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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O URSO E A PANELA QUENTE
26 Abr 20183:08EP 928

O URSO E A PANELA QUENTE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>O URSO E A PANELA QUENTE<br /> <br /> Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.<br /> A &eacute;poca era de escassez, por&eacute;m, seu faro agu&ccedil;ado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de ca&ccedil;adores.<br /> Ao chegar l&aacute;, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi at&eacute; a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panel&atilde;o de comida.<br /> <br /> Quando a tina j&aacute; estava fora da fogueira, o urso a abra&ccedil;ou com toda sua for&ccedil;a e enfiou a cabe&ccedil;a dentro dela, devorando tudo.<br /> Enquanto abra&ccedil;ava a panela, come&ccedil;ou a perceber algo lhe atingindo. <br /> Na verdade, era o calor da tina... <br /> Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.<br /> O urso nunca havia experimentado aquela sensa&ccedil;&atilde;o e, ent&atilde;o, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.<br /> Come&ccedil;ou a urrar muito alto. <br /> E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.<br /> <br /> Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. <br /> Quando os ca&ccedil;adores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma &aacute;rvore pr&oacute;xima &agrave; fogueira, segurando a tina de comida.<br /> O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a express&atilde;o de estar rugindo.<br /> <br /> <br /> Quando terminei de ouvir esta hist&oacute;ria de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abra&ccedil;amos certas coisas que julgamos ser importantes.<br /> Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.<br /> Temos medo de abandon&aacute;-las e esse medo nos coloca numa situa&ccedil;&atilde;o de sofrimento, de desespero. <br /> Apertamos essas coisas contra nossos cora&ccedil;&otilde;es e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.<br /> Para que tudo d&ecirc; certo em sua vida, &eacute; necess&aacute;rio reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salva&ccedil;&atilde;o vai lhe dar condi&ccedil;&otilde;es de prosseguir.<br /> Tenha a coragem e a vis&atilde;o que o urso n&atilde;o teve.<br /> Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu cora&ccedil;&atilde;o arder.<br /> Pense Nisso e solte a panela!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base de um texto an&ocirc;nimo<br /> Em 16.4.2014.<br /> </span><br />

OS TREZE PASSOS PARA O BEM
25 Abr 20182:47EP 927

OS TREZE PASSOS PARA O BEM

&nbsp;OS 13 PASSOS PARA O BEM<br /> <br /> Caros ouvintes do pense nisso;<br /> Durante a nossa exist&ecirc;ncia deparamos com v&aacute;rios manuais e livros de auto-ajuda , que nos indicam formulas para o sucesso... Mas, para construirmos os alicerces de uma vida mais feliz e fraterna, devemos seguir 13 passos para o bem. N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, mas devemos pelo menos tentar. A seguir o pense nisso, traz os 13 passos para um bem viver:<br /> <br /> 1- por mais que lhe falem da tristeza . . .<br /> . . . Prossiga sorrindo !<br /> <br /> 2- por mais que lhe demonstrem rancor . . .<br /> . . . Prossiga perdoando !<br /> <br /> 3- por mais que lhe tragam decep&ccedil;&otilde;es . . .<br /> . . . Prossiga confiando !<br /> <br /> 4- por mais que lhe ameacem de fracasso . . .<br /> . . . Prossiga apostando na vit&oacute;ria !<br /> <br /> 5- por mais que lhe apontem erros . . .<br /> . . . Prossiga com os seus acertos !<br /> <br /> 6- por mais que discursem sobre a ingratid&atilde;o . . .<br /> . . . Prossiga ajudando !<br /> <br /> 7- por mais que noticiem a mis&eacute;ria . . .<br /> . . . Prossiga crendo na prosperidade !<br /> <br /> 8- por mais que lhe mostrem destrui&ccedil;&otilde;es . . .<br /> . . . Prossiga na constru&ccedil;&atilde;o !<br /> <br /> 9- por mais que acenem doen&ccedil;as . . .<br /> . . . Prossiga vibrando sa&uacute;de !<br /> <br /> 10- por mais que exibam ignor&acirc;ncia . . .<br /> . . . Prossiga exercitando sua intelig&ecirc;ncia !<br /> <br /> 11- por mais que o assustem com a velhice . . .<br /> . . . Prossiga sentindo-se jovem !<br /> <br /> 12- por mais que plantem o mal . . .<br /> . . . Prossiga semeando o bem !<br /> <br /> 13- por mais que contem mentiras . . .<br /> . . . Prossiga na sua verdade !<br /> <br /> Por mais dif&iacute;cil que lhe pare&ccedil;am <br /> essas 13 tarefas . . .<br /> <br /> . . . Prossiga acreditando na capacidade que <br /> deus lhe deu para cumpri-las !<br /> <br /> Pense nisso, e construa uma vida melhor pra voc&ecirc; e para a sua fam&iacute;lia.<br />

MÁGOA DESNECESSÁRIA
23 Abr 20184:19EP 926

MÁGOA DESNECESSÁRIA

<span style=''font-size: small;''>M&Aacute;GOA DESNECESS&Aacute;RIA<br /> <br /> As rela&ccedil;&otilde;es humanas ser&atilde;o sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E n&atilde;o poderia ser diferente.<br /> Como somos seres em evolu&ccedil;&atilde;o, muito ainda h&aacute; que se construir nas conquistas emocionais para que o equil&iacute;brio, a justi&ccedil;a e a retid&atilde;o sejam as ferramentas no relacionamento humano.<br /> N&atilde;o &eacute; raro indiv&iacute;duos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros.<br /> O racioc&iacute;nio se torna quase que natural, frente a tantos esfor&ccedil;os que temos que empreender, tanta paci&ecirc;ncia a exercitar, no trato com o semelhante.<br /> E n&atilde;o s&atilde;o poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela institui&ccedil;&atilde;o. Esses buscam a paz que n&atilde;o encontravam nas rela&ccedil;&otilde;es sociais e familiares.<br /> Muito embora assim o fa&ccedil;am imbu&iacute;dos, por vezes, das mais nobres inten&ccedil;&otilde;es, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da conviv&ecirc;ncia.<br /> Somente nos atritos que vivemos &eacute; que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experi&ecirc;ncias, de crescer, de superar aos poucos os pr&oacute;prios limites de intera&ccedil;&atilde;o social.<br /> Somos todos indiv&iacute;duos criados para viver em conjunto e a vida solit&aacute;ria somente nos causaria graves sequelas &agrave; vida emocional e psicol&oacute;gica.<br /> &Eacute; na experi&ecirc;ncia de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de afli&ccedil;&otilde;es e exemplos inesquec&iacute;veis.<br /> &Eacute; natural que nossas rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o sejam sempre pautadas pela harmonia. S&atilde;o nossos valores &iacute;ntimos que determinam os entrechoques que, n&atilde;o raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufru&iacute;mos.<br /> Como ainda n&atilde;o nos acostumamos a viver em estabilidade &iacute;ntima por longos per&iacute;odos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposi&ccedil;&otilde;es variadas em nossos relacionamentos.<br /> Pensando assim, pode-se concluir o quanto &eacute; desnecess&aacute;rio e improdutivo viver-se carregando no &iacute;ntimo m&aacute;goas e malqueren&ccedil;as.<br /> Ningu&eacute;m h&aacute; no planeta que n&atilde;o se aborre&ccedil;a quando recebe do outro o que n&atilde;o gostaria de receber. No entanto, n&atilde;o podemos esquecer que ningu&eacute;m tamb&eacute;m pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, n&atilde;o cause aborrecimentos e m&aacute;goas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.<br /> Desta forma, cabe a cada um de n&oacute;s procurar resolver mal-entendidos, chatea&ccedil;&otilde;es e m&aacute;goas com os recursos dispon&iacute;veis do di&aacute;logo, do entendimento, da desculpa e do perd&atilde;o. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte tamb&eacute;m acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.<br /> Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispens&aacute;vel o armazenamento de sentimentos como a m&aacute;goa ou a raiva no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> H&aacute; tanto a se realizar de bom e de &uacute;til a cada dia, e o tempo est&aacute; t&atilde;o apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos m&aacute;goa na alma, qualquer que seja a intensidade.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita, com base no cap. 41, do<br /> livro A&ccedil;&otilde;es corajosas para viver em paz, pelo Esp&iacute;rito <br /> Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 27.08.2010.<br /> <br /> </span><br />

A RECEITA DE DONA CACILDA
21 Abr 20184:27EP 925

A RECEITA DE DONA CACILDA

&nbsp;A RECEITA DE DONA CACILDA<br /> <br /> Eu conheci Dona Cacilda, uma senhora de 92 anos, mi&uacute;da, e t&atilde;o elegante, que todo dia &agrave;s 08 da manh&atilde; ela j&aacute; est&aacute; toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca vis&atilde;o. <br /> E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e n&atilde;o havia outra solu&ccedil;&atilde;o.. <br /> Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em dire&ccedil;&atilde;o ao elevador, dei uma descri&ccedil;&atilde;o do seu min&uacute;sculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. <br /> Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho. <br /> - Ah, eu adoro essas cortinas.... <br /> - Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco... <br /> - Isto n&atilde;o tem nada a ver, ela respondeu, felicidade &eacute; algo que voc&ecirc; decide por princ&iacute;pio. Se eu vou gostar ou n&atilde;o do meu quarto, n&atilde;o depende de como a mob&iacute;lia vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu j&aacute; decidi que vou adorar. &Eacute; uma decis&atilde;o que tomo todo dia quando acordo. <br /> Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que n&atilde;o funcionam bem... <br /> Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. <br /> - Simples assim? &ndash; perguntei.<br /> - Nem tanto; isto &eacute; para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas &eacute; bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseq&uuml;&ecirc;ncia, os sentimentos. <br /> Calmamente ela continuou: <br /> - Cada dia &eacute; um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas tamb&eacute;m as lembran&ccedil;as alegres que eu guardei para esta &eacute;poca da vida. A velhice &eacute; como uma conta banc&aacute;ria: voc&ecirc; s&oacute; retira aquilo que guardou. Ent&atilde;o, meu conselho para voc&ecirc; &eacute; depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembran&ccedil;as. E, ali&aacute;s, obrigada por este seu dep&oacute;sito no meu Banco de lembran&ccedil;as. Como voc&ecirc; v&ecirc;, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, s&aacute;bio &eacute; quem a simplifica.. <br /> Depois me pediu para anotar: <br /> <br /> Como manter-se jovem: <br /> <br /> 1. Deixe fora os n&uacute;meros que n&atilde;o s&atilde;o essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.<br /> <br /> Deixe que os m&eacute;dicos se preocupem com isso. <br /> <br /> 2. Aprenda sempre: <br /> <br /> Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. N&atilde;o deixe que o c&eacute;rebro se torne pregui&ccedil;oso. <br /> 'Uma mente pregui&ccedil;osa &eacute; oficina do Alem&atilde;o.' E o nome do Alem&atilde;o &eacute; Alzheimer! <br /> <br /> 3. Aprecie mais as pequenas coisas <br /> <br /> 4. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria at&eacute; lhe faltar o ar. <br /> E se tiver um amigo que o fa&ccedil;a rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela! <br /> <br /> 5. Quando as l&aacute;grimas aparecerem <br /> Aguente, sofra e ultrapasse. <br /> A &uacute;nica pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos n&oacute;s pr&oacute;prios. <br /> VIVA enquanto estiver vivo. <br /> <br /> 6. Rodeie-se das coisas que ama: <br /> Quer seja a fam&iacute;lia, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. <br /> O seu lar &eacute; o seu refugio. <br /> <br /> 7. Tome cuidado com a sua sa&uacute;de: <br /> Se &eacute; boa, mantenha-a.. <br /> Se &eacute; inst&aacute;vel, melhore-a. <br /> Se n&atilde;o consegue melhora-la , procure ajuda. <br /> <br /> 8. N&atilde;o fa&ccedil;a viagens de culpa.. Fa&ccedil;a uma viagem a uma cidade, at&eacute; a um pa&iacute;s diferente, mas N&Atilde;O para onde haja culpa <br /> <br /> <br /> 09. Diga &agrave;s pessoas que ama que as ama a cada oportunidade. <br /> <br /> <br /> E, se n&atilde;o mandar esta mensagem a pelo menos quatro pessoas - quem &eacute; que se importa? <br /> Ser&atilde;o apenas menos quatro pessoas que deixar&atilde;o de sorrir ao ver uma mensagem sua. <br /> Mas se puder pelo menos partilhe com algu&eacute;m!<br /> Acesse:centroamericafm.com.br - o texto vai estar l&aacute;... e &eacute; de gra&ccedil;a.<br /> <br /> Pense Nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em><br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Baseado em uma conversa do autor com Dona Cacilda<br /> <br /> 17.07.2012</em></div>

PETER PAN E A RESPONSABILIDADE
18 Abr 20184:36EP 924

PETER PAN E A RESPONSABILIDADE

<strong>&nbsp;Peter Pan e a responsabilidade</strong><br /> <br /> O escoc&ecirc;s J.M. Barrie criou, por volta do ano 1902, o seu personagem Peter Pan, representando uma crian&ccedil;a que n&atilde;o desejava crescer.<br /> A tem&aacute;tica envolvendo o jovem Pan est&aacute;, sobretudo, na quest&atilde;o de evitar os desconfortos da vida adulta, as responsabilidades, os sofrimentos.<br /> A chamada S&iacute;ndrome de Peter Pan tornou-se um termo psiqui&aacute;trico usado para descrever um adulto que receia os comprometimentos, e se recusa a agir conforme sua idade, a amadurecer.<br /> Responsabilidade &eacute; uma palavra que d&oacute;i, s&oacute; de dizer, s&oacute; de pensar, para muitos jovens, nesses dias.<br /> Tudo parece mais leve, mais f&aacute;cil, quando nos abrigamos na Terra do sonho, ou na Terra do Nunca, usando da localiza&ccedil;&atilde;o criada pelo pai de Pan, Barrie.<br /> Compromissos s&atilde;o pesados, exigem isso, exigem aquilo. Por isso, &eacute; melhor n&atilde;o t&ecirc;-los &ndash; pensam muitos.<br /> Amadurecimento parece sin&ocirc;nimo de tristeza, de pris&atilde;o.<br /> N&atilde;o h&aacute; nada de mal em querer manter viva a sua por&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a, sua alma juvenil e sonhadora. A alma dos planos, da imagina&ccedil;&atilde;o f&eacute;rtil, da criatividade &ndash; tudo isso &eacute; muito bom.<br /> Por&eacute;m, o exagero, a falta de encarar a vida como uma responsabilidade s&eacute;ria, poder&aacute; trazer muitos preju&iacute;zos ao Esp&iacute;rito em desenvolvimento.<br /> Por que ter medo da responsabilidade? Do compromisso? S&atilde;o leis da natureza - caminhos necess&aacute;rios da vida.<br /> E a responsabilidade n&atilde;o precisa ser vista como algo pesado, penoso, que cerceia nossa liberdade. Pelo contr&aacute;rio: quanto mais respons&aacute;veis somos, e cumpridores de nossos deveres, mais livres seremos.<br /> Ser respons&aacute;vel &eacute; poder responder pelas pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es. &Eacute; poder justificar as raz&otilde;es dos pr&oacute;prios atos. Assim, &eacute; da lei natural.<br /> Fugir da responsabilidade &eacute; fugir da vida, das Leis Divinas.<br /> &Eacute; como se ous&aacute;ssemos dizer, em determinada manh&atilde;: Hoje n&atilde;o serei influenciado pela for&ccedil;a da gravidade!<br /> N&atilde;o h&aacute; como escapar. a falta de responsabilidade aqui gera ali, pela lei universal de causa e efeito, o compromisso de repara&ccedil;&atilde;o, de ajuste, de acerto.<br /> Assim, a fuga &eacute; apenas tempor&aacute;ria, a responsabilidade apenas postergada, e novos comprometimentos adquiridos. Muitos deles, inclusive, que n&atilde;o seriam necess&aacute;rios.<br /> Em fun&ccedil;&atilde;o de tudo isso perguntar&iacute;amos aos que clamam a liberdade sem responsabilidade: De que adianta fugir? De que adianta postergar?<br /> A vida adulta n&atilde;o precisa ser encarada com esse cenho carregado, com essa seriedade sisuda, cabisbaixa, amarga.<br /> Nossa por&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a &ndash; n&atilde;o a que n&atilde;o deseja crescer, mas a que n&atilde;o deseja amargar - sempre nos auxiliar&aacute; a enxergar os acontecimentos sob o lado bom dos mesmos.<br /> Ela nos trar&aacute; o humor saud&aacute;vel, a leveza nos relacionamentos com os outros, o cora&ccedil;&atilde;o aberto, sem as m&aacute;culas dos preconceitos, o sorriso constante de gratid&atilde;o pela oportunidade de viver.<br /> Que possamos levar, da figura simp&aacute;tica de Peter Pan, a leveza de seus voos, da por&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a que nos ajuda a nunca desistir dos sonhos almejados.<br /> Que possamos carregar em n&oacute;s a crian&ccedil;a que deseja crescer sim, em seu tempo, sem pressa, aproveitando cada fase da vida com tudo que tem a nos conceder de melhor.<br />

COMO SE ESCREVE
17 Abr 20184:48EP 923

COMO SE ESCREVE

<span style=''font-size: small;''>COMO SE ESCREVE?<br /> <br /> Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do Jardim de Inf&acirc;ncia pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.<br /> Joey desenhou a sua fam&iacute;lia. Depois, tra&ccedil;ou um grande c&iacute;rculo com l&aacute;pis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do c&iacute;rculo, ele saiu de sua mesinha e foi at&eacute; &agrave; mesa da professora.<br /> Professora, como a gente escreve...?<br /> Ela n&atilde;o o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e n&atilde;o se atrever mais a interromper a aula. Joey dobrou o papel e o guardou no bolso.<br /> Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi at&eacute; sua mochila, pegou um l&aacute;pis e olhou para o grande c&iacute;rculo vermelho.<br /> Sua m&atilde;e estava preparando o jantar, indo e vindo do fog&atilde;o para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostr&aacute;-lo para ela.<br /> Mam&atilde;e, como a gente escreve...?<br /> Menino, n&atilde;o d&aacute; para ver que estou ocupada agora? V&aacute; brincar l&aacute; fora. E n&atilde;o bata a porta. -Foi a resposta dela.<br /> Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso. Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande c&iacute;rculo vermelho, foi at&eacute; &agrave; cozinha e pegou o l&aacute;pis. Ele queria terminar o desenho antes de mostr&aacute;-lo para seu pai.<br /> Alisou bem as dobras e colocou o desenho no ch&atilde;o da sala, perto da poltrona reclin&aacute;vel do seu pai.<br /> Papai, como a gente escreve...?<br /> Joey, estou lendo o jornal e n&atilde;o quero ser interrompido. V&aacute; brincar l&aacute; fora. E n&atilde;o bata a porta.<br /> O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua m&atilde;e separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da cal&ccedil;a do filho, enrolados num papel, uma pedrinha, um peda&ccedil;o de barbante e duas bolinhas de gude.<br /> Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.<br /> Os anos rolaram...<br /> Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua fam&iacute;lia. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:<br /> Este aqui &eacute; voc&ecirc;, papai!<br /> A garota tamb&eacute;m riu. O pai olhou pra o grande c&iacute;rculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente come&ccedil;ou a passar o dedo sobre o c&iacute;rculo.<br /> Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou:<br /> Eu volto logo!<br /> E voltou. Com um l&aacute;pis na m&atilde;o. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do l&aacute;pis perto do topo do grande c&iacute;rculo vermelho e perguntou:<br /> Papai, como a gente escreve amor?<br /> Ele abra&ccedil;ou a filha, tomou a sua m&atilde;ozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:<br /> Amor, querida, amor se escreve com as letras t...e...m...p...o.<br /> * * *<br /> Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extrapara amar, n&atilde;o esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa &eacute; ter quem ou&ccedil;a e opine, quem participe e vibre, quem conhe&ccedil;a e incentive.<br /> N&atilde;o espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, fam&iacute;lia, afei&ccedil;&atilde;o.<br /> Por fim, lembre: se voc&ecirc; n&atilde;o tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano &eacute; um po&ccedil;o de criatividade e o tempo...bom, o tempo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap.<br /> C&iacute;rculo de amor, de Jeannie S. Williams, <br /> da obra Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o da mulher,<br /> de Alice Gray, ed. United Press, 2002.<br /> Em 14.01.2013.</span></em></div>

PAIS CRUCIFICADOS
16 Abr 20183:20EP 922

PAIS CRUCIFICADOS

<strong>&nbsp;Pais crucificados</strong><br /> <br /> <br /> Quando vemos o jovem que passa, com andar irreverente, cabelos coloridos, roupas extravagantes e pulseiras de v&aacute;rios modelos e cores, logo imaginamos que &eacute; filho de pais descuidados.<br /> Todavia, n&atilde;o raro, por tr&aacute;s desse jovem, aparentemente rebelde, h&aacute; pais de consci&ecirc;ncia tranquila e segura por saber que, apesar da apar&ecirc;ncia um tanto ex&oacute;tica, seu filho &eacute; uma alma boa, educada, respeitadora das leis.<br /> No entanto, h&aacute; jovens de apar&ecirc;ncia harm&ocirc;nica, de gestos reverentes e roupas bem alinhadas que crucificam seus pais impondo-lhes dores e sacrif&iacute;cios cru&eacute;is.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos rebeldes, desobedientes e inconsequentes, cuja indiferen&ccedil;a aos conselhos paternos se constitui em verdadeiro mart&iacute;rio.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos toxic&ocirc;manos, infelizes, desditosos.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos prostitu&iacute;dos e prostituidores, que carregam o cora&ccedil;&atilde;o envolto em dor suprema.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos criminosos, que carregam no cora&ccedil;&atilde;o a amargura de ver o rebento criado com tanto carinho, detido por grades como se fosse fera perigosa.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos corruptos, desleais, que sentem na alma a desdita de ver seus mais sinceros esfor&ccedil;os por bem educ&aacute;-los se perderem como gotas que somem em terreno &aacute;rido.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos ingratos ou indiferentes, que trazem a alma dilacerada pelos espinhos cru&eacute;is dessas chagas morais.<br /> H&aacute; pais crucificados por filhos adotivos que n&atilde;o se cansam de lhes atirar no rosto o fato de n&atilde;o serem filhos naturais, esquecidos de que os pais adotivos os aceitaram por op&ccedil;&atilde;o, por amor, e n&atilde;o por obriga&ccedil;&atilde;o ou imposi&ccedil;&atilde;o.<br /> H&aacute; pais crucificados pela solid&atilde;o... pela saudade...<br /> H&aacute; pais crucificados por tantas dores...<br /> Mas, acima de todas essas dores, h&aacute; um Pai justo, amoroso e bom, que tudo v&ecirc; e a tudo prov&ecirc;.<br /> Se voc&ecirc; &eacute; um desses pai ou m&atilde;e que carrega sua cruz em sil&ecirc;ncio, pense que Intelig&ecirc;ncia Suprema observa seus sofrimentos e vela por seus passos.<br /> Pense que essa alma, antes de ser seu filho &eacute; filho do Universo.<br /> O importante &eacute; que sua consci&ecirc;ncia esteja tranquila por ter feito e continuar fazendo todo o poss&iacute;vel para bem educar seu filho.<br /> Por essa raz&atilde;o, se o seu cora&ccedil;&atilde;o de pai ou de m&atilde;e est&aacute; desalentado e o desespero lhe ronda a alma, lembre-se da ora&ccedil;&atilde;o.<br /> Ore com fervor rogando for&ccedil;as para seguir em frente e dar conta dessa miss&atilde;o grandiosa que o Criador lhe confiou.<br /> N&atilde;o permita que o des&acirc;nimo lhe fa&ccedil;a companhia.<br /> Os dias passam e com eles surgem novas oportunidades, e o Universo possui recursos inimagin&aacute;veis.<br /> Pense que seus esfor&ccedil;os de hoje ser&atilde;o compensados pelas alegrias de um amanh&atilde; feliz, ap&oacute;s vencidas as &aacute;rduas lutas por conduzir essas almas rebeldes que hoje s&atilde;o seus filhos.<br /> * * *<br /> Pais e m&atilde;es, v&oacute;s sois os arcos dos quais vossos filhos s&atilde;o arremessados como flechas vivas.<br /> O arqueiro, que &eacute; o Criador, mira o alvo na senda do Infinito e vos estica com toda a sua for&ccedil;a para que Suas flechas se projetem, r&aacute;pidas e para longe.<br /> Que vosso encurvamento na m&atilde;o do Arqueiro seja vossa alegria, pois assim como o Arqueiro ama a flecha que voa, ama tamb&eacute;m o arco que permanece est&aacute;vel.<br /> Pense nisso!<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com pensamentos finais do cap. Os filhos, do livro O profeta, de Gibran Khalil Gibran, ed. Agici.<br />

NOSSAS INGRATIDÕES
12 Abr 20184:21EP 921

NOSSAS INGRATIDÕES

<span style=''font-size: small;''>NOSSAS INGRATID&Otilde;ES<br /> <br /> &Eacute; poss&iacute;vel que voc&ecirc; pense que poderia ser mais inteligente e se aborre&ccedil;a com suas limita&ccedil;&otilde;es pessoais e com os esfor&ccedil;os necess&aacute;rios para estudar, aprender, avan&ccedil;ar.<br /> Mas talvez nunca tenha pensado naqueles que renascem com profundas limita&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea do intelecto, desconectados da pr&oacute;pria mente, imersos nessa ou naquela sequela f&iacute;sica, em vidas de resgate e expia&ccedil;&atilde;o. Talvez esses tenham dificuldades maiores do que as suas.<br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou que poderia ter um corpo mais harmonioso, mais elegante e condizente com os padr&otilde;es de beleza institu&iacute;dos.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que trazem deforma&ccedil;&otilde;es, mutila&ccedil;&otilde;es, limita&ccedil;&otilde;es na veste org&acirc;nica, com dificuldades para andar, falar, ouvir ou enxergar. Esses desejariam muito ter o corpo exatamente igual ao seu.<br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou que poderia ter mais dinheiro, morar em uma casa maior, ter um carro da moda ou viajar para pa&iacute;ses distantes.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem da caridade alheia, sem a op&ccedil;&atilde;o de um trabalho digno para se sustentar, sem garantia de moradia ou de alimenta&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria.<br /> Esses, possivelmente, sonhem em ter a casa e o sal&aacute;rio que voc&ecirc; disp&otilde;e.<br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou que sua fam&iacute;lia &eacute; um peso imenso em seus ombros, que gostaria de ter os filhos semelhantes &agrave;queles que voc&ecirc; v&ecirc; em outros lares e ter o c&ocirc;njuge igual a outros casais que voc&ecirc; conhece.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem s&oacute;s, sem fam&iacute;lia, sem algu&eacute;m para dizer oiao chegar em casa, para dividir suas frustra&ccedil;&otilde;es e seus sonhos, ou para compartilhar a mesa de refei&ccedil;&otilde;es.<br /> &Eacute; poss&iacute;vel que esses sonhem todos os dias em ter uma fam&iacute;lia como a sua, problem&aacute;tica e de dif&iacute;cil trato, mas pelo menos teriam seres pr&oacute;ximos a quem pudessem entregar o seu amor, compartilhar suas car&ecirc;ncias.<br /> * * *<br /> Muitas vezes sonhamos com outra vida, outro corpo, outros entes queridos, outra trajet&oacute;ria.<br /> Sonhamos com aquilo que, infantilmente, imaginamos nos faria felizes.<br /> Mas, possivelmente, a beleza do corpo nos trouxesse a vaidade desmedida.<br /> A intelig&ecirc;ncia privilegiada nos tornasse arrogantes e pretensiosos.<br /> O dinheiro em excesso talvez nos conduzisse a v&iacute;cios e comportamentos comprometedores.<br /> E nos destituirmos da fam&iacute;lia seria o caminho para o ego&iacute;smo e a solid&atilde;o.<br /> Dessa forma, percebemos que a vida &eacute; feita de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os, de oportunidades de aprendizado. Tudo ao nosso redor &eacute; aquilo que Deus prov&ecirc; para melhor aproveitarmos a oportunidade da vida.<br /> E os Seus des&iacute;gnios s&atilde;o de sabedoria e amor irretoc&aacute;veis.<br /> Assim, ao analisarmos tudo que temos, nosso corpo, nossa condi&ccedil;&atilde;o financeira, nossas capacidades e nossa fam&iacute;lia, agrade&ccedil;amos a Deus por tudo isso.<br /> Afinal, de nossa exist&ecirc;ncia, o que nos pertence mesmo &eacute; aquilo que podemos guardar no cofre do cora&ccedil;&atilde;o. Tudo o mais &eacute; empr&eacute;stimo Divino para que possamos galgar a estrada rumo &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o.<br /> S&atilde;o empr&eacute;stimos que nos cabe usufruir de forma consciente, deles extraindo o melhor.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 8.4.2013.<br /> </em></div> </span><br />

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