceu e não queríamos realmente que acontecesse.<br /> Os ufanistas acharão esta mensagem profundamente pessimista. Mas o objetivo não é fazer ninguém se deitar em posição fetal. Pelo contrário. É mostrar que a vida é isso mesmo e que se você está se sentindo confuso, triste ou sem saber o que pensar ou como agir diante de uma situação complicada, não há nada de errado com você. É isso mesmo. Esta é a vida: caótica, linda e implacável. Não se sinta culpado se fosse não consegue ser essa pessoa que os “bam bam bans” de palestras de auto ajuda pedem pra você ser.<br /> São os :“12 passos para ser um vencedor”, os “vencendo desafios e conquistando a felicidade”, os “high performance” ...que você acaba se achando um zero a esquerda. Depois de anos nos maltratando, exigindo façanhas impossíveis, melhorar a autoestima parece ser mais uma daquelas metas absurdas e no final das contas, acabar nos causando mais sofrimento.<br /> O caso é que a auto estima virou o novo produto da moda. Estão aparecendo cursos voltados pro esse assunto, reportagens na TV, matérias em revistas, Facebook...cujo intuito é vender mais um produto.<br /> A vida não tem uma formula concreta. A vida não é um manual de instrução.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>A vida é, apesar de tudo, um hino de louvor á você mesmo.<br /> Viva A vida.<br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> Redação do Pense Nisso Com base na mensagem <br /> “é preciso sobreviver à dureza da vida “de Silvia Marques .Em 01.09.2016.</em></div>

PATO OU ÁGUIA?<br /> <br /> Estávamos no aeroporto quando um taxista se aproximou. A primeira coisa que notamos foi um táxi limpo e brilhante. O motorista vestido de forma simples, mas, como diziam os antigos, “estava bem no linho”; camisa branca bem passada e com gravata. O taxista saiu, nos abriu a porta e disse: "Eu sou Willy, seu chofer. Enquanto guardo sua bagagem, gostaria que o senhor lesse neste cartão qual é a minha missão." No cartão estava escrito: - “Missão de Willy - Levar meus clientes a seu destino de forma rápida, segura e econômica, oferecendo um ambiente amigável” - Ficamos impressionado. O interior do táxi estava igualmente limpo. Willy nos perguntou: "O sr. aceita um café?" Brincando com ele, dissemos: "Não, preferimos um suco". Imediatamente ele respondeu: "sem problema. Eu tenho uma térmica com suco normal e também diet, bem como água" – e continuou: "Se desejar ler, tenho o jornal de hoje e também algumas revistas." Ao começar a corrida Willy nos disse: "Essas são as estações de rádio que tenho e esse é os repertórios que elas tocam." Como se já não fosse muito, o Willy ainda me perguntou se a temperatura do ar condicionado estava boa. Daí nos avisou qual era a melhor rota para nosso destino e se queríamos conversar com ele ou se preferíamos ficar em silencio. Perguntamos: "Você sempre atendeu seus clientes assim?" "Não", ele respondeu. "Não sempre. Somente nos últimos dois anos. Meus primeiros anos como taxista passei a maior parte do tempo me queixando igual aos demais taxistas. Um dia ouvi um doutor especialista em desenvolvimento pessoal. Ele escreveu um livro que dizia: “Se você levanta pela manhã esperando ter um péssimo dia, certamente o terá. Não seja um pato. Seja uma águia! Os patos só fazem barulho e se queixam, as águias se elevam acima do grupo. Eu estava todo o tempo fazendo barulho e me queixando. Então decidi mudar minhas atitudes e ser uma águia. Olhei os outros táxis e motoristas.... Os táxis sujos, os motoristas pouco amigáveis e os clientes insatisfeitos. Decidi fazer umas mudanças. Quando meus clientes responderam bem, fiz mais algumas mudanças. No meu primeiro ano como águia dupliquei meu faturamento. Este ano já quadrupliquei. O sr. teve sorte de tomar meu táxi hoje. Já não estou mais na parada de táxis. Meus clientes fazem reserva pelo meu celular ou mandam mensagens. Se não posso atender, consigo um amigo taxista "águia" confiável para fazer o serviço." <br /> Willy era fenomenal. Oferecia um serviço de limusine em um táxi normal. Willy o taxista decidiu deixar de fazer ruído e queixar-se como fazem os patos e passou a voar por sobre o grupo, como fazem as águias. <br /> ******<br /> Não importa se você trabalha em um escritório, com manutenção, professor, servidor público, político, executivo, empregado ou profissional liberal. Como você se comporta? Se dedica a fazer barulho e se queixar? Ou está se elevando acima dos demais? A concorrência sempre vai existir e ela é positiva. Faz com que as coisas e as pessoas progridam. <br /> A decisão é sua e cada vez você tem menos tempo para mudar.<br /> Afinal, você é um pato ou uma águia?<br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso- <br /> com base numa postagem no Facebook<br /> Em 28.06.2017</em></div>